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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO DOS POSTERS / POSTERS PRESENTATIONS - ABSTRACTS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font size="2" face="Verdana"><b>PD_18</b></font></p>      <p><b><font size="4" face="Verdana">Conhecer para tranquilizar – síndroma de Buschke Ollendorff, caso clínico</font></b></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>Isabel Ayres Pereira<sup>1</sup>, Ana Luísa Leite<sup>1</sup>, Luciana Barbosa<sup>2</sup>, Ana Luísa Duarte<sup>2</sup>, Eckart Haneke<sup>2</sup>, Osvaldo Correia<sup>2</sup></b></font></p> <font size="2" face="Verdana"> </font>    <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup> Serviço de Pediatria do CHVNG/E.    <br> <sup>2</sup>  Centro de Dermatologia Epidermis</font></p>  <font size="2" face="Verdana">    <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b>: O Síndroma de Buschke Ollendorff (SBO) é uma entidade rara de transmissão autossómica dominante caracterizada por nevos de tecido conjuntivo e osteopoiquilose. Resulta de uma mutação com perda de função do gene LEMD3 que codifica uma proteína reguladora negativa do fator de transformação de crescimento &#946; e da proteína óssea morfogénica.</p>      <p><b>Caso Clínico: </b>Criança do sexo masculino, 7 anos de idade, previamente saudável. Com lesões cutâneas indolores e não pruriginosas na coxa direita e abdómen desde os 2 anos de idade com aumento progressivo em número e tamanho. Do exame objetivo destacam-se lesões nodulo-papulares com coalescência em placa na superfície anterior da coxa direita e regiões lombossagrada e hipogástrica esquerda, de contornos irregulares e tonalidade amarela, com superfície lisa e consistência elástica.</p>      <p>Da história familiar materna destacam-se bisavó, avó, mãe e 3 tias com lesões cutâneas semelhantes, mãe com múltiplos focos hiperdensos na radiografia dos pés, e tia materna em investigação por suspeita de neoplasia/metástases óssea(s). A histopatologia do fragmento de biópsia da lesão na coxa direita foi compatível com dermatofibroma mixóide. Perante a suspeita de SBO realizou radiografia das mãos, punhos, joelhos, tornozelos e pés que revelou pequenos focos radiopacos no 2º metacarpo, cubóide, e região distal da tíbia e perónio esquerdos. O eletrocardiograma e ecocardiograma foram normais. Foi pedido estudo genético que detetou mutação em heterozigotia no gene LEMD3 compatível com o diagnóstico clínico de SBO.</p>      <p>Três anos depois verifica-se aumento discreto do número de lesões cutâneas, e refere queixas esporádicas de dor ligeira nos membros inferiores sem limitação das atividade da vida diária.</p>      <p><b>Comentários: </b>O SBO tem uma penetrância e expressão fenotípica variáveis, estando descritos casos de lesões cutâneas e ósseas isoladamente. A osteopoiquilose é progressiva e mais evidente a partir da puberdade, e a dor óssea está descrita em apenas 25% dos casos e é habitualmente ligeira. Esta é uma entidade benigna sem sequelas a longo prazo, e o seu conhecimento e suspeição são fulcrais para o diagnóstico precoce permitindo tranquilizar a família e evitar investigações dispendiosas e desnecessárias.</p> </font>      ]]></body>
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