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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO DOS POSTERS / POSTERS PRESENTATIONS - ABSTRACTS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font size="2" face="Verdana"><b>PD_23</b></font></p>      <p><b><font size="4" face="Verdana">Retenção urinária aguda num recém-nascido – caso clínico</font></b></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>Ana Coelho<sup>1</sup>; Catarina Sousa<sup>1</sup>; Ana Sofia Marinho<sup>1</sup>; Ribeiro de Castro<sup>1</sup>; Fátima Carvalho<sup>1</sup></b></font></p> <font size="2" face="Verdana">     <p><sup>1</sup> Serviço de Cirurgia Pediátrica, Centro Materno Infantil do Norte, Centro Hospitalar do Porto</p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdução: </b>A retenção urinária aguda é pouco comum na população pediátrica e pode ser sintoma de uma lesão maligna. Apresentamos o caso clínico de um recém-nascido com uma retenção urinária aguda provocada por uma massa cística pélvica.</p>     <p><b>Caso Clínico: </b>Recém-nascido de 3 meses foi levado ao Serviço  de Urgência com uma retenção  urinária aguda. Ao exame objectivo a bexiga encontrava-se muito distendida e palpável, o que  motivou a colocação de uma sonda  vesical. A ecografia abdominal descreveu uma lesão cística  infravesical, com 5 cm de diâmetro. Na cistouretrografia miccional retrógrada foi excluída estenose da uretra, e visualizou-se a bexiga desviada  cranialmente, numa posição  totalmente intra-abdominal e extra-pélvica, sem defeitos de preenchimento. A RM revelou  uma massa multicística que media 3,6x6,2x4 cm, a ocupar  a totalidade da pelve, com compressão da uretra, e provocando um desvio cranial da bexiga. Foi colocada, como hipótese de diagnóstico mais provável um teratoma sacrococcígeo  multiloculado e cístico. No estudo analítico  os níveis de alfa-fetoproteína (AFP) estavam elevados (179,8&#956;g/L, normal  &lt;30&#956;g/L). O recém-nascido foi submetido a cirurgia; foi identificada a lesão cística  pélvica, a provocar um desvio cranial  anormal da bexiga  e dos ureteres. Foi feita uma resseção total da massa. A  anatomia patológica revelou uma lesão cística com epitélio cilíndrico ciliado, sem sinais de malignidade. Um mês após a intervenção, a ecografia abdominal não mostrou nenhuma lesão  pélvica nem outra  anomalia. Nove meses após a cirurgia os níveis séricos  de AFP eram  normais.</p>     <p><b>Comentários: </b>As massas pélvicas, na população pediátrica, podem ser congénitas e ter uma origem muito variada. A sua apresentação clínica normalmente relaciona-se com a etiologia, o tamanho e a localização. Neste caso clínico, a retenção urinária aguda, foi provocada pela presença de uma massa cística pélvica a causar compressão da uretra. A RM, os níveis de AFP e o relato cirúrgico fazem com que o diagnóstico mais provável seja o teratoma sacrococcígeo, apesar de um resultado inespecífico na anatomia patológica. O prognóstico normalmente é bom, e depende do tamanho do tumor e da resseção cirúrgica imediata e completa. Perante um recém-nascido com uma retenção urinária aguda a investigação diagnóstica e orientação terapêutica devem ser imediatas.</p> </font>      ]]></body>
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