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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO DOS POSTERS / POSTERS PRESENTATIONS - ABSTRACTS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font size="2" face="Verdana"><b>PD_24</b></font></p>      <p><b><font size="4" face="Verdana">Dispneia de inicio súbito e cianose: da clínica ao diagnóstico</font></b></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Alexandra Martins<sup>1</sup>, Isabel Nunes<sup>1</sup>, Mariana Pinto<sup>1</sup>, João Nascimento<sup>2</sup>, Nuno Pacheco Pereira<sup>2</sup>, Sandra Rocha<sup>2</sup>, Lúcia Gomes<sup>1</sup></b></font></p> <font size="2" face="Verdana">     <p><sup>1</sup> Serviço de Pediatria, Centro Hospitalar Entre o Douro e Vouga    <br> <sup>2</sup> Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos, Centro Hospitalar do Porto</p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b>: Na idade pediátrica os acidentes são uma importante causa de morbimortalidade. Uma anamnese detalhada e um exame físico completos são fundamentais no diagnóstico diferencial, contribuindo para um tratamento que, caso seja desadequado ou adiado, pode trazer consequências fatais.</p>      <p><b>Caso Clínico</b>: Criança de 15 meses, sexo masculino. Antecedentes de bronquiolite. Observado por início súbito de dificuldade respiratória e cianose. Referia um possível engasgamento com feijão, ocorrido cerca de 6 horas antes, com rubor facial, sem cianose e que resolveu espontaneamente. Terá estado assintomático após o episódio. À admissão apresentava cianose perioral, tiragem global e hipóxia. Na auscultação pulmonar constatado inicialmente murmúrio vesicular (MV) bilateral com sibilos e prolongamento do tempo expiratório tendo evoluído para diminuição do MV à direita. Realizou nebulização com salbutamol e corticóide i.m., com melhoria transitória do SDR e reversão da cianose mantendo, porém, hipóxia importante. A radiografia de tórax apresentava hipotransparência de todo o campo pulmonar direito, compatível com atelectasia. Entubado eletivamente e orientado para realização de broncoscopia rígida que confirmou o diagnóstico de aspiração de corpo estranho. Verificada oclusão completa do brônquio pulmonar direito e fragmentos do corpo vegetal com migração para a árvore brônquica esquerda que dificultaram a extração do mesmo. Por esse motivo decidido internamento na UCIP, tendo iniciado antibioterapia endovenosa e mantido sob ventilação invasiva até D4.</p>      <p><b>Comentários</b>: A aspiração de corpo estranho é um evento frequente em idade pediátrica, potencialmente ameaçador da vida. A clínica é variável podendo manter-se assintomático várias horas e iniciar queixas de forma súbita. A anamnese detalhada pode ser a chave do diagnóstico, possibilitando o tratamento precoce e diminuindo a co-morbilidade associada.</p>  </font>      ]]></body>
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