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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hipersensibilidade medicamentosa em crianças de idade pré-escolar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: As reações de hipersensibilidade medicamentosa (RHM) são reacções adversas reprodutíveis que se caracterizam por sintomas típicos de alergia que surgem após administração de doses terapêuticas habituais. A sua prevalência em idade pediátrica atinge os 10%. A investigação das RHM inclui a realização de testes cutâneos, pesquisa de imunoglobulinas específicas para os alergénios implicados e provas de provocação. Objectivos: No presente trabalho pretendemos relatar os resultados da investigação de RHM em crianças em idade pré-escolar, observadas na Consulta de Alergia a Fármacos, entre janeiro de 2007 a dezembro de 2012. Material e Métodos: O estudo incluiu 189 crianças (61% do sexo masculino) cuja primeira RHM ocorreu antes dos seis anos de idade e que realizaram investigação diagnóstica no Serviço durante o período referido. Resultados: Os fármacos suspeitos foram os beta-lactâmicos em 82% casos e os AINEs em 11%. A reacção descrita tinha carácter imediato em 18% dos casos e a maioria das manifestações descritas eram cutâneas (90%). Completaram a investigação 118 doentes (62%) confirmando-se hipersensibilidade a medicamentos em seis doentes (5%). Excluiu-se o diagnóstico em 95% dos casos. Conclusão: Estes resultados demonstram a aplicabilidade e a importância destes procedimentos diagnósticos em crianças em idade pré-escolar.]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Drug Allergy]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLE</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana">Hipersensibilidade   medicamentosa em crianças de idade pré-escolar</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b><font size="3" face="Verdana">Drug Hypersensitivity In Pre-School Children</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <font size="2" face="Verdana">     <p><b>Jorge da Costa Viana<sup>I</sup>;   Carmo Abreu<sup>II</sup>; Eva Rebelo Gomes<sup>II</sup></b></p>     <p><sup>I</sup> S. de Imunoalergologia do Centro   Hospitalar e Universit&aacute;rio de Coimbra. 3000-075 Coimbra, Portugal. <a href="mailto:viana.jorge@gmail.com">viana.jorge@gmail.com</a>    <br>   <sup>II</sup> S. de Imunoalergologia do Centro Hospitalar do Porto. 4099-001   Porto, Portugal. <a href="mailto:nuchabreu@gmail.com">nuchabreu@gmail.com</a>; <a href="mailto:evamariasrg@yahoo.com">evamariasrg@yahoo.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><b>ABSTRACT</b></p>      <p><b>Introduction</b>: Drug hypersensitivity  reactions  (DHRs) are reproducible adverse effects of drugs, taken at a normal therapeutic dose, which clinically resemble allergy. The reported prevalence in children is up to 10%. The investigation of these reactions may require skin testing, dosing of drug specific immunoglobulin E (IgE) and drug provocation tests.</p>      <p><b>Objective</b>: The aim of this study is to report the results of DHRs workup in pre-school children seen at the drug allergy clinic from January 2007 to December 2012.</p>      <p><b>Material and Methods</b>: This study included 189 children (61% male), which first suspected drug hypersensitivity reaction occurred before the age of six years that were evaluated for DH in the referred time period.</p>      <p><b>Results</b>: Culprit drugs were beta-lactams in 82% of the cases and NSAIDs in 10%. The clinical history was suggestive of an immediate-type reaction in 18% of the cases and the most prevalent manifestations were cutaneous (90%). The workup was completed in 118 patients (62%). Drug Hypersensitivity was confirmed in six patients (5%) and excluded in 95% of the patients who completed the workup, without any serious complications.</p>      <p><b>Conclusion</b>: These results show the applicability and value of this diagnostic approach in pre-school children.</p>      <p><b>Keywords</b>: Drug Allergy; Drug Allergy diagnosis; pediatrics; drug provocation tests.</p> <hr noshade size="1">      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>      <p><b>Introdução</b>: As reações de hipersensibilidade medicamentosa (RHM) são reacções adversas reprodutíveis que se caracterizam por sintomas típicos de alergia que surgem após administração de doses terapêuticas habituais. A sua prevalência em idade pediátrica atinge os 10%. A investigação das RHM inclui a realização de testes cutâneos, pesquisa de imunoglobulinas específicas para os alergénios implicados e provas de provocação.</p>      <p><b>Objectivos</b>: No presente trabalho pretendemos relatar os resultados da investigação de RHM em crianças em idade pré-escolar, observadas na Consulta de Alergia a Fármacos, entre janeiro de 2007 a dezembro de 2012.</p>      <p><b>Material e Métodos</b>: O estudo incluiu 189 crianças (61% do sexo masculino) cuja primeira RHM ocorreu antes dos seis anos de idade e que realizaram investigação diagnóstica no Serviço durante o período referido.</p>      <p><b>Resultados</b>: Os fármacos suspeitos foram os beta-lactâmicos em 82% casos e os AINEs em 11%. A reacção descrita tinha carácter imediato em 18% dos casos e a maioria das manifestações descritas eram cutâneas (90%). Completaram a investigação 118 doentes (62%) confirmando-se hipersensibilidade a medicamentos em seis doentes (5%). Excluiu-se o diagnóstico em 95% dos casos.</p>      <p><b>Conclusão</b>: Estes resultados demonstram a aplicabilidade e a importância destes procedimentos diagnósticos em crianças em idade pré-escolar.</p>      <p><b>Palavras-chave</b>: Alergia a fármacos; diagnóstico de alergia fármacos; idade pediátrica; provas de provocação.</p> <hr noshade size="1"></font>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>         <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font size="2" face="Verdana">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma reação adversa a medicamentos (RAM) é qualquer resposta prejudicial, indesejável e não intencional à administração de um medicamento usado para fins de profilaxia, diagnóstico ou tratamento.1</p>      <p>A classificação farmacológica clássica distingue dois subtipos principais: as reações tipo A – dose dependentes e previsíveis e as reações tipo B – imprevisíveis e menos dependentes da dose administrada. As reações de hipersensibilidade medicamentosa (RHM) integram-se no tipo B e caracterizam-se por sintomas e sinais, típicos de uma reação alérgica, iniciados após exposição a um medicamento numa dose habitualmente tolerada. As RHM podem ser subdivididas em alérgicas e não alérgicas, sendo que as primeiras implicam a demonstração de resposta imune específica (mediada por imunoglobulinas ou linfócitos T específicos). 2</p>       <p><i><b>Aspetos epidemiológicos:</b></i></p>      <p>As RAM são consideradas um problema de saúde pública e têm grande impacto na prática clínica; causam morbilidade e mortalidade significativa, limitam as opções terapêuticas futuras e acarretam custos socioeconómicos importantes.</p>      <p>Em 2012 Smith <i>et al</i>, numa revisão sistemática sobre RAM nos grupos etários pediátricos, que incluiu 48 estudos, refere uma incidência de 0,6 a 16,8% em doentes internados e reporta as RAM como causa de 0,4 a 10,3% dos internamentos pediátricos.3 As crianças mais pequenas, sobretudo com idade inferior a 2 anos, têm um risco acrescido de RAM na exposição a fármacos.4</p>      <p>Relativamente às RHM, vários estudos transversais em populações pediátricas apontam para uma prevalência autodeclarada que varia entre os 3 e os 10%. 5-7</p>      <p>Em Portugal, uma publicação de 2009, refere uma prevalência autodeclarada de RAM de 9.7% e 6.4% de RHM entre 1849 crianças inquiridas em ambulatório.8 Mais recentemente, Martins <i>et al</i>, reporta uma prevalência autodeclarada de 4% de RHM entre 1169 crianças recrutadas em creches de Lisboa e Porto demonstrando a importância deste problema mesmo em idade pré-escolar.9</p>       <p><b><i>Casos suspeitos de RHM</i></b></p>      <p>O esclarecimento dos casos suspeitos de RHM é importante de forma a reduzir os falsos diagnósticos de alergia medicamentosa. A utilização desnecessária de fármacos alternativos na suspeita de alergia medicamentosa implica muitas vezes não só custos acrescidos como a utilização de fármacos com perfil de segurança mais desfavorável.10-12 Além disso, as alternativas terapêuticas em idade pediátrica aos fármacos habitualmente implicados (beta-lactâmicos, ibuprofeno e paracetamol) são escassas por estarem contraindicadas, não existirem formulações adequadas ou não estarem disponíveis estudos de segurança em crianças.</p>      <p>Apesar da elevada prevalência de alergia medicamentosa autodeclarada em idade pediátrica, vários estudos demonstraram que, após avaliação clínica exaustiva, apenas uma minoria destas reações podem ser efetivamente classificadas como alérgicas.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Num estudo recente realizado na Turquia numa população escolar, avaliaram-se em consulta de Alergologia os participantes que autodeclararam RHM em inquérito prévio. Os resultados revelaram que apenas 1,5% das suspeitas de RHM foram confirmadas, estimando-se uma prevalência de 0,12% de RHM imediata nesta população.13</p>      <p>Em Portugal, entre 1426 questionários recolhidos numa população pediátrica do ambulatório hospitalar, foram identificados 67 casos de RHM autodeclarada (4,7%). Das 60 crianças que responderam ao convite para avaliação em consulta de Alergia a Fármacos, apenas em 3 casos (5% dos estudados) se confirmou a suspeita de RHM estimando-se uma prevalência de 0,2% de RHM nesta população.14</p>      <p>Segundo revisão de casuística de uma base de dados europeia (<i>Drug Allergy and Hypersensitivity Database</i>) com 3275 doentes foi demonstrado também que a taxa de confirmação diagnóstica da suspeita de RHM é menor em idade pediátrica, observando-se a confirmação em 10,6% das crianças comparativamente a 16,5% dos adultos investigados.15</p></font>      <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>OBJECTIVO</b></font></p> <font size="2" face="Verdana">     <p>O presente trabalho tem como objetivo apresentar os resultados do estudo diagnóstico de suspeita de RHM em crianças em idade pré-escolar observadas em Consulta de Alergia a Fármacos num Hospital Pediátrico.</p></font>      <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>MATERIAIS E MÉTODOS</b></font></p> <font size="2" face="Verdana">     <p>Estudo retrospetivo abrangendo 6 anos da Consulta de Alergia a Fármacos do Hospital de Crianças Maria Pia – Centro Hospitalar do Porto (CHP) (2007 a 2012). Foram incluídos todos os doentes cuja primeira reação suspeita de hipersensibilidade (HS) ocorreu antes dos 6 anos de idade num total de 189 crianças.</p>     <p><b><i>Estudo da suspeita de RHM</i></b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A investigação diagnóstica das suspeitas de RHM iniciou-se pela colheita de uma história clínica detalhada da qual se partiu para a programação dos exames complementares de diagnóstico <i>in vitro </i>(pesquisa de imunoglobulinas E específicas) e <i>in vivo </i>(testes cutâneos e prova de provocação). O protocolo utilizado para a colheita da história clínica baseou-se na proposta do <i>European Network for Drug Allergy </i>– ENDA protocolo esse traduzido para português.16,17</p>      <p>Na anamnese foi dada particular importância ao número de reações prévias, aos fármacos envolvidos, ao motivo causal da toma do medicamento; aos sintomas e sinais referidos durante a RHM e à correlação temporal entre o seu aparecimento e a administração do fármaco/s suspeito/s; também foi contemplada a gravidade da reação, o tempo decorrido até à resolução e, ainda, quais os fármacos utilizados posteriormente e a respetiva tolerância. Considerou-se estar perante uma reação imediata quando a reação se observava até uma hora após a toma.</p>      <p>Nos casos suspeitos de RHM grave em que testes de provocação são contraindicados e não há exames laboratoriais ou testes cutâneos validados, optou-se pela manutenção da evicção do fármaco mesmo sem confirmação diagnóstica evitando estudos complementares duvidosos e contraproducentes. Na suspeita de reação a mais de um fármaco, houve a necessidade de realizar o esclarecimento diagnóstico para cada uma das classes de fármacos envolvidas. Nos casos de identificação de RHM a uma classe de fármacos com potenciais reações cruzadas, procedeu-se à identificação de alternativa terapêutica.</p>      <p>Os doentes sem contraindicações para os procedimentos foram seletivamente submetidos à pesquisa de IgEs específicas de fármaco, a testes de picada, intradérmicos ou epicutâneos e a prova de provocação. A seleção dos exames complementares dependeu da clínica, ponderando-se o risco e o benefício associado a cada procedimento.</p>        <p><b><i>Imunoglobulinas E específicas</i></b></p>      <p>Para o estudo das RHM imediatas ou de <i>“timing”</i> mal definido envolvendo betalactâmicos realizou-se o doseamento dos níveis séricos de imunoglobulina E para benzilpenicilina, penicilina V, amoxicilina, ampicilina e cefaclor (<i>cut-off</i> de 0,35 KUA/L, Thermo Fisher Scientific, Uppsala, Suécia).</p>     <p><b><i>Testes cutâneos</i></b></p>      <p>Para os testes cutâneos por picada e intradérmicos foram utilizadas as formulações injetáveis dos fármacos a testar até às diluições máximas não irritativas descritas na literatura, utilizando soro fisiológico como controlo negativo e histamina a 10mg/ml como controlo positivo. No caso das reações a beta-lactâmicos recorreu-se também aos kits comerciais da Diater® (PPL, MDM).18</p>      <p>Os testes cutâneos de contacto foram usados no estudo de algumas reações cutâneas não imediatas segundo as recomendações internacionais.18</p>     <p><b><i>Prova de provocação</i></b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A prova de provocação é proposta às crianças sem contraindicações em que os restantes estudos não se encontram validados, não são possíveis, ou são inconclusivos.19,20</p>      <p>Cada prova foi executada respeitando as orientações de segurança preconizadas internacionalmente e com consentimento informado de quem detinha a tutela da criança. As provas foram efetuadas em Hospital de Dia sob supervisão médica. 19,20</p>      <p>As doses a administrar foram calculadas com base na idade/ peso de cada criança. As doses atingidas no final da provocação correspondiam à dose total de uma toma no caso de reações imediatas após uma única toma ou à dose total de um dia de terapêutica nas reações não imediatas, com relação temporal com a administração mal definida e naquelas que ocorreram após várias tomas</p></font>      <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font size="2" face="Verdana">     <p>No período considerado foram observadas 189 crianças com idade inferior a seis anos no momento da primeira RAM. A idade média da amostra foi de dois anos e quatro meses e encontramos uma predominância do género masculino (61% dos casos).</p>      <p>Os fármacos suspeitos mais vezes envolvidos nas RHM foram os beta-lactâmicos implicados em 82% do total das reações: 39% (60/155) dos casos amoxicilina, 44% (69/155) associação amoxicilina com ácido clavulânico, cefalosporinas em 11% (17/155) e a penicilina em 6% dos casos (9/155).</p>      <p>Os AINEs foram suspeitos em 11% das reações: ibuprofeno em 76% (16/21) e paracetamol nos restantes casos. Em 13 dos doentes investigados encontramos outros fármacos suspeitos: sulfametoxazol+trimetoprim (2), gentamicina (1), vecurónio (1), mebendazol (1), dimetindeno (1), nitrofurantoína (2), azitromicina (2), claritromicina (2), e à associação pseudoefedrina com triprolidina (1).</p>      <p>Os fármacos implicados foram utilizados, na maioria dos casos, em contexto infecioso: 48 casos por amigdalite aguda e 33 casos por otite média aguda. Menciona-se ainda prescrição em 20 crianças por febre sem foco, em sete por ITU, dois por gastroenterite, sete administrações de carácter profilático (quatro por cirurgia, três por procedimentos diagnósticos) e uma durante exame oftalmológico. Não se conseguiu apurar motivo de prescrição em 49 crianças.</p>      <p>As reações foram imediatas em 34 (18%) casos incluindo sete reações anafiláticas. Os sintomas surgiram em média no terceiro dia de tratamento observando-se, no entanto, casos com início até ao décimo dia.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os sintomas cutâneos foram os mais referidos surgindo em 90% (170/189) das reações descritas; exantemas maculopapulares em 74%, e urticária/angioedema em 26%.</p>      <p>As reações motivaram o recurso ao Serviço de Urgência em 57% dos casos; metade das crianças necessitou de tratamento, mas apenas em dois casos houve administração de adrenalina documentada.</p>       <p><b><i>Estudo complementar</i></b></p>      <p>Não se submeteram a estudos complementares três crianças cuja história clínica não era compatível com reação de hipersensibilidade a fármacos.</p>      <p>Em sete crianças com suspeita de RHM manteve-se a evicção apesar de não ter havido confirmação ou exclusão diagnóstica cabal. Uma apresentava clínica sugestiva de doença <i>soro-like</i> associada a tratamento com amoxicilina. Nesta criança foi negativa a pesquisa de IgEs para beta-lactâmicos e a prova de provocação a cefixima, fármaco que foi proposto como alternativa possível tendo-se assumido o diagnóstico de presunção de doença <i>soro-like </i>por amoxicilina. Outras duas crianças apresentaram manifestações cutâneas consideradas graves, nomeadamente Stevens-Johnson e eritema multiforme sendo a amoxicilina o fármaco suspeito. Face à existência de alternativas terapêuticas já conhecidas, não se realizou estudo adicional. As restantes quatro crianças apresentaram suspeita de reação a fármacos não essenciais e com alternativas reconhecidamente toleradas e eficazes, pelo que também não se justificou a progressão do estudo (quatro reações não imediatas: ao mebendazol, dimetindeno, nitrofurantoína e à associação pseudoefedrina com triprolidina).</p>      <p>Consideraram-se inconclusivos 61 casos, em que não foi possível confirmar ou excluir HSM por não se ter concluído a investigação diagnóstica, ou por apenas terem sido realizados testes de provocação com fármacos alternativos.</p>      <p>Dos 118 doentes (62% da amostra inicial) que completaram todo o estudo proposto foi possível excluir a suspeita inicial de HS em 112 crianças após realização de teste de provocação diagnóstico com resultado negativo e apenas se documentou a existência de hipersensibilidade em seis crianças (5% dos que completaram todos os procedimentos diagnósticos propostos). Os dados relativos a estes seis doentes apresentam-se na <a href ="/img/revistas/nas/v25n1/25n1a03t1.JPG">Tabela 1</a>:</p>      
<p><b><i>Em resumo</i></b></p>      <p>O estudo foi considerado conclusivo em 118 crianças. Confirmou-se hipersensibilidade medicamentosa em seis crianças correspondendo a 5% das que completaram o estudo.</p>      <p>Em quatro casos, a responsabilidade foi atribuída a antibióticos beta-lactâmicos, em um caso à atropina e noutro caso ao paracetamol. Excluiu-se HS nas restantes 112 crianças (95%).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Não se registaram intercorrências importantes durante o processo diagnóstico.</p></font>           <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font></p> <font size="2" face="Verdana">     <p>O presente trabalho apresenta dados relativos ao estudo de RHM em crianças de idade pré-escolar. Verificou-se um predomínio do género masculino, tal como habitualmente descrito em idade pediátrica e que contrasta com o que se observa em estudos de RHM em adultos.21</p>      <p>Os fármacos implicados refletem o padrão de prescrição e utilização de fármacos neste grupo etário, surgindo os antibióticos beta-lactâmicos e os AINEs como os grupos farmacológicos mais relevantes, tal como observado por outros autores.3,4,8 As reações cutâneas, sobretudo os exantemas maculopapulares, são aquelas que mais frequentemente levam à suspeita de RHM nestas idades e estavam presentes na maioria dos casos da presente série (90%). No presente trabalho, apenas 18% dos casos correspondiam a reações imediatas, percentagem similar à observada em trabalhos de outros autores.15,22,23</p>      <p>A investigação realizada permitiu confirmar o diagnóstico em seis doentes (5%) dos que completaram o protocolo. Quatro doentes foram diagnosticados por testes cutâneos e dois por prova de provocação positiva. Se considerarmos a totalidade dos doentes referenciados à consulta de alergia a fármacos, com os sete doentes cujo diagnóstico foi de presunção embora sem confirmação, teremos 13 doentes (7% do total de referenciados) diagnosticados com RHM. Os resultados finais da investigação alergológica são similares aos obtidos em outros estudos que referem taxas de confirmação diagnóstica entre os 5% e os 15%.15,22,23</p>      <p>Valores mais elevados são possíveis em populações mais selecionadas (só casos graves, reações imediatas, só beta-lactâmicos) em que as taxas de confirmação podem atingir os 58%.24 A maioria das crianças realizou terapêutica num contexto de infeção respiratória alta. A elevada incidência e ampla variabilidade de reações exantemáticas associadas a infeções, nomeadamente víricas, nesta faixa etária têm sido apontadas como possível explicação para a baixa taxa de confirmação de RHM nestas idades.25 Foi ainda observado que nas reações exantemáticas maculopapulares a confirmação da suspeita de RHM nas crianças é inferior à observada em adultos (3,1% <i>versus </i>12,8%), o que reforça a hipótese da importância dos exantemas infeciosos como possível diagnóstico diferencial.15</p>        <p>A pesquisa de IgEs específicas isoladamente não contribuiu de forma significativa para o diagnóstico de HS. Foi possível a confirmação de HS em doentes com IgEs negativas, bem como a exclusão de HS por testes cutâneos e provocação oral em um doente com IgEs específicas positivas, o que está de acordo com os dados da literatura que apontam para uma especificidade de 90% e uma sensibilidade de 50% do referido teste.26,27 Os testes cutâneos permitiram diagnosticar quatro casos de RHM. Para os beta-lactâmicos está documentada uma maior sensibilidade destes testes face à pesquisa de IgE específicas, o que é apoiado também pelos nossos resultados.26, 28</p>      <p>A prova de provocação é o exame de referência no estudo da alergia a fármacos e permite esclarecer os casos em que o estudo <i>in vitro </i>e os testes cutâneos são inconclusivos.19,20 A sua realização é fundamental para confirmar ou excluir a suspeita de RHM na maioria dos casos, sobretudo quando os fármacos suspeitos são os AINEs. Adicionalmente permitem identificar alternativas terapêuticas seguras para doentes com RHM já diagnosticada.20,29-32</p>      <p>No presente trabalho a prova de provocação permitiu excluir a suspeita de RHM em 112 crianças e encontrar alternativas terapêuticas em duas crianças, uma com HS à ceftriaxona e numa outra com HS ao paracetamol.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos casos que realizaram apenas estudo parcial, as provas de provocação também foram úteis para exclusão de algumas das suspeitas de hipersensibilidade medicamentosa e aconselhamento de alternativas terapêuticas</p>      <p>A recusa de investigação da suspeita de RHM ainda é significativa (32% na presente série) e pode ser parcialmente explicada pela faixa etária avaliada no presente estudo, sendo este aspeto pouco mencionado na literatura. A caracterização do motivo não constou do objetivo do presente estudo, podendo dever-se a receio dos pais de que os procedimentos sejam dolorosos ou que ocorra alguma reação grave. Contudo, a ausência de intercorrências significativas registadas neste e noutros estudos demonstra que, cumprindo as medidas preconizadas internacionalmente, é possível realizar de forma segura e eficaz a investigação da HS medicamentosa neste grupo etário.33,34</p>      <p>A investigação realizada possibilitou excluir a suspeita de HS a fármacos em 95% das crianças que completaram o protocolo. Globalmente e incluindo os que não tinham clínica compatível, excluiu-se HS a fármacos em 61% das crianças referenciadas. A confirmação de RHM reserva apenas a estes doentes a necessidade de criteriosa seleção de alternativas terapêuticas. A exclusão diminui receios na utilização futura e limitações terapêuticas desnecessárias.34,35</p>      <p>A necessidade de esclarecimento etiológico neste grupo etário é importante, não só pela prevalência significativa de autodeclaração de alergia medicamentosa que condiciona a prescrição médica, mas também pela maior incidência de infeções e menor disponibilidade de alternativas terapêuticas seguras.</p></font>      <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÃO</b></font></p> <font size="2" face="Verdana">     <p>Os fármacos mais vezes implicados nas suspeitas de RHM na infância são os beta-lactâmicos e o quadro clínico mais frequente é o de reação cutânea maculopapular não imediata. A suspeita surge muitas vezes no decurso de tratamento de intercorrência infeciosa do aparelho respiratório.</p>      <p>Apesar da prevalência relativamente elevada de suspeitas de RHM em idades pediátricas, a taxa de confirmação das mesmas é baixa, o que pode ser parcialmente explicado pelas manifestações cutâneas que frequentemente acompanham as intercorrências infeciosas na infância.</p>      <p>É possível realizar em segurança a investigação diagnóstica de casos suspeitos de RHM, mesmo em crianças em idade pré-escolar. Tal investigação permite excluir na maioria dos doentes a suspeita infundada de RHM e a consequente limitação terapêutica. Nos casos em que o diagnóstico de RHM se confirma é fundamental o aconselhamento sobre alternativas farmacológicas a usar no futuro.</p>      <p>A referenciação à Consulta de Alergia a Fármacos possibilita reduzir os falsos diagnósticos de alergia medicamentosa e a correta orientação dos doentes com RHM confirmada.</p></font>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p> <font size="2" face="Verdana">     <p>Expressa-se o agradecimento, pelo apoio na elaboração da base de dados, à Dra. Patrícia Carvalho, Interna Complementar de Pediatria do Serviço de Pediatria do Hospital Santa Luzia – Unidade Local de Saúde do Alto Minho.</p></font>      <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>EM DESTAQUE</b></font></p> <font size="2" face="Verdana">     <p>As reações de hipersensibilidade medicamentosa (RHM) são efeitos adversos reprodutíveis de fármacos que desencadeiam sintomas alérgicos, em doses toleradas por indivíduos normais, cuja autodeclaração em idade pediátrica ascende até 6,4%. O estudo metódico das suspeitas de RHM permite a exclusão da mesma na maioria das crianças (até 95%), permitindo limitar a evicção dos fármacos implicados aos casos confirmados.</p></font>      <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>HIGHLIGHTS</b></font></p> <font size="2" face="Verdana">     <p>Drug hypersensitivity reactions (DHRs) are the adverse effects of drugs, taken at a dose tolerated by normal subjects, which clinically resemble allergy that can be self-declared in up to 6,4% of children. Its methodic study is able to exclude suspected DHRs in most children (up to 95%), restricting drug avoidance only to those with confirmed diagnosis.</p></font>      <p>&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></font></p> <font size="2" face="Verdana">     <!-- ref --><p>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; World Health   Organization. International drug monitoring: the role of national centres. Report of a WHO   meeting. World Health Organ   Tech Rep Ser, 1972; 498: 1–25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1093816&pid=S0872-0754201600010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Johansson SG, Bieber T, Dahl R, Friedmann PS, Lanier BQ, Lockey RF, et al. Revised nomenclature for allergy for global use: Report of the Nomenclature Review Committee of the World Allergy Organization, October 2003. J.Allergy Clin. Immunol. 2004; 113: 832-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1093818&pid=S0872-0754201600010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Smyth R, Gargon E, Kirkham J, Cresswell L, Golder S, Smyth R <i>et al </i>. Adverse Drug Reactions in Children - a Systematic Review. PLOS One, 2012; 7: 24061.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1093820&pid=S0872-0754201600010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Impicciatore P, Choonara I, Clarkson A, Provasi D, Pandolfini C, Bonati M. Incidence of adverse drug reactions in paedatric in/out-patients: a systematic review and meta-analysis of prospective studies. Br J Clin Pharmacol, 2001; 52: 77–83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1093822&pid=S0872-0754201600010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lange L, Koningsbruggen SV, Rietschel E. Questionnaire- based survey of lifetime-prevalence and character of allergic drug reactions in German children. Pediatr Allergy Immunol. 2008; 19: 634-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1093824&pid=S0872-0754201600010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Orhan F, Karakas T, Cakir M, Akkol N, Bahat E, Sonmez FM, <i>et al </i>. Parental-reported drug allergy in 6- to 9-yr-old urban schoolchildren. Pediatr Allergy Immunol. 2008; 19:82-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1093826&pid=S0872-0754201600010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tan VA, Gerez IF, Van Bever HP. Prevalence of drug allergy in Singaporean children. Singapore Med J. 2009; 50: 1158-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1093828&pid=S0872-0754201600010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gomes ER, Araújo L, Fonseca J. Autodeclaração de reacções adversas e de alergia a fármacos em diferentes populações pediátricas do ambulatório: Análise de factores de risco. Rev Port Imunoalergologia, 2009; 17: 523-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1093830&pid=S0872-0754201600010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Martins P, Belo J, Marques J, Papoila AL,Caires I, Araújo- Martins J, <i>et al</i>. Alergia a Medicamentos Reportada em Crianças que Frequentam Infantários. Acta Med Port 2014; 27: 444-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1093832&pid=S0872-0754201600010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>10.&nbsp;&nbsp; Sade K, Holtzer I, Levo Y, Kivity S. 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Results of drug hypersensitivity evaluations in a large group of children and adults. Clin Exp Allergy, 2012; 123-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1093844&pid=S0872-0754201600010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>16.&nbsp;&nbsp; Demoly P, Kropf R, Bircher A, Pichler WJ. Drug hypersensitivity: questionnaire. EAACI interest group on drug hypersensitivity. Allergy. 1999; 54: 999-1003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1093846&pid=S0872-0754201600010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>17.&nbsp;&nbsp; Gomes ER; Falcão H. Hipersensibilidade a fármacos: Questionário. Rev Port Imunoalergologia. 2001; 8: 231-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1093848&pid=S0872-0754201600010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>18.&nbsp;&nbsp; Brockow K, Garvey LH, Aberer W, Atanaskovic-Markovic M, Barbaud A, Bilo MB, <i>et al</i>. Skin test concentrations for systemically administered drugs - an ENDA/EAACI Drug Allergy Interest Group position paper. 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Pediatr Allergy Immunol. 2011; 22:411-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1093860&pid=S0872-0754201600010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>24.&nbsp;&nbsp; Atanaskovi&#263;-Markovi&#263; M, Velickovi&#263; TC, Gavrovi&#263;-Jankulovi&#263; M, Vuckovi&#263; O, Nestorovi&#263; B. Immediate allergic reactions to cephalosporins and penicillins and their cross-reactivity in children. 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Patients’ satisfaction with diagnostic drug provocation tests and perception of its usefulness. Int Arch Allergy Immunol. 2011; 156: 333-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1093884&pid=S0872-0754201600010000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>        <p><b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></b>    <br> Eva Gomes Rebelo:    <br> Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar do Porto    <br>   Largo Prof. Abel Salazar, 4099-001 Porto</p>     <p>Email: <a href="mailto:evamariasrg@gmail.com">evamariasrg@gmail.com</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Recebido a 04.09.2014 | Aceite a 28.12.2015</p></font>      ]]></body>
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