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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Transfusão de concentrado eritrocitário em Recém-Nascidos de Muito Baixo Peso e/ou Idade Gestacional menor ou igual a 32 semanas: experiência de 4 anos de uma Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Red blood cell transfusion in Very Low Birth Weight Infants and/or infants less than 32 weeks of Gestational Age: 4 years experience in a Neonatal Intensive Care Unit]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Anemia is a common problem in preterm infants; red blood cell (RBC) transfusion is the most quick and efficient treatment. The aim of this study was the evaluation of the 2004 National Neonatal Guidelines application in the neonatal intensive care unit and the evaluation of morbidity of transfused or non-transfused preterm. Materials and Methods: Retrospective chart review of preterm infants with birth weight (BW) &#8804;1500 g and/or gestational age (GA) &#8804;32 weeks admitted in NICU between January 2010 and December 2013. Patients were divided into two groups according to RBC transfusions (transfusion group and non-transfusion group). BW, GA, gender and Apgar score <7 at 1st and 5th minutes were analyzed. Morbidity indicators included bronchopulmonary dysplasia (BPD), sépsis, persistence of ductus arteriosus (PDA), necrotizing enterocolitis, peri-intraventricular hemorrhage (PIVH), periventricular leukomalacia (PVL) and retinopathy of prematurity. Results: 160 infants were enrolled in the study: 88 in the transfusion group and 72 in the non-transfusion group. In the transfusion group, GA and BW were lower and length of stay in hospital was higher. RBC transfusions were prescribed for higher haemoglobin levels in neonates in invasive ventilation and with less days of life. BPD, sépsis, PDA, PVL and PIVH were more common in the transfusion group. Discussion and Conclusion: RBC transfusions were more frequently used in preterm infants with lower GA and BW. Transfusion criteria applied were consistent with National Neonatal Guidelines in 2004. The transfused preterm infants had higher morbidity.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><b>ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL ARTICLES</b></b></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Transfusão de concentrado   eritrocitário em Recém-Nascidos de   Muito Baixo Peso e/ou Idade   Gestacional menor ou igual a 32 semanas – experiência de 4 anos de uma Unidade   de Cuidados Intensivos Neonatais </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Red blood  cell transfusion in Very Low Birth Weight Infants and/or infants less than 32  weeks of Gestational Age &ndash; 4 years experience in a Neonatal Intensive Care Unit</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Cátia   Rodrigues Correia<sup>I</sup>; Lénise Parreira<sup>II</sup>;   Marta Aguiar<sup>I</sup>; Madalena Lopo Tuna<sup>I        </sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I </sup>S. de Pediatria,   Hospital S&atilde;o Francisco Xavier, Centro Hospitalar Lisboa Ocidental. 1449-005   Lisboa, Portugal. <a href="mailto:catiarcorreia@gmail.com">catiarcorreia@gmail.com</a>; <a href="mailto:martavsa@gmail.com">martavsa@gmail.com</a> <a href="mailto:madalena.tuna@netcabo.pt">madalena.tuna@netcabo.pt</a>;    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II </sup>S. Medicina do Trabalho,   Hospital Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte. 1649-035 Lisboa,   Portugal.      <a href="mailto:lenisemsp@gmail.com">lenisemsp@gmail.com</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução</b>: A   anemia é um problema frequente nos recém-nascidos (RN)   pré-termo e a transfusão de concentrado eritrocitário (CE) é o tratamento mais   rápido e eficaz.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Objetivos: </b>Verificar se a política   transfusional da unidade   de Neonatologia esteve de acordo com os Consensos Nacionais de Anemia da Prematuridade de 2004 e avaliar a morbilidade dos RN transfundidos e não transfundidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Material e Métodos: </b>Estudo retrospetivo de RN com peso   à nascença (PN) &#8804;1500g e/ou idade gestacional (IG) &#8804;32 semanas (janeiro 2010-dezembro 2013).   Os RN foram agrupados de acordo com a realização de CE durante   o internamento (grupo transfundido vs não transfundido). As variáveis demográficas foram: idade gestacional (IG), PN, género   e índice de Apgar &lt;7   ao 1º e 5º minuto. A comorbilidade incluiu   displasia broncopulmonar (DBP),   sépsis, persistência canal   arterial (PCA), enterocolite necrosante, hemorragia   peri-intraventricular (HPIV), leucomalácia periventricular (LPV) e retinopatia da prematuridade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Resultados:   </b>Foram incluídos 160 doentes: 88   realizaram pelo menos uma transfusão e 72 não realizaram transfusões. O grupo transfundido tinha   menor IG e PN e maior duração   de internamento. As transfusões de CE foram   realizadas com valores médios de hemoglobina superiores nas situações de ventilação   invasiva e menor idade pós-menstrual. A prevalência de DBP, sépsis, PCA, HPIV e LPV foi estatisticamente maior no grupo transfundido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussão e Conclusão: </b>O tratamento da anemia nos pre-   maturos de menor IG e PN associou-se a maior número   de transfusões de CE. Os critérios transfusionais aplicados estiveram de acordo   com os consensos nacionais de Neonatologia de 2004.   O grupo transfundido teve maior prevalência de comorbilidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave</b>: anemia; prematuridade; transfusão de concentrado eritrocitário.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introduction</b><i>: </i>Anemia is a   common problem in preterm infants; red blood cell (RBC) transfusion is the most quick and efficient treatment. The aim of this   study was the evaluation of the 2004 National Neonatal Guidelines application   in the neonatal intensive care unit and the evaluation of morbidity of transfused or non-transfused preterm.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Materials   and&nbsp; Methods:&nbsp; </b>Retrospective&nbsp; chart&nbsp; review&nbsp; of   preterm infants with birth weight (BW) &#8804;1500 g and/or gestational age (GA) &#8804;32 weeks admitted in NICU   between January 2010 and December 2013. Patients were divided into two groups   according to RBC transfusions (transfusion group   and non-transfusion group). BW, GA, gender and Apgar score &lt;7 at 1st and 5th minutes were analyzed. Morbidity   indicators included bronchopulmonary dysplasia (BPD), s&eacute;psis, persistence of   ductus arteriosus (PDA), necrotizing   enterocolitis, peri-intraventricular hemorrhage (PIVH), periventricular   leukomalacia (PVL) and retinopathy of prematurity.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Results: </b>160 infants were enrolled in the study: 88 in the   transfusion group and 72 in the non-transfusion group. In the transfusion group, GA and BW were   lower and length of stay in hospital was higher. RBC transfusions were   prescribed for higher haemoglobin levels in neonates in invasive ventilation and with less days of life. BPD, s&eacute;psis, PDA, PVL and PIVH were   more common in the transfusion group.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussion   and Conclusion: </b>RBC transfusions were   more frequently used in preterm infants with lower GA and BW. Transfusion criteria applied were consistent with National   Neonatal Guidelines in 2004. The transfused preterm infants had higher morbidity.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>anemia,   erythrocyte transfusion, premature.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maioria   dos recém-nascidos (RN) tem, após o nascimento, uma descida progressiva da concentração da hemoglobina   (Hb), que é bem tolerada   e denominada anemia fisiológica do lactente.<sup>1,2 </sup>No entanto,   nos RN pré-termo, esta descida   é mais acentuada e prolongada, ocorre mais precocemente e o limite inferior da concentração da Hb é proporcional ao grau de pre-   maturidade anemia da prematuridade (AP).<sup>1,3 </sup>A AP surge   geralmente entre as 3-12 semanas   e a concentração média de Hb   pode atingir os 8 g/dL em RN com PN de 1000-1500 g e os 7 g/ dL em RN com PN inferior aos 1000 g.<sup>1,2</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A transfusão de CE é o tratamento mais rápido e eficaz da AP.   No entanto, os riscos e benefícios da transfusão de CE são controversos. Com base na evidência científica, têm sido recomendados critérios transfusionais cada vez mais restritivos, de forma   a evitar os riscos associados às transfusões sem aumentar   a morbilidade associada à anemia   crónica hipoxémica<sup>4</sup>. Estes critérios baseiam-se essencialmente na   incapacidade de resposta às necessidades de oxigénio dos tecidos, de acordo com a estabilidade cardio-respiratória e o suporte ventilatório dos RN. Critérios liberais e restritivos nos primeiros sete   dias de vida   são definidos como Hb (g/dL)   &#8804;13.5 (liberal) e &#8804;11.5 (restritivo) em RN sob suporte ventilatório e &#8804;12.0 (liberal)   e &#8804;10.0 (restritivo) em RN sem ventilação; nos RN com mais de 15 dias de vida os critérios para os RN com   e sem ventilação são &#8804;10.0 (liberal) vs &#8804;8.5 (restritivo) e &#8804;8.5 (liberal) vs &#8804;7.5 (restritivo), respetivamente.<sup>2,4 </sup>Estudos realizados em RN Muito   Baixo Peso (RNMBP)   não demonstraram haver impacto significativo na mortalidade ou morbilidade dos RN com a utilização de critérios transfusionais restritivos;<sup>4-8 </sup>no entanto, são necessários mais estudos para clarificar o impacto das transfusões no prognóstico a longo-prazo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo   deste trabalho foi verificar se a política   transfusional da unidade de neonatologia do Hospital São Francisco Xavier esteve de acordo com os Consensos   Nacionais de Anemia da Prematuridade de 2004. Pretendeu-se ainda avaliar a morbilidade dos RN transfundidos e não transfundidos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>População</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">RNMBP (PN   &#8804;1500g e/ou IG &#8804;32 semanas), nascidos entre   janeiro de 2010 e dezembro   de 2013, admitidos na Unidade de Neonatologia do Hospital São Francisco   Xavier e posteriormente referenciados à consulta externa   de seguimento hospitalar. Foram excluídos todos os RNMBP nas situações de óbito ou sem   seguimento em consulta   externa do nosso   hospital. Os RN foram   divididos em dois   grupos de acordo   com a realização de CE   durante o internamento (grupo transfundido e grupo não transfundido).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Protocolo   do estudo    </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudo retrospetivo com revisão dos processos clínicos   e consulta da base de dados do registo nacional de RNMBP.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As variáveis   demográficas estudadas foram idade gestacional, peso à nascença, género e índice   de Apgar &lt;7 ao 1º e 5º minuto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A comorbilidade avaliada incluiu displasia broncopulmonar (DBP), sépsis, persistência canal arterial   (PCA), enterocolite necrosante (NEC), hemorragia peri-intraventricular (HPIV), leucomalácia periventricular (LPV) e retinopatia da prematuridade   (ROP). A DBP foi definida   pela necessidade de oxigénio após os   28 dias de vida<sup>9 </sup>e o diagnóstico de sépsis foi estabelecido   pela presença de sinais clínicos e laboratoriais sugestivos de infeção sistémica e terapêutica antibiótica por pelo menos sete dias, com ou sem isolamento de agente.<sup>10 </sup>O diagnóstico de PCA baseou-se em critérios clínicos   e ecocardiográficos.<sup>11 </sup>O diagnóstico de NEC baseou-se em critérios clínicos   e radiológicos de acordo com o estadiamento de Bell.<sup>11 </sup>A HPIV &#8805; 2 foi definida pela classificação de Volpe através   da avaliação seriada   por ecografia cerebral transfontanelar.<sup>12 </sup>O diagnóstico de LPV   foi definido pela classificação de deVries <i>et     al </i>por alteração da ecogenicidade cerebral mantida por um período igual   ou superior a sete dias.<sup>11 </sup>A ROP foi classificada de acordo com a Classificação Internacional de ROP e baseou-se na observação seriada por oftalmologista.<sup>13</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os critérios transfusionais aplicados basearam-se nas orientações do protocolo de AP publicado nos Consensos Nacionais de Neonatologia de 2004.<sup>14 </sup>Em situações emergentes, como choque, sépsis,   defeitos de coagulação ou cirurgia, a necessi-   dade imediata de otimização da entrega de oxigénio aos tecidos foi o critério predominante.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O valor de Hb   prévio à transfusão de CE foi avaliado por colheitas venosas ou arteriais. As unidades de CE transfundidas foram desleucocitadas, irradiadas e CMV negativas. Sempre que possível, foi utilizado uma bolsa satélite, de   forma a diminuir a exposição a múltiplos dadores. O volume de sangue   administrado foi 10-20   mL/kg, perfundido durante duas a quatro horas.</font></p>     <p>   <font size="2" face="Verdana"><i>Análise estatística</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A análise estatística foi efetuada com recurso ao Software   SPSS® versão 21 e, confirmada a normalidade dos dados, foram utilizados os testes <sup>&#967;2 </sup>e ANOVA. O valor p &lt;0.05 foi considerado indicativo de significância estatística.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Dados demográficos</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A amostra   obtida durante o período do estudo (janeiro   de 2010 a dezembro de 2013) consistiu em 160 doentes, dos quais 88 (55%)   realizaram pelo menos uma transfusão e 72 (45%) não realizaram nenhuma   transfusão (<a href="/img/revistas/nas/v25n2/25n2a04t1.jpg">Tabela 1</a>). A média de   idade gestacional e peso à nascença foi de 29<sup>+5 </sup>± 2<sup>+4 </sup>sema-   nas (mediana: 29<sup>+6 </sup>semanas; máximo (máx):   41<sup>+2 </sup>semanas; mínimo (mín): 24<sup>+2 </sup>semanas) e 1236.1 ± 356.7 g (mediana: 1253.5 g; máx: 2476 g; mín: 445 g), respetivamente. A média da idade   gestacional e do peso à nascença foi inferior no grupo transfundido (28<sup>+5</sup>±2<sup>+0 </sup>vs 31<sup>+6</sup>±2<sup>+1 </sup>semanas, p &lt;0.001; 1076   ± 328.8 vs 1438 ± 281.4   g, p &lt;0.001, respetivamente). A percentagem   de RN cujo índice de Apgar foi &lt;7 ao 1º e 5º minuto   foi superior no grupo transfundido (42% vs 16.7%,   p &lt;0.001; 10.2%   vs   4.2%,   respetivamente).</font></p>     
<p> <font size="2" face="Verdana"><i>Transfusões</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O número   médio de transfusões realizadas foi de 4.3 ± 0.398   e a   primeira transfusão foi realizada em média com 9.6 dias de   vida. Verificou-se uma correlação negativa moderada entre o número   de transfusões realizadas e a IG ou o PN (R = 0.706, p   &lt;0.01; R =   0.679, p &lt;0.01; respetivamente) (<a href="/img/revistas/nas/v25n2/25n2a04g1.jpg">Gráfico 1</a>).</font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na primeira   semana de vida,   os RN realizaram transfusões   com Hb média de 12.58   g/dL e 11.88 g/dL, de acordo com ventilação invasiva ou não-invasiva, respetivamente (<a href="#g2">Gráfico 2</a>). Na   quarta semana, o critério para transfundir foi de 12.0 g/dL nos RN   em ventilação invasiva   e de 10.44 g/dL em ventilação não-invasiva. Os RN não ventilados com necessidade de oxigenote-   rapia suplementar ou em ar ambiente foram   transfundidos com Hb média   de 10.33 g/dL e de 9.28 g/dL,   respetivamente.</font></p>     <p><a name="g2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n2/25n2a04g2.jpg" width="404" height="379"></p>     
<p align="center">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Comorbilidade    </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A DBP, a   sépsis, a LPV, HPIV &#8805;2 e PCA foram mais frequentes no grupo transfundido em comparação com o grupo não-transfundido (DBP: 61% vs 8%, p&#8804;0.001; Sépsis: 69% vs   25%, p&#8804;0.001; SDR: 97% vs 76%, p&#8804;0.001; LPV: 47% vs 32%,      p&#8804;0.001; HPIV: 26.1% vs 2.8%, p&#8804;0.001; PCA: 50% vs 11%,      p&#8804;0.001)   (<a href="#g3">gráfico 3</a>).</font></p>     <p><a name="g3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n2/25n2a04g3.jpg" width="396" height="382"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No grupo   transfundido, verificou-se uma associação estatisticamente significativa entre um   maior número de transfusões realizadas e a incidência de DBP e sépsis (p &lt;0.001). Registaram-se três casos de NEC nos RN   transfundidos: dois casos   ocorreram nos primeiros sete dias após a transfusão e um caso após um período superior; nos RN não transfundidos não se verificou nenhum caso de NEC. No grupo transfundido a HPIV &#8805;   2 verificou-se em 23 RN, 14 dos quais   tinham sido transfundidos na primeira semana de vida. Foi também significativa a associação entre   o número de transfusões realizadas e a incidência de ROP (p &lt;0.001, teste estatístico não paramétrico): o diagnóstico   de ROP foi realizado em nove RN, dos quais   seis tinham grau &#8805;   2; no grupo não transfundido não houve nenhum   caso de ROP.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A duração média de internamento foi mais prolongada no grupo transfundido (73.0 dias vs 39.1 dias, p&lt; 0.001).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   maioria dos RN tem vários graus de anemia após o nascimento.<sup>2</sup> A principal   causa da AP é a produção insuficiente de eritropoietina   (EPO) endógena, mas outros fatores estão implicados,   como a espoliação   iatrogénica de sangue,   a semivida dos glóbulos vermelhos diminuída (45-50 dias nos RN &lt;1000   g), o aumento   da volemia provocada pelo crescimento rápido do RN e a depleção de ferro.<sup>1,3</sup> A anemia desenvolve-se mais rapidamente e é mais grave nos RN pré-termo, grupo com maior predisposição para proble-   mas   cardiorrespiratórios e infeção.<sup>2 </sup>Cerca de 80% dos RN de ex-   tremo baixo peso (RNEBP) são transfundidos pelo menos uma vez durante o seu internamento.<sup>5</sup> Neste estudo, verificámos que nos RN com menor peso à nascença   e menor idade gestacional, a anemia foi mais grave e houve mais necessidade de transfusão   de CE. O objetivo principal das transfusões de CE é corrigir a anemia, melhorar o transporte de oxigénio e a estabilidade cardiorrespiratória e, assim,   melhorar o prognóstico neurológico a longo prazo.<sup>5 </sup>No entanto, não é consensual qual o limiar   de Hb      para realizar transfusão de CE sem   aumentar os seus   riscos.<sup>2,5 </sup>Vários estudos   aleatorizados têm demonstrado que os critérios transfusionais mais restritivos resultam numa discreta   diminuição do número   de transfusões realizadas, sem se verificar aumento de efeitos adversos.<sup>4 </sup>Reduzir as transfusões poderá diminuir as infeções associadas às   transfusões, a toxicidade metabólica, as doenças enxerto   vs hospedeiro, as reações   transfusionais, a sobrecarga circulatória, os efeitos   tóxicos dos anticoagulantes   e conservantes e a sobrecarga de ferro.<sup>1-3 </sup>O   nosso estudo foi realizado numa   altura em que   já eram utilizados critérios transfusionais restritivos (publicados nos Consensos   Nacionais de Neonatologia de 2004)<sup>14</sup>, mas   antes da implementação de critérios transfusionais ainda mais restritivos (Consensos Nacionais de Neonatologia de 2013)<sup>1</sup>. Verificámos que os   valores médios de Hb prévios   à transfusão foram   compatíveis com os Consensos Nacionais publicados em 2004.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para caracterizar a comorbilidade a curto prazo   dos RN, estudámos patologias frequentes da   prematuridade. Verificámos que a DBP, a sépsis,   a LPV e a HPIV foram mais frequentes no grupo   transfundido. No entanto,   é difícil afirmar   que a transfusão de CE constitui, por si só, um fator   independente para desenvolver patologias como DBP,   HPIV ou NEC,   numa população de alto   risco com múltiplos fatores que as podem justificar. Estudos científicos recentes têm   descrito mecanismos que   poderão estabelecer uma   relação causal mais   direta entre estas patologias e a transfusão CE.<sup>6,11,12,15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No caso da DBP, verificámos que a sua incidência esteve significativamente associada ao   número de transfusões realizadas. Noutros estudos,   a DBP também se revelou   significativamente aumentada associada ao maior número   de transfusões nos RN de extremo   baixo peso<sup>2,6</sup>, situação para a qual poderão   contribuir o maior stress oxidativo provocado pelo aumento   do ferro não ligado à transferrina ou por mediadores inflamatórios presentes nos anticoagulantes e conservantes do sangue.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste estudo   verificou-se uma associação entre o número de transfusões realizadas e a incidência de sépsis. No entan-   to, como limitação referimos o facto de não se ter avaliado o período entre   a transfusão e o diagnóstico de sépsis. Valieva<sup>6 </sup>verificou que a maioria das sépsis (71%)   ocorreram num período de duas semanas após   a transfusão, mas   esta relação não teve um valor estatisticamente significativo.<sup>2,6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A NEC não foi   estatisticamente mais prevalente no grupo   transfundido, mas dos   três casos de NEC, dois   ocorreram num período de sete dias após a transfusão. Ainda existem poucos estudos que avaliem a associação entre   as transfusões e a NEC; no   entanto, vários autores   têm vindo a verificar uma   associação temporal significativa (&lt;   48 horas) entre   a transfusão de CE em pré-termo estáveis e a NEC.<sup>11,12,15-20 </sup>O mecanismo   patogénico que justifica esta   associação pode estar   relacionado com a ex-   posição a mediadores imunológicos e propriedades biomecânicas   dos eritrócitos transfundidos (menor deformabilidade e maior adesão e agregação).<sup>11,12      </sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Alguns estudos   sugerem que as transfusões de CE nos pri-   meiros dias de vida podem   estar diretamente associadas a HPIV grave.<sup>6,12 </sup>No nosso estudo, verificou-se que a HPIV foi significativamente mais frequente no grupo transfundido (26.1% vs 2.8%, p &lt;0.001) e 14 (dos 23 RN com HPIV) tinham sido trans-   fundidos na primeira semana de vida. No entanto, o risco de HPIV grave é   multifatorial, envolvendo fatores ambientais,   de desenvolvimento e genéticos.<sup>12 </sup>Contudo, esforços para reduzir ou   eliminar a transfusão de CE nos primeiros dias de vida de RNMBP têm vindo   a reduzir a HPIV grave.<sup>12 </sup>Nesse sentido, devem ser implementados programas que reduzam   a transfusão de CE precoce, como a laqueação tardia do cordão   umbilical, expressão do cordão umbilical e a utilização de sangue placentar para as primeiras análises laboratoriais.<sup>1,12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em relação   à ROP, verificámos que todos os nove RN em que   foi diagnosticada pertenciam ao grupo transfundido. Apurámos ainda que um maior número de transfusões realizadas estava estatisticamente relacionado com   uma maior incidência de ROP. A associação entre ROP e transfusão de CE não está esclarecida. <sup>6,13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma das   limitações ao nosso   estudo consiste na impossibi-   lidade de estabelecer relações causa-efeito das transfusões de CE,   pela diversidade de morbilidade que   estes RN apresentam, relacionadas com   a sua imaturidade. É evidente a necessidade de mais   estudos prospetivos aleatorizados, de forma a permitir   a avaliação fundamentada do risco/benefício dos critérios transfusionais mais recentes e mais restritivos. Este estudo poderá servir de comparação para estudos prospetivos futuros.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">CONCLUSÃO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A anemia   foi mais grave   nos RN pré-termo de menor   IG e PN e a transfusão de CE foi o tratamento de escolha. O grupo mais transfundido foi o que apresentou mais patologias associadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como   limitação salientamos a impossibilidade em estabelecer relações causa-efeito da transfusão de CE. A evidência científica tem mostrado associações possíveis entre a transfusão de CE   e patologias como a NEC e a HPIV. A demonstração de que   a utilização de critérios mais   restritivos não tem   agravamento na morbilidade e mortalidade dos   RN reforça o interesse na aplica- ção de medidas mais restritivas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No nosso   estudo, verificámos que os critérios transfusionais aplicados correspondiam às orientações do protocolo de AP publicado nos Consensos Nacionais   de Neonatologia de 2004   (menos restritivos que os atuais “consensos nacionais” de 2013).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS </font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Guedes MB, Pinto   R, Vasconcellos G, Portela A. Consenso Clínico – Anemia da prematuridade. Secção de Neonatologia da SPP. 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095133&pid=S0872-0754201600020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Jeon GW, Sin JB. Risk   factors of transfusion in anemia of very low birth weight infants. Yonsei Med J. 2013; 54:366-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095135&pid=S0872-0754201600020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Garcia-Prats JA. Anemia of prematurity. UpToDate. 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095137&pid=S0872-0754201600020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Whyte R, Kirpalani H. Low versus high haemoglobin concentration   threshold for blood transfusion for preventing morbidity and mortality in very   low birth weight infants. Cochrane Database Syst Rev. 2011: 11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095139&pid=S0872-0754201600020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Kirpalani H, Whyte RK,   Andersen C, Asztalos EV, Heddle N, Blachman MA, et al. The premature infants in   need of transfusion (PINT) study: a randomized, controlled trial of a restrictive (low) versus liberal   (high) transfusion threshold for extremely low birth weight infants.   J Pediatr. 2006; 149: 301-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095141&pid=S0872-0754201600020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Valieva OA, Strandjord TP, Mayock DE, Juul SE. Effects of   transfusions in extremely low birth weight infants: a retrospective study. J Pediatr. 2009;155: 331-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095143&pid=S0872-0754201600020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bell EF, Strauss RG, Widness JA, Mahoney LT, Mock DM, Seward VJ, et al.   Randomized trial of liberal versus restrictive guidelines for red blood cell transfusion in preterm infants. Pediatrics. 2005; 115: 1685-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095145&pid=S0872-0754201600020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Balegar KK, Kluckow M.   Furosemide for packed red cell transfusion in preterm infants: a randomized controlled trial. J Pediatr. 2011; 159: 913-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095147&pid=S0872-0754201600020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Kinsella JP, Greenough A, Abman SH. Bronchopulmonary dysplasia. Lancet 2006; 367: 1421-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095149&pid=S0872-0754201600020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10.&nbsp;&nbsp; Stoll BJ, Hansen NI,   Adams-Chapman I, Fanaroff AA, Hintz SR, Vohr B, et al. Neurodevelopmental and   growth impairment among extremely low-birth-weight infants with neonatal infection. JAMA. 2004; 292: 2357-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095151&pid=S0872-0754201600020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11.&nbsp;&nbsp; Stritzke A, Smyth J, Synnes A, Lee SK,   Shah PS. Transfusionassociated necrotizing enterocolitis   in neonates. Arch Dis Child Fetal Neonatal Ed. 2013; 98: 10-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095153&pid=S0872-0754201600020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12.&nbsp;&nbsp;   Christensen RD. Associations Between “Early” Red Blood   Cell Transfusion and Severe Intraventricular   Hemorrhage, and between “early”   red blood cell transfusion and severe   intraventricular hemorrhage, and between “late” red blood cell transfusion and necrotizing enterocolitis. 2012; 36: 2839.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095155&pid=S0872-0754201600020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13.&nbsp;&nbsp;   Fortes Filho JB, Eckert GU, Procianoy L, Barros CK, Procianoy RS. Incidence and risk factors   for retinopathy of prematurity in very low and in   extremely low birth weight infants in a unit-based approach in southern Brazil. Eye. 2009; 23: 25-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095157&pid=S0872-0754201600020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14.&nbsp;&nbsp;   Guedes MB, Vasconcellos G, Fraga G, Pinto R. Anemia neonatal –   Política transfusional, in Consensos Nacionais em Neonatologia. Secção de   Neonatologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria. 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095159&pid=S0872-0754201600020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15.&nbsp;&nbsp; Mohamed A, Shah PS. Transfusion associated necrotizing enterocolitis: a meta-analysis of observational data. Pediatrics. 2012; 129: 529-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095161&pid=S0872-0754201600020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16.&nbsp;&nbsp; Blau J, Calo JM, Dozor D, Sutton M, Alpan G, Gamma EF. Transfusion-related acute gut injury:   necrotizing enterocolitis in very   low birth weight   neonates after packed   red blood cell transfusion. J Pediatr. 2011; 158: 403-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095163&pid=S0872-0754201600020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17.&nbsp;&nbsp; Mally P, Golombek SG,   Mishra R, Nigam S, Mohandas K,   Depalhma H, et al. Association of necrotizing enterocolitis with elective packed red   blood cell transfusions in stable, growing premature neonates. Am J Perinatol. 2006; 23: 451–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095165&pid=S0872-0754201600020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18.&nbsp;&nbsp; Christenses RD.   Association between red blood cell transfusions and necrotizing enterocolitis. J Pediatr. 2011;158:349–50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095167&pid=S0872-0754201600020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19.&nbsp;&nbsp; Gephart SM.   Transfusion-associated Necrotizing Enterocolitis (TANEC): evidence and   uncertainty. Adv Neonatal Care. 2012; 12: 232-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095169&pid=S0872-0754201600020000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20.&nbsp;&nbsp; Wan-Huen P, Baterman D, Shapiro DM, Parravicini E. Packed   Red Blood Cell transfusion is an independent risk factor for necrotizing enterocolitis in premature infants. J Perinatol. 2013; 33(10): 788-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095171&pid=S0872-0754201600020000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2"><b><font face="Verdana"><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia    <br> </a></font></b></font><font size="2" face="Verdana">Cátia Rodrigues Correia Serviço de Pediatria    <br> </font><font size="2" face="Verdana">Hospital   São Francisco Xavier     <br>   Centro Hospitalar Lisboa Ocidental     <br>   Estrada do Forte do Alto do Duque, 1449-005 Lisboa, Portugal</font>    <br> <font size="2" face="Verdana">Email: <a href="mailto:catiarcorreia@gmail.com">catiarcorreia@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido a 23.09.2015 | Aceite a 18.01.2016</font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
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<publisher-name><![CDATA[Secção de Neonatologia da SPP]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Risk factors of transfusion in anemia of very low birth weight infants]]></article-title>
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<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
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