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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qualidade de vida relacionada com a saúde em crianças e adolescentes: estudo bicêntrico e comparação com dados europeus]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: The interest in Health-related quality of life (HRQoL) as a global health indicator is recent and it remains little studied in pediatric age. Aim: To evaluate HRQoL in a population of children and adolescents from two primary care Portuguese units. Material and methods: Cross-sectional observational study. HRQoL was assessed using the KIDSCREEN-27® questionnaire. Participants included children and adolescents aged 8-18 years presenting to a consultation at two primary care services: Centro de Saúde (CS) Sete Rios and Unidade de Saúde Familiar (USF) Infesta, between February 1 and July 1, 2013. Results: A total of 163 individuals answered the questionnaire (CS Sete Rios=85; USF Infesta=78). The median age was 11,59 ± 2,54 years, with a female preponderance (102/62,6%). Compared to the European data, our patients presented significantly higher HRQoL scores in all five dimensions (p<0,001).The HRQoL scores, in all five dimensions, were consistently lower in female gender, but only statistically significant at the physical well-being dimension (p<0,001). The Social Support and Peer Groups wer the poorly scored dimensions by parents (p=0,006). Adolescents considered the School Environment significantly worse than children (p=0,041).The HRQoL score were lower in patients from USF Infesta; however, statistically significant differences were not found. Conclusions: Our population presents a high HRQoL. The results of the comparative analysis underlines some differences, that may be concern of future studies to plan successful health policies and practices.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL ARTICLES</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Qualidade de vida relacionada com a saúde em crianças e adolescentes – estudo bicêntrico e comparação com dados europeus</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>&nbsp;</b></font></p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Health-related quality of life of children and adolescents: bicentric study and comparison to european data</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Marlene Abreu<sup>I</sup>; Inês Marques<sup>II</sup>; Mariana Martins<sup>I</sup>; Teresa Maia Fernandes<sup>III</sup>; Paula Gomes<sup>IV</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I </sup>S.   de Pediatria do Hospital Pedro   Hispano, Unidade Local   de Saúde de Matosinhos. 4464-513 Senhora da Hora, Portugal. <a href="mailto:marleneaabreu@hotmail.com">marleneaabreu@hotmail.com</a>; <a href="mailto:mary_martins_6@hotmail.com">mary_martins_6@hotmail.com</a></font>    <br> <font size="2" face="Verdana"><sup>II </sup>S.   de Pediatria do Centro Hospitalar Barreiro Montijo. 2830-003 Barreiro, Portugal. <a href="mailto:inesmped@gmail.com">inesmped@gmail.com    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </a></font><font size="2" face="Verdana"><sup>III </sup>Medicina Geral e Familiar da Unidade de Saúde Familiar   Nova Lousada. 4620-697 Lousada, Portugal. </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:te.mfernandes@gmail.com">te.mfernandes@gmail.com    <br> </a></font><font size="2" face="Verdana"><sup>IV </sup>Medicina Geral e Familiar   da Unidade de Saúde Familiar Infesta. 4465-156 São Mamede de Infesta, Portugal. <a href="mailto:paulag0mes@hotmail.com">paulag0mes@hotmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução</b>: O interesse pela Qualidade de Vida Relacionada com   a Saúde (QVRS)   é relativamente recente   e na literatura são ainda poucos os estudos em idade pediátrica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Objetivos: </b>Avaliar a QVRS em crianças e adolescentes de duas unidades dos cuidados de saúde primários portugueses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Material e métodos</b>: Estudo transversal, descritivo e analítico. Foi aplicado o questionário KIDSCREEN-27<sup>® </sup>a uma amostra   de conveniência de utentes, com idades compreendidas entre os 8 e os 18 anos, que recorreram entre   1 de fevereiro e 31 de   julho de 2013, ao Centro de Saúde (CS) Sete Rios e à Unidade de Saúde Familiar (USF) Infesta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Resultados</b>: Responderam ao questionário 163 indivíduos   (85 do CS Sete Rios e 78 da USF Infesta). A média de idades   foi 11,59±2,54 anos, com um predomínio do sexo feminino (102/62,6%). Os <i>scores     </i>QVRS calculados revelaram valores elevados e estatisticamente superiores aos dados europeus   disponíveis (<i>p</i>&lt;0,001). As raparigas obtiveram <i>scores </i>QVRS mais baixos, mas apenas significativo na avaliação do bem-estar físico (<i>p</i>&lt;0,001). O Suporte Social e Grupos de Pares foi a área   pior avaliada pelos pais (<i>p</i>=0,006). O Ambiente Escolar   foi o aspeto onde os adolescentes manifestaram um <i>score </i>significativamente inferior   às crianças (<i>p</i>=0,041). Apesar dos utentes da USF Infesta apresentarem <i>scores </i>ligeiramente mais baixos, esta diferença não foi estatisticamente significativa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusões</b>:   Os dados demonstram uma boa QVRS nas duas populações pediátricas avaliadas. Os resultados da análise   comparativa evidenciaram algumas diferenças que deverão ser alvo de análise   mais aprofundada em estudos posteriores, no sentido de planear medidas para a melhoria da QVRS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave</b>: qualidade   de vida; criança; adolescente; centros de saúde</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Background: </b>The interest in Health-related   quality of life (HRQoL) as a global health   indicator is recent   and it remains little studied in pediatric age.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Aim: </b>To evaluate HRQoL in a population of children and adolescents from two primary care Portuguese units.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Material and methods: </b>Cross-sectional observational study.   HRQoL was assessed using the KIDSCREEN-27<sup>® </sup>questionnaire. Participants included children   and adolescents aged 8-18 years presenting   to a consultation at two   primary care services: Centro de Saúde (CS) Sete Rios and Unidade   de Saúde Familiar   (USF) Infesta, between February 1 and July 1, 2013.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Results: </b>A total   of 163 individuals answered the questionnaire   (CS Sete Rios=85; USF Infesta=78). The median age   was 11,59 ± 2,54   years, with a female preponderance (102/62,6%). Compared   to the European data, our patients presented significantly higher   HRQoL scores in all five dimensions (<i>p</i>&lt;0,001).The HRQoL scores, in all five dimensions, were consistently lower   in female gender, but only statistically significant at the physical well-being dimension (<i>p</i>&lt;0,001). The Social Support   and Peer Groups   wer the poorly scored dimensions by parents (<i>p</i>=0,006). Adolescents considered the School Environment significantly   worse than children (<i>p</i>=0,041).The HRQoL   score were lower   in patients from USF   Infesta; however, statistically significant differences were not found.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusions: </b>Our population presents a high HRQoL. The results of the comparative analysis   underlines some differences, that may be concern   of future studies to plan successful health policies and practices.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>health-related quality of life; KIDSCREEN-27; childhood; adolescence</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Organização Mundial   de Saúde define   saúde como um estado de bem-estar físico,   mental e social,   e não apenas como a ausência de doença ou enfermidade. A mesma organização define Qualidade de Vida (QDV)   como a perceção do indivíduo da sua   posição na vida,   de acordo com   a sua cultura e sistemas de valores em que se insere,   tendo em consideração os seus objetivos, expetativas e preocupações.<sup>1 </sup>O interesse pelo conceito de qualidade   de vida na área da saúde é relativamente recente e   decorre dos novos   paradigmas que têm influenciado práticas e políticas do setor   da saúde nas últimas décadas.<sup>2 </sup>Conhecer   a percepção de um indivíduo   acerca da sua Qualidade de Vida   Relacionada com a Saúde (QVRS) tem vindo a tornar-se   uma componente importante da vigilância de saúde e é, geralmente, considerado como um indicador   válido para aferir as necessidades assistenciais e monitorizar o resultado das intervenções.<sup>3,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A avaliação da qualidade de vida em crianças e adolescentes tem recebido pouca   atenção. No entanto,   mais recentemente, a QDV nestas   faixas etárias tem vindo a ganhar relevo   como um importante conceito nos cuidados de saúde.<sup>5 </sup>A avaliação da QVRS nas crianças e adolescentes pode   ser útil para   identificar crianças em risco de um nível baixo de bem-estar   ou com problemas de saúde,   auxiliar na definição do peso relativo associado a cada doença ou incapacidade específica, e trata-se de um   elemento muito útil no planeamento de estratégias de intervenção no âmbito da promoção da saúde e da qualidade de vida.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A nível   europeu, entre 2001 e 2004,   o projeto “Proteção e Promoção da Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde   em Crianças e Adolescentes – uma perspetiva Europeia de Saúde Pública (acrónimo: KIDSCREEN)”, financiado pela Comissão Europeia   (CE), desenvolveu um questionário que permite a avaliação e a comparação transcultural da QVRS em idade   pediátrica. A versão final do instrumento foi aplicado na realização de estudos   plurinacionais em 12 países europeus (Alemanha, Áustria, Espanha, França, Grécia, Holanda, Hungria, Polónia,   Reino Unido, República Checa, Suécia   e Suíça), num total de 22 110 participantes.<sup>6 </sup>Em Portugal, o questionário foi   traduzido e validado em 2004 pela equipa do projeto “Aventura Social” da Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa e outros colaboradores.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na literatura, são ainda pouco   numerosos os estudos   sobre QVRS na idade   pediátrica, pelo que o objetivo   deste estudo foi avaliar este indicador numa população de crianças e adolescentes de duas unidades dos cuidados de saúde primários (CSP) portugueses.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi realizado um estudo transversal, descritivo e analítico, através da aplicação do   questionário KIDSCREEN-27<sup>©</sup>, validado para a população portuguesa, a uma amostra   selecionada por conveniência. Esta foi composta   por utentes com idades compreendidas entre os oito e os dezoito   anos que recorreram a duas unidades de saúde dos CSP: Unidade   de Saúde Familiar (USF) Infesta, localizada no distrito do Porto e Centro de Saúde   (CS) Sete Rios, localizado no distrito de Lisboa, entre   1 de fevereiro e 31 de julho de 2013.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Questionário KIDSCREEN-27<sup>® </sup>é uma versão reduzida do questionário KIDSCREEN-52<sup>® </sup>em que foram selecionados 27 itens da versão original e organizados em cinco dimensões:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">1) Bem-Estar Físico (5 questões); 2) Bem-Estar Psicológico (7 questões); 3) Autonomia e Relação com os Pais (7 questões) ;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4) Suporte   Social e Grupo   de Pares (4 questões) e 5) Ambiente Escolar (4 questões). Inclui   ainda três questões   iniciais para a caraterização sociodemográfica (idade e género) e do estado de saúde dos inquiridos (deficiência ou doença crónica).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Existem duas versões do questionário KIDSCREEN-27<sup>®</sup>, conforme o sujeito de preenchimento é o próprio   (crianças/adolescente &#8805; 10 anos) ou os pais/cuidadores (crianças dos oito   aos nove anos). Os dois questionários diferem apenas nos seguintes   aspetos: o texto introdutório é diferente, a versão para os pais inclui uma pergunta sobre   o grau de parentesco com a criança   e sobre o peso e a altura da mesma.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todas   as questões das cinco dimensões avaliadas pelo questionário são de resposta de   escolha múltipla, utilizando uma escala tipo Likert com 5 níveis.   De acordo com o manual oficial de aplicação e tratamento estatístico do questionário, disponível apenas para aqueles   que integram a rede de estudos   Kidscreen,<sup>7</sup>e por forma a permitir a melhor interpretação e comparação dos   resultados com os dados europeus disponíveis,   foi calculado um score para cada uma das dimensões avaliadas obtido pela   conversão da soma   das respostas às questões   numa escala de zero a cem. Inicialmente foi convertida a resposta qualitativa de cada questão   num valor numérico   de 1 a 5, em que 1 representava a avaliação mais negativa e 5 a mais   positiva. Posteriormente, foi   calculada a média   aritmética entre as questões que compõem cada   score, que foi   de seguida convertida numa escala de zero a 100, de acordo com uma regra de três simples.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A análise   estatística foi realizada com o recurso   ao programa informático SPSS®, versão 22.0. Para a análise bivariada, foram usados os testes Qui-Quadrado e Mann-Whitney de acordo com o tipo de variáveis em estudo. O nível de significância estatística considerado foi de 0,05.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo   foi aprovado pela comissão de ética da Unidade   Local de Saúde de Matosinhos e foi garantido o anonimato e confidencialidade dos dados obtidos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">RESULTADOS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram incluídos no estudo 163 crianças e adolescentes: 85 (52,1%) do C.S. Sete Rios e 78 (47,9%)   da USF Infesta. A média de   idades foi de 11,59±2,54 anos.   Na sua maioria, os questionários foram preenchidos pelo próprio (n=121   / 74,2%). Quando utilizada a versão parental do questionário, quem   mais colaborou no seu preenchimento foram as mães (n=32 / 76,2%). Dos questionários respondidos pelo próprio   (n=121), apenas oito indivíduos responderam de forma afirmativa à questão “<i>Tens alguma deficiência, doença ou condição física     crónica</i>?”. Das patologias   especificadas, um doente referiu apresentar   paralisia cerebral, outro uma estenose aórtica   e os restantes patologia   alergológica (asma, rinite).   Não se observou diferenças com significância estatística entre as populações inquiridas das duas unidades de saúde em relação ao género, idade   e presença de doença crónica. No entanto,   verificou-se que no grupo do CS   Sete Rios houve um número   significativamente maior de respostas ao questionário pelo   próprio, comparativamente com a USF Infesta (<i>p</i>=0,03) – <a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a03q1.jpg">quadro I</a>.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Os <i>scores </i>calculados revelaram valores de QVRS elevados (entre 80 e 90 pontos) nas   cinco dimensões avaliadas pelo questionário na população total.   Apesar de os utentes da USF Infesta apresentarem <i>scores </i>ligeiramente mais baixos,   esta diferença não foi estatisticamente significativa – <a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a03q2.jpg">quadro II</a>.</font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Analisando os resultados obtidos em função   do género, verificou-se que as raparigas obtiveram <i>scores </i>QVRS mais baixos em todas   as cinco dimensões avaliadas, mas apenas   com significância estatística na avaliação do bem-estar físico (<i>p</i>&lt;0,001) </font><font size="2" face="Verdana">– <a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a03q3.jpg">quadro III</a>. No geral,   não houve diferenças entre os dois grupos   etários na avaliação da QVRS,   exceto no <i>score     </i>referente ao Ambiente   Escolar, que foi o aspecto   onde os adolescentes se manifestaram   significativamente menos satisfeitos que as crianças (<i>p</i>=0,041) – <a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a03q4.jpg">quadro IV</a>. O facto de uma parte dos questionários   ter sido preenchido pelos pais/cuidadores não influenciou a avaliação da QVRS na generalidade, exceto   no <i>score </i>referente ao Suporte Social e Grupos de Pares, onde se observou   uma variação com significância estatística em resultado de uma pior avaliação   pelos pais, do que pelas crianças/adolescentes (<i>p</i>=0,006)</font> <font size="2" face="Verdana">– <a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a03q5.jpg">quadro V</a>.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Comparando os resultados obtidos no nosso estudo com os   dados europeus disponíveis,<sup>7 </sup>observa-se que os <i>scores </i>aferidos para a nossa população são significativamente superiores (<i>p</i>&lt;0,001) em todas as dimensões, quer nos questionários respondidos pelos próprios, quer nos respondidos pelos pais/ cuidadores – <a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a03q6.jpg">quadro VI</a>.</font></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">DISCUSSÃO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O processo saúde-doença, multifatorial e complexo, passou nos últimos anos a configurar como um <i>continuum</i>. Foi com esta mudança que surgiu o conceito de QVRS, atualmente um dos resultados esperados em termos de práticas assistenciais e de políticas públicas   ao nível da promoção da saúde e prevenção da doença.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A abordagem   instrumental da QVRS permite a integração   biopsicossocial dos determinantes da saúde em diferentes níveis,   hierarquizados por   variáveis pessoais e sociais.   O presente estudo pretendeu   avaliar a QVRS em crianças e adolescentes em idade escolar, os seus estilos de vida e contextos   sociais. Os resultados obtidos sugerem que a aplicação do   KIDSCREEN-27® (versão pais e versão crianças   e adolescentes) não apresentou dificuldades, considerando a clareza da tradução   e a sua validação para a língua portuguesa. O uso deste instrumento   na avaliação da QVRS mostrou-se perfeitamente   indicado para aplicação em crianças e   adolescentes, permitindo aos investigadores monitorizar o estado de   saúde da população num determinado momento e detetar os subgrupos de risco, que devem ser alvos de intervenção no futuro.<sup>1,7,9-11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Globalmente,   os dados demonstram uma boa QVRS na população   avaliada, obtendo-se <i>scores </i>de QVRS, com significância estatística, superiores aos europeus. Isto poderá traduzir que, apesar da atual conjuntura socioeconómica nacional, a capacidade de adaptação do ser humano   à realidade possibilita que a perceção da sua QVRS se mantenha elevada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Comparando   os rapazes com as raparigas quanto à sua perceção sobre a própria   QVRS estes apresentam valores médios mais   elevados em todas as dimensões, sendo esta diferença estatisticamente   significativa ao nível do “Bem-estar Físico”.   Estes resultados vão de encontro   à literatura que nos diz que a perceção das raparigas com a sua saúde e   bem</font><font size="2" face="Verdana">-estar é mais negativa do que a dos rapazes na maioria das   medidas, sobretudo ao nível da auto-perceção e imagem corporal.<sup>12-13 </sup>Tal poder-se-á dever, por outro lado, ao   facto dos rapazes parecerem apresentar mais problemas de saúde na infância,   situação que se altera na adolescência com as raparigas a apresentarem mais   perturbações psicossomáticas e problemas emocionais do que os rapazes.<sup>12 </sup>A ausência de   diferenças significativas na maioria das dimensões poder-se-á dever ao facto de atualmente rapazes e raparigas terem acesso às mesmas oportunidades sociais e escolares, independentemente do sexo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Analisando a relação   entre os dois grupos etários   considerados no estudo,   as crianças apresentaram valores médios de QVRS   mais elevados, sendo   este <i>score </i>significativo ao nível do “Ambiente Escolar”. Estes resultados vão de encontro   à literatura que refere que as   crianças apresentam uma melhor perceção da sua qualidade   de vida na maioria das dimensões.<sup>12,14 </sup>Esta diminuição de uma perceção   positiva da qualidade de vida na   adolescência prende-se com todas as alterações físicas, psicológicas e sociais   ocorridas neste período de transição, fatores   que acarretam uma certa instabilidade e insegurança,   influenciando a perceção da qualidade de vida.<sup>12     </sup>A existência de significância estatística apenas ao nível do “Ambiente Escolar” poderá ter a ver com o facto de, nesta população, as alterações   típicas da transição para a adolescência não terem afetado   o seu bem-estar físico e psicológico e, no que se refere à autonomia   e relação com os pais e suporte   social e grupo   de pares, estas crianças e   adolescentes parecerem sentir-se confortáveis com o nível de independência que lhes é dado bem como com os   amigos que têm e o suporte social que sentem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os nossos resultados revelam que os pais tendem   a possuir uma perceção da   QVRS dos filhos semelhante à que é manifestada por estes, exceto no que   respeita ao “Suporte Social e Grupos de Pares” em que os pais têm uma avaliação   mais negativa. Estes resultados vão de encontro   aos dados já publicados, segundo os quais a perceção   parental traça sempre um cenário pior que o real, com uma   concordância entre os resultados documentados pelos pais e filhos mais elevada   nas medidas observáveis, em detrimento dos aspetos sociais e psicológicos.<sup>5,15</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Apesar dos utentes da unidade do Porto apresentarem <i>scores </i>ligeiramente mais baixos que os de Lisboa, esta diferença   não foi estatisticamente significativa em nenhuma das dimensões. Tal poder-se-á dever   à crescente uniformização norte-sul do nosso país,   com crianças e adolescentes de áreas geográficas distintas a terem   acesso às mesmas oportunidades e contextos, o que se reflete na perceção da QVRS.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÕES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De uma forma geral, os resultados encontrados estão de acordo com o que está descrito   na literatura. Contudo,   alguns dados da análise   comparativa evidenciaram diferenças que deverão ser   alvo de análise   em estudos posteriores, aleatorizados e de maiores   dimensões, que permitam   identificar claramente os grupos em risco nas populações avaliadas, para a elaboração de programas de intervenção, devidamente contextualizados e adaptados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">EM DESTAQUE</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde   (QVRS) é um importante indicador de saúde   que pode ser   facilmente avaliada através   da aplicação do questionário KIDSCREEN. Os nossos resultados   demonstraram uma boa QVRS das crianças e   adolescentes das populações avaliadas e permitiram identificar grupos em risco, que   necessitam de programas de intervenção personalizados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">HIGHLIGHTS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Health-related   quality of life (HRQoL) is an important health indicator that can be readily   assessed by applying the KIDSCREEN questionnaire. Our   results showed a good HRQOL of children and adolescents in the   populations assessed and allowed to identify the risk groups who need a customized intervention.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   The World Health Organization, The   World Health Organization Quality of Life assessment (WHOQOL): position   paper from the World Health Organization. Soc Sci Med 1995; 41(10): 1403-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096552&pid=S0872-0754201600030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Gaspar T, Matos MG. Qualidade de Vida em Crianças   e Adolescentes: Versão Portuguesa dos Instrumentos KidScreen, ed. A.S. e. Saúde. Fundação para a Ciência e Tecnologia, Faculdade de Motricidade Humana. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096554&pid=S0872-0754201600030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Dominick KL, Ahern FM, Gold CH, Heller DA. Relationship   of health-related quality   of life to health care utilization and mortality among older adults. Aging Clin Exp Res 2002; 14(6):499–508.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096556&pid=S0872-0754201600030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   De   Salvo KB, Bloser N, Reynolds   K, He J, Muntner P. Mortality   prediction with a single general   self-rated health question. A meta-analysis. Gen Intern Med 2006; 21(3): 267-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096558&pid=S0872-0754201600030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Meuleners LB, Lee AH, Binns CW, Lower A. Quality of life for adolescents: Assessing measurement properties using structural equation modelling. Quality of Life Research 2003; 12: 283-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096560&pid=S0872-0754201600030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Ravens-Sieberer U, Gosch A, Rajmil L,   Erhart M, Bruil J, Duer W, et al. KIDSCREEN-52 quality-of-life measure for   children and adolescents. Expert Rev. Pharmacoeconomics Outcomes Res. 2005; 5(3):353-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096562&pid=S0872-0754201600030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   The KIDSCREEN Group Europe. The   KIDSCREEN Questionnaires – Quality   of life questionnaires for children and adolescents. Handbook. Lengerich: Pabst Science Publishers. 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096564&pid=S0872-0754201600030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Schuttinga JA. Quality of life from a   federal regulatory perspective. In: Dimsdale JE, Baum A, editors. Quality of   life in behavioral medicine research. New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates 1995: 31-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096566&pid=S0872-0754201600030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   World Health Organization. Quality   Of Life Assessment: an   annotated bibliography. Geneva: WHO. 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096568&pid=S0872-0754201600030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   World Health Organization Quality Of   Life Assessement Group. What is Quality of Life? World Health Organization Quality Of Life Assessement (WHOQOL): World Health Forum. 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096570&pid=S0872-0754201600030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   World Health Organization Quality   Of Life Group.   The World Health Organization   Quality Of Life Assessment (WHOQOL): development and general psychometric   properties. Geneva: Department of mental health WHO. 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096572&pid=S0872-0754201600030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bisegger C, Cloetta B, Rueden U, Abel T, Ravens-Sieberer U &amp;   The European Kidscreen Group. Health-related   quality of life: gender differences in childhood and adolescence. Soz.Präventivmed. 2005; 50: 281–91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096574&pid=S0872-0754201600030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   World Health Organization. A snapshot   of the health of young people in Europe: A report prepared for the European Commission conference on youth health.   Copenhagen: World Health Organization Regional Office for Europe. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096576&pid=S0872-0754201600030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Santos   T. Qualidade de vida em crianças: Factores pessoais e sociais promotores da qualidade de vida. Tese de   Doutoramento não publicada, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade do Porto. Porto, Portugal. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096578&pid=S0872-0754201600030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Tsiros   MD, Olds T, Buckley JD, Grimshaw P, Brennan     L, Walkley J, et al. Health-related quality of life in obese children and adolescents. International Journal of Obesity 2009; 33(4): 387-400.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096580&pid=S0872-0754201600030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</a>    <br> </b>Inês Marques     <br> Serviço de Pediatria    <br>   Centro Hospitalar Barreiro Montijo       <br>   Avenida Movimento das Forças Armadas     <br>   2830-094 Barreiro    <br> Email: <a href="mailto:inesmped@gmail.com">inesmped@gmail.com</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Recebido a 09.11.2015 | Aceite a 11.04.2016</font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>The World Health Organization</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The World Health Organization Quality of Life assessment (WHOQOL): position paper from the World Health Organization]]></article-title>
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