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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Trombose venosa profunda em idade pediátrica: estudo retrospetivo de 10 anos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The venous thromboembolism (VTE), an emerging disease in pediatric age, comprises deep veins thrombosis (DVT) and Pulmonary Embolism. The goal of this case series is the evaluation of the most relevant features as well as the diagnosis, treatment and prevention of DVT in children. Methods: Descriptive retrospective review of patients’ records admitted with diagnosis of TVP in the last decade in ULSAM’s Pediatric Department. Results: The study population consisted of six patients, five of whom were female. The median age was 17 years old. The edema was the most frequent symptom and the ileo-femoral venous segment the most affected (2/6). There were at least two concomitant acquired risk factors in three patients, the most common of which being combinated oral contraceptive. There were five patients without thrombophilia, but we are waiting the last patient results. The mean treatment duration was 9,8 months. Discussion and Conclusion: TVP is a relatively rare event in childhood, but, when present, causes significant morbidity and mortality. As reported in literature, the highest incidence of DVT was documented in adolescents with lower limb impairment. We found a conjunction of several risk factors that are likely to potentiate each other, leading to the occurrence of VTE. It is possible that the pediatrician is facing with a new, previously excluded, pathology of pediatric care. Besides, the incidence’s increase of this condition may suggest that the use of oral contraceptives by teenage females rises the thrombotic risk. It is important to create a national consensus on the approach and prevention of this illness in pediatric age.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align=right><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL ARTICLES</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Trombose venosa profunda em idade pediátrica – estudo retrospetivo   de 10 anos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Deep vein thrombosis   in children and adolescents – ten years retrospective study</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Ana Isabel Sequeira<sup>I</sup>; Mariana Branco<sup>I</sup>; Ariana Teles<sup>I</sup>; Mariana Costa<sup>I</sup>; Beatriz Sousa<sup>I</sup>; Helena Ramalho<sup>I</sup></font></b><font size="2" face="Verdana"><i>&nbsp;</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I </sup>S.   de Pediatria do Hospital de Santa Luzia,   Unidade Local de Saúde do Alto Minho. 4901-858 Viana do Castelo,   Portugal. <a href="mailto:ana87sequeira@gmail.com">ana87sequeira@gmail.com</a>; <a href="mailto:mariana.a.branco@hotmail.com">mariana.a.branco@hotmail.com</a>; <a href="mailto:arianajbt@gmail.com">arianajbt@gmail.com</a>; <a href="mailto:marianammcosta@hotmail.com">marianammcosta@hotmail.com</a>; <a href="mailto:bmgsousa@gmail.com">bmgsousa@gmail.com</a>; <a href="mailto:ramalholena@hotmail.com">ramalholena@hotmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução e Objetivos: </b>A trombose venosa profunda (TVP) e o tromboembolismo pulmonar são os componentes do tromboembolismo venoso (TEV) que, embora infrequente, é uma entidade   emergente na pediatria. Apresentamos uma casuística cujo objetivo é a avaliação dos   aspetos mais relevantes da TVP em idade pediátrica e da sua abordagem terapêutica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Metodologia: </b>Revisão retrospetiva descritiva dos processos   dos doentes internados na última   década com o diagnóstico de TVP no Serviço de Pediatria da ULSAM.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Resultados: </b>Identificaram-se seis doentes, cinco   deles do sexo feminino. A mediana de idades foi 17 anos.   O edema do membro afetado esteve sempre   presente e o segmento venoso mais atingido foi o ileofemoral   (2/6). Houve concomitância de pelo menos dois fatores de risco adquiridos em três doentes,   sendo o mais   frequente o contracetivo oral combinado. Foi excluída trombofilia hereditária em   cinco doentes mas ainda aguardamos o resultado do estudo de um doente.   O tempo médio   de tratamento foi de 9,8 meses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussão e Conclusão: </b>A   TVP na criança tem sido reconhecida   como uma patologia rara, mas importante causa de morbilidade. A maior   incidência de TVP foi documentada na adolescência com compromisso do membro inferior,   tal como referido na   literatura. Verificamos uma conjugação de fatores   de risco que, provavelmente, se potenciaram entre   si levando à ocorrência do TEV e colocamos a possibilidade do Pediatra se estar   a deparar com uma nova realidade anteriormente excluída do atendimento pediátrico. O aumento   na incidência desta patologia levanta a questão   do acréscimo de risco trombótico nos adolescentes do sexo   feminino devido à utilização de contracetivos orais   combinados. Salientamos a importância de um   consenso nacional no diagnóstico, tratamento e prevenção desta entidade em Pediatria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave   </b>trombose venosa; embolismo pulmonar; trombose venosa profunda; adolescente; contraceptivos orais; pediatria</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introduction:   </b>The venous   thromboembolism (VTE), an emerging disease in pediatric age, comprises deep veins   thrombosis (DVT) and Pulmonary Embolism. The goal of this case series   is the evaluation of the most   relevant features as well   as the diagnosis, treatment and   prevention of DVT in children.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Methods: </b>Descriptive retrospective review of   patients’ records admitted with diagnosis of TVP in the last decade in ULSAM’s Pediatric Department.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Results: </b>The study   population consisted of six patients, five of whom were female. The median age was 17 years old. The   edema was the most frequent symptom and the ileo-femoral venous segment the most affected (2/6).   There were at least two concomitant acquired risk factors in   three patients, the most common of which being combinated oral contraceptive. There were five patients without   thrombophilia, but we are waiting the last patient results. The mean treatment duration was 9,8 months.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussion and Conclusion: </b>TVP is a relatively rare   event in childhood, but,   when present, causes   significant morbidity and mortality. As reported in literature, the   highest incidence of DVT   was documented in adolescents with lower limb impairment. We found a conjunction of several risk factors that are likely to   potentiate each other, leading to the occurrence of VTE. It is possible that   the pediatrician is facing with a new, previously excluded, pathology of pediatric care.   Besides, the incidence’s increase of this condition   may suggest that the use of oral contraceptives by teenage females   rises the thrombotic risk. It is important to create a national consensus   on the approach and prevention of this illness in pediatric age.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>Venous thrombosis, Pulmonary Embolism, Deep Venous Thrombosis, Adolescent, Oral Contraceptives, Pediatrics</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A trombose venosa   profunda (TVP) e o tromboembolismo pulmonar (TEP) são os componentes de uma entidade   que se designa por tromboembolismo venoso   (TEV).<sup>1 </sup>A incidência de TEV na idade pediátrica não é conhecida com exatidão. Os primeiros dados   publicados em 1994,   baseados no registo   C<i>anadian Childhood Thrombophilia</i>, referem uma incidência de 0,07 por 10.000   crianças com idades   compreendidas entre um mês   e os 18 anos.<sup>2 </sup>Na Europa   estima-se uma incidência de 0,07 a 0,14 por 10.000 crianças, o que é   bastante inferior à descrita no adulto (5,6 a 16 por 10.000).<sup>2,3 </sup>A taxa de mortalidade documentada é de 2,2%.<sup>4 </sup>O TEV tem uma distribuição etária   bimodal com um pico de incidência abaixo do ano de idade e outro na adolescência.<sup>5-7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   fisiopatologia subjacente é explicada pela tríade de Virchow que inclui   a estase do sangue, a lesão endotelial e a hipercoagulabilidade.<sup>4 </sup>Enquanto os dois primeiros componentes se   relacionam com fatores adquiridos, o último apresenta   principalmente causas genéticas que originam mutações   nos fatores de coagulação, denominadas trombofilias   hereditárias (<a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a04t1.jpg">Tabela 1</a>).<sup>3,8     </sup>Assim, a história   pessoal ou familiar   de TEV constitui por si só um fator de risco hereditário para esta entidade. <sup>7,9</sup></font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Deve suspeitar-se de TVP no doente com dor ou edema unilateral de um membro   e alterações da coloração cutânea,   entre outros sinais.<sup>4 </sup>O diagnóstico é habitualmente clínico.   O exame complementar de diagnóstico (ECD)   mais utilizado é a Ecografia-Doppler por ser económica, inócua e sensível na deteção de TVP   dos membros inferiores, embora a sua sensibilidade para deteção nos membros superiores seja reduzida. A Tomografia   Axial Computorizada (TC) e a Ressonância Magnética são reservadas para os casos de TVP das veias cava superior   e inferior, subclávia, pélvica e intratorácica, ou quando o resultado da Ecografia-Doppler é duvidoso.<sup>2,6 </sup>Diversos estudos   demonstraram uma elevada   taxa de falsos   negativos e falsos   positivos no estudo da trombofilia hereditária realizado na fase   aguda da TVP ou   durante a terapêutica anticoagulante. Deste modo e apesar do estudo referido continuar a ser   efetuado após a admissão na maioria dos doentes, a pesquisa de trombofilia hereditária deverá ser repetida um mês após suspensão da terapêutica hipocoagulante.<sup>10,11</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O objectivo   deste estudo foi a avaliação   dos aspetos mais relevantes da TVP em idade pediátrica e da sua abordagem terapêutica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">METODOLOGIA</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Efetuou-se uma análise retrospetiva dos doentes internados no Serviço de Pediatria da Unidade Local   de Saúde do Alto Minho   (ULSAM), com idades compreendidas entre um mês e 17 anos e 364 dias, com o diagnóstico de   TVP nos últimos dez anos, entre 01 de janeiro de 2005 e 31 de dezembro de 2014.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A colheita de dados foi   efetuada mediante consulta dos processos clínicos com o diagnóstico de TEV, TVP   e TEP com base no sistema   de classificação Grupo de Diagnóstico Homogéneo (GDH).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram analisadas as seguintes variáveis: idade, sexo, ano de   internamento, proveniência, quadro   clínico, fatores de risco,   estudo de trombofilia hereditária, segmento venoso afetado, resultados de ECD, terapêutica e sua duração, evolução clínica e complicações.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi   efetuada Ecografia-Doppler em todos os doentes. Foi realizada TC com   contraste em dois doentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Do estudo   analítico fizeram parte   o pedido de hemograma completo, INR, fibrinogénio e tempo de protrombina, de trombina e de tromboplastina parcial ativada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para estudo da trombofilia foi solicitado atividade   e antigénio da antitrombina e da proteína   C; antigénio livre,   atividade e antigénio total da proteína   S; teste de resistência à proteína C ativada   e pesquisa de mutação do fator V Leiden; pesquisa de mutação do gene   G20210A da protrombina; homocisteinemia em jejum; lipoproteína (a); ácido fólico,   vitaminas B12 e B6; anticoagulante lúpico, anticorpo   anticardiolipina; anticorpo &#946;2glicoproteína I e fator VIII.   Em cinco dos seis doentes   o estudo foi repetido um mês após suspensão da terapêutica   anticoagulante. Um doente mantém até à data o tratamento anticoagulante.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="3" face="Verdana">RESULTADOS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No período de tempo estudado, foram admitidos seis   doentes com o diagnóstico de TVP. A idade esteve compreendida   entre os 7 e os 17 anos (mediana de idades: 17 anos). O género   mais frequente foi o sexo feminino (cinco   doentes). Cinco doentes   vieram do exterior   sem referenciação e um deles   veio transferido duma Unidade   de Cuidados Intensivos Pediátricos (UCIP)   já com o diagnóstico de TVP (<a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a04t2.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">A manifestação clínica   comum a todos   os doentes foi o edema   do membro afetado,   sendo que a dor surgiu   em cinco dos casos e a alteração da coloração cutânea   em três doentes. Em nenhum caso ocorreu limitação funcional ou circulação colateral visível.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O local   anatómico afetado foi o membro   inferior em cinco dos doentes, em quatro   deles à esquerda. Em apenas um caso   se deu TVP no membro superior, à direita. As veias afetadas foram a ilíaca primitiva e externa esquerdas, ileofemoral direita,   ileofemoral esquerda, femoral   comum e superficial esquerdas, femuropopliteia esquerda e subclávioaxilar direita (<a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a04t2.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Três dos quatro   doentes com TVP no segmento   venoso proximal do membro inferior esquerdo fizeram TC abdominopélvica   com contraste que permitiu excluir   Síndrome de May-Thurner. Num desses doentes foi   diagnosticado agenesia do segmento infrarrenal da veia cava inferior.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram   identificados como fatores de risco: utilização de contracetivo oral combinado   (COC) nas quatro adolescentes (três delas há menos de um ano e duas há menos   de três meses),   imobilização do membro   superior e malformação do sistema venoso   subclávioaxilar num doente   (<a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a04f1.jpg">Fig. 1</a>), compressão externa do segmento   venoso e, ainda,   utilização de cateter   venoso central (CVC) associada a sépsis e imobilização prolongada   noutro doente. Foi identificada a concomitância de pelo menos dois fatores de risco   adquiridos em três dos seis doentes. Em nenhum dos doentes houve antecedentes de TEV, mas houve antecedentes familiares em dois casos.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">O estudo analítico inicial e após suspensão da terapêutica   anticoagulante não revelou   alterações em cinco dos doentes, nomeadamente no estudo da trombofilia hereditária. Aguardamos que a anticoagulação seja suspensa na doente com agenesia do segmento infrarrenal da veia cava inferior para que o estudo de trombofilia hereditária possa ser conclusivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O diagnóstico foi confirmado através da Ecografia-Doppler nos seis doentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi diagnosticado TEP   num doente no segundo dia   de internamento. As queixas de dor torácica pleurítica esquerda, dispneia e a presença   de crepitações audíveis   na base do hemitórax   esquerdo levantaram a suspeita. O diagnóstico de TEP segmentar foi confirmado por Angiografia por TC (Angio-TC) e teve uma evolução favorável (<a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a04f2.jpg">Fig.2</a>).</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">O tempo médio de internamento foi de 11,5 dias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A anticoagulação foi controlada com o apoio do serviço   de Imunohemoterapia de acordo com os protocolos em vigor e com base no INR. A enoxaparina foi a opção   de tratamento em todos   os casos, associada   à varfarina em cinco e ao acenocumarol num caso. Um dos doentes   efetuou heparina não fracionada (HNF)   na fase inicial de tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento anticoagulante com varfarina foi mantido durante um período de seis meses em dois   doentes (um deles, o caso associado a CVC), nove meses na adolescente com TVP do membro superior, 12 meses em dois doentes   e ainda se mantém no caso 6.   A hipocoagulação com acenocumarol foi efetuada durante   12 meses no doente com conglomerado   adenopático que exercia   efeito compressivo. O tempo médio de   tratamento foi de 9,8 meses (mediana 11 meses).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente às medidas terapêuticas associadas, foi promovida a mobilização do membro afetado   e utilização de meia   de contenção elástica precoces, bem como a deambulação logo que a clínica o permitia. Os COC foram suspensos no internamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na   data da alta foi dada indicação, em todos os   doentes, de profilaxia em situações de risco nomeadamente gravidez, imobilização prolongada, cirurgia e viagens   de longo curso.   Na mesma altura, todos   foram orientados para   consultas de pediatria, imunohemoterapia e cirurgia   vascular e, especificamente nas adolescentes, foi pedida consulta de planeamento familiar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O TEV tem dois períodos etários de maior incidência, um abaixo do ano de idade e outro na adolescência.<sup>5-7   </sup>Neste estudo verificamos que a mediana de idades foi 17 anos, tal como referido na literatura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O TEV tem aumentado nos últimos anos não só devido aos avanços nos cuidados pediátricos, como também à maior sobrevida   de crianças com doenças protrombóticas.<sup>1-3     </sup>Por outro lado, devido ao alargamento da idade de atendimento pediátrico até aos 17 anos e 364 dias, é possível que o médico   Pediatra se esteja a deparar com   uma nova realidade, anteriormente excluída do atendimento pediátrico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Existe clara   evidência de que o TEV, mais do que resultar   de uma causa definida, é o resultado de uma complexa   interação entre fatores de risco hereditários e adquiridos.<sup>3,8     </sup>Neste estudo   verificamos a existência de pelo menos   dois fatores de risco adquiridos em três dos seis doentes,   o que pode sugerir que vários   fatores ambientais simultâneos resultam num risco efetivo de fenómenos tromboembólicos superior à soma das contribuições individuais (<a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a04t2.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Enquanto   cerca de 40% dos casos de TEV no adulto são   idiopáticos, na criança 95% são secundários.<sup>5,6 </sup>Nas idades   mais precoces existe uma associação com a utilização de CVC e com   os avanços nas medidas de suporte e terapêutica de patologias   graves (neoplasias, cardiopatias congénitas, sépsis, prematuridade, entre outras) e, no outro extremo, nos adolescentes do sexo   feminino com a utilização de COC, a gravidez e o puerpério (<a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a04t1.jpg">Tabela 1</a>).<sup>2,6     </sup>Nesta casuística identificamos como fatores de risco   adquiridos a sépsis,   utilização de CVC, imobilização prolongada, compressão externa das veias e uso de COC, tal como demonstra a literatura (<a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a04t2.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A   presença de CVC está implicada em mais de 80% dos casos   de TVP nos   recém-nascidos e em mais de 50% nas   crianças.<sup>2 </sup>No entanto, uma vez que esta análise se refere a doentes   internados no Serviço de Pediatria, onde a colocação   de CVC não é um procedimento habitual, justifica que este fator   tenha sido detetado de forma isolada   numa doente transferida de uma UCIP. Este fato impossibilita qualquer conclusão acerca   da incidência deste   fator de risco   na amostra estudada. Esta doente com TVP íleo-femoral direita, em que foi colocado   um CVC femoral ipsilateral, apoia a importância do CVC como fator de risco   adquirido para TEV para além do contributo da sépsis e da consequente imobilização prolongada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dois doentes   (caso 2 e 6) apresentaram como fator de risco   adquirido para TEV   a compressão externa   do segmento venoso que, no nosso entender, terá provocado estase   sanguínea, um dos componentes da tríade de Virchow. Além disso, no caso 6 esse   fator de risco associa-se à utilização de COC.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os   contracetivos orais, principalmente os combinados, que contêm estrogénios e progestagénios, estão associados a um   aumento de dois a seis vezes do risco de TVP. O aumento do risco de TEV nas utilizadoras de COC é   mais elevado no primeiro ano de utilização e há estudos   que referem que o risco associado a COC com progestagénio de terceira geração   (gestodeno, acetato de ciproterona, entre outros) tem um máximo de   incidência ao fim de três meses de utilização, mantendo-se constante posteriormente.<sup>12-14     </sup>Os COC com progestagénio de terceira geração estavam presentes   nas quatro adolescentes, em duas delas como único fator   de risco adquirido. Além disso, duas tinham-no iniciado até três meses antes   e três há menos de um ano, o que está de acordo   com o especial aumento de risco   de TVP neste período.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O aumento   na incidência desta   patologia levanta a questão   do acréscimo de risco trombótico nas adolescentes do sexo feminino, devido   à utilização de COC, o que poderá,   eventualmente, ser um fator concorrente para o nascimento desta nova   entidade em todos os serviços de Pediatria nacionais. Nesse sentido, será aconselhável utilizar de forma criteriosa estes fármacos, sendo essencial pesquisar a história familiar de TEV.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   prevalência de alteração hereditária de coagulação em crianças que sofreram TEV varia de 10 a 59%, sendo   a mutação do fator   V de Leiden a trombofilia hereditária mais frequente.<sup>4,8 </sup>Nos   doentes testados (5/6)   não verificamos trombofilia hereditária, talvez devido   ao limitado número   de casos deste   estudo. Devido à manutenção do tratamento anticoagulante num doente, neste não foi possível efetuar o despiste de trombofilia hereditária.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em nenhum   dos doentes houve   antecedentes de TEV,   mas houve antecedentes familiares em dois casos,   o que, associado aos fatores de risco   adquiridos, pode também ter contribuído para o fenómeno de TEV.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A TVP pode ocorrer   em qualquer segmento   venoso, mas o mais   frequentemente atingido é o dos membros inferiores, nomeadamente as veias   ilíaca, femoral e/ou poplítea. Quando   relacionado com a colocação preferencial de CVC, passa   a ser atingido com maior   frequência o sistema   venoso superior.<sup>2,4-6     </sup>Neste estudo, o local   anatómico mais afetado   foi o membro inferior em cinco   dos doentes, sendo   que nestes as veias envolvidas foram as ilíacas (primitiva e externa), femorais   (comum e superficial) e poplítea, predominantemente à esquerda; o que está de acordo com os relatos de estudos anteriores. Três dos quatro   doentes com TVP no segmento venoso   proximal do membro   inferior esquerdo fizeram   TC abdominopélvica com contraste que permitiu   excluir Síndrome de May-Thurner. O caso 3 não realizou este ECD, pelo que ficaremos sem saber se houve subdiagnóstico deste Síndrome.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O único caso de TVP no membro superior   ocorreu no segmento venoso subclávioaxilar de uma   adolescente com duplicidade das veias subclávia e axilar, várias   horas diárias de imobilização do braço por treino musical   com violino e utilização de COC. Apesar de controverso e pouco claro, os autores   levantam a hipótese de que a atuação sinérgica destes três fatores   possa ter contribuído para este evento   nesta localização pouco habitual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O diagnóstico foi confirmado através   da Ecografia-Doppler em todos os doentes, tal como recomendado na literatura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No tratamento da TVP, os objetivos são   o alívio sintomático, a prevenção da recorrência e da extensão   ou embolização do trombo. Este deve ser iniciado logo após o diagnóstico desde que o doente não tenha contraindicações para o uso de anticoagulantes. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A heparina   de baixo peso molecular (HBPM),   pela sua maior biodisponibilidade, estabilidade   sanguínea, utilização subcutânea, ausência de necessidade de monitorização laboratorial, aliado aos seus bons resultados, substituiu a HNF no tratamento da TEV na criança, exceto   nos casos de insuficiência renal grave.<sup>5,9,15 </sup>A mais utilizada e sobre a qual há mais estudos   é a enoxaparina, na dose de 1 mg/Kg,   via subcutânea, de 12 em 12   horas, durante cinco   a dez dias, podendo esta   dose ser ajustada para obtenção de níveis de anti-fator Xa entre 0,5 a 1 unidade/   mL. Juntamente com a HBPM é iniciado   o anticoagulante oral, usualmente um antagonista da vitamina K (varfarina), sendo a   dose atualmente preconizada de 5 mg/dia   (toma única diária), com controlo diário de índice internacional normalizado (INR) nos primeiros dias de tratamento e ajuste posterior da dose.<sup>9-16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento simultâneo de HBPM e anticoagulante oral deve permanecer por, pelo menos,   quatro a cinco   dias, altura em que a heparinização é suspensa, desde   que se tenha atingido níveis   de INR de 2.0 por 2 dias consecutivos. O tratamento   foi efetuado com HBPM (enoxaparina) nos seis doentes   deste estudo, constatando-se a sua preferência atual para tratamento   desta entidade. Um dos doentes,   admitido em 2008,   transferido de uma UCIP, iniciou   tratamento com HNF, tendo esta sido substituída no nosso hospital por enoxaparina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Existem poucos estudos acerca do tratamento de TVP nas crianças, sendo que a maioria do conhecimento é extrapolado   do de adultos. A duração do tratamento anticoagulante é variável, dependendo de diversos fatores   (<a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a04t3.jpg">Tabela 3</a>).<sup>9 </sup>Os estudos sobre a indicação de profilaxia para   TVP na Pediatria são muito   escassos, não existindo consenso sobre   esta matéria exceto   em situações pontuais de elevado risco.   Neste estudo, o tempo médio   de tratamento foi de 9,8 meses, o que está de acordo com   os dados na literatura. Nos casos 1 e 3 o tratamento manteve-se durante 6 meses,   uma vez que   foram episódios únicos   ocorridos em doentes com fatores de risco adquiridos. Nos casos 2 e 4, o tratamento anticoagulante foi mantido por 12 e por 9 meses,   respetivamente, por decisão   em consulta de Cirurgia Vascular. No caso 5 esse   tratamento fez-se por   12 meses dada   a complicação de TEP ocorrida no internamento e no caso   6 o tratamento mantém-se após os 12 meses por não haver indicação para tratamento cirúrgico.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Todos   os doentes foram tratados com as medidas gerais   preconizadas: utilização precoce de meia de contenção elástica até dois anos   após o episódio tromboembólico bem como   a mobilização do (s) membro (s) afetado   (s) logo de inicio no sentido   de melhorar o fluxo venoso   e, ainda, a deambulação logo que os sintomas o permitam.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O TEP surge como complicação em cerca de 10,2% das TVP, podendo   ser assintomático e, consequentemente, subdiagnosticado.<sup>4,17     </sup>Foi efetuado o diagnóstico de TEP sintomático numa doente que apresentava TVP femuropoplítea e como   fator de risco adquirido a utilização de COC. Devido   à reduzida amostra deste   estudo, não podemos   tirar conclusões acerca da incidência desta complicação.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">CONCLUSÃO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na última década, a TVP na criança começou a ser reconhecida como   uma patologia rara,   porém causa de morbilidade   significativa. Neste estudo, a maior incidência de TVP foi documentada na adolescência com compromisso do membro inferior, tal como referido na literatura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A caraterização dos fatores de risco para o TEV representa uma etapa fundamental para a compreensão da patogénese desta entidade. Nesta série de casos, verificámos em três deles, uma conjugação de vários   fatores de risco   que provavelmente se potenciaram entre si, levando   à ocorrência do fenómeno de TEV.   Por outro lado,   o grupo etário   observado levanta a possibilidade do médico Pediatra se estar a deparar-se com   uma nova realidade   anteriormente excluída do atendimento pediátrico. Os COC foram o fator   de risco mais frequente (4/6)   e o aumento na   incidência desta patologia levanta a questão   do acréscimo de risco   trombótico nos adolescentes do sexo feminino   devido à sua utilização. No entanto, dado   o pequeno número   de doentes que torna   esta casuística limitada, não é possível   extrair conclusões significativas do ponto de vista epidemiológico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de muito   menos frequente na faixa etária   pediátrica, a incidência e consequências da TVP devem   ser analisadas de modo   mais abrangente pelo médico Pediatra,   a fim de se formular   um consenso a respeito da necessidade de avaliar o seu   risco real, incidência, abordagem e ajuste de comportamentos preventivos desta entidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Salientamos ainda   a importância de um consenso nacional no diagnóstico, tratamento e prevenção desta entidade em Pediatria.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">AGRADECIMENTOS E ESCLARECIMENTOS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os autores gostariam   de agradecer toda a informação fornecida pelo Dr. Carlos Calaza, bem como o seguimento destes doentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os autores   gostariam de agradecer todos os esclarecimentos fornecidos pelo Dr. João Baptista Neto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">EM DESTAQUE</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maior incidência de TVP foi documentada na adolescência com compromisso do membro inferior.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Colocamos a possibilidade do Pediatra se estar a deparar com uma nova realidade anteriormente excluída do atendimento pediátrico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O aumento   na incidência desta   patologia levanta a questão   do acréscimo de risco trombótico nas adolescentes do sexo feminino devido à utilização de COC.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Boulet SL, Grosse SD, Thornburg CD, Yusuf H, Tsai J, Hooper WC. Trends in venous thromboembolism-related hospitalization, 1994-2009. <i>Pediatrics </i>2012; 130: 812-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096702&pid=S0872-0754201600030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Spentzouris G, Scriven RJ, Lee TK, Labropoulos N, Brook S. Pediatric venous thromboembolism in relation to adults. <i>J Vasc Surg</i> 2012; 55: 1785-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096704&pid=S0872-0754201600030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Carvalho J, Almeida N, Santos JF, Pico Rivera.   Trombofilia hereditária. Rastreio: fazer   ou não? <i>Acta Pediatr Port </i>2013<i>; </i>44(5): 253-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096706&pid=S0872-0754201600030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Albisetti M, Chan AKC. Pathogenesis   and clinical manifestations of venous thrombosis and thromboembolism in infants and children. <i>UpToDate® </i>2015; 1-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096708&pid=S0872-0754201600030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Loureiro CC, Rezende T. Tromboembolismo venoso aos 6 anos. <i>Acta Pediatr Port </i>2007; 38(6): 265-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096710&pid=S0872-0754201600030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Chan   AKC, Monagle P. Updates in thrombosis in pediatrics:   where are we after 20 years? <i>Hematol </i>2012; 439-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096712&pid=S0872-0754201600030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Zöller B, Li X, Sundquist J, Sundquist K, Crump C. Gestacional   age and risk of venous   thromboembolism from birth through young adulthood. <i>Pediatrics </i>2014; 134: 473-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096714&pid=S0872-0754201600030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Santos ME, Júnior BJN, Correia MCB, Lima VLM, Abib SCV, Coelho LCBB. Trombose venosa em criança. <i>Bras Patol Med Lab </i>2009; v. 45, nº 3: 201-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096716&pid=S0872-0754201600030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Silva AS, Brazão ML, Granito S, Escórcio S, Jardim M, Silva   S, <i>et al</i>. Distúrbios pró-trombóticos/Trombofilias. <i>Rev     Soc. Port Med Int     </i>2010; Vol. 17, nº 1: 49-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096718&pid=S0872-0754201600030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Fonseca   AG, Amaro M. Trombofilias: importância do seu estudo na patologia tromboembólica. <i>Rev Soc Port Med Int </i>2008; 15 (4): 284-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096720&pid=S0872-0754201600030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Raffini L. Thrombophilia in Children: Who to test, how, when, and why? <i>Hematol </i>2008; 228-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096722&pid=S0872-0754201600030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Howard SC. Pediatric Thromboembolism. <i>Medscape </i>2014; 1-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096724&pid=S0872-0754201600030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Lobo RA, Romão F<i>.     </i>Hormonas sexuais femininas e trombose venosa profunda. <i>Ang e Cir Vasc </i>2011; 7 (4): 1-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096726&pid=S0872-0754201600030000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Pacheco   A, Machado AI, Costa AR, Lanhoso A, Cruz E, Palma F <i>et al</i>. Contracepção   Hormonal Combinada. In: Consenso Sobre Contracepção 2011; Estoril, 5 de janeiro   de 2011. Edições Frist News®; p. 9-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096728&pid=S0872-0754201600030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Albisetti M, Chan AKC. Diagnosis and treatment of venous   thrombosis and thromboembolism in infants and children. <i>UpToDate® </i>2015; 1-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096730&pid=S0872-0754201600030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Lip GYH, Hull RD. Overview of the   treatment of lower extremity deep vein thrombosis. <i>UpToDate® </i>2015; 1-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096732&pid=S0872-0754201600030000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Maffei FHA, Winston BY, Lastória S.   Tromboembolismo venoso   em crianças e adolescentes. <i>J Vasc Br </i>2002; 1 (2):121-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096734&pid=S0872-0754201600030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</a></b>    <br>   Ana Isabel Sequeira     <br>   Serviço de   Pediatria    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Unidade   Local de Saúde   do Alto Minho     <br>   Estrada da Santa Luzia,    <br> 4901-858 Viana do Castelo    <br> Email: <a href="mailto:ana87sequeira@gmail.com">ana87sequeira@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido a 16.07.2015 | Aceite a 11.04.2016</font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Boulet]]></surname>
<given-names><![CDATA[SL]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Grosse]]></surname>
<given-names><![CDATA[SD]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Thornburg]]></surname>
<given-names><![CDATA[CD]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Yusuf]]></surname>
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<surname><![CDATA[Tsai]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Hooper]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Trends in venous thromboembolism-related hospitalization, 1994-2009]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>2012</year>
<volume>130</volume>
<page-range>812-20</page-range></nlm-citation>
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