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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Musicoembriologia: qual o impacto no neurodesenvolvimento infantil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Musicembriology is music listening during pregnancy, in order to improve maternal-fetal relationship and child neurodevelopment. However, their relationship is not well established, so it remains a controversial issue. Objective: Review of the available evidence on the impact of music listening during pregnancy on children’s neurodevelopment. Methods: Meta-analysis research, systematic reviews, randomized controlled trials, and standards of clinical orientation, in English and Portuguese languages, published between 01/2004 and 04/2014, on the basis Pubmed / Medline, medical sites based on evidence and Portuguese Index of Medical Journal, using the MeSH terms: music; pregnancy; child; neurodevelopment. For the assessment of levels of evidence (NE) and award recommendation forces (FR) scale SORT was used (Strength of Recommendation Taxonomy) of the American Family Physician. Results: Eleven articles were found, four of which were selected: three randomized controlled trials and one systematic review. A randomized controlled trial (NE 1) showed significant improvement in neonatal behavior in children whose mothers listened to music during pregnancy. A randomized controlled trial (NE 2) showed an improvement of maternal-fetal relationship with musicoembriology. Another randomized controlled trial (NE3) and a systematic review (B FR) showed that the intrauterine environment is important in the neonatal brain development, especially the development of the motor and sensorineural cerebral cortex. Conclusion: The available evidence showed that music listening during the embryonic period shows benefit in children’s neurodevelopment. (FR B) However, those obtained studies are few in number and have great heterogeneity in methodological terms. Further studies are needed with controlled populations and similar methodology for the overall recommendation of this measure]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGOS DE REVIS&Atilde;O / REVIEW ARTICLES</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Musicoembriologia – qual o impacto no neurodesenvolvimento infantil</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>&nbsp;</b></font></p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Musicembriology in children eurodevelopment: a review</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Ana Correia de Oliveira<sup>I</sup>; Rosário Mendonça e Moura<sup>I</sup>; Isabel Carvalho<sup>II</sup>; Maria João Peixoto<sup>III</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I </sup>Medicina Geral e Familiar   do USF São João do Porto. 4050-377 Porto, Portugal. </font><a href="mailto:correiadra@gmail.com"><font size="2" face="Verdana">correiadra@gmail.com</font></a><font size="2" face="Verdana">; <a href="mailto:mrosariommoura@gmail.com">mrosariommoura@gmail.com    <br> </a></font><font size="2" face="Verdana"><sup>II </sup>Medicina Geral e Familiar do USF Renascer. 4420-330 Gondomar, Portugal. <a href="mailto:aisabelcarvalho@gmail.com">aisabelcarvalho@gmail.com    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </a></font><font size="2" face="Verdana"><sup>III   </sup>Medicina Geral   e Familiar do USF Espaço Saúde. 4100-503 Porto, Portugal. <a href="mailto:mariajoao.canavez@gmail.com">mariajoao.canavez@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>A musicoembriologia engloba a audição   de música durante   a gravidez, com o objetivo   de melhorar a relação   materno-fetal e o neurodesenvolvimento infantil. Contudo, a relação entre estes ainda não está bem   estabelecida, pelo que permanece um tema controverso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Objetivo: </b>Rever a evidência   disponível sobre o impacto   da audição de música durante a gravidez   no neurodesenvolvimento infantil. <b>Material e Métodos:</b>Pesquisa de meta-análises (MA), revisões   sistemáticas (RS), ensaios clínicos aleatorizados e controlados (ECAC),   e normas de orientação clinica   (NOC), em inglês e português, publicados entre   01/2004 e 04/2014, nas bases de   dados Pubmed/Medline, sítios   de medicina baseada   na evidência e Índex de Revistas Médicas   Portuguesas, utilizando os termos MeSH: <i>music; pregnancy; child; neurodevelopment</i>. Para a avaliação dos níveis de evidência (NE) e atribuição de forças de recomendação (FR) foi utilizada a escala SORT (<i>Strength of </i></font><font size="2" face="Verdana"><i>Recommendation Taxonomy</i>) da <i>American Family Phisician</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Resultados: </b>Foram encontrados onze artigos, dos quais quatro foram selecionados: três ECAC e uma RS. Um ECAC (NE </font><font size="2" face="Verdana">1) mostrou melhoria   significativa do comportamento neonatal nas crianças cujas mães ouviram música durante a gravidez. Outro ECAC (NE 2) demonstrou uma melhoria da relação materno-fetal com a musicoembriologia. Outro   ECAC (NE3) e a RS (FR   B) demonstraram que o ambiente   intrauterino é importante no neurodesenvolvimento neonatal, sobretudo no desenvolvimento do córtex cerebral motor e neurosensorial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusões: </b>A evidência disponível demonstrou que a audição de música durante   o período embrionário apresenta benefício no neurodesenvolvimento infantil.   (FR B) No entanto os estudos obtidos são em número reduzido   e apresentam grande heterogeneidade em termos metodológicos. São necessários mais estudos, com populações controladas e metodologia semelhantes, para a recomendação global desta medida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>música; gravidez; criança; neurodesenvolvimento</font></p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introduction: </b>Musicembriology   is music listening during pregnancy, in order   to improve maternal-fetal relationship and   child neurodevelopment. However,   their relationship is not well established, so it remains a controversial issue.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Objective: </b>Review of the available evidence on the impact of music listening during pregnancy on children’s neurodevelopment.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Methods: </b>Meta-analysis   research, systematic reviews, randomized controlled trials,   and standards of clinical orientation,   in English and   Portuguese languages, published between 01/2004   and 04/2014, on the basis   Pubmed / Medline,   medical sites based on   evidence and Portuguese Index of Medical   Journal, using the MeSH terms:   music; pregnancy; child;   neurodevelopment. For the assessment of levels of evidence (NE) and award   recommendation forces (FR) scale   SORT was used (Strength of Recommendation   Taxonomy) of the American Family Physician.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Results:</b> Eleven articles were found, four of   which were selected:   three randomized controlled trials and   one systematic review. A randomized controlled trial (NE 1) showed   significant improvement in neonatal   behavior in children   whose mothers listened to music during pregnancy. A randomized   controlled trial (NE 2) showed   an improvement of maternal-fetal relationship with musicoembriology.   Another randomized   controlled trial (NE3) and a systematic   review (B FR) showed that the intrauterine environment is important   in the neonatal brain development, especially the development   of the motor and sensorineural cerebral cortex.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusion: </b>The available   evidence showed that music listening during the embryonic period shows benefit in   children’s neurodevelopment. (FR B) However, those obtained studies are few in number and have great heterogeneity in methodological terms. </font><font size="2" face="Verdana">Further studies are needed with controlled populations and similar methodology for the overall recommendation of this measure</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>music; pregnancy; child; neurodevelopment</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">INTRODUÇÃO</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><i>“Music was my first love,   it will be my last,   music of the   future, music of the past”.</i><sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As condições ambientais pré-natais afetam o desenvolvimento do feto.<sup>2 </sup>O desenvolvimento do sistema auditivo   é um processo complexo que ocorre precocemente no desenvolvimento embrionário.<sup>3 </sup>Entre as 23 e as 25 semanas estão formadas as principais estruturas do ouvido, sendo   este capaz de ouvir desde a 25ª semana.<sup>4 </sup>Às 30 semanas, é capaz de distinguir os fonemas.<sup>3 </sup>A musicoterapia é utilizada para estimulação cognitiva, diminui a pressão   arterial e reduz   os sintomas de epilepsia, Parkinson e demência.<sup>5 </sup>A musicoterapia durante a gravidez   estimula o desenvolvimento cerebral   do feto, melhora   a aprendizagem   temporo-espacial e habilidade motora (andar e sentar) da criança.<sup>5 </sup>Além disso, reduz o <i>stress     </i>e a ansiedade materna, e tem múltiplos efeitos endócrinos como aumento dos níveis de cortisol e hormona de crescimento.<sup>6, 7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A estimulação pré-natal musical tem como consequência o aumento da neurogenesis do hipocampo.<sup>6 </sup>O hipocampo é uma área do cérebro com   plasticidade que está   envolvida na aprendizagem, memória, ansiedade e regulação de <i>stress</i>.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Existe evidência que,   no terceiro trimestre de gravidez, o feto   tem a capacidade de discriminar o discurso da mãe de um estranho, distinguir a língua   materna de outra língua e responde de modo distinto à música e ao discurso.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, o ruído ambiental afeta negativamente o   desenvolvimento causando problemas   psicológicos e psicossomáticos. O <i>stress </i>durante a gravidez está relacionado com problemas emocionais, psicológicos, cognitivos, autismo e síndrome de hiperatividade e défice de atenção.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Deste modo, a estimulação vibroacústica adequada por exposição musical altera o comportamento fetal sendo transmitido para o período neonatal.<sup>7 </sup>A música   é uma intervenção não-invasiva,   culturalmente aceite, que modifica as emoções humanas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, o objetivo desde trabalho foi   rever a evidência disponível sobre o impacto da audição de música durante   a gravidez no neurodesenvolvimento infantil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi realizada uma pesquisa bibliográfica,   utilizando os termos MeSH <i>music, pregnancy, child </i>e <i>neurodevelopment.     </i>Pesquisaram-se ensaios clínicos aleatorizados e controlados (ECAC), revisões sistemáticas (RS) e normas de orientação clínica (NOC)/<i>guidelines</i>, nas   bases de dados   da Pubmed/Medline, sítios de   medicina baseada na evidência e Índex de Revistas Médicas Portuguesas, publicadas entre   janeiro de 2004   e janeiro de 2014, em inglês   e português. Procedeu-se à análise de referências cruzadas dos artigos.   Para a atribuição dos níveis de evidência (NE) e forças de recomendação (SOR)   foi usada a escala <i>Strenght     of Recommendation Taxonomy </i>(SORT), da <i>American Family Physician</i>.<sup>5 </sup>Foi adotada a   estratégica PICO<sup>6</sup>, <i>Patient </i>or <i>Problem     </i>grávidas sem patologia conhecida, <i>Intervention </i>audição de música   durante a gravidez, <i>Comparison </i>ausência de audição de música durante a gravidez, <i>Outcome </i>impacto no neurodesenvolvimento infantil.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Foram excluídos artigos   com grávidas com patologia conhecida   e população não   grávida, a não   existência de comparação entre a audição de música   durante a gravidez e ausência de audição de música   durante a gravidez, avaliação de outros   parâmetros maternos ou infantis que não incluam   o neurodesenvolvimento infantil e estudos não aleatorizados, já incluídos em RS mais recentes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">DESENVOLVIMENTO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pesquisa pelas palavras-chave resultou num total onze artigos,   dos quais apenas quatro satisfazem os critérios de elegibilidade: uma revisão sistemática e três ensaios clínicos aleatorizados e controlados. Os restantes foram excluídos por discordância de população, de intervenção, com o <i>outcome </i>e artigos inseridos na revisão sistemática.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A RS <i>Linking prenatal experience to   the emerging musical mind, </i>de   setembro de 2013 (FR B), que inclui   dois ECAC teve como intervenção a audição de música   durante a gravidez, e como controlo a não audição   de música durante   a gravidez.<sup>5 </sup>Os   autores concluíram que a audição   de música intrauterina tem um papel fundamental no desenvolvimento auditivo   e preferência musical.   Aquisição de memória   auditiva <i>in </i>útero influencia a   capacidade infantil perceptiva, sociabilização e aprendizagem após o nascimento. No entanto, a metodologia desta RS é pouco específica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O ECAC <i>open-label </i>de <i>Arya et   al, </i>publicado em 2012 (NE 1), teve como principal objetivo a avaliação do efeito exposição musical em primigestas saudáveis nos recém-nascidos de termo usando   a <i>Brazelton Neonatal     Behavioral Assessment Scale </i>(BNBAS).<sup>7 </sup>Neste estudo foram   incluídas primigestas com idades   compreendidas entre 19 e os 29 anos, sem doenças   conhecidas, sendo aleatoriamente distribuídas em dois   grupos: G1 – audição de 50 minutos   de música por   dia (n = 126) e G2 – ausência   de audição de música durante a gravidez (n = 134). Os autores concluíram que a exposição   pré-natal influencia de forma   positiva e significativa o comportamento neonatal. Segundo os autores, é improvável que a música   tenha directamente efeitos auditivos. Estes efeitos parecem   ser mediados por alterações   endócrinas maternas. Deste modo, a exposição musical parece favorecer a neurogenesis e a plasticidade cerebral do feto por mecanismos mediados por hormonas esteróides.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O ECAC de <i>Arabin et al, </i>publicado em 2012 (NE 2), foi desenhado com o objetivo   de avaliar o efeito da audição de música ou a sua ausência no neurodesenvolvimento.<sup>8 </sup>Este estudo abrangeu uma população de 500 grávidas   (246 primigestas e 254 multíparas), tendo   sido utilizados os testes de X<sup>2</sup>, Wilcoxon e Mc Nemar   para calcular diferenças significativas. Os autores avaliaram os resultados através   de questionários estruturados que incluíram questões relacionadas   com a educação, idade materna,   gravidez atual e anteriores, cultura geral e tabaco. A avaliação musical foi   dividida em “cantar”, “ouvir” e “tocar instrumento”, “diariamente”, “pelo menos   uma vez por semana”,   “ocasionalmente” e “nunca”; o tipo de música podia ser classificado em “clássico”, “<i>pop/rock</i>”, “canções de embalar” e “outros”. O facto   de as mães cantarem durante   a gravidez é mais   frequente em mulheres   com maior qualificação, com idade superior a 30 anos   e com maior número de partos. O parâmetro   “ouvir música” é uniforme considerando idade materna, educação e paridade. De realçar, que   existem alterações fetais   (diminuição frequência respiratória do feto e aumento dos   movimentos fetais) mesmo   quando as grávidas ouvem música através de <i>headphones</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O ECAC de <i>Kim et al</i>, publicado em 2013 (NE 3), teve como   propósito o estudo dos efeitos   da exposição musical   e ruído durante   a gravidez na neurogénese e espessura do córtex somatossensorial e motor de ratos.<sup>2 </sup>Os métodos   utilizados incluíram a   avaliação imunohistoquímica de células do córtex cerebral recém-formadas. Neste   estudo, a exposição musical aumentou a neurogénese do córtex somatossensorial e motor (especificamente das camadas IV e V do córtex   motor e camada   V do córtex somatossensorial). Não houve impacto   significativo na espessura do córtex. A exposição a ruído mostrou   diminuição da neurogenesis e da espessura do córtex somatossensorial   e motor. Segundo os autores,   isto conduz a atraso de crescimento, diminui   a neurogénese do hipocampo e prejudica a capacidade de aprendizagem espacial   nos ratos. Deste   modo, é sugerido que a música   e o ruído durante a gravidez são fatores   importantes que influenciam o desenvolvimento cerebral.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">CONCLUSÃO</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A evidência atual   demonstra benefício no neurodesenvolvimento com   a audição de música durante   a gravidez (FR B).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A musicoembriologia é uma intervenção não-invasiva, socialmente   aceite, não prejudicial do ponto de vista materno e fetal. A música está presente ao longo de várias gerações tendo efeitos inquestionáveis na estimulação cognitiva, pressão arterial e redução de ansiedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No entanto, os autores deparam-se com determinadas limitações. O número de estudos encontrados é reduzido restringindo esta revisão. Além disso, existe   elevada heterogeneidade em termos metodológicos nos diversos   estudos; nomeadamente, ao nível   as escalas de avaliação de desempenho neurocognitivo infantil utilizadas e período de avaliação do neurodesenvolvimento   infantil avaliado. Nestes   estudos estão ainda presentes variáveis de confundimento não controladas. E, em alguns estudos, as amostras populacionais são de pequenas dimensões.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No futuro, será   imprescindível a realização de mais estudos, com populações controladas e metodologia semelhante para a recomendação sistemática desta medida intervencional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a06q1.jpg">Quadro I</a></b></font></p>     
<p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a06q2.jpg">Quadro II</a></b></font></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">EM DESTAQUE</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A evidência atual demonstra benefício no neurodesenvolvimento com   a audição de música durante a gravidez.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">HIGHLIGHTS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Current evidence shows benefit in neurodevelopment with music listening during pregnancy.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   John   Miles. Music was my first love. Track no. 1 on <i>Rebel</i>. London: DECCA Record Company, 1987.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Kim   CH, Lee SC,   Shin JW, Chung   KJ, Lee SH,   Shin MS, <i>et     al</i>. Exposure to Music   and Noise During   Pregnancy Influences   Neurogenesis and Thickness   in Motor and Somatosensory   Cortex of Rat Pups. Int   Neurourol J 2013; 17: 107-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096971&pid=S0872-0754201600030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   McMahon E, Wintermark P, Lahav A.   Auditory brain development in premature infants: the importance of early experience. Ann N Y Acad Sci. 2012; 1252: 17-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096973&pid=S0872-0754201600030000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Graven S, Browne J. Auditory Development in the Fetus   and Infant. Newborn Infant Nurs Rev 2008; 8: 187-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096975&pid=S0872-0754201600030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Ullal-Gupta S, Vanden Bosch   der Nederlanden CM, Tichko   P, Lahav A, Hannon EE. Linking prenatal experience to the emerging musical mind. Front Syst Neurosci. 2013; 7: 48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096977&pid=S0872-0754201600030000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Lai   R. Wagner of the womb – Does pre-natal music   stimulation affect the intelligence of a fetus? Scientists are understanding   whether music affects brain development early on before birth. Neur306 Principles of neural development. 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096979&pid=S0872-0754201600030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Arya R, Chansoria M, Konanki R, Tiwari DK.   Maternal Music   Exposure during Pregnancy Influences Neonatal Behaviour: An Open-Label Randomized Controlled Trial.   Int J Pediatrics. 2012; ID 901812.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096981&pid=S0872-0754201600030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Arabin B, Jahn M. Need for   interventional studies on the impact of music in the perinatal period: results   of a pilot study on women`s   preferences and review   of the literature. J Matern Fetal   Neonatal Med. 2013; 26(4): 357-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1096983&pid=S0872-0754201600030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p> <font size="2" face="Verdana"><b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</a></b>    <br> Ana Correia de Oliveira     <br> Medicina Geral e Familiar     <br> Unidade de Saúde Familiar São João do Porto    <br> Rua D. António Barroso n.º 231 1º Dir.,     <br> 4050-060 Porto    <br> Email: <a href="mailto:correiadra@gmail.com">correiadra@gmail.com</a></font>     ]]></body>
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