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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Rastreio de Infeções Sexualmente Transmissíveis não víricas nos adolescentes: qual o estado da arte]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Unidade Local de Saúde do Alto Minho Serviço de Ginecologia e Obstetrícia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Sexually Transmitted Infections (STI) is a serious public health issue with highest rates among teenagers and young adults. In developed countries, non-viral STI include Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Treponema pallidum and Trichomonas vaginalis. Early detection of non-viral STI have a positive impact not only on patients health but also on public health as it allows timely prescription of appropriate treatment, reduces transmission between partners and decreases long-term complications, including pelvic inflammatory disease, chronic pelvic pain, ectopic pregnancy and infertility. Several international medical societies published recommendations for screening of some non-viral STI in certain groups. In Portugal, the rule of mandatory reporting of communicable diseases was updated by the Direção Geral de Saúde (DGS) in 2014 and includes gonorrhea, syphilis and Chlamydia trachomatis infection. Nevertheless, there are few studies on the epidemiology of STI in Portugal and only just recently the opportunistic screening of genital Chlamydia trachomatis infection was introduced in the National Health Plan 2011-2016. General Practitioner through their holistic person-centered approach of the patients, their family and social context (focusing on personal background / risk behaviors) will necessarily have a decisive role in both the primary prevention and STI screening.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGOS DE REVIS&Atilde;O / REVIEW ARTICLES</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><b><font size="4">Rastreio de Infeções Sexualmente Transmissíveis não víricas nos adolescentes: qual o estado da arte</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><b><font size="3">Screening  for nonviral Sexually Transmitted Infections in adolescents: what is the state  of art</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><b><font size="2">João Rocha   Santos<sup>I</sup>; Elisabete Gonçalves<sup>II</sup></font></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I </sup>Medicina Geral e Familiar   da USF Arquis Nova, Unidade Local de Saúde do Alto Minho. <a href="mailto:jfmupsantos@gmail.com">jfmupsantos@gmail.com    <br> </a><sup>II </sup>S. de Ginecologia e Obstetrícia da Unidade Local de Saúde do Alto Minho. 4901-858 Viana do Castelo, Portugal. <a href="mailto:elisabetegoncalvesms@yahoo.com">elisabetegoncalvesms@yahoo.com</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As infeções sexualmente   transmissíveis (IST) constituem um   problema persistente de saúde pública, sendo os adolescentes e adultos jovens os que apresentam as taxas de prevalência mais elevadas para algumas IST.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As IST não víricas   nos países desenvolvidos incluem a <i>Chlamydia Trachomatis, </i>a Neisseria   gonorrhoeae, o <i>Treponema pallidum</i>e a Trichomonas vaginalis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A deteção precoce   das IST não víricas tem impacto positivo a nível individual e na saúde pública: permite   instituição atempada de tratamento adequado, a redução de transmissão entre parceiros, bem como reduzir   as complicações a longo prazo, nomeadamente doença inflamatória pélvica, dor pélvica crónica, gravidez ectópica e infertilidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Várias sociedades médicas   internacionais publicaram recomendações para o rastreio de algumas IST não víricas em determinados grupos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Portugal, a Direção   Geral de Saúde (DGS) atualizou   em 2014 a norma   sobre a notificação obrigatória de doenças   transmissíveis, que inclui a gonorreia, a sífilis e a infeção   por <i>Chlamydia Trachomatis</i>. Não obstante, os estudos sobre a epidemiologia de IST são   parcos em Portugal e apenas recentemente foi contemplado o rastreio   oportunístico de infeção   genital por <i>Chlamydia Trachomatis </i>no Plano Nacional   de Saúde 2011-2016. O médico de família através da   sua abordagem holística centrada na pessoa,   no seu contexto familiar e social (focando antecedentes pessoais / comportamentos de risco) tem   necessariamente um papel determinante na prevenção primária e no </font><font size="2" face="Verdana">rastreio das IST.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave</b>: <i>Chlamydia   Trachomatis; </i>doença inflamatória pélvica; gonorreia ;infeções sexualmente transmissíveis; sífilis; tricomoníase</font></p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sexually Transmitted Infections (STI) is a serious public health issue with highest rates among teenagers and young adults.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">In developed countries, non-viral STI include <i>Chlamydia trachomatis</i>, <i>Neisseria gonorrhoeae</i>, <i>Treponema pallidum </i>and <i>Trichomonas vaginalis</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Early detection of non-viral STI have a positive impact not   only on patients health but   also on public   health as it allows timely prescription of appropriate   treatment, reduces transmission between partners and decreases long-term   complications, including pelvic inflammatory disease, chronic pelvic pain, ectopic pregnancy and infertility.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Several international medical societies published recommendations for screening of some non-viral STI in certain groups.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">In Portugal, the rule of mandatory reporting   of communicable diseases was   updated by the Direção Geral de Saúde (DGS) in 2014 and includes gonorrhea,   syphilis and <i>Chlamydia trachomatis </i>infection. Nevertheless, there  are few studies on the epidemiology of STI in   Portugal and only just recently the opportunistic screening of   genital <i>Chlamydia trachomatis </i>infection was   introduced in the   National Health Plan   2011-2016. General Practitioner through   their holistic person-centered approach of the patients,   their family and social context   (focusing on personal background / risk behaviors) will necessarily have a   decisive role in both the   primary prevention and STI screening.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>Chlamydia Trachomatis; gonorrhea; pelvic   inflammatory disease;s exually   transmitted infections;syphilis; trichomoniasis</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">INTRODUÇÃO</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As Infeções Sexualmente   Transmissíveis (IST) representam um problema relevante na Saúde Pública.<sup>1 </sup>O <i>Centers for Disease Control     and Prevention </i>(CDC) estima que a incidência anual de   IST nos Estados   Unidos da América   (EUA) seja de 19 milhões de casos, constituindo o grupo dos adolescentes e adultos jovens   (15-24 anos) cerca de metade dos infetados.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As IST não   víricas nos países   desenvolvidos incluem a <i>Chlamydia Trachomatis </i>(CT), a <i>Neisseria gonorrhoeae </i>(NG), o <i>Treponema pallidum </i>(TP) e a <i>Trichomonas vaginalis </i>(TV).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A deteção precoce das IST não víricas tem   um impacto positivo a nível individual e a nível de saúde pública: permite   a instituição de tratamento adequado, a redução   de transmissão entre   parceiros, assim como diminui o risco ou evita as complicações a longo   prazo, nomeadamente a doença inflamatória pélvica (DIP), a dor pélvica crónica,   a gravidez ectópica e a infertilidade.<sup>3,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No rastreio de IST os médicos devem   considerar dois fatores fundamentais: a idade e os comportamentos que caracterizam os grupos   de alto risco.   Podem-se salientar os seguintes: múltiplos parceiros sexuais, novo   parceiro sexual, parceiro anónimo, consumidores de estupefacientes, utilização inconsistente de   preservativo, prostituição, pessoas detidas em estabelecimentos prisionais ou de correção e prática de relações sexuais   sob efeito de álcool ou drogas.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os adolescentes e adultos jovens incorrem   também num maior risco de infeção por   NG e CT devido à imaturidade do sis  tema imunitário. Nas mulheres jovens,   após a puberdade, acresce ainda   o fato do epitélio colunar   do colo uterino   estar exposto ao ambiente   vaginal (condicionando maior   ectopia cervical) o que predispõe à ocorrência de várias IST, pois o epitélio colunar   não tem a capacidade de defesa imunológica das células   epiteliais. O sexo feminino é mais frequentemente atingido pelas   infeções sexualmente transmissíveis e com maior   tendência ao estado de portador crónico assintomático.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Medicina Geral   e Familiar, como mencionado pela <i>World     Organization of National     Colleges and Academies </i>(WONCA Europa) em 2005, aborda   o doente de uma forma   holística, fundamentada no modelo biopsicossocial. Este modelo tem em consideração os aspetos culturais, familiares e biológicos do doente em causa.<sup>6 </sup>Utilizando estes conhecimentos, o especialista de Medicina Geral e Familiar   tem um papel primordial na prevenção   através da educação para saúde e explicitação de comportamentos sexuais de risco – prevenção primária ou no rastreio de IST – prevenção secundária.<sup>7</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">OBJETIVOS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Rever as normas e orientações relativas ao rastreio de Infe  ções Sexualmente Transmissíveis não víricas nos adolescentes pelas diferentes entidades/ sociedades científicas nacionais e internacionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atendendo ao seu impacto   na Saúde Pública   e potenciais complicações reprodutivas futuras, os autores   pretendem trazer este tema   à atualidade da prática clínica dos Médicos de Família.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">DESENVOLVIMENTO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Chlamydia Trachomatis</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A CT é a infeção de notificação   obrigatória mais comum, tendo sido registados 1,3 milhões de casos pelo CDC em 2010,   com prevalência aumentada entre os jovens   dos 20-24 anos   seguido da faixa   etária 15-19 anos.<sup>1,4 </sup>Em 2011,   o <i>European Centre for Disease Prevention and Control </i>(ECDC) obteve 346 911 no  tificações de casos   de CT entre 25 estados   membros da União Europeia com 73% dos   casos identificados no grupo de jovens entre os 15-24 anos.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Globalmente, a tendência de registo desta infeção tem aumentado nos EUA e nos países da União Europeia, devido sobretudo à melhoria dos testes de diagnóstico e à promoção quer de programas de rastreio da CT quer de programas da sua notificação.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Portugal não reportou casos ao   ECDC em 2011.<sup>8 </sup>No   entanto, estima-se a prevalência de CT em cerca de 4,6%, sendo   aproximadamente de 10%   em grupos de alto risco.<sup>9 </sup>Porém,   dados acerca das repercussões económicas desta infeção em Portugal não são conhecidos.<sup>9 </sup>Julga-se que o rastreio de CT é custo-efetivo a partir de valores de prevalência de cerca de 3,9%.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   infeção por CT não tratada   pode trazer graves   consequências: 30% das mulheres infetadas podem desenvolver doença inflamatória pélvica, 20% destas   incorrem no risco de inferti  lidade, 18% de dor pélvica   crónica e nove por cento poderão   ter uma gravidez ectópica tubar.<sup>1 </sup>Na gravidez, a infeção por CT   pode causar conjuntivite e pneumonia   neonatal e endometrite materna no pós-parto.<sup>2 </sup>No homem,   a CT é responsável por ure  trite, epididimite e infertilidade. Predispõe ainda ao risco   aumentado de transmissão de Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH)   e pode associar-se a artrite reativa.<sup>2,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A infeção assintomática é comum em ambos os sexos, podendo persistir se não tratada. A sua deteção baseia-se pois em testes de rastreio.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Rastreio: como efetuar</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na mulher, a infeção   urogenital por CT pode ser detetada   na urina ou no exsudado   endocervical/ vaginal e no homem na   urina ou no exsudado uretral.   A colheita de exsudado retal   está indicada para a pesquisa de CT nos recetores de sexo anal.   O método de deteção   ideal de CT é por   NAAT (<i>Nucleic Acid     Amplification Test </i>Amplificação de Ácidos Nucleicos), apresentando sensibilidade e especificidade elevada   para amostras de urina,   exsudados uretrais ou endocervicais.<sup>1,4 </sup>O CDC recomenda o rastreio no sexo feminino   com colheita de exsudado vaginal   e no sexo masculino com colheita da primeira urina da manhã. A   cultura celular, a imunofluorescência direta   e a hibridização de ácidos nucleicos   (do exsudados vaginal   ou uretral) são ou  tras opções de deteção.<sup>2 </sup>Evidencia prévia   sugeria que a colheita   de amostras em citologia de meio líquido   poderia ser adequada para o teste NAAT,   contudo a sensibilidade de deteção nesta amostra parece ser inferior   comparativamente à colheita   de exsudado cervical ou vaginal.<sup>2 </sup>Os testes   serológicos não são recomendados para a pesquisa desta infeção<sup>1</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><i>Recomendações de rastreio</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A     <i>United States Preventive Services Task Force</i>(USPSTF), a <i>American Academy     of Pediatrics </i>(AAP), a <i>American Academy       of Family Physicians </i>(AAFP) e o CDC   recomendam o rastreio anual dos adolescentes e adultos jovens   do sexo feminino   sexualmente ativas com idade inferior a 25 anos.<sup>5,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A USPSTF não recomenda o rastreio de CT nos jovens do sexo   masculino, justificando a medida com   o baixo risco   de sequelas reprodutivas a longo prazo   e a baixa adesão deste   grupo aos cuidados de saúde, o que dificultaria o programa de rastreio.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O CDC recomenda também o rastreio   anual nos adolescentes e adultos jovens   do sexo masculino que pertençam a grupos   de alto risco, incluindo o rastreio retal entre os adolescentes e adultos jovens homossexuais.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">AAP recomenda o rastreio anual   no sexo masculino quando pratiquem relações sexuais   homossexuais e nos grupos de alto risco cada 3-6 meses.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   CDC e a AAP preconizam ainda o rastreio   nos adolescentes e adultos jovens expostos a parceiros infetados nos últimos 60 dias. <sup>2,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Portugal, o Plano Nacional   de Saúde 2011-2016 recomenda uma avaliação oportunista de 2 em 2 anos de todas as mulheres vigiadas em consultas de planeamento familiar   ou no momento em que solicitam interrupção voluntária da gravidez.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Neisseria gonorrhoeae</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   NG é a segunda infeção   mais notificada nos EUA, estimando-se em cerca de 820 000 novos casos   anuais.<sup>2,4 </sup>O grupo do sexo feminino   entre os 15-24   anos foi o maioritariamente afectado.<sup>4 </sup>Em 2011,   foram reportados ao ECDC 39179   casos de gonorreia por 28 estados   membros da União Europeia, atingindo em 42% o grupo   de jovens entre   os 15-24 anos.   À semelhança da infeção   por CT, registou-se um aumento do número de casos   notificados, porém sobretudo entre grupos de homossexuais.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com o relatório de Infeções Sexualmente Transmissíveis na Europa   de 2011 emitido   pela ECDC, Portugal   foi dos países com menor taxa de notificação de casos de gonor  reia com uma taxa inferior a 1.5/100000.<sup>8</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A maioria das infeções por NG são assintomáticas; porém podem ser responsáveis por cervicite, uretrite, epididimite, farin  gite e conjuntivite.<sup>1,2,4 </sup>A NG geralmente cursa   com uma resposta inflamatória mais intensa do que a CT causando   doença inflamatória pélvica,   aumentado o risco   de gravidez ectópica   e de infertilidade. Quando   a infeção ocorre   durante a gravidez, pode causar corioamnionite, rotura   prematura de membranas, parto pré-termo e conjuntivite neonatal. Todos estes   aspetos representam uma importante questão de saúde pública.<sup>1,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Rastreio: como efetuar</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A deteção génito-urinária de NG   pode ser realizada em amostras de urina, exsudado vaginal e endocervical e deve ser feita através de NAAT   (<i>Nucleic Acid Amplification Test </i>Amplificação de Ácidos Nucleicos), no sexo feminino e masculino. Há testes disponíveis para a pesquisa combinada de NG e CT na mesma amostra com alta sensibilidade e especificidade.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   deteção de NG por meios   de cultura está indicada aquando da falência ao tratamento adequado, necessidade de documentação de cura por   ter sido administrado tratamento alternativo e em casos de violação infantil.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Recomendações de rastreio</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A USPSTF, CDC, AAP e a AAFP   recomendam o rastreio anual nas mulheres   sexualmente ativas até aos 25 anos.<sup>2,4,5   </sup>O CDC considera ainda o rastreio   em mulheres com mais de 25 anos se apresentarem fatores de risco.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   USPTF recomenda o rastreio de NG nos grupos de alto   risco e defende que não existe evidência que fundamente o ras  treio de rotina no sexo masculino em indivíduos assintomáticos.<sup>5 </sup>O CDC e a AAP   recomendam ainda o rastreio anual entre recetores de relações anais com pesquisa   da NG anal. Ambas as entidades científicas preconizam a pesquisa de NG cada   3 a 6 meses entre os grupos homossexuais de alto risco.<sup>2-4 </sup>A pesquisa de NG está   igualmente recomendada pelo CDC e AAP nos</font> <font size="2" face="Verdana">parceiros dos últimos 60 dias dos indivíduos infetados.<sup>2,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   CDC considera ainda   que o rastreio de NG deva ser anual   entre recetores de relações orais   e que deve ser equacionado entre adolescentes do sexo   masculino, de acordo com a epidemiologia de cada comunidade.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Treponema pallidum</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   sífilis é uma doença sistémica   de notificação obrigatória causada por uma espiroqueta, o TP. A sua prevalência tem aumentado significativamente, nos   EUA e União Europeia, principalmente no grupo de homossexuais masculinos e com maior predisposição na faixa etária   entre os 20-24 anos.<sup>2</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Nos EUA, no ano de 2002 a taxa de incidência de sífilis primária e secundária foi de 2,4   casos/100000 habitantes. Esta taxa tinha decrescido na década de 1990, mas   desde 2001 que se   verifica o seu aumento.<sup>5 </sup>Em 2011,   foram reportados 200004 casos de sífilis ao ECDC por   29 estados membros   da União Europeia, sendo 19% destes   registados na faixa   etária entre 15-24 anos.<sup>8 </sup>Em Portugal entre 2001 e 2012 foram   registados 1471 casos de sífilis precoce   e 169 casos de sífilis   congénita, constando entre   os países da União Europeia com maior taxa de sífilis congénita.<sup>8,10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A transmissão da espiroqueta ocorre   não só por   via sexual, mas também   por contacto com as lesões infetadas ou sangue; na gravidez atravessa a barreira placentária.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No adulto, quando   não tratada adequadamente pode causar neurossífilis e complicações cardiovasculares; o espectro de manifestações clínicas da sífilis   congénita pode incluir surdez, alterações hematológicas, cutâneas e ósseas.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Rastreio: como efetuar</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   diagnóstico de sífilis   deve envolver testes   não-treponémicos e testes treponémicos. Numa avaliação inicial,   está recomendado o uso de testes não-treponémicos como o <i>Venereal Disease Research     Laboratory </i>(VDRL) ou o <i>Rapid       Plasma Reagin </i>(RPR), aos quais se segue, em caso de positividade, o recurso a testes confirmatórios como o <i>Fluorescent         Treponemal Antibody Absorbed </i>(FTA-ABS) ou <i>Treponema Pallidum Particle Agglutination </i>(TP-PA).<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Recomendações de rastreio</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A USPSTF recomenda o rastreio de sífilis nos grupos de alto risco   (sexo masculino e feminino), nos   casos de exposição a indivíduos infetados e nas grávidas   aquando da primeira   consulta.<sup>5 </sup>O CDC e a AAP   referem que o rastreio da sífilis deve ser   considerado anualmente entre indivíduos homossexuais sexualmente ativos.<sup>2,4 </sup>A AAP recomenda também   o rastreio de sífilis a cada 3-6 meses nos grupos de alto risco.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   AAFP recomenda o rastreio anual apenas nas mulheres   pertencentes a grupos de alto risco.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A DGS preconiza o rastreio no primeiro e terceiro trimestres a todas as mulheres grávidas.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A USPSTF e AAP não recomendam o rastreio universal a heterossexuais e mulheres não grávidas.<sup>4,5</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><i>Trichomonas vaginalis</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A TV não é uma infeção de   notificação obrigatória, sendo este um dos motivos   pelo qual escasseia   a informação epidemiológica sobre esta infeção.   Porém, atualmente considera-se que se trata da IST não vírica mais comum, estimando-se que afeta 3,7 milhões   de indivíduos nos EUA.<sup>2,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta   infeção, além de afetar a faixa etárias   dos adolescentes, atinge também   mulheres de maior   idade, com uma   prevalência que pode atingir os 14%.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de geralmente assintomática, a TV tem sido associada com vaginite, DIP, parto pré-termo e aumento de risco de transmissão de VIH. No homem, em cerca de 80% dos casos a infeção cursa de forma assintomática, mas pode causar uretrite, epididimite e prostatite.<sup>2,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Rastreio: como efetuar</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   exame microscópico das secreções genitais   a fresco, pela sua acessibilidade e relativo baixo   custo poderia ser o método mais comum de diagnóstico de TV; porém   apresenta baixa sensibilidade.<sup>2 </sup>O achado   incidental de TV na citologia cervical (convencional e meio líquido) não deverá ser considerado um teste diagnóstico para a tricomoniase.<sup>2 </sup>Devem ser considerados testes com meios de culturas   específicos para a TV, como o meio Diamond<sup>®</sup>. A tecnologia NAAT   permite a deteção   de TV em amostras cervicais, vaginais e uretrais. Esta técnica tem uma   maior sensibilidade e especificidade de diagnóstico; porém não se encontra disponível em Portugal.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Recomendações de rastreio</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O CDC recomenda o rastreio de TV nas mulheres infetadas pelo VIH anualmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quer o CDC, quer a AAP sugerem   o rastreio em mulheres   pertencendo ao grupo   de alto risco de IST.<sup>2,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   AAP não recomenda o rastreio de rotina nas   adolescentes assintomáticas e a USPSTF não   tem recomendações acerca do rastreio de TV.<sup>4,5</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As recomendações de rastreio das IST não víricas pelas diferentes sociedades ou entidades científicas encontram-se sumariadas no <a href="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a07q1.jpg">Quadro 1</a>.</font></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">CONCLUSÕES</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As IST não víricas são um problema   importante de saúde pública. A faixa etária   dos adolescentes e dos adultos   jovens apresentam taxas de incidência de IST mais elevadas comparativamente com outros grupos populacionais.<sup>4 </sup>A incapacidade de as diagnosticar e tratar numa   fase inicial, pode   ter como resultado complicações e sequelas   graves, nomeadamente em termos de saúde   reprodutiva, por exemplo, doença inflamatória pélvica, infertilidade e gravidez ectópica.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os profissionais de saúde,   principalmente os prestadores de cuidados de saúde   primários, são responsáveis não só pela prevenção secundária mas   particularmente pela prevenção primária.   Neste âmbito, o especialista de Medicina Geral   e Familiar tem a primazia no envolvimento na consulta de saúde infantil   e de planeamento familiar   com papel ativo   na educação para a   saúde. A modificação de comportamentos de risco (tais como   a promoção da utilização consistente e correta do preservati  vo) terão um impacto positivo na transmissão da CT e outras IST, prevenindo as complicações da doença e reduzindo o im  pacto da doença na sociedade. Por outro lado, o tratamento adequado dos parceiros infetados é determinante para prevenir as infeções recorrentes e interromper o ciclo de transmissão da doença.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente aos riscos e benefícios do rastreio de IST não víricas verifica-se que o rastreio de CT entre   jovens do sexo fe  minino é considerado uma medida custo-efetivo e pouco considerada.<sup>5,9 </sup>Estudos randomizados mostram que o tratamento   adequado destas reduziu a taxa de DIP.<sup>5,9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O reconhecimento precoce de doentes   infetados por NG possibilita o seu tratamento, prevenção   de complicações e iden  tificação de parceiros potencialmente infetados. Esta infeção pode ser um fator de risco para infeção VIH.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os benefícios da deteção precoce do TP e   subsequente tratamento consistem na eliminação de uma doença   potencialmente multissistémica e a prevenção de casos de sífilis congénita. A evidência científica revela que o rastreio da sífilis é favorável também na gravidez.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O benefício do rastreio de TV não está devidamente estabelecido. Não obstante,   o rastreio em grupos de alto risco de IST poderá identificar e iniciar   o tratamento adequado do individuo e seu parceiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A informação aos adolescentes e adultos jovens   acerca da evicção de   comportamentos sexuais risco, assim como garantir a sua adesão ao rastreio de IST devem   ser objetivos fundamentais na prática diária   dos profissionais de saúde. Estas   medidas serão necessárias para reduzir as consequências adversas destas   infeções em termos de saúde populacional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">EM DESTAQUE</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As IST não víricas   são um problema importante de saúde   pública, não só pelas consequências clínicas que acarretam para os doentes a curto prazo, mas também,   pelas complicações e sequelas graves na saúde   reprodutiva e ginecológica. Nomeadamente para a CT verificou-se que o rastreio   entre jovens do sexo   feminino é considerado uma medida custo-efetivo. Os autores consideram que este é um tema   importante, que necessita de mais estudos nomeadamente   de custo-efetividade, os quais serão fundamentais para   a atividade clinica   dos profissionais de saúde quer ao nível da prevenção primária e secundária.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>HIGHLIGHTS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Non-viral STI is a major public health problem, not only for the   clinical consequences that lead in short-term for the patients but also by the   complications and serious   sequelae in reproductive and gynecological health.   In particular for   CT the screening among young women is considered a cost-effective measure. The authors consider that this is an important topic that needs further study including cost-effectiveness, which   will be critical to the clinical activity   of health professionals at the primary and secondary prevention level.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>LEGENDAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">AAFP	<i>American Academy of Family Physicians</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">AAP	<i>American Academy of Pediatrics</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">CDC	<i>Centers for Disease Control and Prevention</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">CT	<i>Chlamydia Trachomatis </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">DGS	Direção Geral de Saúde </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">DIP	Doença Inflamatória Pélvica</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">ECDC	<i>European Centre for Disease Prevention and Control</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">EUA	Estados Unidos da América</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">FTA-ABS	<i>Fluorescent Treponemal Antibody Absorbed</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">IST	Infeções Sexualmente Transmíssiveis </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">NAAT	<i>Nucleic Acid Amplification Test</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">NG	<i>Neisseria gonorrhoeae</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">PT-PA	<i>Treponema Pallidum Particle Agglutination</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">RPR	<i>Rapid Plasma Reagin</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">STI	<i>Sexually Transmitted Infections</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">TP	<i>Treponema pallidum</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">TV	<i>Trichomonas vaginalis</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">USPSTF	<i>United States Preventive Services Task Force</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">VDRL	<i>Venereal Disease Research Laboratory</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">VIH	Vírus da Imunodeficiência Humana</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Recommendations for the Laboratory-Based Detection of <i>Chlamydia trachomatis </i>and <i>Neisseria gonorrhoeae</i>. Recommendations and Reports. Morbidity and Mortality Weekly Report.   March, 2014. 63: 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097134&pid=S0872-0754201600030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   CDC   Sexually Transmitted Diseases: Treatment Guidelines   2015. June, 2015. Recomendations and Reports Vol 64. Nº 3. Disponivel em URL: <a href="http://www.cdc.gov/std/tg2015/" target="_blank">http://www.cdc.gov/std/tg2015/default.htm</a>.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Medscape Medical News: Screening for Nonviral STIs: AAP Policy Statement. June, 2014. Disponível em URL: <a href="http://www.medscape.com/viewarticle/827551" target="_blank">http://www.medscape.com/viewarticle/827551</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097137&pid=S0872-0754201600030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   American Academy of Pediatrics:   Screening for Nonviral Sexually Transmitted Infections in Adolescents and Young   Adults. Pediatrics 2014; 134: 302-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097139&pid=S0872-0754201600030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   United States Preventive Services Task Force   Recommendations for STI Screening. February 2014. Disponível em: URL: <a href="http://www.uspreventiveservicestaskforce.org/Page/Name/uspstf-recommendations-for-sti-screening" target="_blank">http://www.uspreventiveservicestaskforce.org/Page/Name/uspstf-recommendations-for-sti-screening</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097141&pid=S0872-0754201600030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   <i>WONCA Europe. European Academy of Teachers in General         Practice. </i>A Definição Europeia de Medicina Geral e Familiar. Versão Reduzida 2005. Acedido em: URL: <a href="http://www.apmgf.pt/ficheiros/Definicao_MGF-EURACT_2005.pdf" target="_blank">http://www.apmgf.pt/ficheiros/Definicao_MGF-EURACT_2005.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097143&pid=S0872-0754201600030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Hespanhol A, Couto L, Martins C. A medicina   preventiva. Rev Port Clín Geral 2008; 24: 49-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097145&pid=S0872-0754201600030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   <i>European Centre for Disease Prevention and Control</i>. Surveillance Report: Sexually   Transmitted Infections in Europe 2011. <i>Stockholm, </i>September 2013. Acedido em: URL: <a href="http://ecdc.europa.eu/en/publications/publications/" target="_blank">http://ecdc.europa.eu/en/publications/publications/sexually-transmitted-infections-europe-2011.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097147&pid=S0872-0754201600030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Miguel L, Sá A. Contribuição para o Plano   Nacional de Saúde 2011-2016. Ministério da Saúde. Lisboa. Novembro 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097149&pid=S0872-0754201600030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Costa A, Nogueira P. Evolução da sífilis em Portugal 20012012. Direção-Geral da Saúde. 2º Congresso   Nacional de Medicina Tropical. Abril 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097151&pid=S0872-0754201600030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Walker DG, Walker GJ. Forgotten but   not gone: the continuing scourge of congenital syphilis. <i>Lancet Infect Dis. </i>2002;2(7):432–6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097153&pid=S0872-0754201600030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Direção-Geral da Saúde. Norma: Exames Laboratoriais na Gravidez de Baixo Risco. 37/2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097155&pid=S0872-0754201600030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Orientações   para o Tratamento de Infeções Sexualmente   Transmissíveis. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Biblioteca da OMS. Organização Mundial da Saúde 2005. ISBN 92 4 854626 9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097157&pid=S0872-0754201600030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">14.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   CDC Grand Rounds: Chlamydia   Prevention: Challenges and Strategies for Reducing Disease   Burden and Sequelae. Morbidity and Mortality   Weekly Report. April, 2011/60(12); 370-3.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font size="2" face="Verdana"><b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</a></b>    <br> João Rocha Santos     <br> Medicina Geral e Familiar    <br> Unidade de Saúde Familiar Arquis     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Nova Rua do Carreço, nº 42,    <br> 4905-437 Barroselas, Viana do Castelo     <br> Email: <a href="mailto:jfmupsantos@gmail.com">jfmupsantos@gmail.com</a></font>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido a 16.11.2015 | Aceite a 02.05.2016</font></p>      ]]></body><back>
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