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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspiração de corpo estranho na criança: um perigo escondido]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Vila Nova de Nova de Gaia/Espinho Serviço de Pneumologia ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-07542016000300009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-07542016000300009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-07542016000300009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A aspiração de corpo estranho (ACE) é uma emergência pediátrica e uma causa importante de morte acidental na criança. A maioria dos casos ocorre com objetos orgânicos e inorgânicos de pequenas dimensões, sobretudo em idade pré-escolar. A ACE cursa com amplo espectro de manifestações e o seu diagnóstico representa muitas vezes um desafio. Caso clínico: Descrevemos o caso clínico de uma criança de dois anos que recorreu ao Serviço de Urgência por tosse, disfonia e disfagia. Ao exame objetivo apresentava acessos de tosse estridulosa, tiragem supra-esternal ligeira e auscultação pulmonar com sibilos inspiratórios/expiratórios e roncos dispersos bilateralmente. A telerradiografia do tórax evidenciava um reforço hilar bilateral, mais notável à direita. A avaliação por Otorrinolaringologia, incluindo a nasolaringofibroscopia, não demostrou alterações. A broncoscopia revelou a presença de corpo estranho vegetal condicionando obstrução superior a 50% do lúmen do brônquio principal direito. Conclusão: Pretendemos com este caso salientar a necessidade de manter alto índice de suspeição perante a possibilidade de ACE, pois o atraso no seu reconhecimento condiciona o seu tratamento e o eventual aparecimento de sequelas irreversíveis.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Foreign body aspiration (FBA) is a common pediatric emergency and an important cause of accidental death in children. The majority of cases occur with small organic or inorganic objects in preschool age. FBA may be associated with a broad spectrum manifestations and its diagnosis represents a challenge. Case report: We report a case of a two-year-old child admitted in the emergency department with cough, dysphonia and dysphagia. On physical examination she had persistent cough, mild respiratory distress and inspiratory / expiratory wheezing and bilaterally dispersed snoring in auscultation. The chest radiograph showed bilateral hilar reinforcement, most notably on the right side. Otolaryngology evaluation, including nasolaringofibroscopy, had no alterations. Bronchoscopy revealed a vegetable foreign body causing obstruction greater than 50% of right main bronchus lumen Conclusion: The aim of this report is to emphasize the need to maintain a high index of suspicion concerning the possibility of FBA, because the late recognition can lead to irreversible consequences.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>CASOS CL&Iacute;NICOS / CASE REPORTS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Aspiração de corpo estranho na   criança: um perigo escondido</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana">Foreign body aspiration in children: a hidden danger</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="verdana">Marlene Rodrigues<sup>I</sup>; Joana Teixeira<sup>I</sup>; Patrícia Nascimento<sup>I</sup>; Susana Carvalho<sup>I</sup>, Augusta Gonçalves<sup>I</sup>; José Almeida<sup>II</sup>; Cristiana Ribeiro<sup>I</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I </sup>S.   Pediatria do Hospital de Braga. 4710-243 Braga. Portugal.     <a href="mailto:rodrigues.f.marlene@mail.com">rodrigues.f.marlene@mail.com</a>; <a href="mailto:jiteixeira@hotmail.com">jiteixeira@hotmail.com</a>; <a href="mailto:pdccn08@gmail.com">pdccn08@gmail.com</a>;     <a href="mailto:carvalhosusana@hotmail.com">carvalhosusana@hotmail.com</a>; <a href="mailto:aug.goncalves@gmail.com">aug.goncalves@gmail.com</a>; <a href="mailto:cristiana.c.ribeiro@gmail.com">cristiana.c.ribeiro@gmail.com    <br> </a><sup>II </sup>S. de Pneumologia de Centro Hospitalar de Vila Nova de Nova de Gaia/Espinho. 4400-129 Vila Nova de Gaia, Portugal. <a href="mailto:jastfam@gmail.com">jastfam@gmail.com</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Introdução: </b>A aspiração de corpo estranho (ACE) é uma emergência pediátrica e uma causa importante de morte acidental na criança. A maioria dos casos ocorre   com objetos orgânicos e inorgânicos de pequenas dimensões, sobretudo em idade pré-escolar. A ACE cursa   com amplo espectro de manifestações e o seu diagnóstico representa muitas vezes um desafio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Caso clínico: </b>Descrevemos o caso clínico   de uma criança de dois anos que recorreu ao Serviço de Urgência por tosse, disfonia e disfagia. Ao exame objetivo   apresentava acessos de tosse   estridulosa, tiragem supra-esternal ligeira e auscultação pulmonar com sibilos   inspiratórios/expiratórios e roncos dispersos   bilateralmente. A telerradiografia do tórax evidenciava um reforço hilar bilateral, mais notável à direita. A avaliação por Otorrinolaringologia, incluindo a   nasolaringofibroscopia, não demostrou alterações. A broncoscopia revelou   a presença de corpo estranho   vegetal condicionando obstrução   superior a 50% do   lúmen do brônquio principal direito.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Conclusão: </b>Pretendemos com   este caso salientar a necessidade de manter alto índice de suspeição perante   a possibilidade de ACE, pois o atraso   no seu reconhecimento condiciona o seu tratamento e o eventual aparecimento de sequelas irreversíveis.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave: </b>corpo estranho; disfagia; disfonia; obstrução da via aérea</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Introduction: </b>Foreign body aspiration (FBA) is a common   pediatric emergency and an important   cause of accidental death in children. The majority of cases occur with small   organic or inorganic objects in preschool age. FBA may be associated with a broad spectrum manifestations and its diagnosis represents a challenge.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Case report: </b>We report a case of a two-year-old   child admitted in the emergency department with cough, dysphonia and dysphagia. On physical   examination she had persistent cough, mild respiratory distress and inspiratory / expiratory   wheezing and bilaterally dispersed snoring   in auscultation. The chest radiograph showed bilateral   hilar reinforcement, most notably on the right side. Otolaryngology evaluation, including nasolaringofibroscopy, had no alterations.   Bronchoscopy revealed a vegetable   foreign body causing   obstruction greater than 50% of right main bronchus lumen</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Conclusion: </b>The aim of this report is to emphasize the need to maintain   a high index of suspicion concerning the possibility of FBA, because the late recognition can lead to irreversible consequences.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Keywords: </b>foreign-body; dysphagia; dysphonia; airway obstruction</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana">INTRODUÇÃO</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os acidentes representaram, em Portugal, a principal causa de mortalidade em crianças entre um e quatro anos   de idade, no período 2009-2013. A taxa de mortalidade devido a acidentes (excluindo acidentes de transporte), nesta   faixa etária, rondava os 3,8%. Os acidentes por presença de corpo estranho   em orifício natural   foram responsáveis por 4,1% dos casos, em crianças até aos quatro anos de idade, no ano de 2008.<sup>1-3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A aspiração de corpo estranho   (ACE) é uma das causas   de acidentes em idade pediátrica, especialmente na faixa etária entre um e quatro   anos, e requer   um reconhecimento imediato   assim como um tratamento precoce,   de modo a minimizar   consequências potencialmente graves e por vezes fatais. O primeiro registo   de extração de corpo estranho   data de 1897. No   entanto, esta entidade continua a ser   uma causa importante de morte acidental na infância, geralmente em idade pré-</font><font size="2" face="verdana">escolar.<sup>1-3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A ACE ocorre predominantemente no sexo masculino e em crianças menores   de três anos,   como descrito em vários outros estudos, provavelmente pelas   características de desenvolvimento desta faixa   etária e da natureza mais curiosa e impulsiva das crianças. <sup>4-11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A maior parte dos corpos estranhos correspondem a objetos de pequenas dimensões, nomeadamente peças   de jogos/brinquedos, balões,   tampas de esferográfica, feijões, amendoins,   milho, botões, anéis, moedas e brincos. Anatomicamente, nesta faixa etária, o brônquio principal   direito é mais verticalizado e tem maior diâmetro, o que favorece o alojamento do corpo estranho nesta topografia.<sup>4,7,8</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Em crianças pequenas e na ausência de testemunhas, o reconhecimento de ACE nem   sempre é fácil,   o que implica elevado   índice de suspeição para o seu diagnóstico. Deve ser considerada esta hipótese perante   situações de dificuldade respiratória súbita:   sibilância ou estridor, cianose, sinais de dificuldade respiratória, apneia, tosse, rouquidão   ou assimetria na auscultação pulmonar.<sup>1,2,6,7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">De um modo   geral, os sinais   e sintomas dependem da natureza, tamanho, localização e grau   de obstrução do corpo estranho nas vias respiratórias e se se trata de uma situação   súbita ou não. É importante ter especial atenção às situações intermitentes, em que, após um período de dificuldade respiratória, a criança pode apresentar-se assintomática e posteriormente reiniciar sintomas.<sup>1,5,8,9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O   diagnóstico precoce de ACE é essencial, pois o atraso no seu reconhecimento condiciona o seu tratamento e o eventual aparecimento de sequelas   irreversíveis. Muitos doentes são   tratados durante meses   ou semanas por   infeções respiratórias recorrentes antes da suspeita de ACE.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A telerradiografia do tórax é o primeiro   exame complementar de diagnóstico a ser realizado na suspeita de ACE, apresentando uma sensibilidade considerável na deteção de corpos estranhos radiopacos. Uma história   clínica detalhada e um exame   objetivo minucioso são fundamentais para identificar as crianças que   necessitam de investigação adicional, nomeadamente de broncoscopia.<sup>12-14</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana">CASO CLÍNICO</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana">Criança do sexo feminino   com dois anos de idade,   sem antecedentes pessoais ou familiares de relevo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recorreu ao Serviço   de Urgência (SU)   pediátrico da área   de residência por tosse   seca e disfonia de início   súbito. Nessa altura,   foi referido que   a criança tinha   estado a brincar   com grãos de milho   nas horas anteriores ao início da sintomatologia, sem no   entanto ter sido presenciada ingestão   ou engasgamento com milho. Ao exame objetivo apresentava taquipneia, com   tiragem subcostal ligeira e auscultação pulmonar com sibilos dispersos,   sem hipoxemia, interpretado inicialmente como crise   de broncospasmo. A criança realizou   tratamento com broncodilatadores e corticoterapia oral com melhoria   clínica, pelo que teve alta com   indicação de manter   vigilância e esquema de aerossoloterapia no domicílio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Cerca de 48h   depois, por noção   de respiração ruidosa   e disfagia, recorreu   novamente ao SU pediátrico da área de residência.   Nessa altura, a criança apresentava acessos de tosse   estridulosa, sem sinais de dificuldade respiratória. Sem febre, vómitos ou outras queixas associadas. Foi transferida para a nossa instituição hospitalar para observação por Otorrinolaringologia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao exame objetivo foram presenciados acessos de tosse   estridulosa, tiragem supra-esternal ligeira e   auscultação pulmonar com   sibilos inspiratórios/expiratórios e roncos dispersos bilateralmente. O restante exame objetivo não apresentava alterações. A telerradiografia do tórax evidenciou um reforço hilar bilateral, mais notável à direita. Na avaliação por Otorrinolaringologia: não apresentava qualquer   alteração na cavidade   oral. Realizou nasolaringofibroscopia, que foi normal.   Foi medicada com   aerossoloterapia com broncodilatadores, tendo apresentado melhoria dos acessos   de tosse e respiração menos   ruidosa. A criança   ficou em vigilância no SU pediátrico da nossa instituição hospitalar, mantendo-se apirética e   sem sinais de dificuldade   respiratória. Por persistência da sintomatologia e dada a   história de ter tido contato com grãos de milho, apesar de ser negada a sua ingestão ou a existência de engasgamento, foi realizada   broncoscopia rígida (em   D3 de doença), que   evidenciou a presença de corpo estranho   apoiado na carena,   condicionando obstrução parcial do lúmen traqueal   e superior a 50% do lúmen do brônquio principal direito (<a href="#f1">Figura 1</a>). Procedeu-se à extração   do grão de milho   com cerca de 15 x 8mm, sem   intercorrências (<a href="#f2">Figura   2</a>). Verificou-se boa evolução clinica, tendo ficado assintomática   após a extração do corpo estranho.   Foi medicada com corticoterapia oral durante três dias e antibioterapia oral com amoxicilina + ácido clavulânico durante dez dias. Repetiu   broncoscopia com   lavado bronco-alveolar um mês depois para reavaliação, por   presença de tecido   de granulação na região adjacente à localização do corpo estranho, que não demonstrou alterações relevantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a09f1.jpg" width="403" height="449"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n3/25n3a09f2.jpg" width="397" height="407"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">No seguimento em consulta externa, estabeleceu-se o diagnóstico de Pica, havendo   referência a ingestão   indiscriminada de várias substâncias como terra, pontas de lápis e sal. Nessa   altura, assim como durante o internamento, a criança não apresentava sinais   ou sintomas sugestivos de anemia e no estudo analítico realizado posteriormente não   foram detetadas alterações do hemograma ou ferropenia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="3" face="verdana">DISCUSSÃO</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana">A ACE é um evento ameaçador de vida e está associado   a elevadas taxas de morbilidade, principalmente em crianças com menos de três anos.<sup>4-6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em crianças pequenas   e com ausência de testemunhas, o reconhecimento de ACE nem sempre   é fácil, o que implica   elevado índice de suspeição para o seu diagnóstico. No caso descrito, apesar do conhecimento do contacto com grãos de milho,   a suspeita inicial não foi   de ACE, dadas   as alterações simétricas na auscultação pulmonar, apesar   de uma clínica de início   súbito. No caso que aqui descrevemos, os achados clínicos   incluíram tosse estridulosa persistente, disfagia e sibilos difusos   à auscultação pulmonar, mas é importante ter em atenção que 40% dos pacientes podem estar assintomáticos e sem alterações ao exame físico.<sup>5,8 </sup>Além disso, a localização do corpo estranho   tem uma grande   influência no modo de apresentação, e neste caso, dado que este condicionava obstrução parcial a nível traqueal e brônquico, estavam presentes sintomas de obstrução da via aérea superior e inferior.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A telerradiografia do tórax permite   a visualização de corpos estranhos   radiopacos, mas 75% dos copos   estranhos não apresentam características visíveis neste exame, como no presente   caso. Ainda assim, existem sinais indiretos que nos sugerem a possibilidade de presença   de corpo estranho   como atelectasia e hiperinsuflação unilateral.<sup>13-14</sup> Nestes   casos, quando possível, a realização de telerradiografia do tórax em inspiração e expiração   pode auxiliar o diagnóstico, essencialmente pela observação de retenção de ar aquando   da expiração. No caso descrito, a broncoscopia foi fundamental para o diagnóstico e a utilização do broncoscópio rígido permitiu uma melhor   visualização, assim como maior facilidade e segurança   na extração do corpo estranho. A broncoscopia deve ser realizada   em todos os casos sintomáticos suspeitos, nomeadamente na presença   de sintomas persistentes como tosse,   dispneia e febre, alterações no exame físico   ou na telerradiografia do tórax, sabendo-se, no entanto,   que o corpo estranho pode não ser encontrado em 10 a 15% dos casos.<sup>7-9,13</sup> Desta forma, uma história de início   súbito de tosse   estridulosa persistente, apesar da   ausência de assimetria na auscultação pulmonar e da inexistência   de alterações na telerradiografia de tórax,   pode sugerir ACE   e ser indicativa da necessidade de broncoscopia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A aspiração de corpo estranho pode cursar com diversas complicações, de entre as quais as mais frequentes são a pneumonia, atelectasia, pneumotórax,   enfisema e perfuração, por vezes com   necessidade de internamento.<sup>4,6,9   </sup>Dada a gravidade com que podem cursar os casos de ACE, estas situações   requerem um diagnóstico precoce e uma abordagem imediata. O atraso no diagnóstico de ACE prende-se   muitas vezes com o facto de não ser presenciado engasgamento, decorrer sem sintomas ou a sintomatologia presente poder mimetizar um conjunto de outras entidades   como asma, laringotraqueite ou pneumonias   recorrentes, conduzindo ao tratamento com antibioterapia, aerossoloterapia e corticoterapia, que   podem mascarar os sintomas e atrasar ainda   mais o diagnóstico. Por esta razão, em crianças com sintomatologia pulmonar atípica ou prolongada, deve ser sempre considerada a possibilidade de ACE.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A prevenção   é um elemento chave para a diminuição da morbimortalidade associada a estes casos.   É necessário reunir   mais esforços para garantir uma prevenção adequada por partes dos cuidadores,   o que requer programas educacionais dirigidos aos   pais, tanto na prevenção de hábitos que predispõem aos acidentes nesta   faixa etária, como no ensino   de técnicas básicas de desobstrução de via aérea alta.   Várias estratégias têm sido   utilizadas para diminuir   o risco de asfixia por aspiração de corpo estranho, tais como mudanças na conceção dos   produtos e campanhas de educação pública.   Os corpos estranhos mais perigosos são alimentos pequenos   de forma esférica   e brinquedos com peças   pequenas, pois têm maior probabilidade de provocar   obstrução traqueal e asfixia.<sup>4 </sup>Crianças pequenas, especialmente com menos de quatro anos,   devem estar sob vigilância constante dos cuidadores, pois a visualização de um engasgamento é a informação mais importante para um   diagnóstico precoce. Assim, deve ter-se especial atenção   a alimentos como amendoins, nozes, pipocas, castanhas, grão, feijão,   ervilhas, milho, frutos com caroço   e sementes, que não devem   ser dados até a criança   ser capaz de mastiga-los adequadamente, o que acontece   por volta dos 5 anos de idade, altura   em que a mastigação e deglutição se tornaram mais coordenadas. Os objetos pequenos   como botões, balões vazios,   moedas, papel, plástico, esponja e brinquedos com peças pequenas, são de igual   forma perigosos nesta   idade, razão pela qual não devem estar   ao alcance das crianças.<sup>4,6,7   </sup>Os brinquedos devem seguir   as recomendações para cada faixa   etária, de modo   a serem adequados à idade e ao nível   de destreza da criança. No caso de crianças com menos de três anos, os objetos e   brinquedos devem ter um diâmetro   superior a 32mm, e objetos esféricos deverão ter diâmetro superior a 45mm.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Assim, apresentamos este caso para salientar que o diagnóstico de aspiração de corpo estranho nem sempre é fácil, especialmente quando não é presenciado engasgamento, cursa de forma assintomática ou com sintomatologia inespecífica. Os   cuidadores devem estar   sensibilizados para as consequências   que podem resultar da aspiração de corpo estranho, de modo a tomarem atitudes no sentido   de evitar estes   acidentes. Nestes casos a prevenção é sempre melhor do que a cura.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   A Saúde   dos Portugueses. Perspectiva 2015. Direção Geral de Saúde 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097353&pid=S0872-0754201600030000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Programa Nacional   de Prevenção de acidentes 2010-2016. Direção Geral de Saúde 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097355&pid=S0872-0754201600030000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Acidentes   domésticos e de lazer: Informação adequada. Relatório 2006-2008. Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097357&pid=S0872-0754201600030000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Passali D, Lauriello M, Belussi L,   Passali GS, Passali FM, Gregori D. Foreign body inhalation in   children: an update. Acta Otorhinolaryngologica Italica 2010; 30: 27-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097359&pid=S0872-0754201600030000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Sehgal A, Singh   V, Chandra J, et al. Foreign body aspiration. Indian Pediatrics 2002; 39:1006-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097361&pid=S0872-0754201600030000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Panda SS, Bajpai M, Singh A, Baidya DK, Jana M. Foreign   body in the bronchus in children: 22 years experience in a tertiary care paediatric centre.   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Foreign body aspiration in children: clinical aspects, radiological aspects and   bronchoscopic treatment. <i>J Bras Pneumol</i> 2008; 34(2): 74-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097365&pid=S0872-0754201600030000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Foltran F, Ballali S, Rodriguez H,   Arjan Sebastian, Passali D, Gulati A, <i>et al</i>. Inhaled Foreign Bodies in   Children: A Global Perspective On Their Epidemiological, Clinical, and   Preventive Aspects. 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Comparison between tracheal foreign body and bronchial foreign body: A   review of 1007 cases. <i>International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology </i>2012; 1719-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097373&pid=S0872-0754201600030000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Cohen S, Avital A, Godfrey S, Gross M, Kerem E, Springer   C, <i>et al. </i>Suspected Foreign Body Inhalation in Children: What Are   the Indications for   Bronchoscopy? <i>The     Journal of Pediatrics </i>2009; 1-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097375&pid=S0872-0754201600030000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Hegde   SV, Hui PK, Lee EY3. Tracheobronchial foreign bodies in children:   imaging assessment. <i>Seminars     in Ultrasound, CT and     MR </i>2015; 36 (1): 8-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097377&pid=S0872-0754201600030000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Divisi D, Di Tommaso S, Garramone M,   et al. Foreign bodies aspirated in children: role of bronchoscopy. <i>Thoracic Cardiovascular Surgery </i>2007; 55:249-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097379&pid=S0872-0754201600030000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Associação para a Promoção da Segurança Infantil. Acessível em <a href="http://www.apsi.org.pt/" target="_blank">http://www.apsi.org.pt</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1097381&pid=S0872-0754201600030000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </b>Marlene Rodrigues    <br> Serviço de Pediatria    <br> Hospital de Braga    <br> Rua das Sete Fontes,    <br> 4710-423 Braga     <br> Email: <a href="mailto:rodrigues.f.marlene@gmail.com">rodrigues.f.marlene@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido a 07.12.2015 | Aceite   a 25.02.2016</font></p>      ]]></body><back>
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