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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>POSTER ABSTRACTS / RESUMOS DE POSTERS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>P-06</b></font></p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Homocistin&uacute;ria cl&aacute;ssica &ndash; doen&ccedil;a muito rara em Portugal com  risco tromb&oacute;tico associado</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Filipa   Ferreira<sup>1</sup>; Célia Carmona<sup>1</sup>; Sónia Ramos<sup>1</sup>;   Helena Fonseca<sup>1</sup>; Cármen   Sousa<sup>1</sup>; Hugo Rocha<sup>1</sup>; Ana Marcão<sup>1</sup>; Laura   Vilarinho<sup>1,2</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup>Unidade de Rastreio Neonatal Metabolismo e Genética, Departamento de Genética Humana, Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, Porto    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>2</sup>Unidade de Desenvolvimento e Investigação, Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, Porto</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>E-mail:</i> </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:?lipa.ferreira@insa.min-saude.pt">&#64257;</a><a href="mailto:lipa.ferreira@insa.min-saude.pt">lipa.ferreira@insa.min-saude.pt</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Homocistinúria Clássica (Hcu, OMIM #236200) resulta do   dé&#64257;ce na enzima cistationina beta-sintase (CBS; EC 4.2.1.22), e é uma doença   autossómica recessiva rara,   do metabolismo da metionina. A CBS é a primeira   enzima da via da trans-sulfuração do ciclo da metionina, e utiliza a piridoxal 5-fosfato como cofator.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A prevalência da Homocistinúria na Europa é de 1:100,000 nados-vivos, sendo que a nível mundial, essa prevalência está estimada em 1:344,000 (Mudd <i>et al. </i>2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">É uma doença multissistémica, caracterizada pela acumulação de metionina e homocisteína no plasma e homocistina na urina, e que quando não tratada   origina perturbações ao nível   dos sistemas ocular, ósseo, nervoso   central e vascular   (Mudd <i>et al. </i>2001). Sem tratamento, 50%   dos doentes morre   antes da idade dos 30 anos,   regra geral em resultado de trombo-embo-   lismos arteriais (Testai &amp; Gorelick 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A compreensão da patogénese dos eventos trombo-embólicos associados à homocistinúria poderá   ajudar na de&#64257;nição dos riscos em doentes   não portadores de homocistinúria, mas   com níveis aumentados de homocisteína plasmática.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Presentemente conhecem-se mais de 170 mutações no gene <i>CBS   </i>(http//cbs.l&#64258;.cuni.cz). A correlação genótipo-fenótipo é importante   para de&#64257;nir o prognóstico desta patologia,   pois permite estabelecer a correlação entre   os dois fenótipos bioquímicos distintos e/ou as formas   moderadas ou graves   associadas com a inativação parcial   ou total da atividade desta enzima (Mudd et al. 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desde a implementação do Rastreio Metabólico Alargado, em 2004, nos   850,000 recém-nascidos rastreados, foram identi&#64257;cados   dois casos de Homocistinúria Clássica (prevalência 1:425,000) (Marcão <i>et al</i>.   2015). Num total, foram caracterizados molecularmente na Unidade de Rastreio   Neonatal, 15 doentes (con&#64257;rmados bioquimicamente) com Homocistinúria   Clássica, tendo-se veri&#64257;cado que a mutação prevalente é p.T191M (c.572C&gt;T, 23,3%), o que está de acordo com a bibliogra&#64257;a (Urreizti <i>et al</i>. 2003; Urreitzi <i>et al</i>. 2006), seguindo-se   a mutação p.L338P, com uma prevalência de 16,7%. As res-   tantes mutações apresentam prevalências de 10% (p.G351R, p.I278T), 6,7% (p.R336C, p.Asp86Thrfs*16, p.V178GfsX23) e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3,3% (p.P49L, p.A159Q, p.K523SfsX18). Foram identi&#64257;cadas duas mutações novas,   p.G351R e p.A159Q. O polimor&#64257;smo p.Y233Y (c.699C&gt;T) foi encontrado em 50% dos alelos, mesmo nos indivíduos negativos para mutações patogénicas no gene <i>CBS</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O conhecimento do espectro mutacional da Homocistinúria Clássica em Portugal é importante, não só para conhecer a epi-   demiologia molecular desta   doença no nosso   país, mas porque a correlação genótipo-fenótipo descrita   nesta patologia permite, a partir das   mutações identi&#64257;cadas em cada doente,   fazer o prognóstico da evolução clínica e da resposta à piridoxina.</font></p>     ]]></body>
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