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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana">POSTER ABSTRACTS / RESUMOS DE POSTERS</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>P-07</b></font></p>     <p><b><font size="4" face="Verdana">Preval&ecirc;ncia da fibrose qu&iacute;stica em Portugal: compara&ccedil;&atilde;o com  outros pa&iacute;ses da Europa</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Lurdes Lopes<b><sup>1</sup>;</b>  Ana Marcão<b><sup>1</sup>;</b> Ivone   Carvalho<b><sup>1</sup>;</b> Cármen Sousa<b><sup>1</sup>;</b> Helena Fonseca<b><sup>1</sup>;</b> Hugo Rocha<b><sup>1</sup>;</b> Laura Vilarinho<b><sup>1</sup></b></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup>Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e   Genética, Departamento Genética Humana, Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge,</font> <font size="2" face="Verdana">Porto</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>E-mail:</i> <a href="mailto:lurdes.lopes@insa.min-saude.pt">lurdes.lopes@insa.min-saude.pt</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Fibrose Quística (FQ, MIM 219700)   é uma doença genética,   com transmissão autossómica recessiva. Bioquimicamente deve-se à   de&#64257;ciência na proteína Cystic Fibrosis   Transmembrane Condutance Regulator   (CFTR), que é codi&#64257;cada pelo gene <i>CFTR</i>, localizado no cromossoma 7. Estão descritas   cerca de</font> <font size="2" face="Verdana">2.000 variantes genéticas associadas a esta doença.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Portugal foram publicados alguns resultados de estudos epidemiológicos, realizados   maioritariamente no norte e centro do país, que reportam para a FQ uma prevalência entre 1:10.000 e 1:14.000   RN (Vaz Osório <i>et al. </i>1999; Lemos <i>et al. </i>2010). Num estudo comparativo, realizado a nível   europeu (Farrell <i>et al. </i>2008) está, por outro lado, descrita   para Portugal, uma preva- lência bastante superior (1:6.000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O aumento da concentração sanguínea da tripsina imunoreactiva (IRT), nos primeiros dias de vida dos RN com FQ, possibi-   lita o rastreio neonatal desta   doença. No entanto, apesar de uma boa   sensibilidade (95%), o IRT não é um marcador especí&#64257;co (34-75%) para a FQ, e um rastreio baseado   unicamente neste marcador tem   um número elevado   de falsos positivos. Por esta razão, têm sido propostos vários algoritmos de rastreio, incluindo outros marcadores bioquímicos como a Proteína Associada à Pancreatite (PAP) e o estudo genético.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Unidade de Rastreio Neonatal,   Metabolismo e Genética (URN) do INSA, iniciou   no &#64257;nal de 2013 um estudo piloto   para o rastreio neonatal   da FQ, integrado no Programa   Nacional de Diagnóstico   Precoce (PNDP). As amostras analisadas foram as   mesmas dos restantes   rastreios integrados no PNDP, e foi   utilizado um algoritmo IRT-PAP-IRT. O IRT foi determinado por imuno&#64258;uorescência utilizando o kit DELFIA®   Neonatal IRT, da Perkin Elmer, e analisado num equipamento Autodel&#64257;a. O PAP foi determinado por imuno&#64258;uorescência, utilizando o Kit MucoPAP-F da Dynabio, numa adaptação para sistema DELFIA® da Perkin Elmer.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste trabalho pretende-se comparar a prevalência ao nascimento da FQ obtida   neste estudo piloto,   nas várias regiões   do nosso país com a de outros países europeus.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram estudados 183.172 recém-nascidos (RN) e con&#64257;r-   mados 26 doentes com FQ, o que implica uma prevalência ao nascimento de aproximadamente 1:7.045   RN na população Portuguesa. A nível regional, a prevalência encontrada foi: 1:8.677 no norte, 1:8.105 no centro, 1:6.226   no sul e 1:1.925 na região   autónoma da Madeira. Nos Açores   ainda não foi identi&#64257;cado nenhum doente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A prevalência ao nascimento desta   patologia no nosso   país poderá assim estar de acordo com os dados publicados por Farrell <i>et al. </i>(2008), e ser signi&#64257;cativamente superior   à prevalência encontrada noutros estudos. Este facto, aliado aos claros benefícios do tratamento precoce,   particularmente no que diz   respeito a uma melhor nutrição e função pulmonar, que conduzem ao aumento da esperança média de vida, à diminuição do número de internamentos e a uma melhor qualidade de vida, justi&#64257;cam a integração deste rastreio no PNDP.</font></p>      ]]></body>
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