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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana">POSTER ABSTRACTS / RESUMOS DE POSTERS</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>P-08</b></font></p>     <p><b><font size="4" face="Verdana">Rastreio neonatal de hemoglobinopatias: implementa&ccedil;&atilde;o e  resultados preliminares</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Ana Marcão<b><sup>1</sup>;</b> Lurdes Lopes<b><sup>1</sup>;</b> Cármen Sousa<b><sup>1</sup>;</b> Helena Fonseca<b><sup>1</sup>;</b> Hugo Rocha<b><sup>1</sup>;</b> Ivone Carvalho<b><sup>1</sup>;</b> Laura Vilarinho<b><sup>1</sup></b></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup>Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e   Genética, Departamento de Genética Humana, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge,</font> <font size="2" face="Verdana">Porto</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>E-mail:</i> </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:ana.marcao@insa.min-saude.pt">ana.marcao@insa.min-saude.pt</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As hemoglobinopatias são doenças hereditárias devidas a mutações nos genes das globinas humanas.   São as doenças genéticas mais comuns   na espécie humana,   estimando-se que atinjam cerca   de 7% da população mundial,   e constituindo um importante problema de saúde   pública em alguns   países. Neste grupo de doenças inclui-se a drepanocitose, relevante pela sua frequência e gravidade, mas   também pelas vantagens associadas ao seu diagnóstico precoce.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os primeiros sintomas clínicos da drepanocitose surgem   por volta dos três meses de idade e incluem   esplenomegalia, anemia, dactilite e complicações graves   causadas por infeções bacterianas ou sequestração esplénica   aguda. Os fenómenos de oclusão micro-vascular   desempenham um papel importante nesta doença, e contribuem para o envolvimento cardíaco que é cada vez mais reconhecido, especialmente com o aumento da sobrevida dos doentes.   O diagnóstico tardio,   resultante da inespeci&#64257;cidade   dos sintomas clínicos, traduz-se com frequência num mau prognóstico para o doente, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O rastreio neonatal das hemoglobinopatias faz   parte de um grande número de programas de rastreio neonatal e tem como objetivo principal a identi&#64257;cação precoce   de crianças com   drepanocitose (SS) e outros síndromes depranocíticos (SC, SD,   Sl1l0tal) associados a elevadas taxas   de morbilidade e mortalida- de nos primeiros anos de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos anteriores realizados em Portugal referem uma prevalência global de portadores de drepanocitose e beta-talassé-   mia inferior a 1,5%, observando-se uma tendência de aumento   de norte para sul do país, e tendo sido   identi&#64257;cados valores entre   5% e 10% em regiões   com histórico de imigração (Monteiro, 1989; Martins, 1993). Com os movimentos migratórios globais que atualmente se observam, e nomeadamente com   o aumento da imigração originária de países   Africanos de língua   o&#64257;cial Portuguesa, a importância da drepanocitose no nosso país poderá   ainda ter aumentado nos últimos anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em outubro de 2015, a Unidade de Rastreio Neonatal   (URN) implementou o rastreio   da drepanocitose e outros síndromes drepanocíticos, por eletroforese capilar.   Para este efeito   foram estudadas 120 amostras de RN de origem Africana. Foram detetados um doente HbSS,   nove portadores HbS e um portador HbC.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A URN disponibilizou este rastreio, como prestação de ser-   viço, para várias clínicas Angolanas, prevendo-se a médio prazo   o início de um estudo   piloto para o rastreio neonatal das hemoglobinopatias em Portugal.</font></p>      ]]></body>
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