<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0872-0754</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></abbrev-journal-title>
<issn>0872-0754</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro Hospitalar do Porto]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0872-07542016000500009</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dor torácica no adolescente: caraterização de um motivo frequente de recurso ao Serviço de Urgência]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Miguel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pontes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Teresa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Susana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Hospital de Braga Serviço de Pediatria Unidade de Adolescentes]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>25</volume>
<fpage>15</fpage>
<lpage>15</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-07542016000500009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-07542016000500009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-07542016000500009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO DAS COMUNICAÇÕES ORAIS</b></font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>CO16_09</b></font></p>     <p><font face="Verdana"><b><font size="4">Dor tor&aacute;cica no adolescente &ndash; carateriza&ccedil;&atilde;o de um motivo  frequente de recurso ao Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Maria Miguel Gomes<sup>1</sup>; Teresa Pontes<sup>1</sup>; Susana Carvalho<sup>1</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1 </sup>Unidade de Adolescentes, Serviço de Pediatria, Hospital de Braga</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>A dor   torácica é um motivo frequente de recurso ao Serviço de Urgência (SU) em idade   pediátrica. Apesar do seu carácter alarmante, por sugestão de patologia   cardiovascular, na maioria das vezes tem uma etiologia benigna. O objetivo   deste estudo foi caraterizar a população adolescente que recorreu ao SU por   toracalgia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Metodologia: </b>Foi realizado um estudo observacional transversal e retrospetivo através da análise dos motivos   de vinda ao SU dos   adolescentes, no período de tempo entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2015. Foi realizada   análise estatística em SPSS®21, Excel2010® e aplicação de teste &#935;2. <b>Resultados: </b>Identificaram-se 447   vindas ao SU por “dor torácica”, que corresponderam a 395   doentes. Não houve predomínio de género. Ocorreu maioritariamente em idades mais velhas com mediana de 14 anos. As vindas foram mais frequentes no outono (34.7%),   particularmente no mês de outubro (17.0%). Em 82.8% foram realizados   exames complementares, nomeadamente telerradiografia de tórax (n=302) e   eletrocardiograma (n=162). Os marcadores cardíacos foram pedidos em 16 casos. A   etiologia mais frequente foi respiratória (33.6%, destes n=99/150 por infeção   por agente atípico), psicogénica (19.0%), idiopática (15.9%) e musculoesquelética (15.4%). Foram encontradas relações estatisticamente   significativas entre a etiologia respiratória/ inverno (p=0.001), psicogénica/feminino (p=0.023),   traumática/masculino (p=0.044) e respiratória/masculino (p=0.018). A maioria teve alta (88.8%), 39 foram orientados para consulta,   11 foram internados (4 pneumotórax, 2 pneumonias com hipoxemia, 1   derrame pleural, 1 anemia de células falciformes, 1 adenofleimão axilar, 1   contusão esplénica e 1 doença de crohn) e 2 foram transferidos para   hospital nível III (1 miopericardite e 1 síndroma torácico   agudo). Em 11.6% já existia vinda prévia por “dor torácica”.   As recorrências aumentaram com a idade, foram superiores   no género feminino (57.7%) e no outono (50.1%) e as principais   etiologias foram respiratória (n=21/52) e psicogénica (n=11/52). Em 23 casos houve </font><font size="2" face="Verdana">recorrência no mesmo episódio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusão: </b>Na   literatura está descrito que a principal causa de toracalgia é idiopática ou   musculoesquelética, e na nossa série   a principal causa foi respiratória. Na maioria dos casos foram realizados   exames complementares, no entanto, estes não estão recomendados por rotina e   devem ser ponderados de forma individualizada. Perante estas conclusões procedemos à realização de um protocolo de atuação.</font></p>      ]]></body>
</article>
