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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO DAS COMUNICAÇÕES ORAIS</b></font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">CO16_12</font></b></p>     <p><font face="Verdana"><b><font size="4">Celulite da regi&atilde;o orbit&aacute;ria &ndash; a realidade de 10 anos de um  hospital n&iacute;vel 3</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Inês Pires Duro<sup>1</sup>;   Cláudia Lemos<sup>1</sup>; Gonçalo Mendes<sup>2</sup>; Alexandre Fernandes<sup>1</sup>; Carla Teixeira<sup>1</sup>; Laura Marques<sup>1</sup>; Ana Ramos<sup>1</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1 </sup>Serviço de Pediatria do Centro Materno-Infantil do Norte, Centro Hospitalar do Porto    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>2 </sup>Serviço de Otorrinolaringologia do Centro Hospitalar do Porto</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>As   celulites periorbitária (CPO) e orbitária (CO) são condições frequentes em   idade pediátrica que devem ser distinguidas pois têm diferentes implicações   clínicas. O diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para evitar   complicações potencialmente graves.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Objetivos: </b>Caracterização   dos casos de celulite da região orbitária internados no Serviço de Pediatria de um hospital nível 3 num período de 10 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Métodos: </b>Revisão dos processos clínicos de crianças   internadas entre Janeiro de 2006 e Dezembro de 2015 com o diagnóstico de CPO e CO.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Resultados: </b>Foram internados 79 casos, 51 (65%) de CPO e 28 (35%)   de CO. A média de idades foi de 4,7 anos na CPO e 6,0 anos nas CO. O edema periorbitário esteve presente em 100% dos casos, as cefaleias e a dor   com os movimentos oculares foram mais frequentes nas CO (p=0,003   e p=0,031). A média   de dias entre   o início dos sintomas e o diagnóstico foi semelhante na CPO   e CO (2,4 e 2,5 dias). O factor predisponente mais comum foi a sinusite, presente em 73% dos casos no total (63% na CPO e 86% na CO).   O estudo analítico foi efectuado em   94,1% das CPO e em todos os casos de CO, com leucocitose presente em 37,5%   e 32%, respetivamente. A hemocultura, efetuada   em 55 dos casos (69,6%),   foi positiva em 3 casos de CO   (Streptococcus pyogenes: 2). 78,4% das CPO e todas as CO fizeram tomografia computorizada (TC). Nas CPO o tratamento inicial mais frequente foi a amoxicilina</font><font size="2" face="Verdana">-clavulanato (43,2%) e nas CO o ceftriaxone (39,3%). Nove   casos de CPO (17,6%) e doze de CO (42%) efetuaram antibioterapia em   associação. Nas CPO, a média de duração de antibioterapia endovenosa foi de 5,6 dias e nas CO de 8,8 dias   (p=0,001). A duração média total de antibioterapia foi de 12,3 dias   nas CPO e 16 nas CO (p=0,004). Efetuaram corticoterapia   23,5 % das CPO e 53,6% das CO (p=0,014). As CPO tiveram uma média de dias de internamento de 5,6 dias e as CO de 8,8 dias (p=0,003). Ocorreram 2 casos de   complicações na CPO (4%) -um abcesso   supraciliar e uma parésia do VI par craniano –   e 6 nas CO (21.4%) abcesso subperiostal (3 casos), uma cerebrite, uma meningite e uma uveíte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusões: </b>A CPO é mais prevalente que a CO. A maioria dos casos efectuou TC (86%), o   que pode traduzir uma dificuldade frequente em distinguir uma CPO de uma CO em idade pediátrica com base apenas em   critérios clínicos. A distinção entre estas é essencial   dadas as diferentes implicações terapêuticas e de prognóstico, o que se pode   verificar nesta revisão em que as CO estiveram associadas a maior taxa de complicações.</font></p>      ]]></body>
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