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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO DOS POSTERS</b></font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">PO16_07</font></b></p>     <p><font face="Verdana"><b><font size="4">Rejei&ccedil;&atilde;o humoral aguda no transplante renal: gravidez como  evento sensibilizante?</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Sofia   Santos<sup>1,2</sup>; Lígia Bessa<sup>1</sup>;   Cláudia Patraquim<sup>1</sup>; Liliana Rocha<sup>1</sup>, Teresa Costa<sup>1</sup>; Maria   do Sameiro Faria<sup>1</sup>; Paula Matos<sup>1</sup>; Castro Henriques<sup>2</sup>; Conceição Mota<sup>1</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1  </sup>Serviço de Nefrologia Pediátrica, Centro Materno-Infantil Norte, CHP    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>2 </sup>Unidade de Transplante Renal, Hospital Santo António, CHP</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução</b>: A   existência de anticorpos anti-HLA específicos do dador aumenta   o risco de rejeição humoral   e concorre para pior   sobrevida do enxerto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aloimunização é definida como a resposta imune que ocorre   após a exposição a tecidos ou células geneticamente diferentes contra um   antigénio desconhecido. Frequentemente é uma consequência indesejável de transfusões ou transplantes prévios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados da literatura são parcos relativamente à aloimunização do feto durante a gravidez e possíveis riscos de rejeição no transplante de dador vivo (da mãe).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso clínico</b>: Criança com 8 anos de idade,   sexo masculino, com diagnóstico   pré-natal de hipodisplasia renal. Submetido a transplante renal de dador vivo   (mãe) preemptive a 08/03/2016. Relativamente a possíveis eventos   sensibilizantes ele não tinha história de transfusões ou transplante prévio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A dadora (mãe) tinha 37 anos e havia 3 incompatibilidades: 1 em A, 1 em B e 1 em DR. O crossmatch por CDC e citometria de fluxo foi negativo para células T e B. Não foi identificado nenhum anticorpo antidador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Realizou terapêutica de indução com basiliximab e terapêutica imunossupressora tripla,   de acordo com o protocolo. O transplante decorreu sem   intercorrências, tendo apresentado função imediata. Apresentou necessidade de transfusão de 1U glóbulos rubros 48h após o TR. Alta com creatinina 0.71 mg/dL.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No 31º dia após o TR houve deterioração da função renal (creat máx 2.7 mg/dL). Realizou   biópsia renal que revelou   alterações glomerulares compatíveis com trombos de fibrina e alterações   tubulares sugestivos de necrose tubular aguda. Nesta altura o estudo de anti-HLA identificou um anticorpo antidador B35 com 2036 MFI.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste contexto o diagnóstico de rejeição aguda mediada   por anticorpos foi feito (g1, ptc1, C4d0, TMA, NTA, DSA+). Realizou 3 bólus de   MPD, uma toma de rituximab (375 mg/m2) , 4 doses de imunoglobulinas 500mg/kg e   10 sessões de plasmaferese, com melhoria progressiva da função renal. Repetiu   biopsia do enxerto renal 1 mês após a rejeição que não mostrou alterações   significativas. Decidido manter medicação com imunoglobulinas ao 1º , 2º 3º   mês. Atualmente com imunossupressão tripla e com função renal estável (Creat 1.1mg/dL).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussão</b>: A   dádiva do rim da mãe ao filho, neste caso clínico, parece ter provocado uma   reação amnéstica decorrente da exposição intrauterina prévia e culminando numa rejeição humoral, facto raramente descrito na literatura.</font></p>     ]]></body>
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