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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO DOS POSTERS</b></font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">PO16_09</font></b></p>     <p><font face="Verdana"><b><font size="4">Lit&iacute;ase vesicular complicada&hellip; A natureza andou sempre um  passo &agrave; frente</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Rafael   Figueiredo<sup>1</sup>; Liliana Teixeira<sup>1</sup>;   Helena Moreira Silva<sup>1</sup>; Joana Freitas<sup>1</sup>; Ana Coelho<sup>2</sup>; Fátima Carvalho<sup>2</sup>; Cidalina Caetano<sup>3</sup>; Ermelinda Santos Silva<sup>1</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1 </sup>Serviço de Pediatria do Centro Materno Infantil do Norte, Centro Hospitalar do Porto    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>2 </sup>Serviço de Cirurgia Pediátrica do Centro Materno Infantil do Norte, Centro Hospitalar do Porto    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>3 </sup>Serviço Gastrenterologia do Centro Hospitalar do Porto</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>A   litíase vesicular (LV) em idade pediátrica  é uma entidade pouco frequente, tendo nos últimos anos aumentado   significativamente a sua incidência. Na maioria das vezes associa-se a doenças   hemolíticas ou doenças hepáticas   crónicas, mas em alguns casos não há fatores de risco identificados. A   abordagem terapêutica nem sempre é consensual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso clínico: </b>Adolescente   de 16 anos, sexo masculino, antecedentes familiares de LV  (tio    materno).  Uma  semana antes de recorrer ao SU iniciou   cólica abdominal, epigástrica, 1h após a ingestão de refeição rica em   gorduras. Noção de icterícia de aparecimento progressivo e colúria. Dos exames   efetuados no SU destacam-se: bilirrubina total 10.64mg/dl, bilirrubina conjugada 6,56mg/dl, AST 218 UI/L, ALT 512 UI/L,   GGT 155 UI/L, FA 410 U/L, DHL 242</font> <font size="2" face="Verdana">U/L, ecografia abdominal “dilatação das vias biliares   intra e extra-hepáticas; via biliar principal (VBP) com 12mm e lama   no seu lúmen distal; vesícula biliar com lama e microlitíase, mas sem sinais de   colecistite”. Foi proposto internamento que recusou. Observado em consulta 3 semanas   depois: mantinha a icterícia e queixas de dor abdominal intermitente no   epigastro/hipocôndrio direito, após as refeições. A ecografia continuava a   evidenciar sinais de obstrução da VBP   e   LV múltipla. Foi internado, efetuada hiper-hidratação ev e N-acetilcisteína per   os, tendo sido programada CPRE terapêutica. No entanto, a evolução foi   favorável com melhoria das queixas álgicas, boa tolerância alimentar,   diminuição  da icterícia e melhoria analítica. Teve   alta 3 dias depois, já sem dilatação da VBP. Medicado   para o domicílio com N--acetilcisteína, dieta restrita em   gorduras e fibras e agendada colecistectomia laparoscópica. Um mês depois, já   com a colecistectomia agendada, recorreu ao SU por nova cólica biliar. A   ecografia mostrou a vesícula livre de lama/cálculos, pelo que a intervenção foi   cancelada. Desde então ficou assintomático, e até ao momento a investigação efetuada não evidenciou fatores de risco predisponentes para litíase. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussão: </b>A LV   sintomática está associada a uma elevada morbilidade. A abordagem dos   doentes deve ser individualizada. Este doente   preencheu critérios para efetuar a desobstrução da VBP por CPRE e para colescistectomia. No entanto, a evolução natural da doença permitiu-lhe evitar ambas.</font></p>      ]]></body>
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