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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO DOS POSTERS</b></font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">PO16_23</font></b></p>     <p><font face="Verdana"><b><font size="4">Linfangioma abdominal: uma doen&ccedil;a rara a prop&oacute;sito de um  caso cl&iacute;nico</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Andreia Meireles<sup>1</sup>; Ana Luísa   Santos<sup>1</sup>; Raquel Alves<sup>1</sup>; Sílvia Costa Dias<sup>2</sup>; Isabel Martins<sup>3</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1 </sup>Serviço de Pediatria, Unidade Local de Saúde de Matosinhos, Hospital Pedro Hispano    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>2 </sup>Serviço de Radiologia, Unidade Local de Saúde de Matosinhos, Hospital Pedro Hispano    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>3 </sup>Serviço de Neonatologia, Unidade Local de Saúde de Matosinhos, Hospital Pedro Hispano</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>Os   linfangiomas pertencem a um grupo de malformações vasculares do sistema   linfático, sendo compostas por canais linfáticos ectasiados. Representam 6%   dos tumores benignos, localizando-se cerca de 95% destes tumores na região cervical   e axilar, podendo   contudo ocorrer em qualquer   local anatómico, como abdominal, sendo esta localização rara. A etiologia é   desconhecida, mas a causa congénita parece ser a teoria mais aceite. A maioria   dos linfangiomas abdominais (LA) é sintomática e o tratamento definitivo   neste tipo de lesões é a ressecção cirúrgica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apresenta-se um caso clínico incomum de uma criança com um LA.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso Clínico: </b>Sexo   masculino, 30 meses de idade, fruto de gestação de termo, sem intercorrências e com ecografias obstétricas normais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aos 7 meses, por má evolução ponderal (MEP) realizou   urocultura, que mostrou infecção do tracto urinário. Fez tratamento dirigido,   com recuperação ponderal progressiva e ecografia renovesical sem alterações.   Aquando da realização da mesma foi feita uma observação sumária da região   abdominal identificando-se uma lesão cística no quadrante inferior direito e   pelve. Efectuou-se ressonância magnética abdomino-pélvica, que mostrou   estrutura cística multiloculada e septada na fossa ilíaca direita com   extensão para a escavação pélvica, a envolver o cego e as ansas intestinais,   não causando efeito de massa sobre as mesmas, correspondendo a linfangioma   mesentérico. Encaminhou-se para consulta de cirurgia pediátrica para orientação.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A criança nunca apresentou sintomatologia nem alterações ao exame objectivo. Após várias observações e avaliações imagiológicas, em consulta de cirurgia pediátrica foi assumida atitude conservadora.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussão: </b>Os LA   têm incidência entre 1:23000 a 1:120000. Nas crianças, o mesentério é a   principal localização (50-70%) e 60% diagnosticam-se antes dos 5 anos. A   localização do tumor e a idade de diagnóstico do caso clínico são concordantes com a literatura. A clínica varia entre assintomática e abdómen agudo. No   entanto, na idade pediátrica, 88%   são sintomáticos, sendo a dor abdominal o principal sintoma e 25-77% apresenta   massa abdominal palpável. Salienta-se, ainda, a orientação pós-diagnóstica, em que se assumiu atitude expectante, contrariamente ao que mostram a maioria dos estudos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os autores pretendem relembrar uma patologia rara, que   foi diagnosticada acidentalmente, permitindo uma orientação mais precoce e um tratamento mais dirigido na existência de posteriores eventuais complicações.</font></p>      ]]></body>
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