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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO DOS POSTERS</b></font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>PO16_24</b></font></p>     <p><font face="Verdana"><b><font size="4">Cefalohematoma progressivo &ndash; um sinal de alarme a valorizar</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Catarina   Matos de Figueiredo<sup>1</sup>; Jorge Abreu Ferreira<sup>1</sup>; Catarina Valpaços<sup>1</sup>;   Sara Morais<sup>2</sup>; Luísa Lopes<sup>1</sup>; Elisa Proença<sup>1</sup>; Ana Novo<sup>1</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1 </sup>Serviço de Neonatologia e Cuidados Intensivos Pediátricos, Unidade   de Neonatologia, Centro   Materno Infantil do Norte, Centro Hospitalar do Porto;    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>2 </sup>Serviço de Hematologia Clínica, Centro Hospitalar do Porto</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>A   hemofilia A é um distúrbio hemorrágico hereditário, de transmissão recessiva   ligada ao X, causado pela deficiência de fator VIII.   A gravidade da doença é caracterizada pelo nível de atividade residual do fator, sendo inferior a 1% em   2/3 dos casos. As hemorragias mais comuns no período neonatal incluem as   secundárias a punções venosas, cefalohematoma, hemorragia subgaleal e do   sistema nervoso central.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso clínico: </b>Recém-nascido,   sexo masculino, fruto de gestação vigiada, com serologias e marcadores víricos   sem evidência de infeção   e ecografias seriadas   normais. Mãe portadora assintomática de mutação para   hemofilia A (inversão da região 3 do gene F8 envolvendo o intrão 22) e tio   materno com hemofilia A. Cesariana eletiva, às 39 semanas, com aplicação de   ventosa. Índice Apgar 8/9. Transferido para o CMIN às 18 horas de vida por   cefalohematoma rapidamente progressiva com anemia grave (Hb 7,1g/dL) em   contexto de provável hemofilia neonatal. À admissão, quadro de choque   hipovolémico, cefalohematoma, hemorragia subgaleal extensa e múltiplas petéquias em progressão. Constatada acidose metabólica grave, trombocitopenia, prolongamento do   aPTT e défice grave de fator VIII (0,25%). Necessitou de ventilação invasiva,   volemização, concentrado eritrocitário, suporte inotrópico, bicarbonato e administrações seriadas de fator </font><font size="2" face="Verdana">VIII. Evolução clínica favorável com controlos   ecográficos seriados sem evidência de hemorragia intracraniana e exame clínico, incluindo neurológico, à data da alta (D10) sem alterações.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussão: </b>O   aconselhamento médico perante mães portadoras de hemofilia deve ser reforçado,   nomeadamente no que refere à probabilidade do feto ser afetado, ao momento do   diagnóstico e à programação do parto de forma a minimizar os riscos conhecidos   em caso de doença. O tipo de parto indicado não é consensual, sendo, no entanto, determinante a evicção do parto instrumentado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com este caso, os autores pretendem salientar que situações desta gravidade devem ser reconhecidas e tratadas atempadamente devido   ao risco de rápida evolução para um   quadro de choque e coagulopatia com mau prognóstico associado. Nesse sentido, devem ser assegurados os cuidados   necessários, nomeadamente a rápida disponibilidade de fator VIII. Estes   motivos justificam assim a necessidade de um seguimento em centros de referência de cuidados obstétricos, neonatais diferenciados.</font></p>      ]]></body>
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