<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0872-0754</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></abbrev-journal-title>
<issn>0872-0754</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro Hospitalar do Porto]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0872-07542016000500036</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Quando o eritema perineal não passa…]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Liliana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Duro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Inês]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Helena]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rosa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ramos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar do Porto Centro Materno Infantil do Norte Serviço de Pediatria]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>25</volume>
<fpage>30</fpage>
<lpage>30</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-07542016000500036&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-07542016000500036&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-07542016000500036&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO DOS POSTERS</b></font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">PO16_25</font></b></p>     <p><font face="Verdana"><b><font size="4">Quando o eritema perineal n&atilde;o passa&hellip;</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Liliana Teixeira<sup>1</sup>; Inês Duro<sup>1</sup>; Helena   Silva<sup>1</sup>; Rosa Lima<sup>1</sup>; Ana Ramos<sup>1</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1 </sup>Serviço de Pediatria do Centro Materno Infantil do Norte, Centro Hospitalar do Porto</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>O   eritema perineal é a alteração cutânea mais comum nos lactentes e   crianças, sendo a dermatite da fralda – dermatite de contato   irritativa e a candidíase perineal as principais causas. Contudo,   perante um eritema perineal que não melhora devemos pensar   noutras etiologias como por exemplo alergia às proteínas do   leite de vaca, acrodermatite enteropática ou histiocitose de células de   langerhans. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Descrição Caso Clínico: </b>Criança do sexo feminino,   atualmente com 20 meses de idade, fruto de uma gravidez vigiada,   parto eutócico às 35 semanas, índice de APGAR 10/10 (1º/5ºmin) e somatometria adequada   à idade gestacional. Pai com   antecedentes de asma e rinite alérgicas. No 8º   dia de vida iniciou um eritema   perineal exuberante, assimétrico, refractário ao tratamento tópico com   corticóide  e antifúngico   e de agravamento progressivo. Sem outras lesões cutâneas associadas. Por volta do 1º mês de vida houve o aparecimento de úlceras perineais, associado a dejecções diarreicas com muco, sem sangue. Sob   aleitamento materno (LM) exclusivo, sem vómitos e com evolução   ponderal adequada. Nesta altura é colocada a hipótese de alergia às proteínas do leite de vaca (APLV). Do estudo complementar destaca-se: hemoglobina 16.4 g/dL, leucócitos 16.450/µL (neutrófilos 2.800/µL, linfócitos 11.020/µL, eosinófilos   820/µL), PCR &lt;1 mg/L, exame virológico e bacteriológico de fezes negativos,   elastase fecal normal – 501 µg/g, e calprotectina elevada – 534 µg/g.   Foi iniciada evicção estrita de produtos lácteos da dieta materna com ligeira melhoria. Aos   2 meses de idade foi suspenso o LM e iniciado leite extensamente hidrolisado (LEH) com melhoria clínica e completa resolução das lesões   perineais. Doseamento de IgE’s específicas para leite, alfa-lactoalbumina, beta-lactoglobulina e caseína  negativas </font><font size="2" face="Verdana">–&nbsp;    <![endif]>   APLV não IgE mediada.   Manteve LEH até aos 12 meses de   idade, tendo realizado prova de provocação com leite de vaca aos 13 meses que   foi negativa pelo que reiniciou leite de vaca, encontrando-se atualmente assintomática.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Comentários: </b>Esta   apresentação clínica não é a mais habitual na APLV mas a presença de outros   achados como a existência de fissuras   e úlceras, bem como a presença de muco ou sangue nas fezes são preditores desta   etiologia.   O tratamento passa por dieta   de evicção e a reavaliação de aquisição de tolerância deve ser realizada 3-12 meses após o início do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>eritema perineal, úlceras perineais, alergia às proteínas do leite de vaca</font></p>      ]]></body>
</article>
