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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Internamento por tosse convulsa: casuística de 10 anos de um hospital de nível III]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: Whooping cough remains a concern in pediatric age. Adolescents and adults are recognized as a source of disease transmission, particularly for infants without complete primary immunization. The objectives of this study were to characterize clinically and epidemiologicaly hospitalized pediatric cases of pertussis. Material and methods: Retrospective, observational study of pediatric patients hospitalized at a level III Portuguese hospital with Bordetella pertussis infection confirmed by PCR DNA assay, between January 2005 and December 2014. Results: Forty-three patients were admitted with an median duration of eight days. We observed a higher number of admissions in 2008 and 2012, with majority of cases in the summer. The median age was 2,5 months old (minimum 12 days; maximum 16 years), of which 86.0% (n=37) infants without complete primary vaccination. All patients had cough and 48.8% (n=21) had an identified epidemiological contact of pertussis. All were treated with macrolides, with a mean interval between onset of symptoms and treatment of eight days (minimum 2; maximum 60 days). Viral coinfection occurred in 21.6% (n=14). Ten patients were admitted to intensive care unit and two deceased. Conclusions: Like other studies, there was a incidence peak in 2012. Infants were the most vulnerable age group to infection by Bordetella pertussis, with the highest number of hospitalizations. There is a need for additional prevention strategies to improve prevention in this age group.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">        <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS | ORIGINAL ARTICLES  </b></p>        <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Internamento   por tosse convulsa –  casuística de 10   anos de um hospital de nível III</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Hospitalization for pertussis – a ten years casuistic from a level III   hospital</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Inês Ferreira<sup>I</sup>; Diana   Pinto<sup>I</sup>; Vasco     Lavrador<sup>I</sup>; Alexandre       Fernandes<sup>I</sup>; M.         Guilhermina Reis<sup>I</sup>; Margarida Guedes<sup>I</sup>; Laura           Marques<sup>I </sup></b></p>     <p><sup>I </sup>S. de   Pediatria do Centro Materno Infantil do Norte do Centro Hospitalar do Porto.   4050-371 Porto, Portugal. <a href="mailto:inescasfer@gmail.com">inescasfer@gmail.com</a>; <a href="mailto:disilvapinto@hotmail.com">disilvapinto@hotmail.com</a>; <a href="mailto:vlavrador@gmail.com">vlavrador@gmail.com</a>; <a href="mailto:xanofernandes@gmail.com">xanofernandes@gmail.com</a>; <a href="mailto:mariaguilherminareis@hotmail.com">mariaguilherminareis@hotmail.com</a>; <a href="mailto:margguedes@gmail.com">margguedes@gmail.com</a>; <a href="mailto:laurahoramarques@gmail.com">laurahoramarques@gmail.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO </b></p>     <p><b>Introdução</b>: A tosse   convulsa continua a ser uma preocupação em idade pediátrica. Os adolescentes e adultos são reconhecidos como fonte de transmissão   de doença, particularmente para lactentes sem primovacinação completa. Pretende-se caracterizar os casos de tosse convulsa sob o ponto de vista epidemiológico, clínico e terapêutico.</p>     <p><b>Material e   Métodos</b>: Estudo observacional, descritivo, através da análise   retrospetiva dos processos clínicos dos doentes internados por infeção por <i>Bordetella pertussis </i>(identificada por   método de PCR) no Serviço   de Pediatria de um hospital   nível III entre Janeiro de 2005 e Dezembro de 2014.</p>     <p><b>Resultados</b>: Foram   internados 43 doentes,   com uma duração   mediana de oito dias. Verificou-se maior número de internamentos nos anos de 2008 e 2012, com predomínio no Verão.   Apresentavam uma mediana   de idades de 2,5 meses   (mínimo 12 dias, máximo   16 anos), 86,0%   dos quais (n=37)   eram lactentes sem primovacinação completa. Todos os doentes apresentavam tosse e 48,8%   (n=21) tinham contexto   sugestivo de coqueluche. Todos foram medicados com macrólido, com intervalo   entre o início dos sintomas   e da terapêutica, mediano de oito   dias (mínimo 2; máximo 60 dias). Verificou-se coinfeção vírica em 21,6% (n=14). Dez doentes foram internados em cuidados intensivos e registaram-se dois óbitos.</p>     <p><b>Discussão e Conclusões</b>: À semelhança de outros estudos, verificou-se um pico de incidência no ano de 2012. Os lactentes foram o grupo mais vulnerável para infeção por <i>Bordetella   pertussis</i>, com maior número de internamentos. Parecem ser necessárias novas estratégias de prevenção complementares às existentes para reduzir a ocorrência desta infeção neste grupo etário.</p>     <p><b>Palavras-chave:   </b><i>Bordetella pertussis</i>; criança; internamento; tosse convulsa; vacinação</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Background</b>:   Whooping cough remains a concern in pediatric age. Adolescents and adults are   recognized as a source of disease   transmission, particularly for infants without complete primary immunization. The objectives of this study were to characterize clinically and epidemiologicaly hospitalized pediatric cases of pertussis.</p>     <p><b>Material and methods</b>: Retrospective, observational study of   pediatric patients hospitalized at a level III Portuguese hospital with <i>Bordetella pertussis </i>infection confirmed by PCR DNA assay, between January 2005 and December 2014.</p>     <p><b>Results</b>:   Forty-three patients were admitted with an median duration of eight days. We observed a higher number of admissions in 2008 and 2012,   with majority of cases in the   summer. The median age was 2,5 months old (minimum 12 days; maximum   16 years), of which 86.0%   (n=37) infants without complete primary vaccination. All patients had cough and 48.8%   (n=21) had an identified epidemiological contact of pertussis. All were treated   with macrolides, with a mean interval between onset of symptoms and treatment   of eight days (minimum 2; maximum 60 days).   Viral coinfection occurred   in 21.6% (n=14). Ten patients were admitted to intensive care unit and two deceased.</p>     <p><b>Conclusions</b>: Like other studies, there was a incidence peak in 2012. Infants were   the most vulnerable age group to infection by <i>Bordetella pertussis</i>, with   the highest number of hospitalizations. There is a need for additional prevention strategies to improve prevention in this age group.</p>     <p><b>Keywords</b>: <i>Bordetella pertussis</i>; children; hospital; whooping cough; vaccination</p> </font> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"> </font></p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A tosse   convulsa é uma doença causada pela bactéria <i>Bordetella pertussis</i>, um   cocobacilo gram negativo, capsulado, aeróbio facultativo, que tem o ser humano como seu único   reservatório. Trata-se de uma doença com elevado índice de contagiosidade, transmitida pelas secreções respiratórias.<sup>1,2 </sup>O período de   incubação varia entre cinco e dez dias, podendo atingir os 21 dias. A evolução   clínica divide-se em 3 fases: 1)   fase catarral (uma   a duas semanas), caraterizada por sintomas do trato respiratório superior, como coriza, tosse   não produtiva ou febre   baixa; 2) Fase paroxística (2 a 6 semanas), com intensificação da tosse, com   paroxismos que podem   ser acompanhados de cianose e que, tipicamente terminam com um guincho   inspiratório e vómitos; 3) Fase de convalescença (2 a 6 semanas, podendo   prolongar-se durante meses),   na qual se observa   a diminuição progressiva da intensidade e frequência dos paroxismos, desaparecendo o guincho e os vómitos.<sup>3,4 </sup></p>     <p>Trata-se de   uma infeção com elevada morbimortalidade, especialmente em recém-nascidos e   lactentes. Segundo dados da Organização Mundial   de Saúde, a infeção por   <i>Bordetella pertussis </i>ocupa o quinto lugar   nas causas tratáveis de morte em crianças com idade inferior a cinco anos.<sup>5 </sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A introdução da vacina nos anos 40 permitiu uma redução   significativa do número   de casos e mortes por esta patologia em países desenvolvidos. No entanto, nos últimos 15 a 20 anos   tem aumentado a sua incidência a nível mundial, especialmente em adolescentes e lactentes com   menos de cinco   meses.<sup>6 </sup>Este aumento de incidência foi   atribuído a diversos fatores, nos quais se incluem o aumento   da circulação de <i>Bordetella pertussis</i>, a diminuição   da imunidade induzida pela vacina em   adolescentes e adultos, a diminuição da cobertura vacinal   em alguns países desenvolvidos, um maior número de   notificações e testes de   diagnósticos mais precisos. Destes, destaca-se o papel dos adolescentes e   adultos jovens na epidemiologia da doença, como fonte de contágio   e disseminação.<sup>7 </sup></p>     <p>Em Portugal, a vacina contra   a tosse convulsa   foi introduzida no Plano   Nacional de Vacinação em 1965, com consequente   diminuição da incidência desta entidade. Em 2006   procedeu-se à substituição da vacina contra a tosse convulsa do tipo célula completa por uma vacina acelular, que é imunogénica mas menos reatogénica, mais segura e com relação   custo-benefício favorável.<sup>8 </sup>No entanto,   a partir de 2004 tem-se verificado um aumento   do número de casos de doença, com pico em 2005.   De ressalvar, que   em Portugal, entre   2002 e 2006,   95% dos casos   ocorreram em crianças   com idade inferior   a 1 ano, sendo a cobertura vacinal em 2007 de 98,1%.<sup>9 </sup>De acordo   com os dados do Instituto Nacional   de Saúde, entre   os anos de 2010 e 2014,   verificou-se um Portugal   um aumento de incidência no ano de 2012, nomeadamente durante o terceiro trimestre.<sup>10 </sup></p>     <p>Este estudo   teve como objetivo analisar e caraterizar os casos   pediátricos confirmados de tosse convulsa, internados num serviço de Pediatria de um Hospital   nível III do Norte de Portugal, incluindo dados referentes à sua epidemiologia, apresentação clínica, fatores   preditivos de gravidade, terapêutica efetuada, evolução e morbimortalidade.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MÉTODOS </b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Realizou-se um estudo observacional, descritivo, com recurso   à análise retrospetiva dos registos clínicos   dos doentes internados por tosse convulsa, no Serviço de Pediatria de um   hospital nível III do Norte   de Portugal durante   um período de dez   anos (entre Janeiro de 2005   e Dezembro de 2014). Foi   considerado diagnóstico confirmado de tosse convulsa   a presença de um resultado positivo   para <i>Bordetella pertussis </i>ou <i>parapertussis</i>, por técnica   de biologia molecular, por amplificação de ácido   desoxirribonucleico (ADN) por   reação em cadeia   da polimerase em tempo   real (Polymerase Chain   Reaction – PCR),   que amplifica a sequência genética de inserção IS481.</p>     <p>Foram analisadas as seguintes variáveis: sexo, idade gestacional, idade à data do diagnóstico, data e duração   de internamento, apresentação   clínica, estado vacinal, contexto epidemiológico, parâmetros analíticos   (contagem total de leucócitos, linfócitos, plaquetas, proteína C reativa na   admissão e valor máximo), alterações na radiografia torácica, coinfeção vírica,   terapêutica instituída e evolução clínica.   As variáveis categóricas são apresentadas como frequências e percentagens e as   variáveis contínuas como médias e desvio-padrão ou, no caso de não obedeceram a distribuição normal, como medianas e distâncias interquartis.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Durante o período estudado   verificou-se um total   de 43 internamentos por tosse convulsa, dos quais 21 casos (48,9%) nos últimos quatro anos,   sendo o ano   de 2012 o que apresentou um maior número de internamentos (23,3%,   n=10) (<a href="#g1">Gráfico 1</a>). Quase   metade dos internamentos (46,5%) ocorreram nos meses de Verão e cerca de um quarto (23,2%) ocorreu no Inverno (<a href="#g2">Gráfico 2</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="g1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a02g1.jpg" width="395" height="220"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="g2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a02g2.jpg" width="398" height="286"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Dos doentes   internados, 23 (53,5%)   eram do sexo feminino e dez doentes (23,3%) apresentavam comorbilidades / patologia de base, nomeadamente, asma (1), encefalopatia hipóxico-isquémica (1),   homocistinúria (1) e displasia bronco-pulmonar (1). Destes   doentes, oito eram pré-termos, com um mínimo de 27 semanas de gestação (1 caso).</p>     <p>A mediana   de idade ao diagnóstico foi   de 2,5 meses   de vida (P25 1,5 meses P75 4,5 meses),   com um máximo de 16 anos.   Tal como se pode verificar pela distribuição do <a href="#g3">Gráfico 3</a>, 74,5%   (n=32) dos casos foram diagnosticados em lactentes com   menos de quatro   meses, que ainda   não tinham iniciado   a vacinação para a tosse convulsa   ou apresentavam apenas uma dose da   vacina. Este valor aumenta para   86,0% (n=37) quando   incluídos todos os lactentes sem primovacinação completa (idade inferior a seis meses). Registaram-se   três internamentos de adolescentes (12, 15 e 16 anos), que apresentavam vacinação completa (cinco doses), sendo   que dois deles   apresentavam patologia de base (asma e homocistinúria, respetivamente). Todos eles foram internados no contexto de acessos de tosse cianosantes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="g3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a02g3.jpg" width="396" height="290"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na admissão, todos os doentes apresentavam tosse, 90,7% (n=39) tosse paroxística, 32,6% (n=14) tosse associado a guincho   terminal, 53,5% (n=23)   tosse emetizante e 79,1% (n=34)   tosse cianosante.   Em 20 casos (46,4%) havia evidência de dificuldade respiratória e/ou hipoxemia e em nove (20,9%),   foram descritos episódios   de apneia. A febre coexistiu   em apenas quatro doentes (<a href="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a02q1.jpg">Quadro 1</a>). Dos 41 doentes que realizaram estudo   analítico sanguíneo, 48,8% (n=21)   apresentavam leucocitose (máximo   136000/µL), 32,5% (n=15) linfocitose (máximo 40840/µL) e 48,8% (n=21) trombocitose (máximo 885000/µL). A proteína C reativa mediana foi inferior a 1 mg/L (mínimo 0; máximo 90,6 mg/L).</p>     
<p>Dos 40 doentes que realizaram radiografia torácica, cinco   apresentavam imagem de atelectasia segmentar e cinco doentes apresentavam imagem de   consolidação sugestiva de sobre-infeção bacteriana.</p>     <p>Observou-se   coinfeção por vírus respiratórios em 32,6% (n=14), identificando-se vírus   sincicial respiratório (VSR) em cinco casos,   parainfluenza três num caso e influenza B em outro. Nos restantes verificou-se coexistência de mais do que um vírus.   Em todos os casos foi confirmado o diagnóstico por técnicas de PCR, tendo sido num dos casos confirmado pela variação dos títulos por serologia.</p>     <p>O tempo   entre o início   dos sintomas e o início   do tratamento apresentou uma   mediana de oito dias (mínimo 2; máximo 60 dias). Todos os doentes receberam   tratamento com macrólidos,   nomeadamente eritromicina (44,2% 19 doentes) e azitromicina (53,4% 23 doentes); um doente realizou ambos.</p>     <p>Dez doentes   (23,3%) necessitaram de internamento em Unidade   de Cuidados Intensivos Pediátricos, com idade mediana   de 1,5 meses (mínimo 1 mês, máximo 4,5 meses),   dos quais sete tinham   antecedentes de prematuridade. Os motivos de internamento em cuidados intensivos foram apneia (n=4),   insuficiência respiratória aguda (n=4), insuficiência respiratória aguda associada a reação leucemóide (n=1) e convulsões (n=1). Três doentes necessitaram de suporte inotrópico e sete (16,3%)   de apoio ventilatório, três sob a forma de ventilação mecânica   invasiva. Um doente necessitou de reanimação com auto-insuflador.</p>     <p>O <a href="#g4">Gráfico 4</a> ilustra as terapêuticas utilizadas na totalidade da amostra.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="g4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a02g4.jpg" width="389" height="285"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em 21 casos (48,8%)   identificaram-se um ou mais conviventes próximos com clínica   sugestiva de tosse convulsa, na sua   maioria adolescentes ou adultos e apenas em um dos casos,   outra criança. Treze casos negaram contacto com indivíduos doentes e em nove não foi possível estabelecer se tinha havido esse contacto.</p>     <p>Verificaram-se dois   óbitos (4,6%), ambos   em lactentes frutos   de gestação de termo. Um dos óbitos ocorreu num lactente   de 37 dias de vida com co-infeção por VSR, admitido em insuficiência respiratória aguda e que desenvolveu um quadro   de reação leucemóide com critério   de exsanguino-transfusão,   pneumonia bacteriana complicada com derrame pleural, sépsis e trombose   venosa. O outro   óbito foi de uma lactente   de um mês de vida, igualmente em contexto de insuficiência respiratória aguda, complicada com pneumotórax.</p>     <p>À data da alta todos os restantes doentes   se encontravam melhorados. O internamento teve uma duração   mediana de oito dias (P25 5 dias P75 18 dias). Os internamentos mais prolongados (35   e 36 dias) foram de dois lactentes de um e quatro meses e meio, com antecedentes de prematuridade e com necessidade de internamento em cuidados intensivos.</p>     <p>Foi realizada a declaração obrigatória de doença para   cada um dos casos, assim como a profilaxia antibiótica dos contactos.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na última   década verificou-se a reemergência da tosse convulsa em muitos países.<sup>9 </sup>Portugal acompanhou esta tendência   apesar da elevada taxa de cobertura vacinal.<sup>11 </sup></p>     <p>Os resultados obtidos neste estudo   são concordantes com outros estudos publicados recentemente.<sup>12-14 </sup>Observou-se um maior   número de casos   em 2012, seguido   do ano de 2008 (<a href="#g1">Gráfico 1</a>). Este intervalo de quatro   anos, tem sido descrito na literatura como o intervalo de para a ocorrência destes   surtos. As razões para a ocorrência destes surtos não são conhecidas, sendo provavelmente multifactoriais.<sup>4,15 </sup></p>     <p>Verificamos um predomínio de casos no Verão (46,5%),   concordando com uma   distribuição sazonal da doença, altura   em que as condições são mais favoráveis à transmissão da bactéria.<sup>16 </sup></p>     <p>Relativamente à distribuição por sexo, a maioria dos estudos   não mostrou diferença estatisticamente significativa, o que também não verificamos neste estudo.<sup>16 </sup></p>     <p>A tosse   convulsa é uma   doença com maior   prevalência entre os pequenos   lactentes que ainda   não completaram a primovacinação. Este   é o grupo etário com   maior taxa de hospitalização,   por ser o mais suscetível a formas graves   de doença e às suas complicações.<sup>11 </sup>Os estudos   de Grant e Kolos demonstraram uma associação direta   entre o atraso   da vacinação e o risco   de hospitalização por tosse   convulsa.<sup>17,18 </sup>No nosso estudo, 90,9% dos lactentes não tinham   completado a primovacinação e 81% não tinha   recebido nenhuma dose de vacina   (lactentes menores que dois meses), não havendo casos   de incumprimento/atraso do calendário vacinal.</p>     <p>Foram   hospitalizados três adolescentes (12, 15 e 16 anos), dois deles apresentavam   patologia crónica, o que poderá explicar a presença de doença mais grave. No   entanto, todos tinham o esquema vacinal completo, o que poderá levantar a   hipótese de uma perda progressiva da imunidade conferida pela vacina, tal como   já tem vindo a ser descrito na literatura.<sup>19-21 </sup>A verdade é   que a incidência de infeção por <i>Bordetella pertussis </i>em adolescentes e   adultos aumentou na Europa e nos EUA. Estes grupos parecem ser, na atualidade,   o principal reservatório da infecção, resultando num risco maior de transmissão   da doença a lactentes que ainda não iniciaram ou completaram o esquema de primovacinação.9,22,23</p>     <p>As   complicações que mais frequentemente levam ao internamento em Cuidados Intensivos são a apneia/insuficiência respiratória aguda   e as crises convulsivas.<sup>24 </sup>Na nossa   amostra nove casos foram   admitidos na UCIP por apneia   / insuficiência respiratória aguda,   três dos quais   com pneumonia. Apenas um caso foi internado por crises convulsivas.</p>     <p>A precocidade do diagnóstico, antes   das duas semanas   de evolução, pode ficar   a dever-se a uma maior   sensibilização por partes dos   clínicos face ao ressurgimento da tosse convulsa nos últimos anos, bem como a uma maior capacidade de diagnóstico, com a implementação da PCR para o DNA de <i>Bordetella pertussis</i>.</p>     <p>No nosso   estudo encontrámos coinfeção em 14 casos (21,6%), sendo que a associação de <i>Bordetella pertussis </i>com VSR foi encontrada em 16,3%. Este dado é compatível com o   que tem sido descrito, já que a coinfeção com VSR tem sido documentada entre &lt;1% a 16% das infeções por VSR em lactentes   não imunizados ou com imunização incompleta.<sup>8,25 </sup></p>     <p>Em 21 casos (48,8%)   foram identificadas fontes prováveis   de contágio, na sua maioria   adolescentes e adultos   com clínica de tosse   prolongada. Alguns estudos afirmam que 13 a   32% dos adultos com tosse prolongada (1-2 semanas) apresentam infeção por <i>Bordetella     pertussis</i>, pelo que os casos de tosse convulsa reportados em adolescentes e   adultos representariam apenas uma fração do número total de infeções, atendendo a falhas no reconhecimento e diagnóstico desta patologia.<sup>24,26 </sup>Assim, salientamos a importância de investir na identificação e tratamento dos contactos doentes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para uma   proteção mais efetiva por redução da fonte de contágio, tem vindo a ser proposto   uma dose de reforço vacinal em adolescentes e adultos   jovens. Em 2006   o Advisory Committee on Immunization Practices   Americano, à semelhança do que tem sido implementado em diversos países   da Europa (Alemanha, Áustria, Finlândia, França,   Luxemburgo), recomendou que os adolescentes entre os onze e os dezoito anos recebessem   uma dose de vacina pertussis acelular (dTpa), preferencialmente entre os onze e doze anos porque são a principal fonte de contágio das crianças mais pequenas.</p>     <p>Por outro   lado, para proteção dos recém-nascidos e pequenos lactentes, como grupo   de maior morbimortalidade, tem sido proposta a vacinação das   grávidas no terceiro trimestre de   gestação, a administração de uma dose de vacina no período   neonatal e o reforço vacinal dos profissionais de saúde.</p>     <p>Comparativamente   com o boletim epidemiológico nacional e um estudo   publicado referente a uma população pediátrica da   mesma área geográfica, o presente trabalho parece ser   concordante quanto a alguns dados epidemiológicos, nomeadamente ao ano em que se registou   maior número de casos (2012), a época do ano   (Verão) e o grupo etário mais frequentemente afetado.<sup>10,14</sup></p>     <p>Reconhecemos neste   estudo algumas limitações, em particular por se tratar   de um trabalho retrospetivo e de incluir   um único centro. Por   outro lado, este   trabalho apenas representa a população internada, ou seja, provavelmente uma pequena parte do total de casos.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÃO</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Nesta série,   os recém-nascidos e pequenos lactentes foram o   grupo com maior   morbilidade e os dois casos   fatais estavam incluídos   nesta faixa etária. O ano de 2012 foi o que registou   maior número de casos, seguido   de 2008. Este intervalo de quatro anos levanta a reflexão de se poder   tratar de um aumento periódico do número de casos, que apenas poderá ser confirmado com um estudo mais prolongado no tempo.</p>     <p>O internamento por tosse convulsa   na adolescência é raro.   No entanto tivemos três internamentos em adolescentes, dos quais dois com doença crónica e todos com esquema vacinal completo, o que poderá   fazer questionar a possível perda   progressiva da resposta imunológica à vacina.</p>     <p>É essencial manter uma vigilância clínica e epidemiológica da tosse convulsa. É necessário desenvolver e aplicar estratégias de prevenção complementares às existentes nos grupos etários de maior risco.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>1.             Munoz FM, Keitel WA. Progress in the diagnosis,   prevention and treatment   of pertussis. Curr Infect Dis Rep 2003; 5:213-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100636&pid=S0872-0754201600060000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2.             Long SS. Pertussis (<i>Bordetella pertussis </i>and <i>Bordetella   parapertussis</i>). In: Kliegman RM, Stanton BF, St Geme III JW, Schor   NF, Behrman RE.   Nelson Textbook of Pediatrics. Philadelphia: W B Saunders, 2016; 1377-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100638&pid=S0872-0754201600060000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3.             Correia P, Tavares M. Linhas de   orientação para o diagnóstico e terapêutica de tosse convulsa. 2010. (Acedido em Dezembro de 2015).   Disponível em: <a target="_blank" href="http://www.spp.pt/UserFiles/file/Protocolos_SPP/Tosse_Convulsa_2010.pdf">http://www.spp.pt/UserFiles/file/Protocolos_SPP/Tosse_Convulsa_2010.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100640&pid=S0872-0754201600060000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4.             Fisher D, Snyder   J. Pertussis in childhood. Pediatr Rev 2012; 33:412-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100641&pid=S0872-0754201600060000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5.             WHO Challenges in global immunization and the Global Immunization Vision   and Strategy 2006-2015. Wkly Epidemiol Rec 2007; 87: 190-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100643&pid=S0872-0754201600060000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6.             CDC Especiales. Tos ferina: lo que debe saber. Outubro,   2015. (Acedido em Dezembro de 2015). Disponível em: <a target="_blank" href="http://www.cdc.gov/pertussis/">http://www.cdc.gov/pertussis/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100645&pid=S0872-0754201600060000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7.             Cornia P, Lipsky B, Calderhood S, Kaplan S, Baron E. Bordetella pertussis   infection: Epidemiology, microbiology and pathogenesis of Bordetella pertussis infection. Outubro, 2015. (Acedido em Dezembro de 2015). Disponível em: <a target="_blank" href="http://www.uptodate.com/contents/bordetella-pertussisinfection-epidemiology-microbiology-and-pathogenesis">http://www.uptodate.com/contents/bordetella-pertussisinfection-epidemiology-microbiology-and-pathogenesis</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100646&pid=S0872-0754201600060000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>8.             D’elia C, Casimiro A,   Mendes P. Novas estratégias de prevenção da tosse   convulsa. Acta Med Port 2011; 42:16471.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100647&pid=S0872-0754201600060000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9.             Zepp   F <i>et al</i>. Rationale for pertussis booster vaccination throughout life in Europe. Lancet Infect Dis 2011;11:557-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100649&pid=S0872-0754201600060000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10.          Santos MA, Pereira B,   Furtado C. Tosse convulsa em Portugal: análise retrospetiva de casos clínicos suspeitos de infeção por <i>Bordetella pertussis </i>no período   2010-2014. Boletim epidemiológico 2015; 4:12-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100651&pid=S0872-0754201600060000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11.          DSP – ARSN, I.P.   Caracterização dos casos de tosse convulsa ocorridos na região Norte entre 2004   e 2006. Departamento de Saúde   Publica – Administração Regional de Saúde do Norte I.P. Abril, 2008.   (Acedido em Dezembro de 2015). Disponível em: <a target="_blank" href="http://portal.arsnorte.minsaude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conteudos/SaudePublicaConteudos/DDO_Pertussis_Relatorio0406.pdf">http://portal.arsnorte.minsaude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/ Sa%C3%BAde%20P%C3%BAblica%20Conteudos/DDO_ Pertussis_Relatorio0406.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100653&pid=S0872-0754201600060000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>12.          Wood   N, McIntyre P. Pertussis: review of epidemiology, diagnosis, management and prevention. Paediatr Resp Rev 2008; 9: 201-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100654&pid=S0872-0754201600060000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13.          Bamberger E, Srugo I. What is new in pertussis. Eur J Pediatr 2008; 167: 133-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100656&pid=S0872-0754201600060000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14.          Grenha J, Maia C, Fonseca   J, Moreira D, João A. Estudo clínico-epidemiológico da infeção por <i>Bordetella pertussis </i>num hospital português de nível III. 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Clin Infect Dis 2009; 49:1565-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100662&pid=S0872-0754201600060000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17.          Grant C, Roberts   S, Scragg R, Stewart J, Lennon D, Kivell D, <i>et al</i>. Delayed immunization and risk of pertussis in infants; unmatched case-control study. BMJ 2003; 326:852-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100664&pid=S0872-0754201600060000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18.          Kolos V, Menzies R, McIntyre P. Higher pertussis hospitalization rates in indigenous Australian infants and delayed vaccionation. Vaccine 2007; 25:588-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100666&pid=S0872-0754201600060000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19.          Wandelboe AM, Van Rie A, Salmaso S, Englund JA. Duration   of immunity against pertussis after natural infection or vaccination. Pediatr   Infect Dis J 2005; 24: 58-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100668&pid=S0872-0754201600060000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20.          Cherry JD. The epidemiology of pertussis: A comparison of the   epidemiology of the disease pertussis with the   epidemiology of <i>Bordetella pertussis </i>infection. Pediatrics 2005; 115:14227.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100670&pid=S0872-0754201600060000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21.          Blangiardi F, Ferrera G. Reducing the risk of pertussis in newborn infants. J Prev   Med Hyg 2009; 50: 206-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100672&pid=S0872-0754201600060000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22.          EUVAC-NET. EUVAC-NET pertussis surveillance report 2003–2007. 2009. (Acedido em Dezembro de 2015). Disponível em: <a target="_blank" href="http://ghdx.healthdata.org/record/euvacnet-pertussis-surveillance-report-2003-2007">http://ghdx.healthdata.org/record/euvacnet-pertussis-surveillance-report-2003-2007</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100674&pid=S0872-0754201600060000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>23.          CDC. Summary   of Notifiable Diseases—United States, 2007. MMWR Morb Mortal Wkly Rep 2009; 56:1–94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100675&pid=S0872-0754201600060000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24.          Namachivayam P, Shimizu K, Butt W. Pertussis: Severe clinical presentation in pediatric intensive care and its relation to outcome. Pediatr Crit Care Med 2007;8:207-11&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100677&pid=S0872-0754201600060000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>25.          Nuolivirta   K, Koponen P, He Q, Halkosalo A, Korppi M, Vesikari T, <i>et al</i>. Bordetella pertussis Infection Is Common in Nonvaccinated Infants Admitted   for Bronchiolitis. Pediatr Infect Dis J 2010; 29:1-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100678&pid=S0872-0754201600060000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26.          Cherry JD. Comparison of the epidemiology of the disease pertussis vs. the epidemiology <i>Bordetella pertussis </i>infection. Pediatr Res 2003; 53:324A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100680&pid=S0872-0754201600060000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA    <br> </a></b>Inês Ferreira     ]]></body>
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