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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diz-me como dormes: hábitos e problemas de sono em crianças portuguesas em idade pré-escolar e escolar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: Given the risk of significant organic and behavioral morbidity, it is crucial to evaluate sleep problems in clinical practice. Objectives: To evaluate sleep habits and problems in prescholar and scholar children and compare the results with other studies. Material and Methods: Children’s Sleep Habits Questionnaire Portuguese version (CSHQ-PT) was applied to parents of children (4-10 years old) attending daycare centers and elementary schools in Vila Nova de Famalicão county. Results: 107 pre-scholar and 122 scholar children were included (n=229), mean age 6,3 years. 54,1% were boys. 37,3% of children shared the bedroom with another relative . Mean bedtime was 21h:41m and mean wake-up time was 7h:20m. Mean sleep duration was 9.7hours, being longer in pre-scholars (p<0.001).The prevalence of global sleep disturbances was 75,7% and the mean CSHQ-PT total score was 47,05, being higher in pre-scholars (p=0,001). Pre-scholars also scored higher on bedtime resistance (p<0,001), sleep onset delay (p=0,046) and night wakening (p<0,001). Bedtime resistance and sleep anxiety scores were higher in only children (p=0.003). The prevalence of enuresis was 7,7%, restless sleep 52,7% and bruxism 22,2%. Conclusion: In this study, children tend to fall asleep later and sleep less than in other studies. A high prevalence of sleep problems was found, specially in pre-scholar children, which claims a different approach of this subject in pediatrician´s clinical practice.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">        <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS | ORIGINAL ARTICLES </b></p>        <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Diz-me como   dormes: hábitos e problemas de sono em crianças portuguesas em idade   pré-escolar e escolar</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Tell me how you sleep: sleep habits and problems in portuguese pre-scholar and scholar children</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Susana Lopes<sup>I</sup>; Filipa   Almeida<sup>I</sup>; Sylvia   Jacob<sup>I</sup>; Margarida   Figueiredo<sup>I</sup>; Clara Vieira<sup>I</sup>; Fernanda   Carvalho<sup>I   </sup></b></p>     <p><sup>I </sup>S. de   Pediatria do Centro Hospitalar do Médio Ave. 4780-371 Santo Tirso, Portugal. <a href="mailto:flipalmeida@hotmail.com">flipalmeida@hotmail.com</a>; <a href="mailto:sylviamhelder@gmail.com">sylviamhelder@gmail.com</a>; <a href="mailto:vieira.clara@gmail.com">vieira.clara@gmail.com</a>; <a href="mailto:fmjcarvalho@msn.com">fmjcarvalho@msn.com</a></p> <a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO </b></p>     <p><b>Introdução: </b>A avaliação   dos problemas de sono é crucial   na clínica diária, devido aos potenciais problemas   orgânicos e comportamentais a eles associados.</p>     <p><b>Objetivos: </b>Avaliar os hábitos e problemas de sono em crianças em idade pré-escolar e escolar e comparar os resultados com outros estudos.</p>     <p><b>Material e   métodos: </b>Aplicação da versão portuguesa   do <i>Children’s Sleep Habits     Questionnaire </i>(CSHQ-PT) aos pais de crianças frequentadoras de infantários ou escolas primárias no concelho de Vila Nova de Famalicão.</p>     <p><b>Resultados: </b>Foram incluídas 107 crianças pré-escolares e 122 escolares (n=229),   com idade média de 6,3 anos e 54.1%   eram rapazes. A prevalência de crianças que partilhavam o quarto foi de 37.3%.   A hora média de deitar   foi 21h:41m e de   levantar 7h:20m. A duração total   média de sono foi 9,7 horas,   sendo maior nos pré-escolares (p&lt;0.001). A prevalência global de problemas de sono foi 75.7%   e a pontuação média total   no CSHQ-PT foi 47.05,   maior nos pré-escolares (p=0.001). Os pré-escolares pontuaram mais alto nos   <i>items </i>resistência na hora de deitar (p&lt;0,001), início do sono (p=0.046) e despertares noturnos   (p&lt;0.001). A resistência na hora de deitar e ansiedade relacionada com o sono foram maiores   nos filhos únicos   (p=0.003). A prevalência de enurese noturna   foi 7,7%, sono agitado 52.7% e bruxismo 22.2%.</p>     <p><b>Conclusão: </b>As crianças   incluídas tendem a adormecer mais tarde e dormir menos   relativamente a outros   estudos. Foi encontrada uma elevada prevalência de problemas de sono, principalmente em idade pré-escolar, realçando a necessidade de uma diferente abordagem deste tema na prática clínica do pediatra.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>sono; criança; hábitos; problemas; escolar; pré-escolar</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Background: </b>Given the risk of significant organic and behavioral morbidity, it is crucial   to evaluate sleep problems in clinical practice.</p>     <p><b>Objectives: </b>To evaluate sleep   habits and problems   in prescholar and scholar children   and compare the results with other studies.</p>     <p><b>Material and Methods: </b>Children’s Sleep   Habits Questionnaire   Portuguese version (CSHQ-PT) was applied to parents of children   (4-10 years old) attending daycare centers and elementary schools in Vila Nova de Famalicão county.</p>     <p><b>Results: </b>107   pre-scholar and 122 scholar children were included (n=229), mean age 6,3 years.   54,1% were boys.   37,3% of children shared the bedroom with another relative . Mean bedtime was 21h:41m and mean wake-up time was 7h:20m. Mean sleep   duration was 9.7hours, being longer in pre-scholars   (p&lt;0.001).The prevalence of global sleep disturbances was 75,7% and the mean   CSHQ-PT total score was 47,05, being higher in pre-scholars (p=0,001).   Pre-scholars also scored higher on bedtime resistance   (p&lt;0,001), sleep onset delay (p=0,046) and night wakening (p&lt;0,001).   Bedtime resistance and sleep anxiety   scores were higher   in only children   (p=0.003). The prevalence of enuresis was   7,7%, restless sleep 52,7% and bruxism 22,2%.</p>     <p><b>Conclusion: </b>In this study,   children tend to fall asleep   later and sleep less than in other studies.   A high prevalence of sleep problems was found, specially in   pre-scholar children, which claims a different approach of this subject in pediatrician´s clinical practice.</p>     <p><b>Keywords: </b>sleep; children; habits; problems; pre-scholar; scholar</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO </b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O sono é um processo fisiológico, ativo e dinâmico   e representa uma atividade diária   crucial para o crescimento e desenvolvimento da criança.<sup>1-3 </sup>Os hábitos   de sono são   influenciados por fatores de diversa ordem:   biológicos, psicológicos, estadio de desenvolvimento, ambientais,   familiares e socio-culturais.<sup>1,4,5 </sup>Hábitos de   sono inadequados acarretam efeitos deletérios a vários níveis, nomeadamente perturbação na regulação emocional   e comportamental, quebra   do rendimento cognitivo e escolar, aumento   do risco de acidentes, alterações do crescimento,   obesidade, entre outros.<sup>2,6-8 </sup>Por outro   lado, o impacto   dos maus hábitos e problemas do sono da criança exerce-se   também a nível da qualidade de vida dos pais, afetando   o seu bem-estar e   desempenhos pessoal e profissional.<sup>3,5,9 </sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pelo impacto   negativo no bem-estar das crianças e seus cuidadores, torna-se crucial conhecer   os hábitos de sono nesta população específica, assim como   identificar eventuais problemas. Alguns trabalhos internacionais têm surgido   com o intuito de avaliar os hábitos e problemas de sono na população pediátrica, sendo que também   em Portugal vários   autores têm contribuído para um maior conhecimento   desta realidade.<sup>2,4,6-8,10,11-14 </sup>Com o   presente trabalho, os autores pretenderam avaliar os hábitos e problemas de sono em crianças de idade pré-escolar e escolar num concelho do norte do país e comparar os resultados obtidos   com outros dados nacionais e internacionais.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MÉTODOS</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Foi realizado um estudo transversal envolvendo crianças entre os quatro e os dez anos frequentadoras de três jardins   de infância e duas escolas primárias   do concelho de Vila Nova de   Famalicão. Os estabelecimentos de ensino foram selecionados aleatoriamente e os hábitos   e problemas de sono foram   avaliados através da versão portuguesa validada do Children’s Sleep Habits Questionnaire (CSHQ-PT), questionário de preenchimento pelos pais, tendo em conta   o padrão de sono na semana prévia ao preenchimento do questionário.<sup>9 </sup>O CSHQ foi   originalmente desenvolvido nos Estados Unidos   da América como instrumento de rastreio para   hábitos e problemas relacionados com o sono.<sup>15 </sup>É composto   por 33 questões aos quais os pais respondem de acordo com a frequência do comportamento em questão: habitualmente (5-7x/semana),   às vezes (2-4x/semana) e raramente (0-1x/semana). Somando as pontuações obtidas nas 33 questões,   é possível calcular   a cotação total do questionário (Índice de Perturbação do   Sono IPS) e cotações de oito subescalas: resistência em ir para a cama, início   do sono, duração do sono, ansiedade associada ao sono,   despertares noturnos, parassónias, perturbação respiratória do sono e sonolência diurna (<a href="#q1">Quadro 1</a>).   Valores mais elevados nas cotações   correspondem a mais problemas relacionados com o sono. Para   cálculos de prevalência, consideraram-se positivos comportamentos que ocorreram 2-4x/semana ou mais frequentemente. Através de um questionário paralelo, foram ainda   recolhidos dados para caracterização da amostra: idade, género, agregado familiar, presença ou ausência   de irmãos e partilha do quarto   com outros familiares. Usaram-se como critérios de inclusão a idade   elegível e a vontade dos   pais em participar e foram excluídos os questionários preenchidos em menos de 50%. Os questionários foram distribuídos pelos estabelecimentos de ensino de 1 de março a 30 de abril de 2014.</p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a03q1.jpg" width="400" height="862"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para comparação com outros dados   nacionais e internacionais, foram selecionados estudos   em que foi usado o mesmo   questionário, encontrando-se as suas características principais (tamanho da amostra   e idade dos participantes) resumidas no <a href="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a03q2.jpg">quadro 2</a>.</p>     
<p>Para tratamento estatístico foi utilizado o programa SPSS for   Windows® versão 17.0 e para comparação de proporções   e médias utilizaram-se o teste   de Chi<sup>2 </sup>e teste   t para amostras independentes, respetivamente, considerando-se significativo quando p&lt;0.05.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Foram distribuídos um total de 453 questionários, com uma taxa de resposta de 52%. Excluíram-se sete questionários, tendo-se   obtido um número   total de 229   questionários. A média   de idade dos participantes foi de 6,3 anos e a mediana   de 6 anos, com idades mínima e máxima de quatro e dez anos,   respetivamente. De entre os participantes, 107 (46.7%) tinham idade   pré-escolar (4-5 anos)   e 122 (53.3%) idade escolar   (6-10 anos). Do total   da amostra, 124 (54.1%) eram do sexo masculino e 95   (41.5%) eram filhos únicos. A maioria (62.7%)   das crianças tinha um   quarto próprio, enquanto que 30.7% e 6.6% partilhavam o quarto com irmãos e com um/ambos os progenitores, respetivamente.</p>     <p>O <a href="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a03q2.jpg">quadro 2</a>  resume os resultados obtidos relativamente à   avaliação aos horários de deitar e levantar   e duração total de   sono em dias de semana e apresenta   também os valores   obtidos por outros   autores. A duração   total de sono inclui o sono   noturno e as sestas e foi estimado   pelos pais. Ao fim de semana, as crianças, em média, iam para a cama 1h00m mais tarde (22h41m) e a acordavam 2h20m mais tarde   (09h40m). A grande maioria (84.9%) dos pais   afirmou que o seu filho   habitualmente dormia a quantidade de tempo necessária. Não se encontraram diferenças estatisticamente significativas na hora de ir para a   cama ou acordar   quando se compararam os géneros ou as   crianças pré-escolares e escolares. Contudo, a duração total de sono foi   maior nos pré-escolares, relativamente aos escolares (10.1 horas <i>vs   </i>9.3 horas, p&lt;0.001). 29.7% dos participantes dormiam a sesta durante   o dia, principalmente os pré-escolares   (54.3% vs 7.5%, p&lt;0.001). Apesar   de existir uma tendência para uma   relação inversamente proporcional, não se encontrou uma correlação estatisticamente significativa entre a duração   total de sono e a cotação   de sonolência diurna (p=0.074).</p>     
<p>No <a href="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a03q3.jpg">quadro 3</a>  são apresentados os principais resultados obtidos no que diz respeito aos problemas de sono, bem como   a análise comparativa entre idade   pré-escolar e escolar   e crianças filhas   únicas e com irmãos. O <a href="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a03q4.jpg">quadro 4</a> apresenta os resultados obtidos   por outros autores.   O IPS da amostra foi de 47.05 pontos, tendo sido significativamente superior nos pré-escolares (p=0.001). Utilizando o ponto de corte de 41 pontos   proposto originalmente, a prevalência global   de perturbações do sono   foi de 75.7%. Aplicando o ponto de corte de 48 pontos   sugerido como mais adequado   à população portuguesa, a prevalência de perturbações do sono baixou   para 44.5%.<sup>2,15 </sup>Comparativamente às crianças em idade escolar,   os pré-escolares apresentaram maior resistência na hora de   ir para a cama (p&lt;0.001), adormecendo menos frequentemente sozinhos   (p&lt;0.001), mais frequentemente na cama dos pais ou irmãos   (p=0.008) e precisando mais frequentemente da mãe ou do pai no quarto   para adormecer (p&lt;0.001). Do mesmo modo,   os pré-escolares apresentaram mais problemas relacionados   com o início do sono (p=0.04) e com os despertares noturnos   (p&lt;0.001), acordando mais   frequentemente durante a noite (p=0.013) e indo mais frequentemente para a cama dos pais/outra pessoa a meio da   noite (p&lt;0.001). Por   outro lado, comparativamente às crianças com   irmãos, os filhos únicos apresentaram maior resistência na hora de ir para a cama (p=0.001), adormecendo menos frequentemente sozinhos (p=0.009), necessitando mais frequentemente da mãe ou pai no quarto para adormecer (p&lt;0.001) e lutando mais na hora de ir para a cama (p=0.013). Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas no IPS ou nas   cotações das 8 subescalas quando comparados os géneros, crianças   com quarto próprio   <i>vs </i>quarto partilhado e crianças que viviam   com um ou com ambos os progenitores.</p>     
<p>No que diz respeito   às parassónias, obtiveram-se as seguintes   prevalências: enurese noturna (excluindo as crianças menores de 5 anos) 7.7%, sonilóquia 40.4%,   sono agitado 52.7%, sonambulismo   2.2%, bruxismo 22.2%, pesadelos 17.7%  e   terrores noturnos 9.7%.   Os terrores noturnos   (13.3% <i>vs </i>5.9%) e o sonambulismo (3.9%   <i>vs </i>0.9%) foram mais prevalentes no subgrupo dos pré-escolares (p&lt;0.001).</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO E CONCLUSÕES</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Os resultados obtidos contribuíram para   um melhor conhecimento acerca dos hábitos   e problemas de sono em crianças   pertencentes à área de influência do nosso centro hospitalar,   salientando, também, a importância dos aspetos   socio-culturais na determinação de diferentes padrões de sono em crianças de países distintos.</p>     <p>Adotando-se o ponto de corte proposto   originalmente de 41 pontos, a prevalência global   de problemas de sono na amostra   analisada foi de 75.7% e superior ao descrito na literatura.<sup>2,4,7 </sup>Recentemente, foi proposto um novo valor   que será mais adequado   à população portuguesa, tendo-se obtido   com a sua utilização uma prevalência de problemas de sono mais baixa (44.5%),   mas ainda alarmante   e superior à obtida por outros autores.<sup>2,4,7 </sup>Noutro estudo português recente   publicado em 2015, a prevalência global de problemas   do sono foi superior (74.0%),   não obstante o facto   de os autores terem utilizado um ponto de corte inferior (44 pontos) e   teoricamente menos ajustado à população portuguesa.<sup>14 </sup>Comparativamente ao IPS encontrado noutros trabalhos,   os resultados apresentados apontam para a existência de mais problemas de sono na população estudada.   Este achado poder-se-á prender com o facto de o presente estudo apresentar uma média de idades inferior,   com uma maior inclusão de crianças   em idade pré-escolar, onde os problemas de sono foram mais   frequentes. Não obstante, estes resultados realçam   uma vez mais a   necessidade de uma melhor abordagem desta temática, também   na atividade assistencial diária. Tal como referido, e à imagem   do encontrado noutro   trabalho português, o grupo em idade   pré-escolar obteve uma pontuação total superior aos escolares, enfatizando a necessidade de uma intervenção desde uma idade muito precoce na promoção   de hábitos de sono adequados.<sup>14 </sup>Da análise   comparativa entre pré-escolares e escolares, o primeiro grupo apresentou mais problemas relacionados com a resistência na hora de ir para a cama e com o início do sono, traduzindo o desenvolvimento normal   da criança, que adquire gradualmente uma maior   independência e autonomia relativamente ao  sono.<sup>4,8,16,17 </sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro   lado, os filhos   únicos apresentaram, também,   maior resistência em ir para   a cama e ansiedade relacionada com o sono relativamente às crianças com irmãos. Este achado está bem documentado em trabalhos envolvendo a população chinesa,   onde, devido à política   do filho único,   existe uma grande   prevalência de crianças sem   irmãos.<sup>6 </sup>Segundo estes autores, os resultados   refletem algumas características psicoafectivas dos filhos   únicos, caracterizados como tendo uma personalidade mais ditadora e   autoritária.<sup>6 </sup>Ao contrário de outros   trabalhos que encontraram um IPS mais elevado   no género feminino   e em crianças com família monoparental, no presente estudo   não foram encontradas diferenças significativas entre   géneros nem relativamente ao estado civil dos pais. Apesar   de alguns autores   terem sugerido que as   crianças que partilhavam o quarto apresentariam menor duração   total do sono e maior   prevalência de distúrbios do sono, não   foram encontradas diferenças significativas entre as crianças que dormiam em quarto próprio   comparativamente às com quarto partilhado.<sup>7 </sup>No caso das parassónias, as prevalências obtidas vão de encontro ao descrito na literatura.<sup>7,12,17 </sup>Apesar de o resultado encontrado não ser estatisticamente significativo, a perturbação respiratória foi superior no grupo dos   escolares. Este facto, também já verificado por outros autores,   foi algo inesperado, dada a maior   incidência de patologia predisponente para esta perturbação em crianças em idade pré-escolar.<sup>14 </sup></p>     <p>No que diz respeito aos hábitos de sono, como indicado   no <a href="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a03q2.jpg">quadro 2</a>, os horários de ir para a cama e levantar nos dias de semana   foram muito semelhantes aos mencionados por outros autores portugueses, mas diferentes de outros países ocidentais   e orientais. De um modo global, as crianças   incluídas deitavam-se   mais tarde do que as crianças residentes em outros países ocidentais, à exceção   de Espanha. Tratando-se de um trabalho um pouco mais recente, para além de os resultados obtidos serem fruto das   influências culturais,   estes podem refletir uma nova realidade do   dia-a-dia das famílias   portuguesas, onde os pais chegam cada vez mais tarde a casa, com refeições   mais tardias, tentando compensar   no período noturno o tempo de lazer passado com os filhos. Por   outro lado, o horário mais tardio de ir para a cama nos países   orientais relativamente à nossa amostra,   poderá prender-se com o fato de   tipicamente estes países terem um padrão   de ensino mais rigoroso,   com maior carga diária de trabalhos   de casa.<sup>6</sup> Por seu turno, a hora de levantar   das crianças incluídas neste estudo foi globalmente mais tardia, podendo ser explicada por diferentes horários   escolares, uma vez que, por exemplo,   nos países orientais a escola se   inicia pelas 7h:30m.<sup>6</sup> Em termos de hábitos   de sono, os autores   salientam o fato de que a duração total de sono ter sido, também, globalmente inferior à encontrada   noutros trabalhos e inferior   às recomendações internacionais para a faixa etária   incluída.<sup>16,18,19</sup> À imagem   de outros trabalhos,   no presente estudo   verificou-se uma   tentativa de compensar a duração   do sono semanal   ao fim de semana, onde a duração   total do sono foi superior.   <sup>2,14,16 </sup>Esta é uma   prática descrita,   com uma tendência a aumentar   desde a infância até à adolescência e um potencial sinal indireto de uma duração de   sono insuficiente nos dias de semana. Esta prática é desaconselhada por alguns autores por poder alterar de forma importante o ritmo circadiano da criança ou adolescente, com consequente</p>     
<p>hipersónia diurna ou outras queixas relacionadas com a privação do sono.<sup>20</sup> Comparando os pré-escolares e escolares,   os horários foram semelhantes, mas com uma duração total de sono superior nos pré-escolares, à custa da maior prevalência de sestas diurnas neste grupo. De realçar que 7.5% das crianças   em idade escolar dormiam ainda a sesta,   resultado inesperado, atendendo ao facto de   os horários escolares   não predisporem a esta prática   e não sendo esta recomendada em idade escolar.   Apesar de se ter verificado   uma duração total de sono insuficiente, a maioria   dos inquiridos afirmou   que o seu filho/a   dormia o tempo necessário, realçando a necessidade de um reforço constante das medidas relacionadas com uma boa higiene do sono, por exemplo, na prática clínica   do pediatra. Não foi encontrada   uma relação estatisticamente   significativa entre a duração total do sono e a sonolência   diurna, podendo-se dever este fato à compensação pelas sestas ou ao não reconhecimento dos sinais de sonolência   diurna pelos pais. Por outro lado, é sabido que nas crianças em idade mais jovem a   privação do sono se pode manifestar mais frequentemente por   comportamentos externalizantes, como a hiperatividade, e uma maior   reatividade emocional, em detrimento   dos sinais típicos de   sonolência diurna presentes nos adolescentes a adultos.<sup>21,22 </sup></p>     <p>A prevalência de crianças que partilhavam o quarto com outro familiar foi de 37.3%,   inferior à encontrada em países asiáticos, onde esta prática, assim como a partilha da mesma cama   é globalmente aceite, justificada pela existência de casas sobrelotadas, com agregados familiares a envolverem várias   gerações, assim como pela presença de uma política   de maior coletivismo e valorização das relações   interpessoais e da harmonia social.<sup>6 </sup>Por outro   lado, a prevalência obtida foi significativamente superior à encontrada num estudo holandês, onde apenas 10%   das crianças partilhavam o quarto com um irmão   e menos de 1%   com os pais, traduzindo uma vez mais o impacto dos fatores socio-culturais e educacionais nos padrões de sono.<sup>4 </sup></p>     <p>Os autores   apontam várias limitações ao presente estudo, desde logo o fato de ter envolvido crianças   de uma área geográfica   restrita e apenas crianças pré-escolares frequentadoras de estabelecimentos de ensino (não   foram incluídas crianças ao cuidado de familiares ou amas), dificultando a generalização dos resultados à população portuguesa. Por outro lado,   os dados apresentados refletem   apenas a realidade   do período escolar, não avaliando os hábitos   e perturbações de sono no tempo de férias. Do mesmo modo,   não foram discriminadas entre os participantes as co-morbilidades ou medicamentos capazes   de interferir com   o padrão de sono. Finalmente, a diferença na média   de idades das crianças incluídas nos vários trabalhos torna comparação dos resultados menos rigorosa.</p>     <p>Não obstante   as limitações apresentadas, este trabalho contribuiu para um melhor   conhecimento acerca dos hábitos e problemas de sono numa   amostra de crianças portuguesas. Os   resultados obtidos foram globalmente preocupantes, podendo contribuir para a   sua melhoria uma melhor abordagem desta temática na consulta de Pediatria e de Saúde   Infantil, aliada a uma   formação mais abrangente de pais e educadores, nomeadamente através da realização de campanhas de sensibilização e sessões de formação.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>1.             Carter KA, Hathaway NE, Lettieri   CF. Common Sleep Disorders in Children. <i>Am Fam Physician </i>2014;89:368-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105775&pid=S0872-0754201600060000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>2.             Silva FG, Silva CR,   Braga LB, Neto   AS. Hábitos e problemas de sono dos dois aos dez anos: estudo populacional. <i>Acta Pediatr Port </i>2013;44:196-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105777&pid=S0872-0754201600060000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3.             Maia  I,    Pinto  F.  Hábitos    de  Sono.  <i>Nascer  e  Crescer </i>2008;17:9-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105779&pid=S0872-0754201600060000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4.             van Litsenburg RRl, Waumans RC, van den Berg G, Gemle   RJB. Sleep habits ans   sleep disturbances in Dutch children: a population-based study. <i>Eur J Pediatr </i>2010;169:1009-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105781&pid=S0872-0754201600060000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5.             Almeida, F, Mendes C, Carvalho S, Figueiredo M, Fonseca P. Hábitos e distúrbios de sono na primeira infância. <i>Ecos do Minho </i>2013;8:51-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105783&pid=S0872-0754201600060000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6.             Liu X, liu L, Owens J, Kaplan DL. Sleep Patterns and Sleep Problems Among School children in the United States and China. <i>Pediatrics </i>2005;15:241-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105785&pid=S0872-0754201600060000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>7.             Wang G, Xu G, Liu Z,   Ma R, Zhang E. Sleep patterns and sleep disturbances among Chinese   school-aged children: prevalence and associated factores. <i>Sleep Medicine </i>2013;14:45-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105787&pid=S0872-0754201600060000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8.             Iwadare Y, Kamei Y, Oiji A, Doi Y, Usami M, Kodaira M et al. Study of sleep patterns, sleep habits, and sleep problems in Japanese elementay shcool   children using the CSHQ-J.   <i>Kitasato Med J </i>2013;43:31-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105789&pid=S0872-0754201600060000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9.             Silva FG, Silva CR, Braga LB, Neto AS. Portuguese Children’s Sleep Habits   Questionnaire validation and crosse-cultural comparison. <i>J Pediatrs (Rio Jan) </i>2014;90:78-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105791&pid=S0872-0754201600060000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10.          Canet T. Sleep-wake habits in Spanish primary school children. <i>Sleep Med </i>2010;19:917-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105793&pid=S0872-0754201600060000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11.          Borges T, Azevedo M, Fonseca P, Torres P, Costa FM. Hábitos de Sono. <i>Saúde Infantil </i>2000;22:61-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105795&pid=S0872-0754201600060000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>12.          Mendes LR, Fernandes A, Garcia FT. Hábitos e perturbações do sono em crianças em idade escolar. <i>Acta Pediatr Port </i>2004;35:341-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105797&pid=S0872-0754201600060000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13.          Morais S, Veiga Z, Estevão H. Habitos   e perturbações do sono numa população pediátria de Coimbra. <i>Saúde Infantil </i>2007;29:15-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105799&pid=S0872-0754201600060000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14.          Arriaga C, Brito S, Gaspar P, Luz A. Hábitos e perturbações do sono: caracterização de uma amostra pediátrica na comunidade. <i>Acta Pediatr Port </i>2015; 46:367-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105801&pid=S0872-0754201600060000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15.          Owens JA,   Spirito A, McGuinn   M, Nobile C. Sleep habits   and sleep disturbances in elementary shoool-aged children. <i>J Dev Behav Pediatr </i>2000;21:27-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105803&pid=S0872-0754201600060000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16.          Nunes    ML.  Distúrbios  do    sono.  <i>Jornal  de Pediatria </i>2002;72:S63-S72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105805&pid=S0872-0754201600060000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>17.          Busse SR e Baldini SM. Distúrbios do Sono em Crianças. <i>Pediatria (São Paulo) </i>1994;16:161-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105807&pid=S0872-0754201600060000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18.          Iglowstein I, Jenni OG, Molinari L e   Largo RH. Sleep   duration from infancy   to adolescence: reference values and generational trends. <i>Pediatrics </i>2003;111:302-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105809&pid=S0872-0754201600060000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19.          National Sleep   Foundation. Sleep time   recommendations [consultado em 15 de março de 2016]. Disponível em <a target="_blank" href="http://sleepfoundation.org">http://sleepfoundation.org</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105811&pid=S0872-0754201600060000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>20.          Milman RP. Excessive spleepiness in Adolescents and Young Adults: Causes, Consequences and treatment strategies. <i>Pediatrics </i>2005;115:1774-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105812&pid=S0872-0754201600060000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21.          Astill RG, Van der   Heijden KB, Van Ijzendoorn MH, Van Someren EJ. Sleep, cognition, ans behavioral problems in school-age children: a century of research meta-analyzed. <i>Psychol Bull </i>2012;138:1109-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105814&pid=S0872-0754201600060000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22.          Nixon GM, Thompson JM, Han DY, Becroft DM, Clark PM, Robinson E <i>et al</i>. Short sleep duration   in middle childhood: risk factors and consequences. <i>Sleep </i>2008 Jan;31:71-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105816&pid=S0872-0754201600060000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font face="Verdana" size="2"><b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</a></b>    <br>   Susana Lopes    <br>   Serviço de Pediatria    <br>   Centro Hospitalar do Médio Ave    <br>   Rua Cupertino de Miranda, s/n, Apartamento 31     <br>   4761-917 Vila Nova de Famalicão    <br>   Email: <a href="mailto:susanapflopes@gmail.com">susanapflopes@gmail.com</a> </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Recebido a 14.01.2016 | Aceite a   06.06.2016</font></p>     ]]></body>
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