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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[(In)Satisfação com a imagem corporal na adolescência]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Perception and satisfaction with body image (SBI) are important in adolescent self-acceptance. Objectives: Assess SBI in a group of teens. Methods: Cross-sectional analytical study, with a convenience sample of adolescents between 12 and 19 years old, from three schools. A self-report questionnaire to obtain demographic data and SBI, applying Stunkard Silhouettes scale, was made. Teens selected the number corresponding to the image that they considered their current (CA) and ideal appearance (IA). The assessment of SBI was obtained by subtracting the amount of the CA to the IA and the degree assessed depending on the result (= 0 satisfied ;&gt; 0 dissatisfied by overweight; <0 dissatisfied by underweight). Body mass index (BMI) was calculated by measuring weight and height, and adolescents were sorted according to the curves of the World Health Organization. SPSS 20.0 was used to statistical data analysis. Results: Three hundred and twenty three youths were interviewed, 54.8% were female and the average age was 15.8± 1.7 years old. SBI was present in 34.4%, 55.0% of those were women (p = 0.967). Dissatisfied boys would like to have more weight and girls the reverse (p <0.001). Most adolescents had an adequate BMI (75.4%), whom 61.5% were dissatisfaction with body image, most notably for females (56.0%) (p = 0.700). DisSBI was most prevalent in adolescents with low weight (100%), obesity (78.6%) and overweight (77.4%) (p = 0.038). Conclusions: Results suggest dissatisfaction with body image even in normal weight adolescents, which shows that SBI should be implicated in intervention strategies to prevent future disorders.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">        <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS | ORIGINAL ARTICLES </b></p>        <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>(In)Satisfação   com a imagem corporal na adolescência</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>(Dis)Satisfaction with body image during adolescence</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Maria Inês Marques<sup>I</sup>; Joana Pimenta<sup>I</sup>; Sofia Reis<sup>I</sup>; Lígia M. Ferreira<sup>I</sup>; Lígia Peralta<sup>I</sup>; Maria Inês   Santos<sup>I</sup>; Sónia     Santos<sup>II</sup>; Elisabete       Santos<sup>I </sup></b></p>     <p><sup>I </sup>S. de   Pediatria do Centro Hospitalar Tondela-Viseu. 3504-509 Viseu, Portugal.   <a href="mailto:mariainesmarques@gmail.com">mariainesmarques@gmail.com</a>; <a href="mailto:joanafmp@gmail.com">joanafmp@gmail.com</a>; <a href="mailto:reis.carlasofia@gmail.com">reis.carlasofia@gmail.com</a>;   <a href="mailto:ligiamnferreira@gmail.com">ligiamnferreira@gmail.com</a>; <a href="mailto:ligiasperalta@gmail.com">ligiasperalta@gmail.com</a>; <a href="mailto:mines.santos82@gmail.com">mines.santos82@gmail.com</a>; <a href="mailto:elisabete.viseu1@gmail.com">elisabete.viseu1@gmail.com</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>II </sup>S. de Pediatria da Unidade Local   de Saúde da Guarda. 6300-858 Guarda, Portugal. <a href="mailto:soniafmuc@gmail.com">soniafmuc@gmail.com</a></p> <a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO </b></p>     <p><b>Introdução: </b>A perceção e satisfação com   a imagem corporal (SIC) são preponderantes na autoaceitação do adolescente.</p>     <p><b>Objetivos: </b>Analisar a SIC num grupo de adolescentes.</p>     <p><b>Métodos: </b>Realizou-se   um estudo transversal e analítico, com uma amostra de conveniência de jovens   dos 12 aos 19 anos de três escolas. Foi aplicado um questionário individual para obtenção de dados   demográficos, no qual   os jovens assinalaram o número correspondente à   imagem que consideravam a sua atual (IA) e a ideal (II), na escala de silhuetas   de Stunkard. Avaliou-se a SIC subtraindo o valor da II ao da IA, classificando-se o jovem conforme   o resultado: =0 – satisfeito; &gt;0 – insatisfeito por excesso de peso; &lt;0   – insatisfeito por défice de peso.   O índice de massa corporal   (IMC), calculado pelo peso e estatura aferidos, foi classificado segundo   as curvas da Organização   Mundial de Saúde. O tratamento estatístico foi realizado pelo SPSS 20.0.</p>     <p><b>Resultados: </b>Foram analisados 323 jovens, 54,8%   do sexo feminino, com idade média   15,8 ± 1,7 anos. A SIC foi verificada   em 34,4% dos jovens, 55,0% destes raparigas (<i>p</i>=0,967). Os rapazes insatisfeitos consideravam ter   peso a menos   e as raparigas peso a mais (<i>p</i>&lt;0,001). Foi verificado um IMC adequado em 75,4%; neste grupo 61,5%   estavam inSIC, 56,0% destes   raparigas (<i>p</i>=0,700). A insatisfação com a imagem   corporal foi mais prevalente nos adolescentes com baixo peso (100%), obesidade   (78,6%) e excesso   de peso (77,4%) (<i>p</i>=0,038).</p>     <p><b>Conclusões: </b>Os   resultados sugerem insatisfação com a imagem corporal, mesmo em indivíduos   normoponderais. É imprescindível a atenção   clínica a este resultado para que se desenvolvam   estratégias de intervenção, prevenindo perturbações nestes jovens.</p>     <p><b>Palavras-chave:   </b>adolescência; imagem corporal; satisfação</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT </b></p>     <p><b>Introduction: </b>Perception and satisfaction with body image (SBI) are important in adolescent self-acceptance.</p>     <p><b>Objectives: </b>Assess SBI in a group of teens.</p>     <p><b>Methods: </b>Cross-sectional   analytical study, with a convenience sample of adolescents between 12 and 19 years old, from three schools. A   self-report questionnaire to obtain demographic data and SBI, applying Stunkard   Silhouettes scale, was made. Teens selected the number corresponding to the   image that they considered their current (CA) and ideal appearance (IA). The assessment of SBI was obtained by   subtracting the amount of the CA to the IA and the degree assessed depending on the result   (= 0 satisfied ;&gt; 0 dissatisfied by overweight; &lt;0 dissatisfied by underweight). Body   mass index (BMI) was calculated by measuring weight   and height, and adolescents were sorted according   to the curves of the World Health Organization. SPSS 20.0 was used to statistical data analysis.</p>     <p><b>Results: </b>Three   hundred and twenty three youths were interviewed, 54.8% were female   and the average   age was 15.8± 1.7 years old. SBI was present   in 34.4%, 55.0%   of those were women (<i>p </i>= 0.967).   Dissatisfied boys would like to have more weight and girls the reverse (<i>p   </i>&lt;0.001). Most adolescents had an adequate BMI (75.4%), whom 61.5% were dissatisfaction   with body image, most notably   for females (56.0%)   (<i>p </i>= 0.700). DisSBI was most prevalent in   adolescents with low weight (100%), obesity (78.6%) and   overweight (77.4%) (<i>p </i>= 0.038).</p>     <p><b>Conclusions: </b>Results suggest dissatisfaction with body image even in normal   weight adolescents, which shows that SBI should be implicated in intervention strategies to prevent future disorders.</p>     <p><b>Keywords: </b>adolescence; body image; satisfaction</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A adolescência é um período   com características únicas   no ciclo de vida e no qual ocorrem   transformações biopsicossociais importantes que são determinantes para que se desenvolva a autonomia e se construa   a identidade.<sup>1-4 </sup></p>     <p>Preocupações com o peso, forma do corpo e dieta com o   objetivo de perder peso são comuns entre   os adolescentes e têm   vindo a ser apontados como fatores de risco para o desenvolvimento de perturbações do   comportamento alimentar.<sup>5-10 </sup>Embora a preocupação com o peso seja menos   comum no sexo masculino, parece estar a tornar-se mais   prevalente. Na cultura ocidental, verifica-se a presença, no sexo feminino,   da exaltação da magreza como a imagem   ideal a atingir,   resultando em insatisfação com o peso e forma   corporal.<sup>11 </sup>Na atualidade, o aumento   da preocupação com   a imagem corporal também parece   dever-se ao aumento de algumas   doenças, como a obesidade   e as perturbações do comportamento alimentar, e às mudanças   nos hábitos e estilos de vida.<sup>5-9 </sup></p>     <p>A imagem   corporal é um conceito multidimensional, com várias definições defendidas por diferentes autores.<sup>3,5 </sup>Pode ser definida como a figura   mental relacionada com o tamanho   e forma do corpo,   assim como dos sentimentos, atitudes   e experiências relacionadas   com essas mesmas características.<sup>4,5,9 </sup>Existem vários   estudos que avaliam   a imagem corporal,   aplicando diversos   instrumentos na sua mensuração, sendo   que os mais utilizados são   os questionários e as escalas de silhueta, devido ao seu modo prático   de aplicação e correção.<sup>3,5,9 </sup>Em Portugal, o estudo da satisfação com a imagem corporal na população adolescente é escasso. Desta forma,   os autores propuseram-se a analisar a satisfação com a imagem   corporal num grupo   de adolescentes e relacionar com o sexo   e com os seus dados biométricos.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>METODOLOGIA</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Realizou-se   um estudo transversal e analítico, com uma amostra de conveniência composta por adolescentes entre   os 12 e os 19 anos de idade de três escolas da cidade de Viseu,   após aprovação pela Comissão de Ética do Centro Hospitalar Tondela-Viseu, EPE e obtenção   do consentimento informado (no caso dos menores através dos pais ou encarregados de educação).</p>     <p>Depois de efetuada a seleção das escolas, estas   foram contactadas telefonicamente no sentido de confirmar a sua disponibilidade para colaborar no estudo. A recolha de dados foi   realizada através de um questionário, na aula de educação física. O   preenchimento dos questionários foi voluntário e o anonimato assegurado. Os estudantes   completaram os questionários individualmente, sem a presença de um interlocutor, para que não existisse qualquer interferência nas respostas.</p>     <p>A primeira   parte do questionário incluiu uma avaliação   dos dados demográficos (sexo, idade e escolaridade).</p>     <p>A segunda   parte incluiu a avaliação da satisfação com a imagem corporal através da escala de Stunkard (<a href="#f1">Figura   1</a>). Os jovens assinalaram a imagem que consideraram a sua aparência atual e a ideal. Para a avaliação da satisfação com a imagem   corporal subtraiu-se o número correspondente à imagem atual pelo   número correspondente à imagem ideal, sendo o grau avaliado consoante o resultado: se igual a zero, o jovem   era classificado como satisfeito; se superior a zero, estava insatisfeito   por excesso de peso, se inferior a zero, insatisfeito por défice de peso.</p>     <p><a name="f1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a04f1.jpg" width="385" height="303"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para a avaliação da biometria, foram   ainda avaliadas as medidas antropométricas (peso e estatura), sempre com a mesma   balança com talímetro validada e calibrada, calculado o índice de massa   corporal (IMC) e os jovens   classificados segundo as curvas de IMC da Organização Mundial   de Saúde.<sup>12 </sup>Consideraram-se de baixo peso os adolescentes cujos valores de IMC   foram inferiores ao percentil 3; peso adequado   quando esses valores estavam   entre os percentis 3 (<i>inclusive</i>) e 85; excesso   de peso entre os percentis 85 (<i>inclusive</i>) e 97, e obesos se igual ou acima do percentil 97.</p>     <p>Estes dados   foram posteriormente transferidos para uma base de dados e submetidos a tratamento estatístico no programa <i>Statistical Package for Social     Sciences</i>, versão 20.0 para <i>Windows</i>®. A análise descritiva consistiu na distribuição de frequências para   variáveis qualitativas e média ± desvio padrão   para variáveis contínuas. A associação entre   variáveis categóricas foi testada com os testes &#967;<sup>2 </sup>ou <i>Fisher   </i>e foi utilizado   o teste <i>Mann-Whitney </i>para comparar a satisfação com a imagem corporal entre sexos. Consideraram-se resultados estatisticamente significativos os valores de <i>p</i>&lt;0,05.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O questionário foi proposto a 776 adolescentes, sendo que 453 foram excluídos: um devido à idade (superior a 19 anos), três por apresentarem o questionário indevidamente preenchido, e 449 por não apresentarem consentimento assinado.</p>     <p>Dos 323 jovens incluídos   no estudo, 54,8% eram do sexo   feminino e 45,2% do sexo   masculino. A idade média foi de 15,8 + 1,7 anos. Relativamente à distribuição por IMC, a maioria dos adolescentes tinha um peso adequado   (75,5%). Na <a href="#t1">tabela 1</a> estão descritas as características demográficas e clínicas da amostra.</p>     <p><a name="t1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a04t1.jpg" width="396" height="218"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A silhueta   3 foi selecionada por 48,6% das raparigas   como a ideal, seguindo-se a silhueta 4 por 39,0% e a 2 com 10,7%   (<a href="#f2">Figura 2</a>). A maioria dos rapazes (52,1%) apontou a silhueta 4 como a ideal, seguindo-se a silhueta 5 por 24,7% e a 3 por 19,2% (<a href="#f3">Figura 3</a>). Nestes resultados verificaram-se diferenças estatisticamente significativas (<i>p</i>&lt;0,001).</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a04f2.jpg" width="369" height="315"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a04f3.jpg" width="374" height="334"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente à satisfação com   a imagem corporal, 64,6% estavam insatisfeitos com a mesma,   com uma maior   prevalência para o sexo feminino, sem diferenças estatisticamente significativas quanto ao sexo   (<i>p</i>=0,967) – <a href="#f4">Figura 4</a>.</p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a04f4.jpg" width="391" height="285"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Analisando o   grau de satisfação com a imagem corporal entre os sexos, verificou-se uma   associação significativa (<i>p</i>&lt;0,001). Os rapazes geralmente estavam   insatisfeitos por défice de peso, enquanto as raparigas estavam insatisfeitas por excesso de peso – <a href="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a04t2.jpg">tabela 2</a>.</p>     
<p>Avaliando a relação entre o IMC e a satisfação com a imagem corporal, obtiveram-se resultados   estatisticamente significativos (<i>p</i>=0,038). A insatisfação com a imagem corporal foi total   nos adolescentes com baixo peso (100,0%) e bastante elevada nos jovens com obesidade (78,6%) e excesso   de peso (77,4%), mas também presente na maioria dos   jovens com peso adequado (61,5%) – <a href="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a04t3.jpg">tabela 3</a>.</p>     
<p>Analisando o grau de satisfação   da imagem corporal com o sexo em duas classes de IMC distintas também se obtiveram resultados   estatisticamente significativos. No grupo   de jovens com peso adequado,   verificou-se que a maioria dos insatisfeitos   normoponderais resulta dos insatisfeitos   por défice de peso, com maior   destaque para o sexo masculino   (<i>p</i>&lt;0,001). Nos   adolescentes com   excesso de peso, a maioria   da insatisfação resulta do excesso ponderal, existindo mais raparigas com insatisfação por excesso de peso (<i>p</i>=0,025) – <a href="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a04t3.jpg">tabela 3</a>.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>As classes   de obesidade e baixo peso não foram   avaliadas por serem amostras   muito pequenas e com pouco resultado estatístico.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Os resultados sugerem uma prevalência elevada de jovens insatisfeitos com a sua imagem corporal, como relatado em estudos semelhantes nos quais a prevalência varia   entre 32,2% e 83%   (com média ponderada de 60,8%).<sup>3-5,13,14 </sup>Esta prevalência foi superior no sexo feminino, embora   sem valor estatisticamente significativo, tal como descrito na literatura.<sup>5,6,13 </sup></p>     <p>Ao analisar o grau de satisfação com a imagem   corporal entre os   sexos, verificou-se que os rapazes, geralmente estavam insatisfeitos   porque gostariam   de ter mais peso e as raparigas   o inverso, facto concordante com a bibliografia consultada. Sabe-se que as jovens   revelam uma maior insatisfação, com preferência por corpos magros e esguios,   enquanto os adolescentes mostram a sua insatisfação revelando a preferência por corpos grandes e musculados. Pela perspetiva   sociocultural, esta diferença justifica-se pelos diferentes   estímulos culturais   e sociais, os quais influenciam diretamente os   valores e comportamentos individuais.<sup>3,4,9,13,14 </sup>Os padrões socioculturais e o estigma   social fazem com que os adolescentes procurem   um estereótipo de beleza, gerando aumento da insatisfação corporal e colocando-os em risco para desenvolvimento de perturbações alimentares,   com eventual compromisso do bem-estar.<sup>5,7-10 </sup></p>     <p>Os mais   insatisfeitos foram os indivíduos que   apresentaram excesso de peso e obesidade, mas mesmo nos jovens normoponderais, manteve-se uma   prevalência elevada de insatisfação com   a imagem corporal, com valores semelhantes ao   encontrado na bibliografia consultada.<sup>5,7,13 </sup>Este   resultado é preocupante, dado que aumenta a probabilidade de adoção de sucessivos planos   de dieta ou restrição alimentar, o que constitui por si só, um   fator de risco para perturbações do comportamento alimentar. No grupo de jovens   normoponderais, verificou-se que   a maioria da insatisfação resulta do défice   de peso, com maior destaque   para o sexo masculino. Nos adolescentes com   excesso de peso,   verificou-se que a maioria estava insatisfeita por excesso ponderal. Embora a maioria dos jovens fosse do sexo masculino, existiam mais raparigas com insatisfação por excesso de peso.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a04t4.jpg">Tabela 4</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Existem algumas   limitações no presente   estudo. Apesar de facilitar a logística da colheita dos dados, a aplicação de questionários em escolas está sujeita às influências do ambiente e dos pares.   Os estudos com amostras aleatórias realizadas no domicílio evidenciariam um processo   amostral e metodológico criterioso, além de poderem incluir   adolescentes que, por algum motivo, não estivessem a frequentar a escola. Além disso, o elevado número   de adolescentes que   se recusou a responder ao questionário poderá   subestimar a insatisfação com a imagem corporal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Perante a crescente preocupação com a imagem   corporal, aliada ao aumento   da obesidade e das perturbações do comportamento alimentar, uma opção a considerar é o uso de escalas com maior número de silhuetas. Esses   instrumentos propiciam mais opções   aos entrevistados, permitindo a identificação de diferentes graus de insatisfação, podendo fornecer maior   compreensão do tema a fim de se subsidiarem práticas públicas. Contudo, as escalas de silhuetas são bidimensionais e parecem   não permitir a representação do indivíduo como   um todo, nem   a perceção da distribuição da sua massa   de gordura subcutânea e de outros aspetos   antropométricos importantes na formação   da imagem corporal.<sup>5,9 </sup></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÃO</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Este é o primeiro estudo do conhecimento dos autores, que avalia a satisfação com   a imagem corporal numa população escolar   em Portugal. Os resultados sugerem   insatisfação com a imagem corporal nos adolescentes   portugueses, mesmo em jovens com   peso adequado, como   descrito em vários   estudos internacionais. Sabe-se   que a perceção e satisfação com a imagem   corporal são fatores   chave na autoaceitação do adolescente que podem gerar   atitudes inadequadas que prejudicam o seu crescimento, comprometendo assim a saúde do indivíduo. Perante   isto, parece-nos imprescindível que a perceção corporal dos adolescentes seja tema de debate entre as várias entidades (saúde e   ensino) com o intuito de se desenvolverem estratégias de intervenção a fim de prevenir perturbações futuras nos nossos jovens.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>AGRADECIMENTOS E ESCLARECIMENTOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Os autores   agradecem às escolas   de Viseu envolvidas no estudo, ao Serviço   de Pediatria pela disponibilidade demonstrada nas visitas a essas mesmas   escolas e apoio logístico, bem como aos Internos   do Ano Comum do Centro Hospitalar   Tondela-Viseu de 2014 pela contribuição na recolha dos dados.   Os autores declaram a inexistência de conflitos de interesse ou fontes externas de financiamento para a realização deste estudo.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>1.             Fonseca H. Obesidade na   Adolescência. Um contributo para a melhor compreensão dos factores   psicossociais associados à obesidade   e excesso de peso nos adolescentes   portugueses. [Dissertação] Lisboa:   Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100947&pid=S0872-0754201600060000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2.             Fonseca H, Matos MG,   Guerra A, Pedro   JG. Are overweight and obese   adolescents different from   their peers? Int J Pediatr Obes 2009; 4: 166-174. doi: 10.1080/17477160802464495.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100949&pid=S0872-0754201600060000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3.             Conti MA. Os aspectos que compõem o conceito de imagem   corporal pela ótica do adolescente. Rev Bras Crescimento Desenvolvimento Hum 2008; 18(3): 240-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100951&pid=S0872-0754201600060000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4.             Fabrin TK, Fin G, Baretta M, Baretta E. Percepção da imagem corporal e percentual de gordura em adolescentes do gênero feminino. Unoesc &amp; Ciência – ACBS 2013; 4 (2): 195-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100953&pid=S0872-0754201600060000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5.             Cortes MG, Meireles AL, Friche AAL, Caiaffa WT, Xavier CC. O uso de escalas de silhuetas na   avaliação da satisfação corporal de adolescentes: revisão sistemática da literatura.   Cad. Saúde Pública 2013; 29(3): 427-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100955&pid=S0872-0754201600060000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6.             Bosi MLM, Luiz RR, Uchimura KY, Oliveira FP. Comportamento   alimentar e imagem corporal entre estudantes de educação física. J bras psiquiatr 2008; 57(1).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100957&pid=S0872-0754201600060000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7.             Seifert AL, Arnell   KM, Kiviniemi MT. The relation of body dissatisfaction to salience of   particular body sizes. Eat Weight Disord 2008; 13(4): 84-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100959&pid=S0872-0754201600060000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8.             Fonseca H, Matos MG, Guerra A, Pedro JG. How much does overweight impact the adolescent   developmental process? Child: care, health   and dev 2010; 37(1): 135-42. doi:10.1111/j.1365-2214.2010.01136.x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100961&pid=S0872-0754201600060000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9.             Morgado FFR,   Ferreira MEC, Andrade MRM, Segheto KJ.   Análise dos instrumentos de avaliação da imagem corporal. Fit Perf J 2009; 8(3): 204-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100963&pid=S0872-0754201600060000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10.          Neumark-Sztainer D, Paxton SJ,   Hannan PJ, Stat   M, Haines J, Story M. Does body   satisfaction matter? Five-year longitudinal associations between   body satisfaction and   health behaviours in adolescente females and males. J Adolesc   Health 2006; 39: 244-51. doi:10.1016/j.jadohealth.2005.12.001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100965&pid=S0872-0754201600060000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11.          Fonseca H, Matos MG,   Guerra A, Pedro   JG. Are overweight adolescents at higher risk of engaging   in unhealthy weightcontrol behaviours? Acta Pædiatr 2009; 98: 847-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100967&pid=S0872-0754201600060000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12.          World Health   Association [Internet]. The WHO Child Growth Standards. Disponivel em: <a target="_blank" href="http://www.who.int/childgrowth/standards/en/">http://www.who.int/childgrowth/standards/en/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100969&pid=S0872-0754201600060000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>13.          Branco LM, Hilario MOE, Cintra IP. Percepção e satisfação   corporal em adolescentes e a relação com seu estado nutricional. Rev   Psiq Clín 2006; 33(6): 292-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100970&pid=S0872-0754201600060000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14.          Damasceno VO, Lima JRP,   Vianna JM, Vianna   VRA, Novaes JS. Tipo físico   ideal e satisfação com a imagem corporal de   praticantes de caminhada. Rev Bras Med Esporte 2005; 11(3): 181-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1100972&pid=S0872-0754201600060000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font face="Verdana" size="2"><b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</a></b>    <br>   Maria Inês   Marques     <br>   Serviço de Pediatria    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Centro   Hospitalar Tondela-Viseu    <br>   Av. Rei Dom Duarte,    <br>   3504-509 Viseu    <br> Email: <a href="mailto:mariainesmarques@gmail.com">mariainesmarques@gmail.com</a></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Recebido a 22.12.2015 | Aceite a 06.06.2016</font> </p>      ]]></body><back>
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