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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Displasia de desenvolvimento da anca: na perspetiva do pediatra]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Developmental dysplasia of the hip: in the pediatrician view]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar Lisboa Central Hospital Dona Estefânia Serviço de Ortopedia]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-07542016000600007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-07542016000600007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-07542016000600007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A displasia de desenvolvimento da anca é uma doença frequente que pode evoluir para artrose da anca com necessidade de artroplastia de substituição, quando não tratada atempadamente. Objetivos: Os autores pretendem realizar uma breve revisão bibliográfica da terminologia, epidemiologia, fatores de risco, manifestações clínicas, exames complementares de diagnóstico, tratamento e prognóstico da displasia de desenvolvimento da anca. Desenvolvimento: O seguimento de protocolos de rastreio baseados na observação clínica e na presença de fatores de risco permite o diagnóstico precoce e a referenciação atempada à consulta de ortopedia infantil. Conclusão: A deteção precoce da displasia de desenvolvimento da anca está associada a tratamentos menos invasivos e mais eficazes e a melhor prognóstico.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Developmental dysplasia of the hip is a common disease and if not treated timely can evolve to hip arthrosis and arthroplasty. Objective: The article attempts to review the terminology, epidemiology, risk factors, clinical presentation, complementary exams, treatment and prognosis of developmental dysplasia of the hip. Development: Routine screening based on clinical findings and risk factors allows early diagnosis and referral to a pediatric orthopedic surgeon. Conclusion: The early diagnosis of the developmental dysplasia of the hip is associated with less invasive and more effective treatments and a better prognosis.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">        <p align="right"><b>ARTIGOS DE REVISÃO | REVIEW ARTICLES </b></p>      <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Displasia de desenvolvimento da anca: na perspetiva do pediatra</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Developmental dysplasia of the hip: in the pediatrician view</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Cátia Pereira<sup>I</sup>; Marta   Pinto<sup>II</sup>; Francisco Sant’Anna<sup>III</sup></b></p>     <p><sup>I </sup>S. de Pediatria do Hospital de Santa Maria   do Centro Hospitalar Lisboa Norte. 1649-035 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:catiamrpereira@gmail.com">catiamrpereira@gmail.com    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </a><sup>II </sup>S. de Pediatria do Hospital de Faro do Centro Hospitalar do Algarve. 8000-386   Faro, Portugal. <a href="mailto:marta.albuquerque.pinto@gmail.com">marta.albuquerque.pinto@gmail.com    <br> </a><sup>III </sup>S. de Ortopedia do Hospital Dona Estefânia do Centro Hospitalar Lisboa Central. 1169-045 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:fccsantanna@gmail.com">fccsantanna@gmail.com</a></p> <a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO </b></p>     <p><b>Introdução: </b>A displasia de desenvolvimento da anca é uma   doença frequente que pode evoluir   para artrose da anca com necessidade de artroplastia de substituição, quando não tratada atempadamente.</p>     <p><b>Objetivos: </b>Os autores   pretendem realizar uma breve revisão bibliográfica da terminologia,   epidemiologia, fatores de risco,   manifestações clínicas, exames complementares de diagnóstico, tratamento e prognóstico da displasia de desenvolvimento da anca.</p>     <p><b>Desenvolvimento: </b>O seguimento de protocolos de rastreio   baseados na observação clínica e na presença de fatores de risco permite o diagnóstico precoce   e a referenciação atempada à consulta de ortopedia infantil.</p>     <p><b>Conclusão: </b>A deteção   precoce da displasia de desenvolvimento da anca está   associada a tratamentos menos invasivos e mais eficazes e a melhor prognóstico.</p>     <p><b>Palavras-chave:   </b>aparelho de   Pavlik; displasia de desenvolvimento da anca; luxação congénita da anca; manobra de Ortolani</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT </b></p>     <p><b>Introduction: </b>Developmental dysplasia of the hip is a common disease and if not   treated timely can   evolve to hip arthrosis and arthroplasty.</p>     <p><b>Objective: </b>The article attempts   to review the terminology, epidemiology, risk factors, clinical presentation, complementary exams, treatment and prognosis of developmental dysplasia of the hip.</p>     <p><b>Development: </b>Routine screening based   on clinical findings and risk factors allows early diagnosis and referral to a pediatric orthopedic surgeon.</p>     <p><b>Conclusion: </b>The early diagnosis of the developmental dysplasia of the hip is associated with less invasive   and more effective treatments and a better prognosis.</p>     <p><b>Keywords: </b>congenital   hip dislocation; developmental dysplasia of the hip; Ortolani maneuver; Pavlik harness</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A displasia de desenvolvimento da anca (DDA)   consiste num espectro de alterações anatómicas que ocorrem a nível do acetábulo ou da cabeça   do fémur e que condicionam instabilidade da anca.<sup>1-7 </sup>A sua apresentação depende   do grau de instabilidade articular e varia desde   a displasia à luxação da articulação   coxo-femural. Em 80%   dos casos é unilateral e mais frequente na anca esquerda.<sup>5,8 </sup>Quando não   tratada, a DDA   frequentemente evolui para   artrose da anca,   com necessidade de artroplastia   de substituição, sendo   responsável por 25% dos casos   de artroplastia de substituição antes   dos 40 anos de idade.<sup>9,10 </sup>De facto,   trata-se de uma doença comum,   cujo diagnóstico por vezes   tardio está associado a elevada   morbilidade, pelo que o seguimento de protocolos de rastreio aliado   a uma elevada suspeição   clínica são fundamentais.<sup>6,9 </sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores   pretendem realizar uma   breve revisão bibliográfica da terminologia,   epidemiologia, fatores de risco, apresentação   clínica, meios complementares de diagnóstico, indicações para referenciação à consulta   de ortopedia infantil, tratamento e prognóstico da DDA.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>TERMINOLOGIA</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O termo   luxação congénita da anca é utilizado desde   o tempo de Hipócrates.<sup>7 </sup>No entanto, atualmente é preferível a designação displasia   de desenvolvimento da anca, porque este termo engloba uma grande espectro   de alterações da anca que podem   ser congénitas ou desenvolver-se mais tarde durante   a infância e em que nem sempre a luxação está presente.<sup>1,4,5 </sup>De facto, o   termo luxação refere-se à perda de contacto entre   a cabeça do fémur e o acetábulo, enquanto que o termo displasia   consiste na presença de alterações anatómicas a nível do acetábulo ou da   cabeça do fémur.<sup>5 </sup></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>EPIDEMIOLOGIA</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A incidência da DDA depende   da definição, dos   critérios de diagnóstico e da idade.   Estima-se que a displasia da anca atinja entre um a dois em cada 1000 recém-nascidos. Estudos baseados em rastreios ecográficos sugerem que 40% dos recém-nascidos apresentam instabilidade da anca, mas 90% destes   casos resolvem até às seis semanas   sem necessidade de tratamento.<sup>5 </sup></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RASTREIO DA DISPLASIA DE DESENVOLVIMENTO DA ANCA</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Os protocolos de rastreio da DDA têm como objetivo   o diagnóstico precoce   associado a tratamentos menos invasivos e mais   eficazes e a um melhor   prognóstico.<sup>4,8,11,12 </sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No protocolo   da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT), o rastreio baseia-se na avaliação de fatores de risco e na presença   de instabilidade da anca à observação e deve ser realizado em todas as consultas de vigilância   de saúde infantil cuja periodicidade se encontra definida   no Programa Nacional   de Saúde Infantil   e Juvenil, publicado na Norma da Direção   Geral de Saúde   número 10/2013, bem como durante exames de saúde oportunistas realizados em situação de doença aguda,   desde o nascimento até à idade da marcha.<sup>13-14 </sup>Na presença de um dos anteriores, devem ser realizados exames complementares que confirmem ou excluam o diagnóstico, ou caso   se justifique, referenciar de imediato à consulta de ortopedia infantil.<sup>11-13 </sup></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>FATORES DE RISCO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A etiologia não se encontra   definida, mas a hipótese de uma   patogénese multifatorial é aceite universalmente.<sup>1,7 </sup></p>     <p>Os fatores   de risco para a doença incluem fatores   endógenos, como o sexo e a história familiar, e fatores   exógenos, relacionados com limitação da mobilidade intrauterina e associados ao posicionamento intrauterino e pós-natal.</p>     <p>A incidência da DDA é duas a cinco vezes   superior no sexo feminino, constatando-se que cerca   de 80% das   crianças com DDA são raparigas.<sup>5,7,15-17 </sup>Pensa-se que apresentem maior   suscetibilidade à ação   da relaxina, uma   hormona materna que   atravessa a placenta e induz laxidão   ligamentar transitória.<sup>1,9,17 </sup></p>     <p>Acredita-se também   haver uma predisposição genética.<sup>5,7 </sup>Na presença de história familiar, o risco absoluto de DDA é 4,4%   nas raparigas e 0,9% nos   rapazes.<sup>5 </sup></p>     <p>A apresentação pélvica está presente em 20% das   crianças com a doença.<sup>9 </sup>Neste caso,   o risco absoluto de DDA é 12% nas raparigas e 2,6% nos rapazes.<sup>5 </sup>Outras situações também associadas a limitação da mobilidade intrauterina e que condicionam maior risco para a doença são o oligohidrâmnios e uma primeira <sub>gestação.</sub>1,5,7-9,17</p>     <p>O torcicolo congénito, a plagiocefalia e o metatarsus aductus (associados a posições intrauterinas anómalas) são   mais frequentes nas crianças com DDA.<sup>5,7 </sup>O torcicolo congénito está   presente em 14-20% das crianças com DDA e o metatarsus aductus em 1,5-10%.<sup>9 </sup></p>     <p>A posição   pós-natal também parece ser relevante. Após o nascimento, a extensão e adução forçadas dos membros inferiores foram associadas a maior incidência da doença.<sup>1,5,9 </sup>Por outro lado,   o transporte das crianças à cintura com os membros inferiores em abdução, à semelhança do que se verifica nas culturas africanas, parece ser um fator protetor.<sup>7,9 </sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar   destes fatores estarem associados à doença, a maioria das crianças com DDA não apresenta nenhum   dos fatores de risco referidos e a maioria   das crianças com   fatores de risco não tem a doença.<sup>2,5,9 </sup></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>SEMIOLOGIA CLÍNICA</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Os sinais clínicos que podem estar presentes na DDA dependem   da idade da criança.<sup>8,11,17 </sup>A pesquisa   de sinais de instabilidade da anca deve   ser realizada a todos os recém-nascidos.<sup>8 </sup>Abaixo dos   três meses, a estabilidade da anca deve   ser avaliada com as manobras de Barlow e Ortolani; o sinal de Galeazzi e o   teste de Klisic também podem   ser úteis.<sup>11 </sup>Geralmente, as manobras de Barlow e Ortolani deixam de ser positivas a partir da segunda ou terceira semanas   de vida, pelo que a sua ausência não permite excluir a doença.<sup>9,11 </sup>A partir   dos três meses,   os melhores indicadores da doença são a limitação da abdução das ancas, a dismetria dos membros, o sinal de Galeazzi e o teste de   Klisic.<sup>8,11,17 </sup>Após a aquisição da marcha, pode observar-se   claudicação, por marcha de Trendelenburg associada a fraqueza dos músculos abdutores com queda da bacia para o lado   oposto do membro afetado.<sup>9,17 </sup>A   hiperlordose é também um sinal clássico, podendo   existir outros sinais de suspeita   como dismetria dos membros   ou associação com   genu valgum.<sup>9,11 </sup></p>     <p>A manobra   de Barlow consiste   na adução e deslocação posterior da anca; a manobra é positiva quando   se sente um ressalto, sinal   de luxação da anca. A manobra de Ortolani realiza-se fazendo abdução e deslocação anterior da anca;   a deteção de um ressalto significa   que a manobra é positiva   e permite reduzir   uma anca que se encontrava luxada.<sup>1,8,9,11,17 </sup>A sensação   de luxação ou redução   da anca é diferente dos “cliques” da anca   geralmente associados a laxidão ligamentar e que não são sugestivos de DDA.<sup>8,9,11 </sup>As manobras   devem ser realizadas delicadamente em cada um dos membros em separado, sem fralda, com   o recém-nascido ou lactente tranquilo e num ambiente aquecido.<sup>1,9,17 </sup>Quando   positivas em simultâneo, estas manobras têm   uma especificidade para o diagnóstico de 98-99% e uma   sensibilidade de 87-99%.<sup>12 </sup></p>     <p>O sinal   de Galeazzi é realizado fazendo   a flexão das   ancas e dos joelhos,   com os pés colocados ao mesmo nível em oposição   às nádegas, lado a lado.   Quando os joelhos   não se encontram à mesma altura, o sinal é positivo e reflete dismetria   dos membros. Este sinal   não é específico da DDA,   mas pode ser   útil para o diagnóstico.<sup>11,17 </sup></p>     <p>O teste de Klisic consiste em colocar o dedo indicador   na espinha ilíaca ântero-superior e o dedo médio sobre   o grande trocânter. Numa criança sem DDA, uma linha imaginária entre estes pontos passa através ou por cima do umbigo. Quando essa linha imaginária passa   abaixo do umbigo,   o sinal é positivo   e sugestivo de DDA. Este sinal pode ser particularmente útil na presença de luxação bilateral quando a abdução   é simétrica e o   sinal de Galeazzi negativo.<sup>11 </sup></p>     <p>A assimetria das pregas cutâneas a nível da região inguinal e glútea é um indicador sensível; no entanto, encontra-se presente em 24%   das crianças sem   a doença. <sup>8,9,11 </sup></p>     <p>Nos casos   bilaterais, pela ausência de assimetria, o diagnóstico pode ser mais difícil. O sinal de Galeazzi, a assimetria   das pregas e a dismetria dos membros podem   estar ausentes nestes casos,   pelo que a sua ausência   não exclui a doença.<sup>9,11 </sup>No entanto,   a hiperlordose pode ser útil para o diagnóstico.<sup>11 </sup></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>EXAMES COMPLEMENTARES DE DIAGNÓSTICO</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Na presença   de fatores de risco ou de instabilidade da anca à   observação, devem ser requisitados exames complementares   que permitam confirmar ou excluir   a DDA.<sup>11 </sup></p>     <p>A ecografia é o exame de eleição   até aos quatro a seis meses.<sup>4,8 </sup>Avalia a morfologia e a estabilidade da anca, no entanto,   requer treino   e experiência para uma correta interpretação dos   resultados.<sup>11,17</sup> Nos anos 80, Reinhard   Graf desenvolveu uma técnica de rastreio ecográfico e propôs   uma classificação para a DDA.<sup>3,6 </sup></p>     <p>O rastreio   ecográfico de todos os recém-nascidos, ainda preconizado em alguns países,   é controverso e está atualmente desaconselhado pela Academia Americana de Pediatria pelo risco de falsos   positivos associados a tratamentos ortopédicos desnecessários e eventuais complicações.<sup>7,8,10,12,17 </sup></p>     <p>Após os quatro   a seis meses deve ser pedida a radiografia da bacia, em incidência ântero-posterior, com as ancas em posição neutra.<sup>9,11,17 </sup>Para a sua interpretação podem ser úteis as   linhas de Perkins   (linha vertical traçada   no bordo externo   do acetábulo) e Hilgenreiner (linha horizontal traçada através do centro de cartilagem trirradiada) (<a href="#f1">Figura 1</a>).<sup>9,17 </sup>A interseção destas três linhas   define quatro quadrantes e o núcleo   de ossificação da cabeça do fémur encontra-se normalmente localizado   no quadrante ínfero-interno.<sup>1,17 </sup>O índice   acetabular é definido pelo ângulo formado   pela junção da linha de Hilgenreiner e de   uma linha traçada ao longo   da superfície do acetábulo.<sup>1 </sup>O limite   superior do normal são 27 graus.<sup>18 </sup>Os achados   compatíveis com DDA incluem:   núcleos de ossificação femural posicionados no quadrante súpero-externo, aumento do índice   acetabular e atraso na ossificação do núcleo do lado envolvido.<sup>11 </sup>No caso do núcleo de ossificação femural   não ser ainda visível, a linha de Shenton (que segue do colo do fémur até ao púbis) pode ser útil. Nos casos de DDA, esta linha está interrompida.<sup>9,17</sup></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a07f1.jpg" width="403" height="374"></p>     
<p align="left">&nbsp;</p>     <p>Outros exames   de imagem, como a tomografia computorizada, a ressonância magnética e a artrografia, não sendo úteis para o diagnóstico, têm o seu papel na avaliação do sucesso da redução realizada com tratamento cirúrgico.<sup>11 </sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo   com as recomendações da SPOT,   na presença de história   familiar, apresentação pélvica,   história de oligohidrâmnios, deformidades congénitas do pé, torcicolo congénito e assimetria das pregas está indicada a realização de ecografia   das ancas às seis semanas de vida.<sup>13 </sup>No entanto,   uma ecografia normal não exclui a doença, pelo que deve manter-se a vigilância periódica nas consultas de   saúde infantil.<sup>11 </sup>Na presença   de sinais de instabilidade da anca à observação deve ser realizada ecografia   das ancas até aos quatro meses de idade e radiografia da bacia se a criança   tiver idade superior   a quatro meses.<sup>13 </sup></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERENCIAÇÃO</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Os critérios de referenciação a uma consulta de ortopedia infantil incluem:</p>     <p>•               Instabilidade ou luxação da anca   ao exame físico, com manobras de Ortolani   ou Barlow positivas, observadas em qualquer idade;<sup>2,8,19 </sup></p>     <p>•               Limitação ou assimetria na abdução da anca ou encurtamento do fémur, com   sinal de Galeazzi positivo;<sup>19 </sup></p>     <p>•               Marcha de Tredelenburg, dismetria dos membros inferiores ou hiperlordose lombar;<sup>19 </sup></p>     <p>•               Sinais sugestivos de DDA na ecografia   das ancas ou na   radiografia da bacia.<sup>19 </sup></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>TRATAMENTO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O tratamento consiste em manter a redução   da cabeça do fémur,   dentro do acetábulo, com o objetivo   de promover o desenvolvimento da cabeça do fémur e do acetábulo.<sup>1,12,19 </sup></p>     <p>Abaixo dos   seis meses, está recomendado o tratamento com   aparelhos de abdução   das ancas.<sup>2,9,19 </sup>O aparelho   de Pavlik é o usado mais   frequentemente, permitindo a redução em 95%   das crianças tratadas antes dos   seis meses de idade. O aparelho deve ser colocado   por um ortopedista infantil, a fim de evitar   complicações.<sup>19 </sup>A duração do tratamento depende da idade   da criança e da gravidade da doença.<sup>2 </sup>A utilização de fralda dupla ou tripla, preconizada no passado, não se encontra   recomendada atualmente.<sup>2,8,12 </sup></p>     <p>Na impossibilidade de reduzir a anca com ortótese, porque este tratamente falhou ou porque a criança é mais velha,   esta pode ser tratada   por tração e aparelho gessado, ou tenotomias e aparelho   gessado.<sup>1,19 </sup>Após os dezoito meses de idade ou na falência dos tratamentos anteriores,   está indicada a redução cruenta da anca.<sup>16,19 </sup></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>FOLLOW-UP E COMPLICAÇÕES</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>As crianças   tratadas para DDA devem realizar   radiografias da bacia seriadas   para avaliar o desenvolvimento da anca e a   presença de complicações ou sequelas.<sup>17,19 </sup>O tempo   de seguimento depende   da idade à data do diagnóstico, da gravidade da doença e do sucesso   do tratamento.<sup>19 </sup></p>     <p>As complicações incluem necrose avascular   da cabeça do fémur e displasia residual.<sup>17,19-21 </sup></p>     <p>A necrose   avascular é a complicação mais   grave e resulta   de pressão excessiva sobre   a cabeça do fémur durante   a redução da articulação coxo-femural.<sup>1,19 </sup>A sua incidência, varia de zero a 16%, de acordo com a sua definição, a idade e a gravidade   à data de início   do tratamento e o tempo   de seguimento.<sup>3,19 </sup></p>     <p>A displasia residual é pouco   frequente, contudo tende   a aumentar a partir dos seis   meses de idade.<sup>1,16 </sup>A sua   gravidade é definida de acordo com o índice acetabular,<sup>1 </sup>estando recomendada a realização de radiografias da bacia seriadas.<sup>1,19 </sup>Geralmente, verifica-se resolução da displasia   até aos 18 meses; quando persiste   aos três ou quatro anos,   está recomendado o tratamento cirúrgico.<sup>19 </sup></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Para o diagnóstico precoce   da DDA é fundamental que todos   os pediatras conheçam os fatores de risco associados à doença e que realizem o exame físico   das ancas em todas as consultas de vigilância de saúde infantil,   desde o nascimento até à idade   de aquisição da marcha. Pela gravidade das complicações associadas ao atraso do tratamento, a referenciação a uma consulta de ortopedia infantil é de caráter urgente.</p>     <p>O seguimento de protocolos de rastreio permite   a deteção precoce da doença, o tratamento atempado e, por conseguinte, um melhor prognóstico, sendo   fundamental manter uma elevada suspeição clínica até à sua exclusão definitiva.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>1.             Noordin S, Umer M, Hafeez K, Nawaz   H. Developmental dysplasia of the hip. Orthop Rev (Pavia) 2010; 23: 2:e19. doi:10.4081/or.2010.e19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101507&pid=S0872-0754201600060000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2.             Gelfer P, Kennedy K. Developmental Dysplasia of the Hip.   J Pediatr Health Care 2008; 22: 318-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101509&pid=S0872-0754201600060000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3.             Gulati V, Eseonu K,   Sayani J, Ismail N, Uzoigwe C, Choudhury MZ, <i>et     al</i>. Developmental dysplasia of the hip   in the newborn: A systematic review.   World J Orthop 2013; 4: 32-41. doi:10.5312/wjo.v4.i2.32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101511&pid=S0872-0754201600060000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4.             Rhodes A, Clarke N.   A review of environmental factors implicated   in human developmental dysplasia of the hip. J Child Orthop 2014; 8: 375-9. doi:10.1007/s11832-014-0615-y.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101513&pid=S0872-0754201600060000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5.             Rosenfeld SB.   Developmental dysplasia of the hip: Epidemiology and pathogenesis. In:   UpToDate, Post TW (Ed), UpToDate, Waltham, MA. (Acedido em 15 de Julho de 2015). Disponível em: <a target="_blank" href="http://www.uptodate.com/">http://www.uptodate.com</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101515&pid=S0872-0754201600060000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6.             Sewell MD, Eastwood   DM. Screening and   treatment in developmental dysplasia of the hip where   do we go from here? Int Orthop 2011; 35: 1359-67. doi:10.1007/s00264011-1257-z.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101517&pid=S0872-0754201600060000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7.             Tamai J.   Developmental Dysplasia of the Hip. Acedido em 19 de Julho   de 2015. Disponível em: <a target="_blank" href="http://emedicine.medscape.com/article/1248135-overview">http://emedicine.medscape.com/article/1248135-overview</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101519&pid=S0872-0754201600060000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8.             Clinical Practice Guideline: Early Detection of Developmental Dysplasia of the Hip. Pediatrics 2000; 105: 896-905.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101521&pid=S0872-0754201600060000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9.             Sant’Anna F. Doença   displásica da anca – conceitos básicos e orientações em Medicina Geral   e Familiar. Rev Port Clin Geral 2009; 25: 1-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101523&pid=S0872-0754201600060000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10.          Omeroglu H. Use of   ultrasonography in developmental dysplasia of the hip. J Child Orthop 2014; 8: 105-13. doi:10.1007/s11832-014-0561-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101525&pid=S0872-0754201600060000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11.          Rosenfeld SB. Developmental dysplasia   of the hip: Clinical features   and diagnosis. In:   UpToDate, Post TW (Ed), UpToDate, Waltham, MA.   (Acedido em 15 de Julho de 2015). Disponível em: <a target="_blank" href="http://www.uptodate.com/">http://www.uptodate.com</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101527&pid=S0872-0754201600060000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12.          Gomes S, Antunes S, Diamantino C,   Pinheiro A, Nabais I, Mendes MJ <i>et al</i>. Displasia de desenvolvimento da anca: seis anos de rastreio ecográfico a crianças de risco. Nascer e Crescer 2012; 21: 226-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101529&pid=S0872-0754201600060000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13.          Protocolo de Rastreio da DDA. Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia. (Acedido em 19 de Julho de 2015). Disponível em: <a target="_blank" href="http://www.spot.pt/seccoes/ortopediainfantil.aspx">http://www.spot.pt/seccoes/ortopediainfantil.aspx</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101531&pid=S0872-0754201600060000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14.          Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil. Norma da Direção Geral da Saúde 010/2013. (Acedido em 30 de Junho de 2016). Disponível em: <a target="_blank" href="http://www.spp.pt/UserFiles/file/EVIDENCIAS EM PEDIATRIA/DGS_010_201305.2013.pdf">http://www.spp.pt/UserFiles/file/EVIDENCIAS%20EM%20PEDIATRIA/DGS_010_201305.2013.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101533&pid=S0872-0754201600060000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15.          Neonatal Orthopaedics: Developmental dysplasia of the hip (DDH or CDH). In: Hutson JM, l O’   Brien M, Beasley SW, Teague WJ. King SK, editors. Jones’ Clinical Paediatric Surgery. 17th ed. Oxford, UK: John Wiley &amp; Sons; 2015: 259-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101535&pid=S0872-0754201600060000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16.          Kelly DM. Congenital and Developmental Anomalies of the Hip and   Pelvis. In: Canale   ST, Beaty JH,   editors. Campbell’s Operative Orthopaedics. 22th ed. Philadelphia: Elsevier Sauders; 2013: 1079-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101537&pid=S0872-0754201600060000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17.          Kotlarsky P, Haber R, Bialik V, Eidelman M. Developmental   dysplasia of the hip: What has changed   in the last 20 years? World J Orthop 2015; 6: 886-901. doi:10.5312/wjo.v6.i11.886&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101539&pid=S0872-0754201600060000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>18.          Norton KI, Polin SAM. Imaging in Developmental Dysplasia of the Hip. (Acedido em 23 de Janeiro de 2016). Disponível em: <a target="_blank" href="http://emedicine.medscape.com/article/408225-overview">http://emedicine.medscape.com/article/408225-overview</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101540&pid=S0872-0754201600060000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>19.          Rosenfeld SB. Developmental dysplasia of the hip: Treatment   and outcome. In:   UpToDate, Post TW (Ed), UpToDate, Waltham, MA. (Acedido em 15 de Julho de 2015). Disponível em: <a target="_blank" href="http://www.uptodate.com/">http://www.uptodate.com</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101542&pid=S0872-0754201600060000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20.          Judd J, Clarke   N. Treatment and   prevention of hip   dysplasia in infants and young children. Early Human Development 2014; 90: 731-4. doi: <a target="_blank" href="http://dx.doi.org/10.1016/j.earlhumdev.2014.08.011">http://dx.doi.org/10.1016/j.earlhumdev.2014.08.011</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101544&pid=S0872-0754201600060000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21.          Bin K, Laville JM, Salmeron F. Developmental dysplasia   of the hip in neonates: Evolution of acetabular dysplasia after hip   stabilization by brief Pavlik harness treatment. Orthopaedics &amp; Traumatology: Surgery &amp; Research   2014; 100: 357-61. doi: <a target="_blank" href="http://dx.doi.org/10.1016/j.otsr.2014.03.017">http://dx.doi.org/10.1016/j.otsr.2014.03.017</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101546&pid=S0872-0754201600060000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p> <b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</a></b>    <br> Cátia Pereira     <br> Serviço de Pediatria     <br> Hospital Santa Maria    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Centro Hospitalar Lisboa Norte     <br> Av. Prof. Egas Moniz,    <br> 1649-035 Lisboa    <br> Email: <a href="mailto:catiamrpereira@gmail.com">catiamrpereira@gmail.com</a>     <p>Recebido a 03.03.2016 | Aceite a 04.10.2016</p> </font>      ]]></body><back>
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