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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Invaginação intestinal: uma etiologia rara]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Unidade Local de Saúde do Alto Minho Serviço de Pediatria ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-07542016000600009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-07542016000600009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-07542016000600009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A invaginação intestinal é a causa mais comum de obstrução intestinal entre os três meses e os seis anos de idade. Embora maioritariamente idiopática, em 2 a 8% dos casos uma patologia subjacente pode ser identificada. Caso clínico: Adolescente de 12 anos de idade, sexo masculino, sem antecedentes familiares relevantes, encaminhado para a consulta para estudo após invaginação intestinal. Apresentava má evolução estaturo-ponderal e diarreia crónica. A investigação realizada excluiu doença celíaca, doença inflamatória intestinal e parasitose intestinal. A prova do suor foi positiva e em consulta de fibrose quística repetiu a prova do suor e realizou estudo genético que confirmaram o diagnóstico. Discussão/Conclusões: O caso clínico descrito pretende alertar para a importância de investigar uma patologia subjacente em determinadas crianças e adolescentes com invaginação intestinal. Neste caso o estudo levou ao diagnóstico de fibrose quística.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The intussusception is the most common cause of intestinal obstruction between three months and six years old. Although mostly idiopathic, in 2 to 8% of cases an underlying pathology can be identified. Clinical case: Male adolescent, 12 years old with no significant family history, forwarded to medical study after intussusception. He had failure to thrive and chronic diarrhea. The investigation ruled out celiac disease, inflammatory bowel disease and intestinal parasites. The sweat test was positive and in cystic fibrosis consultation the sweat test was repeated and a genetic study was performed that confirmed the diagnosis. Discussion / Conclusions: The clinical case described is intended to alert to the importance of investigating an underlying disease in some children and adolescents with intussusception. In this case the study led to the diagnosis of cystic fibrosis.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">        <p align="right"><b>CASOS CLÍNICOS | CASE REPORTS  </b></p>        <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Invaginação intestinal – uma   etiologia rara</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Intussusception   – a rare etiology</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Mariana Branco<sup>I</sup>; Ana Isabel   Sequeira<sup>I</sup>; Sandrina     Martins<sup>I</sup>; Teresa       Bernardo<sup>I</sup>; Ana Carneiro<sup>I</sup></b></p>     <p><sup>I </sup>S. de   Pediatria da Unidade Local de Saúde do Alto Minho. 4901-858 Viana do Castelo,   Portugal. <a href="mailto:mariana.a.branco@hotmail.com">mariana.a.branco@hotmail.com</a>; <a href="mailto:ana87sequeira@gmail.com">ana87sequeira@gmail.com</a>; <a href="mailto:marsandrina@gmail.com">marsandrina@gmail.com</a>; <a href="mailto:mtbernardo@gmail.com">mtbernardo@gmail.com</a>; <a href="mailto:anacatfcsousa@gmail.com">anacatfcsousa@gmail.com</a></p> <a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO </b></p>     <p><b>Introdução: </b>A invaginação intestinal é a causa mais   comum de obstrução intestinal entre os três meses e os seis anos de idade. Embora maioritariamente idiopática, em 2 a 8% dos casos uma patologia subjacente pode ser identificada.</p>     <p><b>Caso clínico: </b>Adolescente de 12 anos   de idade, sexo   masculino, sem antecedentes familiares relevantes, encaminhado para a consulta para estudo após invaginação intestinal. Apresentava má evolução estaturo-ponderal e diarreia crónica. A investigação realizada excluiu doença   celíaca, doença inflamatória intestinal e parasitose intestinal. A prova do suor foi positiva   e em consulta de fibrose   quística repetiu a prova do suor e realizou estudo genético que confirmaram o diagnóstico.</p>     <p><b>Discussão/Conclusões: </b>O caso clínico descrito   pretende alertar para a importância de investigar uma patologia subjacente em determinadas crianças   e adolescentes com invaginação   intestinal. Neste caso o estudo levou ao diagnóstico de fibrose quística.</p>     <p><b>Palavras-chave:   </b>diarreia   crónica; fibrose quística; invaginação intestinal; má evolução estaturo-ponderal</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT </b></p>     <p><b>Introduction: </b>The intussusception is the most common cause of intestinal obstruction between three months and six years old. Although mostly   idiopathic, in 2 to 8% of cases an underlying pathology can be identified.</p>     <p><b>Clinical case: </b>Male adolescent, 12 years old with no significant family history,   forwarded to medical study after intussusception. He had failure   to thrive and chronic diarrhea. The investigation ruled out celiac disease,   inflammatory bowel disease and intestinal parasites. The sweat test was positive   and in cystic fibrosis   consultation the sweat   test was repeated   and a genetic study   was performed that confirmed the diagnosis.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discussion / Conclusions: </b>The clinical   case described is intended to alert to the importance of investigating an underlying   disease in some children and adolescents with intussusception. In this   case the study   led to the   diagnosis of cystic fibrosis.</p>     <p><b>Keywords: </b>chronic diarrhea; cystic fibrosis; intussusception; failure to thrive</p> </font> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"> </font></p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A   invaginação intestinal foi descrita pela primeira vez em 1674 por Paul Barbette   e em 1876 Sir Jonathan Hutchinson realizou a primeira redução   cirúrgica com sucesso.<sup>1 </sup>Trata-se de uma   situação clínica resultante da penetração de um segmento proximal do trato gastrointestinal noutro segmento mais distal   que origina uma obstrução intestinal mecânica e compressão dos vasos sanguíneos, podendo   progredir para isquemia intestinal e necrose.<sup>1-4 </sup>Ocorre   preferencialmente na região ileocólica, embora estejam descritas outras localizações.<sup>3,4 </sup></p>     <p>Representa a   causa mais comum de obstrução intestinal entre os três meses e os seis anos de idade. Mais de 80% dos casos   ocorrem em crianças   com idade inferior   a dois anos. A incidência varia   entre um a quatro por 1000 nados   vivos, sendo a maioria   dos indivíduos afetados do sexo masculino, numa relação de 3:1. <sup>1,3 </sup></p>     <p>A maioria   dos casos é idiopática, podendo   no entanto ser identificada uma causa subjacente em 2 a 8% dos   casos, especialmente nas crianças com idade superior   a dois anos. Várias   entidades nosológicas têm sido associadas com invaginação   intestinal, incluindo divertículo de Meckel, linfomas, pólipos intestinais, lipomas,   parasitoses intestinais, púrpura   de Henoch-Schonlein, fibrose   quística, doença celíaca,   doença de Crohn entre outras.<sup>1,3,4 </sup></p>     <p>A tríade   clássica de dor   abdominal em cólica,   massa abdominal palpável   e emissão de fezes com sangue está presente   em menos de 15% dos casos. Dor abdominal e vómitos são os   sintomas mais comuns.   No entanto, em lactentes a apresentação clínica   pode corresponder a períodos de letargia alternados com dor paroxística ou a alterações do estado de consciência.<sup>1,3 </sup>Perante uma história clínica   e exame físico   sugestivos de invaginação intestinal a ecografia abdominal é o exame de eleição   para a sua confirmação.<sup>1,3,4 </sup></p>     <p>A redução   de uma invaginação intestinal é uma emergência e deve ser realizada imediatamente após o diagnóstico. A redução pneumática ou hidrostática são as modalidades de tratamento preferidas. A cirurgia é reservada para os casos   em que a desinvaginação não cirúrgica não é eficaz ou está contraindicada, em situações de invaginação recorrente ou quando há suspeita de patologia subjacente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Se não for rapidamente tratada, uma invaginação intestinal pode ser fatal.   A maioria das crianças recupera   se a invaginação intestinal for reduzida nas primeiras 24 horas mas   a taxa de mortalidade aumenta   rapidamente após este período de tempo. A taxa   de recorrência após a redução   não cirúrgica da invaginação   é de cerca de 10% e após redução cirúrgica é de 2 a 5%.<sup>3 </sup></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CASO CLÍNICO</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Adolescente de 12 anos de idade,   sexo masculino, raça caucasiana. Sem antecedentes familiares de relevo.</p>     <p>Recorre ao serviço de urgência por dor abdominal intensa, generalizada e em cólica, sem irradiação e sem fatores   de alívio ou agravamento associada a vómitos   inicialmente alimentares e posteriormente biliares. Ao exame objetivo estava apirético, com palidez cutânea e com abdómen distendido e doloroso à palpação em todos os quadrantes.</p>     <p>O estudo   analítico revelou leucocitose com neutrofilia e trombocitose; ionograma, função renal, aminotransferases e proteína C reativa dentro dos valores de referência.</p>     <p>A ecografia abdominal evidenciou imagem   sugestiva de invaginação intestinal na transição ileocólica, tendo sido   submetido a desinvaginação pneumática que decorreu sem intercorrências.</p>     <p>Tendo em conta a idade, a má evolução   estaturo-ponderal e a desnutrição (<a href="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a09q1.jpg">quadro 1</a>, <a href="#f1">figuras   1</a> e <a href="#f2">2</a>) foi encaminhado para a consulta de pediatria para   estudo. História clínica   compatível com diarreia crónica,   cerca de três dejeções diárias   diurnas e noturnas de fezes moles, volumosas, brilhantes e fétidas sem sangue ou muco, com um ano de evolução. Sem outra sintomatologia de relevo, nomeadamente respiratória.</p>     
<p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a09f1.jpg" width="386" height="286"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a09f2.jpg" width="387" height="278"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ao exame   físico apresentava bom aspeto geral. Peso 30 kg, estatura 141 cm (percentil 12,7)   e Índice de Massa Corporal <b>(</b>IMC) no percentil 6,8 (OMS). Pele e mucosas   coradas e hidratadas, auscultação cardíaca e pulmonar sem   alterações. Abdómen sem   distensão abdominal e sem massas   ou organomegalias palpáveis e região perineal   íntegra. Sem atrofia de massas musculares, hipocratismo digital ou deformidades da caixa torácica.</p>     <p>Perante este quadro clínico,   foram consideradas como hipóteses de diagnóstico mais   prováveis a doença   celíaca, a doença inflamatória intestinal, a parasitose intestinal e a fibrose   quística. Na avaliação laboratorial não apresentava alterações no hemograma, a velocidade de sedimentação era de 16 mm/h e a   proteína C reativa negativa. A imunoglobulina A era de 140 mg/ dL   e os anticorpos IgA antitransglutaminase negativos. Os anticorpos anti-citoplasma dos neutrófilos (ANCA), anticorpos anti-saccharomyces   cerevisiae (ASCA) e o exame parasitológico de   fezes foram negativos. Realizou prova   do suor segundo   o método quantitativo (<i>Quantitative     Pilocarpine Iontophoresis Test</i>) que foi positiva com valor de ião cloreto   de 154 mmol/L. Posteriormente, foi   encaminhado para consulta de fibrose quística, onde repetiu a prova de suor, pelo mesmo método, com valor de ião   cloreto de 114 mmol/L e realizou estudo   genético que revelou homozigotia para a mutação   F508del que permitiu a confirmação do diagnóstico.</p>     <p>Após o diagnóstico realizou   radiografia de tórax que revelou   hiperinsuflação pulmonar e opacidades bilaterais sugestivas de bronquiectasias que foram confirmadas na tomografia axial   computorizada. Iniciou cinesiterapia respiratória, dornase alfa recombinante, beta 2 agonista   de curta ação (salbutamol),   enzimas pancreáticas e suplementação com vitaminas lipossolúveis. Perante   a colonização crónica   por <i>Staphilococcus aureus </i>associada a deterioração   funcional respiratória iniciou terapêutica supressora crónica com flucloxacilina.</p>     <p>Nove meses   após o início da terapêutica verificou-se melhoria clínica   e dos parâmetros antropométricos (estatura   no percentil 23,1   e IMC no percentil 25,6 – OMS).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO/CONCLUSÃO</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Com o caso clínico   descrito, pretende-se alertar   para a importância de investigar determinados casos de invaginação intestinal, uma vez que   a incidência de uma patologia subjacente aumenta com a idade.<sup>1,3 </sup></p>     <p>Perante uma invaginação intestinal aos 12 anos de idade   associada a um quadro clínico   de má evolução estaturo-ponderal   e diarreia crónica foram consideradas como possíveis patologias subjacentes a doença celíaca, a   doença inflamatória intestinal, a parasitose intestinal e a fibrose quística, sendo esta última confirmada pelas duas provas   do suor e estudo genético realizados.<sup>6-11 </sup></p>     <p>A invaginação intestinal ocorre em pelo menos 1% dos casos de fibrose quística. Além de fezes   espessas impactadas no intestino, provavelmente devido a uma   combinação de deficiência de enzimas pancreáticas e presença de muco espesso   e viscoso, pensa-se que uma incapacidade do intestino em propulsionar estas   fezes atue como   fator precipitante da invaginação   intestinal.<sup>12 </sup></p>     <p>A fibrose   quística é a doença genética mais frequente na raça caucasiana, que se caracteriza pela existência de mutações num   gene localizado no braço longo   do cromossoma sete. Este gene codifica a síntese da proteína <i>Cystic Fibrosis Trans-membrane Conductance Regulator </i>(CFTR) com   funções de canal   cloreto na membrana   apical das células   epiteliais de alguns órgãos, nomeadamente criptas   intestinais, pâncreas, vias biliares, aparelho respiratório, aparelho   reprodutor, glândulas sudoríparas e túbulos renais.<sup>11,13 </sup>A   possibilidade de ocorrência de diferentes mutações e diferentes graus   de disfunção nos diversos sistemas orgânicos citados dá um carácter sistémico a esta doença e consequentemente múltiplas manifestações clínicas   de gravidade variável.<sup>11,13 </sup></p>     <p>O caso   descrito realça esse facto, uma vez que o quadro clínico era composto apenas   por sintomatologia gastrointestinal e embora a invaginação intestinal seja uma forma de manifestação da fibrose quística, a sua ocorrência nesta doença é rara.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>1.             Preece J, Shanker K, Clewner LM, <i>et al</i>. Index of Suspicion. Pediatrics in Review 2013; 34: 408-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101740&pid=S0872-0754201600060000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2.             Fiorentino JA, Oneto A, Dip M. Invaginación intestinal en pediatría. Rev. de Cir. Infantil 1997; 7: 147-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101742&pid=S0872-0754201600060000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3.             Kennedy M, Liacouras CA. Intussusception. In: Kliegman R, <i>et al</i>. Nelson Textbook of Pediatrics. 19th ed. Elsevier Saunders; 2011. p. 1287-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101744&pid=S0872-0754201600060000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4.             Ross A, LeLeiko NS. Acute Abdominal Pain. Pediatrics in Review 2010; 31: 135-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101746&pid=S0872-0754201600060000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5.             Pandey A, Singh S, Wakhlu A, Rawat J. Delayed presentation of intussusceptions in children – a surgical audit. Annals of Pediatric Surgery 2011; 7: 130-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101748&pid=S0872-0754201600060000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6.             Tavares M, Matos IV, Bandeira A,   Guedes M. Abordagem da má evolução ponderal. Nascer e Crescer 2013; 22: 162-6&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101750&pid=S0872-0754201600060000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7.             Zella GC, Israel EJ. Chronic Diarrhea   in Children. Pediatrics in Review 2012; 33: 207-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101751&pid=S0872-0754201600060000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8.             Glick SR, Carvalho RS. Inflammatory   Bowel Disease. Pediatrics in Review 2011; 32: 14-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101753&pid=S0872-0754201600060000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9.             Ediger TR, Hill ID. Celiac Disease.   Pediatrics in Review 2014; 35: 409-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101755&pid=S0872-0754201600060000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10.          Fernandes S, Beorlegui M, Brito MJ, Rocha G. Protocolo de parasitoses intestinais. Acta Pediatr Port 2012; 43: 35-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101757&pid=S0872-0754201600060000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11.          Paranjape SM, Mogayzel PJ. Cystic Fibrosis. Pediatrics in Review 2014; 35: 194-205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101759&pid=S0872-0754201600060000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>12.          Holmes M, Murphy V, Taylor M, Denham B. Intussusception   in cystic fibrosis. Arch Dis   Child 1991; 66: 726-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101761&pid=S0872-0754201600060000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13.          Damas C, Amorim A, Gomes I. Fibrose   quística: Revisão. Rev Port Pneumol 2008; 14: 89-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101763&pid=S0872-0754201600060000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p> <b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</a></b>    <br> Mariana Branco     <br> Serviço de Pediatria    <br> Unidade Local de Saúde do Alto Minho     <br> Estrada de Santa Luzia,    <br> 4901-858 Santa Luzia     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Email: <a href="mailto:mariana.a.branco@hotmail.com">mariana.a.branco@hotmail.com</a>     <p>Recebido a 24.07.2015 | Aceite a 12.04.2016</p> </font>      ]]></body><back>
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