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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Acute Hemorrhagic Edema of Infancy is a leukocytoclastic vasculitis of unknown origin that occurs in infants and toddlers. It is characterized by exuberant and unexpected erythematous and purpuric skin lesions associated with extremity edema and fever. It is not very recognized or diagnosed, although the clinical features are quite typical. The authors describe two clinical cases observed in the emergency room with similar clinical presentation, laboratory findings and evolution. They intend to present this entity, allowing its quick recognition and avoiding and unnecessary investigations and treatments.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">        <p align="right"><b>CASOS CLÍNICOS | CASE REPORTS  </b></p>        <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Edema Agudo Hemorrágico do   Lactente – a (re) conhecer</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Acute Hemorrhagic Edema of Infancy – how to recognize</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Alexandra Pires Pinto<sup>I</sup>; Cláudia Aguiar<sup>II</sup>; Maria José   Dinis<sup>III</sup>; Sandra Ramos<sup>III </sup></b></p>     <p><sup>I </sup>S. de Pediatria do Hospital de Santa Maria do Centro Hospitalar Lisboa Norte. 1649-035 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:alexandra.r.pinto@gmail.com">alexandra.r.pinto@gmail.com    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </a><sup>II </sup>S. de Pediatria do Hospital Integrado de Pediatria do Centro Hospitalar São João. 4200-319 Porto, Portugal. <a href="mailto:claudiaccmaguiar@gmail.com">claudiaccmaguiar@gmail.com    <br> </a><sup>III </sup>S. de Pediatria do Centro Hospitalar Póvoa de Varzim   / Vila do Conde. 4490-421 Póvoa do Varzim, Portugal. <a href="mailto:majodinis@gmail.com">majodinis@gmail.com</a>; <a href="mailto:smmramos@gmail.com">smmramos@gmail.com</a></p> <a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a><a name="topo" id="topo"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO </b></p>     <p>O Edema   Agudo Hemorrágico do Lactente é uma vasculite leucocitoclástica de etiologia   desconhecida, que ocorre em lactentes e crianças pequenas. Caracteriza-se pelo   aparecimento súbito e rápida   progressão de lesões   eritematosas e purpúricas associadas a edema das   extremidades e febre.   Trata-se de uma entidade pouco conhecida e subdiagnosticada, embora   o quadro clínico seja típico.</p>     <p>Os autores   descrevem dois casos   clínicos observados no Serviço de Urgência, com apresentação clínica,   laboratorial e evolução semelhantes. Pretendem dar a conhecer esta entidade, permitindo assim o seu rápido reconhecimento e evitando investigação e tratamento desnecessários.</p>     <p><b>Palavras-chave:   </b>edema agudo hemorrágico; vasculite; benigna; lactente</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT </b></p>     <p>Acute Hemorrhagic Edema of Infancy   is a leukocytoclastic vasculitis   of unknown origin   that occurs in infants and   toddlers. It is characterized by exuberant and   unexpected erythematous and purpuric   skin lesions associated with extremity edema   and fever. It is not very recognized or diagnosed, although   the clinical features are quite typical.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The authors describe two clinical cases observed in the emergency room   with similar clinical presentation, laboratory   findings and evolution. They intend to present this entity, allowing its quick recognition and avoiding and unnecessary investigations and treatments.</p>     <p><b>Keywords: </b>acute hemorrhagic edema; vasculitis; benign; infancy</p> </font> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"> </font></p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O Edema   Agudo Hemorrágico do Lactente (EAHL) é   uma vasculite leucocitoclástica de   pequenos vasos pouco frequente, que ocorre quase   exclusivamente em crianças   entre os quatro   e 24 meses de idade.<sup>1 </sup>Foi inicialmente descrito por Snow em 1913 mas apenas décadas mais tarde é atribuída a outros autores,   Finkelstein e Seidlmayer, a caraterização detalhada do quadro sendo nalguma literatura esta   entidade descrita como acrónimo   dos autores (Doença   de Finkelstein ou Síndrome de Seidlmayer).<sup>1 </sup>Mantém-se   controverso se considerá-lo uma entidade diferente   da Púrpura de Henoch Schoenlein (PHS) ou como fazendo parte do espectro da mesma doença.</p>     <p>A maior prevalência da doença ocorre nos meses de Inverno.   De etiologia e fisiopatologia desconhecidas acredita-se que 75% dos   casos descritos foram   precedidos de infeções (catarro respiratório superior, otite, amigdalite), imunização (VASPR, DTP, HiB) ou fármacos (penicilinas, paracetamol).<sup>2 </sup></p>     <p>Caracteriza-se   clinicamente pelo aparecimento de lesões   eritemato-papulares e purpúricas na face, pavilhões auriculares e extremidades, com raro atingimento do tronco, associado   a febre e edema   da face, mãos e pés.<sup>3 </sup></p>     <p>A instalação súbita e exuberância do exantema contrastam com o bom estado geral da criança.</p>     <p>O   diagnóstico é clínico, o quadro benigno e autolimitado,   com resolução espontânea em uma a três semanas, recomendando-se apenas tratamento sintomático.<sup>2,3 </sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CASO CLÍNICO   1</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Lactente do sexo masculino, 11 meses de idade, de antecedentes patológicos irrelevantes e Plano   Nacional de Vacinação atualizado (sem vacinas extraplano). Trazido ao Serviço   de Urgência por lesões purpúricas, não pruriginosas, de localização   preferencial nos membros inferiores (<a href="#f1">Figura 1</a>), com 24 horas de evolução e nesse dia com pico febril associado (temperatura 39ºC axilar).   Apresentava ainda lesões   eritematosas na face (<a href="#f2">Figura 2</a>) e região   palmar e edema   do dorso das mãos. Hemodinamicamente estável, sem outra   sintomatologia associada, sem   história de vacinação recente ou medicação prévia e com bom estado geral.</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a11f1.jpg" width="288" height="358"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a11f2.jpg" width="339" height="316"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Analiticamente   apresentava hemoglobina (Hb) 11.1 g/dL, leucócitos 17,3&#094;10<sup>9</sup>/L (38,4%   neutrófilos, 50,5% linfócitos), plaquetas 250&#094;10<sup>9</sup>/L e proteína C reactiva (PCR) 0,58 mg/dL com   estudo da coagulação, função hepática   e renal e análise sumária   de urina sem   alterações. Internado para   vigilância com terapêutica de alívio sintomático. Manteve excelente estado   geral, apirexia sustentada, com melhoria progressiva do quadro e sem   progressão das lesões,   com alta em 24 horas.   Reavaliado em consulta após duas semanas apresentando resolução do quadro.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CASO CLÍNICO 2</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Lactente de 12 meses   de idade do sexo feminino, sem antecedentes patológicos relevantes e vacinas   de acordo com o   Plano Nacional de Vacinação (com três doses de vacina antipneumocócica conjugada 13 valente). Trazida   ao Serviço de Urgência por lesões eritemato-maculares, purpúricas de surgimento súbito,   edema das extremidades e febre com cerca de 24 horas de evolução. (<a href="#f3">Figura   3</a> e <a href="#f4">4</a>). Ao exame   objetivo apresentava-se clinicamente estável com boa vitalidade. Terminara nas 72 horas anteriores um ciclo de oito dias de terapêutica com amoxicilina-ácido clavulânico (80 mg/kg/dia) prescrito pelo   médico assistente por otite média aguda.</p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a11f3.jpg" width="333" height="414"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f4"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a11f4.jpg" width="320" height="405"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Analiticamente com Hb 12, 5 g/dL, Leucócitos 15,7x10<sup>9</sup>/L (76,8% N), PCR 5,0 mg/dL. Sem alterações na bioquímica, estudo   da coagulação ou análise sumária   de urina. Foi decidido   internamento para vigilância clínica com tratamento sintomático, com picos febris   apenas nas primeiras 48 horas de internamento. Teve alta melhorada, com hemocultura sem crescimento e sem evidência de novas lesões.   Reavaliada em consulta   após duas semanas sem   recidiva das lesões ou queixas associadas.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O EAHL   é um diagnóstico pouco frequente, uma vez não   ser rápido ou facilmente reconhecido. Tal como   ilustrado por estes dois casos clínicos a apresentação caracterizou-se por febre, lesões purpúricas e edema das extremidades.</p>     <p>As lesões purpúricas, não pruriginosas, assemelham-se a medalhões de dimensões consideráveis. O atingimento dos pavilhões auriculares é muito típico e característico, como evidente   no segundo caso (<a href="#f4">Figuras 4</a> e <a href="#f5">5</a>).<sup>4 </sup></p>     <p><a name="f5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v25n4/25n4a11f5.jpg" width="303" height="357"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Embora os achados cutâneos   sejam exuberantes e de surgimento súbito, contrastavam com   o bom estado geral das   crianças e o prognóstico benigno e autolimitado do quadro.</p>     <p>O diagnóstico é clínico, embora   nos exames complementares de diagnóstico possa   encontrar-se eosinofilia, leucocitose e trombocitose discretas, ou nenhuma alteração.<sup>5 </sup></p>     <p>A velocidade de sedimentação e proteína C   reativa são normais ou pouco elevadas. O estudo do complemento e imunidade são normais, bem como a função renal e hepática.</p>     <p>O sedimento urinário e estudo de coagulação não apresentam alterações.</p>     <p>Histologicamente   trata-se de uma vasculite de pequenos vasos,   que afeta capilares e vénulas pós-capilares da derme superficial e intermédia, com infiltrado de neutrófilos perivasculares e intersticiais e libertação de enzimas ativadas   com necrose local.<sup>5 </sup></p>     <p>A PHS, também uma vasculite leucocitoclástica de pequenos vasos,   é o principal diagnóstico diferencial do EAHL, com diferenças importantes entre ambos.<sup>1,6 </sup></p>     <p>A PHS ocorre habitualmente em crianças entre   os três e sete   anos, as lesões papulo-petéquias estão   distribuídas pelos membros   inferiores e raramente se associa a edema.<sup>2 </sup></p>     <p>O envolvimento sistémico é comum   na PHS com manifestações gastrointestinais e articulares e possível envolvimento renal, com prognóstico incerto   e recidivas frequentes. Trata-se também de uma vasculite leucocitoclástica, mas com depósitos de IgA na imunofluorescência (estes podem verificar-se em cerca de 30% dos   casos de EAHL).<sup>2 </sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outros   diagnósticos diferenciais a considerar podem   incluir: meningococcémia, eritema multiforme, doença de Kawasaki, púrpura   fulminante, erupções por infeções virais, vasculite induzida por fármacos,   síndrome de Sweet (dermatose neutrófílica febril aguda), manifestações   dermatológicas de doenças hematológicas e maus tratos infantis.</p>     <p>Todas estas   patologias podem ser diferenciadas do EAHL   por uma cuidadosa anamnese, exame   físico e provas laboratoriais apropriadas, incluindo o exame histológico da biópsia de pele.</p>     <p>Não há evidência de terapeutica útil,   sendo que os corticóides e anti-histamínicos são considerados por alguns autores, embora sem benefício adicional na evolução natural   da doença, de carácter auto-limitado.<sup>2,3 </sup></p>     <p>O curso normal da doença é a cura espontânea em menos   de três semanas, com regressão das lesões e raras recidivas, como verificado nestes dois casos.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÃO</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Apesar de ser um quadro clínico   típico, o edema   agudo hemorrágico do lactente é por vezes subdiagnosticado, face ao desconhecimento da sua existência.</p>     <p>Devido a diversas vezes   cursar com febre   e quadro cutâneo abrupto de púrpura muito exuberante, coloca dificuldades iniciais   quanto ao seu diagnóstico.</p>     <p>O alerta   para esta vasculite tem como principal objetivo auxiliar o seu reconhecimento precoce, evitando tratamentos, investigação e preocupação desnecessárias. Importante destacar ainda a benignidade, rara recidiva ou complicações e excelente prognóstico.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS   BIBLIOGRÁFICAS </b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>1.             Miner I, Vivanco A, Muñoz J.A,   Landa J, Albisu Y. Edema agudo hemorrágico del lactante. Revisión   bibliográfica. Bol S Vasco-Nav Pediatr. 2004; 37: 13-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101969&pid=S0872-0754201600060001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2.             Pelajo C, de Oliveira SF. Acute Hemorrhagic Edema of Infancy: a Variant   of Henoch – Schonlein Purpura? Rev Bras Reumatol, 2007; 47:69-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101971&pid=S0872-0754201600060001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3.             Rodrigues F, Coelho S, Moreno A, Salgado M. Edema Agudo Hemorrágico do Lactente. Acta Pediatr. Port. 2004; 35: 14951.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101973&pid=S0872-0754201600060001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4.             Cacharrón T, Díaz R, Suárez F,   Rodríguez G. Edema hemorrágico agudo del lactante Acute infantile haemorrhagic edema. An Pediatr. 2011; 74:272-3. doi: 10.1016/j.anpedi.2010.10.024.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101975&pid=S0872-0754201600060001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5.             Emerich P, Prebianchi P, Motta L,   Lucas E, Ferreira L. Edema agudo hemorrágico da infância: relato de três casos. An. Bras. Dermatol. 2011 ; 86: 1181-4. doi: 10.1590/S036505962011000600019.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101977&pid=S0872-0754201600060001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6.             Stringa MF, Castro C, Oliveira AD <i>et al</i>. Vasculitis primarias en la infancia. Estudio clínico-epidemiológico. Dermatol Argent 2009;15:411-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1101979&pid=S0872-0754201600060001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font face="Verdana" size="2"><b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA    <br> </a></b>Alexandra   Pires Pinto    <br>   Serviço de Pediatria Hospital de Santa Maria    <br> Centro Hospitalar Lisboa Norte Av. Prof. Egas Moniz,    <br> 1649-035 Lisboa    <br> Email: <a href="mailto:alexandra.r.pinto@gmail.com">alexandra.r.pinto@gmail.com</a></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recebido a 10.06.2015 | Aceite a 03.06.2016</p> </font>      ]]></body><back>
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