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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qualidade dos registos no Boletim de Saúde da Grávida: a importância para o neonatologista]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The Pregnancy Health Record (PHR) is a functional tool that allows the sharing of pregnancy data among health care professionals. This information is particularly important in the assessment of the newborn immediately after delivery. The purpose of this study was to analyse the quality of these records. Methods: PHR data were collected from a convenience sampling of puerperal women admitted in the Obstetrics Service between March and June 2014. The quality of the records was evaluated according to the recommendations of Direção Geral de Saúde (DGS). SPSS 20® was used for data analysis (statistically significant p <0.05). Results: The final sample was composed by 468 puerperae. The pregnancy was monitored in 98% of the cases, 44% of which in a Health Care Center (HCC), 21% in a private obstetrician (PO), 24% in the hospital and 11% in multiple places. Correct records were found for blood type in 96% of the cases, blood count in 60%, gestational diabetes screening in 59%, group B streptococcus screening in 76%, ultrasounds in 87%, HIV in 64%, HBV in 72%, and for toxoplasmosis in 66%. No significant differences in these records considering the care unit where pregnancy was monitored. There was a statistically significant association between pregnancy surveillance in the HCC and correct records for syphilis and tetanus vaccination (p<0,001). Although the DGS does not recommend routine screening for CMV and VHC, a relationship between these serology records and pregnancy monitoring in PO was found. (p<0,001 and p=0,03). Conclusion: The majority of records were considered correct, however a greater completeness and uniformity of pregnancy records is still necessary, so that the paediatrician can have accurate pregnancy clinical information for the first observation of the newborn.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Boletim de saúde da grávida]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">      <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS | ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Qualidade dos registos no Boletim   de Saúde da Grávida:</b> <b>a importância para o     neonatologista</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Quality of  data in Pregnancy Health Record: the importance for the neonatologist</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>Rita Espírito Santo<sup>I</sup>; Catarina   Salgado<sup>I</sup>; Sandra   Valente<sup>I</sup>; Joana Saldanha<sup>I</sup></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">    <p><sup>I </sup>Neonatology   Unit, Department of Pediatrics, Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar de   Lisboa Norte, Centro Académico de Medicina de Lisboa. 1649-035 Lisboa,   Portugal. <a href="MAILTO:a.r.espiritosanto@gmail.com">a.r.espiritosanto@gmail.com</a>; <a href="mailto:catarina.salgado@gmail.com">catarina.salgado@gmail.com</a>; <a href="mailto:to_sandra@iol.pt">to_sandra@iol.pt</a>; <a href="mailto:joanasaldanha@sapo.pt">joanasaldanha@sapo.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#end">Correspondence to</a><a name="topo" id="topo"></a></p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><b><font size="2" face="Verdana">RESUMO</font></b></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução</b>: O Boletim   de Saúde da Grávida (BSG) é uma ferramenta de transmissão dos dados da gestação   fundamentais para uma completa observação do recém-nascido logo após o parto. O objetivo deste estudo consistiu na análise da qualidade dos registos do BSG.</font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>Métodos</b>: Foram   colhidos os registos de uma amostra de conveniência de puérperas internadas   entre março e junho de 2014. A apreciação do preenchimento dos BSG foi   realizada tendo em conta a calendarização preconizada pela Direção Geral de   Saúde (DGS). Para a análise estatística utilizou-se SPSS20®, considerando-se dados estatisticamente significativos se p&lt;0,05.</p>     <p><b>Resultados</b>: Das 468   puérperas: 98% foram gestações vigiadas, 44% no centro de saúde (CS), 21% em   obstetra particular (OP), 24% em consulta hospitalar e 11% em múltiplos locais.   Encontraram-se registos corretos para o grupo sanguíneo em 96%, hemograma em   60%, rastreio diabetes gestacional em 59%, pesquisa <i>Streptococcus </i>do   grupo B em 76%, ecografias em 87%, serologia para VIH em 64%, VHB em 72% e para   toxoplasmose em 66%. Estes registos não apresentaram uma relação significativa com o local de vigilância. Verificou-se uma relação entre os   registos corretos para sífilis e vacina do tétano na vigilância no CS   (p&lt;0,001). Apesar de não previsto na norma, 13% apresentavam registo   serológico para CMV e 27% do VHC, observando-se uma relação significativa com o seguimento em OP (respetivamente p&lt;0,001 e p=0,03).</p>     <p><b>Conclusão: </b>Apesar da   maioria dos BSG apresentarem registos corretos, estes podem ainda ser   melhorados e é necessária uma maior uniformização para a obtenção de informações claras na primeira observação do recém-nascido.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Boletim de   saúde da grávida; cuidados pré-natais; complicações da gravidez; saúde do recém-nascido; testes serológicos de rastreio na gravidez</p> </font> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"> </font><b><font size="2" face="Verdana">ABSTRACT</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b></b></font><font size="2" face="Verdana"><b>Introduction</b><i>: </i>The   Pregnancy Health Record (PHR) is a functional tool that allows the sharing of   pregnancy data among health care professionals. This information is   particularly important in the assessment of the newborn immediately after   delivery. The purpose of this study was to analyse the quality of these   records. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Methods: </b>PHR data were collected from a convenience sampling of   puerperal women admitted in the Obstetrics Service between March and June 2014.   The quality of the records was evaluated according to the recommendations of   Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de (DGS). SPSS 20&reg; was used for data analysis (statistically significant p   &lt;0.05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Results: </b>The final   sample was composed by 468 puerperae. The pregnancy was monitored in 98% of the   cases, 44% of which in a Health Care Center (HCC), 21% in a private   obstetrician (PO), 24% in the hospital and 11% in multiple places. Correct   records were found for blood type in 96% of the cases, blood count in 60%,   gestational diabetes screening in 59%, group B <i>streptococcus </i>screening   in 76%, ultrasounds in 87%, HIV in 64%, HBV in 72%, and for toxoplasmosis in   66%. No significant differences in these records considering the care unit   where pregnancy was monitored. There was a statistically   significant association between pregnancy surveillance in the HCC and correct   records for syphilis and tetanus vaccination (p&lt;0,001). Although the DGS   does not recommend routine screening for CMV and VHC, a relationship between these   serology records and pregnancy monitoring in PO was found. (p&lt;0,001 and   p=0,03).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusion: </b>The majority   of records were considered correct, however a greater completeness and   uniformity of pregnancy records is still necessary, so that the paediatrician   can have accurate pregnancy clinical information for the first observation of   the newborn.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords</b>: Pregnancy   health record; prenatal care; pregnancy complications; newborn health; maternal   serum screening tests</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Em Setembro de 2000, a   Organização das Nações Unidas (OMS) definiu os <i>Objetivos de Desenvolvimento     do Milénio.</i><sup>1 </sup>Desta   declaração faziam parte a redução da taxa de mortalidade infantil (TMI) para   dois terços (objetivo 4) e redução para três quartos da taxa de mortalidade   materna (TMM) (objetivo 5), entre 1990 e 2015.<sup>1 </sup>Em Portugal,   em 1960, a TMI era de 77,5‰ e a TMM 1,155‰.<sup>2,3 </sup>Em 1990, a   TMI foi de 10,9‰, sendo a taxa de mortalidade neonatal (TMN) de 7,0‰ e a   TMM de 0,103‰.<sup>4 </sup>Em 2008 a   TMM desceu para 0,038‰, a TMI, em 2014 foi de 2,8‰ e a TMN de 2,3‰.<sup>3,4 </sup>Estes bons   resultados são fruto dos cuidados prestados pelos profissionais de saúde que se dedicam à mulher e ao recém-nascido (RN).</p>     <p>O Boletim de Saúde da Grávida   (BSG) foi criado em 1984 (Instrução de Serviço nº2 de19/9/1984), sendo a sua   utilização obrigatória desde 1991 (Despacho 1/91 de 1 Fevereiro).<sup>5,6 </sup>Constitui um   instrumento fundamental de transmissão de dados relativos à saúde da grávida e   do feto.<sup>5 </sup>Assegura a   circulação da informação entre os profissionais de saúde, dos cuidados   primários aos cuidados hospitalares, entre os responsáveis por assistir a grávida, aos que avaliam o RN.<sup>5</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estudos unicêntricos realizados   em diferentes maternidades nacionais constatam uma evolução positiva do preenchimento completo do BSG: 0% em 1987 e 1991; 0,3% em 1995; 21,1%</p>     <p>em 1996; 47,3% em 2003 e 55% em   2014.<sup>7-11</sup>.Contudo,   além de melhoria de quantidade, também a qualidade destes registos necessita de ser garantida.</p>     <p>Em Dezembro 2013 a Direção Geral   de Saúde (DGS) publicou a atualização da Norma nº 37/2011 relativa aos exames   laboratoriais na gravidez (<a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a02t1.jpg">tabela 1</a>).<sup>12 </sup>Esta   preconiza que sejam realizados no âmbito da vigilância da gravidez os seguintes   exames: tipagem ABO e fator Rhesus (Rh); teste de Coombs; hemograma; rastreio   da diabetes gestacional (DG), da sífilis, rubéola, toxoplasmose, vírus da   imunodeficiência humana (VIH), virus da hepatite B (VHB), bacteriúria assintomática e rastreio de colonização do <i>Streptococcus </i>&#946; hemolítico do grupo B (SGB).<sup>12</sup></p>     
<p>É importante identificar o grupo   sanguíneo materno para prevenir possível doença hemolítica do RN (DHRN).<sup>13 </sup>Estima-se   que 15% das mães sejam Rh negativas, sendo importante saber o grupo Rh, com   intuito de oferecer profilaxia pré e pós-natal às mães Rh negativas.<sup>13 </sup>A existência   de anticorpos maternos contra antigénios eritrocitários é frequente, podendo   causar anemia aloimune.<sup>14 </sup>Estes   anticorpos são maioritariamente anti-D, anti-c e anti-kell, podendo ocorrer   contra outros antigénios.<sup>13-14 </sup>Assim, a Norma da DGS preconiza que, precocemente na gravidez   seja identificado o grupo ABO e Rh da mãe e que seja realizado no 1º e 2º   trimestre da gravidez, o teste de Coombs a todas as mães.<sup>12 </sup>A DGS   recomenda um hemograma completo em todos os trimestres.<sup>12 </sup>Valores de   hemoglobina mais baixos têm sido associados a parto pré-termo e a baixo peso ao   nascer.<sup>12-15 </sup>Os índices   eritrocitários (VGM e HGM) devem ser analisados, grávidas com alterações ou   provenientes de áreas endémicas definidas pela Circular nº18 da DGS (distrito   de Beja, Évora, Faro, Leiria, Lisboa, Santarém ou Setúbal; ou emigrantes   África, Ásia, Brasil,   Europa de Leste ou Timor) devem realizar uma eletroforese das hemoglobinas, com   intuito de rastrear portadoras de hemoglobinopatias.<sup>16 </sup>Uma contagem   plaquetária &lt;150000/ &#956;L ocorre em   cerca de 8% das gestações, a maioria são de etiologia benigna (trombocitopenia   gestacional), no entanto este valor tem de ser aferido e pesquisadas outras   causas menos frequentes, mas mais graves para mãe e feto, como eclâmpsia, pré-eclâmpsia grave ou trombocitopenia imune.<sup>17</sup></p>     <p>As complicações perinatais   resultantes da exposição intrauterina a uma hiperglicemia descontrolada   (macrossomia, leves para idade gestacional, distocia de ombros) estão   descritas, e podem ser reduzidas através do rastreio e controlo da DG.<sup>18,19 </sup>Por   conseguinte, a DGS recomenda a realização de glicémia em jejum na primeira   consulta pré-natal e, no caso de esta não ser realizada ou resultado normal, a   realização da prova de tolerância oral à glicose (PTGO) entre as 24 e 28 semanas.<sup>12,20</sup></p>     <p>Em Portugal, entre 2009-2013,   foram declarados 941 casos de sífilis primária e 51 de sífilis congénita.<sup>22 </sup>Dada a   eficácia da terapêutica com penicilina (taxa de sucesso de 98,2%), a DGS   preconiza a realização do <i>Venereal Disease Research Laboratory </i>(VDRL) no 1º e 3ºtrimestres de gravidez.<sup>12,21,23</sup></p>     <p>A vacinação para a rubéola foi   introduzida em Portugal em 1984 para raparigas dos 10-12 anos e, atualmente   realizam-se duas doses aos 12 meses e 5-6 anos a todas as crianças.<sup>24 </sup>Em Portugal,   entre 2009-2013 foram declarados dois casos de síndrome de rubéola   congénita(SRC).<sup>22 </sup>A OMS   recomenda uma taxa de imunidade na população em geral &gt;95%.<sup>25 </sup>Em   conformidade, as orientações da DGS recomendam que a imunidade para a rubéola   seja documentada no período pré-concecional e, se a mulher não for imune, seja   vacinada três meses antes da concepção.<sup>12 </sup>Se apenas   for possível realizar a serologia para a rubéola no período pós-concecional,   deve ser pedida serologia no 1º trimestre, se imunidade documentada não é   necessário repetir, se a grávida for seronegativa a serologia deve ser repetida   por volta das 18-20 semanas, antes da ecografia morfológica.<sup>12 </sup>A   seroprevalência da toxoplasmose na população portuguesa é pouco conhecida.<sup>12 </sup>A DGS prevê   que seja pedida serologia no período pré-concecional ou, se não for possível,   no 1º trimestre. Se imunidade documentada a grávida não precisa de repetir, se for seronegativa deve repetir no 2º e 3º trimestres.<sup>12</sup></p>     <p>Existe uma forte recomendação   para o rastreio do VIH e do VHB durante a gestação, pois a intervenção nestas   situações leva a uma diminuição nas taxas de transmissão vertical, de 20- 40%   para &lt;2% no caso do VIH, e uma redução de cerca 95% no caso do VHB.<sup>12,13 </sup>Assim, a DGS   recomenda duas serologias para o VIH no 1º e 3º trimestres, e a pesquisa do   antigénio de superfície para VHB (AgHbs) no 1º trimestre e outra no 3º para as grávidas não vacinadas para a hepatite B.<sup>12</sup></p>     <p>A bacteriúria assintomática   caracteriza-se pela presença persistente de colonização bacteriana do trato   urinário, sem sintomas de infeção urinária. Estima-se que ocorra em cerca de   2-5% de todas as gestações, e se associe a partos pré-termo e um maior risco de   pielonefrite.<sup>13 </sup>Contudo, um   estudo coorte prospetivo recente, não relacionou o tratamento da bacteriúria assintomática com redução do risco do parto pré-termo.<sup>26</sup></p>     <p>A DGS preconiza a realização de uma urocultura em todas as grávidas no 1º trimestre.<sup>12</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O SGB é responsável por doença   grave no recém-nascido.<sup>13 </sup>Nos casos em   que isolado deve ser realizada profilaxia antibiótica intraparto, o que tem   permitido prevenir a infeção neonatal precoce em 86-89% dos casos.<sup>27,28 </sup>Por   conseguinte, a DGS prevê a pesquisa de SGB entre as 35-37 semanas, excetuando   grávidas em que o SGB foi isolado na urina ou com história anterior de sépsis neonatal.<sup>12</sup></p>     <p>Em Maio de 2013 foi atualizada a   Norma nº23/2011, que refere que todas as grávidas devem realizar três   ecografias obstétricas. A ecografia do 1ºtrimestre (11-13 semanas) tem como   objetivos: a datação correta da gravidez, diagnóstico de malformações major e   avaliação do risco de aneuploidias. A ecografia do 2ºtrimestre (20-22 semanas)   tem como principal intuito a deteção de malformações. A ecografia do   3ºtrimestre (30-32 semanas) é um exame para o diagnóstico de anomalias tardias   e avaliação do desenvolvimento fetal, nomeadamente a deteção da restrição do   crescimento fetal, que afeta cerca 15% das gestações e está associada a morbimortalidade fetal tardia e neonatal.<sup>29</sup></p>     <p>Além do registo dos exames analíticos   e ecográficos, devem ser preenchidos no BSG outros como a história familiar, antecedentes pessoais e obstétricos, intercorrências relevantes.<sup>5</sup></p>     <p>Assim, em Portugal, os cuidados   prestados pelos profissionais de saúde que seguem a grávida-feto/puérpera-RN   têm tido como resultado o alcance de todos os objetivos propostos pelas   organizações internacionais, nomeadamente ao nível da redução da TMM e TMI.<sup>1,2 </sup>Neste   processo de vigilância da gestação, que se deve iniciar com a programação da   conceção e culminar com os cuidados ao recém-nascido, o pediatra encontra-se a   jusante, necessitando que os registos do BSG estejam adequadamente preenchidos.   Assim, o objetivo deste trabalho consistiu em avaliar a qualidade dos dados do BSG que chegam ao pediatra para a primeira observação do RN.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MATERIAL E MÉTODOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Realizou-se um estudo descritivo,   observacional e transversal através da aplicação de um questionário, original,   anónimo, aplicado a uma amostra de conveniência. O estudo foi aprovado pela   Comissão de Ética do centro hospitalar de apoio perinatal diferenciado ao qual pertencem os autores.</p>     <p>Amostra foi constituída por   puérperas internadas na maternidade durante o período de estudo (Março a Junho   de 2014). Foram incluídos no estudo puérperas e RN internados em regime de   alojamento conjunto na maternidade onde decorreu o estudo, e que aceitaram   participar no mesmo, através da assinatura do consentimento informado. Foram   excluídas mães de RN que não realizaram a primeira observação na enfermaria do   puerpério, nomeadamente os que foram admitidos na Unidade de cuidados intensivos.</p>     <p>Estabeleceram-se como variáveis   demográficas: idade materna, idade gestacional, nacionalidade materna, risco da   gravidez, vigilância da gravidez e seu local. A gravidez foi considerada de   risco se tal estivesse registado no BSG, e vigiada se a grávida tivesse mais de   seis consultas registadas. Definiram-se como variáveis específicas de estudo os   registos do BSG preconizados pela DGS (<a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a02t1.jpg">tabela 1</a>), e outros parâmetros: hábitos   tabágicos, rastreio bioquímico de cromossomopatias, amniocentese, vacina anti-tetânica, vírus da hepatite C (VHC) e citomegalovírus (CMV).</p>     
<p>A qualidade dos registos foi   aferida tendo em conta as recomendações preconizadas pelas Normas nº037/2011 e   nº023/2011 da DGS, sendo os registos considerados “corretos” (C), “incompletos” (I) ou “em excesso” (E).<sup>12,29</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como não foram transcritos os   dados de vacinação materna para o VHB, foram considerados registos corretos os   das mães que tivessem uma serologia no 1º trimestre ou duas (1º e 3º trimestres).</p>     <p>Como o BSG possui apenas três   espaços para o registo das ecografias, não foram considerados “registos em excesso”.</p>     <p>Os resultados foram tratados em   base de dados anónima, realizando-se uma análise descritiva dos mesmos. Para o   tratamento estatístico utilizou-se o Microsoft Office Excel 2010® e o programa   SPSS®, versão 20.0. Utilizaram-se os testes <i>Chi-Square </i>(&#967;2), <i>ANOVA </i>e <i>t-Student</i>, para um nível de significância de p=0,05.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A amostra final foi constituída   por 468 puérperas, 98% tiveram algum tipo de seguimento da gravidez (452   consideradas adequadamente vigiadas e sete mal vigiadas), das vigiadas apenas   duas não se faziam acompanhar do BSG (uma referia não lhe ter sido fornecido e a outra tê-lo perdido), quanto às não vigiadas, nenhuma possuía BSG.</p>     <p>Relativamente às características   das puérperas, tinham uma idade mediana de 32 anos (mínimo 12; máximo 45), e   eram na maioria (87%) de nacionalidade portuguesa. Quanto às outras   nacionalidades (13%): 35 de origem africana, 15 da américa do sul, dez   europeias das quais cinco da europa de leste, duas asiáticas e uma norte   americana. A <a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a02t2.jpg">tabela 2</a> descreve as características das grávidas, comparando as portuguesas com as de outras nacionalidades.</p>     
<p>Das gestações em que se   identificou o local de vigilância: 44% foi realizada no Centro de Saúde (CS),   21% em obstetra particular (OP), 24% em consulta hospitalar (CH) e 11% em   múltiplos locais (28 em OP+CH, 10 em CS+OP e 7 CS+CH). As grávidas estrangeiras   foram principalmente vigiadas no CS (52%) e menos em OP (8%) (p=0,016).   Constatou-se uma média de idades inferior (29 anos) nas vigiadas no CS (p&lt;0,001).</p>     <p>Em cerca de 20% das gestações foi   identificado algum fator de risco: 41 casos relacionados com a atual gravidez (DG,   hipertensão arterial, pré-eclâmpsia, ameaça de parto pré-termo, restrição do   crescimento intrauterino, gemelaridade e outros), 24 com doença materna prévia   à gestação, nove pela idade materna (&lt;18 ou &gt;39 anos), oito por condições   relacionadas com o feto e seis por antecedentes de patologia em gestações   anteriores. A maioria destas grávidas (78%) foi seguida em consulta hospitalar   (p&lt;0,001) e tinha uma idade média (33 anos) superior ao resto da amostra (p&lt;0,001).</p>     <p>Quanto aos registos recomendados   pela DGS (<a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a02t3.jpg">Tabela 3</a>), no total, os BSG seguidos no CS apresentaram em média 60%   de registos corretos, em OP 59%, em CH 62% e em múltiplos locais 64%. A percentagem de registos corretos variou consoante o parâmetro analisado.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto aos registos ecográficos,   na nossa amostra 87% tinham os três registos, 7% dois, 3% um e 4% nenhum   registo. Um hemograma por trimestre foi registado em 60% e grupo sanguíneo em   96% dos BSG. O registo da pesquisa de aglutininas irregulares foi encontrado em   apenas 27%, sendo 78% Rh- (p&lt;0,001). O maior número de registos corretos foi encontrado no grupo acompanhado no CS (p=0,01).</p>     <p>Em relação ao rastreio da DG, 59%   possuíam registos corretos (57% tinham resultados da glicémia em jejum e da   PTGO e 2% tinham tido uma glicémia em jejum&gt;92mg/dL, não necessitando de   fazer PTGO). As restantes, 14% só tinham registo da glicémia em jejum, 18% só   da PTGO e 9% sem qualquer registo. A referir um registo em excesso, uma grávida, com DG diagnosticado no 1ºtrimestre, que realizou PTGO.</p>     <p>Cerca de 34% tinham os registos   corretos do rastreio preconizado para a sífilis, 45% tinham dados em excesso.   Observou-se uma associação entre ser seguido no CS e ter registos corretos   (p&lt;0,001) e dados em excesso e ser acompanhado em CH. A serologia   pré-concecional para a rubéola foi realizada em 4% (n=20). No total, 67%   apresentaram registo correto para a serologia da rubéola durante a gestação,   16% registos incompletos e 17% em excesso. Houve uma associação entre   seguimento no CS e registos em excesso (p&lt;0,001) e entre vigilância em OP e   dados incompletos (p=0,048). As grávidas imunes para a rubéola tinham registos   corretos em 74%, enquanto que as não-imunes, apenas 6% possuía registos   corretos, 68% incompletos (p&lt;0,001). Quanto à serologia para a toxoplasmose,   foi feita no período pré-concecional em 3% (n=13). Na gravidez, 66% tinham   registos preconizados, 70% das grávidas imunes apresentavam registos corretos e   11% de incompletos, no grupo das não-imunes 69% tinha registos corretos, mas   31% incompletos (p&lt;0,001). A serologia para o VIH teve registos corretos em 64% e o registo do AgHBs foi considerado correto em 72%.</p>     <p>Só em 3% (n=15) foi feita apenas   uma urocultura no 1ºtrimestre, como preconiza a DGS, 76% tinham uroculturas   também nos outros trimestres. O resultado da pesquisa do SBG estava registado em 76%.</p>     <p>Quanto aos registos não   preconizados pela Norma (<a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a02t4.jpg">tabela 4</a>): os hábitos tabágicos estavam descritos em   91%; o status vacinal para o tétano em 52%, com uma diferença significativa se   seguimento em CS(66%) versus vigilância em OP(44%) ou em CH(46%) (p=0,001); os   anticorpos para VHC foram pedidos em 27%, para o CMV em 13% (apenas 8 no   período pré-concecional), houve uma associação entre os registo destas   serologias e ser seguido em OP (p=0,033 e 0,001 respetivamente); 43% tinham o   registo do rastreio bioquímico, correspondendo a 70% do grupo vigiado em OP   (p&lt;0,001). As grávidas que apresentavam este registo tinham uma média de   idades superior (33 anos) às que não possuíam (29 anos), (p&lt;0,001). O   registo da amniocentese   estava presente em 10% (n=47), encontrando-se uma associação com gravidez de   risco (p=0,003), ser seguida em múltiplos locais (p=0,029) e uma idade média mais elevada (36 anos, p&lt;0,001).</p>     
<p>Quanto aos resultados dos exames   efectuados (<a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a02t5.jpg">tabela 5</a>), as ecografias apresentaram alterações em 52 casos (12%),   sendo as principais dilatações pielocaliciais (n=9), suspeita de anomalias no   sistema nervoso central (n=6), suspeita de cardiopatia (n=6) e translucência da   nuca aumentada ou ausência dos ossos próprios do nariz (n=6). Verificou-se uma   associação entre alterações nas ecografias e acompanhamento em CH (p=0,020) e idade média mais elevada (33 anos, p=0,021).</p>     
<p>Quanto ao grupo sanguíneo, 45%   eram do grupo 0 e 41% A, sendo 85% Rh+. Quanto à pesquisa de aglutininas   irregulares, estas foram positivos em 2 casos (2%), numa mãe Rh+ e outra Rh-. O   diagnóstico de DG foi realizado em 16 grávidas, nove apresentaram uma glicémia   em jejum alterada e sete alteração da PTGO (cinco tinham tido uma glicémia em   jejum normal e duas não tinham realizado esta avaliação). Dois RN nasceram macrossómicos (p=0,037).</p>     <p>O VDRL foi positivo em duas mães no 1º trimestre, que realizaram terapêutica adequada.</p>     <p>No período pré-concecional,   documentou-se a imunidade para a rubéola em 18 mulheres, tendo-se identificado   duas não imunes que não foram corretamente vacinadas. No total a imunidade para   a rubéola foi de 92%, sendo 32 puérperas não imunes (a vacinação para rubéola na infância foi confirmada em todas).</p>     <p>Quanto à toxoplasmose, das 14   mulheres que fizeram serologia pré-concecional, apenas uma era imune. No total   a seronegatividade para a toxoplasmose foi de 82%, tendo ocorrido um caso de   seroconversão. Verificou-se uma relação entre a imunidade para a toxoplasmose e não ser de nacionalidade portuguesa (p&lt;0,001).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O rastreio para o VIH, VHB e VHC   foi negativo em cerca de 99% dos casos, sendo os casos positivos associados a   nacionalidade não portuguesa (p=0,007, p=0,045 e p=0,009).Dos 60 casos que   realizaram serologia para o CMV 67% eram imunes, 32% eram seronegativas e registou-se um caso de seroconversão.</p>     <p>A pesquisa de bacteriúria   assintomática foi positiva em 6% no 1ºtrimestre e 3% no 3ºtrimestre. O   principal agente foi <i>Escherichia coli e </i>42% das uroculturas positivas no   2ºtrimestre já tinham sido positivas no 1ºtrimestre e 27% das positivas no 3º   trimestre tinham tido uma cultura positiva no 2ºtrimestre (p&lt;0,001). Não houve relação entre uroculturas positivas e menor idade gestacional.</p>     <p>A pesquisa de SGB foi positiva em   16% (n=58), sendo que a percentagem foi superior (38%) nas mulheres com nacionalidade não portuguesa (p=0,005).</p>     <p>Cerca de 15% (n=64) tinham   hábitos tabágicos referidos no BSG, constatou-se que os RN destas mães tinham   uma média inferior de peso nascer (3128g vs 3228g, p=0,09) e houve uma maior percentagem (11% vs 4%) de RN de baixo peso neste grupo (p=0,017).</p>     <p>O rastreio bioquímico das   cromossomopatias teve como resultado um risco baixo em 92% (n=184). Nos casos   em que foi positivo (n=16), nove realizaram amniocentese, todas com resultado   normal. Além destes nove casos foram realizadas mais 25 amniocenteses, sendo que no total duas vieram alteradas.</p>     <p>Quanto à vacina do tétano, das   188 puérperas que possuíam o registo, 80% tinham a vacina atualizada   previamente à gestação, 8% realizou durante a gravidez e 12% com a vacina em atraso não foram imunizadas.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Os antecedentes do RN são   essencialmente os familiares e a história da sua gestação. Na instituição onde   o estudo decorreu, o BSG é o documento que acompanha a grávida no bloco de   partos, sendo que resultados de exames que nele não estejam registados, podem   não estar disponíveis para a primeira observação do RN. Tal pode ter como   consequências a repetição desnecessária de exames, o atraso na profilaxia de   doenças preveníveis ou na abordagem de situações que exigem uma atitude precoce.</p>     <p>Uma das limitações deste estudo é   ter sido unicêntrico, outra é ter sido realizado numa Maternidade de um   hospital perinatal diferenciado, o que pode ter condicionado a percentagem considerável (20%) de gestações consideradas de risco.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar das recomendações da DGS,   utilizadas como referência neste estudo para a avaliação dos registos, serem   destinadas a gestações de baixo risco, consideramos que os parâmetros avaliados   são transversais, não sendo um motivo para a exclusão das puérperas com algum   fator de risco identificado.<sup>12,19 </sup>Em situações   particulares, foi tida em conta “o fator de risco” para a classificação   qualitativa do registo, por exemplo uma mãe com DG identificada no 1ºtrimestre,   apresentava registos “corretos” se não tivesse registo da PTGO e “em excesso” se este estivesse presente.</p>     <p>O grupo sanguíneo materno foi o   parâmetro mais registado, o que demonstra a sensibilização para a prevenção da   DHRN. Contudo o resultado do teste de Coombs estava presente em apenas 27%, e   destas a maioria com Rh-. Dado que podem existir anticorpos contra outros   antigénios eritrocitários, os profissionais de saúde devem estar alerta para   esta situação.<sup>14 </sup>As grávidas   seguidas em CS foram as que apresentaram maior registo do teste de Coombs independente do grupo Rh.</p>     <p>Teria sido interessante estudar o   valor da hemoglobina pois o valor para a grávida não é consensual, variando com   a população e com trimestre, assim como avaliar o registo da eletroforese das   hemoglobinas, mas um obstáculo à sua análise foi o este parâmetro não ter um local de registo em todos os BSG.<sup>13</sup></p>     <p>Apesar do diagnóstico da DG não   ser consensual, estudos associaram intervenção na DG ligeira à redução da   morbilidade neonatal.<sup>13,18,19 </sup>Na nossa amostra verificou-se existir um maior número de RN macrossómicos neste grupo.</p>     <p>Os registos para sífilis   apresentaram-se em maior número do que o preconizado pela DGS (excetuando as   grávidas vigiadas no CS).<sup>12 </sup>O grande número   de casos declarados em Portugal e, tendo em conta que é uma doença com   terapêutica eficaz, pode ter condicionado a atitude dos profissionais de saúde, principalmente os que trabalham em cuidados hospitalares.</p>     <p>Apesar de sermos um país com   elevada taxa de vacinação para a rubéola, a percentagem de grávidas imunes na   nossa amostra (92%) ainda é inferior ao recomendado pela OMS para a população   geral.<sup>25 </sup>Outros   estudos realizados na mesma região em 2003 e 2013 também revelaram taxas de   imunidade de 95% e 93%, respetivamente, tendo este último associado a imunidade   a idade materna e nacionalidade portuguesa, o que não ocorreu na nossa amostra.<sup>10,30 </sup>As puérperas   não-imunes do nosso estudo eram todas vacinadas, assim terão de ser elaborados   estudos para averiguar o motivo da seronegatividade para a rubéola.   Verificou-se que as grávidas imunes possuíam na maioria das vezes registos   corretos para a rubéola, enquanto as não-imunes possuíam registos incompletos,   e os dois casos identificados no período pré-concecional não receberam a vacina   como recomenda a DGS. Tal sugere que mais atenção deve ser dada à vigilância da   grávida não-imune, pois a prevenção é a única forma de evitar o SRC. Caso a mãe   se infete durante a gestação deve ser encaminhada atempadamente para um centro de referência.</p>     <p>Existem poucos dados a nível   nacional acerca da imunidade para a toxoplasmose, um estudo no norte do país descreveu uma taxa de seronegatividade para as mulheres em idade fértil de cerca 76%, um valor semelhante   (74%) foi encontrado num estudo realizado numa maternidade em Lisboa.<sup>30,31 </sup>No nosso   estudo a taxa de seronegatividade foi maior (82%), sendo mais elevado se incluídas apenas as puérperas portuguesas (85%).</p>     <p>O registo das serologias para VIH   e VHB tem uma recomendação grau IA, a ausência do seu registo no BSG pode   conduzir a que não sejam tomadas todas as medidas de profilaxia da transmissão   vertical ou no caso do VIH à introdução de leite adaptado desnecessariamente até garantia de seronegatividade.<sup>12</sup></p>     <p>Pela nossa amostra, aparentemente   os profissionais de saúde continuam a realizar pesquisa de bacteriúria em todos   os trimestres, em vez de apenas no 1ºtrimestre, contudo estas são as   recomendações nacionais e internacionais, embora baseadas em estudos da década de 60.<sup>12,13</sup></p>     <p>Na nossa amostra a pesquisa SGB   foi positiva em &lt;15% das portuguesas. Não fazia parte das nossas variáveis,   contudo seria interessante comparar o desenvolvimento de doença precoce por SGB   em filhos de mães colonizadas que receberam antibioticoterapia adequada, com os   RN de mãe SGB negativas nas mesmas condições, pois o National Institute for   Health and Care Excellence(NICE) não recomenda a pesquisa de SGB por rotina, mas antibioticoterapia profilática em todas as situações de risco.<sup>13</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O registo dos hábitos tabágicos   foi elevado (91%), o que demonstra que é um assunto abordado nas consultas   pré-natais. O fato de se ter constatado um maior número de RN de baixo peso nas   64 grávidas fumadoras, pode ser argumento para um maior empenho para educação e cessação deste hábito.</p>     <p>O rastreio bioquímico das   cromossomopatias foi realizado predominantemente em grávidas vigiadas em OP e   com uma de idade superior. No entanto, deveria ser realizado em qualquer idade   e independente do local de seguimento. Como esperado um maior número de   amniocenteses foi realizada em mulheres seguidas em múltiplas consultas e com uma média de idades superior.</p>     <p>Apesar de não preconizados pela   DGS, a serologia para o VHC ou CMV foi pedida num número significativo de   grávidas, principalmente se vigiadas em OP. A prevalência estimada do VHC em   Portugal é de cerca de 1,5% e a sua serologia deve ser pedida nos grupos   considerados de risco.<sup>32 </sup>A infeção   por CMV constitui a principal infeção congénita, estimando-se que em Portugal   ocorra em 1% dos nados vivos.<sup>33 </sup>A correta   interpretação da serologia na gravidez prende-se com a realização de serologia   pré-concecional, que no nosso estudo foi realizado em apenas 13%, não se verificando um seguimento sistematizado de grávidas imunes ou não imunes.</p>     <p>As consultas de saúde materna são   momentos oportunos para a promoção de saúde e atualização, sendo que deve ser   averiguado o status vacinal para o tétano, se não estiver atualizado deve ser   realizado para a prevenção do tétano neonatal. Os BSG de grávidas vigiadas no CS foram os que mais frequentemente apresentaram esta informação.</p>     <p>Em Portugal, constatou-se uma   evidente redução da TMI, sendo agora o objetivo a otimização da qualidade de   saúde. Um BSG corretamente preenchido é essencial para uma melhor e mais   completa abordagem do RN pelo pediatra. Registos <i>“em excesso” </i>podem   tornar-se confusos e representam gastos desnecessários, registos “<i>incompletos</i>”   comprometem cuidados, podendo aumentar a morbilidade neonatal e conduzir ao   prolongamento de internamentos, com custos associados. A avaliação e divulgação   regular dos registos pode desenvolver a comunicação entre os diferentes   profissionais envolvidos neste processo, aperfeiçoando os cuidados de saúde prestados.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Apesar da maioria dos BSG   apresentarem registos corretos, uma maior uniformização dos registos da   gravidez é necessária para que o pediatra disponha de informações claras na primeira observação do RN.</p>     <p>O BSG é a ferramenta de   comunicação entre os vários profissionais que acompanham a gravidez, parto e   RN. Por conseguinte, é importante avaliar sistematicamente as condições em que este chega ao pediatra, e divulga-las a todos os profissionais de saúde.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a02t6.jpg" width="397" height="818"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></font><b>&nbsp;</b></p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>1.             United Nations. Millennium Declaration. United Nations Information Centre, Lisbon. DPI/2163-Portuguese-2001; 1-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107350&pid=S0872-0754201700010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2.             Instituto Nacional de Estatística. A Mortalidade Infantil em Portugal. <i>Destaque do INE </i>2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107352&pid=S0872-0754201700010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3.             Neves JP, Ayres-de-Campos D. Mortalidade materna em Portugal desde 1929. Acta Obstet Ginecol Port 2012; 6: 94- 100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107354&pid=S0872-0754201700010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4.             Instituto Nacional de Estatística, IP. Estatísticas Demográficas 2014. INE, IP Lisboa- Portugal 2015; ISSN 0377-2284:65-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107356&pid=S0872-0754201700010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5.             Direção Geral de Saúde. Boletim de Saúde da Grávida. Circular informativa nº16/DSMIA de 07/09/2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107358&pid=S0872-0754201700010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6.             Diário da República. Obrigatoriedade do preenchimento   dos Boletins de Saúde Infantil e Grávida. Despacho n.º 1/91 de 1 de Fevereiro 1991; 27: 1231.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107360&pid=S0872-0754201700010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7.             Portela A. Saúde Materna – para quando? Saúde Infantil 1988; 10: 213-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107362&pid=S0872-0754201700010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8.             Portela A. Ainda… Saúde Materna-para quando? Saúde Infantil 1992; 14:199-203.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107364&pid=S0872-0754201700010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9.             Remoaldo P, Marinho A. O Boletim de Saúde da Grávida- para quando a sua completa utilização? Saúde Infantil 1997; 19: 41-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107366&pid=S0872-0754201700010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10.          Saldanha MJ. Utilidade do Boletim de Saúde da Grávida para a Avaliação do Recém-Nascido. Acta Pediatr Port 2004; 35: 43-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107368&pid=S0872-0754201700010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11.          Salgado C, Espírito Santo R, Valente S, Saldanha J. Registo   do boletim de saúde da grávida - 18 anos de evolução. Acta Pediatr Port 2014; 45: S110-1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107370&pid=S0872-0754201700010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12.          Direção Geral de Saúde. Exames Laboratoriais na Gravidez de Baixo Risco. Norma nº037/2011 atualizada a 20/12/2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107372&pid=S0872-0754201700010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13.          National Collaborating Centre for Women’s and Children’s   Health. Antenatal care routine care for the healthy pregnant woman Clinical Guideline March 2008; 120-2.180-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107374&pid=S0872-0754201700010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>14.          UK Blood Transfusion Services. Guidelines for the Blood Transfusion Service. 6th ed. London; TSO; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107376&pid=S0872-0754201700010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15.          Steer P, Alam MA, Wadsworth J, Welch A. Relation between   maternal haemoglobin concentration and birth weight in different ethnic groups. BMJ 1995; 310: 489– 91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107378&pid=S0872-0754201700010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16.          Direção Geral de Saúde. Prevenção das formas graves de hemoglobinopatia. Circular informativa nº18/DSMIA de 07/09/2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107380&pid=S0872-0754201700010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17.          Khellaf M, Loustau V, Bierling P, Michel M, Godeau B. Thrombocytopenia and pregnancy. Rev Med Interne 2012; 33: 446-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107382&pid=S0872-0754201700010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18.          Poolsup N, Suksomboon N, Amin M. Effect of treatment of   gestational diabetes mellitus: a systematic review and meta- analysis. PLoS One. 2014; 9:e92485. doi: 10.1371/journal. pone.0092485.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107384&pid=S0872-0754201700010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>19.          Crowther CA, Hiller JE, Moss jr, McPhee AJ, Jeffries WS,   Robinson JS. Australian Carbohidrate Intolerance Study in Pregnant Women   (ACHOIS). Effect of Treatment of Gestacional Diabetes on Pregnancy Outcomes. N Engl J Med 2005; 352: 2477-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107386&pid=S0872-0754201700010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20.          Direção-Geral da Saúde. Diagnóstico e Conduta na Diabetes Gestacional. Norma n.º7/2011 de 31/1/2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107388&pid=S0872-0754201700010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21.          De Santis M, De Luca C, Mappa I, Spagnuolo T, Licameli A,   Straface G <i>et al</i>. Syphilis Infection during Pregnancy: Fetal Risks and Clinical Management. Infect Dis Obstet Gynecol 2012: 430-585.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107390&pid=S0872-0754201700010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22.          Instituto Nacional de Estatística, IP. Casos notificados de   doenças de declaração obrigatória (N.º) por Local de residência (NUTS - 2013),   Sexo e Doenças de declaração obrigatória; Anual - INE, Casos Notificados de   Doenças de Declaração Obrigatória. (Acedido em 15 Setembro 2015). Disponível   em: <a href="https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_indicadores&indOcorrCod= 0008458&contexto=bd&selTab=tab2" target="_blank">https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_indicadores&amp;indOcorrCod= 0008458&amp;contexto=bd&amp;selTab=tab2</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107392&pid=S0872-0754201700010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23.          Alexander JM, Sheffield J, Sanchez PJ, Mayfield J, Wendel   GD. Efficacy of treatment for syphilis in pregnancy. Obstet Gynecol 1999; 93:5-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107394&pid=S0872-0754201700010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>24.          Direção Geral de Saúde.;Programa Nacional de Vacinação 2012; 21/12/2011; Norma nº040/2011, atualizada a 26/01/2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107396&pid=S0872-0754201700010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>25.          World Health Organization (WHO) Regional Office for Europe.   Eliminating measles and rubella. Framework for the verification process in the   WHO European Region. Copenhagen: WHO Regional Office for Europe; 2012. (Acedido   em 29 Setembro 2015). Disponível em: <a href="http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0005/156776/e96153-Eng-final-version.pdf" target="_blank">http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0005/156776/e96153-Eng-final-version.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107398&pid=S0872-0754201700010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26.          Kazemier BM, Koningstein FN, Schneeberger C, Ott A, Bossuyt   PM, Miranda E, <i>et al</i>. Maternal and neonatal consequences of treated and   untreated asymptomatic bacteriuria in pregnancy: a prospective cohort study   with an embedded randomised controlled trial. Lancet Infect Dis. 2015; 15:1324-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107400&pid=S0872-0754201700010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>27.          Benitz WE, Gould JB, Druzin ML. Antimicrobial prevention of   early-onset group B streptococcal sepsis: estimates of risk reduction based on a critical literature review. Pediatrics 1999; 103:e78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107402&pid=S0872-0754201700010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>28.          Centers for Disease Control and Prevention. Prevention of Perinatal Group B Streptococcal Disease. MMWR 2010; 59:3-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107404&pid=S0872-0754201700010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>29.          Direção Geral de Saúde. Norma nº023/2011.Exames Ecográficos na Gravidez de Baixo Risco. 29/09/2011. Atualizada a 21/05/2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107406&pid=S0872-0754201700010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>30.          Lito D, Francisco T, Salva I, Tavares MN, Oliveira R, Neto   MT. Análise das Serologias para Infeções do Grupo TORCH e do Rastreio para   Streptococcus do grupo B na População de Grávidas de uma Maternidade. Acta Med Port 2013; 26:549- 54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107408&pid=S0872-0754201700010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>31.          Lopes AP, Dubey JP, Moutinho O, Vilares A, Rodrigues M,   Cardoso L, <i>et al</i>. Seroepidemiology of Toxoplasma gondii infection in   women from the North of Portugal in their childbearing years. Epidemiol Infect 2012; 140: 872-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107410&pid=S0872-0754201700010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>32.          Bacalhau S, Timóteo C, Agro J. Perinatal transmission of   hepatitis C virus - Santo André Hospital, Leiria 2002-2006. Acta Med Port 2010; 23: 391-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107412&pid=S0872-0754201700010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>33.          Paix&#257;o P, Almeida   S, Gouveia P, Vilarinho L, Vaz Osório R. Prevalence of human cytomegalovirus congenital infection in Portuguese newborns. Euro Surveill 2009; 14: 13-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1107414&pid=S0872-0754201700010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="end" id="topo2"></a> <a href="#topo">CORRESPONDENCE TO    <br> </a></b>Rita Espírito Santo     <br>   Neonatology Unit     <br> Department of Pediatrics     <br> Hospital de Santa Maria    <br> Centro Hospitalar Lisboa Norte     <br> Avenida Professor Egas Moniz, 1649-035 Lisboa    <br> Email: <a href="mailto:a.r.espiritosanto@gmail.com">a.r.espiritosanto@gmail.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Received for publication: 27.02.2016 Accepted in revised form: 27.07.2016</p> </font>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>United Nations</collab>
<source><![CDATA[Millennium Declaration]]></source>
<year>2001</year>
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<publisher-name><![CDATA[United Nations Information Centre]]></publisher-name>
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<label>2</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Instituto Nacional de Estatística</collab>
<source><![CDATA[A Mortalidade Infantil em Portugal]]></source>
<year>2001</year>
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<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[Neves]]></surname>
<given-names><![CDATA[JP]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Ayres-de-Campos]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mortalidade materna em Portugal desde 1929]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Obstet Ginecol Port]]></source>
<year>2012</year>
<volume>6</volume>
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