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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Macrossomia Neonatal: Fatores de Risco e Complicações Pós-parto]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction/Objectives: Neonatal macrosomia is used to describe newborns with a birth weight higher than certain limit, more frequently &#8805;4000 g. This has been associated to several complications during and postpartum, both for the mother and newborn. The aim of this study is to investigate which are the risk factors and complications most frequently associated to neonatal macrosomia in children born at the same period in two Portuguese hospitals: Senhora da Oliveira, Guimarães (HSOG) and Cova da Beira (CHCB). Material and Methods: A case-control, observational and retrospective study was performed, including 860 newborns: 711 in the control group (birth weight between 2500 and 3999 g), 281 from CHCB and 430 from HSOG, and 149 in the macrosomic group (birth weight &#8805;4000 g), 30 from CHCB and 119 from HSOG. Risk factors for macrosomia and maternal and neonatal complications were compared with the control group, using the IBM SPSS Statistics 23.0® software. Results: There is an association between male infant, higher weight before pregnancy and higher gestacional age and macrosomia in both hospitals. Furthermore, it was associated with multiparity, macrosomic sibling and weight gained during pregnancy in HSOG and with maternal diabetes in CHCB. The complications associated with macrosomia were cephalopelvic disproportion, higher proportion of caesarean and shoulder dystocia in HSOG and hypoglycemia in CHCB. Conclusions: This study has shown an increase in maternal and neonatal complications with macrosomia. Eliminate modifiable risk factors is fundamental to decrease morbidity.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Macrossomia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2">    <b>ARTIGOS ORIGINAIS | ORIGINAL ARTICLES</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="4" face="Verdana"><b>Macrossomia Neonatal: Fatores de Risco e Complicações Pós-parto</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b><font face="Verdana">Neonatal  Macrosomia: Risk Factors and Postpartum Complications</font></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">    <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Soraia Pereira Ribeiro<sup>I</sup>; Ricardo   Barros Costa <sup>II</sup>; Clara Paz   Dias <sup>III</sup></b></p>     <p><sup>I </sup>Integrated   Master in Medicine, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto. 4200-319 Porto, Portugal. <a href="mailto:soraia.ribeiro20@gmail.com">soraia.ribeiro20@gmail.com    <br> </a><sup>II </sup>Neonatology   Unit, Department of Pediatrics, Hospital Pêro da Covilhã, Centro Hospitalar Cova da Beira. 6200-251 Covilhã, Portugal. <a href="mailto:rjbc1963@gmail.com">rjbc1963@gmail.com    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </a><sup>III </sup>Neonatology   Unit, Department of Pediatrics, Hospital Senhora da Oliveira. 4835-044 Guimarães, Portugal. <a href="mailto:clarasofiapazdias@gmail.com">clarasofiapazdias@gmail.com</a><b>&nbsp;</b></p> <a href="#end">Correspondence to</a><a name="topo" id="topo"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><font face="Verdana" size="2"> </font><b>RESUMO</b></p> </font><font face="Verdana" size="2">     <p><b>Introdução/Objetivos: </b>O termo   macrossomia é usado para descrever recém-nascidos (RN) com peso ao nascimento   superior a determinado limite, sendo o mais comumente utilizado &#8805;4000   g. Tem sido associado a diversas complicações durante e após o parto, quer para   a mãe, quer para RN. O objetivo deste estudo é investigar quais os fatores de   risco e as complicações mais frequentemente associadas à macrossomia em   crianças nascidas no mesmo período em dois hospitais portugueses: Hospital Senhora da Oliveira, Guimarães (HSOG) e Centro Hospitalar Cova da Beira (CHCB).</p>     <p><b>Material e Métodos: </b>Efetuou-se   um estudo caso-controlo, observacional e retrospetivo. Foram incluídos 860 RN:   711 do grupo controlo (peso ao nascimento entre 2500-3999 g), sendo 281 do CHCB   e 430 do HSOG, e 149 macrossómicos  (peso &#8805;4000   g), sendo 30 do CHCB e 119 do HSOG. Compararam-se os fatores de risco para   macrossomia e as complicações neonatais e maternas com os controlos, utilizando-se o programa IBM SPSS Statistics 23.0®.</p>     <p><b>Resultados</b>:   Verificou-se associação entre sexo masculino, maior peso prévio à gravidez e   maior idade gestacional e macrossomia nos dois hospitais. Encontrou-se ainda   associação com multiparidade, irmão macrossómico e aumento ponderal durante a   gestação no HSOG e com diabetes materna no CHCB. As complicações associadas à   macrossomia foram: desproporção feto-pélvica, maior percentagem de cesarianas e distócia de ombros no HSOG e hipoglicemia no CHCB.</p>     <p><b>Conclusões: </b>O estudo   revelou aumento da incidência de complicações maternas e neonatais em contexto   de macrossomia. A eliminação dos fatores de risco modificáveis afigura-se fundamental na diminuição da morbilidade.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Macrossomia; peso ao nascimento; complicações obstétricas; complicações neonatais</p> </font> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"> </font><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Introduction/Objectives: </b>Neonatal   macrosomia is used to describe newborns with a birth weight higher than certain   limit, more frequently &#8805;4000 g. This has been associated to several   complications during and postpartum, both for the mother and newborn. The aim   of this study is to investigate which are the risk factors and complications   most frequently associated to neonatal macrosomia in children born at the same   period in two Portuguese hospitals: Senhora da Oliveira, Guimar&atilde;es (HSOG) and   Cova da Beira (CHCB).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Material and Methods: </b>A   case-control, observational and retrospective study was performed, including   860 newborns: 711 in the control group (birth weight between 2500 and 3999 g),   281 from CHCB and 430 from HSOG, and 149 in the macrosomic group (birth weight &#8805;4000   g), 30 from CHCB and 119 from HSOG. Risk factors for macrosomia and maternal   and neonatal complications were compared with the control group, using the IBM   SPSS Statistics 23.0&reg; software.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Results: </b>There is an   association between male infant, higher weight before pregnancy and higher   gestacional age and macrosomia in both hospitals. Furthermore, it was   associated with multiparity, macrosomic sibling and weight gained during   pregnancy in HSOG and with maternal diabetes in CHCB. The complications   associated with macrosomia were cephalopelvic disproportion, higher proportion   of caesarean and shoulder dystocia in HSOG and hypoglycemia in CHCB.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusions: </b>This study   has shown an increase in maternal and neonatal complications with macrosomia.   Eliminate modifiable risk factors is fundamental to decrease morbidity.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords</b>:   Macrosomia; birth weight; obstetric labor complications; neonatal complications</font></p> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O termo macrossomia é usado para   descrever recém-nascidos (RN) com peso ao nascimento superior a determinado   limite, não consensual na literatura.<sup>1 </sup>Estudos   prévios têm usado como definição de macrossomia neonatal peso ao nascimento   superior a 4000, 4500 ou 5000 g, independentemente da idade gestacional.<sup>2,3 </sup>O relatório   do Consenso sobre Diabetes e Gravidez de 2011, publicado pela Direção-Geral da   Saúde (DGS), define macrossomia neonatal como peso ao nascimento igual ou superior a 4000 g.<sup>4</sup></p>     <p>A prevalência de RN com peso   superior a 4000 g varia em diferentes populações entre 5 e 20%. A maior   proporção foi encontrada nos países nórdicos.<sup>1 </sup>Com o   aumento da prevalência de diabetes mellitus e obesidade das mulheres em idade reprodutiva, é expectável um aumento paralelo dos RN macrossómicos.<sup>5</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sexo masculino, nascimento   pós-termo, idade materna avançada (igual ou superior a 35 anos), multiparidade,   estatura elevada dos pais e maior escolaridade materna têm sido apontados como   fatores de risco para macrossomia. Assinala-se ainda uma relação com o facto de   previamente ter sido mãe de RN macrossómico.<sup>3,6,7 </sup>A diabetes   materna, gestacional ou pré-gestacional, está associada a maior risco de   macrossomia neonatal.<sup>8 </sup>De forma   independente, a obesidade pré-concecional assim como aumento ponderal excessivo   durante a gravidez aumentam o risco.<sup>9,10 </sup>O papel da   pré-eclampsia é controverso, mas tem sido sugerida a sua influência no   crescimento intrauterino excessivo.<sup>11–13 </sup>Contrariamente,   o tabagismo tem o efeito oposto no crescimento fetal, estando relacionado apenas com baixo peso ao nascimento.<sup>14,15</sup></p>     <p>A macrossomia aumenta o risco de   complicações para a mãe e para o RN. Desproporção feto-pélvica, maior   necessidade de parto por cesariana, traumatismo perineal, aumento do tempo de   internamento após o parto e necessidade de transfusão sanguínea são as complicações maternas mais frequentes.<sup>5,7,9</sup></p>     <p>A distócia de ombros é uma   complicação neonatal bem estabelecida, podendo ocorrer, associadas ou não a esta, fratura da clavícula ou lesão do plexo braquial.<sup>16,17</sup></p>     <p>Recém-nascidos macrossómicos   apresentam maior risco de baixo índice de Apgar ao 5º minuto, síndrome de   aspiração meconial, hipoglicemia ou doença das membranas hialinas.<sup>3,18,19 </sup>O presente estudo tem como objetivo investigar os fatores</p>     <p>de risco associados à macrossomia   neonatal e complicações maternas e neonatais em dois hospitais portugueses (o   Centro Hospitalar Cova da Beira e o Hospital Senhora da Oliveira, Guimarães),   usando dados recentes. Foram estudados RN e respetivas mães no período compreendido entre o nascimento e a alta hospitalar.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MATERIAL E MÉTODOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Foi realizado um estudo caso-controlo, observacional e retrospetivo.</p>     <p>Considerou-se como RN   macrossómicos aqueles com peso &#8805;4000 g, definição utilizada pela DGS.<sup>4 </sup>Este também   representa o valor a partir do qual Boulet <i>et al </i>definem macrossomia grau 1.<sup>3</sup></p>     <p>Estudou-se a população de RN   macrossómicos do Centro Hospitalar Cova da Beira (CHCB) e do Hospital Senhora   da Oliveira, Guimarães (HSOG) entre 1 de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de   2014. As populações dos dois hospitais foram avaliadas de forma independente.   Na totalidade, foram incluídos 149 RN, dos quais 30 nasceram no CHCB e 119 no HSOG.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como grupo controlo, utilizou-se   uma amostra aleatória dos RN com peso ao nascimento &#8805;2500 g e &lt;4000 g   (normossómicos) nascidos no mesmo período que a população em estudo.<sup>7,19 </sup>A amostra   foi calculada com um erro amostral máximo de 5%, o que correspondeu a 281   controlos no CHCB e 430 no HSOG. Posteriormente foi realizada uma aleatorização   simples da população inicial de cada hospital com o objetivo de obter o número de controlos calculado.</p>     <p>Foram excluídos do estudo todos   os RN com idade gestacional inferior a 37 semanas e gravidezes gemelares, visto   estarem associadas a maior mortalidade e morbilidade perinatal.<sup>20,21 </sup>Os dados   foram obtidos através dos processos clínicos informatizados, presentes no   programa Sistema de Apoio Médico®, dos RN e respetivas mães, sendo anonimizados e garantindo-se a confidencialidade dos intervenientes.</p>     <p>O estudo foi aprovado pelas comissões de ética de ambas as instituições.</p>     <p>Analisaram-se como fatores de   risco maternos: idade, paridade, RN prévio macrossómico, diabetes,   pré-eclampsia, ganho ponderal durante a gestação e peso prévio à mesma.   Diabetes inclui as apresentações pré-gestacional e gestacional. Foram também   incluídos no estudo os hábitos tabágicos maternos, uma vez que exercem   influência no peso ao nascimento, tendo o efeito oposto à macrossomia. O sexo e a idade gestacional foram considerados como fatores de risco do RN.</p>     <p>Como complicações neonatais,   avaliou-se um baixo índice de Apgar ao 5º minuto, hipoglicemia, doença das   membranas hialinas, síndrome de aspiração meconial, distócia de ombros, fratura   da clavícula e lesão do plexo braquial. A variável morbilidade total representa   o risco de um RN apresentar uma ou mais complicações neonatais, dentro das analisadas.</p>     <p>Considerou-se baixo índice de   Apgar ao 5º minuto como &lt;7.<sup>3 </sup>A definição   de hipoglicemia neonatal encontra-se de acordo com o Consenso Clínico da   Sociedade Portuguesa de Pediatria.<sup>22 </sup>Transfusão   sanguínea, desproporção feto-pélvica, parto por  cesariana, parto com aux  ílio de fórceps ou ventosa, laceração perineal   de 3º ou 4º grau e tempo de internamento prolongado foram analisadas como   complicações maternas. Considerou-se tempo de internamento prolongado, aquele   superior a 48 horas no caso de parto vaginal e 72 horas quando o parto foi por cesariana.<sup>7</sup></p>     <p>A análise estatística foi   efetuada com o programa IBM SPSS Statistics 23.0®. Em todos os testes   estatísticos, valores de p &lt;0,05 (bilateral) foram considerados significativos.</p>     <p>Para verificar a existência de   associação entre os fatores de risco analisados e macrossomia neonatal,   utilizaram-se os testes de comparação entre proporções Qui-Quadrado ou teste   exato de Fisher, no caso das variáveis qualitativas. Quando as associações   entre as variáveis se mostraram significativas, foi calculado   o <i>Odds ratio</i>, com um intervalo de confiança (IC) de 95%, para avaliar   quantitativamente a probabilidade de um grupo possuir determinado fator risco   em comparação com o outro. Os mesmos testes foram utilizados para a análise das complicações neonatais e maternas.</p>     <p>Na análise das variáveis   quantitativas, quer para os fatores de risco para macrossomia neonatal, quer   para a variável “tempo de internamento”, foi utilizado o teste não paramétrico   para duas amostras independentes U de Mann-Whitney. Este teste foi aplicado   após a avaliação da normalidade pelo teste de Kolmogorov-Smirnov, que verificou   que nenhum dos grupos (macrossómicos ou normossómicos) seguia uma distribuição   normal (p &lt;0,05). Sendo assim, avaliaram-se as variáveis pela sua mediana e amplitude interquartil (AIQ).</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>No período compreendido entre 1   de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2014, houve um número total de   nados-vivos de 4096 no HSOG e 1116 no CHCB, com uma taxa de RN macrossómicos de 2,9% e 2,7%, respetivamente.</p>     <p>Analisou-se uma amostra aleatória dos controlos, com o total de 430 do HSOG e 281 do CHCB.</p>     <p>Os quadros <a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a03q1.jpg">1</a> e <a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a03q2.jpg">2</a> contêm os resultados da análise dos fatores de risco maternos para macrossomia neonatal.</p>     
<p>No HSOG, pela análise do <i>Odds   ratio</i>, verificou-se que a probabilidade de RN macrossómicos serem filhos de   mães multíparas é 2,34 vezes superior à dos normossómicos. De forma semelhante,   a análise mostra que um macrossómico tem 10,26 vezes maior probabilidade de   nascer de uma mãe de RN macrossómico prévio, comparativamente aos normossómicos.</p>     <p>Uma associação estatisticamente   significativa com macrossomia neonatal foi também encontrada para o peso prévio   à gravidez e ganho de peso durante a gestação. O estudo revelou que as mães dos   RN macrossómicos pesavam antes de engravidar, em mediana, mais 6 kg do que as   mães dos normossómicos (68 kg vs 62 kg). Relativamente ao ganho de peso durante a gestação, as primeiras ganharam, em mediana, mais 3,5 kg do que as segundas.</p>     <p>A análise não mostrou qualquer   associação entre a idade materna, diabetes ou pré-eclâmpsia e macrossomia neonatal.   Também não se verificou influência dos hábitos tabágicos maternos no peso do RN (7,6% nos macrossómicos vs 13,0% nos normossómicos, valor-p= 0,078).</p>     <p>No CHCB, a diabetes materna e o   peso prévio à gravidez mostraram ser fatores de risco para macrossomia   neonatal. Verificou-se que um RN macrossómico tem 3,31 vezes maior   probabilidade de ter nascido de uma gestante com diabetes do que um   normossómico. A análise revelou ainda que as mães dos macrossómicos pesavam   antes de engravidar, em mediana, mais 11,5 kg do que as mães dos normossómicos   (73 kg vs 61,5 kg). Não foi encontrada qualquer associação entre macrossomia   neonatal e as restantes variáveis analisadas (idade materna, paridade, RN   prévio macrossómico, pré-eclâmpsia e ganho de peso durante a gestação), neste   hospital. De forma semelhante ao HSOG, a an  álise não mostrou associação entre o   peso do RN e os hábitos tabágicos maternos (13,3% nos macrossómicos vs 14,9% nos normossómicos, valor-p= 1,000) no CHCB.</p>     <p>Nos quadros <a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a03q3.jpg">3</a> e <a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a03q4.jpg">4</a> encontram-se os   resultados da análise dos fatores de risco do RN para macrossomia no HSOG e no   CHCB, respetivamente. Em ambos os hospitais, a análise mostrou que existe uma   associação entre o sexo masculino e macrossomia neonatal. No caso do HSOG, o   Odds ratio permite concluir que um RN do sexo masculino tem 3,36 vezes maior probabilidade de ser macrossómico. Essa probabilidade é de 5,84 no CHCB.</p>     
<p>Não foi possível verificar a   existência de uma associação entre o nascimento pós-termo (&#8805;42 semanas) e macrossomia, dado só existirem três casos (um no HSOG e dois no CHCB).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente à idade   gestacional, os resultados foram sobreponíveis nos dois hospitais, com os RN   macrossómicos a apresentarem, em mediana, mais uma semana de gestação do que os normossómicos (40 vs 39 semanas).</p>     <p>O resultado da análise das complicações neonatais é apresentado nos quadros <a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a03q5.jpg">5</a> e <a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a03q6.jpg">6</a>.</p>     
<p>Foi encontrada uma associação   entre macrossomia neonatal e distócia de ombros no HSOG. A análise mostrou que   um RN macrossómico tem uma probabilidade 8,89 vezes superior à dos normossómicos de apresentar distócia de ombros como complicação.</p>     <p>No CHCB encontrou-se uma   associação significativa entre macrossomia e hipoglicemia. O <i>Odds ratio </i>mostra   que um RN macrossómico possui 10,66 vezes maior probabilidade de ter hipoglicemia do que um normossómico.</p>     <p>Não se registaram RN com índice   de Apgar &lt;7 ao 5º minuto ou doença das membranas hialinas. Também não se   encontrou qualquer associação entre macrossomia e síndrome de aspiração meconial, fratura da clavícula ou lesão do plexo braquial.</p>     <p>Verificou-se existir um risco   significativamente maior de um RN macrossómico apresentar complicações   neonatais face aos normossómicos, tanto no HSOG como no CHCB (O<i>dds ratio </i>de 3,98 e 7,47 respetivamente).</p>     <p>Os resultados das complicações maternas são apresentados nos quadros <a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a03q7.jpg">7</a> e <a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a03q8.jpg">8</a>.</p>     
<p>No HSOG, a análise mostrou que   mães de RN macrossómicos têm maior probabilidade de apresentarem desproporção   feto-pélvica (O<i>dds ratio </i>de 8,06) e parto por cesariana (<i>Odds ratio </i>de 2,49), comparativamente às dos normossómicos.</p>     <p>Relativamente ao tempo de   internamento, no HSOG, as mães de RN macrossómicos ficaram, em mediana, mais um   dia no hospital do que as mães dos normossómicos (72 vs 48 horas). Contudo, não   se detetaram diferenças estatisticamente significativas entre a percentagem de   mães de macrossómicos que tiveram internamentos prolongados e as dos   normossómicos. Esta última análise difere da do tempo de internamento, pois   leva em conta o tipo de parto. O estudo não demonstrou, neste hospital,   diferenças entre os dois grupos no que se refere à probabilidade das outras   complicações analisadas (transfusão sanguínea, parto por ventosa ou fórceps e laceração perineal de 3º ou 4º grau).</p>     <p>No caso do CHCB, apesar das   medianas do tempo de internamento das mães dos RN macrossómicos e dos   normossómicos serem sobreponíveis (48 horas), as primeiras têm uma maior probabilidade de internamento prolongado do que as segundas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Estudos prévios têm demonstrado   um aumento do peso médio ao nascimento, assim como da proporção de RN   macrossómicos nas últimas décadas em diversos países. Fatores maternos, como o   aumento do índice de massa corporal (IMC), ganho de peso durante a gestação e prevalência de diabetes têm sido apontados como possíveis causas.<sup>23,24</sup></p>     <p>No presente estudo, a percentagem   de RN macrossómicos nos dois anos analisados foi de 2,9% no HSOG e 2,7% no   CHCB. Esta incidência é bastante inferior à de 7,1% e 9,1% encontrada em estudos de outros países europeus.<sup>13,19</sup></p>     <p>Embora diversos estudos tenham   mostrado uma maior incidência de macrossomia com o aumento da idade materna,   este estudo não encontrou qualquer associação entre essas variáveis em nenhum dos hospitais.<sup>7.9</sup></p>     <p>Não se encontrou associação entre   pré-eclâmpsia e macrossomia, sendo que o número reduzido de casos não permite   retirar conclusões consistentes. Embora seja geralmente associada a restrição   de crescimento intra-uterino, alguns estudos têm colocado a hipótese de que a   pré-eclâmpsia no terceiro trimestre exerça influência num maior crescimento   fetal, possivelmente por um aumento compensatório do fluxo sanguíneo da   placenta.<sup>11,12,25,26 </sup>Mais investigação é necessária para comprovar essa hipótese.<sup>12</sup></p>     <p>A presença de hábitos tabágicos   durante a gestação também não mostrou, neste estudo, ter influência no peso do RN.</p>     <p>No HSOG, a multiparidade e a   existência de um RN prévio macrossómico mostraram estar fortemente associados à   presença de macrossomia neonatal, com resultados similares aos de estudos   anteriores de maior dimensão.<sup>3,7 </sup>Não se verificou essa associação no CHCB.</p>     <p>A diabetes materna é um fator de   risco reconhecido em muitos estudos internacionais, inclusive nos países em   desenvolvimento.<sup>3,5,27 </sup>O relatório   do Consenso sobre Diabetes e Gravidez de 2011 menciona a importância do   hiperinsulinismo fetal no seu crescimento excessivo.<sup>4 </sup>Neste   estudo, encontrou-se uma associação entre diabetes materna e macrossomia neonatal no CHCB, mas não no HSOG.</p>     <p>Um estudo português realizado no   HSOG avaliou a importância do IMC prévio à gravidez e do ganho ponderal durante   a gestação na predição do peso do RN, no caso de mulheres com diabetes   gestacional. Os investigadores concluíram que o excesso de peso materno e o   ganho de peso durante a gestação influenciam, de forma independente, o peso ao   nascimento. No estudo em causa, nenhum macrossómico nasceu de mulheres   normoponderais com diabetes gestacional.<sup>28 </sup>A   importância do peso prévio e do ganho ponderal durante a gravidez também foi   avaliada neste estudo. Devido à inexistência de dados sobre a altura materna em   muitos casos, não foi calculado o IMC prévio à gestação, o que limita as   conclusões que podem ser retiradas. Contudo, a mediana do peso antes da   gravidez foi significativamente superior nas mães dos macrossómicos, no HSOG   (68 kg vs 62 kg) e no CHCB (73kg vs 61,5 kg). As mães dos macrossómicos também   apresentaram uma mediana do ganho de peso durante a gestação superior à dos normossómicos no HSOG (15 kg vs 11,5 kg), mas não</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>no CHCB. O <i>Institute of   Medicine </i>(IOM) forneceu recomendações acerca do ganho ponderal durante a   gravidez de acordo com o IMC materno.<sup>29 </sup>Estudos   posteriores poderão avaliar a influência do ganho ponderal superior ao   recomendado na macrossomia, tendo em consideração gestantes portuguesas sem diabetes.</p>     <p>A análise dos fatores de risco do   RN mostrou que existe uma forte associação entre o sexo masculino e macrossomia, o que é concordante com estudos prévios.<sup>13,19</sup></p>     <p>Em ambos os hospitais,   verificou-se que os RN macrossómicos apresentaram, em mediana, mais uma semana   de gestação do que normossómicos (39 vs 40 semanas). Nascimentos pós-termo (&#8805;42   semanas) foram considerados fatores de risco para macrossomia em outros   estudos, contudo não foi possível avaliar essa associação neste estudo devido ao reduzido número de casos.<sup>7,30</sup></p>     <p>A incidência de distócia de   ombros, segundo alguns autores, varia entre 0,6 e 1,4% nos RN normossómicos e 5   e 9% em RN com peso ao nascimento entre 4000 e 4500g.<sup>16,31 </sup>A lesão do   plexo braquial e a fratura da clavícula podem ocorrer como complicações da   distócia de ombros, com incidência reportada por outros autores de 15% e 5-15%   respetivamente.<sup>32 </sup>Wollschlaeger   <i>et al </i>encontraram uma incidência sete vezes superior de distócia de   ombros nos RN macrossómicos comparativamente ao grupo controlo (3000-3999g). No   caso da fratura da clavícula e da paralisia de Erb, essa incidência foi cinco   vezes superior.<sup>13 </sup>No presente   estudo, foi encontrada uma associação estatisticamente significativa entre   distócia de ombros e macrossomia neonatal apenas no HSOG, com uma probabilidade   cerca de nove vezes superior de apresentarem esta complicação relativamente aos   normossómicos. É importante levar em conta a elevada amplitude do IC, pelo que   as conclusões a serem retiradas não são robustas. Contudo, o limite inferior   continua a ser considerável, pelo que a maior probabilidade desta complicação nos macrossómicos é admissível.</p>     <p>A incidência de fratura da   clavícula e lesão do plexo braquial não se mostrou significativamente superior   nos macrossómicos, em nenhum dos hospitais. Também não se constatou associação entre macrossomia e síndrome de aspiração meconial.</p>     <p>A diabetes materna é considerada   uma causa subjacente em muitos casos de hipoglicemia em RN macrossómicos.   Contudo, Linder <i>et al </i>demonstraram maior frequência de hipoglicemia nos   macrossómicos relativamente aos controlos, ao analisarem apenas filhos de mães   não diabéticas.<sup>2 </sup>No presente   estudo, a frequência de hipoglicemia foi também superior nos RN com   macrossomia, no CHCB. No entanto, não foram comparados os filhos de mães   diabéticas com os de mães não-diabéticas, pelo que não podem ser obtidas   conclusões similares às de Linder <i>et al</i>. Além disso, tal como no caso da   distócia de ombros, o IC possui uma grande amplitude. Estudos posteriores, com   maior população e que eliminem a diabetes materna como variável de confusão   poderão obter conclusões mais sólidas no que diz respeito à associação entre macrossomia e hipoglicemia em Portugal.</p>     <p>A percentagem de RN com uma ou   mais das complicações analisadas foi significativamente superior nos macrossómicos no HSOG e no CHCB.</p>     <p>Os resultados na análise das   complicações maternas, no HSOG, demonstraram a presença de desproporção   feto-pélvica em 26,61% dos partos dos macrossómicos, um resultado significativamente   superior ao dos normossómicos (4,2%). Boulet <i>et al </i>demonstraram um   aumento considerável de desproporção feto-pélvica com o aumento do peso ao   nascimento. Os resultados da investigação mostram uma taxa de 2,3% nos   normossómicos e uma variação entre 5,3 e 11,1%, nos RN com pesos compreendidos entre 4000-4500 g e &gt;5000 g respetivamente.</p>     <p>No HSOG, 44,5% dos macrossómicos   nasceram por cesariana, um resultado significativamente superior ao dos   controlos. Um estudo realizado na Hungria, em 2011, reporta uma taxa   nascimentos por cesariana nos macrossómicos de 49,3%.<sup>19 </sup>Boulet <i>et     al </i>reportaram uma percentagem que variou entre 25,5% (peso ao nascimento   entre 4000-4499g) e 50,6% (peso ao nascimento &gt;5000 g).<sup>3 </sup>Em ambos os   casos e de forma consistente com este estudo, a proporção de nascimentos por   cesariana foi significativamente superior à dos controlos. No CHCB, essas diferenças não foram estatisticamente significativas.</p>     <p>Alguns autores encontraram uma   maior percentagem de laceração perineal materna de 3º e 4º grau nos nascimentos   de macrossómicos.<sup>7,13 </sup>Contudo, tal não se verificou no presente estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A análise do tempo de   internamento materno mostrou que, em mediana, no HSOG, as mães dos   macrossómicos ficaram mais um dia no hospital do que as dos normossómicos.   Contudo, na análise do internamento prolongado, em que foi levado em conta o   tipo de parto, não se encontrou diferenças significativas entre os dois grupos.   Pelo contrário, no CHCB, as medianas do tempo de internamento foram   sobreponíveis nos dois grupos (48h), mas a percentagem de internamentos prolongados foi maior nas mães dos RN macrossómicos (30% vs 11,4%).</p>     <p>A análise da proporção de mães   com parto por ventosa/ fórceps ou que receberam transfusão sanguínea não mostrou diferenças significativas entre os dois grupos analisados.</p>     <p>Boulet <i>et al </i>propuseram   uma divisão dos RN macrossómicos em três categorias: 4000-4499 g (grau 1),   4500-4999 g (grau 2) e &gt;5000 g (grau 3). Os investigadores concluíram que o   grau 1 de macrossomia é um indicador de risco aumentado de complicações   neonatais e maternas, enquanto os restantes graus estão associados a maior   morbilidade (grau 2) e mortalidade (grau 3) neonatais. Esses resultados são   concordantes com as recomendações do <i>American College of Obstetricians and     Gynecologists </i>(ACOG), que mencionam o aumento do risco de morbilidade   materna e neonatal quando o peso ao nascimento se situa entre 4000 e 4500 g, mas de forma mais acentuada quando esse peso é &gt;4500 g.<sup>8</sup></p>     <p>Dado o número limitado de casos   no presente estudo, não foi realizada uma comparação entre os diferentes graus de macrossomia propostos por Boulet <i>et al</i>.</p>     <p>Sendo este um estudo   retrospetivo, possui várias limitações. Uma das principais deve-se ao facto de   ser baseado em registos médicos. Dados que não constavam nos registos, como a escolaridade materna, não puderam ser avaliados no estudo.</p>     <p>Encontraram-se diferenças entre o   HSOG e o CHCB no que diz respeito às variáveis que tiveram uma associação   estatisticamente significativa com peso &#8805;4000 g, quer a nível dos fatores   de risco, quer das complicações. Não foi efetuada uma comparação entre os dois   hospitais de modo a obter uma explicação para essas discrepâncias, o que poderá   constituir também uma potencial limitação deste estudo. Os hábitos de vida   associados à diferente localização geográfica, cobertura médica assistencial,   assim como a diferença na dimensão da população incluída poderão ser possíveis explicações.</p>     <p>Um estudo de maiores dimensões e   com um período mais longo, efetuado a nível nacional, poderia clarificar o cenário português.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÕES</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Atualmente não existe muita   informação no que diz respeito à situação portuguesa quanto à morbilidade   neonatal e materna associada à macrossomia neonatal, sendo este um dos primeiros estudos a abordar essa questão.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De forma consistente com várias   publicações internacionais, o presente estudo revelou um aumento da incidência   de complicações maternas e neonatais em RN com peso &#8805;4000 g, comparativamente aos normossómicos.</p>     <p>Distócia de ombros no HSOG e   hipoglicemia no CHCB mostraram ter associação com macrossomia neonatal. O   estabelecimento de protocolos de atuação relativos a essas situações em casos suspeitos de macrossomia seria crucial para reduzir a morbilidade associada.</p>     <p>Não existem ainda métodos   totalmente eficazes para a identificação de macrossomia antes do nascimento.<sup>8 </sup>Assim, a   aplicação de medidas preventivas, nomeadamente o controlo apropriado da diabetes gestacional e do peso materno, afiguram-se benéficas.<sup>10,28,33,34</sup></p>     <p>Estudos prévios sugeriram que RN   macrossómicos possuem uma maior predisposição para excesso de peso ou obesidade   durante a infância e diabetes tipo 2 a longo prazo.<sup>35,36 </sup>A existência   de um plano de seguimento dos RN macrossómicos incluídos neste estudo poderá   permitir que investigações posteriores avaliassem o risco de complicações a longo prazo.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>AGRADECIMENTOS E ESCLARECIMENTOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Este estudo foi realizado no   âmbito da Unidade Curricular <i>Dissertação/Monografia/Relatório de Estágio     Profissionalizante </i>do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>1.             Henriksen T. The macrosomic fetus: a challenge in current obstetrics. Acta Obstet Gynecol Scand. 2008; 87: 134-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102578&pid=S0872-0754201700010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2.             Linder N, Lahat Y, Kogan A, Fridman E, Kouadio F,   Melamed N, <i>et al. </i>Macrosomic newborns of non-diabetic mothers:   anthropometric measurements and neonatal complications. Arch Dis childhood Fetal Neonatal Ed. 2014: 353-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102580&pid=S0872-0754201700010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3.             Boulet SL, Alexander GR, Salihu HM, Pass M. Macrosomic   births in the united states: Determinants, outcomes, and proposed grades of risk. Am J Obstet Gynecol. 2003; 188: 1372-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102582&pid=S0872-0754201700010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4.             Sociedade Portuguesa de Endocrinologia Diabetes e   Metabolismo, Sociedade Portuguesa de Diabetologia, Sociedade Portuguesa de   Obstetricia e Medicina MaternoFetal, Secção de Neonatologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria. Relatório do Consenso sobre Diabetes e Gravidez. 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102584&pid=S0872-0754201700010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5.             Koyanagi A, Zhang J, Dagvadorj A, Hirayama F, Shibuya K,   Souza JP, <i>et al. </i>Macrosomia in 23 developing countries: An analysis of a   multicountry, facility-based, cross-sectional survey. Lancet. 2013; 381: 476-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102586&pid=S0872-0754201700010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6.             Walsh JM, McAuliffe FM. Prediction and prevention of the macrosomic fetus. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2012; 162: 125-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102588&pid=S0872-0754201700010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7.             Stotland NE, Caughey AB, Breed EM, Escobar GJ. Risk factors   and obstetric complications associated with macrosomia. Int J Gynaecol Obstet. 2004: 220-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102590&pid=S0872-0754201700010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8.             American College of Obstetricians and Gynecologists   (ACOG). Fetal Macrosomia. American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG); Washington, DC: 2000 Nov. p. 11(ACOG practice bulletin; no. 22).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102592&pid=S0872-0754201700010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9.             Jolly MC, Sebire NJ, Harris JP, Regan L, Robinson S.   Risk factors for macrosomia and its clinical consequences: A study of 350,311 pregnancies. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2003; 111: 9-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102594&pid=S0872-0754201700010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10.          Alberico S, Montico M, Barresi V, Monasta L, Businelli C,   Soini V, <i>et al. </i>The role of gestational diabetes, pre-pregnancy body   mass index and gestational weight gain on the risk of newborn macrosomia:   results from a prospective multicentre study. BMC Pregnancy Childbirth. 2014; 14: 23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102596&pid=S0872-0754201700010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11.          Xiong X, Demianczuk NN, Saunders LD, Wang FL, Fraser WD.   Impact of preeclampsia and gestational hypertension on birth weight by gestational age. Am J Epidemiol. 2002; 155: 203-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102598&pid=S0872-0754201700010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12.          Rasmussen S, Irgens L, Espinoza J. Maternal obesity and   excess of fetal growth in pre-eclampsia. BJOG An Int J Obstet Gynaecol<i>. </i>2014; 121: 1351-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102600&pid=S0872-0754201700010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13.          Wollschlaeger K, Nieder J, Koppe I, Hartlein K. A study of fetal macrosomia. Arch Gynecol Obs. 1999; 263 :51-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102602&pid=S0872-0754201700010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14.          Ko T-J, Tsai L-Y, Chu L-C, Yeh S-J, Leung C, Chen C-Y, <i>et   al</i>. Parental smoking during pregnancy and its association with low birth   weight, small for gestational age, and preterm birth offspring: a birth cohort study. Pediatr Neonatol. 2014; 55: 20-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102604&pid=S0872-0754201700010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15.          Wahabi HA, Mandil AA, Alzeidan RA, Bahnassy AA, Fayed AA.   The independent effects of second hand smoke exposure and maternal body mass   index on the anthropometric measurements of the newborn. 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Hum Reprod. 2000; 15: 1856-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102616&pid=S0872-0754201700010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21.          Beck S, Wojdyla D, Say L, Betran AP, Merialdi M, Requejo   JH, <i>et al. </i>The worldwide incidence of preterm birth: a systematic review of maternal mortality and morbidity. Bull World Health Organ. 2010; 88: 31-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102618&pid=S0872-0754201700010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22.          Sociedade Portuguesa de Pediatria. Secção de Neonatologia. Consenso Clínico Hipoglicemia Neonatal. 2013; 1-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102620&pid=S0872-0754201700010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23.          Kramer MS, Morin I, Yang H, Platt RW, Usher R, McNamara H, <i>et   al. </i>Why are babies getting bigger? Temporal trends in fetal growth and its determinants. J Pediatr. 2002; 141: 538-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102622&pid=S0872-0754201700010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24.          Ørskou J, Kesmodel U, Henriksen TB, Secher NJ. An   increasing proportion of infants weigh more than 4000 grams at birth. Acta Obstet Gynecol Scand. 2001; 80: 931-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102624&pid=S0872-0754201700010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>25.          Sibai BM. A Relative Rise in Blood Pressure From 18 to 30   Weeks Gestation Is Associated With Reduced Fetal Growth and Lower Gestational Age at Delivery. Hypertension. 2014 Jul; 64: 28-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102626&pid=S0872-0754201700010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>26.          Easterling TR, Benedetti TJ, Schmucker BC, Millard SP.   Maternal hemodynamics in normal and preeclamptic pregnancies: a longitudinal study. Obstet Gynecol. 1990; 76: 1061–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102627&pid=S0872-0754201700010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>27.          Liu KC, Joseph JA., Nkole TB, Kaunda E, Stringer JSA, Chi   BH, <i>et al</i>. Predictors and pregnancy outcomes associated with a newborn   birth weight of 4000 g or more in Lusaka, Zambia. Int J Gynecol Obstet. 2013; 122: 150-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102629&pid=S0872-0754201700010000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>28.          Braz L, Figueiredo L, Fonseca F. A influência da obesidade   e ganho ponderal no peso do recém-nascido num grupo de grávidas com diabetes gestacional. Rev Port Endocrinol Diabetes e Metab. 2013; 8: 70-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102631&pid=S0872-0754201700010000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>29.          IOM (Institute of Medicine), NRC (National Research Council). Weight Gain During Pregnancy. 2009; 121&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102633&pid=S0872-0754201700010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>30.          Meshari AA, De Silva S, Rahman I. Fetal macrosomia-maternal risks and fetal outcome. Int J Gynaecol Obstet. 1990; 32: 215-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102634&pid=S0872-0754201700010000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>31.          Baxley EG, Gobbo RW. Shoulder dystocia. Am Fam Physician. 2004; 69: 1707-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102636&pid=S0872-0754201700010000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>32.          Baskett TF. Shoulder dystocia. Best Pr Res Clin Obs Gynaecol. 2002; 16: 57-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102638&pid=S0872-0754201700010000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>33.          Horvath K, Koch K, Jeitler K, Matyas E, Bender R, Bastian   H, <i>et al. </i>Effects of treatment in women with gestational diabetes mellitus: systematic review and meta-analysis. BMJ. 2010; 340: 1395.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102640&pid=S0872-0754201700010000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>34.          Mitanchez D, Yzydorczyk C, Siddeek B, Boubred F, Benahmed   M, Simeoni U. The offspring of the diabetic mother - Short and long-term implications. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol. 2014; 29: 1-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102642&pid=S0872-0754201700010000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>35.          Gu S, An X, Fang L, Zhang X, Zhang C, Wang J, <i>et al. </i>Risk   factors and long - term health consequences of macrosomia: a prospective study in Jiangsu Province, China. J Biomed Res. 2012; 26: 235-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1102644&pid=S0872-0754201700010000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>36.          Harder T, Rodekamp E, Schellong K, Dudenhausen JW.   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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <b><a name="end" id="topo2"></a> <a href="#topo">CORRESPONDENCE TO    <br> </a></b>Clara Paz Dias     <br> Hospital Senhora da Oliveira    <br> Rua dos Cutileiros, 114     <br> Creixomil 4835-044 Guimarães    <br> Email: <a href="mailto:clarasofiapazdias@gmail.com">clarasofiapazdias@gmail.com</a>     <p>Received for publication: 12.05.2016 Accepted in revised form: 12.07.2016</p> </font>      ]]></body><back>
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