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<publisher-name><![CDATA[Centro Hospitalar do Porto]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Abordagem da dor muscoloesquelética na idade pediátrica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Musculoskeletal (MSK) pain in paediatric population is a frequent complaint in clinical practice for general practitioners (GP) and paediatricians, sometimes of difficult characterization. Although the aetiologies are frequently benign, it is essential to make a proper differential diagnosis. Most children with MSK complaints will present initially to their GP and the majority will not need referral to secondary care. However, it is vital that children are triaged and managed appropriately, which relies on careful clinical assessment and judicious use of investigations where indicated. This complaint usually involves high costs in complementary diagnosis means. The MSK pains which tend to be chronic have a negative impact in physical and psychological well-being of children and their families, compromising the quality of life for both. Objective: Todevelopanalgorithmoflogical, multidisciplinary and systematic approach which encompasses anamnesis, the psychosocial environment and physical examination, in order to identify the cause and avoid long term complications. Development: Any component of the musculoskeletal system may originate pain. Differential diagnosis includes several aetiologies, from rheumatologic, orthopaedic, infectious, degenerative or traumatic to neoplastic, most rarely. Thus, it is crucial to perform a thorough anamnesis, exploring the personal and family backgrounds, and a comprehensive and detailed physical examination. Complementary diagnosis means may be useful in case of suspected inflammatory pathology and may exclude infectious or malignant pathologies. It is essential to distinguish between benign and suspicious features, as well as warning signs for referral. Conclusion: This kind of complaint, very frequent in clinical practice, requires an approach for a problem that very often presents itself as undifferentiated, demanding a systematic evaluation in order to obtained an accurate diagnosis and a timely intervention.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">      <p align="right"><b>REVIEW ARTICLES | ARTIGOS DE REVIS&Atilde;O</b></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Abordagem da dor   muscoloesquelética na idade pediátrica</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Approach to  musculoskeletal pain in children</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Rute Marques<sup>I</sup>; Filipa   Duarte<sup>II</sup>; Helena   Marques<sup>III</sup>; Lúcia   Rodrigues<sup>IV</sup></b></p>     <p><sup>I  </sup>General Practice and Family Medicine, Unidade de Saúde Familiar S. Miguel. <a href="mailto:lucia.trindade.rodrigues@gmail.com">lucia.trindade.rodrigues@gmail.com    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </a><sup>II </sup>General Practice and Family Medicine, Unidade de Saúde Familiar Nova Via. <a href="mailto:filipaisd@gmail.com">filipaisd@gmail.com    <br> </a><sup>III </sup>General Practice and Family Medicine, Unidade de Saúde Familiar S. Félix/ Perosinho. <a href="mailto:helenacastromarques@gmail.com">helenacastromarques@gmail.com    <br> </a><sup>IV </sup>Department of Pediatrics, Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/ Espinho. <a href="mailto:lucia.trindade.rodrigues@gmail.com">lucia.trindade.rodrigues@gmail.com</a></p> <a href="#end">Correspondence to</a><a name="topo" id="topo"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Introdução: </b>A dor   musculoesquelética (ME) na idade pediátrica é uma queixa frequente na prática   clínica de Médicos de Família e Pediatras, por vezes de difícil caraterização.   Apesar de ter frequentemente uma etiologia benigna é indispensável um correto   diagnóstico diferencial. Esta queixa geralmente acarreta elevados custos em   meios complementares de diagnóstico. A dor ME que tende para a cronicidade pode   ter um impacto negativo no bem-estar físico e psicológico da criança e da sua família, comprometendo a qualidade de vida de ambos.</p>     <p><b>Objetivo: </b>Desenvolver   um algoritmo de abordagem lógica, multidisciplinar e sistemática que englobe a   anamnese, o ambiente psicossocial e o exame físico, de forma a identificar a causa e evitar complicações a longo prazo.</p>     <p><b>Desenvolvimento: </b>Qualquer   componente do sistema musculosquelético pode originar dor. O diagnóstico   diferencial inclui inúmeras etiologias, desde reumatológicas, ortopédicas,   infeciosas, degenerativas, traumáticas e, mais raramente, neoplásicas. Assim,   torna-se fundamental a realização de uma anamnese cuidada, exploração dos   antecedentes pessoais e familiares e realização de um exame físico completo.   Exames complementares de diagnóstico devem ser orientados pela suspeita   clínica, podendo ser úteis no diagnóstico ou exclusão de patologia   inflamatória, infeciosa ou maligna. É fundamental distinguir as caraterísticas benignas, bem como os sinais de alarme que devem motivar referenciação.</p>     <p><b>Conclusões: </b>Este tipo de   queixa, muito frequente na prática clínica, é um problema que se apresenta   muitas vezes de forma indiferenciada e requer uma abordagem sistematizada, de forma a proceder a um diagnóstico correto e a uma abordagem atempada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave: </b>Criança; dor musculoesquelética; pediatria</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2"></font>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Introduction: </b>Musculoskeletal   (MSK) pain in paediatric population is a frequent complaint in clinical   practice for general practitioners (GP) and paediatricians, sometimes of   difficult characterization. Although the aetiologies are frequently benign, it   is essential to make a proper differential diagnosis. Most children with MSK   complaints will present initially to their GP and the majority will not need   referral to secondary care. However, it is vital that children are triaged and   managed appropriately, which relies on careful clinical assessment and   judicious use of investigations where indicated. This complaint usually   involves high costs in complementary diagnosis means. The MSK pains which tend   to be chronic have a negative impact in physical and psychological well-being   of children and their families, compromising the quality of life for both.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Objective: </b>Todevelopanalgorithmoflogical,   multidisciplinary and systematic approach which encompasses anamnesis, the   psychosocial environment and physical examination, in order to identify the   cause and avoid long term complications.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Development: </b>Any   component of the musculoskeletal system may originate pain. Differential   diagnosis includes several aetiologies, from rheumatologic, orthopaedic,   infectious, degenerative or traumatic to neoplastic, most rarely. Thus, it is   crucial to perform a thorough anamnesis, exploring the personal and family   backgrounds, and a comprehensive and detailed physical examination.   Complementary diagnosis means may be useful in case of suspected inflammatory   pathology and may exclude infectious or malignant pathologies. It is essential   to distinguish between benign and suspicious features, as well as warning signs   for referral.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conclusion: </b>This kind of   complaint, very frequent in clinical practice, requires an approach for a   problem that very often presents itself as undifferentiated, demanding a   systematic evaluation in order to obtained an accurate diagnosis and a timely   intervention.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>Child;   musculoskeletal pain; pediatrics</font></p> <font face="Verdana" size="2"></font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A dor musculoesquelética (ME) na   idade pediátrica é uma queixa que atinge 10-20% das crianças em idade escolar.<sup>1 </sup>Pouco   frequente antes dos três anos, aumenta de frequência com a idade até atingir um   nível estável na adolescência, com um pico de incidência por volta dos 14 anos.<sup>2,3 </sup>Gonalgia e   outras dores articulares representam 80% das dores ME, sendo que 60% são   atribuídas a etiologias mecânicas<sup>3</sup>. Na idade   escolar são mais frequentes síndromes de dor idiopática, como as “dores de   crescimento” ou o síndrome de hipermobilidade ou dores após contusões, enquanto   que na adolescência surgem mais as dores traumáticas, doenças sistémicas   inflamatórias ou dores de amplificação dolorosa. A maioria das etiologias é   benigna; contudo, é indispensável um correto diagnóstico diferencial. Só em 1%   dos casos a dor ME se associa a patologia grave (neoplásica, inflamatória ou   autoimune).<sup>4 </sup>Este tipo de   queixa, enquanto motivo de consulta, geralmente acarreta elevados custos em   métodos complementares de diagnóstico ou referenciação para outras   especialidades. As dores ME que tendem para a cronicidade têm um impacto   negativo no bem-estar físico e psicológico da criança e da sua família, comprometendo a qualidade de vida de ambos.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>OBJETIVOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Desenvolver um algoritmo de   abordagem lógica, multidisciplinar e sistemática que englobe a anamnese, o   ambiente psicossocial e a clínica, de forma a agilizar o diagnóstico e evitar complicações a longo termo.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DESENVOLVIMENTO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p><i>Anamnese</i></p>     <p>Qualquer componente do sistema   musculoesquelético pode originar dor.<sup>5 </sup>O   diagnóstico diferencial inclui numerosas doenças, desde doenças reumatológicas   e/ou imunomediadas, ortopédicas, infeciosas, degenerativas, traumáticas,   síndromes de amplificação dolorosa ou causas neoplásicas.<sup>6 </sup>Dentro das múltiplas etiologias existem quadros cujo prognóstico depende de um diagnóstico precoce, e outros   que apresentam uma etiologia benigna apesar do seu longo tempo de evolução,   tais como as “dores de crescimento”, osteocondrose, entre outros. As “dores de   crescimento” apresentam incidência semelhante em ambos os géneros e podem ser   diagnosticadas e tratadas nos Cuidados de Saúde Primários.<sup>7 </sup>A descrição das suas caraterísticas pode ser encontrada no <a href="#q1">Quadro 1</a>.</p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a06q1.jpg" width="393" height="376"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Conhecer os principais marcos do   desenvolvimento, as patologias mais frequentes em cada faixa etária (<a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a06q2.jpg">Quadro 2</a>),   realizar uma anamnese detalhada e um exame físico sistematizado (pGALS) são   fatores essenciais para determinar que pacientes devem ser referenciados   imediatamente, a quem solicitar exames complementares de diagnóstico e aqueles que apenas necessitam de um seguimento clinico sem outro tipo de intervenção.<sup>4</sup></p>     
<p>Na colheita da história clinica é   importante caraterizar a localização da dor, duração, frequência, ritmo,   padrão, intensidade, fatores de agravamento e de alívio, manifestações   sistémicas, alteração no comportamento da criança, questionar o efeito das   medidas farmacológicas e não farmacológicas, bem como antecedentes pessoais e familiares de relevo.</p>     <p><i>Exame físico</i></p>     <p>A realização do exame físico na   criança deve ser minuciosa, avaliando sistematicamente aparelhos e sistemas. A   realização de um exame físico completo contribui para tranquilizar a família e   para identificar sinais/sintomas que possam indiciar um determinado   diagnóstico.<sup>8 </sup>A avaliação   do paciente inicia-se a partir do momento de entrada do paciente no   consultório, avaliando a marcha, postura, existência de claudicação, alterações   morfológicas, expressão de sinais indiretos de dor, fadiga, entre outros. A   literatura recente apoia a realização do rastreio musculoesquelético de acordo com o pGALS (Paediatric Gait, Arms, Legs, Spine).<sup>9 </sup>O pGALS é o   único rastreio musculoesquelético validado para a idade escolar e a sua   realização demora aproximadamente 2 minutos (<a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a06q3.jpg">Quadro 3</a>). O pGALS inclui três questões sobre a dor e a funcionalidade:</p>     
<p>•               Tem alguma dor ou dificuldade em movimentar alguma articulação, músculo ou coluna?</p>     <p>•               Tem dificuldade em vestir-se sem ajuda?</p>     <p>•               Tem dificuldade em subir ou descer escadas?</p>     <p><i>Exames Complementares de Diagnóstico</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A necessidade de pedir meios   complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT) é determinada pela avaliação   clínica. Os MCDT geralmente não são necessários perante uma dor ME de   caraterísticas benignas, isto é sem sintomas constitucionais, sem sinais de   doença sistémica, crónica ou prévia, dor noturna que alivia com analgésicos e   massagem local, sem dor óssea ou tendinosa e sem edema articular. Testes   laboratoriais e imagiológicos podem auxiliar o diagnóstico numa suspeita de patologia inflamatória   e podem excluir patologias infeciosas ou malignas (Quadros <a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a06q4.jpg">4</a> e <a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a06q5.jpg">5</a>). Testes   laboratoriais reumatológicos podem confirmar uma suspeita clínica, não fazendo o diagnóstico por si só.</p>     
<p>São sinais de alarme que motivam pedido de MCDTs:<sup>4</sup></p>     <p>•               Sinais de trauma ou lesão mecânica (edema, luxação, claudicação)</p>     <p>•               Sinais de infeção local</p>     <p>•               Sinais   de doença sistémica (palidez, febre, mal-estar, espleno ou hepatomegalia, adenopatias, fraqueza muscular, alteração do crescimento)</p>     <p>•               Sinais de doença inflamatória ou autoimune (exantema, <i>rash</i>)</p>     <p><i>Principais etiologias</i></p>     <p>São várias as etiologias   associadas a dor ME. No <a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a06q6.jpg">Quadro 6</a> estão nomeadas as principais, agrupadas por categorias.</p>     
<p><i>Sinais de alarme</i></p>     <p>Perante uma queixa de dor ME não   associada a trauma existem certos sinais e/ou sintomas de alarme que são   necessários pesquisar.<sup>1-3 </sup>A exclusão   destes permite ao médico aferir, com grande segurança, uma etiologia benigna. Estes são:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>•               Dor que alivia com movimento e que está presente em repouso</p>     <p>•               Rigidez matinal</p>     <p>•               Edema articular</p>     <p>•               Dor   noturna não aliviada por analgésicos ou massagem e/ou que persiste durante o dia</p>     <p>•               Dor intensa (“profunda”), desproporcionada face ao exame físico</p>     <p>•               Repercussão sistémica com má evolução estato-ponderal</p>     <p>•               Sintomas constitucionais (perda de peso, febre, mal-estar)</p>     <p>•               Adenopatias e/ou organomegalias associadas</p>     <p>•               Hipersudorese noturna</p>     <p>•               Recusa total no apoio do membro</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>•               Alterações súbitas da marcha</p>     <p>•               Aumento dos parâmetros inflamatórios</p>     <p>Por outro lado, o reconhecimento   destes sinais e/ou sintomas deve motivar uma investigação ou referenciação   precoce, conforme preconizado no algoritmo apresentado na <a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a06f1.jpg">Figura 1</a>, de forma a minimizar a morbimortalidade.</p>     
<p><i>Algoritmo de abordagem</i></p>     <p><a href="/img/revistas/nas/v26n1/26n1a06f1.jpg">Figura 1</a>.</p>     
<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÕES</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A dor ME na idade pediátrica,   pela sua prevalência, representa um importante motivo de consulta em Medicina   Geral e Familiar e pode ter, a curto ou longo prazo, um grande impacto na   qualidade de vida das crianças ou adolescentes. As etiologias são múltiplas,   frequentemente benignas, sendo fundamental ter em consideração patologias cujo   prognóstico depende em grande parte de um diagnóstico atempado (infeções   osteoarticulares, artrites inflamatórias, neoplasias e certas patologias   ortopédicas). Uma anamnese e exame físico exaustivos são essenciais e muitas   vezes suficientes. A necessidade de meios complementares de diagnóstico deve   ser sempre avaliada caso a caso e orientada segundo a suspeita clínica de determinada patologia.</p>     <p>Certos sinais de alarme devem motivar   referenciação a consulta externa de reumatologia pediátrica (dor de ritmo   inflamatório) ou mesmo ao serviço de urgência (suspeita de maus tratos,   suspeita de fratura, alteração marcada e súbita da marcha/ incapacidade súbita para fazer carga no membro, atingimento sistémico).</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>1.             Robledillo J. Síndrome del dolor musculoesquelético en la edad pediátrica. Pediatr Integral 2013; 17: 15-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1103114&pid=S0872-0754201700010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2.             Clinch J, Eccleston C. Chronic musculoskeletal pain in children: assessment and management. Rheumatology 2009; 48:466–74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1103116&pid=S0872-0754201700010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3.             Inocencio J. Musculoskeletal Pain in Primary Pediatric   Care: Analysis of 1000 Consecutive general pediatric clinic visits. Pediatrics 1998; 102;e63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1103118&pid=S0872-0754201700010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4.             Tallen G, Bielack S, Henze G, Horneff G, Korinthenberg   R, Lawrenz B, <i>et al</i>. Musculoskeletal pain: a new algorithm for   differential diagnosis of a cardinal symptom in pediatrics. Klin Padiatr. 2014; 226:86-98. doi: 10.1055/s-0034-1366989. Epub 2014 Mar 31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1103120&pid=S0872-0754201700010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5.             Inocencio J. Dolor musculoesquelético en pediatria de   atención primária. Etiologia y orientación diagnóstica. Arch. argent.pediatr 2006; 104: 275-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1103122&pid=S0872-0754201700010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6.             Guerra IC, Estanqueiro P, Salgado M. Manifestações   musculoesqueléticas na apresentação de doenças malignas na criança e no adolescente. Saúde Infantil 2008. 30: 18-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1103124&pid=S0872-0754201700010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7.             Foster HE, Boyd D, Jandial S. Growing Pains: A Practical   Guide for Primary Care. Arthritis Research UK. Available at: <a href="http://www.arthritisresearchuk.org/healthprofessionals-and-students/reports/hands-on/hands-onautumn-2008.aspx" target="_blank">http://www.arthritisresearchuk.org/healthprofessionals-and-students/reports/hands-on/hands-onautumn-2008.aspx</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1103126&pid=S0872-0754201700010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8.             Duey-Holtz AD, Collins SL, Hunt LB,   Husske AM, Lange AM. Acute and non-acute lower extremity pain in the pediatric   population: part I. J Pediatr Health Care. 2012; 26:62-8. doi: 10.1016/j.pedhc.2011.05.002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1103128&pid=S0872-0754201700010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9.             Foster HE, Jandial S. pGALS – A   Screening Examination of the Musculoskeletal System in School-Aged Children. Reports on the Rheumatic Diseases (Series 5), Hands On 15. Arthritis Research Campaign; 2008. Arthritis Research UK. Available at: <a href="http://www.arthritisresearchuk.org" target="_blank">www.arthritisresearchuk.org</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1103130&pid=S0872-0754201700010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10.          Silva C, Schvartsman B, Mauf Jr P. <i>Doenças Reumáticas Na Criança E No Adolescente</i>. 2010. 2ª Ed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1103132&pid=S0872-0754201700010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11.          Connely MA, Schanberg LE. Evaluating and managing pediatric   musculoskeletal pain in primary care. Pain in Children: a Practical Guide for Primary Care. Totowa, Human Press 2008: 185-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1103134&pid=S0872-0754201700010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12.          Junilla J, Cartwright V. Chronic Musculoskeletal Pain in Children: Part I. Initial Evaluation. American Family Physician. 2006; 74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1103136&pid=S0872-0754201700010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13.          Sherry DD, Malleson PN. Nonrheumatic musculoskeletal pain,   and idiopathic musculoskeletal pain syndromes. Textbook of Pediatric Rheumatology. 4th ed. Philadelphia, Pa.: Saunders, 2001: 362-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1103138&pid=S0872-0754201700010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14.          Lopes S, Rodrigues J, Rodrigues L, Santos M. Dores de Crescimento. Nascer e Crescer 2012; 21: 230-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1103140&pid=S0872-0754201700010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15.          Sills JA. Non-inflammatory musculoskeletal disorders in childhood. Archives of Disease in Childhood 1997; 77:71 –5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1103142&pid=S0872-0754201700010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16.          Lower Extremity Pain Clinical Guidelines for Workup; Children’s Hospital of Winsconsin, Children’s Speciality Group.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1103144&pid=S0872-0754201700010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font face="Verdana" size="2"><b><a name="end" id="topo2"></a> <a href="#topo">CORRESPONDENCE TO</a></b>    <br>   Rute Marques    <br>   General Practice and Family   Medicine    <br>   Unidade de Saúde Familiar     <br>   S. Miguel     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Av. Igreja, n.º 311    <br>   4410-411 Arcozelo    <br>   Email: <a href="mailto:rutenascimentomarques@gmail.com">rutenascimentomarques@gmail.com</a> </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Received for publication:   26.09.2016 Accepted in revised form: 23.01.2017</font> </p>      ]]></body><back>
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