<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0872-0754</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></abbrev-journal-title>
<issn>0872-0754</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro Hospitalar do Porto]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0872-07542017000300002</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo PaSeFi: o que ensinam os pais sobre sexualidade aos seus filhos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What parents teach about sexuality to their children]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Carla]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Helena]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marta]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tavares]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cláudia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Macedo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Liliana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dias]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ângela]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Hospital da Senhora da Oliveira Department of Pediatrics ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Guimarães ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>01</day>
<month>09</month>
<year>2017</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>01</day>
<month>09</month>
<year>2017</year>
</pub-date>
<volume>26</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>164</fpage>
<lpage>170</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-07542017000300002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-07542017000300002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-07542017000300002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: O desenvolvimento sexual da criança é um processo fisiológico, influenciado pela idade, pelo que vivencia e lhe é ensinado. Assim, quem participa ativamente na sua educação deve estar consciencializado da pertinência do tema. Objetivos: Caracterizar a educação sexual (ES) realizada a crianças de seis e sete anos. Material e métodos: Estudo de base comunitária, observacional e transversal dirigido a pais de crianças com 6/7 anos de idade. Aplicou-se um questionário de autopreenchimento, com questões sociodemográficas e de caracterização da ES das crianças, a partir das quais foi efetuada uma escala com o objetivo de avaliar a envolvência dos pais na ES dos filhos, que foi tanto maior, quanto maior for a cotação obtida (máximo 33). A analise estatística dos dados utilizou o programa informático Statistical Package for the Social Sciences® (SPSS), versão 22.0. Resultados: Obtiveram-se questionários de 127 pais, com idade média de 38 anos e predomínio de respostas maternas. Procuraram obter conhecimentos acerca da sexualidade dos seus filhos apenas 22% dos pais, e destes 1/3 fê-lo junto de um médico. Apesar de 91,2% dos pais referirem sentir-se confortáveis para falar de sexualidade com os seus filhos, 62,9% nunca o fez, principalmente por considerarem ser precoce. Quando abordada, a iniciativa partiu maioritariamente da criança. A reprodução humana e as diferenças entre sexos foram abordadas, exclusivamente em casa, em 55,8% e 35,5% dos casos, respetivamente. Foi iniciativa dos pais a abordagem de comportamentos de exploração do corpo adequados aos domínios público/privado (88,5%) e de comportamentos inadequados por terceiros à exploração do corpo da criança (97%). A cotação média da escala que traduz a ES das crianças e a envolvência parental foi 13,7±5,18, havendo diferença entre a cotação obtida pelas mães (14,5±5,3) e pais (12,6±4,9) (p<0,05). Conclusões: Os resultados evidenciam que os pais não priorizam esta vertente do desenvolvimento infantil, aspeto reiterado pela abordagem pouco frequente de temas relativos à ES no seio familiar, por iniciativa dos pais.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The child’s sexual development is a physiological process, influenced by children’s age, children’s experiences and for what is taught to them. So, those who actively participate in children education should be aware of the relevance of sexual education approach. Objectives: Characterize sexual education of children aged six and seven years. Methods: An observational, cross-section and community-based study was performed and the targets were parents of children aged six and seven years. A self-administered questionnaire was applied addressing sociodemographic data and characterization of children sexual education. A score was built, by questions summation, with the aim of evaluating child knowledge about sexual education, and parental involvement in this education, which was higher, as higher the score obtained. All statistical analyses were performed using the Statistical Package for the Social Sciences® (SPSS), 22.0. software package for Windows. Results: We obtained questionnaires from 127 parents, with a mean age of 38 years and mothers’ predominance. Twenty-two per cent of parents sought knowledge about their child sexuality, and one third obtained doctor’s information. Although 91,2% referred to feel comfortable to approach sexuality with their children, 62,9% never did it, mainly because they considered to be too early. When sexual education was performed at home, the questions were raised mostly by children’s initiative. Human reproduction and gender differences were addressed exclusively at home in 55,8% and 35,5%, respectively. Parents initiative to approach adequate body behaviour in public/private domains and body inappropriate behaviour by others were made in 88,5% and 97% of cases, respectively. The average of score of parents’ sex education performance was 13,7 and there were differences between mothers (14,5±5,3) and fathers (12,6±4,9) assessment (p <0.05). Conclusions: The results show that parents do not prioritize this aspect of child development, which is reiterate by infrequent approach of issues related to sexual education by parents’ initiative.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Criança]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[educação sexual]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[idade pré-escolar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[sexualidade]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Child]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[preschool age]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[sexual development]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[sexuality]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <font face="Verdana" size="2">     <p align="right"><b><b>ARTIGOS ORIGINAIS | ORIGINAL ARTICLES</b></b></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Estudo PaSeFi: o que ensinam os pais sobre sexualidade aos seus   filhos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b><font face="Verdana">What  parents teach about sexuality to their children</font></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Carla Ferreira<sup>I</sup>; Helena Ferreira<sup>I</sup>; Marta Alves<sup>I</sup>;   Cláudia Tavares<sup>I</sup>; Liliana Macedo<sup>I</sup>; Ângela Dias<sup>I</sup></b></p>     <p><sup>I </sup>Department of Pediatrics, Hospital da Senhora   da Oliveira. 4835-044 Guimarães, Portugal. <a href="mailto:carlamf85@hotmail.com">carlamf85@hotmail.com</a>;   <a href="mailto:helena-of@hotmail.com">helena-of@hotmail.com</a>; <a href="mailto:martasfariaalves@gmail.com">martasfariaalves@gmail.com</a>; <a href="mailto:anapediatra@gmail.com">anapediatra@gmail.com</a>; <a href="mailto:lidiasmacedo@gmail.com">lidiasmacedo@gmail.com</a>; <a href="mailto:angeladias2@gmail.com">angeladias2@gmail.com</a></p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Correspondence to</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b><b>RESUMO</b></b>    </font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>Introdução: </b>O desenvolvimento sexual   da criança é um processo   fisiológico, influenciado pela idade, pelo que vivencia e lhe é ensinado. Assim, quem participa ativamente na sua educação deve estar consciencializado da pertinência do tema.</p>     <p><b>Objetivos: </b>Caracterizar a educação sexual (ES) realizada a crianças de seis e sete anos.</p>     <p><b>Material e métodos: </b>Estudo de base comunitária, observacional e transversal dirigido   a pais de crianças com 6/7 anos de   idade. Aplicou-se um questionário de autopreenchimento, com questões sociodemográficas e de caracterização da ES das crianças, a partir das quais foi efetuada uma escala com o objetivo de avaliar a   envolvência dos pais na ES dos filhos,   que foi tanto maior, quanto maior for a cotação obtida (máximo 33). A analise   estatística dos dados utilizou o programa informático <i>Statistical Package for the Social Sciences® </i>(SPSS), versão 22.0.</p>     <p><b>Resultados</b>: Obtiveram-se questionários de 127 pais, com idade média de 38 anos e predomínio de respostas maternas. Procuraram obter conhecimentos   acerca da sexualidade dos seus filhos   apenas 22% dos   pais, e destes   1/3 fê-lo junto   de um médico. Apesar   de 91,2% dos   pais referirem sentir-se confortáveis para falar   de sexualidade com os seus filhos, 62,9%   nunca o fez, principalmente por considerarem ser precoce. Quando abordada, a iniciativa partiu   maioritariamente da criança.   A reprodução humana   e as diferenças entre sexos   foram abordadas, exclusivamente em casa, em 55,8% e 35,5% dos casos,   respetivamente. Foi iniciativa dos pais a abordagem de comportamentos de exploração do corpo adequados aos domínios   público/privado (88,5%) e de comportamentos inadequados por   terceiros à exploração do corpo da criança (97%). A cotação média da escala   que traduz a ES das crianças e a envolvência parental foi 13,7±5,18, havendo   diferença entre a cotação obtida pelas mães (14,5±5,3) e pais (12,6±4,9) (p&lt;0,05).</p>     <p><b>Conclusões: </b>Os   resultados evidenciam que os pais não priorizam esta vertente do desenvolvimento infantil, aspeto reiterado pela   abordagem pouco frequente de temas relativos à ES no seio familiar, por iniciativa dos pais.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Criança; educação sexual; idade pré-escolar; sexualidade</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Introduction: </b>The child’s sexual development is a   physiological process, influenced by children’s age, children’s   experiences and for what is taught to them. So, those who actively participate in children education should be aware   of the relevance of sexual education approach.</p>     <p><b>Objectives: </b>Characterize sexual education of children aged six and seven years.</p>     <p><b>Methods: </b>An observational, cross-section and   community-based study was performed and the targets were parents of children aged six and seven years. A   self-administered questionnaire was applied   addressing sociodemographic data and   characterization of children   sexual education. A score was built, by questions summation, with the aim of evaluating child knowledge about sexual education, and parental   involvement in this education, which   was higher, as higher the   score obtained. All   statistical analyses were performed using the <i>Statistical Package for the Social Sciences® </i>(SPSS), 22.0. software package for Windows.</p>     <p><b>Results: </b>We obtained questionnaires from 127   parents, with a mean age of 38 years   and mothers’ predominance. Twenty-two per cent of parents sought   knowledge about their   child sexuality, and one   third obtained doctor’s information. Although   91,2% referred to feel comfortable to approach sexuality with their   children, 62,9% never did it, mainly because they considered to be too early. When sexual education was performed   at home, the questions were raised   mostly by children’s initiative. Human reproduction and gender differences were addressed exclusively at home in 55,8% and 35,5%, respectively. Parents initiative to approach adequate body behaviour in   public/private domains and body inappropriate behaviour   by others were made   in 88,5% and 97% of cases, respectively. The average of score of parents’ sex education performance was 13,7 and there were differences between mothers (14,5±5,3) and fathers (12,6±4,9) assessment (p &lt;0.05).</p>     <p><b>Conclusions: </b>The results show   that parents do not prioritize this aspect of child   development, which is reiterate by infrequent approach of issues related to sexual education by parents’ initiative.</p>     <p><b>Keywords: </b>Child; preschool age; sexual development; sexuality</p> </font> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><b>INTRODUÇÃO</b></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O desenvolvimento sexual   da criança, à semelhança do desenvolvimento psicomotor, é um processo   fisiológico que começa   ao nascimento. Inclui,   não só, os caracteres sexuais, mas também o desenvolvimento de conhecimento sexual,   de crenças e valores culturais que a criança   vai adquirindo no decurso   do seu crescimento. O conhecimento e comportamento sexual da criança é portanto   fortemente influenciado pela idade, pelo que lhe é ensinado e pelo que observa.<sup>1-3</sup></p>     <p>É na fase   da adolescência que   pais, educadores e prestadores de cuidados de saúde dedicam   mais atenção e preocupação à saúde sexual   e reprodutiva dos adolescentes. No entanto, o desenvolvimento e a educação   sexual (ES) são conceitos   mais abrangentes, englobando a imagem corporal,   os papéis de género,   assim como a conceptualização das relações inter-pessoais e de intimidade. Deverá, assim, constituir um proces-so dinâmico   e longitudinal iniciado   nos primeiros anos de vida. Desde o nascimento tem lugar o desenvolvimento de uma intimidade saudável, que começa   nos braços dos pais, com a resposta a estímulos, como a gestão   de estados de excitação (dor e   fome) e o estabelecimento de ciclos regulares   de excitação e relaxamento, como por exemplo   acordar e adormecer.<sup>4,5 </sup>Do desenvolvimento sexual da primeira infância   faz parte a exploração sexual,   um processo natural   e saudável, revelado pelo interesse que as crianças   demonstram pelas suas próprias “áreas íntimas”, assim com pelas   de outros. É também na primeira infância que as crianças   são expostas a normas sociais   e adquirem no seio da família os limites dos   comportamentos sexuais.<sup>5,6 </sup>Por volta dos 5-7 anos de idade começa a emergir   uma maior necessidade de privacidade durante   atos quotidianos, como o   banho e vestir-se. Avoluma-se o interesse no significado do papel de género e aumenta o recurso à linguagem de cariz sexual. Não deve ser esquecido o crescente receio,   inerente a esta   idade, em fazer   perguntas do âmbito   da sexualidade, pelo que os pais   devem ser proactivos na ES dos seus filhos.   Os pais são e devem ser os principais pivôs na ES, pois é no dia-a-dia   que surgem oportunidades únicas   para discutir estas questões.<sup>6,7</sup></p>     <p>Assim, foram objetivos do presente trabalho:</p>     <p>1.             Caracterizar a ES de crianças em idade escolar;</p>     <p>2.             Caracterizar o ensino realizado pelos pais aos seus filhos   em idade escolar   sobre o normal desenvolvimento sexual;</p>     <p>3.             Avaliar a   associação entre a ES realizada pelos pais e características das crianças, dos pais, da família e sociodemográficas.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><b>MATERIAL E METÓDOS</b></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>Desenho do estudo</b></p>     <p>Procedeu-se à realização de estudo de base comunitária, observacional, transversal e analítico dirigido a pais de crianças   com seis e sete anos de idade.   Foram selecionados os pais de crianças que frequentaram o 1º ano   de escolaridade do 1º ciclo do ensino básico, inscritas num Agrupamento de Escolas. Foram   convidados a participar todos os pais (pai e mãe) das 112   crianças inscritas e foram incluídos 127 pais que aceitaram participar. Foram excluídos os pais de crianças com necessidades educativas especiais e pais analfabetos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A recolha de informação foi realizada através   da aplicação de um questionário de autopreenchimento, anónimo   e confidencial, que decorreu durante   o mês de abril de 2014. Foi obtido o consentimento informado de todos   os participantes para recolha e análise dos dados.</p> <b><b>Recolha de informação</b></b>      <p>O questionário, composto por 41 questões fechadas, foi   organizado em duas partes. As questões da primeira parte foram direcionadas à   caracterização da amostra. Foram determinadas características das crianças   (idade, sexo), características dos pais (idade, sexo,   escolaridade), características   da família (tipo de família, existência de irmão mais velho) e características sociodemográficas (rendimento familiar e local de residência).</p>     <p>A segunda parte   do questionário, apresentada na <a href="/img/revistas/nas/v26n3/26n3a02t1.jpg">tabela 1</a>, foi   destinada à caracterização da ES das crianças, assim como do papel dos pais nessa educação.</p>     
<p>Com o objetivo de determinar o papel dos pais e a sua   proactividade na ES das crianças, foi criada uma   escala, através da atribuição de uma cotação às respostas das questões que visaram abordar os seguintes temas:</p>     <p>1.             Sentimentos possíveis entre duas pessoas e as suas implicações;</p>     <p>2.             Tipos de família;</p>     <p>3.             Reprodução humana;</p>     <p>4.             Diferenças físicas entre sexos;</p>     <p>5.             Terminologia correta para nomear genitais;</p>     <p>6.             Comportamentos de exploração do seu corpo adequados ao domínio publico/privado;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>7.             Comportamentos inadequados em relação à exploração do seu corpo por terceiros.</p>     <p>Para perceber se o conhecimento destes temas foi adquirido   em ambiente escolar, no seio da família, ou em ambos, para cada um dos sete   temas foi questionado o local de ensino e, no   caso deste ter acontecido em casa, de quem partiu   a iniciativa dessa abordagem. Quando a iniciativa da abordagem partiu dos   pais, foi ainda questionado se essa abordagem foi feita de forma   programada, com preparação prévia, ou se por outro lado foi realizada de forma espontânea e sem preparação. O somatório das   respostas a estas questões variou de 0 a 33 pontos e quanto maior a cotação obtida,   mais proactivo o envolvimento   parental na ES da criança, em relação aos itens avaliados.</p>     <p><b><b>Análise dos dados</b></b></p>     <p>As variáveis categóricas foram apresentadas em frequências</p>     <p>(n) e percentagens (%) e as variáveis contínuas em média (x) e   desvio padrão (DP). Foi utilizado o t-student na análise de variáveis contínuas. O valor de <i>p</i>&lt;0,05 foi   indicativo de significado estatístico. A analise estatística dos dados utilizou   o programa informático <i>Statistical     Package for the Social Sciences® </i>(SPSS), versão 22.0</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><b>RESULTADOS</b></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>Caracterização da amostra</b></p>     <p>Obtiveram-se questionários de 127 pais,   com idade média   de 38 anos e predomínio de respostas maternas   (51,7%). Relativamente às crianças, todas   tinham entre seis e sete anos, a maioria   era do sexo feminino (55,6%)   e metade tinha   irmãos mais velhos (49,2%). A maioria vivia numa área urbana (<a href="#t2">tabela 2</a>).</p>     <p><a name="t2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v26n3/26n3a02t2.jpg" width="407" height="837"></p> </font>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b><b>Caracterização da ES</b></b>    </font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A maioria dos   pais referiu sentir-se confortável para abordar temas da sexualidade com os seus filhos; contudo   só cerca de 33%   o fizeram, dos quais 22% por iniciativa das crianças; esta ocorreu no contexto da hora das refeições e do banho, sendo</p>     <p>o recurso a livros a principal ferramenta utilizada. Os restantes pais afirmaram não o ter feito   por considerarem os 6-7 anos uma idade precoce.   Em teoria a generalidade considerou que a idade ideal   seria os seis a nove anos (35,6%) ou após os 10 anos (35,6%) (<a href="/img/revistas/nas/v26n3/26n3a02t3.jpg">tabela 3</a>).</p>     
<p>Cerca de 22%   procuraram obter conhecimento sobre a sexualidade da criança, através   do médico (1/3)   ou amigos e familiares (1/3) (<a href="/img/revistas/nas/v26n3/26n3a02t3.jpg">tabela 3</a>)</p>     
<p>Relativamente aos diferentes temas da sexualidade, a quase totalidade dos pais referiu   que os filhos percebiam a diferença   entre os sexos (98,4%), sabiam   os diferentes sentimentos que podem existir entre   duas pessoas (83,9%),   sendo o tema da reprodução humana o menos conhecido (34,7%) (<a href="/img/revistas/nas/v26n3/26n3a02t3.jpg">tabela 3</a>).</p>     
<p>As questões que se prendiam   com comportamentos inadequados de terceiros relativos à exploração do corpo da criança, diferentes tipos de família   e comportamentos de exploração do corpo adequados   ao domínio publico   e privado foram abordados exclusivamente em casa e   na grande maioria das situações por iniciativa dos pais; os restantes temas em análise foram desenvolvidos simultaneamente em casa e na escola (<a href="/img/revistas/nas/v26n3/26n3a02t4.jpg">tabela 4</a>).</p> <b><b>Análise comparativa</b></b>      
<p>A cotação média   obtida na escala   construída para avaliar   a ES das crianças e a proactividade parental nessa educação foi 13,7±5,18 pontos,   tendo sido a cotação mínima   obtida de 4 pontos e a máxima de 27 pontos. Comparando a pontuação obtida   por ambos os progenitores, verificou-se que a cotação   obtida pelas mães (14,5±5,3) foi maior do que pelos   pais (12,6±4,9) (p&lt;0,05). As diferenças obtidas   na cotação média tendo em conta</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>o género da criança, a escolaridade dos   pais, o tipo   de família, a existência de irmãos mais velhos, o rendimento familiar e a área de residência não foram estatisticamente significativas (<a href="/img/revistas/nas/v26n3/26n3a02t4.jpg">tabela 4</a>).</p> </font>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><b>DISCUSSÃO</b></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O desenvolvimento sexual   é um processo dinâmico e longitudinal de crescimento físico,   cognitivo, comportamental e emocional. Ao longo desse   processo, cada pessoa   desenvolve atitudes e valores que   orientam os seus   ideais, opiniões e escolhas.<sup>8 </sup>Deste modo, também a ES deve ser um processo longitudinal que permita a aquisição de informação e formação de atitudes,   crenças e valores sobre temas   importantes como a identidade,   relacionamentos e intimidade.<sup>7 </sup>A ES deve, portanto, começar   na infância e continuar de forma gradual   e adequada à idade, até   à adolescência. <sup>7,9 </sup>No entanto, é na adolescência que se dá maior   ênfase à ES, o que é comprovado pela escassez de estudos sobre a ES em idades   mais precoces. Do conhecimento dos autores,   este é o primeiro estudo   a caracterizar a ES de crianças   em idade escolar e o envolvimento parental nesse ensino.</p>     <p>O presente   estudo permitiu concluir que   de uma forma global,   um terço dos pais admitiu ter   abordado temas de ES com   os filhos. Dos dois terços   que negaram ter abordado a sexualidade com os filhos, o principal   motivo reportado foi acharem   ser precoce. De facto,   a idade parece   ser o principal entrave à abordagem   destas questões, uma   vez que a maioria   dos pais referiu   sentir-se à vontade   para o fazer.   O conhecimento destes   resultados deverá ser   divulgado aos profissionais de saúde,   para que desta forma estes possam alertar os pais para a importância da ES nestas idades.   A consulta de saúde infantil e juvenil   é uma oportunidade única   para realizar esta sensibilização, com objetivo de consciencializar os pais para a necessidade de um papel parental mais proactivo.</p>     <p>Analisando especificamente os diferentes temas   de sexualidade versados,   verificou-se que dos sete temas analisados,   foi veiculado pelos pais um maior conhecimento das crianças sobre: as diferenças físicas   entre sexos, sentimentos possíveis entre duas pessoas   e as suas implicações, a terminologia correta   para nomear genitais   e os comportamentos de exploração do seu corpo adequados   ao domínio público/privado. Apuramos que na quase   totalidade foi iniciativa dos pais a abordagem de questões relacionadas com atitudes   sexuais adequadas à reali   zação no domínio público/privado, assim como atitudes sexuais inapropriadas por terceiros em relação ao corpo da criança. Estes   resultados denotam a preocupação parental   sobre as questões   de cariz público   e segurança da criança. Em relação aos restantes temas, nota-se um papel menos   ativo por parte   dos cuidadores, tendo prevalecido uma abordagem simultânea com os   professores e um domínio da iniciativa da por parte   das crianças. Com base nestes   resultados pode concluir-se que a escola tem papel fulcral na ES das   crianças. De facto,   quando questionados sobre   o papel da escola na ES dos seus filhos,   a maioria defende que   a escola deve   ter um papel   ativo, mas sempre com envolvimento simultâneo dos pais.</p>     <p>A cotação média   da escala de avaliação do conhecimento   das crianças e envolvimento dos pais na sua ES foi 13,7 ± 5,18 pontos. Estes resultados permitem-nos concluir que o envolvimento dos   pais na ES dos seus   filhos deverá ser   potencializado. No entanto, quando   comparados os scores   obtidos pelas mães (14,5 ± 5,3) e pelos pais (12,6 ± 4,9), notou-se que as mães foram mais proativas na ES dos seus filhos.</p>     <p><b>Limitações do estudo</b>: Como principais limitações do presente estudo, deve ser ressalvado, por um lado,   o facto de se   ter utilizado uma amostra de conveniência, limitada   em número e restrita   a uma área geográfica. Por outro lado,   o facto de se   ter recorrido à utilização de um questionário não validado, facto que se tentou colmatar pela   realização de um teste piloto, assim como pela existência de opções de resposta aberta (ex.   outros, quem?). Dada a originalidade do tema e sua pertinência, os autores esperam que este estudo seja linha de partida para investigações futuras semelhantes.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><b>CONCLUSÕES</b></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados evidenciam que os pais não priorizam a vertente da ES no desenvolvimento infantil, aspeto reiterado pela abordagem pouco frequente de temas   relativos à ES no seio familiar, por iniciativa dos pais. Enfatiza-se a importância da sua   abordagem em consultas de saúde infantil, procurando sensibilizar aqueles que deverão ser os principais pivôs da ES da criança nesta faixa etária.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><b>AGRADECIMENTOS E ESCLARECIMENTOS</b></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Agradecimento aos Diretores dos Agrupamentos de escola   que aceitaram colaborar, aos professores e aos pais. Não existiram fontes   externas de financiamento para a realização deste estudo. O presente   trabalho foi previamente apresentado nas VI jornadas do Serviço de Pediatria do Hospital Sra. da   Oliveira, Guimarães, tendo   sido premiado como melhor comunicação oral.</p>     <p>&nbsp;</p> </font><font size="3" face="Verdana"><b><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></b></font><font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>1.             MFriedrich WN, Fisher J, Broughton D, Houston M, Shafran   CR. Normative Sexual Behavior in Children: A Contemporary Sample. Pediatrics 1998; 101:e9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105668&pid=S0872-0754201700030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2.             Friedrich WN, Grambsch P, Broughton D, Kuiper J, Beilke R. Normative Sexual Behavior in Children. Pediatrics. 1991; 88:456.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105670&pid=S0872-0754201700030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3.             American   Academy of Pediatrics: Committee on Psychosocial Aspects of Child and Family   Health and Committee on Adolescence. Sexuality education for children and adolescents. Pediatrics. 2001; 108:498-502.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105672&pid=S0872-0754201700030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4.             Clinical   Report&#8722;The Evaluation of Sexual Behaviors in Children Nancy D. Kellogg Pediatrics 2009; 124:992. doi: 10.1542/peds.2009-1692.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105674&pid=S0872-0754201700030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5.             Hagan JF, Shaw JS, Duncan P. Bright futures:   Guidelines for health supervision of infants, children, and adolescents. 3rd ed.   Elk Grove Village,   IL: American Academy of Pediatrics; 2008. p. 169-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105676&pid=S0872-0754201700030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6.             Pike LB. Sexuality and Your Child for children   ages 3 to 7, Department of Human Development and Family Studies, University of Missouri-Columbia. 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105678&pid=S0872-0754201700030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7.             National Guidelines Task Force. Guidelines for comprehensive sexuality education: Kindergarten-12th grade, 3rd edition.   New York, NY: Sexuality Information and Education Council of the United States.   2004. (Acedido em 1 de abril de 2014). Disponível em: <a href="http://www.siecus.org/_data/global/images/guidelines.pdf" target="_blank">http://www.siecus.org/_data/global/images/guidelines.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105680&pid=S0872-0754201700030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8.             Hoskins A, Varney J. Taking a life-course approach to sexual and reproductive health. Entre Nous 2015; 82:4-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105682&pid=S0872-0754201700030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9.             Public Health   Agency of Canada.   Canadian Guidelines for Sexual Health Education. 2008. Disponível em: <a href="http://www.phac-aspc.gc.ca/publicat/cgshe-ldnemss/pdf/guidelineseng.p" target="_blank">http://www.phac-aspc.gc.ca/publicat/cgshe-ldnemss/pdf/guidelineseng.p</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105684&pid=S0872-0754201700030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b><b><a name="end"></a><a href="#topo">CORRESPONDENCE TO</a></b></b>        <br> Carla Ferreira    <br>   Department of Pediatrics    <br> Hospital Senhora da Oliveira    <br> Rua dos Cutileiros    <br> 4835-044 Creixomil, Guimarães     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Email: <a href="mailto:carlamf85@hotmail.com">carlamf85@hotmail.com</a></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Received for publication: 06.09.2016   Accepted in revised form: 16.01.2017</p> </font>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MFriedrich]]></surname>
<given-names><![CDATA[WN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fisher]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Broughton]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Houston]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shafran]]></surname>
<given-names><![CDATA[CR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Normative Sexual Behavior in Children: A Contemporary Sample]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>1998</year>
<volume>101</volume>
<numero>e9</numero>
<issue>e9</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Friedrich]]></surname>
<given-names><![CDATA[WN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grambsch]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Broughton]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kuiper]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Beilke]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Normative Sexual Behavior in Children]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>1991</year>
<volume>88</volume>
<page-range>456</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>American Academy of Pediatrics^dCommittee on Psychosocial Aspects of Child and Family Health and Committee on Adolescence</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sexuality education for children and adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>2001</year>
<volume>108</volume>
<page-range>498-502</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nancy]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Clinical Report: The Evaluation of Sexual Behaviors in Children]]></article-title>
<source><![CDATA[Kellogg Pediatrics]]></source>
<year>2009</year>
<volume>124</volume>
<page-range>992</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hagan]]></surname>
<given-names><![CDATA[JF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shaw]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Duncan]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Bright futures: Guidelines for health supervision of infants, children, and adolescents]]></source>
<year>2008</year>
<edition>3</edition>
<page-range>169-76</page-range><publisher-loc><![CDATA[Elk Grove Village^eIL IL]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[American Academy of Pediatrics]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pike]]></surname>
<given-names><![CDATA[LB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Sexuality and Your Child for children ages 3 to 7]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-name><![CDATA[Department of Human Development and Family Studies, University of Missouri-Columbia]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>National Guidelines Task Force</collab>
<source><![CDATA[Guidelines for comprehensive sexuality education: Kindergarten-12th grade]]></source>
<year>2004</year>
<edition>3</edition>
<publisher-loc><![CDATA[New York^eNY NY]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sexuality Information and Education Council of the United States]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hoskins]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Varney]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Taking a life-course approach to sexual and reproductive health]]></article-title>
<source><![CDATA[Entre Nous]]></source>
<year>2015</year>
<volume>82</volume>
<page-range>4-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Public Health Agency of Canada</collab>
<source><![CDATA[Canadian Guidelines for Sexual Health Education]]></source>
<year>2008</year>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
