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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: In recent decades initiatives for the promotion and protection of breastfeeding (BF) have been developed. This study was designed to evaluate the BF maintenance rate in a differentiated perinatal support hospital and compare results with those obtained in previous and similar studies. Methodology: Longitudinal prospective study including a convenience sample of newborns admitted to a maternity, from 1 February, to 30 April, 2012. Sociodemographic, perinatal and determinants of BF interruption data were collected in maternity, at three and six months and compared with similar data evaluated in studies conducted in 2000 and 2003 at the same institution. Results: Two hundred and ninety two mother/child pairs were included. Comparing with studies of 2000 and 2003, mothers had a higher mean age and educational level. In relation to the study of 2000, there was an increase in the preterm percentage and a reduction of caesarean section, infant formula needs and time to BF onset. It was found an improvement in BF rate at discharge compared to 2003. The hypogalactea remained the main cause of BF cessation. At six months, the BF interruption decision was mostly taken by the mother. Discussion/Conclusion: The demographic changes aware to the emergence of possibly different difficulties in BF promoting. At the hospital, reduction of infant formula use and time to BF onset represented improvements in this area. Such results highlight the importance of BF efforts over the years and must encourage other similar initiatives after discharge.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Aleitamento materno]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[epidemiologia da amamentação]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[breastfeeding epidemiology]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <font face="Verdana" size="2">     <p align="right"><b><b>ARTIGOS ORIGINAIS | ORIGINAL ARTICLES</b></b></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Aleitamento materno: o que mudou em 12 anos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Breastfeeding:  changes after 12 years</font></b></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Patrícia Romão<sup>I</sup>; Filipa Durão<sup>I</sup>; Sandra Valente<sup>II</sup>; Joana Saldanha<sup>II</sup></b></p>     <p><sup>I </sup>Department of Pediatrics, Hospital   de Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte. Centro Académico de Medicina de Lisboa. 1649-035 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:patriciairomao@gmail.com">patriciairomao@gmail.com</a>; <a href="mailto:filipa.veigadurao@gmail.com">filipa.veigadurao@gmail.com</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>II </sup>Neonatology Unit, Department of Pediatrics,   Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte. Centro Académico de Medicina de Lisboa. 1649-035 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:to_sandra@iol.pt">to_sandra@iol.pt</a>; <a href="mailto:joanasaldanha@sapo.pt">joanasaldanha@sapo.pt</a></p> </font>     <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#end">Correspondence to</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b><b>RESUMO</b></b>    </font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>Introdução: </b>Nas últimas décadas   têm-se desenvolvido iniciativas para a promoção   e proteção do aleitamento materno (AM). Este estudo pretende avaliar a taxa   de manutenção de AM   na maternidade e a sua manutenção aos três e aos seis meses   de vida, no ano de 2012 num hospital de apoio perinatal diferenciado e comparar os resultados com   os obtidos em estudos   anteriores, em 2000 e 2003,   realizados na mesma instituição.</p>     <p><b>Material e Métodos: </b>Estudo longitudinal prospetivo. Amostra de conveniência dos recém-nascidos internados na maternidade de 1 de fevereiro a 30 de abril de 2012. Recolheram-se dados sociodemográficos, perinatais e determinantes da inter-   rupção do AM, na maternidade, aos três e seis meses   de vida e comparam-se com os dados dos estudos realizados em 2000 e 2003 na mesma instituição.</p>     <p><b>Resultados: </b>Incluíram-se 292 díadas mãe/filho. Em   comparação com os estudos anteriores, as mães apresentavam uma idade média e nível de escolaridade superior. Relativamente ao   estudo de 2000, verificou-se um aumento da percentagem de prematuros, uma redução dos partos por cesariana bem como   uma diminuição na administração de leite para lactantes (LPL) e tempo da primeira mamada.   Constatou-se um aumento da taxa   do AM na maternidade (98%)   em comparação ao ano de 2003   (91%). Obtivemos um menor número de respostas   aos 3 e 6 meses de seguimento relativamente aos estudos anteriores, mantendo-se o AM, respetivamente em 78,7% e 53,1% dos ca-   sos avaliados nestes dois períodos.   A hipogaláctia manteve-se a principal causa de aleitamento de substituição. Aos seis meses, a iniciativa da interrupção foi maioritariamente tomada pela mãe.</p>     <p><b>Discussão/Conclusão: </b>Todas   as mães que iniciaram o AM   na maternidade mantiveram-no até à alta o que representa um incentivo às iniciativas de promoção do AM na maternidade desenvolvidas ao longo dos anos. A redução da administração de leite   para lactante e do tempo até início do AM, representaram ganhos na sua promoção. A hipogaláctia manteve-se a principal causa de abandono mas contrariamente aos estudos anteriores a iniciativa da interrupção do AM foi mais frequentemente tomada pela mãe. É premente a criação de políticas e estruturas na comunidade   que visem o apoio à manutenção do AM após a alta hospitalar.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Aleitamento materno; epidemiologia da amamentação; recém-nascido</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Introduction: </b>In recent decades initiatives for the promotion and protection of breastfeeding (BF) have been developed. This study was designed to evaluate the   BF maintenance rate in a differentiated perinatal support hospital and compare results with those obtained in previous and similar studies.</p>     <p><b>Methodology</b>: Longitudinal prospective study including a convenience sample of newborns   admitted to a maternity, from 1 February, to 30 April,   2012. Sociodemographic, perinatal and determinants of BF   interruption data were collected in maternity,   at three and six months and compared   with similar data evaluated in   studies conducted in 2000 and 2003 at the same institution.</p>     <p><b>Results: </b>Two hundred and ninety two mother/child pairs   were included. Comparing with studies of 2000 and 2003, mothers had a higher mean age and educational level. In relation   to the study of 2000, there   was an increase in the preterm percentage and a reduction of caesarean section, infant formula needs   and time to BF onset. It was found an improvement in BF rate at   discharge compared to 2003. The hypogalactea remained   the main cause of BF cessation. At six months,   the BF interruption decision was mostly taken by the mother.</p>     <p><b>Discussion/Conclusion: </b>The demographic changes   aware to the emergence of possibly different difficulties in BF promoting. At the   hospital, reduction of infant formula   use and time   to BF onset represented improvements in this area.   Such results highlight the importance of BF efforts   over the years and must encourage other similar initiatives after discharge.</p>     <p><b>Keywords: </b>Breastfeeding; breastfeeding epidemiology; newborn</p> </font> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><b>INTRODUÇÃO</b></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O aleitamento materno   (AM) é considerado o alimento ideal nos primeiros meses de vida, pelo que a Organização Mundial de Saúde (OMS) o recomenda em exclusivo nos primeiros seis meses de vida e a sua manutenção, se possível, nos primeiros dois anos de vida.<sup>1</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>São claras as evidências científicas dos benefícios do AM,   quer para a criança, nomeadamente em termos nutricionais e na prevenção de doença crónica como a Diabetes <i>Mellitus </i>e a doença atópica , quer para a mãe, possibilitando uma mais rápida recuperação pós-parto materna.<sup>1-4</sup></p>     <p>O sucesso da implementação e manutenção do AM pode depender de fatores sociodemográficos, como a idade   e a escolaridade materna, fatores psicoafectivos, como a experiência prévia e o suporte familiar, mas também de fatores biomédicos onde se salientam a capacidade de produção de leite materno, as necessidades do recém-nascido, o tipo de parto ou a intervenção dos profissionais de saúde.<sup>5-7</sup></p>     <p>Estudos realizados em Portugal revelam   uma prevalência de AM na alta da maternidade superior   a 90%.<sup>7,9,10,21 </sup>No entanto,   relativamente aos objetivos preconizados pela OMS   para o AM em   2025, 50% de AM exclusivo aos seis meses,   verificamos que a taxa   de AM exclusivo em Portugal divulgada por esta   mesma organização em 2013 é ainda   baixa com 55% de AM exclusivo aos três meses e 35% aos seis meses.<sup>8</sup></p>     <p>Reconhecendo a necessidade da promoção do   aleitamento materno, a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância   (UNICEF) desenvolveram a iniciativa Hospital Amigo dos Bebés<i>, </i>a qual constitui, desde 1991, um importante programa   mundial de promoção do AM e cujos objetivos específicos são a promoção, a proteção e o apoio ao AM através do cumprimento   sustentado de dez medidas para o seu sucesso, em todos os serviços hospitalares que prestam assistência a grávidas, puérperas, RN e lactantes.<sup>1,2,9</sup></p>     <p>Embora   a atribuição do estatuto de Hospital Amigo   dos Bebés ao hospital onde decorreu o estudo tenha   ocorrido no ano de   2012, o trabalho   de promoção do AM iniciou-se há mais de uma   década com o início dos primeiros cursos   de formação e a publicação dos primeiros trabalhos sobre as práticas existentes no hospital e que contribuíram para a identificação das áreas de intervenção prioritárias.<sup>7,9</sup></p>     <p>O presente estudo   teve como objetivos avaliar a taxa   de AM na maternidade e a sua   manutenção aos três e aos seis meses de vida,   no ano de 2012 e comparar os resultados com os obtidos em estudos anteriores, em 2000 e 2003, realizados na mesma instituição.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b><b>MATERIAL E METÓDOS</b></b>    </font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Estudo   longitudinal prospetivo, de uma amostra   de conveniência de   recém-nascidos internados, em exclusivo, na   maternidade do Serviço de Obstetrícia de um hospital de apoio   perinatal diferenciado, de 1 de fevereiro a 30 de abril de 2012.   Foram incluídos prematuros que após o nascimento tenham sido internados na maternidade. Foram   excluídos aqueles com necessidade de outros internamentos   nos primeiros dias de vida, nomeadamente na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, e aqueles   em que não foi iniciado   o AM na maternidade. Foi aplicado um inquérito à mãe na maternidade, completado à data   da alta. No inquérito foram   avaliados dados sociodemográficos maternos (idade,   escolaridade, atividade profissional), experiência prévia   de aleitamento, gestação   e parto, peso ao   nascimento, tempo decorrido   até início da primeira mamada,   necessidade de realização de fórmula para lactante e uso   de chupeta na maternidade. Aos três e seis meses, as mães foram contactadas por telefone ou via correio   eletrónico, para responderem a   um questionário, onde constavam dados acerca   da manutenção ou interrupção do AM e neste caso, de quem foi a decisão de interromper a amamentação.</p>     <p>Os resultados deste   estudo foram comparados com os resultados de 2000 e 2003. No primeiro estudo   a amostra foi 163   díadas mãe/filho na maternidade, 145 díadas mãe/filho aos um, três e seis meses; no segundo   475 díadas mãe/filho   na maternidade, 384 díadas mãe/filho aos três meses; 382 díadas mãe/ filho aos seis meses.<sup>7,8</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Definiu-se AM como a alimentação do lactante com   leite materno; AM exclusivo quando o leite materno é o único alimento   que o lactante recebe com   exceção de suplementos minerais e   vitamínicos; aleitamento misto   quando recebe leite   materno e uma fórmula para lactantes e/ou outros alimentos.</p>     <p>O nível de escolaridade da mãe definiu-se como baixo (9º ano   de escolaridade ou inferior), médio   (10º a 12º   ano de escolaridade ou curso correspondente)   ou elevado (formação superior ao 12º ano de escolaridade).</p>     <p>Apenas foram analisados os dados das mães que deram consentimento verbal e escrito para a realização do estudo.</p>     <p>Foi realizada uma análise descritiva dos dados. O tratamen-   to dos dados foi efetuado   com recurso ao <i>software </i>IBM <i>SPS-Sv20®.</i></p>     <p>&nbsp;</p> </font><font size="3" face="Verdana"><b><b>RESULTADOS</b></b></font><font face="Verdana" size="2">      <p>Dos 298 inquéritos realizados às mães (que correspondeu a 60,2% do número   de partos ocorridos nesse período e a 12,5% do   número de partos   no ano de 2012), foram   excluídos seis díadas   mãe/filho por não terem iniciado   AM na maternidade, uma por contraindicação absoluta ao AM (uma serologia   materna positiva para VIH), duas por terapêutica materna contraindicada na amamentação (carbonato de lítio),   uma por má pega em contex-   to de alteração morfológica mamária   e duas por opção materna. Incluíram-se assim no estudo 292 díadas mãe/filho.</p>     <p><i>Caracterização sociodemográfica materna</i></p>     <p>As mães estudadas apresentavam uma idade   média de 31,4 anos com desvio padrão   de ± 5,8 anos, sendo   esta superior aos dos estudos de 2000 (28,6 ± 4,6 anos)   e de 2003 (29,8 ± 5,4 anos). A maioria   das mães era profissionalmente ativa   (86,6%) e possuía nível de escolaridade médio (30,1%) ou elevado (43,2%), refletindo uma melhoria no nível educacional.</p>     <p>Quanto   aos hábitos maternos, verificou-se uma redução   dos hábitos tabágicos, alcoólicos e toxicofílicos em relação ao es- tudo de 2003.</p>     <p><i>Caracterização da Gestação e Nascimento</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mais de metade das mães eram primíparas (54,8%), tal como nos   estudos anteriores (52,2%   em 2000 e 2003). Das multíparas,   88,6% tinham experiência prévia de amamentação, sendo este valor superior ao encontrado no estudo de 2000 (65,0%).</p>     <p>A taxa de gestações não   vigiadas foi similar à encontrada em 2003 (2,4% e 3,2%, respetivamente).</p>     <p>A média da idade gestacional foi de 39   semanas com um desvio padrão   de ±1,43 semanas   (mínimo 34; máximo   41 semanas). 14 RN eram prematuros (2 de 34 semanas, 4 de 35 se-   manas, 8 de 36 semanas). Relativamente ao estudo   de 2000, assistiu-se à duplicação da percentagem de prematuridade e a   uma ligeira redução da percentagem de partos por cesariana.</p>     <p><i>Aleitamento materno na maternidade</i></p>     <p>Verificou-se uma clara redução   do tempo entre   o parto e o   início da primeira mamada, uma   vez que em 2000 o tempo médio   foi de 7,7h (2,9-14,7h) e no presente   estudo em 96,9%   dos casos este foi iniciado nas primeiras 2 horas de vida. Dos nove RN que não iniciaram AM nas primeiras 2 horas, sete tinham tido parto por cesariana (<a href="/img/revistas/nas/v26n3/26n3a03t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p>Realizaram leite para lactante (LPL), na maternidade, 28,4% dos RN em comparação com 52% no estudo de 2000, sendo que a sua administração foi mais frequente nos RN com parto   por cesariana em relação aos restantes (<a href="/img/revistas/nas/v26n3/26n3a03t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p>À saída da maternidade, 100% das mães incluídas   neste estudo amamentava (91,1% em exclusividade), sendo a <b>taxa de manutenção </b>do   AM na maternidade igual ao do estudo de 2000 (<a href="/img/revistas/nas/v26n3/26n3a03t2.jpg">Tabela   2</a>). Quando calculada   a <b>taxa AM </b>na   maternidade (isto é, sem exclusão das díades   que não iniciaram o AM na maternidade) esta é de 98% a qual é superior ao estudo   de 2003 (91%) (<a href="/img/revistas/nas/v26n3/26n3a03t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>     
<p>Nos   trabalhos anteriores não   há referência ao uso de chupe   ta na maternidade. Neste estudo, o seu uso foi evidenciado em 38,8% dos RN.</p>     <p><i>Aleitamento materno aos três e aos seis meses</i></p>     <p>Aos três meses,   responderam 75 díadas   mãe/filho (25,7% da amostra   inicial) e aos seis meses 49 díadas mãe/filho (16,8% da amostra inicial).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aos três meses, 78,7% das mães avaliadas   mantinham o AM, dos quais 81,4%   em exclusividade. Aos seis meses   mantinham o AM 53,1% das mães, 84,6%   destes em exclusividade. Comparativamente aos   estudos anteriores verificou-se um aumento da percentagem do AM, tanto   aos três meses, como aos seis meses (<a href="/img/revistas/nas/v26n3/26n3a03t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>     
<p>Aos   três meses a decisão de interrupção do AM foi   em 43,8% dos casos   tomada pela mãe, em 25,0%   por indicação do médico assistente e em 18,7%   por indicação de outra pessoa.   Em 12,5% dos casos   não obtivemos resposta. Aos seis meses   a iniciativa da interrupção foi tomada pela mãe em 87,0% dos casos, em 4,3%   pelo médico assistente e em 4,3% por indicação de outra pessoa. Não obtivemos resposta   em 4,4% dos casos. Em 2000 a interrupção do AM terá sido, na maioria dos casos, por indicação   médica, contrariamente ao encontrado neste estudo.</p>     <p>A principal causa referida para interrupção do AM aos três   e aos seis meses foi a hipo/agaláctia materna (56,3% e 47,8%,   respetivamente) (<a href="/img/revistas/nas/v26n3/26n3a03t3.jpg">Tabela 3</a>), sendo esta também a principal causa   identificada nos estudos   anteriores. Aos 6 meses, 13% das   mães referiram ter   interrompido o AM para regressar ao trabalho fora de casa.</p>     
<p>&nbsp;</p> </font><font size="3" face="Verdana"><b><b>DISCUSSÃO</b></b></font><font face="Verdana" size="2">      <p>Comparativamente aos estudos anteriores, verificaram-se algumas alterações em termos epidemiológicos,   nomeadamente na idade materna e na escolaridade materna.</p>     <p>À semelhança dos últimos dados do Instituto   Nacional de Estatística que revelaram uma idade materna   média ao nascimento do primeiro filho de 30,6 anos, este trabalho confirma   a tendência atual da mulher em engravidar mais tarde, sendo a   idade materna média   mais elevada que   nos estudos anteriores e a maioria das mães, primípara.<sup>11 </sup>Este   facto poderá ser explicado   por a maioria das mães ser profissionalmente ativa e apresentar uma escolaridade superior   à referida nos estudos anteriores, refletindo uma aposta das mulheres   a nível educacional e   profissional. Entre as multíparas verificou-se neste estudo, uma maior frequência de experiência prévia de amamentação. Avaliando a influência dos fatores epidemiológicos no AM descritos na literatura, tanto a idade materna   mais elevada, como a maior escolaridade e a experiência prévia de amamentação têm sido   reconhecidos como fatores   protetores da adesão   ao AM.<sup>3,10  </sup>Por outro lado, como referido por Aguiar (2001),   a precariedade laboral da sociedade atual   poderá ser determinante na opção da mãe   em manter o AM, ou na sua capacidade de o fazer   tendo em conta exigências e horários profissionais, e não deverá ser   menosprezada.<sup>3 </sup>Embora os fatores demográficos não sejam facilmente passíveis de intervenção, estes permitem identificar perfis de risco e assim possibilitam a intervenção de forma mais específica na promoção do AM.</p>     <p>Os hábitos de consumo materno, como o tabaco,   o álcool e as drogas, que têm sido associados a uma menor taxa de AM,   são passíveis de mudança.<sup>3,12,13   </sup>No nosso trabalho verificou-se uma diminuição da taxa de todos os hábitos de consumo referidos, relativamente a 2003.   As taxas encontradas poderiam ser mais elevadas   em caso de um questionário anónimo. No entanto também no estudo de 2003 a recolha de dados foi realizada por inquérito presencial pelo que essa não será a explicação para a diferença encontrada.</p>     <p>Apesar da informação acerca do AM estar   cada vez mais disponível nomeadamente   nos meios de informação <i>online </i>e pela comunicação social, a gestação   constitui um momento preferencial para a aquisição de informação fidedigna e de motivação para o AM. A vigilância da gestação, muito expressiva   neste trabalho (97,6%), e a promoção do AM neste período, podem contribuir de forma importante para o seu sucesso.<sup>14,15</sup></p>     <p>A administração de LPL foi mais frequente nos recém-nascidos com parto por cesariana, como era esperado. Neste estudo, para além de se ter verificado uma ligeira redução   da taxa de partos por cesariana salienta-se também uma redução   importante da administração de LPL na maternidade, ambos   fatores descritos como podendo interferir negativamente com o sucesso do AM.<sup>16</sup></p>     <p>No nosso estudo assistiu-se a uma   redução marcada do tempo de início da primeira mamada com cerca de 97% dos recém-nascidos a iniciarem o AM nas primeiras duas horas de vida.   Dos nove, que   não iniciaram AM nas primeiras duas horas de vida,   sete deles nasceram   de cesariana. Em virtude do tama   nho da amostra não podem   ser tiradas ilações.   Admitimos que a redução no   tempo de início da primeira mamada esteja so   bretudo relacionada com mudanças das políticas institucionais, em que todos os recém-nascidos sem contraindicação devem iniciar o AM na sala de partos. Este é um aspeto importante uma vez que, segundo   alguns autores, o início precoce do AM parece ainda contribuir para a diminuição da mortalidade neonatal.<sup>17</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que se refere ao uso da chupeta,   infelizmente não foi possível a sua comparação com os estudos   anteriores. Trata-se de um dado com discussão   muito ativa atualmente. Na 9º medida da Iniciativa <i>Hospital Amigo dos Bebés   </i>consta que esta não   deverá ser oferecida às crianças amamentadas ao peito até a amamentação estar bem estabelecida   e, de forma indireta, existe a noção da diminuição do seu uso na maternidade. De facto, a maioria dos estudos reconhece o seu efeito negativo sobre o processo do AM, apesar de no estudo de Kair (2013) a   restrição da chupeta na maternidade se ter associado a uma redução da taxa de AM exclusivo.<sup>18-21   </sup>Como benefícios do uso da chupeta destacam-se a redução   do risco de Síndrome de Morte   Súbita do Lactante e o seu efeito   calmante.<sup>22 </sup>Serão   necessários mais estudos para avaliar o real impacto   do uso da chupeta nas maternidades, mas a sua introdução deverá   reger-se pelo bom senso e após estar garantida a correta adaptação ao AM.</p>     <p>De referir ainda que se verificou um aumento da percenta-   gem de prematuros (4,8%), o que poderia interferir negativamente com o sucesso do AM. No entanto, neste   estudo, apenas se incluíram os RN internados no puerpério e por isso a idade gestacional não foi inferior a 34 semanas.</p>     <p>O objetivo deste   estudo incluiu a avaliação da taxa de manu   tenção do AM na maternidade, 100%, representando este   valor um incentivo à manutenção das   iniciativas que têm   sido desenvolvidas desde há vários anos.</p>     <p>No <i>follow-up </i>a   taxa de abandono   do estudo foi substancial   mente superior à dos estudos   anteriores (25,7% respostas aos três meses e 16,8% aos seis meses relativamente à amostra inicial), o que representa uma limitação significativa do estudo e condiciona as conclusões daí advindas.</p>     <p>Apesar   da diminuição da taxa de AM aos   seis meses, a per   centagem de lactantes que o mantém em exclusividade foi de   44,9% (22/49), aproximando-se dos objetivos da OMS de 50%   de AM exclusivo aos seis meses no ano de 2025, apesar das limitações do tamanho da amostra.<sup>9</sup></p>     <p>A hipo/agaláctia foi   a principal causa   de interrupção do AM,   o que está de acordo com outras casuísticas nacionais e internacionais.<sup>7,8,13,23</sup></p>     <p>Contrariamente aos estudos anteriores a iniciativa da inter   rupção do AM foi mais frequentemente tomada   pela mãe. Embora   neste estudo poucas   mães terem referido ter interrompido o AM para regressar ao trabalho aos seis meses   (13%), consideramos que   tal facto deverá   ser melhor caracterizado em estudos futuros nomeadamente com uma maior taxa de <i>follow-up</i>.</p>     <p>A acessibilidade no apoio à amamentação encontra-se entre os fatores associados a maiores taxas   de AM.<sup>3 </sup>A constatação de que   a iniciativa da interrupção do AM foi mais frequentemente tomada pela   mãe e de que a hipo/agaláctia foi   a principal causa de interrupção do AM alerta para   a necessidade de incrementar   a sua promoção e apoio após a alta hospitalar, a qual consta na   última medida da iniciativa Hospital   Amigo dos Bebés:   “encorajar a criação   de grupos de apoio ao aleitamento materno, encaminhando as mães para   estes, após a alta do hospital ou da   maternidade”. O médico assistente deverá também estar atento a este aspeto,   abordando o tema   nas consultas de vigilância infantil e monitorizando a progressão ponderal   do recém-nascido/ lactante de forma a esclarecer dúvidas e a promover a manutenção do AM.</p>     <p>Para além da perda de follow-up, são   também limitações deste estudo   a avaliação da ocorrência ou não da primeira mamada   nas primeiras duas horas de vida, a qual inviabiliza a análise do momento preciso   da sua ocorrência (segundo a 4ª medida do Hospital Amigo dos Bebés as mães devem   ser ajudadas a iniciarem o aleitamento materno   na primeira hora após o nas   cimento) e a realização de uma análise apenas descritiva dos dados.</p>     <p>Teria   sido também interessante conhecer em que   contexto as mães que   tomaram iniciativa de interromper o AM o fizeram e se   tiveram apoio diferenciado à amamentação, bem   como avaliar quais as razões que estiveram na base da indicação médica para a sua descontinuação após a alta da maternidade.</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><b>CONCLUSÕES</b></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Todas   as mães que iniciaram o AM na maternidade mantiveram-no até à alta   o que representa um incentivo às iniciativas de promoção   do AM desenvolvidas nesta unidade   de saúde ao longo   dos anos. Também a redução   da administração de leite   para lactante e do tempo até ao início do AM, representaram ganhos na sua promoção.</p>     <p>Apesar do número limitado   da amostra, verificaram que aos seis   meses de idade os lactantes mantinham aleitamento materno   exclusivo (45%).   A hipogaláctia manteve-se a principal   causa de abandono do AM mas contrariamente aos estudos anteriores a iniciativa da interrupção foi mais frequentemente tomada pela mãe.</p>     <p>Até à realização deste trabalho nove instituições possuíam o estatuto de <i>Hospital Amigo dos Bebés em </i>Portugal. Esperamos que estes   resultados sirvam de incentivo para   a manutenção destas   medidas de promoção   do AM neste hospital e nos   restantes com o mesmo estatuto, bem como ao seu incentivo noutras maternidades.</p>     <p>Os nossos resultados apontam também para   a necessidade de criação   de políticas e estruturas na comunidade que visem o apoio à manutenção do AM após a alta hospitalar.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><b>AGRADECIMENTOS E ESCLARECIMENTOS</b></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>À equipa médica   e de enfermagem do Serviço de Neonatologia da instituição onde decorreu o trabalho.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b><b>DESTAQUE</b></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Todas   as mães que iniciaram o AM na maternidade mantiveram-no até à alta   o que representa um incentivo às iniciativas de promoção do AM na maternidade desenvolvidas ao longo dos anos.</p>     <p>A nível hospitalar, a redução da administração de leite para lactante e do tempo   até início do AM, representaram ganhos na sua promoção.</p>     <p>A hipogaláctia manteve-se a principal causa   de abandono mas contrariamente aos estudos anteriores a iniciativa da inter-   rupção do AM foi mais frequentemente tomada pela mãe.</p>     <p>É premente a criação de políticas e estruturas na comunida   de que visem o apoio à manutenção do AM após a alta hospitalar.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><b>HIGHLIGHTS</b></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>All mothers who started breastfeeding in maternity kept it,   highlighting the importance of efforts to promotion breastfeeding developed over the years.</p>     <p>At the hospital, reduction of infant   formula use and   time to breastfeeding onset represented improvements in this area.</p>     <p>The hypogalactea remained   the main cause   of breastfeeding interruption   but, contrary to previous studies, the initiative of interruption was most often taken by the mother.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The creation of policies and structures in the community is essential to support   the maintenance of breastfeeding after hospital discharge.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   World Health Organization. Expert consultation on the optimal duration of exclusive breastfeeding. 28-30 March. Genebra 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105811&pid=S0872-0754201700030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Levy L, Bertolo   H. Manual de Aleitamento Materno.   Comité Português para a UNICEF. Edição revista 2008; p.1-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105813&pid=S0872-0754201700030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Aguiar H, Silva A. Aleitamento Materno. A Importância de Intervir. Acta Med Port 2011; 24:889-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105815&pid=S0872-0754201700030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Schanler RJ. Maternal and economic   benefits of breastfeeding. In: UpToDate; 2010. (Acedido em 16 de Agosto de 2013). Disponível em <a href="http://www.uptodate.com/" target="_blank">http://www.uptodate.com</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105817&pid=S0872-0754201700030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Kambale MJ. Social determinantes of breastfeeding in Italy. African Healths Sciences. 2011; 11:508-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105819&pid=S0872-0754201700030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Barge S, Carvalho   M. Prevalência e fatores condicionantes do aleitamento   materno-Estudo ALMAT. Revista Portuguesa de Clínica Geral 2011; 27518-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105821&pid=S0872-0754201700030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Sandes AR, Nascimento C, Figueira J, Gouveia R, Valente S, Martins S, <i>et al</i>.   Aleitamento materno: prevalência e factores condicionantes. Acta Med Port 2007; 20:193-200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105823&pid=S0872-0754201700030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   World Health Organization. Breastfeeding: Only 1 in 5   countries fully implement WHO´s infant formula code. (Acedido em 27 de janeiro de 2014). Disponível em <a href="http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2013/world_breastfeeding_week_20130730/en/" target="_blank">www.who.int/mediacentre/news/releases/2013/world_breastfeeding_week_20130730/en/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105825&pid=S0872-0754201700030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Branco AS, Bastardo C, Albuquerque M, Oliveira G. Aleitamento materno:   A prática hospitalar e o sucesso   das medidas de implementação do aleitamento até aos 6 meses de vida. Acta Pediatr Port 2004; 35:441-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105826&pid=S0872-0754201700030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Brito H, Alexandrino A, Godinho C, Santos G. Experiência   do aleitamento materno. Acta Pediátrica Portuguesa 2011; 42:209-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105828&pid=S0872-0754201700030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Instituto Nacional de Estatística. Estatística no Feminino. Ser Mulher em Portugal, 2001-2011, INE; 2012: p. 5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105830&pid=S0872-0754201700030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Caldeira T, Moreira   P, Pinto E. Aleitamento materno:   estudo dos factores relacionados com o seu abandono. Rev Port Clin Geral 2007; 23:685-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105832&pid=S0872-0754201700030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Thulier D, Mercer J. Variables associated with   Breastfeeding Duration. Journal of Obstetric, Gynecologic &amp; Neonatal Nursing 2009;38:259-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105834&pid=S0872-0754201700030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Shealy   KR, Li R, Benton-Davis S, Grummer-Strawn LM.   The CDC Guide to Breastfeeding Interventions. US Department of Health and Human Services. Disponível em: <a href="http://www.cdc.gov/breastfeeding/pdf/breastfeeding_interventions.pdf" target="_blank">http://www.cdc.gov/breastfeeding/pdf/breastfeeding_interventions.pdf</a> 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105836&pid=S0872-0754201700030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>15.&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Britton C, Mccormick FM,   Renfrew MJ, Wade A, King SE. Support for Breastfeeding Mothers. Cochrane Database Syst Rev 2007;24:CD001141.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105838&pid=S0872-0754201700030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16.&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Prior E, Santhakumaran S, Gale C, Philipps LH, Modi N, Hyde   MJ. Breastfeeding after cesarean delivery: a systematic review and meta-analysis of world literature. Am J Clin Nutr 2012; 95:1113–35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105840&pid=S0872-0754201700030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17.&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Edmond K, Zandoh C, Quigley MA, Etego SA, Agyei SO, Kirkwood BR. Delayed Breastfeeding Initiation Increases Risk of Neonatal Mortality. <i>Pediatrics </i>2006; 117:380-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105842&pid=S0872-0754201700030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18.&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Lamounier JA. O efeito de bicos e chupetas no aleitamento. Jornal de Pediatria 2003; 79: 284-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105844&pid=S0872-0754201700030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19.&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Neto E, Oliveira A, Zandonade E, Molina M. Pacifier   use as a risk factor for reduction in breastfeeding duration: a systematic review. Rev Bras Saude Matern Infant 2008; 8: 377-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105846&pid=S0872-0754201700030000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>20.&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Karabulut E, Yalçin SS, Özdemir-Geyik P, Karaagaoglu E. Effect of pacifier use on exclusive   and any breastfeeding: a meta-analysis. The Turkish Journal of Pediatrics 2009; 51:35-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105848&pid=S0872-0754201700030000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21.&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Kair LR, Kenron   D, Etheredge K, Jaffe A, Phillipi CA. Pacifier Restriction and Exclusive Breastfeeding. Pediatrics 2013; 131:e1101–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105850&pid=S0872-0754201700030000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22.&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Sociedade Portuguesa de Pediatria. Recomendações. Síndrome de Morte Súbita do Lactente. SPP 2009; 1-3. Disponível em: <a href="http://www.spp.pt/UserFiles/File/Noticias/Document1.pdf" target="_blank">http://www.spp.pt/UserFiles/File/Noticias/Document1.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105852&pid=S0872-0754201700030000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23.&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Sarafana S, Abecasis F, Tavares A, Soares I, Gomes A.   Aleitamento materno: evolução na última década. Acta Pediátrica Portuguesa 2006; 1:9-14&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1105854&pid=S0872-0754201700030000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font face="Verdana" size="2"><b><b><a name="end"></a><a href="#topo">CORRESPONDENCE TO    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </a></b></b>Patrícia Romão     <br>   Department of Pediatrics         <br>   Hospital Santa Maria    <br> Centro Hospitalar Lisboa Norte    <br> Centro   Académico de Medicina   de Lisboa     <br>   Avenida Professor Egas Moniz    <br> 1649-035 Lisboa    <br> Email: <a href="mailto:patriciairomao@gmail.com">patriciairomao@gmail.com</a></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Received for publication: 29.01.2016 Accepted in revised form: 24.01.2017</p> </font>      ]]></body><back>
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