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<publisher-name><![CDATA[Centro Hospitalar do Porto]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[MODY, a história de dois irmãos... porque o raro também acontece!]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Setúbal Hospital de São Bernardo Department of Pediatrics]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Maturity Onset Diabetes of the Young (MODY) defines a subtype of non-insulin diabetes mellitus, without insulin resistance or autoimmune pancreatic &#946;-cell dysfunction. Affects 1-4% of paediatric patients with diabetes. Usually there is a family history and it starts before 25 years-old. We present a clinical case of a previously healthy boy, who was diagnosed with type 1 diabetes mellitus due to fasting hyperglycaemia. After getting to know the MODY diagnosis in a not cohabitant sister from maternal lineage, we performed a genetic study which identified a heterozygote mutation in GCK gene. The high clinical suspicion, usually supported by suggestive familiar history, is the first step to make the correct diagnosis. However, this uncommon form of diabetes and the need of expensive and long waiting complementary tests, delay identification, therapeutic and prognostic optimization, as well as genetic counselling.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <font face="Verdana" size="2">     <p align="right"> <b> CASE REPORTS | CASOS CL&Iacute;NICOS</b> </p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>MODY, a história de dois irmãos... porque o raro também   acontece!</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MODY, the  story of two siblings&hellip; the rare also happens!</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Andreia Filipa Mota<sup>I</sup>; Susana Parente<sup>I</sup>; José Oliveira Freixo<sup>I</sup></b></p>     <p><sup>I </sup>Department of Pediatrics, Hospital   de São Bernardo, Centro Hospitalar de Setúbal. 2910-446 Setúbal, Portugal. <a href="mailto:andreiafilipam.mota@gmail.com">andreiafilipam.mota@gmail.com</a>; <a href="mailto:susana.os.parente@gmail.com">susana.os.parente@gmail.com</a>; <a href="mailto:j.oliveirafreixo@gmail.com">j.oliveirafreixo@gmail.com</a></p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Correspondence to</a><a name="topo" id="topo"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b><b>RESUMO</b></b>    </font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p><i>Maturity Onset Diabetes   of the Young </i>(MODY) é um tipo de diabetes <i>mellitus </i>não insulino-dependente, sem   insulinorresistência ou disfunção autoimune das células   &#946; pancreáticas. Apre   senta história familiar e início antes dos 25 anos. Prevalência estimada de 1-4% dos doentes diabéticos pediátricos.</p>     <p>Apresentase o caso   clínico de um rapaz, previamente saudável, cuja clínica de hiperglicemia em jejum fez   diagnóstico inicial de diabetes <i>mellitus </i>tipo 1. Após conhecimento do diagnóstico de MODY na irmã da linhagem materna, não convivente, procedeu-se ao estudo genético, tendo-se identificado uma mutação em heterozigotia no gene <i>GCK</i>.</p>     <p>A elevada suspeição clínica, habitualmente suportada pela história familiar sugestiva, é o primeiro passo para o   correto diagnóstico. No entanto,   a necessidade de exames complementares dispendiosos e morosos   e a sua prevalência dificultam o seu diagnóstico, impossibilitando desde o início a otimização da terapêutica e do prognóstico, bem como o aconselhamento genético.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>MODY; diabetes <i>mellitus; </i>mutação; gene <i>GCK</i></p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><i>Maturity Onset Diabetes of the Young </i>(MODY) defines   a subtype of non-insulin diabetes <i>mellitus</i>,   without insulin resistance or autoimmune pancreatic &#946;-cell dysfunction. Affects 1-4% of paediatric patients with diabetes. Usually there is a family history and it starts before 25 years-old.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>We present a clinical case of a previously healthy   boy, who was diagnosed with type 1 diabetes <i>mellitus </i>due to   fasting hyperglycaemia. After getting   to know the MODY diagnosis in a not cohabitant sister from maternal lineage, we performed a genetic study which identified a heterozygote mutation in GCK gene.</p>     <p>The   high clinical suspicion, usually supported by suggestive   familiar history, is the first step to make the correct diagnosis. However, this uncommon form of   diabetes and the need    of expensive and long waiting complementary tests, delay identification, therapeutic and prognostic optimization, as well as genetic counselling.</p>     <p><b>Keywords: </b>MODY; diabetes   <i>mellitus</i>; mutation; <i>GCK </i>gene</p> </font> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><b>INTRODUÇÃO</b></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A diabetes   <i>mellitus </i>(DM) define um conjunto   de patologias caraterizadas por hiperglicemia secundária ao defeito   de secreção ou ação da insulina<sup>1</sup>. Atualmente estima-se uma prevalência de 346 milhões de pessoas   (6,4%), prevendo-se 440 milhões   (7,7%) em 2030.<sup>1</sup> A diabetes   monogénica tem origem   em mutações num único   gene que regula   a secreção da insulina, estimando-se atual   mente uma prevalência de 1-2% do total dos doentes   com diabetes e 1-4% das   crianças e adolescentes com diabetes.<sup>1-5</sup> <i>Maturity onset</i> <i>diabetes</i> <i>of the young </i>(MODY) define um grupo heterogéneo de alterações monogénicas que condicionam disfunção das   células &#946;.<sup>2,3,6 </sup>É o mais frequente entre as diabetes   monogénicas, embora seja subdiagnosticado e careça   de estudos populacionais para melhor caracterização<sup>1,2,6,7</sup>. História familiar de diabetes   de qualquer tipo, início dos sintomas   entre a segunda   e a quinta décadas de vida, terapêutica com insulina   dispensável ao controlo metabólico, ausência de fenótipo   sugestivo de insulinorresistência e de autoimunidade para a célula   &#946; suportam o diagnóstico de MODY.<sup>2,6,7 </sup>O diagnóstico diferencial com a DM tipo 1 e tipo   2 e a identificação do subtipo   de MODY impõe-se   pelo padrão de hereditariedade, heterogeneidade clínica e especificidade do tratamento.<sup>2,6,8</sup> Apresenta-se o caso clínico de um rapaz com diagnóstico inicial de DM tipo 1, cujo conhecimento do diagnóstico de MODY na irmã redirecionou a investigação diagnóstica.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><b>CASO CLÍNICO</b></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Rapaz de oito anos, caucasiano, com peso ao nascer 3,150Kg (percentil 15-50<a href="#note">*</a><a name="topnote"></a>) e comprimento 50,5cm (percentil 50<a href="#note">*</a><a name="topnote"></a>), previamente saudável, com bom desenvolvimento   psicomotor e estaturo-ponderal, leptossómico, índice de massa corporal 16,4 (percentil 50-85<a href="#note">*</a><a name="topnote"></a>), sem acantose <i>nigricans</i>, lipodistrofia ou estrias   cutâneas, normotenso e sem aparentes   antecedentes familiares relevantes,   nomeadamente de DM, que foi referenciado à consulta   de endocrinologia por achado   incidental de hiperglicemia em jejum (131mg/ dL). Da investigação inicial a destacar   ausência de cetoacidose, hemoglobina glicada (HbA1c) 6,9%, função hepática e renal sem alteração e perfil   lipídico adequado. Não foi realizada prova de tolerância à glicose   oral (PTGO) por ausência de clínica   sugestiva de insulinorresistência. Admitiu-se inicialmente o diagnóstico de DM tipo 1,   pelo que iniciou insulina lenta subcutânea (0,1U/Kg/dia). Durante   o acompanhamento em consulta bimestral, manteve hiperglicemia moderada em jejum, sempre com bom controlo   metabólico (HbA1c   6,7-7,2%) e sem necessidade de aumento   da dose total diária de insulina, como expectável na DM tipo1. Neste contexto e por suspeita de erro diagnóstico, cerca de 6 meses após o diagnóstico inicial, solicitaram-se anticorpos   anti-insulina e anti-decarboxilase do ácido glutâmico (GAD), que foram negativos e o doseamento do   péptido C que foi normal (0,6ng/mL). Pela mesma altura, num outro   hospital, foi feito o diagnóstico de MODY tipo 2 na meia-irmã materna, residente numa área geográfica distinta e com a qual não tinha   qualquer convivência. Procedeu-se então ao estudo genético   no rapaz, o qual identificou a mutação   C.1099G A em heterozigotia no gene GCK. Perante   o diagnóstico de MODY tipo 2 suspendeu-se a insulinoterapia e iniciou-se terapêutica com metformina, mantendo o bom controlo metabólico (HbA1c 6,4-6,9%).</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><b>DISCUSSÃO</b></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O MODY foi descrito pela primeira vez em 1974,   quando Tattersall identificou três gerações numa   família com DM não-insulino dependente, diagnosticado antes dos 25 anos.<sup>1,2,6,8-10 </sup>No entanto, só após o reconhecimento da sua base molecular, na década de 90,   foi possível o diagnóstico genético.<sup>2,6,8 </sup>Atualmente conhecem-se diferentes subtipos de MODY,   e apesar da prevalência e in   cidência estarem provavelmente subestimadas, admite-se que na Europa 85%   dos casos resultem de mutações nos   genes que codificam a enzima glucocinase (GCK) [MODY tipo 2], os fatores   de transcrição nucleares hepatocitários 1a (HNF1A) [MODY tipo 3] e os fatores   de transcrição nucleares hepatocitários 4a (HN-F4A) [MODY tipo 1].<sup>1,2,4-7,11,12 </sup>Mais recentemente descreveram-se mutações nos genes do fator promotor   de insulina (MODY   tipo 4), do fator nuclear   hepatocitário 1b (MODY   tipo 5) e do fator   de diferenciação neurogénica (MODY tipo 6).<sup>1,12 </sup>Paralelamente, também não   se excluem mutações   noutros genes ainda   por identificar e a ocorrência de mutações <i>de novo.</i><sup>1,5</sup></p>     <p>O MODY é tipicamente assintomático, mas quando sintomático a clínica é heterogénea. Hiperglicemia na ausência de fenótipo sugestivo de   insulinorresistência (obesidade central, lipodistrofia, acantose <i>nigricans   </i>ou dislipidémia), com início entre   a segunda e a quinta   décadas de vida,   induz frequentemente em erro diagnóstico com DM tipo 1, sendo frequente o início de insulinoterapia.<sup>1,2,4,12</sup></p>     <p>Assim, no decorrer   da investigação etiológica devemos estar   atentos a: hiperglicemia em jejum   não progressiva na ausência de   insulinoterapia ou com   necessidade de baixas   doses de insulina (&lt;0,5U/Kg/dia), péptido C doseável,   inexistência de episódios   de cetoacidose na ausência   de insulina exógena,   ausência de anticorpos anti-insulina, anti-ilhéus, IA-2 <i>antigen </i>ou anti-GAD   especialmente ao diagnóstico, ausência de sinais   de insulinorresistência ou de história   familiar sugestiva. A constelação destes achados   suporta a hipótese diagnóstica de   MODY, devendo-se nestes casos proceder ao estudo genético,   que apesar de dispendioso   e moroso, tem o inegável   benefício de estabelecer o diagnóstico definitivo e permitir   a otimização terapêutica com melhoria   na qualidade de vida.<sup>1-8,11,12</sup> Contudo, o diagnóstico no próprio   transporta a incerteza prognóstica para a descendência, pois apenas 50%   herdarão a patologia, apesar de 95% terem risco de desenvolver qualquer tipo de DM ao longo da vida.<sup>2,8</sup> Os diferentes padrões de   hereditariedade e as mutações   <i>de novo </i>são os responsáveis pela imprevisibilidade do padrão   hereditário, apesar do padrão   autossómico dominante ser o predominante no MODY.<sup>1,3-5,9</sup> Este padrão está presente no caso descrito,   pois apesar da inexistência de clínica   na mãe, a hipótese plausível atendendo à história   familiar é que   ambos os filhos   herdaram a mutação materna no gene <i>GCK </i>de modo autossómico dominante.</p>     <p>A mutação no gene <i>GCK   </i>é a mais frequente em idade pediátrica, e traduz-se na inativação   enzimática e consequentemente na secreção de insulina apenas   para níveis glicémicos superiores ao normal.<sup>2,3,5,7-12 </sup>Explica-se   assim a hiperglicemia moderada em jejum   não progressiva, com pequenas oscilações aquando da sobrecarga com glicose, prova   de tolerância à glucose normalmente inferior a 260mg/dL,   bem como HbA1c&lt;8%, ausência de sintomas secundários a hiperosmolaridade, baixo   índice de complicações   microvasculares e menor risco cardiovascular.<sup>2-6, 8-12 </sup>O caso descrito está de acordo com a principal mutação descrita em idade pediátrica na Europa.</p>     <p>As mutações nos genes <i>HNF1A </i>e <i>HNF4A</i>, frequentes na   população diabética, caraterizam-se por euglicémia na infância, que progride gradualmente para hiperglicemia, devido   à secreção de insulina progressivamente menor.<sup>1,2,11 </sup>Nestes o diagnóstico de DM estabelece-se após o aparecimento de sintomas de hiperosmolaridade, normalmente entre a segunda e a quinta décadas de vida.<sup>2,4-6,8</sup></p>     <p>Embora ainda careça de investigação, a otimização   terapêutica nos diferentes   subtipos de MODY pretende minimizar as complicações micro e macrovasculares e o risco cardiovascular   a longo prazo.<sup>2-5,7-10</sup> Preconizam-se medidas dietéticas e vigilância clínico-analítica no MODY tipo 2, mas na presença   de sintomas de hiperosmolaridade ou hiperglicemia significativa, as sulfonilureias em monoterapia parecem demonstrar maior benefício face à metformina.<sup>2-4,6,8-10</sup> Os MODY tipo 1 e tipo 3 beneficiam do tratamento com sulfonilureias na dose mínima que permita   a otimização do controlo metabólico.<sup>2-5,11</sup> A insulinoterapia, embora possa permitir   uma estabilização clínica inicial mais célere, demonstrou-se des- necessária ao controlo metabólico a médio/longo-prazo.<sup>1,2,4 </sup>No caso descrito obteve-se bom controlo metabólico com recurso à metformina, único fármaco hipoglicemiante aprovado em pediatria.</p>     <p>&nbsp;</p> </font><font size="3" face="Verdana"><b><b>CONCLUSÃO</b></b></font><font face="Verdana" size="2">      <p>A raridade e heterogeneidade clínica, as múltiplas mutações e genes envolvidos e o baixo   índice de suspeição clínica tornam o MODY um desafio   diagnóstico e terapêutico, cuja prevalência e   incidência estão provavelmente subestimadas,   particularmente pelo erro diagnostico com DM tipo 1 ou tipo 2.<sup>1-3,6,8,9,11 </sup>No entanto, o estabelecimento do diagnóstico correto   impõe-se pela especificidade   terapêutica e valor prognóstico para o próprio   e família.<sup>1,2,6-9 </sup>Assim, pretende-se com este caso clínico alertar para a importância do diagnóstico de MODY, rentabilizando os custos em saúde, melhorando a qualidade de vida, otimizando o prognóstico e possibilitando o aconselhamento genético.</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>1.             Siddiqui   K, Musambil M, Nazir N. Maturity onset diabetes   of the young (MODY)-History, first case reports and recent advances. <i>Gene. </i>2014; 555:66-71. doi:10.1016/j.gene.2014.09.062.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1106264&pid=S0872-0754201700030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2.             Thanabalasingham G, Owen KR. Diagnosis and management   of maturity onset diabetes of the young (MODY). <i>British Medical Journal. </i>2011; 343:d6044. doi:10.1136/bmj.d6044.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1106266&pid=S0872-0754201700030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3.             Alkorta-Aranburu G, Carmody D, Chenga Y W, Nelakuditia V, Jazzmyne L M, Dickensb T,   Das S, Greeley S A W, <i>et al</i>. Phenotypic heterogeneity in monogenic diabetes: The clinical and diagnostic utility of a   gene panel-based nextgeneration sequencing approach. <i>Mol Genet Metab</i>. 2014; 113: 315–20. doi:10.1016/j.ymgme.2014.09.007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1106268&pid=S0872-0754201700030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4.             Rubio-Cabezas O, Hattersley AT, Njolstad PR, Mlynarski W, Ellard S, Whiw N, <i>et al</i>. The diagnosis and management of monogenic diabetes in children and   adolescents. <i>Pediatr Diabetes. </i>2014; 15:47-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1106270&pid=S0872-0754201700030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5.             Pihoker C, Gilliam LK, Ellard S, Dabelea D, Davis C, Dolan   LM, <i>et al</i>. Prevalence, Characteristics and Clinical   Diagnosis of Maturity Onset   Diabetes of the Young Due to Mutations in HNF1A, HNF4A, and Glucokinase: Results From the SEARCH for Diabetes in Youth. <i>J Clin Endocrinol Metab</i>. 2013: 98: 4055–62. doi:10.1210/jc.2013-1279.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1106272&pid=S0872-0754201700030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6.             Nobre EL,   Lopes LO, Miranda A, Pragosa M, Jácome de Castro J. Mature Onset   Diabetes of the Young. <i>Acta Médica Portuguesa. </i>2002; 15: 435-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1106274&pid=S0872-0754201700030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7.             Weinreich   SS, Bosma A, Henneman L, Rigter T, Spruijt CMJ, Grimbergen AJ, <i>et al</i>. A decade of molecular genetic testing for MODY: retrospective study of utilisation in the Netherlands. <i>Eur J Hum Genetics. </i>2015; 23: 29-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1106276&pid=S0872-0754201700030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8.             Shields BM, Hicks S, Shepherd MH, Colclough K, Hattersley AT, Ellard S. Maturity-onset diabetes of the young (MODY): How many cases are we missing? <i>Diabetologia.</i> 2010; 53:2504-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1106278&pid=S0872-0754201700030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9.             Pinelli   M, Acquaviva F, Barbetti F, Caredda E, Cocozza   S, Delvecchio M, <i>et     al</i>. Identification of candidate children   for maturity-onset diabetes of the young   type 2 (MODY2) gene   testing: A seven-item clinical flowchart (7-iF). <i>PLoS One. </i>2013; 8:e79933. doi:10.1371/journal.pone.0079933.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1106280&pid=S0872-0754201700030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>10.          Shammas C, Neocleous V, Phelan MM, Lian LY, Skordis N, Phylactou LA. A report   of 2 new cases of MODY2 and review   of the literature: Implications in the search   for type 2 Diabetes drugs. <i>Metabolism. </i>2013; 62:1535-42. doi:10.1016/j.metabol.2013.06.007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1106282&pid=S0872-0754201700030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11.          Owen KR, Thanabalasingham G, James TJ, Karpe F, Farmer AJ, McCarthy MI, <i>et al</i>.   Assessment of high-sensitivity C-reactive protein levels as diagnostic   discriminator of maturity-onset diabetes of the young   due to HNF1A mutations. <i>Diabetes Care. </i>2010; 33: 1919-24. doi:10.2337/dc10-0288.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1106284&pid=S0872-0754201700030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12.          Lorini R, Klersy C, D’Annunzio G, Massa O, Minuto N, Iafusco   D, <i>et al</i>. Maturity-Onset Diabetes of the Young in Children With Incidental Hyperglycemia: A multicenter Italian   study of 172 families. <i>Diabetes Care.   </i>2009; 32:1864-6. doi:10.2337/dc08-2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1106286&pid=S0872-0754201700030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font face="Verdana" size="2"><b><b><a name="end"></a><a href="#topo">CORRESPONDENCE TO    <br> </a></b></b>Andreia Filipa Mota     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Department of Pediatrics     <br>   Hospital de São Bernardo     <br> Centro Hospitalar de Setúbal    <br> Rua Camilo Castelo Branco n.º 175, 2910-446 Setúbal    <br> Email: <a href="mailto:andreiafilipam.mota@gmail.com">andreiafilipam.mota@gmail.com</a></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Received for publication: 27.06.2016 Accepted in revised form: 06.12.2016</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>NOTAS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2"><a href="#topnote">*</a><a name="note" id="note"></a>Tabelas de percentis da Organização Mundial de Saúde, 2007.</font>      ]]></body><back>
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