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<institution><![CDATA[,Unidade Local de Saúde de Matosinhos Unidade de Saúde Familiar Infesta General and Family Medicine]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: Children and adolescents spend several hours watching television, playing video games and surfing the internet. Benefits of media are vast, but potential risks exist. Objectives: Determine the patterns of media exposure in a population of children and adolescents. Methods: This is a cross-sectional, observational and analytic study. We selected a convenience sample from children and adolescents between 4 months and 18 years who were observed in a primary healthcare center and a questionnaire was applied to the caregivers. Results: One hundred and twenty six questionnaires were obtained. A significant percentage of children and adolescents were exposed to more than two hours a day of screen time at weekdays and weekend: television - 15,9% and 50,4%, video games - 6,3% and 15,9% and computer - 10,3% and 22,2%, respectively. A considerable number of children under two years of age is exposed to one hour or more of television a day at weekdays (21,4%) and weekend (32,1%). Sixty-nine point six percent of caregivers reported using television or tablet at mealtimes. The presence of media in the bedroom was associated with greater exposure (p<0,05). Lower socio-economic levels and caregiver education were related to increased exposure to television at weekdays (p=0,026 and p=0,005, respectively). Habits of caregivers related to the media were associated with increased exposure of children and adolescents to television at weekend (p<0,005) and computer at weekdays (p=0,016) and weekend (p=0,004). Screen time seemed to be significantly associated with reduced sleep duration. Conclusions: Exposure to media is growing and occurs at increasingly earlier ages. This issue should be addressed in medical appointments, in order to advise parents.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[   <font face="Verdana" size="2">     <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS | ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>As crianças e a exposição aos <i>media</i></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Children and media exposure</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Cláudia Patraquim<sup>I</sup>; Sara Ferreira<sup>II</sup>; Hélder Martins<sup>II</sup>; Helena Mourão<sup>II</sup>; Paula Gomes<sup>II</sup>; Sofia   Martins<sup>I</sup></b></p>     <p><sup>I</sup> Department of Pediatrics, Hospital de Braga.  4710-243 Braga,   Portugal. <a href="mailto:claudiapatraquim@gmail.com">claudiapatraquim@gmail.com</a>;   <a href="mailto:sofiacgam@gmail.com">sofiacgam@gmail.com</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>II</sup> General and Family Medicine, Unidade   de Saúde Familiar Infesta,  Unidade Local   de Saúde de Matosinhos. 4465-154 São Mamede Infesta, Portugal. <a href="mailto:sara_danielapk@hotmail.com">sara_danielapk@hotmail.com</a>;   <a href="mailto:heldertmmartins@hotmail.com">heldertmmartins@hotmail.com</a>; <a href="mailto:helena.mourao@ulsm.min-saude.pt">helena.mourao@ulsm.min-saude.pt</a>; <a href="mailto:paulagomes@hotmail.com">paulagomes@hotmail.com</a></p>     <p><a href="#end">Correspondence to</a><a name="topo" id="topo"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Introdução:</b> As crianças/adolescentes passam horas a ver   televisão, jogar videojogos e navegar na <i>internet</i>. Os benefícios dos <i>media</i> são vastos, mas existem potenciais riscos. </p>     <p><b>Objetivos:</b> Conhecer a situação de uma amostra de crianças/adolescentes quanto à sua exposição aos <i>media</i>.</p>     <p><b>Material e Métodos: </b>Realizado um estudo transversal, observacional e   analítico. Selecionada uma amostra de conveniência na Consulta de uma Unidade   de Saúde Familiar, e aplicado um questionário aos cuidadores de crianças/adolescentes entre 4 meses e 18 anos. </p>     <p><b>Resultados: </b>Obtiveram-se 126 questionários. Uma   percentagem significativa das crianças e adolescentes foi exposta a mais de   duas horas diárias  de exposição aos <i>media</i>   nos dias de  semana e fim de semana,   respetivamente: televisão 15,9% e 50,4%, videojogos 6,3% e 15,9%  e computador 10,3% e 22,2%. Um número   considerável de crianças com menos de dois anos vê uma hora ou mais de   televisão por dia: 21,4% à semana e 32,1% ao fim-de-semana. Referiram utilizar   a televisão ligada ou <i>tablet</i> às refeições 69,6%. A presença dos <i>media   </i>no quarto associou-se a maior exposição (<i>p</i>&lt;0,05). Níveis   sócio-económicos mais baixos e menor escolaridade dos cuidadores   relacionaram-se a maior exposição a televisão à semana (<i>p</i>=0,026 e <i>p</i>=0,005,   respetivamente). Os hábitos dos cuidadores relativamente aos <i>media</i>   associaram-se a maior exposição das crianças/adolescentes a televisão ao   fim-de-semana (<i>p</i>&lt;0,005) e computador à semana (<i>p</i>=0,016) e fim-de-semana   (<i>p</i>=0,004). Uma maior exposição aos <i>media</i> pareceu relacionar-se significativamente com menor duração do sono.</p>     <p><b>Conclusões</b>: A exposição aos <i>media </i>é cada vez maior e   mais precoce. O médico deve abordar esta temática nas consultas, focalizando-se em pontos de preocupação para aconselhar os cuidadores.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> Adolescentes; crianças; <i>media</i></p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Background:</b> Children and   adolescents spend several hours watching television, playing video games and surfing the internet. Benefits of media are vast, but potential risks exist.</p>     <p><b>Objectives:</b> Determine the patterns of media exposure in a population of children and adolescents.</p>     <p><b>Methods: </b>This is a   cross-sectional, observational and analytic study. We selected a convenience   sample from children and adolescents between 4 months and 18 years who were   observed in a primary healthcare center and a questionnaire was applied to the caregivers.  </p>     <p><b>Results: </b>One hundred and   twenty six questionnaires were obtained. A significant percentage of children   and adolescents were exposed to more than two hours a day of screen time at   weekdays and weekend: television - 15,9% and 50,4%, video games - 6,3% and 15,9%   and computer - 10,3% and 22,2%, respectively. A considerable number of children   under two years of age is exposed to one hour or more of television a day at   weekdays  (21,4%) and weekend (32,1%).   Sixty-nine point six percent of caregivers reported using television or<i>   tablet</i> at mealtimes. The presence of media in the bedroom was associated   with greater exposure (<i>p</i>&lt;0,05). Lower socio-economic levels and   caregiver education were related to increased exposure to television at   weekdays (<i>p</i>=0,026 and <i>p</i>=0,005, respectively). Habits of   caregivers related to the media were associated with increased exposure of   children and adolescents to television at weekend (<i>p</i>&lt;0,005) and   computer at weekdays (<i>p</i>=0,016) and weekend (<i>p</i>=0,004). Screen time seemed to be significantly associated with reduced sleep duration. </p>     <p><b>Conclusions: </b>Exposure to   media is growing and occurs at increasingly earlier ages. This issue should be addressed in medical appointments, in order to advise parents.  </p>     <p><b>Keywords: </b>Adolecents; children; media</p></font> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO E OBJETIVOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Os   meios de comunicação social, vulgarmente conhecidos por <i>media</i>, ocupam,   atualmente, um papel de destaque na vida das crianças e adolescentes, que   passam várias horas por dia a ver televisão, jogar videojogos, ou a navegar na <i>internet</i>.   A televisão é o meio de comunicação de mais fácil acesso, sendo a principal companhia   diária para muitas crianças e adolescentes, grupos etários mais vulneráveis e   suscetíveis a serem influenciados no seu comportamento, desenvolvimento e   personalidade.<sup>1-3</sup></p>     <p>Embora existam potenciais   benefícios associados ao visionamento de determinados programas televisivos ou   à utilização de outros meios multimédia,estes estão igualmente   associados a um conjunto de efeitos negativos na saúde e desenvolvimento das   crianças e adolescentes.<sup>2,4</sup> Se por um lado os <i>media</i> podem   promover aspetos positivos do comportamento social, facilitar a aquisição de   conhecimentos e encorajar a criatividade, não é desprezível o seu impacto na   aquisição de comportamentos agressivos e na incitação de violência, não só de   ordem física, como também psicológica e social.<sup>2,4-6</sup> Os <i>media</i>   têm igualmente uma influência poderosa nas atitudes, crenças e valores sexuais   dos adolescentes, parecendo haver uma correlação positiva entre televisão e   vídeos musicais e o consumo de álcool e tabaco neste grupo etário.<sup>2-5,7,8</sup>   Adicionalmente, os <i>media</i> podem traduzir-se por efeitos importantes na   saúde da população infantil por substituírem outras atividades importantes para   a saúde, com ênfase na prática de exercício físico.<sup>2</sup> O uso excessivo   da televisão é apontado como uma possível causa de obesidade infantil.<sup>2,3,9</sup>   Por oposição, ao promoverem a cultura da magreza, os <i>media</i> podem afetar   negativamente a imagem corporal e a auto-estima das crianças e adolescentes.<sup>2,4</sup>   Outra atividade importante e muitas vezes descurada pelo uso excessivo da   televisão é a leitura ou outras atividades que estimulam a criatividade, o que   pode estar na base de problemas ao nível do desempenho escolar.<sup>2,4,5</sup>   Por fim, mas não menos importante, vários estudos têm relacionado os hábitos de exposição aos <i>media</i> a perturbações do sono.<sup>1,10-12</sup></p>     <p>Estes factos têm   propulsionado a discussão acerca dos efeitos dos <i>media</i> na população   infantil e do papel dos cuidadores e dos profissionais de saúde na educação e   na definição de limites para esta exposição.<sup>2,3,13-15</sup> A Academia   Americana de Pediatria recomenda que o tempo máximo de exposição aos <i>media</i>   seja inferior a duas horas por dia nas crianças e adolescentes com idades   compreendidas entre os dois e os dezoito anos, desaconselhando a exposição em crianças com menos de dois anos de idade.<sup>3,4,13</sup></p>     <p>O presente trabalho tem   como objetivos conhecer e analisar os hábitos de uma amostra de crianças portuguesas, residentes no norte do país, quanto à sua exposição aos <i>media</i>.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MATERIAL E METÓDOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>Amostra</b></p>     <p>Amostra de conveniência   que incluiu crianças e adolescentes com idades compreendidas entre os quatro   meses e dezoito anos (total de 126 crianças), seguidas em Consulta de Saúde Infantil e Juvenil de uma Unidade de Saúde Familiar (USF). </p>     <p><b>Procedimento </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Efetuado um estudo   transversal, observacional e analítico. Durante um período de quatro meses   (agosto a novembro de 2014), foi pedido aos cuidadores de crianças e   adolescentes entre os quatro meses e os dezoito anos que respondessem a um   questionário dividido em três setores fundamentais: dados relativos ao   cuidador, dados da criança/adolescente e caraterização do uso dos <i>media</i>.   Este era composto por perguntas de tipo misto (contudo, predominantemente   fechadas, de escolha múltipla), tendo sido desenvolvido pelos autores, após extensa revisão bibliográfica acerca do tema. </p>     <p>Não foram consideradas as respostas com conteúdo inadequado ou incoerente.</p>     <p>O estudo foi aprovado   pela Comissão de Ética para a Saúde e Conselho de Administração da Unidade   Local de Saúde (ULS) de Matosinhos e foi salvaguardada a confidencialidade.   Obteve-se também o consentimento informado escrito voluntário de todos os inquiridos para participação no mesmo.</p>     <p><b>Variáveis em estudo</b></p>     <p>No que diz respeito às   caraterísticas do cuidador, foram recolhidos dados tais como a idade,   nacionalidade, estado civil, número total de filhos, nível de escolaridade e classe social (Graffar).</p>     <p>Em   relação às caraterísticas da criança/adolescente foram recolhidos dados   relativos ao sexo, idade, nível de escolaridade, aproveitamento escolar, antropometria e duração média do sono.</p>     <p>No que se refere à   exposição aos <i>media</i>, foram avaliados: número de horas que as   crianças/adolescentes e cuidadores passam, em média, por dia, a ver televisão,   jogar videojogos ou computador e navegar na <i>internet </i>(diferenciando   entre dias de semana e fim-de-semana); acesso a televisão, videojogos ou   computador no quarto de dormir das crianças/adolescentes; e programas televisivos e videojogos favoritos das crianças/adolescentes.</p>     <p>Nesta sequência, procedeu-se   ao estudo da possível associação entre a exposição das crianças/adolescentes   aos <i>media </i>e a classe social (Graffar), escolaridade dos cuidadores,   hábitos dos cuidadores no que respeita aos <i>media</i>, grau de aproveitamento   escolar, índice de massa corporal (IMC), acesso facilitado aos <i>media</i> no   quarto de dormir e duração do sono da criança/adolescente. Na análise   estatística, em relação à classe social (Graffar), foi excluída a classe I, com   apenas um caso, pela dispersão dos dados da amostra. Para a avaliação das horas   de sono foram apenas consideradas as crianças em idade escolar (idade igual ou superior a seis anos).</p>     <p>Por fim, foram também   avaliados os conhecimentos dos cuidadores acerca do uso apropriado dos <i>media</i>,   métodos utilizados para vigilância e os possíveis efeitos nas crianças/adolescentes.</p>     <p><b>Análise estatística</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para a análise   estatística dos dados recorreu-se ao programa informático <i>Statistical Package for Social Science (SPSS) </i>versão<i> 22.0<sup>®</sup></i>. </p>     <p>Foi realizada a análise   descritiva dos dados sociodemográficos, apresentando os resultados sob a forma de médias com desvios padrão (<i>DP</i>), ou medianas quando justificado. </p>     <p>Na análise inferencial   foi utilizado o teste Qui-quadrado (&#967;2) de Pearson para avaliar a associação entre duas   variáveis qualitativas e o teste não paramétrico Kruskal-Wallis para comparação   entre uma variável quali­tativa e uma quantitativa, possuindo a última uma   distribui­ção não normal. Considerou-se existir significância estatís­tica para valores de <i>p</i>&lt;0,05.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>Dados sociodemográficos</b></p>     <p>Foram incluídas 126   crianças/adolescentes, 56,3% do sexo masculino. No que respeita à distribuição   etária, 22,2% apresentavam idade inferior ou igual a dois anos. A média de   idades calculada foi de 85 meses (<i>DP</i>=59) , mínima quatro meses e máxima 204 meses  (<a href="#q1">Quadro 1</a>). </p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02q1.jpg" width="402" height="1026"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto   às caraterísticas dos cuidadores [maioria mães (84,1%); 1 avó, tutora da   criança], 94,4% eram portugueses. A   maioria (56,8%) tinha mais de 35 anos de idade (a idade variou entre 19 e 68   anos, média: 37-desvio padrão (<i>DP</i>)=7), 66,7% casadas, em média com 1,7 (<i>DP</i>=0,8)   filhos, 56,2% pertenciam à classe social média (Graffar III) e 40,5% possuíam um nível de escolaridade correspondente ao ensino básico (<a href="#q1">Quadro 1</a>).</p>     <p><b>Exposição aos <i>media </i></b></p>     <p>Análise descritiva</p>     <p>A   <a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02f1.jpg">figura 1</a> representa a exposição aos <i>media</i> por parte das   crianças/adolescentes  considerando os   dias de semana e fim de semana; esta exposição é maior no fim de semana (gráficos 1 e 2). </p>     
<p>De   notar que um número apreciável de crianças com menos de dois anos vê uma hora   ou mais de televisão diariamente à semana (21,4%, n=6) e fim-de-semana (32,1%, n=9) (gráficos 3 e 4).</p>     <p>Uma percentagem   considerável têm televisão (61,9%), videojogos (20,6%) e computador (34,1%) no   quarto (<a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02f2.jpg">Figura 2</a>, gráfico1). Referiram utilizar a televisão ligada ou <i>tablet</i> às refeições 69,6% dos inquiridos (<a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02f2.jpg">Figura 2</a>, gráfico 2). </p>     
<p>Os desenhos animados, sem   violência, foram os programas televisivos favoritos das crianças/adolescentes   (48,4%) e os jogos interativos (p. ex. <i>playstation</i>) os videojogos   preferidos (22,6%). Apenas uma pequena percentagem reportou que os filhos   tinham preferência por programas televisivos ou videojogos com violência (<a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02f3.jpg">Figura 3</a>).</p>     
<p>No que diz respeito à   opinião dos cuidadores acerca dos possíveis efeitos dos <i>media</i>, a maioria   (97,6%) considerou que podem apresentar efeitos negativos nas crianças. Mais de   70% dos cuidadores revelaram preocupação com a vigilância do conteúdo   visionado, quer dos programas televisivos, videojogos e páginas da <i>internet</i>.   Para decidir se um programa de televisão ou videojogo é adequado 25,7% e 47,9%   referiram aplicar a classificação atribuída ao mesmo, enquanto 46,9% e 33,8%   dos cuidadores reportaram ver ou jogar os primeiros minutos do programa ou jogo, respetivamente (<a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02f4.jpg">Figura 4</a>). </p>     
<p>No que toca aos   conhecimentos dos cuidadores acerca do uso apropriado dos <i>media</i>, 36,5%   consideraram desaconselhável a exposição em crianças com idade inferior a dois   anos, e 89,7% consideraram como desejável uma exposição inferior a duas horas   por dia em crianças com idade superior a dois anos, de acordo com as   recomendações da Academia Americana de Pediatria.<sup>3</sup> De referir,   ainda, que 58,7%, 4,0% e 0,8% dos cuidadores consideraram recomendável uma   exposição inferior a uma hora, entre uma a duas horas e superior a cinco horas,   respetivamente, em crianças com menos de dois anos. Por sua vez, em relação às   crianças com mais de dois anos, 8,7% dos cuidadores referiram como   desaconselhável a exposição aos <i>media</i>, e apenas 1,6% mencionaram como desejável uma exposição superior a cinco horas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Análise inferencial</b></p>     <p>A presença dos <i>media</i>   no quarto associou-se a uma maior utilização desses dispositivos (<i>p</i>&lt;0,05) (Quadros <a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02q2.jpg">2</a>, <a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02q3.jpg">3</a>, <a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02q4.jpg">4</a>). </p>     
<p>Níveis sócio-económicos   mais baixos e menor escolaridade dos cuidadores relacionaram-se com maior exposição   a televisão à semana (<i>p</i>=0,026 e <i>p</i>=0,005, respetivamente) (<a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02q2.jpg">Quadro 2</a>). </p>     
<p>Os hábitos dos cuidadores   relativamente aos <i>media</i> associaram-se a maior exposição das   crianças/adolescentes a televisão ao fim-de-semana (<i>p</i>&lt;0,005) e   computador à semana (<i>p</i>=0,016) e fim-de-semana (<i>p</i>=0,004) (Quadros <a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02q2.jpg">2</a>, <a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02q4.jpg">4</a>). </p>     
<p>Crianças em idade escolar   que assistiram a mais televisão à semana tiveram tendência a dormir menos (<i>p</i>=0,076)   (<a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02q2.jpg">Quadro 2</a>). Da mesma forma, crianças/adolescentes que passaram mais tempo a   jogar videojogos ao fim-de-semana (<i>p</i>=0,040) e computador à semana (<i>p</i>=0,001) dormiram menos horas (Quadros <a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02q3.jpg">3</a>, <a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02q4.jpg">4</a>).</p>     
<p>Na análise da associação   entre IMC e tempo de exposição constatou-se uma relação inversa entre excesso   de peso/obesidade e o tempo despendido no computador, à semana, ou seja, as   crianças/adolescentes normoponderais passaram mais tempo no computador do que aquelas com excesso de peso/obesidade (<a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02q4.jpg">Quadro 4</a>).</p>     
<p>Não se verificaram   diferenças estatisticamente significativas entre as restantes variáveis em estudo e o número de horas de exposição aos <i>media</i> (Quadros <a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02q2.jpg">2</a>, <a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02q3.jpg">3</a>, <a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a02q4.jpg">4</a>).</p>     
<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Neste estudo verificou-se   que um número considerável de crianças/adolescentes apresenta uma exposição aos   <i>media </i>superior ao que é recomendado, sobretudo aos fins-de-semana. Uma   percentagem significativa tem acesso aos <i>media</i> no quarto e a maioria   referiu utilizar a televisão ligada ou <i>tablet</i> durante as refeições. O   conteúdo dos programas televisivos e videojogos não pode ser ignorado; a   maioria dos programas de televisão e videojogos reportados como favoritos não   incluíram violência.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As variáveis que se   associaram de forma estatisticamente significativa a uma maior exposição aos <i>media</i>   foram o acesso aos <i>media</i> no quarto, níveis sócio-económicos mais baixos,   menor escolaridade dos cuidadores e os hábitos dos mesmos no que respeita aos <i>media</i>.   Por outro lado<i>,</i> maior tempo de exposição parece relacionar-se com uma menor duração do sono.</p>     <p>A   exposição das crianças e adolescentes aos meios de comunicação social tem sido   alvo de vários estudos, que relatam, com frequência, uma utilização dos <i>media</i>   superior ao que é desejável, sobretudo ao fim-de-semana,tal como no   presente estudo.<sup>16-19</sup> Em Portugal, um estudo realizado em 1992, com   crianças do 1º ao 3º ciclo, revelou que o tempo médio de exposição à televisão   era de duas horas diárias durante a semana e de 3,5 horas ao fim-de-semana.<sup>17</sup>   Jago R<i> et al.</i>, num estudo mais recente realizado em 2012, em famílias   portuguesas, verificaram que a proporção de crianças que vêem mais de duas   horas de televisão por dia é de 28% nos rapazes e 26% nas raparigas durante a   semana, aumentando para 75% e 74% aos fins-de-semana, respetivamente.<sup>18</sup>   Estes números não contemplam o tempo gasto com outros meios de comunicação   social, como jogar videojogos ou computador, ver filmes ou navegar na <i>internet</i>.   Mukherjee SB<i> et al.</i>, num estudo publicado em 2014, verificaram que 100%   das crianças presentes na sua amostra (n=109) assistem a mais de duas horas de   televisão por dia  e 71,3% das famílias   jantam a ver televisão, sem a preocupação de filtrar determinados conteúdos.<sup>19   </sup>Um estudo publicado por Funk JB <i>et al</i>., em 2009, verificou que, em   média, as crianças em idade pré-escolar (média de idades de 2,95 anos) vêem   cerca de uma hora de televisão por dia e passam cerca de 30 minutos do dia a jogar computador ou videojogos.<sup>20</sup> </p>     <p>Apesar de ser   desaconselhada a exposição aos <i>media</i> em crianças com menos de dois anos   de idade, a maioria destas crianças contacta com os meios de comunicação social   de forma regular na sociedade atual.<sup>3,4,13,20</sup> Zimmerman FJ <i>et al</i>,   em 2007, reportaram que cerca de 40% dos lactentes com três meses e 90% das   crianças com 24 meses de idade vêem regularmente televisão, DVDs ou vídeos, e   que o tempo de exposição é de cerca de uma hora por dia em lactentes e mais de   uma hora e meia por dia em crianças com 24 meses. Os cuidadores justificaram esta elevada exposição por motivos de educação, entretenimento e<i> babysitting</i>.<sup>21</sup></p>     <p>Uma outra recomendação da   Academia Americana de Pediatria inclui a remoção da televisão e outros   equipamentos eletrónicos do quarto das crianças.<sup>3,4,13</sup> No nosso   estudo, mais de metade das crianças têm acesso a televisão no quarto. De acordo   com a literatura, o acesso facilitado aos equipamentos eletrónicos aumenta a   probabilidade de utilização desses dispositivos,tal como foi constatado no nosso estudo.<sup>18</sup></p>     <p>É   também importante realçar que os hábitos dos cuidadores relativamente aos <i>media</i>   influenciam de forma significativa o comportamento das crianças/adolescentes,   nomeadamente no que diz respeito à televisão, como observado por Bleakley A, <i>et     al</i>. e Jago R, <i>et al</i>.<sup>18,22</sup> Neste último estudo português,   as crianças cujos cuidadores assistiam a mais de duas horas de televisão por   dia tinham uma probabilidade 1,5 a 8 vezes maior de apresentarem uma exposição   semelhante.<sup>18</sup> Sendo assim, nunca é demais lembrar que os cuidadores   devem servir de modelos; para além de darem o exemplo, é mais tempo que poderão passar com as crianças/adolescentes a fazer outras atividades. </p>     <p>Níveis sócio-económicos   mais baixos e menor escolaridade dos cuidadores têm também sido apontados em   alguns estudos como fatores relacionados com uma maior exposição aos<i> media</i>.<sup>14,23</sup>   Por outro lado, as crianças e adolescentes de famílias mais abastadas podem ter   acesso mais facilitado aos seus próprios dispositivos (televisão, computador,   consolas de jogos), o que pode tornar o controlo da exposição por parte dos cuidadores mais difícil.<sup>23</sup></p>     <p>Os hábitos de exposição   aos <i>media</i> podem relacionar-se com perturbações do sono, sobretudo   dificuldade em adormecer e menor duração do mesmo,o que pode   dever-se à interferência com a secreção de melatonina, contacto com programas   violentos e dificuldade na imposição de regras por parte dos progenitores, bem   como à substituição do tempo de sono pelo tempo de exposição.<sup> 1,10-12 </sup>À   semelhança destes resultados, no nosso estudo parece haver uma relação entre uma maior exposição aos <i>media </i>e uma menor duração do sono.</p>     <p>O uso   excessivo da televisão é apontado na literatura como uma possível causa de   obesidade infantil.<sup>2,3,9</sup> Stamatakis E, <i>et al</i>., num estudo   efetuado em crianças portuguesas com idades compreendidas entre os 2 e 13 anos,   reportaram uma relação positiva entre o tempo de exposição a televisão e os   indicadores de obesidade analisados. Não encontraram diferenças   estatisticamente significativas com o uso dos videojogos.<sup>9</sup> No nosso   estudo não se encontrou relação entre os hábitos de televisão e videojogos e o   IMC das crianças/adolescentes. Curiosamente, Stamatakis E <i>et al</i>   verificaram uma relação inversa entre o tempo despendido no computador e o IMC,   semelhante ao nosso estudo.<sup>9</sup> Apontam como possíveis explicações para   estes resultados, o aumento da ingestão de alimentos altamente energéticos   durante a observação dos programas televisivos ou por estímulo da publicidade   alimentar, para além do sedentarismo. Consideram também que os cuidadores   possam ter mais facilidade em reportar os hábitos de televisão em relação aos   restantes dispositivos.<sup>9</sup> Além disso, o facto de o computador poder   ser utilizado pelas crianças e adolescentes para fazer trabalhos escolares pode   interferir na análise dos dados.<sup>24</sup> Por outro lado, as crianças e   adolescentes de famílias mais abastadas, com maior preocupação no que diz   respeito aos hábitos alimentares e obesidade infantil, podem ter um acesso mais facilitado ao computador, em relação aos restantes dispositivos. </p>     <p>Neste estudo, os   cuidadores pareceram estar algo sensibilizados acerca desta temática. A maioria   reportou potenciais efeitos negativos da exposição aos <i>media</i> e revelou   preocupação com a vigilância do conteúdo visionado. No que respeita às   recomendações da Academia Americana de Pediatria, menos de metade dos   inquiridos considerou como desaconselhada a exposição aos <i>media</i> em   crianças com menos de dois anos, embora a grande maioria tenha referido um   tempo máximo de exposição de duas horas em crianças com idade superior a dois   anos. Estes resultados revelam um desempenho superior por parte dos inquiridos   no que respeita aos conhecimentos acerca do uso apropriado dos <i>media</i>, em relação ao estudo de Funk JB e colaboradores.<sup>20</sup></p>     <p>De entre as principais   limitações deste estudo salientam-se o caráter ainda exploratório do mesmo e o   número limitado da amostra, referente a uma zona geográfica específica de   Portugal, pelo que não é possível extrapolar os resultados obtidos à população   portuguesa. O recurso a um questionário não validado pode resultar em vieses de   medição, uma vez que não garante que as perguntas efetuadas tenham sido as mais   adequadas. Uma outra limitação é o facto de se tratar de um estudo transversal   e não prospetivo, o que permitiria uma visão mais global e caraterização mais detalhada dos parâmetros que se pretendiam analisar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar destas limitações,   os resultados obtidos sugerem a necessidade de desenvolver intervenções   direcionadas, como programas de educação para os <i>media</i>, nas crianças, adolescentes e suas famílias e estabelecer recomendações médicas.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÕES</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A exposição aos <i>media </i>é   cada vez maior e ocorre em idades cada vez mais precoces. O possível impacto   negativo desta situação nas crianças/adolescentes tem sido alvo de preocupação.   Assim, urge fomentar uma educação em relação ao uso dos <i>media</i>, tendo os   pediatras e médicos de Medicina Geral e Familiar, para além da escola e da   comunidade, um papel fundamental. </p>     <p>O médico, estando numa   posição privilegiada, deve incorporar perguntas relativas aos <i>media</i> nas   consultas de rotina, permitindo focalizar-se em pontos de preocupação como o   tempo de exposição, o acesso aos <i>media</i> no quarto, o seu uso às refeições   e interferência dos <i>media</i> no padrão de sono, de forma a aconselhar os   cuidadores, sem esquecer de alertar que os seus próprios hábitos influenciam o   comportamento das crianças e adolescentes. Deve, assim, incentivar a prática de   atividades alternativas para entretenimento, que devem estar tão acessíveis   como os <i>media</i> e que promovam o desenvolvimento das crianças, a   socialização, imaginação e atividade física. A cooperação entre médicos,   professores, educadores e associações de cuidadores pode ser preciosa para concretizar este esforço.</p>     <p>Mais estudos são necessários,   em larga escala, para avaliar a realidade da exposição e influência dos <i>media</i>   nas crianças e adolescentes portugueses, o efeito da implementação de programas   educacionais nas práticas relacionadas com o uso destes equipamentos e   estabelecer recomendações médicas baseadas na evidência. Futuros estudos devem   também investigar o papel da televisão e exposição aos restantes dispositivos eletrónicos no desenvolvimento de obesidade infantil.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>ABREVIATURAS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>DP – Desvio padrão</p>     <p>IMC – Índice de massa corporal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MGF – Medicina Geral e Familiar</p>     <p>TV – Televisão</p>     <p>ULS – Unidade Local de Saúde</p>     <p>USF – Unidade de Saúde Familiar</p>     <p>VJ – Videojogos</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2"> <ol>       <li>         <p>Pereira M, Costa C,       Passadouro R, Spencer B. Como dormem as nossas crianças? Hábitos de televisão e       perturbações de sono na idade escolar. Revista Saúde Infantil 2007; 29: 53-9.</p>   </li>       <li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mendes P, Fernandes A. A Criança e a       Televisão. Acta Pediatr Port 2003; 34:101-4.</p>   </li>       <li>         <p>American       Academy of Pediatrics, Council on Communications and Media. Media Education.       Pediatrics 2010; 126:1012-7.</p>   </li>       <li>         <p>American       Academy of Pediatrics, Committee on Public Education. Children, Adolescents,       and Television. Pediatrics 2001; 107: 423-6.</p>   </li>       <li>         <p>Strasburger VC, Jordan AB, Donnerstein       E. Health effects of media on children and adolescents. Pediatrics 2010;       125:756-67.</p>   </li>       <li>         <p>American Academy of Pediatrics, Council       on Communications and Media. Policy Statement-Media Violence. Pediatrics 2009;       124:1495-503.</p>   </li>       <li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Robinson T, Chen H, Killen J.       Television and Music Video Exposure and Risk of Adolescent Alcohol Use. Pediatrics       1998; 102:1-6.</p>   </li>       <li>         <p>Strasburger VC. American Academy of       Pediatrics. Council on Communications and Media. Policy statement - Children,       adolescents, substance abuse and the media. Pediatrics  2010; 126:791-9.</p>   </li>       <li>         <p>Stamatakis E, Coombs N, Jago R, Gama A,       Mourão I, Nogueira H, <i>et al</i>. Associations between indicators of screen time       and adiposity indices in Portuguese children. Prev Med 2013; 56:299–303.</p>   </li>       <li>         <p>Hale       L, Guan S. Screen time and sleep among school-aged children and adolescents: A       systematic literature review. Sleep Medicine Reviews 2015; 21:50-8.</p>   </li>       <li>         <p>Ahn       YM, Williamson AA, Seo HJ, Sadeh A, Mindell JA. Sleep patterns among South       Korean Infants and Toddlers: Global Comparison. J Korean Med Sci 2016;       31:261-9.</p>   </li>       <li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cespedes EM, Gillman MW, Kleinman K,       Rifas-Shiman SL, Redline S, Taveras EM. Television Viewing, Bedroom       Television, and Sleep Duration From Infancy to Mid-Childhood. Pediatrics       2014;133:e1163-e1171. doi:10.1542/peds.2013-3998.</p>   </li>       <li>         <p>Council       on Communications and Media, Brown A. Media Use by Children Younger Than 2 Years.       Pediatrics 2011; 128:1040-5.</p>   </li>       <li>         <p>Lampard       A, Jurkowski J, Davison K. Social-Cognitive Predictors of Low-Income Parents’       Restriction of Screen Time Among Preschool-Aged Children. Health Educ Behav       2012; 40:526-30.</p>   </li>       <li>         <p>Bleakley       A, Piotrowski J, Hennessy M, Jordan M. Predictors of parents’ intention to       limit children’s television Viewing. J Public Health (Oxf) 2013; 35:525-32.</p>   </li>       <li>         <p>Carson       V, Janssen I. Volume, patterns, and types of sedentary behavior and       cardio-metabolic health in children and adolescents: a cross-sectional study. BMC Public Health 2011; 11:274.</p>   </li>       <li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Monteiro MB. Meios de Comunicação       Social e construção da realidade social: crescer com a violência televisiva.       In: Stress e Violência na Criança e no Jovem. Lisboa: João Gomes-Pedro ed.;       1999:153-74.</p>   </li>       <li>         <p>Jago R, Stamatakis E, Gama A, Carvalhal       IM, Nogueira H, Rosado V, <i>et al</i>. Parent and child       screen-viewing time and home media environment. Am J Prev Med. 2012; 43: 150-8.</p>   </li>       <li>         <p>Mukherjee       SB, Gupta Y, Aneja S. Study of Television Viewing Habits in Children. Indian J       Pediatr 2014. doi:10.1007/s12098-014-1398-3.</p>   </li>       <li>         <p>Funk       JB, Brouwer J, Curtiss K, McBroom E. Parents of Preschoolers: Expert Media       Recommendations and Ratings Knowledge, Media-Effects Beliefs, and Monitoring       Practices. Pediatrics 2009; 123:981-8. doi: 10.1542/peds.2008-1543.</p>   </li>       <li>         <p>Zimmerman       FJ, Christakis DA, Meltzoff AN. Television and DVD/Video Viewing in Children       Younger than 2 years. Arch Pediatr Adolesc Med 2007;161:473-9.</p>   </li>       <li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bleakley A, Jordan AB, Hennessy M. The       Relationship Between Parents’ and Children’s Television Viewing. Pediatrics       2013; 132:e364-e371. doi:10.1542/peds.2012-3415.</p>   </li>       <li>         <p>Karaagac AT. Undesirable Effects of       Media on Children: Why Limitations is Necessary?. Indian Pediatrics 2015;       52:469-471.</p>   </li>       <li>         <p>Robinson S, Daly RM, Ridgers ND, Salmon       J. Screen-Based Behaviors of Children and Cardiovascular Risk Factors. J       Pediatr 2015; 167:1239-45.</p>   </li>       </ol>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">CORRESPONDENCE TO</a></b> </p>     <p>Cláudia Patraquim     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Department of Pediatrics    <br> Hospital de Braga    <br> Rua das Sete Fontes    <br> 4710-243 São Victor, Braga    <br> Email: <a href="mailto:claudiapatraquim@gmail.com">claudiapatraquim@gmail.com</a></p>     <p>Received for publication: 14.06.2016 Accepted in revised form: 28.12.2016</p> </font>      ]]></body><back>
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