<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0872-0754</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></abbrev-journal-title>
<issn>0872-0754</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro Hospitalar do Porto]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0872-07542018000100004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perfil de Sensibilização num hospital do litoral norte de Portugal]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sensitization Profile in a hospital on the north coast of Portugal]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Branco]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mariana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vera]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mourão]]></surname>
<given-names><![CDATA[Francisco]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Andreia Ramos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sandrina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Rita]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Unidade Local de Saúde do Alto Minho Department of Pediatrics ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Viana do Castelo ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Unidade Local de Saúde do Alto Minho Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Vila Nova de Cerveira General and Family Medicine]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Vila Nova de Cerveira ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>01</day>
<month>03</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>01</day>
<month>03</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<volume>27</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>27</fpage>
<lpage>32</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-07542018000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-07542018000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-07542018000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: Os testes cutâneos de hipersensibilidade imediata são fundamentais na avaliação da sensibilização alérgica. Além de permitirem a identificação dos alergénios implicados, são fulcrais para a implementação de medidas de evicção ambientais e estratégias terapêuticas. Objetivos: Identificar o perfil de sensibilização a aeroalergénios em crianças com asma e/ou rinite alérgica referenciados à consulta de um hospital do litoral norte de Portugal. Material e Métodos: Efetuou-se um estudo retrospetivo com revisão dos processos clínicos dos doentes com diagnóstico de asma e/ou rinite alérgica, que realizaram testes cutâneos de hipersensibilidade imediata no período compreendido entre agosto de 2012 e abril de 2016. As variáveis analisadas foram: idade, género, doença alérgica (asma e/ou rinite alérgica), patologias associadas (eczema atópico, alergia alimentar e urticária) e os resultados dos testes cutâneos realizados. Os dados obtidos foram organizados e codificados utilizando o programa SPSS 20.0, para Windows. De seguida, efetuou-se uma análise descritiva das diferentes variáveis em estudo. Resultados: Dos 312 doentes avaliados, com idades compreendidas entre os cinco e os 18 anos de idade, 63,5% eram do sexo masculino e 36,5% do sexo feminino. As patologias identificadas foram: rinite alérgica em 47%, asma em 19% e a combinação de asma e rinite alérgica em 34% dos casos. Os alergénios mais frequentes foram os ácaros, nomeadamente, Dermatophagoides pteronyssinus (87,5%), Lepidoglyphus destructor (70,5%) e Dermatophagoides farinae (69,9%), seguidos das gramíneas selvagens (47,4%) e gramíneas cultivadas (41,3%). Conclusões: No estudo efetuado os principais alergénios encontrados foram os ácaros, com grande incidência do Lepidoglyphus destructor. Sendo a imunoterapia com alergénios a única terapêutica dirigida à causa da doença alérgica e com potencial de modificar a evolução, é imprescindível uma adequada seleção dos seus componentes para otimizar os resultados. O perfil de sensibilização de cada região depende de várias variáveis e o seu estudo permite uma melhor abordagem diagnóstica e terapêutica.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Skin prick tests are important in the evaluation of allergic sensitization. Besides allowing identifying the allergens involved, they are important for the implementation of environmental eviction measures and therapeutic strategies. Objectives: To identify the sensitization profile to aeroallergens in children with asthma and/or allergic rhinitis followed in an hospital in the north coast of Portugal. Material and Methods: A retrospective study was conducted with a review of the clinical processes of patients with asthma and/or allergic rhinitis, who performed skin prick tests from august 2012 to april 2016. The variables analyzed were: age, gender, allergic disease (asthma and/or allergic rhinitis), comorbidities and the results of the skin tests performed. The data obtained were organized using the program SPSS 20.0, for Windows. A descriptive analysis of the different variables was performed. Results: Three hundred and twelve patients were included, aged five to 18 years, 63,5% males and 36,5% females. The diagnosis established were: allergic rhinitis in 47%, asthma in 19% and the combination of asthma and allergic rhinitis in 34% of the cases. Dermatophagoides pteronyssinus (87,5%), Lepidoglyphus destructor (70,5%) and Dermatophagoides farinae (69,9%) were the most frequent allergens, followed by wild gramineae (47,4%) and cultivated gramineae (41,3%). Conclusions: In this study the main allergens determined by the skin tests were the mites, with high incidence of Lepidoglyphus destructor. Since immunotherapy with allergens is the only therapy directed to the cause of the allergic disease and with the potential to modify the evolution, an adequate selection of its components is essential to optimize the results. As the sensitization profile of each region depends on several variables this information allows a better diagnostic and therapeutic approach.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Alergia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[asma]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[rinite alérgica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[sensibilização]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Allergy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[allergic rhinitis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[allergic sensitization]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[asthma]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">     <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS | ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Perfil de Sensibilização num hospital do litoral norte de Portugal</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Sensitization Profile in a   hospital on the north coast of Portugal</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Mariana Branco<sup>I</sup>; Vera Gonçalves<sup>I</sup>; Francisco Mourão<sup>I</sup>; Andreia Ramos Ferreira<sup>II</sup>; Sandrina Martins<sup>I</sup>; Ana Rita Araújo<sup>I</sup></b></p>     <p><sup>I</sup> Department of Pediatrics, Unidade Local de Saúde do Alto   Minho. 4904-858 Viana do   Castelo, Portugal. <a href="mailto: mariana.a.branco@hotmail.com">mariana.a.branco@hotmail.com</a>;   <a href="mailto:vgveragoncalves@gmail.com">vgveragoncalves@gmail.com</a>; <a href="mailto:marsandrina@gmail.com">marsandrina@gmail.com</a>;   <a href="mailto:arita_araujo@hotmail.com">arita_araujo@hotmail.com</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>II</sup> General and   Family Medicine, Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Vila Nova de   Cerveira, Unidade Local de Saúde do Alto Minho. 4920-275 Vila Nova de Cerveira, Portugal. <a href="mailto:franciscoribeiromourao@gmail.com">franciscoribeiromourao@gmail.com</a>; <a href="mailto:ramosandreia@hotmail.com">ramosandreia@hotmail.com</a></p> <a href="#end">Correspondence to</a><a name="topo" id="topo"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Introdução:</b> Os testes cutâneos de hipersensibilidade imediata   são fundamentais na avaliação da sensibilização alérgica. Além de permitirem a   identificação dos alergénios implicados, são fulcrais para a implementação de medidas de evicção ambientais e estratégias terapêuticas. </p>     <p><b>Objetivos: </b>Identificar o perfil de sensibilização a   aeroalergénios em crianças com asma e/ou rinite alérgica referenciados à consulta de um hospital do litoral norte de Portugal. </p>     <p><b>Material e Métodos:</b> Efetuou-se um estudo retrospetivo com revisão dos   processos clínicos dos doentes com diagnóstico de asma e/ou rinite alérgica,   que realizaram testes cutâneos de hipersensibilidade imediata no período   compreendido entre agosto de 2012 e abril de 2016. As variáveis analisadas   foram: idade, género, doença alérgica (asma e/ou rinite alérgica), patologias   associadas (eczema atópico, alergia alimentar e urticária) e os resultados dos   testes cutâneos realizados. Os dados obtidos foram organizados e codificados   utilizando o programa SPSS 20.0, para Windows. De seguida, efetuou-se uma análise descritiva das diferentes variáveis em estudo. </p>     <p><b>Resultados:</b> Dos 312 doentes avaliados,   com idades compreendidas entre os cinco e os 18 anos de idade, 63,5% eram do   sexo masculino e 36,5% do sexo feminino. As patologias identificadas foram:   rinite alérgica em 47%, asma em 19% e a combinação de asma e rinite alérgica em   34% dos casos. Os alergénios mais frequentes foram os ácaros, nomeadamente, <i>Dermatophagoides     pteronyssinus</i> (87,5%), <i>Lepidoglyphus destructor</i> (70,5%) e <i>Dermatophagoides       farinae</i> (69,9%), seguidos das gramíneas selvagens (47,4%) e gramíneas cultivadas (41,3%). </p>     <p><b>Conclusões:</b> No estudo efetuado os principais alergénios   encontrados foram os ácaros, com grande incidência do <i>Lepidoglyphus     destructor</i>. Sendo a imunoterapia com alergénios a única terapêutica   dirigida à causa da doença alérgica e com potencial de modificar a evolução, é   imprescindível uma adequada seleção dos seus componentes para otimizar os   resultados. O perfil de sensibilização de cada região depende de várias   variáveis e o seu estudo permite uma melhor abordagem diagnóstica e terapêutica.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Alergia; asma; rinite alérgica; sensibilização</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Introduction:</b> Skin prick   tests are important in the evaluation of allergic sensitization. Besides   allowing identifying the allergens involved, they are important for the implementation of environmental eviction measures and therapeutic strategies.</p>     <p><b>Objectives:</b> To identify the   sensitization profile to aeroallergens in children with asthma and/or allergic rhinitis followed in an hospital in the north coast of Portugal.</p>     <p><b>Material and Methods:</b> A retrospective study was   conducted with a review of the clinical processes of patients with asthma   and/or allergic rhinitis, who performed skin prick tests from august 2012 to   april 2016. The variables analyzed were: age, gender, allergic disease (asthma   and/or allergic rhinitis), comorbidities and the results of the skin tests   performed. The data obtained were organized using the program SPSS 20.0, for Windows. A descriptive analysis of the different variables was performed.</p>     <p><b>Results:</b> Three hundred and   twelve patients were included, aged five to 18 years, 63,5% males and 36,5%   females. The diagnosis established were: allergic rhinitis in 47%, asthma in   19% and the combination of asthma and allergic rhinitis in 34% of the cases. <i>Dermatophagoides     pteronyssinus</i> (87,5%), <i>Lepidoglyphus destructor</i> (70,5%) and <i>Dermatophagoides       farinae</i> (69,9%) were the most frequent allergens, followed by wild gramineae (47,4%) and cultivated gramineae (41,3%).</p>     <p><b>Conclusions:</b> In this study the main allergens determined by the   skin tests were the mites, with high incidence of <i>Lepidoglyphus destructor</i>.   Since immunotherapy with allergens is the only therapy directed to the cause of   the allergic disease and with the potential to modify the evolution, an   adequate selection of its components is essential to optimize the results. As   the sensitization profile of each region depends on several variables this information allows a better diagnostic and therapeutic approach.  </p>     <p><b>Keywords: </b>Allergy; allergic rhinitis; allergic sensitization; asthma</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">  </font>     <p><font face="Verdana" size="2"> </font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A patologia alérgica é   uma das principais causas de doença crónica na infância, acarreta elevada   morbilidade e tem grande impacto na qualidade de vida dos doentes e suas   famílias.<sup>1-3</sup></p>     <p>O conhecimento e a   identificação dos principais fatores etiopatogénicos relacionados com o desenvolvimento   de doença alérgica permitem uma abordagem diagnóstica e terapêutica mais dirigida e adequada.<sup>4,5</sup></p>     <p>A pesquisa de   sensibilização alérgica, quer pelos testes cutâneos, quer pelo doseamento de   IgE específica, quando positiva, indica sensibilização aos alergénios testados,   não implicando necessariamente que haja sintomas associados. Um resultado   negativo a determinado antigénio, por seu lado, é um ótimo preditor da ausência   de reação ao alergénio. Sendo assim, os resultados encontrados devem ser sempre correlacionados com os sintomas e a clínica de cada doente.<sup>6-8</sup></p>     <p>Os testes cutâneos são o   método diagnóstico de escolha para a pesquisa de sensibilização alérgica, por   serem de fácil execução, apresentarem elevada sensibilidade e especificidade,   baixo custo e elevada segurança.<sup>7-9 </sup>Devem sempre ser realizados com   extratos padronizados, obedecendo a regulamentações estabelecidas, e a escolha   destes deve ser baseada na história clínica e ter em conta fatores geográficos e ambientais.<sup>8,10,11</sup></p>     <p>Existem diferenças   geográficas significativas na distribuição dos diferentes alergénios e na   prevalência de sensibilização. Assim, o conhecimento do perfil de   sensibilização de cada região permite uma seleção mais apropriada dos   alergénios a serem incluídos no estudo dos doentes com patologias   alergológicas, bem como a implementação de medidas de evicção ambientais e de estratégias terapêuticas.<sup> 3,5,6,10</sup></p>     <p>O presente estudo teve   como objetivo identificar o perfil de sensibilização a aeroalergénios em   crianças com asma e/ou rinite alérgica referenciados à consulta de um hospital do litoral norte de Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MATERIAL E MÉTODOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Efetuou-se um estudo   retrospetivo com revisão dos processos clínicos de todas as crianças e   adolescentes com idades entre os cinco e 18 anos, com o diagnóstico de asma   e/ou rinite alérgica seguidos na consulta de Pediatria e que realizaram testes   cutâneos no período compreendido entre agosto de 2012 e abril de 2016.  </p>     <p>As variáveis analisadas   foram: idade, género, doença alérgica (asma e/ou rinite alérgica), patologias   associadas (eczema atópico, alergia alimentar e urticária) e os resultados dos testes cutâneos realizados. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os testes cutâneos foram   realizados segundo as normas da Academia Europeia de Alergologia e Imunologia   Clínica (EAACI).<sup>12</sup> Foram colocadas, em todos os doentes incluídos no   estudo, na face anterior do antebraço, gotas de uma bateria de extratos   comerciais (Laboratórios Bial Aristegui, Bilbao, Espanha) constituída por:   solução salina fisiológica (controlo negativo), hidrocloreto de histamina a 10   mg/mL (controlo positivo), <i>Dermatophagoides pteronyssinus, Dermatophagoides     farinae, Lepidoglyphus destructor, </i>mistura de pólenes de gramíneas   selvagens (Dactylis, Lolium, Phleum) e cultivadas (Secale, Hordeum, Triticum),   epitélio de cão, epitélio de gato, mistura de pólenes de árvores (Fraxinus,   Populus, Salix, Robinia, Sambucus, Tilia),<i> Artemisia vulgaris, Parietaria judaica</i> e<i> Alternaria alternata</i>.</p>     <p>Foram usadas lancetas com   limitador de penetração a 1 mm (Stallerpoint®, Stalergenes SA). Após 15 minutos   foi realizada a leitura do teste (média entre o maior diâmetro da pápula e da   sua perpendicular), considerando-se positivo um diâmetro médio de pápula &#8805; 3mm em relação ao controlo negativo. </p>     <p> Três doentes apresentaram resultado negativo   com a histamina ou positivo com o controlo negativo e um doente apresentou   testes cutâneos negativos para todos os alergénios avaliados. Estes quatro doentes foram excluídos.</p>     <p>Os dados obtidos foram   organizados e codificados utilizando o programa SPSS 20.0, para Windows. De seguida, efetuou-se uma análise descritiva das diferentes variáveis em estudo. </p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS </b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Os 312 doentes com testes   validados tinham idades compreendidas entre os cinco e os 18 anos de idade   (idade média de 10,17 anos e mediana de 10 anos), sendo 63,5% do sexo masculino   e 36,5% do sexo feminino (<a href="#q1">quadro 1</a>).  </p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a04q1.jpg" width="397" height="313"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Os   diagnósticos registados foram: rinite alérgica em 47%, asma em 19% e a   combinação de asma e rinite alérgica em 34% dos casos (<a href="#q1">quadro 1</a>). A ocorrência   de outras comorbilidades alérgicas, nomeadamente, eczema atópico (12,8%), alergia alimentar (3,5%) e urticária (0,6%) verificou-se em 16,9% dos casos.</p>     <p>A rinite alérgica foi a   patologia alergológica mais prevalente em todos os grupos etários. Verificou-se   um aumento da prevalência de asma e rinite alérgica no grupo dos 10 aos 13 anos   em comparação com o grupo dos cinco aos nove anos e a prevalência de asma foi crescente com o grupo etário (<a href="#f1">figura 1</a>). </p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a04f1.jpg" width="516" height="333"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Verificou-se,   independentemente da sensibilização a outros alergénios, uma prevalência de   sensibilização a ácaros em 93,3% dos casos. O ácaro com maior prevalência de   sensibilização foi <i>Dermatophagoides pteronyssinus</i> (87,5%), seguido de <i>Lepidoglyphus     destructor</i> (70,5%) e <i>Dermatophagoides farinae</i> (69,9%) (<a href="#f2">figura 2</a>).   Foi detetada sensibilização a mais de uma espécie de ácaros em 79,5% dos casos,   sendo as associações mais frequentes a de <i>Dermatophagoides pteronyssinus</i>,   <i>Dermatophagoides farinae</i> e <i>Lepidoglyphus destructor </i>(55,1%), <i>Dermatophagoides     pteronyssinus</i> e <i>Dermatophagoides farinae</i> (11,9%) e <i>Dermatophagoides pteronyssinus</i> e <i>Lepidoglyphus destructor </i>(11,2%).</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a04f2.jpg" width="490" height="307"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="#f2">figura 2</a> pode   verificar-se a predominância dos ácaros, seguidos pelas misturas de pólenes de   gramíneas selvagens (47,4%) e gramíneas cultivadas (41,3%) e na <a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a04f3.jpg">figura 3</a>  constata-se que estes foram os alergénios mais prevalentes em todos os grupos   etários. Para os restantes alergénios estudados a frequência de sensibilizações   foi de 24,7% para mistura de pólenes de árvores, 21,8% para o epitélio de cão,   19,6% para o epitélio de gato, 5,8% para <i>Alternaria alternata,</i> 4,5% para<i> Artemisia vulgaris</i> e 3,2 % para <i>Parietaria judaica</i>. </p>     
<p>A maioria dos doentes   apresentava sensibilização a mais do que um alergénio (94,2%) com um número   médio de sensibilizações de 3,96. As associações mais frequentes foram:   sensibilização aos três ácaros em 16,4 % dos casos, aos três ácaros e gramíneas   selvagens e cultivadas em 4,5% e a <i>Dermatophagoides pteronyssinus</i> e <i>Lepidoglyphus     destructor</i> em 4,2%. As restantes associações encontradas ocorreram em menos de 4% dos casos. </p>     <p>Verificou-se a ocorrência   de monossensibilização em 5,8% dos casos: <i>Dermatophagoides pteronyssinus</i>   em 38,8%, <i>Lepidoglyphus destructor</i> em 27,8%, mistura de pólenes de   árvores em 16,7%, <i>Dermatophagoides farinae</i> em 11,1% e epitélio de cão em 5,6%.</p>     <p>Verificou-se que o perfil   de sensibilização variou com a clínica. Em todos os grupos houve predomínio de   sensibilização a ácaros e verificou-se uma maior prevalência de sensibilização   a gramíneas nos doentes com rinite alérgica isolada em comparação com os doentes   com asma ou asma e rinite alérgica associadas. A prevalência de sensibilização   a pólenes de árvores, epitélio de cão e epitélio de gato foi maior nos doentes   com asma. A <a href="/img/revistas/nas/v27n1/27n1a04f4.jpg">figura 4</a> mostra o perfil de sensibilizações por patologia alérgica.</p>     
<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO E CONCLUSÕES</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A asma é uma das doenças   crónicas mais comuns na idade pediátrica, sendo a prevalência variável em   função da região geográfica. Embora episódios isolados de sibilância possam   ocorrer em cerca de 30% das crianças, a asma ocorre em cerca de 10%. A rinite   alérgica ocorre em cerca de 20% da população pediátrica e, embora na maioria   dos casos a sintomatologia seja sazonal, em cerca de 25% dos casos a doença é   perene.<sup>13</sup> Neste estudo, a rinite alérgica foi a patologia   alergológica mais prevalente em todos os grupos etários e verificou-se que a   prevalência de asma foi superior no grupo etário dos 14 aos 17 anos. Este facto   é coincidente com outros estudos e corrobora o conceito da marcha alérgica.<sup>13</sup></p>     <p>Apesar de não ser   consensual, está descrita na literatura a relação entre asma e rinite alérgica.   A maioria dos doentes com asma também têm rinite alérgica e cerca de 10 a 40%   dos doentes com rinite alérgica têm asma.<sup>14,15 </sup>A rinite alérgica em   doentes sem asma é um fator de risco para o seu desenvolvimento, na idade   pediátrica e/ou adulta.<sup>14,15 </sup>No estudo apresentado verificou-se   também uma elevada prevalência da associação de asma e rinite alérgica (34%) e   um aumento da prevalência de asma e rinite alérgica no grupo dos 10 aos 13 anos em comparação com o grupo dos cinco aos nove anos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No nosso estudo a   distribuição por género é coincidente com outros estudos internacionais, em que há um predomínio de patologia alérgica no sexo masculino em idade pediátrica.<sup>3,4,13</sup></p>     <p>Os estudos realçam a   importância da pesquisa de alergénios nos doentes com asma e/ou rinite   alérgica, na medida em que a identificação dos alergénios implicados permite a   implementação de medidas de evicção ambientais e estratégias terapêuticas dirigidas.<sup>6,8,11</sup></p>     <p>Constatou-se uma elevada   sensibilização a ácaros, o que está de acordo com estudos que mostram que a   causa mais frequente de doença alérgica respiratória em Portugal e noutros   países da Europa é a alergia a ácaros.<sup>16 </sup>Os ácaros do pó doméstico   estão presentes em todo o mundo, mas existem diferenças quantitativas em   diferentes locais e em diferentes estações.<sup>16 </sup>O ácaro mais   prevalente do estudo foi o <i>Dermatophagoides pteronyssinus</i>, o que está de   acordo com outros estudos publicados, estando essa prevalência relacionada com   o facto de esta espécie ser a mais frequente nas habitações da zona litoral   norte do país, tal como se constata no mapa acarológico de Portugal<i>. </i>Além   dos ácaros do pó doméstico, pertencentes à família Pyroglyphidae (<i>Dermatophagoides     pteronyssinus e Dermatophagoides farinae</i>), outros ácaros, tais como os   pertencentes às famílias Glycyphagidae (que inclui o <i>Glycyphagus domesticus</i>   e o <i>Lepidoglyphus destructor</i>) e Acaridae (incluindo <i>Tyrophagus     putrescentiae</i>) podem causar manifestações alérgicas. Estes últimos   denominam-se ácaros de armazenamento, porque inicialmente foram relacionados   com a asma ocupacional de agricultores e trabalhadores em armazéns de farinhas   e grãos. Contudo, verificou-se que os ácaros de armazenamento também se   encontram no pó doméstico de habitações rurais e urbanas, o que expandiu o seu   significado clínico.<sup>5</sup> O presente trabalho revelou uma prevalência de   sensibilização a <i>Lepidoglyphus destructor </i>de 70,5%, sendo este um número   muito superior ao registado no mapa acarológico português. De acordo com este   último a prevalência de <i>Lepidoglyphus destructor </i>varia entre 17% e 62,3 % com uma prevalência na zona litoral Norte de 47,6%.<sup>17</sup></p>     <p>Os autores consideram que   a elevada prevalência de sensibilização aos ácaros, verificada em todas as   patologias alergológicas e em todos os grupos etários, pode refletir a   influência das condições do interior das casas na zona litoral norte de   Portugal, nomeadamente em termos de temperatura e humidade, o que condiciona uma exposição precoce e diária a estes alergénios. </p>     <p>A elevada sensibilização   aos pólenes verificada no estudo reflete a paisagem da zona litoral do norte de Portugal, onde se verifica uma proporção significativa de gramíneas e árvores. </p>     <p>Sendo a imunoterapia a   única terapêutica dirigida à causa da doença alérgica e com potencial de   modificar a sua evolução, prevenindo o aparecimento de novas sensibilizações,   reduzindo a sintomatologia alérgica e levando à redução do consumo de fármacos   necessários para controlar esses sintomas, é crucial que a sua composição seja   adequada.<sup>18,19 </sup>A imunoterapia para ácaros é a mais frequentemente   prescrita, com ampla demonstração de eficácia clínica e imunológica. Este   tratamento, quando aplicado em doentes corretamente selecionados, é mais eficaz   do que a terapêutica farmacológica e pode prevenir a evolução para asma das   crianças e adolescentes com rinite alérgica.<sup>16</sup> Na nossa amostra   verificou-se uma grande prevalência de <i>Lepidoglyphus detructor</i>, o que   tem implicações na composição da imunoterapia uma vez que a reatividade cruzada   entre espécies da família Pyroglyphidae (ácaros do pó doméstico) e ácaros de   outras famílias (ácaros de armazenamento) é reduzida, pelo que na presença de   sensibilização a <i>Lepidoglyphus detructor</i> este deve ser incluído nos esquemas de imunoterapia.<sup>16,17</sup></p>     <p>Adicionalmente às   vantagens já referidas da imunoterapia, os seus efeitos benéficos persistem a   longo prazo, na medida em que atua modulando a reatividade do sistema   imunitário em resposta ao contacto com os alergénios, interferindo com mecanismos fisiopatológicos da doença alérgica.<sup>19,20</sup></p>     <p>Um estudo realizado em   Portugal que teve como objetivo identificar os aeroalergénios mais prevalentes   no país evidencia que o perfil de sensibilização de cada região depende de   várias variáveis como as condições climáticas e os aspetos culturais locais e   regionais, e que o seu estudo e conhecimento permitem uma melhor abordagem diagnóstica e terapêutica.<sup> 21</sup></p>     <p> O tamanho reduzido da amostra e a utilização   de uma bateria específica de alergénios em todos os doentes, o que acarreta a   possibilidade de terem sido excluídos doentes alérgicos a outros   aeroalergénios, constituem limitações do presente estudo. No entanto os   resultados obtidos possibilitaram um melhor conhecimento do perfil de   sensibilização no litoral norte de Portugal e consequentemente uma seleção mais   apropriada dos alergénios a serem incluídos no estudo dos doentes com patologias alergológicas. </p>     <p>&nbsp;</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2"> <ol>       <li>         <p>European Academy of Allergy and       Clinical Immunology. Position paper: a revised nomenclature for allergy. EAACI       position statement. Allergy 2001; 56: 813-24. </p>   </li>       <li>         <p>Stokes       J, Casale T. The relationship between IgE and allergic disease. 2016.       Disponível em <a href="http://www.uptodate.com" target="_blank">http://www.uptodate.com</a>.</p>   </li>       <li>         <p>Rebollo JC, Hernández MM, Bravo MJC,       Moreno ALG, Otal MPO, Guerrero TC. Valoración del estudio alérgico en niños con       atopia. Rev Pediatr Aten Primaria 2010; 12: 227-37.</p>   </li>       <li>         <p>Vásquez CAD, García JR, Iglesias GS.       Perfil de sensibilización a neumoalergenos en niños con asma y       rinoconjuntivitis en una zona de salud de Asturias. Bol Pediatr 2003; 43: 3-12.</p>   </li>       <li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sousa S, Fraga J, Martins V, Quaresma       M. Sensibilização a ácaros num grupo de crianças atópicas do interior norte de       Portugal. Acta Pediatr Port 2010; 41: 201-4. </p>   </li>       <li>         <p>Sicherer       SH, Wood RA. Allergy Testing in Childhood: Using Allergen-Specific IgE Tests.       Pediatrics 2012; 129: 193-7. </p>   </li>       <li>         <p> Itikawa A, Mallozi MC, Wandalsen GF, Solé       D.  Reatividade cutânea a alergénios inalantes em crianças e adolescentes       alérgicos de serviço especializado – valor do índice cutâneo. Rev Port Imunoalergologia       2014; 22: 257-66. </p>   </li>       <li>         <p>Nolte       H, Kowal K, DuBuske L. Overview of skin testing for allergic disease. 2016.       Disponível em <a href="http://www.uptodate.com" target="_blank">http://www.uptodate.com</a>.</p>   </li>       <li>         <p>Stone       KD, Prussin C, Metcalfe DD.  IgE, Mast       Cells, Basophils, and Eosinophils.  <i>J Allergy Clin Immunol</i>. 2010 February; 125: S73–80.</p>   </li>       <li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Heinzerling       L, Mari A, Bergmann KC, Bresciani M, Burbach G, Darsow U, <i>et al</i>. The       skin prick test – European standards. Clin Transl Allergy. 2013; 3: 3. </p>   </li>       <li>         <p>Rede Portuguesa de Aerobiologia:       Resultados da monitorização do pólen atmosférico (2002-2006). Rev Port       Imunoalergologia 2007; 15: 235-50.</p>   </li>       <li>         <p>Eigenmann PA, Atanaskovic-Markovic M,       O’B Hourihane J, Lack G, Lau S, Matricardi PM, <i>et al</i>. Testing children       for allergies: why, how, who and when. Pediatr Allergy Immunol 2013; 24:       195–209.</p>   </li>       <li>         <p>Thomsen       SF. Epidemiology and natural history of atopic diseases. Eur Clin Respir J. 2015; 2: 10.3402/ecrj.v2.24642.</p>   </li>       <li>         <p>Bousquet <i>et al.</i>  Allergic Rhinitis and its       Impact on Asthma (ARIA): Achievements in 10 years and future needs. J Allergy       Clin Immunol 2012; 130:1049-62.</p>   </li>       <li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Zheng       T, Yu J, oh MH, Zhu Z.  The atopic march:       progression from atopic dermatitis to allergic rhinitis and asthma. Allergy       Asthma Immunol Res. 2011; 3: 67-73.</p>   </li>       <li>         <p>Ferreira MB. Imunoterapia com ácaros.       Rev Port Imunoalergologia 2015; 23: 79-87. </p>   </li>       <li>         <p>Mapa acarológico.       Rev Port Imunoalergologia 2009; 17: 195-8. </p>   </li>       <li>         <p>Imunoterapia com aeroalergénios. Rev       Port Imunoalergologia 2015; 23: 237-42.  </p>   </li>       <li>         <p>Dias A, Soares J, Fraga J, Carvalho M,       Quaresma M. Imunoterapia específica: estudo de melhoria clínica. Acta Pediatr       Port 2013; 44: 229-33.</p>   </li>       <li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Jacobsen       L, Valovirta E. How strong is the evidence that immunotherapy in children       prevents the progression of allergy and asthma? Curr Opin Allergy Clin Immunol 2007; 7: 556–60.</p>   </li>       <li>         <p>Camacho       I. Inhalant Allergens in Portugal. Int Arch Allergy Immunol 2017; 172: 67-88.</p>   </li>       </ol>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">CORRESPONDENCE TO</a></b>     <p>Mariana Branco    <br> Department od Pediatrics    <br> Unidade Local de Saúde do Alto Minho    <br> Estrada da Santa Luzia,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> 4901-858 Viana do Castelo    <br> E-mail: <a href="mailto:mariana.a.branco@hotmail.com">mariana.a.branco@hotmail.com</a></p>     <p>Received for publication: 30.12.2016 Accepted in revised form: 25.09.2017</p> </font>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>European Academy of Allergy and Clinical Immunology</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Position paper: a revised nomenclature for allergy. EAACI position statement.]]></article-title>
<source><![CDATA[Allergy]]></source>
<year>2001</year>
<volume>56</volume>
<page-range>813-24</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stokes]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Casale]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The relationship between IgE and allergic disease]]></source>
<year>2016</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rebollo]]></surname>
<given-names><![CDATA[JC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hernández]]></surname>
<given-names><![CDATA[MM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bravo]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moreno]]></surname>
<given-names><![CDATA[ALG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Otal]]></surname>
<given-names><![CDATA[MPO]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guerrero]]></surname>
<given-names><![CDATA[TC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Valoración del estudio alérgico en niños con atopia]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Pediatr Aten Primaria]]></source>
<year>2010</year>
<volume>12</volume>
<page-range>227-37</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vásquez]]></surname>
<given-names><![CDATA[CAD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[García]]></surname>
<given-names><![CDATA[JR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Iglesias]]></surname>
<given-names><![CDATA[GS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Perfil de sensibilización a neumoalergenos en niños con asma y rinoconjuntivitis en una zona de salud de Asturias]]></article-title>
<source><![CDATA[Bol Pediatr]]></source>
<year>2003</year>
<volume>43</volume>
<page-range>3-12</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sousa]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fraga]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Quaresma]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sensibilização a ácaros num grupo de crianças atópicas do interior norte de Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Pediatr Port]]></source>
<year>2010</year>
<volume>41</volume>
<page-range>201-4</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sicherer]]></surname>
<given-names><![CDATA[SH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wood]]></surname>
<given-names><![CDATA[RA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Allergy Testing in Childhood: Using Allergen-Specific IgE Tests]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>2012</year>
<volume>129</volume>
<page-range>193-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Itikawa]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mallozi]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wandalsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[GF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Solé]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Reatividade cutânea a alergénios inalantes em crianças e adolescentes alérgicos de serviço especializado: valor do índice cutâneo]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Imunoalergologia]]></source>
<year>2014</year>
<volume>22</volume>
<page-range>257-66</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nolte]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kowal]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DuBuske]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Overview of skin testing for allergic disease]]></source>
<year>2016</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stone]]></surname>
<given-names><![CDATA[KD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Prussin]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Metcalfe]]></surname>
<given-names><![CDATA[DD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[IgE, Mast Cells, Basophils, and Eosinophils]]></article-title>
<source><![CDATA[J Allergy Clin Immunol]]></source>
<year>2010</year>
<month> F</month>
<day>eb</day>
<volume>125</volume>
<page-range>S73-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Heinzerling]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mari]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bergmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[KC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bresciani]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Burbach]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Darsow]]></surname>
<given-names><![CDATA[U]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The skin prick test: European standards]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Transl Allergy]]></source>
<year>2013</year>
<volume>3</volume>
<page-range>3</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Rede Portuguesa de Aerobiologia</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Resultados da monitorização do pólen atmosférico (2002-2006)]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Imunoalergologia]]></source>
<year>2007</year>
<volume>15</volume>
<page-range>235-50</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Eigenmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[PA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Atanaskovic-Markovic]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[O’B Hourihane]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lack]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lau]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matricardi]]></surname>
<given-names><![CDATA[PM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Testing children for allergies: why, how, who and when]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatr Allergy Immunol]]></source>
<year>2013</year>
<volume>24</volume>
<page-range>195-209</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Thomsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[SF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Epidemiology and natural history of atopic diseases]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Clin Respir J]]></source>
<year>2015</year>
<volume>2</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bousquet]]></surname>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma (ARIA): Achievements in 10 years and future needs]]></article-title>
<source><![CDATA[J Allergy Clin Immunol]]></source>
<year>2012</year>
<volume>130</volume>
<page-range>1049-62</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zheng]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yu]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[oh]]></surname>
<given-names><![CDATA[MH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zhu]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The atopic march: progression from atopic dermatitis to allergic rhinitis and asthma]]></article-title>
<source><![CDATA[Allergy Asthma Immunol Res]]></source>
<year>2011</year>
<volume>3</volume>
<page-range>67-73</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[MB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Imunoterapia com ácaros]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Imunoalergologia]]></source>
<year>2015</year>
<volume>23</volume>
<page-range>79-87</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mapa acarológico]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Imunoalergologia]]></source>
<year>2009</year>
<volume>17</volume>
<page-range>195-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Imunoterapia com aeroalergénios]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Imunoalergologia]]></source>
<year>2015</year>
<volume>23</volume>
<page-range>237-42</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dias]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Soares]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fraga]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Quaresma]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Imunoterapia específica: estudo de melhoria clínica]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Pediatr Port]]></source>
<year>2013</year>
<volume>44</volume>
<page-range>229-33</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jacobsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Valovirta]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[How strong is the evidence that immunotherapy in children prevents the progression of allergy and asthma?]]></article-title>
<source><![CDATA[Curr Opin Allergy Clin Immunol]]></source>
<year>2007</year>
<volume>7</volume>
<page-range>556-60</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Camacho]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Inhalant Allergens in Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[Int Arch Allergy Immunol]]></source>
<year>2017</year>
<volume>172</volume>
<page-range>67-88</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
