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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sensibilização a ácaros domésticos e de armazenamento: o aumento da prevalência a Lepidoglyphus destructor]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Allergic disease is a leading cause of chronic disease in pediatric age. Dust mites are the most important cause of allergy and there have been seen differences both in their geographical distribution and the sensitization profile. Aims: The aim of this study was to analyze patterns of domestic and storage mites sensitization in the pediatric population attending the outpatient clinic of an hospital in the northern region of Portugal. Materials and methods: The study consisted on a retrospective analysis of the clinical records of the patients who were studied by skin prick tests, including commercial extracts of domestic and storage mites in two distinct periods, from January 1st 2010 to December 31st 2011 and from March 1st 2014 to March 31st 2015. Results: Six hundred and twenty-one children were included. Allergic sensitization was found in 48.3%. Most of them were males (61.3%) and the mean age was 9.7 years. Rhinitis was the most common allergic disease (67%), followed by asthma (51%). The predominant sensitization was to Dermatophagoides pteronyssinus. We found an increase in sensitization rates to storage mites over time, namely to Lepidoglyphus destructor and Glycyphagus domesticus. Conclusion: An increasing sensitization rate to storage mites has been observed, especially to Lepidoglyphus destructor. Knowledge of this sensitization profile is particularly important to establish effective environmental control measures and manage specific immunotherapy.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Ácaros]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <font face="Verdana" size="2">        <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS | ORIGINAL ARTICLES</b></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Sensibilização a ácaros domésticos   e de armazenamento: o aumento da prevalência a Lepidoglyphus destructor</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font><font size="3" face="Verdana"><b>Sensitization to dust and storage mites: the increasing prevalence of Lepidoglyphus destructor</b></font><font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Joana Ferreira<sup>I</sup>;   Mónica Costeira<sup>I</sup>; Alícia Rebelo<sup>I</sup>; Marta Santalha<sup>I</sup>; Armandina Silva<sup>I</sup>; Alberto Costa<sup>I</sup></b></p>     <p><sup>I</sup>  Department of Pediatrics, Hospital Senhora da   Oliveira Guimarães. 4835-044 Guimarães, Portugal. <a href="mailto:joanaisabelferreira@hospitaldeguimaraes.min-saude.pt">joanaisabelferreira@hospitaldeguimaraes.min-saude.pt</a>; <a href="mailto:monicasnacosteira@gmail.com">monicasnacosteira@gmail.com</a>;   <a href="mailto:aliciarebelo88@gmail.com">aliciarebelo88@gmail.com</a>; <a href="mailto:msantalha@gmail.com">msantalha@gmail.com</a>; <a href="mailto:armandinapf@gmail.com">armandinapf@gmail.com</a>; <a href="mailto:agcosta40@gmail.com">agcosta40@gmail.com</a></p>     <p><a href="#end">Correspondence to</a><a name="topo" id="topo"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Introdução:</b> A doença   alérgica constitui uma das principais causas de doença crónica em idade   pediátrica. Os ácaros são a causa mais importante de sensibilização alérgica   tendo-se constatado diferenças tanto na sua distribuição geográfica como no perfil de sensibilização.</p>     <p><b>Objetivos:</b> Analisar o   perfil de sensibilização a ácaros do pó doméstico e de armazenamento na   população pediátrica da consulta externa de um hospital da região norte de Portugal.</p>     <p><b>Material e métodos:</b>   Análise retrospetiva dos processos clínicos dos doentes submetidos a testes cutâneos   incluindo extratos comerciais de ácaros domésticos e de armazenamento em dois   períodos distintos, de 1 janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 2011 e de 1 de março de 2014 a 31 de março de 2015.</p>     <p><b>Resultados:</b> Dos 621   doentes incluídos, verificou-se sensibilização alérgica em 48,3%. A maioria era   do sexo masculino (61,3%) com idade média 9,7 anos. A patologia alérgica mais   frequente foi a rinite (67,0%), seguida pela asma (51,0%). A espécie mais   prevalente foi <i>Dermatophagoides pteronyssinus</i>. Assistiu-se ao longo do   tempo a um incremento da sensibilização a ácaros de armazenamento, nomeadamente a <i>Lepidoglyphus destructor </i>e <i>Glycyphagus domesticus</i>. </p>     <p><b>Conclusões:</b> Tem-se   verificado nos últimos anos uma crescente sensibilização a ácaros de   armazenamento, particularmente a <i>Lepidoglyphus destructor</i>. O   conhecimento dos perfis de sensibilização assume cada vez mais interesse, quer   pela possibilidade de estabelecimento de medidas de controlo ambiental, quer   pela importância em intervenções terapêuticas, designadamente, imunoterapia específica.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Ácaros; <i>Lepidoglyphus   destructor</i>; sensibilização</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introduction: </b>Allergic disease is a leading cause of chronic disease in pediatric age.   Dust mites are the most important cause of allergy and there have been seen   differences both in their geographical distribution and the sensitization profile.</p>     <p><b>Aims: </b>The aim of this study was to analyze patterns of domestic and storage mites sensitization in the pediatric population attending the   outpatient clinic of an hospital in the northern region of Portugal.</p>     <p><b>Materials and methods: </b>The study consisted on a retrospective analysis of the clinical records   of the patients who were studied by skin prick tests, including commercial   extracts of domestic and storage mites in two distinct periods, from January 1<sup>st</sup>   2010 to December 31<sup>st</sup> 2011 and from March 1<sup>st</sup> 2014 to March 31<sup>st</sup> 2015.</p>     <p><b>Results: </b>Six hundred and twenty-one children were included. Allergic sensitization   was found in 48.3%. Most of them were males (61.3%) and the mean age was 9.7   years.  Rhinitis was the most common   allergic disease (67%), followed by asthma (51%). The predominant sensitization   was to <i>Dermatophagoides pteronyssinus</i>. We found an increase in   sensitization rates to storage mites over time, namely to <i>Lepidoglyphus destructor</i> and <i>Glycyphagus domesticus</i>. </p>     <p><b>Conclusion: </b>An increasing sensitization rate to storage mites has been observed,   especially to <i>Lepidoglyphus destructor</i>. Knowledge of this sensitization   profile is particularly important to establish effective environmental control measures and manage specific immunotherapy.</p>     <p><b>Keywords:</b> <i>Lepidoglyphus destructor</i>;mites,   sensitization</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A doença alérgica continua a   representar um importante problema de saúde pública e constitui uma causa   frequente de morbilidade em idade pediátrica.<sup>1,2</sup> O seu   desenvolvimento depende de fatores genéticos e ambientais.<sup>3</sup> A   maioria das crianças afetadas apresenta manifestações clínicas de rinite,   conjuntivite, eczema e asma relacionadas com a exposição a um ou vários   alergénios.<sup>3,4</sup> Relativamente à predisposição familiar, os   descendentes de pais com doença alérgica terão maior probabilidade de doença, sendo importante investigar antecedentes de atopia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os ácaros são a causa mais   importante de sensibilização alérgica tendo-se constatado diferenças tanto na   sua distribuição geográfica como no perfil de sensibilização.<sup>3</sup> Os   clinicamente mais importantes, de acordo com o mapa acarológico de Portugal, são os ácaros domésticos (<i>Dermatophagoides     pteronyssinus </i>e <i>Dermatophagoides       farinae</i>) e os ácaros de armazenamento (<i>Lepidoglyphus destructor,         Glycyphagus domesticus </i>e <i>Blomia tropicalis </i>na Madeira e Açores).<sup>5, 6</sup></p>     <p>Nos últimos anos tem-se assistido a   um incremento da sensibilização aos ácaros de armazenamento, nomeadamente ao <i>Lepidoglyphus destructor</i>, cujo significado clínico tem suscitado cada vez mais interesse.<sup>1,6</sup></p>     <p>O objetivo   deste trabalho foi analisar o padrão de sensibilização a ácaros do pó doméstico   e de armazenamento, na população pediátrica de um hospital da região norte de Portugal, entre 2010 e 2015, incidindo sobre dois períodos distintos.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MATERIAL E METÓDOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O estudo incidiu sobre crianças e   adolescentes da consulta externa do hospital que foram submetidos a testes   cutâneos por picada (<i>prick-test</i>) segundo as normas da European Academy   of Allergology and Clinical Immunology (EAACI) com uma bateria de extratos   comerciais (Bial Aristegui®),   incluindo ácaros domésticos e de armazenamento, em dois períodos distintos: de 1 janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 2011 e de 1 de março de 2014 a 31 de março de 2015.<sup>7</sup></p>     <p>Os dados foram   obtidos retrospetivamente através dos registos dos processos clínicos. As   variáveis analisadas incluíram: idade, sexo, fatores clínicos (antecedentes   familiares de alergia e história pessoal de rinite, conjuntivite, asma ou   eczema) e fatores ambientais (habitação em meio urbano ou rural e exposição a   tabagismo no interior da habitação). Foram excluídos doentes nos quais as variáveis analisadas não estavam claramente registadas.</p>     <p>O grupo em estudo foi constituído pelos   doentes que apresentavam sensibilização alérgica, definida pela positividade   dos testes cutâneos a pelo menos um dos alergénios testados. </p>     <p>Foram testados   extratos alergénicos comerciais que incluíam <i>Dermatophagoides pteronyssinus </i>(Der   p),<i> Dermatophagoides farinae </i>(Der f), <i>Glycyphagus domesticus</i> (Gly   d) e <i>Lepidoglyphus destructor</i> (Lep d) além de outros (de acordo com a história clínica).</p>     <p>Foram sempre   utilizados um testemunho negativo (solução salina fisiológica) e um positivo   (cloridrato de histamina a 10mg/ml) sendo o procedimento efetuado através de   picadas por lancetas de material sintético (Stallerpoint®), com limitador de penetração a um milímetro. A   leitura dos testes foi efetuada aos quinze minutos, considerando-se positiva se o diâmetro da pápula fosse igual ou superior em três milímetros à do testemunho negativo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para análise descritiva dos dados,   as variáveis categóricas foram apresentadas em frequências e percentagens e as   variáveis contínuas em média e desvio padrão. Para o estudo analítico foram   utilizados os testes de qui-quadrado e t de <i>Student </i>a um nível de   significância de 0,05. A análise estatística foi realizada recorrendo ao   programa informático Statistical Package for the Social Sciences® (SPSS), versão 22.0 (IBM, Inc).</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Foram incluídos 621 doentes (330   doentes do primeiro período e 291 doentes do segundo), tendo-se verificado   sensibilização alérgica em 48,3% (n=300), os quais foram selecionados para   estudo. Destes, a maioria era do sexo masculino (n= 184; 61,3%). A idade média   foi de 9,7 ± 3,8 anos, sem diferença estatisticamente significativa da média de   idades entre os doentes dos dois períodos analisados (p=0,128). A caracterização da amostra encontra-se na <a href="/img/revistas/nas/v27n2/27n2a02t1.jpg">Tabela 1</a>.</p>     
<p>As patologias encontradas por ordem   decrescente de frequência foram: rinite (n=201; 67,0%), asma (n=153; 51,0%), conjuntivite (n=47; 15,7%) e eczema (n= 37; 12,3%) - <a href="#g1">Gráfico 1</a>. </p>     <p><a name="g1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v27n2/27n2a02g1.jpg" width="395" height="362"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A frequência de positividade aos   aeroalergénios analisados foi de 81,7% (n=245) para Der p; 67,3% (n=202) para Der f; 59,7% (n=179) para Lep d e 40,3% (n=121) para Gly d. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A maioria dos doentes com testes   cutâneos positivos estava polissensibilizada, isto é, sensibilizada a mais de   um aeroalergénio (n=231; 77%), sendo menos comum a presença de monossensibilização (n=69; 23%). </p>     <p>Nos doentes com sensibilização   cutânea a pelo menos um dos ácaros de armazenamento (n=202; 67,3%),   verificou-se que na maior parte dos casos (n=166; 82,2%) existiu sensibilização simultânea a pelo menos um dos ácaros <i>Dermatophagoides</i> (p&lt;0,001). </p>     <p>No grupo particular com testes   cutâneos positivos ao Lep d, observou-se uma associação com sensibilização também ao Der p (n=136; 76,0%) (p= 0,002).</p>     <p>Na maioria dos doentes   monossensibilizados, o Der p era o alergénio envolvido (n=36; 52,2%), seguindo-se o Lep d (n= 24; 34,8%) e o Der f (n=8; 11,6%) – <a href="#g2">Gráfico 2</a>. </p>     <p><a name="g2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v27n2/27n2a02g2.jpg" width="409" height="357"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os doentes com rinite associaram-se   de forma mais frequente a sensibilização aos ácaros domésticos e ao Gly d e os doentes com asma a sensibilização ao Der f (p&lt;0,05).</p>     <p>Não se verificou associação entre   positividade aos diferentes aeroalergénios e a ocorrência das restantes patologias (p&gt;0,05) – <a href="/img/revistas/nas/v27n2/27n2a02t2.jpg">Tabela 2</a>. </p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>A relação entre antecedentes   familiares e patologia alérgica foi identificada nos doentes com asma (n=83;   54,2%) (p=0,020), o mesmo não se verificando com as outras patologias,   designadamente o eczema (n= 16; 43,2%) (p= 0,565), a rinite (n=97; 48,3%) (p=0,770) e a conjuntivite (n=23; 48,9%) (p=0,850).</p>     <p>Embora se tenha   encontrado uma associação entre polissensibilização e meio urbano (n=212;   91,8%) (p&lt;0,001), avaliando os dados relativos à   sensibilização a ácaros de armazenamento isoladamente, observou-se uma   prevalência considerável de sensibilização a estes ácaros tanto em ambiente urbano (n= 174; 66,7%) como rural (n=28; 71,8%) sem diferença significativa (p=0,524).</p>     <p>Os doentes sujeitos a exposição   passiva ao fumo do tabaco (n=75; 25%) apresentaram maior prevalência de asma (n= 46; 61,3%) (p=0,039). </p>     <p>Assistimos neste trabalho a um   expressivo aumento da taxa de sensibilização a ácaros de armazenamento nos últimos   anos, em comparação com os anos anteriores, designadamente ao Gly d e ao Lep d,   cuja prevalência aumentou de 25,5% para 54,2% (p&lt;0,001) e de 51,7% para 67,1% (p=0,007), respetivamente – Gráficos <a href="#g3">3</a> e <a href="#g4">4</a>.</p>     <p><a name="g3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v27n2/27n2a02g3.jpg" width="399" height="342"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="g4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v27n2/27n2a02g4.jpg" width="405" height="347"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A análise demográfica da população estudada   mostrou tratar-se de uma população predominantemente urbana, tendo-se   verificado que esse fator está associado a sensibilização alérgica. É reconhecido   que a maior exposição ao ambiente urbano se associa a níveis mais elevados de   emissões de gases nocivos e a uma maior permanência de partículas poluentes no   interior dos edifícios, o que se correlaciona com um aumento da frequência da   alergia respiratória provocada quer pela sua ação direta nas vias respiratórias, quer indiretamente pelos níveis de aeroalergénios   ambientais.<sup>8,9 </sup>A maior parte desses edifícios apresentam elevada   humidade e temperaturas amenas, propiciando as condições ideais para a proliferação de ácaros. </p>     <p>A associação entre doença alérgica,   nomeadamente asma, e a exposição ao fumo do tabaco também tem sido fortemente   observada em crianças, o que está de acordo com os resultados obtidos no nosso   estudo.<sup>10 </sup>Sabe-se que as crianças são particularmente vulneráveis,   pois apresentam um menor desenvolvimento das vias respiratórias superiores/inferiores e um sistema imunitário mais imaturo. </p>     <p>Á semelhança de outros estudos publicados, o <i>Dermatophagoides pteronyssinus</i> foi o ácaro com maior   associação à positividade dos testes cutâneos e a expressão relativamente   próxima do <i>Dermatophagoides farinae</i> poder-se-á relacionar com a existência de reatividade cruzada entre estes dois ácaros.<sup>1, 11-14 </sup></p>     <p>Outro dado   interessante, e que já tem vindo a ser referido noutros estudos realizados na   Zona Norte de Portugal, é a constatação de uma prevalência crescente de   sensibilização a ácaros de armazenamento, sobretudo a <i>Lepidoglyphus     destructor</i>, cuja frequência tem vindo a aumentar ao longo dos anos.<sup>1</sup>   De facto, quando comparamos a frequência de sensibilização a este aeroalergénio   nos dois períodos em estudo, verificamos que o valor observado nos últimos anos   chegou a 67,1%, superior ao que se poderia esperar quando se analisa o mapa   acarológico de Portugal que evidencia níveis de exposição no distrito de Braga a Lep d de 46,8%, resultado este com significado estatístico.<sup>6</sup></p>     <p>Tal como é referido por outros   autores, a maior parte dos casos de sensibilização a ácaros não <i>Dermatophagoides</i>   no presente trabalho ocorreu em doentes com sensibilização simultânea a pelo menos um dos <i>Dermatophagoides</i>.<sup>19,25</sup></p>     <p>Sabe-se que cada espécie de ácaro   tem os seus próprios alergénios e partilha determinantes antigénios com outras   espécies. Dos 21 grupos de alergénios já identificados, os do grupo 1   (detetados nos ácaros da família Pyroglyphydae e na <i>Blomia tropicalis</i>,   ácaro de armazenamento pertencente à família Echimyopodidae) e os do grupo 2   (presentes nos quatro ácaros estudados neste trabalho) são considerados como os   mais importantes em termos de ligação a IgE.<sup>13</sup> Existe uma homologia   de 80% da sequência de aminoácidos das proteínas dos grupos 1 e 2 dos ácaros da   família Pyroglyphydae (Der p e Der f) e do grupo 2 dos ácaros da família   Glycyphagidae (Gly d e Lep d), o que explica a grande reatividade cruzada   encontrada dentro destas famílias.<sup>14,15</sup> No entanto, é de apenas 40%   a homologia da sequência de aminoácidos das proteínas do grupo 2 da família   Glycyphagidae e do Der p (Der p 2), um valor bastante inferior ao que tem sido   sugerido como necessário para que ocorra reatividade cruzada significativa   entre alergénios, assumindo-se que Gly d pode atuar como agente sensibilizador primário.<sup>16</sup>  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mais recentemente foi demonstrada a   alergenicidade dos “ácaros de armazenamento”, assim   denominados por inicialmente terem sido relacionados com asma e rinite em   trabalhadores rurais com exposição profissional a depósitos de grãos de cereais, feno, palha, farinha e outros produtos agrícolas.<sup>1,2</sup> </p>     <p>Estes ácaros desenvolvem-se   predominantemente em locais com níveis de humidade elevados (65-100%) e uma   temperatura entre 20 e 30°C, com pequenas variações de espécie para espécie. Alimentam-se de substâncias diversas, incluindo fungos.<sup>16-18</sup> </p>     <p>Tal como referido, embora a   sensibilização a ácaros de armazenamento tenha sido inicialmente descrita como   causa de alergia ocupacional, verificou-se que estes ácaros também se encontram   no pó de habitações, tanto em ambientes rurais como urbanos (corroborado no   nosso estudo), sobretudo em casas húmidas com alimentos armazenados, condições   que favorecem o crescimento de fungos.<sup>1,2,18</sup> Nestas circunstâncias   podem ter uma presença significativa nas despensas, arrecadações e sótãos de   habitações, representando 16 a 24% da população total de ácaros.<sup>22</sup>   Reduzir o armazenamento prolongado de alimentos como cereais, frutos secos,   queijo, batatas e outros vegetais através da manutenção regular da habitação é   uma das medidas preventivas mais importantes. A casa deve, de preferência ser   bem ventilada e arejada. Os doentes poderão ainda beneficiar da limpeza de   superfícies com solução de lixívia, uso de desumidificador, reparação de fugas e isolamento bem como remoção de carpetes e plantas ornamentais.</p>     <p>Além disso, as condições climáticas   da região Litoral Norte de Portugal constituem um ambiente favorável ao seu   desenvolvimento e propagação, e podem assim explicar os elevados índices de sensibilização a estes alergénios nesta região.</p>     <p>Na Europa, o Lep d tem sido   indicado como uma fonte importante de sensibilização, na maioria dos casos em   doentes com alergia a ácaros do pó doméstico, nomeadamente em associação com sensibilização ao Der p, o que se comprovou no nosso estudo.<sup>17-21</sup>  </p>     <p>De facto, foram isoladas muitas   proteínas alergénicas de Lep d e estudos recentes reconhecem que pelo menos   duas destas são alergénios major.<sup>22,23</sup> A presença de co-sensibilização   para ácaros de armazenamento é um achado frequente em doentes sensibilizados a   Der p. Clinicamente, porém, o Lep d não tem nenhuma proteína alergénica   major em comum com a espécie <i>Dermatophagoides</i>, pelo que a presença de   reatividade imunológica cruzada entre espécies <i>Pyroglyphidae </i>e não-<i>Pyroglyphidae </i>(em particular entre Der p e Lep d) <i>é muito baixa</i>.<sup>24,25</sup> </p>     <p>Por outro lado, verifica-se uma   importante reatividade cruzada dos ácaros da família Glycyphagidae entre si<i>, </i>nomeadamente Gly d e Lep d.<sup>9, 15, 24-27</sup></p>     <p>Numa perspetiva clínica, e   considerando os resultados obtidos no presente trabalho, parece haver utilidade   clínica na pesquisa sistemática da sensibilização a ácaros não <i>Dermatophagoides</i>,   visto que a sua prevalência tem sido crescente ao longo dos anos, com importância na patogénese das doenças alérgicas.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font face="Verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os achados do presente trabalho,   com taxa relevante de sensibilização a ácaros de armazenamento bem como os   dados relativos ao mapa acarológico de Portugal, justificam a inclusão sistemática   destes ácaros em baterias de testes cutâneos na avaliação da criança atópica, sobretudo se os testes cutâneos aos <i>Dermatophagoides</i> forem negativos.</p>     <p>Além disso o   conhecimento do “habitat” preferencial dos ácaros de armazenamento,   nomeadamente no que se refere às condições das habitações dos doentes alérgicos   tem todo o interesse, no sentido de se promoverem medidas para diminuir a sua concentração e consequentemente o grau de exposição/sensibilização.</p>     <p>Os autores pretendem demonstrar com   este trabalho que os ácaros de armazenamento são alergénios importantes,   salientando o seu papel como causa de doença alérgica, o qual pode ter sido até agora subestimado.</p>     <p>Este estudo   tem como principal limitação o facto de ser retrospetivo, envolvendo revisão de   processos clínicos. Não obstante, ressalte-se a importância destes dados na   caracterização dos perfis regionais de sensibilização, de modo a estabelecer medidas de controlo ambiental e direcionar a imunoterapia específica.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Sousa S, Fraga   J, Martins V, Quaresma M. Sensibilização a ácaros num grupo de crianças atópicas do interior norte de Portugal. Acta Pediatr Port. 2010; 41:201-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109619&pid=S0872-0754201800020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Von Mutius E. The burden of childhood asthma. Arch Dis Child. 2000; 82: II2-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109621&pid=S0872-0754201800020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Platts-Mills TAE, Vervloet D, Thomas WR, Aalberse RC, Chapman, MD.   Indoor allergens and asthma: report of the Third International, Workshop. J Allergy Clin Immunol 1997; 100: S1-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109623&pid=S0872-0754201800020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Álvares, E, Doenças Respiratórias – Manual prático, Lidel, Outubro   2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109625&pid=S0872-0754201800020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Norma nº 061/2011   de 29/12/2011 atualizada a 23/03/2015, Prescrição de Exames Laboratoriais para Avaliação de Doença Alérgica, Direção Geral de Saúde.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109627&pid=S0872-0754201800020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mapa   Acarológico de Portugal. Rev Port Imunoalergologia 2009; 17:195-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109629&pid=S0872-0754201800020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Allergen standardization and skin tests. Position paper. The European   Academy of Allergology and Clinical Immunology. Allergy 1993; 48:48-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109631&pid=S0872-0754201800020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Couto M,   Almeida MM. Diagnóstico da doença alérgica em Portugal: Um estudo exploratório. Rev. Port. Imunoalergologia. 2011; 19:23-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109633&pid=S0872-0754201800020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   D’Amato,   Cecchi L. Effects of climate change on environmental factors in respiratory allergic diseases. Clinical and Experimental Allergy. 2008; 38:1264–74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109635&pid=S0872-0754201800020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10.&nbsp;&nbsp;   Saulyte J, Regueira C,&nbsp;Montes-Martínez A,&nbsp;Khudyakov P,   Takkouche B. Active or passive exposure to tobacco smoking and allergic   rhinitis, allergic dermatitis, and food allergy in adults and children: a systematic review and meta-analysis. PLoS Med.&nbsp;2014; 11:e1001611. doi: 10.1371/journal.pmed.1001611.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109637&pid=S0872-0754201800020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>11.&nbsp;&nbsp;   Arias-Irigoyen   J, Lombardero M, Arteaga C, Carpizo JA, Barber D. Limited IgE cross-reactivity   between Dermatophagoides pteronyssinus and Glycyphagus domesticus in patients   naturally exposed to both mite species. J Allergy Clin Immunol. 2007; 120:98-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109639&pid=S0872-0754201800020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12.&nbsp;&nbsp;   Arlian LG,   Morgan MS, Neal JS. Dust mite allergens: ecology and distribution. Curr Allergy Asthma Rep. 2002; 2:401-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109641&pid=S0872-0754201800020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>13.&nbsp;&nbsp;   Chapman MD,   Pones A, Breiteneda H, Ferreira F. Nomenclature and structural biology of allergen. Allergy Clin Immunol 2007; 119:414-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109643&pid=S0872-0754201800020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14.&nbsp;&nbsp;   Thomas WR,   Smith WA, Hales BJ, Mills KL, O’Brien RM. Characterization and immunobiology of house dust mite allergens. Int Arch Allergy Immunol 2002; 129:1-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109645&pid=S0872-0754201800020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15.&nbsp;&nbsp;   Gafvelin G,   Johansson E, Lundin A, Smith AM, Chapman MD, Benjamin DC<i>, et al. </i>Cross   reactivity studies of a new group 2 allergen from the dust mite <i>Glycyphagus     domesticus</i>, Gly D2, and group 2 allergens from <i>Dermatophagoides       pteronyssinus, Lepydogliphus destructor </i>and <i>Tyrophagus putrescentiae </i>with recombinant allergens. <i>J Allergy Clin Immunol </i>2001; 107:511-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109647&pid=S0872-0754201800020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16.&nbsp;&nbsp;   Van   Hage-Hamsten M, Johansson SG, Johansson E, Wiren A. Lack of allergenic cross   reactivity between storage mites and Dermatophagoides pteronyssinus. Clin Allergy. 1987;17: 23-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109649&pid=S0872-0754201800020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17.&nbsp;&nbsp;   Lehtinen PT. Ecology and distribution of mites. Allergy 1985; 40: 30-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109651&pid=S0872-0754201800020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>18.&nbsp;&nbsp;   Tee RD. Allergy to store mites. Clin Exp Allergy. 1994; 24:636-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109653&pid=S0872-0754201800020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19.&nbsp;&nbsp;   Ebner C,   Feldner H, Ebner H, Kraft D. Sensitization to storage mites   in house dust mite (Dermatophagoides pteronyssinus) allergic patients. Comparision of a rural and urban population. Clin Exp Allergy 1994; 24:347-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109655&pid=S0872-0754201800020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20.&nbsp;&nbsp;   Hardel PJ,   de Lajudie JP, Portal B, Ville G, Guilloux L, D’Athis P. Allergy to Thyrophagus   putrescentiae and Lepidoglyphus destructor in a population of young asthmatic adults. [French] Allerg Immunol (Paris) 1987; 19:399-402, 404-556.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109657&pid=S0872-0754201800020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21.&nbsp;&nbsp;   Polo   Corrales F. Allergen properties of Lepidoglyphus destructor. J Investig Allergol Clin Immunol 1997; 7:405-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109659&pid=S0872-0754201800020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22.&nbsp;&nbsp;   Wraight DG,   Cunnington AM, Seymor WM. The role and allergenic importance of storage mites in house dust and other environments. Clin Allergy 1979, 9:545-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109661&pid=S0872-0754201800020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>23.&nbsp;&nbsp;   Olsson S,   van Hage-Hamsten M. Allergens from house dust and storage mites: similarities   and differences, with emphasis on the storage mite Lepidoglyphus destructor. Clin Exp Allergy 2000; 30:912-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109663&pid=S0872-0754201800020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24.&nbsp;&nbsp;   Garcia-Robaina   JC, Eraso E, De la Torre F, Guisantes J, Martinez A, Palacios R, Martinez J.   Extracts from various mite species contain cross-reactive and noncross-reactive IgE epitopes. A RAST inhibition study. J Investig Allergol Clin Immunol 1998; 8:285-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109665&pid=S0872-0754201800020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>25.&nbsp;&nbsp;   Luczynska   CM, Griffin P, Davies RJ, Topping MD. Prevalence of specific IgE to storage   mites (A. siro, L. destructor and T. longior) in an urban population and   crossreactivity with the house dust mite (D. pteronyssinus). Clin Exp Allergy 1990; 20:403-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109667&pid=S0872-0754201800020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26.&nbsp;&nbsp;   Varela J,   Ventas P, Carreira J, Barbas JA, Gimenez-Gallego G, Polo F. Primary structure   of Lep d I, the main Lepidoglyphus destructor allergen. Eur J Biochem 1994; 225:93-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109669&pid=S0872-0754201800020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>27.&nbsp;&nbsp; van der Heide S, Niemeijer NR, Hovenga H, de   Monchy JG, Dubois AE, Kauffman HF. Prevalence of sensitization to the storage   mites Acarus siro, Tyrophagus putrescentiae, and Lepidoglyphus destructor in   allergic patients with different degrees of sensitization to the house-dust mite Dermatophagoides pteronyssinus. Allergy 1998; 53:426-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109671&pid=S0872-0754201800020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">CORRESPONDENCE TO</a></b> </p>     <p>Joana Ferreira    <br> Department of Pediatrics    <br> Hospital Senhora da Oliveira Guimarães    <br> Rua dos Cutileiros 114, Creixomil    <br> 4835-044 Guimarães    <br> Email: <a href="mailto:joanaisabelferreira@hospitaldeguimaraes.min-saude.pt">joanaisabelferreira@hospitaldeguimaraes.min-saude.pt</a></p>     <p>Received for publication: 13.12.2016     ]]></body>
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