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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sesta em idade pré-escolar: realidade em infantários da região Centro de Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background and aim: Until scholar age,nap contributes to children sleep. Population studies show that 92% of three years old children, 57% of four years old and 27% of five years old napped. This study aims to characterize nap habits of children between aged three to five years in child care centers of the central region of Portugal. Material and Methods: Questionnaires were applied to teachers of children aged three to five years in Child Care Centers in Coimbra (private institutions of social solidarity - IPSS and private schools - IP). Results: Sixty-five questionnaires were obtained from 31 child care centers (24 IPSS, 7 IP), corresponding to 1361 children. Of these 69% napped. In child care centers with rooms by age, 100% of children with three years old, 74% with four years old and 29% with five years old slept nap. In those with mixed rooms, 61% of children napped. Reasons for stop sleeping: at five years old all referred preparation for elementary school; in the others 48% request of parents and 29% teacher’s decision. The median duration of nap was two hours; 59% slept in a common room; 46.7% were sleeping in the dark. Conclusions: In public child care centers, children stopped napping at three years old. In IPSS and IP, two thirds of children of three and five years old napped. Due to importance of nap, child care centers should adopt strategies that allow children to sleep and respect individuality of children.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Idade pré-escolar]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2">            <b>ARTIGOS ORIGINAIS | ORIGINAL ARTICLES</b> </font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Sesta em idade pré-escolar – realidade em infantários da região Centro de Portugal</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font><font size="3" face="Verdana"><b>Nap in preschool-age children - reality of child care centers in the central region of Portugal</b></font><font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Muriel   Ferreira<sup>I,II</sup>; Inês Dias<sup>II, III</sup>; Lívia Fernandes<sup>III</sup>;   Núria Madureira<sup>I</sup></b></p>     <p><sup>I</sup>  Sleep and ventilation laboratory, Department   of Pediatrics, Hospital Pediátrico de Coimbra, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. 3000-602 Coimbra, Portugal. <a href="mailto:murielguardaferreira@gmail.com">murielguardaferreira@gmail.com</a>; <a href="mailto:nuriamadureira@gmail.com">nuriamadureira@gmail.com</a>    <br> <sup>II</sup> Centro de Saúde Saúde São Martinho do Bispo, Agrupamento de Centros de Sáude Baixo Mondego I. 3045-59 Coimbra, Portugal. <a href="mailto:murielguardaferreira@gmail.com">murielguardaferreira@gmail.com</a>; <a href="mailto:inessrdias@gmail.com">inessrdias@gmail.com</a>;  <a href="mailto:livianfernandes@gmail.com">livianfernandes@gmail.com</a>    <br> <sup>III</sup> Department of Pediatrics, Centro Hospitalar de Leiria. 2410-197 Leiria, Portugal. <a href="mailto:inessrdias@gmail.com">inessrdias@gmail.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#end">Correspondence to</a><a name="topo" id="topo"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Introdução e Objetivo:</b> Até à idade   escolar, a sesta contribui para o sono das crianças. Estudos populacionais   mostram que dormem sesta até 92% das crianças de três anos, 57% de quatro anos   e 27% de cinco anos. Este trabalho pretendeu caracterizaros hábitos de   sesta de crianças em idade pré-escolar em infantários da região centro de Portugal.</p>     <p><b>Material e Métodos:</b> Foram aplicados questionários às educadoras das   crianças com três a cinco anos dos infantários IPSS e privados (IP) de Coimbra.</p>     <p><b>Resultados:</b> Obtiveram-se 65 questionários de 31 infantários   (24 IPSS e 7 IP), correspondendo a 1361 crianças. Destas, 69% dormiam sesta.   Nos infantários com salas por idades, 100% das crianças de três anos, 74% de   quatro anos e 29% de cinco anos dormiam sesta. Naqueles com salas mistas,   dormiam sesta 61%. Os motivos que levaram à suspensão da sesta foram: aos cinco   anos, preparação para o ensino primário em todos; aos três e quatro anos,   pedido dos pais em 48% e decisão da educadora em 29%. A duração mediana da sesta foi de duas horas; 59% dormiam em sala comum; 47% dormiam sem luz. </p>     <p><b>Conclusões: </b>Contrariamente ao verificado nos infantários   públicos, onde as crianças deixaram de dormir a sesta a partir dos três anos<b>,   </b>nos infantários IPSS e IP, dois terços das crianças entre os três e cinco   anos dormiam a sesta. Dada a importância da sesta, os infantários devem adotar estratégias que permitam respeitar as necessidades individuais das crianças. </p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Idade pré-escolar; infantários; sesta; sono</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Background and   aim: </b>Until scholar age,nap contributes to children sleep. Population   studies show that 92% of three years old children, 57% of four years old and   27% of five years old napped. This study aims to characterize nap habits of   children between aged three to five years in child care centers of the central region of Portugal.</p>     <p><b>Material and Methods: </b>Questionnaires   were applied to teachers of children aged three to five years in Child Care Centers   in Coimbra (private institutions of social solidarity - IPSS and private schools - IP). </p>     <p><b>Results: </b>Sixty-five   questionnaires were obtained from 31 child care centers (24 IPSS, 7 IP),   corresponding to 1361 children. Of these 69% napped. In child care centers with   rooms by age, 100% of children with three years old, 74% with four years old   and 29% with five years old slept nap. In those with mixed rooms, 61% of   children napped. Reasons for stop sleeping: at five years old all referred   preparation for elementary school; in the others 48% request of parents and 29%   teacher’s decision. The median duration of nap was two hours; 59% slept in a common room; 46.7% were sleeping in the dark.</p>     <p><b>Conclusions:</b> In public child   care centers, children stopped napping at three years old. In IPSS and IP, two   thirds of children of three and five years old napped. Due to importance of   nap, child care centers should adopt strategies that allow children to sleep and respect individuality of children.</p>     <p><b>keywords: </b>Child care centers; nap;   preschool children; sleep</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Até à idade escolar, a   sesta contribui de forma significativa para o sono das crianças, tendo sido   demonstrado o seu papel no desenvolvimento cognitivo.<sup>1-5</sup> Estudos   populacionais mostraram que 50% a 92% das crianças de três anos, 35% a 57% de   quatro anos e 8% a 27% de cinco anos dormiam a sesta.<sup>6,7</sup> Esta   variabilidade está relacionada com fatores individuais, como mecanismos   crono-biológicos, desenvolvimento do sistema nervoso central e características   da personalidade/temperamento da criança. Deixar de dormir a sesta é   frequentemente interpretado como um marcador de maturação cerebral e cognitiva.<sup>1,8</sup>   Na maioria dos países, a não realização de sesta está também relacionada com   fatores culturais, desejos ou expectativas parentais e normas dos estabelecimentos escolares.<sup>8-10</sup></p>     <p>Em Portugal, a maioria   das crianças entre os três e cinco anos de idade frequenta infantário público,   privado (IP) ou instituição particular de solidariedade social (IPSS). Das   orientações curriculares para a Educação Pré-escolar, não fazem parte normas ou   recomendações para a sesta nestes estabelecimentos.<sup>11</sup> Assim sendo, a   decisão de manter ou não a sesta fica ao critério dos estabelecimentos de ensino, existindo por todo o país uma marcada heterogeneidade a este respeito. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O objetivo deste trabalho   foi caracterizar os hábitos de sesta de crianças entre os três e cinco anos de idade que frequentam infantário na região centro do país.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font face="Verdana"><b>MATERIAL E METÓDOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Estudo transversal   descritivo com componente exploratória e colheita prospetiva de dados sobre os   hábitos de sesta de crianças em idade pré-escolar (três aos cinco anos) que frequentaram infantários de Coimbra no decorrer do ano letivo de 2013. </p>     <p>Foram elaborados   questionários, não padronizados, com 14 perguntas, visando saber se as crianças   realizavam ou não sesta, razão para a sua suspensão e caracterização da mesma   quanto à duração, condições físicas, permissão para uso de chupeta ou objeto de transição (<a href="/img/revistas/nas/v27n2/27n2a03f1.jpg">figura 1</a>). </p>     
<p>Os questionários foram   aplicados às educadoras de infância dos infantários públicos, IPSS e IP, após   autorização da direção dos mesmos. Foram excluídos da análise os questionários   dos estabelecimentos públicos, porque todos referiram que a partir dos três   anos a sesta já não era autorizada. A existência de sintomas associados a patologia do sono foi negada pelas educadoras.</p>     <p>A análise estatística foi   efetuada recorrendo ao programa SPSS<sup>® </sup>for <i>Windows</i>, versão 22. Considerou-se haver significância estatística se p &lt;0,05.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Foram obtidos 65   questionários de 31 infantários, 24 IPSS e 7 IP, correspondendo a 1361 crianças   (55% do sexo masculino). A distribuição das crianças por tipo de salas e idades   está representada na <a href="/img/revistas/nas/v27n2/27n2a03t1.jpg">tabela 1</a>. Do total, 69% das crianças dormiam a sesta, 65%   das que frequentavam infantários IPSS e 78% das que frequentavam infantários   privados (p=0,290). Nos infantários com salas por idades, dormiam sesta 100%   das crianças de três anos, 74% de quatro anos e 29% de cinco anos (<a href="/img/revistas/nas/v27n2/27n2a03t1.jpg">tabela 1</a>).   Naqueles com salas que tinham crianças de várias idades (salas mistas), 61% dormiam sesta (<a href="/img/revistas/nas/v27n2/27n2a03t1.jpg">tabela 1</a>).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nas crianças com cinco   anos, todos referiram a preparação para o primeiro ciclo de escolaridade como   principal motivo para a suspensão da sesta. Abaixo dos cinco anos, a suspensão   da sesta ocorreu a pedido dos pais em 48% e por decisão da educadora em 29% dos   casos (em relação com a organização das atividades letivas). Nos restantes   casos (23%), sobrepunham-se diferentes motivos. Em duas salas de cinco anos de   dois infantários IP (correspondendo a 74 crianças, 5% do total) foi referido   que se respeitavam as necessidades individuais da criança, permitindo a manutenção ou suspensão da sesta de acordo com a vontade da mesma. </p>     <p>As características   da sesta estão descritas na <a href="/img/revistas/nas/v27n2/27n2a03t2.jpg">tabela 2</a>. A duração da sesta variou entre uma e   três horas, com uma mediana de duas horas. Na maior parte dos casos, as   crianças dormiam em salas adaptadas para o efeito com crianças de várias   idades, em catres e no escuro. Na maioria dos estabelecimentos era permitido o uso de chupeta e/ou objeto de transição.</p>     
<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Até   à idade escolar, a sesta contribui de forma significativa para o sono das   crianças. Vários estudos   demostraram a importância da sesta para o seu desenvolvimento neurocognitivo,   nomeadamente no estabelecimento da memória a longo prazo e na capacidade de   abstração e aprendizagem.<sup>1-5</sup> Um estudo recente aponta um possível   papel da sesta na consolidação das novas aquisições e aumenta a capacidade de alerta para as próximas tarefas.<sup>12 </sup></p>     <p>À semelhança do   descrito na literatura, mais de metade das crianças em idade pré-escolar   dos infantários IPSS e IP de Coimbra dorme a sesta, verificando-se uma redução   progressiva da sesta com o aumento da idade.<sup>6,7,13 </sup>Tendo em conta o tipo de infantário,   não se verificou diferença com significado estatístico entre infantários IPSS   ou IP, traduzindo práticas semelhantes no que diz respeito à implementação da sesta. </p>     <p>Weissbluth elaborou um   dos primeiros estudos longitudinais sobre a sesta em idade pediátrica,   acompanhando uma <i>coorte</i> de 172 crianças dos seis meses aos sete anos.<sup>7</sup>   Verificou que dormiam sesta 92% das crianças com três anos, 57% das crianças   com quatro anos e 27% das crianças com cinco anos. A necessidade de sesta   desaparecia habitualmente aos sete anos.<sup>7</sup> Também num estudo   longitudinal, Iglowstein e colaboradores constataram que 50% das crianças de três anos, 35% de quatro anos e 8% de cinco anos dormiam a sesta.<sup>6</sup></p>     <p>No trabalho apresentado,   quando analisadas apenas as crianças de salas por idades, os autores   encontraram valores superiores. As diferentes práticas relativamente à   suspensão da sesta, tornam as amostras dos diferentes estudos muito   hetero­géneas, condicionando a comparação de resultados. Enquanto   que no grupo de Weissbluth, dois terços das crianças tinham deixado de   dormir a sesta naturalmente, no nosso estudo só em 5% dos casos isso foi possível.<sup>7</sup> </p>     <p>O motivo pelo qual as   crianças deixam de dormir a sesta à medida que crescem mantém-se hipotético.   Para alguns autores deixar de dormir a sesta constitui um marcador de desenvolvimento cerebral.<sup>1,8</sup></p>     <p>Na realização deste   trabalho foram excluídos os infantários públicos, já que todos referiram que a   partir dos três anos, a sesta não era autorizada. Nestes casos, o motivo para a   sua suspensão foi a regra do estabelecimento de ensino. Não foi possível   encontrar a fundamentação institucional para esta regra. Nas orientações   curriculares para a Educação Pré-escolar, documento que regulamenta o   funcionamento destes estabelecimentos de ensino, não existem quaisquer   recomendações acerca da sesta.<sup>11 </sup>Esta imposição também não encontra   suporte científico, já que, como se viu, muitas crianças continuam a precisar   de dormir a sesta depois dos três anos. Na verdade, com a recente tendência   para a privação de sono em idades muito precoces, a sesta pode constituir uma   oportunidade ou uma necessidade para completar a duração de sono nas 24 horas.<sup>14   </sup>Assim sendo, a regra de deixar de dormir aos três anos, estará muito   provavelmente relacionada com fatores alheios à criança, como o tempo   necessário para atingir os objetivos curriculares estabelecidos e as limitações nas condições físicas e recursos humanos dos infantários.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos   infantários estudados, IPSS e IP, além da preparação para o primeiro ciclo nas   crianças com cinco anos de idade, o principal motivo para a suspensão da sesta   nas crianças mais novas, foi a vontade dos pais (48% dos casos). A explicação   para esta vontade está muitas vezes a noção de que o seu filho já não precisa de   dormir, mas também a possível associação da sesta com as dificuldades no sono   noturno. Alguns estudos demonstraram uma relação entre a duração da sesta e a   duração do sono noturno, com sestas longas estando associadas a maior latência   de sono e sono noturno mais curto.<sup>8,13,15,16</sup> Contudo, não é possível   estabelecer qual a direção desta relação: se é a menor duração de sono noturno   que condiciona a necessidade de sesta ou se é a existência de sesta que leva a   menor duração de sono noturno. <sup>8,13,15,16  Há</sup>   também que ter em conta que por trás da resistência em ir dormir e maior   latência de sono pode estar em causa não a realização da sesta, mas sim o seu   horário e duração. Em idade pré-escolar, a maior parte das crianças necessita   de uma sesta de duas horas, mostrando os estudos uma duração média de 1,5-1,7 ±   0,4h.<sup>6,7,13</sup> No trabalho apresentado, a mediana da duração da sesta   foi de duas horas, mas havia infantários que permitiam sestas até três horas. A realização da sesta   após o almoço com uma duração não superior a duas horas,   poderá ser a solução para algumas das dificuldades referidas com o sono noturno. </p>     <p>Não existem estudos que   demonstrem quais as condições ótimas para a realização da sesta, utilizando-se,   habitualmente, as do sono noturno. Assim sendo, deve realizar-se num local   próprio, com ambiente sossegado, escuro e temperatura amena, devendo ser   permitidos os objetos de transição.<sup>17</sup> Neste trabalho, quase todas as   crianças dormiam no escuro, em silêncio e com a possibilidade de dormirem com   objetos de transição. Verificou-se marcada variabilidade na sala em que   decorria a sesta, sendo de admitir que quando as crianças dormiam na própria   sala, todas teriam que dormir, já que só desta forma se conseguiriam as   condições referidas. Houve também variabilidade no tipo de camas, o que pode   ser explicado pela ausência de recomendações na legislação que define os   critérios a utilizar na escolha das instalações e equipamento dos estabelecimentos de ensino pré-escolar.<sup>18</sup></p>     <p>Constituíram limitações   ao estudo, a exclusão de patologia do sono apenas baseada na informação das   educadoras de infância, a existência de salas mistas com a subsequente   dificuldade na análise dos dados por idade e a possibilidade de que crianças   colocadas a dormir a sesta não o façam na realidade já que a interpretação do seu sono não é objetiva.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Nos infantários públicos,   todas as crianças deixam de dormir a sesta a partir dos três anos, sendo o   motivo para a suspensão da mesma independente da vontade/necessidade da   criança. Nos outros infantários estudados (IPSS e IP), cerca de 68% das   crianças entre os três e os cinco anos mantinham o hábito da sesta. Nestes, o motivo para deixar de dormir foi, em alguns casos, alheio à criança.  </p>     <p>Com este trabalho, os   autores pretendem chamar a atenção para a necessidade de manter a sesta em   idade pré-escolar em muitas crianças e para a heterogeneidade no que diz respeito à sua realização. </p>     <p>Todos os estabelecimentos   de ensino pré-escolar (públicos, privados e IPSS) devem adotar estratégias que   permitam a realização da sesta em função das necessidades individuais de cada criança.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Lam JC, Mahone   EM, Mason T, Scharf SM. The effects of napping on cognitive function in preschoolers. J Dev Behav Pediatr 2011; 32:90-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109775&pid=S0872-0754201800020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Hupbach A,   Gomez RL, Bootzin RR, Nadel L. Nap-dependent learning in infants. Dev Sci 2009; 12:1007-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109777&pid=S0872-0754201800020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Gómez RL,   Bootzin RR, Nadel L. Naps promote abstraction in language-learning infants. Psychol Sci 2006; 17:670-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109779&pid=S0872-0754201800020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Kurdziel L,   Duclos K, Spencer RM. Sleep spindles in midday naps enhance leaning in preschool children. Proc Natl Acad Sci USA 2013; 110:17267-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109781&pid=S0872-0754201800020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Mednick S,   Nakayama K, Stickgold R. Sleep-dependent learning: a nap is as good as a night. Nat Neurosci 2003; 6:697-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109783&pid=S0872-0754201800020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Iglowstein I,   Jenni OG, Molinari L, Largo RH. Sleep duration from infancy to adolescence: reference values and generational trends. Pediatrics 2003; 111:302-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109785&pid=S0872-0754201800020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Weissbluth M. Naps in children: 6 months - 7 years. Sleep 1995; 18:82-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109787&pid=S0872-0754201800020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Jones CH, Ball   HL. Napping in English preschool children and the association with parent’s attitudes. Sleep Medicine 2013; 14:352-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109789&pid=S0872-0754201800020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;   Siren-Tiusanen   H, Robinson HÁ. Nap schedules and sleep practices in infant-toddler groups. Early Childhood Research Quarterly 2001; 16:453-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109791&pid=S0872-0754201800020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10.&nbsp;&nbsp;   Inglis J,   Staton S, Smith S, Pattinson C, Thorpe K. Napping in preschoolers: staff   beliefs and experiences in early childhood centres. Sleep and Biological Rhytms 2013; 11:14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109793&pid=S0872-0754201800020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>11.&nbsp;&nbsp;   Dionisio MLT,   Pereira ISP. A educação pré-escolar em Portugal - concepções oficiais, investigação e práticas. ABZ da leitura 2006; 24:597-622.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109795&pid=S0872-0754201800020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12.&nbsp;&nbsp;   Staton SL,   Smith SS, Hurst C, Pattinson CL, Thorpe KJ. Mandatory Nap Times and Group   Napping Patterns in Child Care: An Observational Study. Behav Sleep Med 2016; 11:1-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109797&pid=S0872-0754201800020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13.&nbsp;&nbsp;   Ward TM, Gay C, Anders TF, Alkon A, Lee KA. Sleep and napping   patterns in 3-to-5-year old children attending full-day childcare centers. J Pediatr Psychol 2008; 33:666-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109799&pid=S0872-0754201800020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14.&nbsp;&nbsp;   Spruyt K,   Alaribe CU, Nwabara OU. To sleep or not to sleep: a repeated daily challenge for african american children. CNS Neurosci Ther 2015; 21:25-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109801&pid=S0872-0754201800020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15.&nbsp;&nbsp;   Fukuda Z,   Asaoka S. Delayed bedtime of nursery school children, caused by the obligatory   nap, lasts during the elementary school period. Sleep and Biological Rhytms 2004; 2:129-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109803&pid=S0872-0754201800020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>16.&nbsp;&nbsp;   Staton SL,   Smith S, Pattinson CL, Thorpe KJ. Mandatory Naptimes in Child Care and Children’s Nighttime Sleep. J Dev Behav Pediatr 2005; 36:235-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109805&pid=S0872-0754201800020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17.&nbsp;&nbsp;   Associação   Portuguesa de sono. Folheto - Higiene do sono da criança e do adolescente   (acedido em 27 de novembro de 2016). Disponível em: <a href="http://www.apsono.com/index.php/pt/centro-de-documentacao/centro-de-doc/52-higiene-do-sono-da-crianca-e-do-adolescente" target="_blank">http://www.apsono.com/index.php/pt/centro-de-documentacao/centro-de-doc/52-higiene-do-sono-da-crianca-e-do-adolescente</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109807&pid=S0872-0754201800020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18.&nbsp;&nbsp;   Ministério da   Educação e Ministério da Solidariedade e Segurança Social. Despacho Conjunto n.o 258/97, de 21 de Agosto. (acedido em 27 de novembro de 2016). Disponível em: <a href="https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/9288/2/despacho_conjunto_258_97.pdf">https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/9288/2/despacho_conjunto_258_97.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1109809&pid=S0872-0754201800020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">CORRESPONDENCE TO</a></b>     <p>Muriel Ferreira    <br>   Centro de Saúde Saúde São Martinho do Bispo    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Agrupamento de Centros de Sáude Baixo Mondego I    <br> Estrada do Espirito Santo das Touregas – Quinta dos Vales    <br> 3045-59 Coimbra    <br> Email: <a href="mailto:murielguardaferreira@gmail.com">murielguardaferreira@gmail.com</a></p>     <p>Received for publication: 05.12.2016    <br>   Accepted in revised form: 11.12.2017</p> </font>      ]]></body><back>
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