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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The authors describe the case of a five-year-old girl, observed in Paediatric Dermatology Clinic due to a blood crust and vulvar ecchymosis associated with local pruritus. The observation revealed of a symmetrical and well defined white plaque around the vagina and anus, with mucocutaneous atrophy associated with the absence of labia minora and vascular purpura on the wishbone and clitorial hood. These findings were suggestive of vulvar lichen sclerosus. The aspects present in this entity can be easily confused with sexual abuse, reason why it is important to alert the Paediatricians and General Practice Doctors to the existence and the diagnostic features of this entity.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <font face="Verdana" size="2">        <p align="right"><b>QUAL O SEU DIAGNÓSTICO? | WHAT IS YOUR DIAGNOSIS?</b></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Caso dermatol&oacute;gico</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Dermatology case</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font><font face="Verdana" size="2">    <p><b>Joana Gaspar<sup>I</sup>; Cristina Tapadinhas<sup>II</sup></b></p>     <p><sup>I </sup>Department of Pediatrics, Hospital do Espírito Santo Évora. 7000-811 Évora, Portugal. <a href="mailto:joanagaspar@ymail.com">joanagaspar@ymail.com</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>II  </sup>Department of Dermatology, Centro Hospitalar Lisboa Norte. 1649-035 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:mctapadinhas@hotmail.com">mctapadinhas@hotmail.com</a></p> <a href="#end">Correspondence to</a><a name="topo" id="topo"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Os autores descrevem o caso de uma   menina de cinco anos observada em Dermatologia Pediátrica por crostas hemáticas   e equimoses vulvares, associadas a prurido local. À observação constatou-se a   existência de uma mancha acrómica vulvar e perianal, simétrica e bem definida,   com atrofia cutâneo-mucosa associada a ausência de pequenos lábios e púrpura   vascular na fúrcula e capuz clitoriano. A clínica e o exame objetivo permitiram   fazer o diagnóstico do líquen escleroso vulvar. Os aspetos apresentados nesta   entidade podem ser facilmente confundidos com estigmas de abuso sexual, pelo   que importa dar a conhecer ou relembrar esta entidade a Pediatras e Médicos de Medicina Geral e Familiar.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Abuso sexual;líquen escleroso vulvar; pediatria</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The authors describe the case of a five-year-old girl, observed in   Paediatric Dermatology Clinic due to a blood crust and vulvar ecchymosis   associated with local pruritus. The observation revealed of a symmetrical and   well defined white plaque around the vagina and anus, with mucocutaneous   atrophy associated with the absence of <i>labia minora</i> and vascular purpura   on the wishbone and clitorial hood. These findings were suggestive of vulvar   lichen sclerosus. The aspects present in this entity can be easily confused   with sexual abuse, reason why it is important to alert the Paediatricians and   General Practice Doctors to the existence and the diagnostic features of this entity.</p>     <p><b>Keywords:</b> Paediatrics; sexual abuse; vulvar lichen sclerosus</p> </font> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>  <font face="Verdana" size="2">     <p>Menina de cinco anos foi observada   na consulta de Dermatologia Pediátrica por crostas hemáticas e equimoses   vulvares, associadas a prurido local. De antecedentes pessoais relevantes   destacava-se lise dos grandes lábios aos quatro anos de idade por fusão completa associada a episódios de retenção urinária.</p>     <p>À observação na consulta   constatou-se criança alegre e colaborante ao exame objetivo. Apresentava uma   mancha acrómica vulvar e perianal, simétrica, bem definida, com atrofia   cutâneo-mucosa, ausência de pequenos lábios e púrpura vascular com algum sangramento na fúrcula e capuz clitoriano (<a href="#f1">figura 1</a>).</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v27n2/27n2a11f1.jpg" width="387" height="532"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Qual é o seu diagnóstico?</b></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DIAGNÓSTICO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Líquen escleroso vulvar</p>     <p>O <b>líquen escleroso </b>é uma   dermatose inflamatória crónica, rara (1/900 crianças), idiopática, de   localização preferencial ano-genital (85-98% dos casos), que ocorre mais   frequentemente no sexo feminino e apresenta dois picos de incidência –   pré-pubertário e pós-menopáusico.<sup>1,2</sup> A sua etiologia é ainda   desconhecida, propondo-se vários mecanismos como factores genéticos, hormonais, e alterações imunológicas, ainda não totalmente esclarecidos.<sup>2</sup></p>     <p>O líquen escleroso vulvar surge   como uma mancha branca, de superfície atrófica classicamente em forma de oito circundando   a vagina e o ânus, que se pode associar a erosões, equimoses e púrpura   vascular. Com a evolução pode ocorrer distorção anatómica, com sinéquia dos   grandes ou pequenos lábios, estenose do intróito vaginal e atrofia/reabsorção   dos pequenos lábios.<sup>3-5 </sup>Cursa com disúria e prurido anogenital   intenso que pode causar erosões e fissuras dolorosas, com sangramento local.<sup>4,5</sup>   Na criança pode manifestar-se ainda por obstipação, resultante da dor perianal associada.<sup>4</sup></p>     <p>O envolvimento extra-genital ocorre em até 15% dos casos.<sup>2</sup></p>     <p>O diagnóstico definitivo é feito por biópsia cutânea, mas esta é raramente necessária em pediatria.<sup>4,5</sup></p>     <p>O tratamento de primeira linha   inclui a aplicação de corticóides tópicos de alta potência (propionato de   clobetasol 0,05%), cuja aplicação deve ser diária durante um período de seis a   doze semanas ou em regime de doze semanas com desmame: aplicação diária durante   quatro semanas, em dias alternados nas quatro semanas seguintes, e duas vezes   por semana nas últimas quatro semanas.<sup>2,5</sup> Segue-se um esquema de   manutenção (aplicação duas a três vezes por semana) para evitar o   reaparecimento dos sintomas ou das alterações cutâneas que podem culminar em   lesões cicatriciais.<sup>2,5</sup> Em regime de segunda linha são utilizados os   inibidores da calcineurina tópicos (tacrolimus, pimecrolimus) cuja principal   vantagem é a ausência de atrofia cutânea que está associada ao uso dos   corticoides tópicos.<sup>2</sup> Outras   terapêuticas incluem fototerapia e terapêutica fotodinâmica, cuja eficácia   ainda não está totalmente demostrada.<sup>2,5</sup> A terapêutica cirúrgica está reservada para as sequelas cicatriciais da doença.<sup>2</sup></p>     <p>No caso apresentado houve melhoria clínica após tratamento tópico com tacrolimus 0,1%(<a href="#f2">fig2</a>).</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/nas/v27n2/27n2a11f2.jpg" width="401" height="552"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Do diagnóstico diferencial fazem   parte várias patologias, como o líquen plano e líquen simples crónico,   psoríase, vitíligo, dermatites (seborreica, atópica ou mesmo dermatite da fralda), candidíase do períneo e o abuso sexual.<sup>2</sup></p>     <p>O abuso sexual apresenta-se com   sinais inespecíficos como alterações comportamentais ou lesões ano-genitais   suspeitas, que devem ser avaliadas por uma equipa experiente.<sup>6</sup> No   entanto, várias patologias (infecciosas, dermatológicas ou congénitas) podem   ser erradamente interpretadas como abuso sexual, pelo seu atingimento   preferencial da zona ano-genital e por cursarem com lesões hemorrágicas, cicatriciais ou de alteração da anatomia, como é o caso do líquen escleroso. </p>     <p>Pelas importantes implicações   emocionais e psicológicas que a suspeita de abuso sexual acarreta para a   criança e sua família, todos os profissionais de saúde que lidam com crianças   (Pediatras, Ginecologistas e Médicos de Medicina Geral e Familiar) devem estar alerta para esta entidade, perante uma criança com lesões ano-genitais. </p>      <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Powell J, Wojnarowska F. Childhood vulvar   lichen sclerosus: an increasingly common problem. J Am Acad Dermatol 2001; 44:803-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1110830&pid=S0872-0754201800020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cooper SM,  Arnold SJ. Vulvar lichen sclerosus. UpToDate, accessed in December 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1110832&pid=S0872-0754201800020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Jensen LS, Bygum A. Childhood   lichensclerosus is a rare but important diagnosis. DanMed J 2012; 59:A4424.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1110834&pid=S0872-0754201800020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tavares E,   Martins C, Teixeira J. Dermatoses Vulvares Inflamatórias. Revista da SPDV. 2011; 69:561-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1110836&pid=S0872-0754201800020001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Neill   SM,&nbsp;Lewis FM,&nbsp;Tatnall FM,&nbsp;Cox NH;&nbsp;British Association of   Dermatologists. British Association of Dermatologists’ guidelines for   the management of lichen sclerosus 2010. Br J Dermatol.&nbsp;2010; 163:672-82. doi: 10.1111/j.1365-2133.2010.09997.x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1110838&pid=S0872-0754201800020001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bechtek K, Bennett BJ. Evaluation   of sexuak abuse in children and adolescents. UpToDate, accessed in December 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1110840&pid=S0872-0754201800020001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <b><a name="end" id="topo2"></a><a href="#topo">CORRESPONDENCE TO</a></b>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Joana   Gaspar    <br>   Department   of Pediatrics    <br>   Hospital do Espírito Santo Évora    <br>   Largo Senhor da Pobreza    <br>   7000-811   Évora    <br>   Email: <a href="mailto:joanagaspar@ymail.com">joanagaspar@ymail.com</a></p>     <p>Received for publication: 01.12.2016    <br> Accepted in revised form: 20.03.2017</p> </font>      ]]></body><back>
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