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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Palpation of the anterior fontanelle allows to investigate intracranial pressure and volume. Swelling of anterior fontanelle in a quiet baby examined in a supine position indicates high intracranial pressure, which may have distinctive causes, namely neoplasms. Case report: A female infant, two months old, attended an emergency consultation at the Family Health Unit due to swelling in the anterior fontanelle. A soft nodular swelling with approximately one centimeter in diameter was observed at the fontanelle. Transfontanellar ultrasound revealed a potential epidermal cyst. The infant was referred to the Pediatric Surgery Department. Ultrasound was repeated two months later and revealed lesion growth. The infant was referred to the Neurosurgery Department, and a brain magnetic resonance imaging was performed. Absence of communication with endocranial structures was confirmed. Surveillance was maintained until fontanelle closure, aiming at later excision. Histological examination confirmed the diagnosis of dermoid cyst. Discussion: Regular clinical follow-up supported by imaging studies revealed the benign nature of the lesion, allowing to postpone surgery.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>CASOS CLÍNICOS|CASE REPORTS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Um achado incomum no exame da fontanela anterior</b></font></p>     <p><font size="3"><b>An unusual finding on the anterior </b><b>fontanelle exam</b></font></p>     <p><b>Catarina Marques Pinho<sup>I</sup>, Joana Vidal Teixeira<sup>I</sup>, Antony    Nogueira<sup>I</sup>, Ana Ribeiro da Silva<sup>I</sup>, Alexandra Martins<sup>I</sup></b></p>     <p><sup>I</sup> General and Family Practice, Unidade de Saúde Familiar Pevidém,    Agrupamento de Centros de Saúde Alto Ave - Guimarães. 4835-320 São Jorge de    Selho, Portugal. <a href="mailto:catmarpinho@gmail.com">catmarpinho@gmail.com</a>;    <a href="mailto:joana_rvt@hotmail.com">joana_rvt@hotmail.com</a>; <a href="mailto:tonyfafe60@hotmail.com">tonyfafe60@hotmail.com</a>;    <a href="mailto:ana.silva.r7@gmail.com">ana.silva.r7@gmail.com</a>; <a href="mailto:alex.margarida.martins@gmail.com">alex.margarida.martins@gmail.com</a></p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Introdução</b>: A palpação da fontanela anterior permite avaliar o volume    e pressão intracranianos. Uma fontanela tensa numa criança tranquila e observada    em posição vertical sugere hipertensão intracraniana, que pode ter várias etiologias,    nomeadamente processos neoformativos.</p>     <p><b>Caso clínico</b>: Uma lactente do sexo feminino, de dois meses de idade,    recorreu a consulta na sua Unidade de Saúde Familiar por tumefação na fontanela    anterior. Objetivou-se a presença de tumefação nodular, de consistência mole,    com cerca de 1 cm de maior diâmetro. A ecografia transfontanelar revelou um    provável quisto epidermoide. A lactente foi referenciada para Cirurgia Pediátrica,    tendo realizado ecografia de controlo após dois meses, que revelou crescimento    da lesão, motivo pelo qual foi referenciada para Neurocirurgia. Efetuou ressonância    magnética encefálica, que confirmou o diagnóstico ecográfico e excluiu comunicação    da lesão com estruturas endocranianas. A lactente manteve seguimento por Neurocirurgia    e foi decidido manter vigilância até a fontanela encerrar para realização da    cirurgia de exérese. O exame histológico confirmou o diagnóstico de quisto dermoide.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discussão</b>: A vigilância clínica e os achados dos exames imagiológicos    demonstraram o carácter benigno da lesão, permitindo adiar a intervenção cirúrgica.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Ecografia; Fontanelas; Quisto epidermoide; Ressonância    magnética</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Introduction</b>: Palpation of the anterior fontanelle allows to investigate    intracranial pressure and volume. Swelling of anterior fontanelle in a quiet    baby examined in a supine position indicates high intracranial pressure, which    may have distinctive causes, namely neoplasms.</p>     <p><b>Case report</b>: A female infant, two months old, attended an emergency    consultation at the Family Health Unit due to swelling in the anterior fontanelle.    A soft nodular swelling with approximately one centimeter in diameter was observed    at the fontanelle. Transfontanellar ultrasound revealed a potential epidermal    cyst. The infant was referred to the Pediatric Surgery Department. Ultrasound    was repeated two months later and revealed lesion growth. The infant was referred    to the Neurosurgery Department, and a brain magnetic resonance imaging was performed.    Absence of communication with endocranial structures was confirmed. Surveillance    was maintained until fontanelle closure, aiming at later excision. Histological    examination confirmed the diagnosis of dermoid cyst.</p>     <p><b>Discussion</b>: Regular clinical follow-up supported by imaging studies    revealed the benign nature of the lesion, allowing to postpone surgery.</p>     <p><b>Keywords: </b>Cranial fontanelles; Epidermal cyst; Magnetic resonance imaging;    Ultrasonography</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O exame objetivo das fontanelas fornece ao médico informações importantes.<sup>    </sup>As fontanelas são janelas acústicas extremamente relevantes pelo menos    até aos oito a dez meses de idade, permitindo obter imagens das estruturas intracranianas    por ultrassonografia.<sup>1,2</sup></p>     <p>A fontanela anterior localiza-se na interseção das suturas sagital, coronal    e metópica, tendo geralmente três a seis centímetros de maior diâmetro nos primeiros    seis meses de vida. A fontanela posterior encontra-se na interseção das suturas    sagital e lambdoide, geralmente não ultrapassando os 1,5 cm de diâmetro.<sup>2</sup></p>     <p>A palpação das fontanelas anterior e posterior deve ser efetuada na posição    vertical.<sup> </sup>As fontanelas normais, claramente demarcadas dos bordos    ósseos, são geralmente moles e planas. Na fontanela anterior é possível palpar    ou visualizar pulsações, principalmente se o lactente estiver agitado ou a chorar.    Uma fontanela deprimida ou afundada pode indicar desidratação ou malnutrição.<sup>1,2</sup></p>     <p>A palpação da fontanela anterior permite tirar ilações acerca do volume e pressão    intracranianos.<sup>1,3-5</sup> Num lactente calmo, uma fontanela que abaula    acima do nível do osso e cujos bordos são suficientemente tensos, causando dificuldade    em determinar onde termina o osso e começa a fontanela, é anormal e sugestiva    de pressão intracraniana elevada. De facto, este processo pode ser indicador    de várias patologias, nomeadamente meningite, hemorragia subdural, abcesso encefálico,    embriopatia por rubéola, entre outras.<sup> </sup>O abaulamento fontanelar pode    ainda ser sintomático de um fenómeno de abuso, nomeadamente Síndrome do Bebé    Abanado.<sup>1,3-5</sup> </p>     <p>Uma fontanela tensa, mas claramente distinguível do osso circundante, pode    ser indicativa de outras condições para além de hipertensão intracraniana, nomeadamente    choro, edema do couro cabeludo, hemorragia subgaleal ou extravasamento subcutâneo    de fluidos intravenosos.<sup>1,3-5</sup></p>     <p>As alterações fontanelares podem também ser tradutoras de processos neoformativos,    benignos ou malignos, epicranianos ou com atingimento do tecido encefálico.</p>     <p>É descrito o caso de uma tumefação fontanelar que se revelou tradutora de um    processo epicraniano, não tendo sido encontrada descrição de casos semelhantes    na literatura até à data.</p>     <p><b>Descrição do caso</b></p>     <p>O presente caso refere-se a uma lactente do género feminino, de dois meses    de idade, raça caucasiana, proveniente de uma família nuclear, no estadio II    de Duvall, classe II de Graffar, sem fatores de risco familiar identificados.</p>     <p>Recorreu a uma consulta aberta na sua Unidade de Saúde Familiar, acompanhada    pela mãe, em abril de 2015 por tumefação na área da fontanela anterior com cerca    de 12 horas de evolução. A lactente tinha sido observada numa consulta de vigilância    na Unidade de Saúde Familiar há quatro dias, revelando um exame objetivo normal.    A mãe negava presença de outros sintomas, nomeadamente anorexia ou irritabilidade,    traumatismo ou outras intercorrências. Ao exame objetivo, a lactente encontrava-se    bem-disposta, calma e apirética. A fontanela anterior apresentava tumefação    nodular, de consistência mole, com cerca de um centímetro de maior diâmetro.    O restante exame objetivo era normal. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O parto foi eutócico, com somatometria normal, tendo o período neonatal decorrido    sem complicações.</p>     <p>A lactente apresentava crescimento harmonioso e desenvolvimento psicomotor    adequado à idade. Não existiam antecedentes patológicos &#8722; médicos, cirúrgicos    ou traumáticos &#8722; de relevo. </p>     <p>Perante o quadro clínico apresentado, foi contactado o Serviço de Pediatria    do hospital de referência e decidido referenciar a lactente ao Serviço de Urgência    hospitalar, para realização de exames complementares de diagnóstico.</p>     <p>Foi solicitada ecografia transfontanelar, que revelou uma imagem nodular subcutânea    de 10 x 2 mm de diâmetro, hipoecogénica, de morfologia ovalada, limites bem    definidos, sem vascularização evidente no doppler. Perante este quadro, e apesar    de não ser visualizado pedículo cutâneo, foi colocada a hipótese de um quisto    epidermoide. </p>     <p>A lactente foi referenciada para o serviço de Cirurgia Pediátrica, tendo sido    agendada consulta de vigilância dentro de dois meses.</p>     <p>Na consulta de vigilância, repetiu a ecografia transfontanelar. A formação    nodular apresentava crescimento (16 X 7 mm), mantinha-se bem circunscrita e    situada nas partes moles epicranianas, sendo excluída comunicação com estruturas    endocranianas ou dilatação dos espaços de circulação de líquido cefalorraquidiano.    Apesar disso, devido ao aumento de tamanho, optou-se pela referenciação para    o serviço de Neurocirurgia.</p>     <p>Foi realizada ressonância magnética encefálica, que confirmou a presença de    lesão ocupando espaço na região epicraniana correspondente à fontanela anterior,    de contornos bem definidos, configuração ovalar e sinal acompanhando o do líquor    em T2, sem restrição à difusão de moléculas de água (<a href="#f1">Figura 1</a>).    A lesão media cerca de 22 x 20 x 6,8 mm de diâmetro máximo anteroposterior,    transversal e craniocaudal, respetivamente, não exercendo efeito de massa sobre    as estruturas adjacentes. Não foram identificados trajetos fibrosos ou vasculares    com o compartimento endocraniano ou com qualquer relação com o seio longitudinal    superior subjacente ou com eventuais veias corticais contíguas. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/nas/v27n4/27n4a05f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Perante o resultado, e dado tratar-se de uma lesão benigna, foi decidido manter    vigilância até ao encerramento da fontanela para posterior exérese, de modo    a facilitar o procedimento cirúrgico. </p>     <p>Nas várias consultas de vigilância nos cuidados de saúde primários, a lactente    apresentou-se assintomática, com crescimento estaturoponderal harmonioso, perímetro    cefálico no intervalo de percentis 85&#8722;97 e desenvolvimento psicomotor    adequado. A tumefação nodular, de consistência mole, centrada na região da fontanela    anterior, permaneceu identificável. O encerramento fontanelar foi objetivado    na consulta dos 24 meses. </p>     <p>O último estudo imagiológico, referente a fevereiro de 2017, evidenciou crescimento    da lesão, na altura com 23 x 22 x 7 mm, que no entanto preservou as restantes    características. </p>     <p>A cirurgia decorreu em novembro de 2017, não tendo sido registadas intercorrências.    O relatório anatomopatológico descreveu, macroscopicamente, uma lesão cavitária    branca acastanhada com 25 x 16 x 15 cm, com conteúdo pastoso amarelado ao corte.    No exame histológico foi observado um cisto dermoide. </p>     <p><b>Discussão</b></p>     <p>Frequentemente, as alterações detetadas ao exame objetivo da fontanela refletem    abaulamento ou aumento de tensão da mesma. Porém, neste caso foi observada uma    tumefação bem definida, nodular, que fez suspeitar de um processo neoformativo    relativo à região epicraniana.</p>     <p>Os exames complementares de diagnóstico, nomeadamente a ecografia transfontanelar    e a ressonância magnética, foram fundamentais para a investigação etiológica    e para exclusão de comunicação com estruturas endocranianas. </p>     <p>Dada a ausência de sintomatologia, o caráter benigno da lesão e a sua limitação    ao espaço epicraniano, optou-se por manter vigilância e adiar a intervenção    cirúrgica. </p>     <p>A lactente permaneceu assintomática até à data da cirurgia, com desenvolvimento    normal para a idade. Não foram registadas intercorrências no período pós-operatório.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Fenichel GM. Clinical pediatric neurology: a signs and symptoms approach.    7th. Philadelphia: Saunders Elsevier; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1113246&pid=S0872-0754201800040000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Drutz JE. The pediatric physical examination: HEENT. Dezembro, 2015. (Acedido    em 17 de outubro 2016). Disponível em: <a href="http://www.uptodate.com/pt" target="_blank">http://www.uptodate.com/pt</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1113248&pid=S0872-0754201800040000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. David RB, Bodensteiner JB, Mandelbaum DE, Olson BJ. Clinical Pediatric Neurology.    1st. New York: DemosMedical; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1113250&pid=S0872-0754201800040000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Stevenson DK, Benitz WE, Sunshine P, Hintz SR, Druzin ML. Fetal and Neonatal    Brain Injury. 4th. Cambridge: Cambridge University Press; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1113252&pid=S0872-0754201800040000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>6. Lissauer T, Clayden G. Illustrated Textbook of Paediatrics. 3<sup>rd</sup>.    London: Mosby Elsevier; 20073. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Catarina Marques Pinho    <br>   General and Family Practice    <br>   Unidade de Saúde Familiar Pevidém    <br>   Rua Albano Martins Coelho Lima, 307    <br>   São Jorge Selho 4835-302 Guimarães    <br>   Email: <a href="MAILTO:catmarpinho@gmail.com">catmarpinho@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Received for publication: 28.10.2016</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Accepted in revised form: 03.01.2018</p>      ]]></body><back>
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