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</front><body><![CDATA[  	    <p><font face="Verdana" size="4"><b>     A precariedade como modo de vida? Recens&atilde;o cr&iacute;tica do livro    </b> </font></p> 	<b><font face="Verdana" size="2">     Jovens em Transi&ccedil;&otilde;es Prec&aacute;rias. Trabalho, Quotidiano e Futuro. 	</font></b></p> 	    <p><b>     Jos&eacute; Soeiro</b><a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>  	</p></b> 	    <p>     Universidade de Coimbra 	</p> 	    <p>&nbsp;</p>         &Eacute; prov&aacute;vel que, quando Nuno de Almeida Alves e a equipa do Observat&oacute;rio das Desigualdades iniciaram a investiga&ccedil;&atilde;o que veio dar origem a este livro, n&atilde;o         imaginassem a centralidade que o tema da precariedade juvenil iria assumir no espa&ccedil;o p&uacute;blico no ano de 2011. &Eacute; certo que a problem&aacute;tica das transforma&ccedil;&otilde;es         no mundo do trabalho, das transi&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis dos jovens, dos processos de precariza&ccedil;&atilde;o do emprego, de prolongamento da depend&ecirc;ncia e de adiamento da         emancipa&ccedil;&atilde;o da juventude n&atilde;o s&oacute; estavam latentes como tinham dado origem, em anos anteriores, a alguns fen&oacute;menos de mobiliza&ccedil;&atilde;o coletiva – de que s&atilde;o         exemplo movimentos como o MayDay, o FERVE, os Prec&aacute;rios Inflex&iacute;veis, entre outros. Mas seria a “Gera&ccedil;&atilde;o &agrave; Rasca” e a expressiva manifesta&ccedil;&atilde;o do 12 de mar&ccedil;o     ]]></body>
<body><![CDATA[    de 2011 que trariam esse assunto, diretamente, para o centro do debate p&uacute;blico, medi&aacute;tico e pol&iacute;tico no nosso pa&iacute;s. De resto, n&atilde;o foi apenas em Portugal         que estes problemas – uma condi&ccedil;&atilde;o juvenil marcada pelo desemprego, pela precariedade, pelo desencanto com as institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e pela frustra&ccedil;&atilde;o em         rela&ccedil;&atilde;o a um futuro que n&atilde;o parece trazer nenhuma previsibilidade nem garantia de uma vida melhor – deram origem a grandes mobiliza&ccedil;&otilde;es.         <br/>    	         O &uacute;ltimo relat&oacute;rio da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho sobre a situa&ccedil;&atilde;o da juventude refere-se a esta como uma “gera&ccedil;&atilde;o perdida”. Com a generaliza&ccedil;&atilde;o         de formas prec&aacute;rias de emprego, com taxas de desemprego jovem a rondar os 25% no Norte de &Aacute;frica e os 18% na Europa (41,6% em Espanha, cerca de 35% em         Portugal), com a dissemina&ccedil;&atilde;o da pobreza assalariada (onde os jovens surgem de forma desproporcionada: 23,5%), com os jovens a constitu&iacute;rem j&aacute; a maioria         dos desempregados de longa dura&ccedil;&atilde;o, a OIT salienta que t&ecirc;m sido eles a pagar o pre&ccedil;o mais alto em termos de emprego ao longo da crise que se instalou desde         2008 e que os protestos que este ano tiveram lugar no Norte de &Aacute;frica, mas tamb&eacute;m em Espanha, Inglaterra ou Gr&eacute;cia, encontram aqui a sua raiz fundamental         (OIT, 2011: 3-6).     ]]></body>
<body><![CDATA[    <br/>         O livro <i>Jovens em Transi&ccedil;&otilde;es Prec&aacute;rias </i>tra&ccedil;a um retrato deste fen&oacute;meno a partir de entrevistas a 80 indiv&iacute;duos entre os 18 e os 34 anos que se         encontram em postos de trabalho pouco qualificados e de baixa remunera&ccedil;&atilde;o, refletindo sobre o modo como as suas trajet&oacute;rias t&ecirc;m impacto n&atilde;o apenas na         esfera laboral mas na instala&ccedil;&atilde;o da precariedade como modo de vida, com quotidianos marcados pela imprevisibilidade, por “um estado de limite quase         permanente”, com uma rela&ccedil;&atilde;o problem&aacute;tica com o futuro, tornando-se dif&iacute;cil projetar prospetivamente a vida.         <br/>         Uma das maiores virtualidades deste livro passa precisamente por trabalhar uma amostra em que os jovens licenciados n&atilde;o s&atilde;o dominantes, ao contr&aacute;rio do         peso que t&ecirc;m tido no espa&ccedil;o p&uacute;blico e na constru&ccedil;&atilde;o das representa&ccedil;&otilde;es e dos discursos sociais sobre este tema no espa&ccedil;o medi&aacute;tico, talvez pelo         protagonismo que aquele segmento tem tido nos movimentos que surgiram ao longo de 2011. Assim, a presente investiga&ccedil;&atilde;o permite desconstruir a ideia da         homogeneidade das transi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias, e f&aacute;-lo atrav&eacute;s de uma tipologia que cruza forma&ccedil;&atilde;o escolar acumulada e profiss&atilde;o desempenhada, dando origem a     ]]></body>
<body><![CDATA[    quatro categorias de jovens trabalhadores: executantes de escolaridade superior, executantes de escolaridade interm&eacute;dia, executantes de escolaridade         elementar e oper&aacute;rios. Sem negar que haja alguns elementos de tipicidade juvenil (e eles existem!), o estudo permite perceber que, ao n&iacute;vel das inser&ccedil;&otilde;es         laborais, das estrat&eacute;gias mobilizadas, das trajet&oacute;rias familiares e de pares, dos rendimentos, dos graus de autonomia (nomeadamente residencial e         financeira) e do modo como se projetam os futuros laborais, cada um destes grupos vive a precariedade e a transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta de forma muito diversa.     	<br/>         Ainda que centrado nos testemunhos e nas experi&ecirc;ncias dos 80 jovens com trabalhos pouco qualificados e com baixa remunera&ccedil;&atilde;o que foram entrevistados, o         livro enquadra essas narrativas nas tend&ecirc;ncias de recomposi&ccedil;&atilde;o da estrutura ocupacional e nas mudan&ccedil;as ocorridas ao n&iacute;vel da educa&ccedil;&atilde;o e da qualifica&ccedil;&atilde;o no         nosso pa&iacute;s, em particular no per&iacute;odo entre 2000 e 2010. O aumento muito significativo das qualifica&ccedil;&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o empregada, de profissionais e         t&eacute;cnicos, de postos de trabalho pouco qualificados no setor de servi&ccedil;os e a diminui&ccedil;&atilde;o do trabalho manual s&atilde;o o pano de fundo destas altera&ccedil;&otilde;es. O estudo         defende que existe em Portugal uma associa&ccedil;&atilde;o particularmente forte “entre qualifica&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica e enquadramento ocupacional” (p. 36), dando origem a uma     ]]></body>
<body><![CDATA[    forte hierarquiza&ccedil;&atilde;o credencialista. Esta ocorre, contudo, num contexto em que o emprego dispon&iacute;vel n&atilde;o absorve as qualifica&ccedil;&otilde;es, fazendo com que uma parte         da popula&ccedil;&atilde;o mais credenciada s&oacute; tenha como oportunidade fun&ccedil;&otilde;es menos qualificadas, ocupando postos de trabalhos interm&eacute;dios, o que funciona como forma de compress&atilde;o salarial e press&atilde;o sobre os que det&ecirc;m qualifica&ccedil;&otilde;es interm&eacute;dias, que ocupam postos desqualificados. Esta realidade pode gerar situa&ccedil;&otilde;es         diferenciadas: adequa&ccedil;&atilde;o entre forma&ccedil;&atilde;o e ocupa&ccedil;&atilde;o, mas com v&iacute;nculo prec&aacute;rio; inadequa&ccedil;&atilde;o entre a forma&ccedil;&atilde;o e a fun&ccedil;&atilde;o desempenhada, mesmo com v&iacute;nculo         adequado &agrave; profiss&atilde;o; e adequa&ccedil;&atilde;o entre forma&ccedil;&atilde;o e posto de trabalho, mas com remunera&ccedil;&atilde;o reduzida, com as consequ&ecirc;ncias que se imagina nas restantes         esferas da vida.         <br/>         Ao n&iacute;vel da precariedade contratual, faz-se uma caracteriza&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o na &uacute;ltima d&eacute;cada: aumento da contrata&ccedil;&atilde;o a termo, com particular incid&ecirc;ncia no         setor dos servi&ccedil;os; prolifera&ccedil;&atilde;o do trabalho informal e irregular, nomeadamente dos “falsos recibos verdes”; exist&ecirc;ncia de <i>part-time </i>e de         pluriatividade, sobretudo entre jovens estudantes que acumulam forma&ccedil;&atilde;o e trabalho. Um aspeto interessante &eacute; que as contrata&ccedil;&otilde;es regulares (sem termo, a         termo incerto ou a termo certo) s&atilde;o mais frequentes entre os oper&aacute;rios e &eacute; entre os executantes de escolaridade superior que mais proliferam as situa&ccedil;&otilde;es     ]]></body>
<body><![CDATA[    de informalidade e flexibilidade, nomeadamente o falso trabalho aut&oacute;nomo. Um outro elemento &eacute; a confirma&ccedil;&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o entre o processo de precariza&ccedil;&atilde;o         e a emerg&ecirc;ncia do que se vem chamando de “gera&ccedil;&atilde;o <i>low cost</i>” (Chauvel,2008): as recompensas salariais dos jovens prec&aacute;rios situam-se abaixo da m&eacute;dia praticada para as mesmas fun&ccedil;&otilde;es em situa&ccedil;&atilde;o de contrata&ccedil;&atilde;o regular.     	<br/>         Tratando-se de uma amostra de jovens com inser&ccedil;&otilde;es desqualificadas, seria expect&aacute;vel que se confirmasse a frequ&ecirc;ncia de percursos de escolaridade curtos,         escolhas de cursos com reduzidas oportunidades no mercado de trabalho e trajet&oacute;rias dependentes do (fraco) n&iacute;vel de capital social. &Eacute; interessante         verificar como, no conjunto dos entrevistados, se chega &agrave; conclus&atilde;o que as redes familiares e de sociabilidade s&atilde;o absolutamente determinantes na obten&ccedil;&atilde;o         de emprego, em particular no caso dos jovens mais descapitalizados. As tend&ecirc;ncias de alongamento, complexifica&ccedil;&atilde;o e deslineariza&ccedil;&atilde;o dos percursos de         transi&ccedil;&atilde;o entre escola e trabalho s&atilde;o confirmadas por este estudo, sendo que &eacute; no setor dos servi&ccedil;os que aqueles s&atilde;o particularmente “longos, sinuosos e         diversos” (p. 68).         <br/>     ]]></body>
<body><![CDATA[    No que diz respeito &agrave; autonomia e aos rendimentos, o elemento que me parece mais expressivo &eacute; o da import&acirc;ncia da “fam&iacute;lia-provid&ecirc;ncia”. A rede de suporte         familiar, seja relativamente ao apoio econ&oacute;mico, ao aux&iacute;lio com tarefas dom&eacute;sticas e guarda de crian&ccedil;as, seja mesmo a ajuda em g&eacute;neros, &eacute; determinante nos         processos de autonomiza&ccedil;&atilde;o destes jovens. Trata-se aqui n&atilde;o apenas do adiamento da sa&iacute;da de casa dos pais, que &eacute; um dado recorrente – um estudo recente         revelava mesmo que cerca de 60% dos jovens adultos entre os 18 e os 34 anos vivem na casa dos seus pais (Eurostat, 2010) – mas ainda, neste caso, de um prolongamento da depend&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o aos ascendentes. Mesmo nas situa&ccedil;&otilde;es em que j&aacute; existe autonomia residencial, ela &eacute; dependente ou pelo menos apoiada pelos pais. Claro que, tamb&eacute;m neste dom&iacute;nio, a classe conta: as estrat&eacute;gias de autonomiza&ccedil;&atilde;o variam consoante a escolaridade, a situa&ccedil;&atilde;o contratual e a remunera&ccedil;&atilde;o, podendo este apoio familiar funcionar nalguns casos, como no das classes mais capitalizadas, como forma de prote&ccedil;&atilde;o num per&iacute;odo de espera por ofertas de emprego mais qualificadas ou mais satisfat&oacute;rias.         <br/>         &Eacute; porventura em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro que se verificam as maiores disparidades. Ele pode ser para alguns jovens, como assinala esta obra, “um horizonte fechado         a partir do qual n&atilde;o conseguem perspectivar um caminho ou possibilidades alternativas” (p. 110) ou pode ser, para outros, “um campo mais ou menos vi&aacute;vel e         realiz&aacute;vel de oportunidades” (<i>ibidem</i>). A op&ccedil;&atilde;o dos autores &eacute; criar uma tipologia de “proje&ccedil;&otilde;es cumulativas” – que passam pela mobiliza&ccedil;&atilde;o         estrategicamente orientada dos recursos que se possuem ou pela aquisi&ccedil;&atilde;o de novos recursos – e de “proje&ccedil;&otilde;es n&atilde;o cumulativas” – independentes de qualquer mobiliza&ccedil;&atilde;o de recursos. A maioria dos entrevistados formulam proje&ccedil;&otilde;es deste &uacute;ltimo tipo, sejam elas contingentes (“n&atilde;o posso ver o dia de amanh&atilde;, porque n&atilde;o sei”), orientadas para a imobilidade (prolongamento mais ou menos linear da situa&ccedil;&atilde;o em que se est&aacute;) ou para a descontinuidade (nomeadamente atrav&eacute;s de projetos de emigra&ccedil;&atilde;o). Este cap&iacute;tulo, que &eacute; o &uacute;ltimo do livro, permite perceber de que forma o tipo de reflexividade destes jovens &eacute; marcado pelo risco de perder o emprego, pelos imprevistos socioecon&oacute;micos, pela incerteza, pelo desgaste do quotidiano. Ou seja, como se situam nos ant&iacute;podas das teses mais entusiastas que fizeram a apologia da improvisa&ccedil;&atilde;o reflexiva do futuro e at&eacute; do suposto potencial libertador do trabalho flex&iacute;vel e do “modelo biogr&aacute;fico” no mundo laboral (estou a lembrar-me, por exemplo, de Giddens e mesmo de Beck).         <br/>     ]]></body>
<body><![CDATA[    Em Portugal, t&ecirc;m-se realizado, nos &uacute;ltimos anos, v&aacute;rios trabalhos importantes sobre a quest&atilde;o da precariedade laboral, com enfoques diferentes. O campo da         sociologia portuguesa tem produzido dados relevantes e reflex&otilde;es oportunas sobre este fen&oacute;meno. O livro <i>Jovens em Transi&ccedil;&otilde;es Prec&aacute;rias </i>&eacute; um momento         significativo deste percurso. Para quem, como eu, tem tentado refletir sobre o cruzamento entre as transforma&ccedil;&otilde;es no mundo do trabalho, o novo regime do         capitalismo marcado pela precariedade, a condi&ccedil;&atilde;o juvenil no nosso pa&iacute;s e as din&acirc;micas de a&ccedil;&atilde;o coletiva (movimentos e sindicatos), este livro agu&ccedil;a ainda         mais a vontade de uma investiga&ccedil;&atilde;o que tente desbravar este caminho. Com efeito, se a precariedade induz dificuldades crescentes de identifica&ccedil;&atilde;o e         mobiliza&ccedil;&atilde;o a partir do coletivo de trabalho, se quebra velhas solidariedades oper&aacute;rias, se se combina com a constru&ccedil;&atilde;o de <i>habitus </i>realistas e         conformistas em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro, a verdade &eacute; que, num contexto de agravamento do fosso entre a crescente escolariza&ccedil;&atilde;o da juventude e a frustra&ccedil;&atilde;o das         expectativas de mobilidade que essa maior qualifica&ccedil;&atilde;o poderia gerar, a precariza&ccedil;&atilde;o, a dificuldade de autonomiza&ccedil;&atilde;o, o alongamento e a complexifica&ccedil;&atilde;o das         transi&ccedil;&otilde;es para a vida adulta geram igualmente sentimentos de frustra&ccedil;&atilde;o e ressentimento que podem dar origem a fen&oacute;menos de a&ccedil;&atilde;o coletiva. O ano de 2011         demonstrou que a precariedade &eacute; n&atilde;o apenas uma condi&ccedil;&atilde;o laboral e social mas tamb&eacute;m uma categoria de mobiliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Assim sendo, como podem as     ]]></body>
<body><![CDATA[    ci&ecirc;ncias sociais contribuir para perceber os processos que produzem essa mobiliza&ccedil;&atilde;o? Como caracterizar as modalidades de a&ccedil;&atilde;o coletiva que t&ecirc;m sido         experimentadas? A partir de que identidades? Quais as diferencia&ccedil;&otilde;es e clivagens a que obedecem? Que narrativas e formas de classifica&ccedil;&atilde;o da realidade se     	<br/>         confrontam na descri&ccedil;&atilde;o desta realidade? Como reagem a ela as institui&ccedil;&otilde;es? Eis algumas outras quest&otilde;es que a sociologia pode e deve tomar como objeto do seu of&iacute;cio.     	</p>     	    <p>&nbsp;</p><b>     Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas 	</b>     <!-- ref --><p> 	ALVES, Nuno de Almeida; CANTANTE, Frederico; BAPTISTA, In&ecirc;s; CARMO, Renato Miguel do (2011), <i>Jovens em Transi&ccedil;&otilde;es Prec&aacute;rias. </i>    <i>Trabalho, Quotidiano e Futuro</i>, Lisboa, Mundos Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0872-3419201200020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> 	CHAUVEL, Louis (2008), “L’horizon obscurci des jeunes g&eacute;n&eacute;rations”, <i>in </i>St&eacute;phane Beaud, Joseph Confavreux e Jade Lindgaard (dir.),    <i>La France Invisible</i>, Paris, La D&eacute;couverte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0872-3419201200020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> 	EUROSTAT (2010), “51 million young EU adults lived with their parent(s)”, <i>in </i>Statistics in focus 50/2010. (Consult. a 14.01.2012). Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://www.epp.eurostat.ec.europa.eu" target="_blank">www.epp.eurostat.ec.europa.eu</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0872-3419201200020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>     OIT (2011), “Global Employement Trends for Youth update”. (Consult. a 29.01.2012).Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://www.ilo.org/" target="_blank">www.ilo.org</a> 	&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0872-3419201200020001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p 	>    <p><b>Notas</b></p>     <p>	     <a href="#top1">1</a><a name="1"></a> Licenciado em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Porto, Portugal). Doutorando em Rela&ccedil;&otilde;es de Trabalho, Desigualdades Sociais e Sindicalismo pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra/Centro de Estudos Sociais (Coimbra, Portugal). E-mail:    <a href="mailto:ziro_s@yahoo.com">ziro_s@yahoo.com</a> 	</p>     ]]></body><back>
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