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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Trabalho e educação de adultos em Portugal: uma perspetiva histórica de 1945 à Revolução dos Cravos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[On propose une interprétation historique de l’éducation des adultes au Portugal pendant les « 30 années glorieuses ». On signale des tendances internationales aussi bien que des singularités de la formation sociale portugaise. Cette période est traversée par des dynamiques d’éducation populaire dans un cadre socialement conflictuel.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[A historical interpretation is proposed on adult education in Portugal during the period of the “30 glorious years”. International trends and singularities of the Portuguese social formation are highlighted. Our goal is to overcome the reduction of education to the initiatives carried out by the State. The period in question is crossed by the dynamics of popular education in a context of social conflict.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Se propone una interpretación histórica de de la educación de adultos durante el período de los “30 Gloriosos”. Se señalan tendências internacionales y singularidades de la formación social portuguesa. Se pretende superar una reducción de la educación a las iniciativas protagonizadas por el Estado. El período en cuestión es atravessado por dinâmicas de educación popular en un marco de conflictividad social.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b> Trabalho e educação de adultos em Portugal:    uma perspetiva histórica de 1945 à Revolução dos Cravos</b></font> </p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b> Travail et éducation des adultes au Portugal    : de 1945 à la Révolution des Œillets</b></font> </p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b> Work and adult education in Portugal: from    1945 to the April Revolution</b></font> </p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b> Trabajo e educación de adultos: de 1945 a    la Revolutión de Abril</b></font> </p>     <p><b> Rui Canário</b> </p>     <p> Universidade de Lisboa </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endereço de correspondência</a><a name="topc0"></a>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b> RESUMO</b> </p>     <p> Propõe-se uma interpretação histórica da educação de adultos em Portugal no    período dos &ldquo;30 anos gloriosos&rdquo;. Assinalam-se tendências internacionais e singularidades    da formação social portuguesa. Pretende-se ultrapassar uma redução da educação    às iniciativas protagonizadas pelo Estado. O período em causa é atravessado    por dinâmicas de educação popular num quadro de conflitualidade social. </p>     <p> <b>Palavras-chave</b> : educação de adultos; trabalho; Portugal. </p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><b> RÉSUMÉ</b> </p>     <p> On propose une interprétation historique de l&rsquo;éducation des adultes au Portugal    pendant les « 30 années glorieuses ». On signale des tendances internationales    aussi bien que des singularités de la formation sociale portugaise. Cette période    est traversée par des dynamiques d&rsquo;éducation populaire dans un cadre socialement    conflictuel. </p>     <p> <b>Mots-clés</b> : éducation des adultes, travail, Portugal </p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><b> ABSTRACT</b> </p>     <p> A historical interpretation is proposed on adult education in Portugal during    the period of the &ldquo;30 glorious years&rdquo;. International trends and singularities    of the Portuguese social formation are highlighted. Our goal is to overcome    the reduction of education to the initiatives carried out by the State. The    period in question is crossed by the dynamics of popular education in a context    of social conflict. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b> Palavras-chave</b>: adult education; work; Portugal. </p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><b> RESUMEN</b> </p>     <p> Se propone una interpretación histórica de de la educación de adultos durante    el período de los &ldquo;30 Gloriosos&rdquo;. Se señalan tendências internacionales y singularidades    de la formación social portuguesa. Se pretende superar una reducción de la educación    a las iniciativas protagonizadas por el Estado. El período en cuestión es atravessado    por dinâmicas de educación popular en un marco de conflictividad social. </p>     <p> <b>Palabras clave</b> : educación de adultos; trabajo; Portugal </p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p> É por referência à &ldquo;Questão Social&rdquo;, central desde o século XIX, que pretendemos,    neste texto, analisar as relações que unem o trabalho e a educação, nomeadamente    de adultos, à conflitualidade social. Partimos de conceções largas dos conceitos    de <i>trabalho </i>e de <i>educação</i>. O trabalho é entendido como uma característica    definidora da pessoa humana, enquanto ser ontocriativo que se produz a si mesmo,    na sua relação com a natureza e com a sociedade (Konder, 2009). A educação é    percecionada &ldquo;como o conjunto das práticas educativas inerentes à totalidade    social&rdquo;, na síntese feliz de Sonia Rummert (2007:12), sobre os desenvolvimentos    de tradição marxista propostos por Gramsci. </p>     <p> A educação corresponde então a um processo de socialização que assume uma    orientação <i>heterónoma </i>quando a iniciativa parte do Estado, ou uma orientação    <i>autónoma</i>, quando a iniciativa pertence aos movimentos de cariz anti capitalista.    A orientação <i>heterónoma </i>representa a tentativa de instituir uma <i>lógica    de conformidade </i>com a ordem social, económica e política. A orientação <i>autónoma    </i>configura uma <i>lógica de rebeldia </i>orientada para a subversão da ordem    social, materializando-se num poderoso e diversificado movimento social em que    o conflito se institui como uma aprendizagem de novas formas de viver, alternativas    a uma sociedade baseada na produção de mercadorias (Canário, 2013). </p>     <p><b> &ldquo;Trinta anos gloriosos&rdquo;: desenvolver, qualificar, alfabetizar</b> </p>     <p> Na sequência do final da Segunda Guerra Mundial, o terceiro quartel do século    XX é marcado, a nível planetário, por um aumento exponencial e sistemático das    ofertas educativas dirigidas a públicos adultos (Bhola,1989). Este campo educativo    novo (Canário, 2003) foi impulsionado, a nível mundial pela Unesco, autonomizou-se    e ganhou identidade. Contrapondo-se nos métodos e nos fins à educação escolar    construiu e propôs uma nova visão global e integrada da educação que na viragem    da década de 60 viria a ser consubstanciada, no movimento da educação permanente    (Asún e Finger, 2001). Como sublinhou Celso Furtado (2006, p. 69) este período    tornou-se ímpar em termos de crescimento económico: &ldquo;Nos dois decénios compreendidos    entre 1950 e 1970, a taxa de crescimento médio anual das economias capitalistas    foi de 4,7 por cento (no segundo decénio ela alcançou 5,7 por cento) o que significa    uma velocidade duas vezes superior à que conheceram estes países no século anterior    a 1950.&rdquo; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Este ritmo de crescimento alimentou altos níveis de investimento na educação    para dar resposta às necessidades de qualificação da mão-de-obra e à formidável    tarefa dealfabetizar as populações do 3º Mundo. A vaga de descolonizações tornou    a educação (nomeadamente a alfabetização) uma ferramenta indispensável à construção    da unidade linguística, histórica e política dos novos Estados Nação. A teoria    do capital humano (Mesquita, 2000) servia de referência otimista para os elevados    investimentos em educação. </p>     <p> A emergência dos EUA como vencedores incontestados da Segunda Guerra Mundial    traduziu-se numa liderança americana da reconstrução da Europa e do Japão numa    nova ordem internacional com base em novos mecanismos de regulação política    (ONU) e económica (acordos de Bretton Woods) e a criação de instituições reguladoras    dos processos de integração económica supra nacional como são os casos do FMI,    do Banco Mundial e da OCDE). Os acordos de Ialta, a formação de pactos militares    (como a Nato) e a partilha do poder nuclear por um restrito número de países    ajudaram a configurar aquilo que se designou como &ldquo;guerra fria&rdquo;, correspondendo    a um equilíbrio na partilha de áreas de influência pelas duas grandes potências    mundiais (EUA e URSS). </p>     <p> As sociedades industriais avançadas, emergentes no pós-guerra, perseguiam    a Leste e a Oeste a mesma finalidade de acumulação rápida de capital (Aron,    1962), tornada possível pelo alargamento e integração dos mercados disponíveis.    Parecia realizável a velha utopia capitalista de um crescimento &ldquo;perpétuo&rdquo;,    sem crises cíclicas nem retrocessos. Por outro lado, alguns dados estatísticos    de natureza macroeconómica relativos ao período anterior à guerra indiciavam    uma articulação virtuosa entre o crescimento económico e a promoção da igualdade    (que não se viria a verificar) que abria um mundo de promessas (Piketty, 2014)    entre as quais se contava a progressiva aproximação dos países do 3º Mundo aos    índices económicos do mundo industrializado e rico (o que também não se viria    a verificar). Verificou-se, sim, nas palavras de Raymond Aron (1969), aquilo    que ele designou como &ldquo;desilusões do Progresso&rdquo;. </p>     <p> O otimismo reinante sobre as possibilidades do crescimento económico e das    suas consequências sociais instituiu o índice do PIB (Produto Interno Bruto)    como o principal indicador de sucesso e fundamento de uma ideologia do Desenvolvimento    que se afirmou como uma nova e etnocêntrica visão do mundo, construída e exportada    pelo Ocidente. A noção de desenvolvimento, que Edgar Morin qualificou como &ldquo;obscura,    incerta, mitológica e pobre&rdquo; (1984: 443) resistiu à erosão crítica a que foi    sujeita e chegou, pelo menos em termos retóricos, ao fim do século XX. Também    ainda segundo Morin o conceito de desenvolvimento teria constituído o &ldquo;grande    mito dos anos 50, seja sob a forma ‘capitalista&rsquo;, seja sob a forma ‘socialista&rsquo;,    o qual permitiria criar as verdadeiras condições para o pleno florescimento    da felicidade humana&rdquo; (1984:449). </p>     <p> A ideologia do desenvolvimento marcou não somente o campo económico, mas também    o campo educativo. A &ldquo;batalha&rdquo; da alfabetização foi concretizada globalmente    em campanhas massivas, conduzidas centralmente e de forma vertical, cujo êxito    foi muito limitado. Tinha como cimento ideológico a finalidade de superação    da dicotomia desenvolvimento/subdesenvolvimento que unia conflitualmente o Norte    e o Sul. A articulação linear entre alfabetização e desenvolvimento, largamente    tributária da teoria do capital humano, conduziu a equacionar o problema do    analfabetismo em termos de custos de produção e de competitividade (OCDE, 1993)    que definem uma abordagem economicista, e portanto redutora, deste facto social.    No entanto, foi no seio destas campanhas e no seio de movimentos de educação    popular (Sousa, 2007) que se afirmou uma crítica pedagógica à forma escolar    que deu identidade ao campo da educação e formação de adultos. Passar da &ldquo;leitura    da palavra&rdquo; à &ldquo;leitura do mundo&rdquo; reconduziu, sob a influência de Paulo Freire    (1975), a alfabetização para outros caminhos que anunciam um novo ciclo educativo.  </p>     <p><b> Estado Novo: da viragem industrialista à Revolução de Abril</b> </p>     <p> A segunda fase do regime fascista português corresponde ao período dos &ldquo;30    Anos Gloriosos&rdquo; que sucederam à II Guerra Mundial. Como assinala Fernando Rosas    (1994:419) é ilusória uma imagem de imobilismo e de estagnação que se lhe associa:    &ldquo;Sob a invisibilidade criada pela censura, pela ausência de liberdade, pelo    peso do conservadorismo dominante, a sociedade portuguesa iniciava um dos mais    profundos processos de mudança estrutural da sua história.&rdquo; </p>     <p> Iniciava-se um tempo em que o desenvolvimento económico e a educação viriam,    também em Portugal, a marcar a agenda política. A defesa do fomento da indústria,    bandeira de uma corrente industrialista liderada por Ferreira Dias, articula    a sua vertente desenvolvimentista com a defesa de políticas destinadas a aumentar    as qualificações de uma mão-de-obra caracterizada pelo analfabetismo. Em 1950    a percentagem de analfabetos era de 44% o que remetia o país para o último lugar    europeu (Nóvoa, 1990). Os &ldquo;novos rumos&rdquo; propostos teriam de ser simultaneamente    económicos e educativos. </p>     <p> Com efeito, como refere António Teodoro (2001:207) se o crescimento do PIB    tinha ficado pelos 0,8% entre 1900 e 1950, na década de cinquenta esse valor    seria de 4,1%. A articulação entre crescimento e medidas de política educativa    são explicitamente referidas no Parecer da Câmara Corporativa sobre a Reforma    do Ensino Técnico que assume &ldquo;o caráter indissociável da ligação entre a reforma    da indústria e a reforma do ensino&rdquo; (198), bem como no texto da Comissão de    Reforma do Ensino Técnico (final dos anos 40), onde se pode ler: &ldquo;Não poderá    em Portugal pensar-se em verdadeiro progresso técnico, em desenvolvimento económico    sério e estável (&hellip;) enquanto a percentagem de analfabetos for a que as estatísticas    desoladoramente continuam acusando&rdquo; (201). Por outro lado, idêntico desígnio    é explicitado no preâmbulo ao decreto-lei que em 1952 viria a instituir o Plano    de Educação Popular: &ldquo;(&hellip;) num país de expressiva percentagem de iletrados, torna-se    imperioso alargar, a todo o custo e por todos os meios, os benefícios da instrução    ao maior número possível de portugueses&rdquo; (Teodoro, 2001:201). </p>     <p> A conceção e execução dos Planos de Fomento acompanham as reformas educativas    nos anos 50 e 60, décadas em que Portugal se torna um país claramente industrial.    A viragem educativa estrutura-se em três momentos chave: a reforma do ensino    técnico de 1948, o Plano de Educação Popular (nas vertentes para jovens e de    combate ao analfabetismo dos adultos) e a política do ministro Leite Pinto que    se destacou pelo seu discurso e ação mobilizadores na defesa &ldquo;de uma educação    para todos enquanto condição do desenvolvimento económico&rdquo; (Teodoro, 2001, p.    197). Nesta lógica se inscreve o prolongamento da escolaridade obrigatória para    4 anos (em 1956) e 6 anos (em 1964). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Segundo António Nóvoa, as medidas reformistas da educação inscrevem-se numa    lógica de adaptação do regime às novas realidades emergentes do pós-guerra o    que não significou o abandono do uso da política educativa enquanto ação heterónoma    sobre as classes trabalhadoras, como ferramenta de doutrinação social: &ldquo;O Plano    de Educação Popular estava impregnado de uma forte carga ideológica mobilizadora,    tendo concitado a adesão dos grupos doutrinários do salazarismo. Mas o Plano    estava também contaminado por uma estratégia de investimento nos recursos humanos,    suscitando o apoio dos setores sociais e económicos empenhados na industrialização    do país.&rdquo; (Nóvoa,1990:478). </p>     <p> Estas orientações tiveram uma tradução direta no campo da educação de adultos    na dupla vertente da alfabetização e do incentivo à formação profissional. Em    ambos os domínios há uma clara influência dos órgãos internacionais que Portugal    passara a integrar, no contexto da &ldquo;guerra fria&rdquo;: a ONU que através da Unesco    influenciaria o tempo e o modo da Campanha Nacional de Alfabetização de Adultos    (1952-1956), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE)    da qual Portugal seria fundador e que teve importância decisiva na introdução    de metodologias de planeamento educativo, através do Projeto Regional do Mediterrâneo    e a criação, já nos anos 60, de um Gabinete de Planeamento da Ação Educativa    (GEPAE) no âmbito do Ministério da Educação. </p>     <p> No campo da educação de adultos, a Campanha Nacional de Educação de Adultos    (CNEA), como assinala Cristina Barcoso &ldquo;(&hellip;) estará ligada à ideia geral de que    o analfabetismo era um problema rapidamente resolúvel através do recurso a campanhas,    à semelhança do que era feito na América Latina e que a Unesco recomendava&rdquo;.    A CNEA teve como efeito de arrastamento a exigência de formar educadores de    adultos. Afirmou-se a especificidade pedagógica da educação dos adultos, relativamente    à educação das crianças, devendo apelar-se &ldquo;(&hellip;) a práticas pedagógicas centralizadas    na figura do aluno, partindo das suas experiências de vida&rdquo; e recorrendo &ldquo;à    diversificação de recursos educativos, onde o cinema, a rádio e as visitas de    estudo têm especial relevância&rdquo; (Barcoso, 2002:126). </p>     <p> Ainda nos anos 50 se inicia a execução de um Plano de Formação Social e Corporativa    (PFSC, 1956-1962) que se assume como uma &ldquo;cruzada corporativa&rdquo; que se terá apoiado,    nas palavras de Veiga de Macedo na sua tomada de posse como ministro das Corporações    e Previdência Social, numa &ldquo;catequese individual, em que o entusiasmo e a inteligência    robusteçam a fé dos que já creem e galvanizem e convençam os incrédulos ou os    menos esclarecidos&rdquo;, citado por Albérico Costa (2008, p. 71). Segundo este autor,    estamos em presença de uma intervenção ambiciosa nos planos educativo (instrução,    formação profissional) e ideológico que perseguia &ldquo;(&hellip;) o paraíso terrestre do    equilíbrio entre as classes, a paz e a concórdia entre o capital e o trabalho    arbitrada pela elite iluminada&rdquo; (Costa, 2008:76). </p>     <p> No que respeita à formação profissional e respetivo investimento no capital    humano, neste Plano se filia a criação, em 1962, do Fundo de Desenvolvimento    da Mão-de-Obra (FDMO), com o apoio de técnicos da OCDE, que nos seus três primeiros    anos de existência e de forma praticamente exclusiva, se vai consagrar ao desenvolvimento    de uma política de Formação Profissional Acelerada, baseada numa rede de centros    próprios e de centros protocolares, a funcionar em empresas e autarquias (Costa,2008:223).    Este modelo de Formação Profissional Acelerada é importado de França e constitui    um antecedente do que viria a ser o Instituto de Emprego e Formação Profissional    (IEFP) (Cardim, 2005). A CNEA e o PFSC evidenciam o entrelaçamento da lógica    desenvolvimentista e da lógica doutrinária na ação educativa heterónoma do Estado    Novo, tendo em vista produzir legitimidade e conformidade com a ordem social,    económica e política. </p>     <p><b> Resistência e Educação Popular</b> </p>     <p> É, contudo, possível referenciar elementos de uma ação educativa autónoma    das classes trabalhadoras, perseguindo finalidades de emancipação social, no    quadro dos movimentos de Resistência ao fascismo. Recorro a trabalhos por mim    realizados relativos a processos de aprendizagem nas prisões políticas (Canário,    2008) e sobre a riqueza educativa do movimento de associativismo popular (Canário,    2009). </p>     <p> Partindo da exploração de um <i>corpus </i>documental constituído por memórias    de presos políticos durante o regime fascista é possível evidenciar como numa    situação limite (prisão, isolamento, tortura) se afirmam a &ldquo;liberdade&rdquo; e a &ldquo;autonomia&rdquo;    dos aprendentes. O tempo de prisão não é um período de inação, mas sim um tempo    de trabalho e de liberdade que definem o aprender como uma atividade <i>autónoma</i>.  </p>     <p> A colónia penal do Tarrafal (em Cabo Verde) permanece na memória coletiva    como a que mais simboliza a repressão fascista. Contudo, foram os prisioneiros    que a alcunharam de &ldquo;Universidade do Tarrafal&rdquo;. Leia-se o depoimento extraído    das memórias do &ldquo;tarrafalista&rdquo; Cândido de Oliveira (1974:68) que descreve o    funcionamento de um regime de cursos livres em áreas tão diversas como português,    línguas estrangeiras, matemática, filosofia, história, literatura, ciência política:    &ldquo;A regência desses cursos tem estado a cargo dos presos mais cultos (&hellip;) que    por aí têm passado. Tão notáveis resultados têm sido obtidos que alguns dos    primitivos alunos, cultivados de forma notabilíssima, se transformaram depois    em professores. No Tarrafal funciona, ou tem funcionado, uma pequena universidade    plebeia de proletários, de antifascistas, realizando uma obra verdadeiramente    surpreendente.&rdquo; </p>     <blockquote> Por essa &ldquo;universidade&rdquo; passou o histórico dirigente comunista Manuel    Rodrigues da Silva, aprendiz de serralheiro aos 13 anos de idade, com estudos    rudimentares realizados à noite, e que, como conta um companheiro de cela no    Aljube (Ricardo,1991:179): &ldquo;Sabia economia, matemática, filosofia, francês,    traduzia do italiano e redigia com elegância. Dispunha de uma grande cultura    geral, fruto de um aturado e persistente autodidatismo.&rdquo; </blockquote> As prisões políticas funcionaram como uma &ldquo;escola&rdquo;, em que o tempo de prisão era  encarado como um tempo a consagrar ao estudo e à aprendizagem. O trabalho educativo  realizado em situação prisional colocava como pares pessoas com pontos de partida  e níveis de conhecimento muito diferentes, o que permitia a reversibilidade dos  papéis educativos. As mesmas pessoas podiam ser, alternada e simultaneamente,  &ldquo;professores&rdquo; e &ldquo;alunos&rdquo;. Esta reversibilidade exprimia e era tornada possível  pelas formas de organização adotadas pelos presos e fundadas na democracia e na  igualdade.      ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p> Além de conhecimentos &ldquo;escolares&rdquo; podem ser dados como exemplos de aprendizagem:    a comunicação de cela para cela através de batidas na parede; a produção de    informação no interior da cadeia através de imprensa clandestina; a produção    e envio, para o exterior, de textos políticos e até de imprensa clandestina    produzida em tipografia dentro da prisão; a preparação e execução de fugas individuais    e coletivas. As prisões políticas funcionaram assim como alfobre de quadros    políticos que alimentaram a resistência e a situação revolucionária pós 25 de    Abril. </p>     <p> Também o movimento de associativismo popular, que remonta ao nascimento do    operariado, nos meados do século XIX, se articulara com modalidades de educação    autónoma, ganhando particular relevância em zonas de rápida urbanização e industrialização,    caracterizadas por uma forte concentração operária. </p>     <p> Uma dessas zonas privilegiadas de articulação entre associativismo e educação    popular é o concelho de Almada (face a Lisboa, na margem sul do Tejo) cujo associativismo    é, ao mesmo tempo uma fortíssima tradição e o seu principal traço identitário.    A importância do associativismo popular está bem documentada numa obra publicada    pela Câmara Municipal de Almada (Abreu e Branco, 1984:377/8) da qual retiramos    informação do depoimento de um histórico militante e dirigente associativo (Alfredo    Castanheira). </p>     <p> Segundo o seu testemunho, as associações e coletividades populares instituíram-    se como espaços de liberdade onde se promovia a distração, a aprendizagem, a    discussão e transmissão de ideias, através de uma gama tão variada de atividades    como: cursos de alfabetização; cursos de línguas (incluindo o esperanto); cursos    de corte e costura; conferências; sessões de cinema; bailes; grupos corais;    aulas e cursos de música; teatro; exposições de artes plásticas; concertos,    com bandas filarmónicas, orquestras sinfónicas e orquestras de salão. O florescimento    desta riquíssima tradição associativa fica a dever-se, sobretudo, à necessidade    de encontrar respostas de convívio, instrução e de solidariedade por parte de    duas grandes categorias de trabalhadores cuja presença era marcante no concelho:    os da construção naval e os corticeiros.      <p> </p> A tímida abertura política que marcou o pós-guerra, com a derrota dos nazis e  fascistas, foi aproveitada pelas associações populares para consolidarem a sua  influência e para o desenvolvimento de atividades de resistência política ao regime,  o que viria a acentuar-se na década de 60. A partir de informação sistematizada  sobre o movimento associativo popular em Almada (Museu da Cidade, 2007:72), é  possível assinalar um crescimento quantitativo importante de 46 novas associações,  traduzindo novas realidades demográficas, sociais e económicas com reflexo no  aparecimento de novos espaços associativos: por exemplo o Clube Lisnave ou o Grupo  Popular de Trabalhadores dos CTT de Almada. Neste período consolidam-se associações  de cultura e recreio mais antigas e criam-se comissões culturais dinamizadas por  jovens que se instituem como &ldquo;espaços culturais de esclarecimento e mobilização  ideológica contra o regime&rdquo;.      <p></p>     <p> Durante as eleições legislativas de 1969, diversas associações abrem as suas    sedes à realização de comícios da Oposição Democrática, num desafio direto ao    regime da ditadura. Não é, portanto, surpreendente que as sociedades e coletividades    de cultura, recreio e consumo constituíssem um &ldquo;alvo social&rdquo; privilegiado da    vigilância e da repressão exercidas pela polícia política (Pide/DGS), que incidiam    com particular relevância nas associações populares das zonas operárias da margem    sul do Tejo, incluindo naturalmente Almada (Pimentel, 2007:260). A educação    popular estava indissoluvelmente ligada à luta política pela emancipação do    trabalho. </p>     <p><b> Revolução de Abril e dinâmicas educativas</b> </p>     <p> Durante o período revolucionário do 25 de Abril puderam tomar forma novos    tipos de relações sociais e novos modos de organização social e de exercício    do poder, materializados na criação generalizada de <i>comissões </i>em bairros,    aldeias, empresas, escolas e quartéis. Este poderoso movimento popular constituiu    um imenso e dinâmico processo coletivo de aprendizagem para milhões de trabalhadores,    através da sua participação em múltiplas formas políticas de luta, de debate    e de decisão. Um observador credenciado, Rui Grácio (1995), descreveu esse período    como um momento ímpar da cidadania em ato. O período revolucionário de 1974/75    representou, pelo protagonismo das classes trabalhadoras, um <i>período de ouro</i>,    em termos de educação de adultos. A ação educativa autónoma dos trabalhadores    (corrente da &ldquo;educação popular&rdquo;) coexistiu com iniciativas educativas heterónomas,    da iniciativa do Estado (corrente educativa da &ldquo;alfabetização&rdquo;) (Stoer, 1986).  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b> Educação e órgãos de &ldquo;poder popular&rdquo;</b> </p>     <p> As Comissões de Trabalhadores que nasceram e se multiplicaram nas empresas    são a expressão da iniciativa democrática e autónoma dos assalariados. Não representam    nenhuma novidade histórica, inscrevendo-se na continuidade de tradições de formas    de luta e de organização do movimento operário cuja ilustração mais clássica    são os sovietes na revolução russa. Sobre esta matéria tive a oportunidade de    evidenciar as dimensões educativas da ação desenvolvida pelos trabalhadores,    nas empresas, através de comissões eleitas em plenário e revogáveis a todo o    momento (Canário, </p>     <p> 2008a) Como sublinhou Maurício Tragtenberg (2007:135), a produção de mudanças    sociais profundas e qualitativas implica &ldquo;auto-organização&rdquo; e &ldquo;órgãos autónomos&rdquo;    que &ldquo;emergem do processo da ação direta de todos os assalariados&rdquo;. Esta conceção    do processo de emancipação social permite encará-lo, na sua dimensão educativa,    como um processo coletivo de aprendizagem que é inerente ao ser humano e está    presente em todas as dimensões da vida social. </p>     <p> Por outro lado, a crise habitacional herdada do fascismo deu origem a um amplo    movimento de massas, protagonizado pelas Comissões de Moradores no quadro do    processo revolucionário. Através delas o povo apropriou-se dos espaços urbanos,    reconfigurando-os (Canário, 2014). O problema habitacional não era novo e a    luta dos moradores também não. A ocupação de casas por moradores pobres tem    antecedentes na fase da ditadura: em Maio de 1970, cerca de meia centena de    famílias que moravam em barracas ocuparam um conjunto de casas no Bairro do    Bom Sucesso, em Odivelas (Vários, 1972). As lutas protagonizadas pelos moradores    no pós-25 de Abril representaram, na sociedade portuguesa, a aprendizagem, por    parte das classes trabalhadoras, de formas alternativas de viver na cidade e    de a transformar. Como afirma Rodrigues (1999), para lá dos objetivos mais imediatos    de melhorar as condições de alojamento, a luta dos moradores tinha um horizonte    muito mais largo que englobava a luta por instituir modos de vida solidários,    bem como o acesso generalizado aos bens culturais. </p>     <p> Sendo no espaço urbano que se organiza a reprodução social do trabalho, a    sua estrutura projeta no espaço físico e social as relações da sua própria formação    social (capitalista). É a própria natureza dessa formação social que é posta    em causa e provisoriamente superada através das lutas dos moradores que assumem    o direito à palavra e ensaiam modos de gestão urbana baseados no auto governo    e na democracia direta. Como refere Dows e outros (1978:13) criam-se novas formas    e modalidades de informação e de comunicação: &ldquo;O panfleto, o comunicado, o discurso    de rua, o grupo que discute animadamente em pleno bairro e em todos os pontos    de encontro que a cidade oferece, o meeting na praça ou na fábrica, o cartaz    e o mural, as reportagens diretas ou os filmes sobre greves, ocupações, manifestações,    etc&hellip; em que são os próprios participantes que comunicam os seus pontos de vista    e explicam os seus problemas&rdquo;. </p>     <p> Ao mesmo tempo que se organizam por bairro (prédio, ou rua), os moradores    aprendem a coordenar as suas ações com outras unidades congéneres. Num primeiro    momento criam-se ligações horizontais com outras comissões de moradores que,    no caso de Setúbal, viriam a dar origem a um órgão de coordenação ao nível da    cidade, e à interligação das comissões de moradores com as comissões de trabalhadores,    as comissões de soldados e a ligação direta da cidade ao campo através da compra    direta a trabalhadores organizados em cooperativas agrícolas. A articulação    entre as lutas dos moradores e das unidades militares próximas viria a dar impulso    à organização revolucionária dentro dos quartéis (Vários, 1972; Domingos, Gago    e Matos, 1977). Segundo Dows e outros (1978:58), as Comissões de Moradores,    nomeadamente no caso de Setúbal, corresponderam à base organizativa de um movimento    social que se &ldquo;desenvolveu até ao ponto de constituir um verdadeiro <i>duplo    poder </i>ao nível da cidade&rdquo;, como é referido por Raquel Varela (2014: 253)    que indica o final de 1974 e os primeiros meses de 1975 como o período temporal    em que emergem os órgãos de coordenação dos movimentos de moradores. </p>     <p> <b> Estado e iniciativas heterónomas</b> </p>     <p> <br/>   Como ações mais significativas da ação educativa heterónoma do Estado retemos    a Campanha de Dinamização Cultural conduzida pelo MFA; o Programa SAAL (Serviço    Ambulatório de Apoio Local) da iniciativa dos Governos Provisórios; e, finalmente,    o Programa de Ação da DGEP (Direção Geral da Educação Permanente) no período    de nove meses correspondentes à vigência do VI Governo Provisório (Canário,    2015). </p>     <p> A Campanha de Dinamização Cultural do MFA Como informa o Boletim do Movimento    das Forças Armadas (Ferreira,1975:413), durante o período revolucionário desenvolveu-se    e estendeu-se a todo o país a &ldquo;Campanha de Dinamização Cultural e Esclarecimento    Cívico&rdquo; como imperativo de &ldquo;ir ao povo&rdquo; numa missão de denúncia e esclarecimento,    quer do que fora o regime ditatorial, quer das razões do 25 de Abril. No âmbito    desta campanha, realizaram-se cerca de 2000 sessões, &ldquo;aproveitando-se a existência    de Regiões Militares que mobilizaram as suas unidades para o efeito&rdquo;. O ponto    de partida para esta intervenção era um diagnóstico muito sombrio sobre uma    realidade &ldquo;triste e desoladora&rdquo; do país, onde impera o &ldquo;obscurantismo, o analfabetismo,    o atraso social, a doença, a miséria, ou seja, o conjunto de formas através    das quais não há um mínimo de dignidade humana&rdquo; (420). Como nota Luísa Oliveira    (2004:19), esta campanha inscreve-se num conjunto de experiências históricas    de &ldquo;idas ao povo&rdquo; cuja matriz remonta ao populismo russo. Na sua génese, a organização    e execução da Campanha de Dinamização Cultural assenta numa conceção vanguardista    do MFA que transpõe para a &ldquo;metrópole&rdquo; a Ação Psicossocial utilizada na guerra    colonial. Segundo Salgado Matos, citado por Sónia Almeida (2009:86), &ldquo;estas    campanhas eram a aplicação a Portugal dos métodos de guerra psicológica usados    na Guerra Colonial&rdquo;. </p>     <p> A Campanha de Dinamização Cultural foi tutelada pela 5ª Divisão do Estado    Maior das Forças Armadas e terminou com o golpe militar de 25 de Novembro de    1975, embora algumas equipas possam ter permanecido no terreno até 1976 (Almeida,    2009). A perspetiva paternalista e redentora que preside a esta iniciativa de    dinamização cultural está bem expressa quando se apresenta como fundamento a    dificuldade decorrente da inexistência de &ldquo;veículos transmissores da ideologia    revolucionária&rdquo;, que por sua vez se conjuga com a necessidade de &ldquo;rapidamente    arrastar as camadas mais imobilistas e tradicionais e condicionadas pelos fatores    de obstrução tradicionais&rdquo; (Correia, sd:9). Traduzindo-se num claro insucesso,    é possível, num balanço &ldquo;<i>a posteriori&rdquo;</i>, admitir a hipótese de esta Campanha    ter tido efeitos perversos, funcionando numa lógica de vacina e não de inculcação    dos ideais revolucionários. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b> Programa SAAL: uma aliança entre arquitetos e moradores</b> </p>     <p> O Serviço de Apoio Ambulatório Local (SAAL) instituiu-se como um corpo técnico    especializado destinado a apoiar as iniciativas de populações mal alojadas,    no sentido de colaborarem na transformação dos próprios bairros (M. Coelho,    1986). Através da memória dos moradores, foi recuperada em obra recente (Baía,    2012) a experiência de interação entre o SAAL e a dinâmica dos movimentos autónomos    dos moradores no Bairro da Relvinha, em Coimbra. Trata-se de um caso que ilustra    particularmente bem como o processo de intervenção se articulou com o movimento    de moradores numa ação que interliga o direito à habitação com o direito à cidade:    &ldquo;No Bairro da Relvinha, segundo os informantes, a relação [entre técnicos e    moradores] foi fraterna e o arquiteto cedeu quanto às alterações propostas pelos    moradores ao projeto inicial. Reciprocamente os moradores aceitaram o projeto,    que já incluía as propostas de alteração.&rdquo; (Baía, 2012:123) Segundo o testemunho    de um morador do Bairro da Relvinha, a &ldquo;luta pela construção das casas&rdquo; envolveu    profundamente os moradores: &ldquo;As pessoas a meter tijolo, mulheres, crianças,    toda a gente ali a ajudar, foi lindo (&hellip;). Foi uma envolvência muito grande.    Festas que se fizeram. Foi um dos momentos mais bonitos da história do Bairro    da Relvinha.&rdquo; (Baía, 2012:127). </p>     <p> Assim se institui um processo de criação que se define como uma aprendizagem    recíproca. Tal como nos relata um morador, &ldquo;eles aprenderam connosco e nós aprendemos    com eles&rdquo; (Baía, 2012:136). Numa síntese feliz, João Baía (2012:168) defende    que o tempo do processo revolucionário representou nos bairros um tempo de &ldquo;esperança    e de sonho&rdquo;, por oposição ao &ldquo;silenciamento e ao medo&rdquo; característicos da ditadura    e à &ldquo;desilusão e pessimismo&rdquo; que marcam o período posterior à chamada &ldquo;normalização&rdquo;    política que pôs fim ao período revolucionário. </p>     <p> Em contraste com o modo clássico, a Leste e a Ocidente, de produção de habitação    social com base numa racionalidade decidida no interior do aparelho de estado,    procurava-se no processo SAAL &ldquo;romper o alheamento dos moradores em relação    a [um] processo de decisão que lhes diz respeito&rdquo; (Portas, 1986:639). Por oposição    à estratégia de deslocalização dos moradores para novos bairros, o programa    SAAL baseou-se no reconhecimento do seu direito à permanência nos locais de    habitação, com a melhoria das respetivas condições. Estava em causa, também,    a escolha de uma metodologia de planeamento habitacional feita &ldquo;de baixo para    cima&rdquo;, ou seja, partindo &ldquo;dos bairros para a totalidade da cidade&rdquo; (Portas,1986:641).  </p>     <p> Como refere Brochado Coelho (1986:657), o programa SAAL correspondeu a uma    resposta do aparelho de estado à pressão dos movimentos de moradores que mantiveram    a iniciativa com base na criação de formas organizativas próprias: &ldquo;O poder    central e a classe política que o habitou não mais fizeram do que aguentar um    processo que os excedeu e contrariou&rdquo;. A espontaneidade, a criatividade e a    autonomia dos moradores foram os fatores que permitiram manter as forças partidárias    como exteriores à sua condução, durante grande parte do processo revolucionário    (Brochado Coelho, 1986: 659). Como corrobora Margarida Coelho, os movimentos    populares pressionaram o aparelho de estado, forçando a sua modificação, o que    justifica que o SAAL possa ser encarado como &ldquo;uma rutura no Aparelho de Estado&rdquo;.    Esta rutura só foi possível porque a intervenção urbana coincidiu com uma dinâmica    transversal de aprendizagem inerente a uma relação original entre técnicos e    moradores que propiciou &ldquo;uma democratização da racionalidade técnica&rdquo; (Brochado    Coelho:628/89). Segundo Delfim Sardo (2014:28), entre outras competências, pedia-se    aos técnicos das brigadas SAAL que fossem &ldquo;pedagogos sociais&rdquo; que &ldquo;escutassem    as populações e os seus anseios&rdquo;, integrando-os em projeto, e nesse sentido    fizessem uma outra arquitetura em que &ldquo;a encomenda arquitetónica é realizada    pelos moradores&rdquo; organizados em comissões ou associações legalmente constituídas    &ldquo;num processo de mútua aprendizagem&rdquo;. Os arquitetos intervieram nos bairros    e essa intervenção modificou-os. </p>     <p> Os movimentos de moradores &ldquo;sem mestres nem chefes&rdquo; (Santos, 2014), ou seja,    autónomos, tiveram uma importância determinante, quer &ldquo;para as arquiteturas    produzidas no âmbito do SAAL, quer para a sequência de circunstâncias posteriores    que conduziram à divulgação e à internacionalização da arquitetura portuguesa    contemporânea&rdquo; (Bandeirinha, 2014:46). No caso do programa SAAL, a heteronomia    do Estado tornou-se virtuosa na justa medida em que se interligou com projetos    protagonizados e autogeridos pelos moradores. Essa pode ter sido, nas palavras    de Delfim Sardo (2014, p. 37), &ldquo;a utopia pragmática mais urgente e poética da    Revolução&rdquo;. </p>     <p> <b> DGEP: a aposta na autogestão da educação de adultos</b> </p>     <p> Esta experiência inscreve-se num período muito curto (nove meses de duração    entre outubro de 1975 e julho de 1976) de grande protagonismo da DGEP (Direção    Geral de Educação Permanente) que, nas intenções dos seus responsáveis, deveria    corresponder a uma fase de pesquisa e experimentação conducente à elaboração    de um plano de atividades. Pretendia-se implantar no terreno uma parceria entre    &ldquo;a iniciativa pública e a iniciativa popular&rdquo;. Esta modalidade de intervenção    educativa heterónoma do Estado iniciou-se na vigência do VI Governo Provisório    e conheceu um fim abrupto com a entrada em funções do I Governo Constitucional    (Melo e Benavente:1978). </p>     <p> Num texto escrito vinte anos depois, Alberto de Melo exprime o seu sentimento    de frustração por não ter sido dada continuidade a uma política que ensaiava    os seus primeiros passos: ela foi posta de lado porque, no entendimento dos    governos subsequentes, esta proposta de ação foi considerada &ldquo;demasiado ‘terceiro  </p>     <p> – mundista&rsquo; para um país que preparava a sua candidatura à Europa Comunitária&rdquo;    (Melo, 2012:313). Nesse mesmo texto, o autor reconhece a importância decisiva    da influência do pensamento e da prática de Paulo Freire com cuja &ldquo;clara inspiração&rdquo;    &ldquo;se lançou nessa altura um programa público de apoio à Educação Popular.&rdquo; (313).    A outra e principal força inspiradora da ação da DGEP foi o poderoso movimento    social e político protagonizado por órgãos populares de base que constituíram    uma rede abrangendo cooperativas, associações populares, empresas em autogestão,    comissões de moradores, etc. No interior desta rede, &ldquo;as atividades de caráter    cultural e educativo ocuparam um lugar de eleição. Praticamente todos estes    grupos constituíram um comité cultural ou incluíram iniciativas culturais e    educativas nos seus planos de ação.&rdquo; (Melo, 2012: 383). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Tentando criar os fundamentos para uma nova forma política de agir por parte    da administração Pública, a DGEP procurou &ldquo;colocar o aparelho de Estado ao serviço    do cidadão&rdquo;, assumindo a postura de apoiar e facilitar o desenvolvimento da    ação instituinte e inovadora dos órgãos populares de base, respondendo às suas    solicitações e rompendo assim com uma administração tradicionalmente autoritária,    vertical e centralizadora (Melo, 2012). O projeto de intervenção protagonizado    pela DGEP em 75/76, apesar do seu caráter efémero e da sua concretização muito    parcial, representou por parte do Estado a primeira tentativa séria de organizar    um subsetor do sistema educativo (educação de adultos) numa perspetiva de educação    permanente. Como lucidamente reconheceram os responsáveis, a conceção e perspetiva    de enraizamento de uma política pública ao serviço das iniciativas populares    só terá condições mínimas de sucesso &ldquo;se tiver um apoio forte e constante do    exterior do seu próprio ministério, apoio das associações de educação popular,    das estruturas municipais eleitas, dos sindicatos, etc.&rdquo; (Melo e Benavente,    1978:17). Quer isto dizer que a ação desenvolvida pela DGEP era indutora e facilitadora    do desenvolvimento de atividades educativas populares marcadas pela autonomia,    mas só pôde ter existência e significado num contexto social e político em que    os órgãos populares de base continuaram a manter alguma vitalidade, mesmo depois    do golpe militar de 25 de Novembro de 1975. </p>     <p> <b> Anos 70: a década da Educação Permanente</b> </p>     <p> Nos anos 70, as políticas e práticas educativas, quer de iniciativa estatal,    quer de iniciativa popular, foram inequivocamente marcadas à escala do planeta    pelo referencial da educação permanente, através da liderança institucional    da Unesco. O início da década fica assinalado, em Portugal, pela criação de    uma Direção Geral de Educação Permanente, com competências no âmbito da &ldquo;educação    extraescolar e as atividades de promoção cultural ou profissional, tendo nomeadamente    em conta a população adulta&rdquo; (Belchior, 1990:47). </p>     <p> O final da década fica marcado pela aprovação da Lei 3/79 por unanimidade    da Assembleia da República. Esta lei incumbe o governo de elaborar um Plano    Nacional de Alfabetização e Educação de Adultos (PNAEBA), criando para o efeito    um Conselho Nacional de Alfabetização e Educação de Adultos. À DGEP era atribuído    o papel de &ldquo;participar na formulação da política educativa numa perspetiva de    educação permanente&rdquo; (Belchior, 1990:53). O relatório síntese (Portugal, 1979)    representa um documento historicamente importante na medida em que consagra    as orientações doutrinárias da Unesco em matéria educativa. A educação de adultos    é encarada como a &ldquo;linha motriz na transformação de todo o sistema de ensino    segundo as exigências da educação permanente e o ideal da sociedade educativa&rdquo;    (Canário, 2007:233). </p>     <p> Com o PNAEBA encerra-se um ciclo educativo que tem como origem o movimento    revolucionário do 25 de Abril. Na revista &ldquo;Éducation Permanente&rdquo; de Março-Abril    de 1977, publica-se um artigo que dá conta das dinâmicas de educação popular    em Portugal. O título do artigo sintetiza o que foi o espírito da época, &ldquo;A    educação de adultos será obra dos próprios adultos&rdquo; (Melo, 1977), estabelecendo    uma clara articulação entre a educação popular e a emancipação social do trabalho.  </p>     <p> A partir de 1976, o primeiro Governo Constitucional assumiu uma política de    &ldquo;normalização&rdquo; que se traduziu na &ldquo;interrupção abrupta das ações estatais no    domínio da educação de adultos&rdquo;. No entanto, essa ausência não significou o    desaparecimento de uma dinâmica de educação popular com base no associativismo    popular. É entre 1976 e 1978 que têm lugar os Encontros Nacionais de Associações    e Animadores e se inicia a publicação da revista &ldquo;Intervenção&rdquo; que vai perdurar    até 1983. As práticas de educação de adultos aparecem como o resultado e a aposta    dos movimentos associativos (Silva, 1990), que mantiveram presença marcante    até ao final da década. </p>     <p><b> Algumas notas de síntese</b> </p>     <p> Na abordagem que realizámos, a tomada em consideração da existência de práticas    educativas <i>autónomas</i>, por parte das classes trabalhadoras, permite ultrapassar    uma visão &ldquo;estadocêntrica&rdquo; que reduz o campo da educação á iniciativa protagonizada    pelo Estado. A delimitação temporal que propomos torna mais claras quer as ruturas    quer as continuidades que marcam a ditadura fascista e a democracia pós 25 de    Abril. Procedendo a uma análise que engloba os dois períodos torna-se possível    que ambos lancem, reciprocamente, iluminações de sentido. Em termos historiográficos    trata- se de ultrapassar o modo como através das lentes, quer do regime fascista,    quer do campo político da oposição, interiorizámos perspetivas muito enviesadas    do que foi a Primeira República. O mesmo é válido para os estereótipos de análise    da &ldquo;longa noite fascista&rdquo;. Não é pertinente afirmar de modo taxativo que no    regime fascista inexistiu a educação de adultos. Assim como também não é exato    que o movimento associativo popular, que remonta à Monarquia, e não à Primeira    República, tenha sofrido um eclipse durante o período do fascismo. A escolha    do período dos &ldquo;Trinta Anos Gloriosos&rdquo; como unidade de análise favorece a ultrapassagem    de uma visão imobilista e homogénea do regime fascista, recolocando-o num contexto    internacional do qual não está obviamente isolado. As grandes tendências de    evolução observadas à escala mundial, ao nível económico, social, político e    educativo estão também presentes e ajudam à inteligibilidade do regime, dos    seus conflitos internos e das suas dinâmicas de transformação. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b> Referências bibliográficas</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> ABREU, Carlos e BRANCO, Francisco (1984). <i>O associativismo tradição e arte    do povo de Almada</i>. Almada: Câmara Municipal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344252&pid=S0872-3419201800030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> ARON, R. (1962). <i>Dix-huit leçons sur la société industrielle</i>. Paris    : Gallimard.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344254&pid=S0872-3419201800030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> - (1969). <i>Les désillusions du progrès. </i> <i>Essai sur la dialectique    de la modernité</i>. Paris : Gallimard.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344256&pid=S0872-3419201800030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> ASÚN, J.M. e Finger, Mathias (2001). <i>A educação dos adultos numa encruzilhada</i>.    Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344258&pid=S0872-3419201800030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> BAÍA, João (2012). SAAL e Autoconstrução em Coimbra. Memórias dos moradores    do Bairro da Relvinha 1954-1976. Coimbra: 100Luz &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344260&pid=S0872-3419201800030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> BANDEIRINHA, José António (2014). SAAL 1974-2014: Por uma arquitetura. In:    <i>Arquitetura e participação</i>. Porto: Casa de Serralves, 43-64 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344261&pid=S0872-3419201800030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> BARCOSO, Cristina (2002). <i> O Zé Analfabeto no cinema. O cinema na Campanha    Nacional de Educação de Adultos de 1952 a 1956 </i> . Lisboa, Educa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344262&pid=S0872-3419201800030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> BHOLA, H. S. (1989). <i>Tendances et perspectives mondiales de l&rsquo;éducation    des adultes. </i> Paris, Unesco. </p>     <!-- ref --><p> CANÁRIO, Rui (2003). <i>Educação de adultos: um campo e uma problemática</i>.    Lisboa: Educa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344265&pid=S0872-3419201800030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> - (2007). Aprender sem ser ensinado. A importância estratégica da educação    não formal. In: CNE. <i>A</i> </p>     <p> educação em Portugal (1986-2006). Alguns contributos de investigação. Lisboa:    CNE. </p>     <!-- ref --><p> - (2008). A educação e o movimento popular do 25 de Abril. In: Canário, Rui    (Org.). <i>Educação popular e movimentos sociais</i>. Lisboa: Educa, 11-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344269&pid=S0872-3419201800030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p> - (2008a). Movimentos sociais e educação popular. Lutas nas empresas em Portugal,    após o 25 de Abril. Perspetiva, v. 6, 1, 19-39 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344271&pid=S0872-3419201800030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> - (2009). Associativismo e educação popular. In: Canário, Rui e Rummert, Sónia    (Orgs.). <i>Mundos do trabalho e aprendizagem</i>. Lisboa: Educa, 113-154 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344272&pid=S0872-3419201800030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> - (2013). Educação popular e &ldquo;Questão Social&rdquo; na modernidade europeia. In:    Strecht, Danilo R. e Esteban, Maria Teresa (orgs.). <i>Educação popular. Lugar    de construção coletiva. </i>Petrópolis: Editora Vozes, 334-347. </p>     <!-- ref --><p> - (2015). 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Revista Crítica de Ciências Sociais. 18,19 e 20, 645-671.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344278&pid=S0872-3419201800030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> COELHO, Margarida (1986). Uma experiência de transformação no setor habitacional    do Estado. SAAL </p>     <p> 1974-1976. <i>Revista Crítica de Ciências Sociais</i>, 18, 19 e 20, 619-634.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> COSTA, Albérico (2008). O último fôlego do corporativismo. In: <i>Os anos    de Salazar</i>, vol 13. Lisboa: PDA, 66-77 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344282&pid=S0872-3419201800030000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> - (2008b). <i> F.P.A. A fábrica lecionada. Aventuras dos tecnocatólicos no    Ministério das Corporações </i> . Porto: Profedições.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344283&pid=S0872-3419201800030000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> DOMINGOS, H. Gago, J. e MATOS, L.S. (1977). <i>A Revolução num regimento.    A Polícia militar em 1975. </i>Lisboa: Armazém das Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344285&pid=S0872-3419201800030000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> DOWS, Chip e outros (1978). <i> Os moradores partiram à conquista da cidade.    Comissões de moradores e lutas urbanas em Setúbal, 1974-1976 </i> . Lisboa:    Armazém das Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344287&pid=S0872-3419201800030000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> FREIRE, Paulo (1975). <i>A pedagogia do oprimido</i>. Porto: Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344289&pid=S0872-3419201800030000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p> FURTADO, Celso (2005). <i>O mito do desenvolvimento</i>. S.Paulo: Paz e Terra  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344291&pid=S0872-3419201800030000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> - (2006). <i>Transformação e crise na economia mundial</i>. S. Paulo: Paz    e Terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344292&pid=S0872-3419201800030000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> GRÁCIO, Rui (1995). <i>A educação quatro anos depois</i>. Obra Completa. I    da Educação. Lisboa: Fundação Gulbenkian, 391-402 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344294&pid=S0872-3419201800030000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> KONDER, Leandro (2009). <i> A derrota da dialética. A receção das ideias de    Marx no Brasil, até o começo dos anos 30 </i> . São Paulo: Editora Expressão    Popular.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344295&pid=S0872-3419201800030000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> MELO, Alberto (1977). L&rsquo;éducation des adultes sera oeuvre des adultes eux-mêmes    (l&rsquo;expérience de la Direction Générale de l&rsquo;Education Permanente au Portugal    entre Octobre 1975 et Juillet 1976. <i>Éducation Permanente</i> , 38, 67-96  </p>     <!-- ref --><p> MELO, Alberto e BENAVENTE, Ana (1978). <i>Educação popular em Portugal (1974-1976)</i>.    Lisboa: Livros Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344298&pid=S0872-3419201800030000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> MELO, Alberto (2012). <i>Passagens revoltas.40 anos de intervenção por ditos    e escritos</i>. Lisboa: Associação In Loco, pp. 309-314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344300&pid=S0872-3419201800030000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> MESQUITA, L. (2000). <i>Educação e desenvolvimento económico</i>. Lisboa:    IIE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344302&pid=S0872-3419201800030000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> MORIN, Edgar (1984). <i>Sociologie</i>. Paris: Fayard &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344304&pid=S0872-3419201800030000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> MUSEU DA CIDADE (2007). <i>Associativismo e cidadania</i>. Almada: Câmara    Municipal de Almada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344305&pid=S0872-3419201800030000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> NÓVOA, António (1990). A ‘educação nacional&rsquo;. In: Rosas, F. (Coord.). <i>Portugal    e o Estado Novo (1930-</i>1960). Lisboa: Presença, 455-519 </p>     <!-- ref --><p> OCDE (1983). <i>Analfabetismo funcional e rentabilidade económica</i>. Porto:    ASA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344308&pid=S0872-3419201800030000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> OLIVEIRA, Cândido (1974). <i>Tarrafal o pântano da morte</i>. Lisboa Editorial    República &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344310&pid=S0872-3419201800030000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> PIKETTY, Thomas (2014). <i>O capital no século XXI</i>. Lisboa: Temas e Debates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344311&pid=S0872-3419201800030000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p> PIMENTEL, Irene (2007). <i>A história da Pide</i>. Lisboa: Círculo de Leitores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344313&pid=S0872-3419201800030000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p> PORTAS, Nuno (1986). O processo SAAL: entre o Estado e o Poder Local. <i>Revista    Crítica de Ciências </i>Sociais. 18,19 e 20, 635-644 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344315&pid=S0872-3419201800030000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> PORTUGAL. ME (1979). <i> Plano Nacional de Alfabetização e Educação de Base    de Adultos. Relatório síntese </i> . Lisboa: ME.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344316&pid=S0872-3419201800030000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> RICARDO, José (1991). <i>Romanceiro do povo miúdo</i>. Lisboa: Editorial Avante.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344318&pid=S0872-3419201800030000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p> RODRIGUES, Maria (1999). <i>Pelo direito à cidade. O movimento de moradores    no Porto (1974/76)</i>. Porto: Campo das Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344320&pid=S0872-3419201800030000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> ROSAS, F. (1994). O Estado Novo (1926-1974). In: Matoso, J. (Dir.). <i>História    de Portugal</i>, vol VII. Lisboa: Círculo de Leitores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344322&pid=S0872-3419201800030000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> RUMMERT, Sonia (2007). <i> Gramsci, trabalho e educação. Jovens pouco escolarizados    no Brasil atual. </i> Lisboa: Educa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344324&pid=S0872-3419201800030000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> SANTOS, José Hipólito (2014). Sem mestres nem chefes o povo tomou a rua. Lutas    dos moradores no pós-25 de Abril. Lisboa: Letra Livre.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344326&pid=S0872-3419201800030000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> SARDO, Delfim (2014). Espaços reais: o processo de uma utopia pragmática.    In: <i>Arquitetura e participação</i>. Porto: Casa de Serralves, 25-42 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344328&pid=S0872-3419201800030000300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> SILVA, Augusto S. (1990), <i>Educação de Adultos. Educação para o desenvolvimento</i>.    Porto: Asa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344329&pid=S0872-3419201800030000300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> SOUSA, J. F. (2008), <i>Educação e movimentos sociais no Brasil</i>. In: Canário,    Rui (org.) Educação popular e movimentos sociais. Lisboa: Educa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344331&pid=S0872-3419201800030000300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> STOER, Steve (1986), <i> Educação e mudança social em Portugal. 1970-1980,    uma década de transição. </i> Porto: Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1344333&pid=S0872-3419201800030000300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> TEODORO, António (2001), <i> A construção política da educação. Estado, mudança    social e políticas educativas no Portugal contemporâneo </i> . 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Morada de correspondência: Instituto de Educação, Alameda da Universidade, 1649-013    Lisboa, Portugal. Email: <a href="mailto:rui.f.canario@netcabo.pt">rui.f.canario@netcabo.pt</a>  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p> Artigo recebido em 3 de junho de 2018. Publicação aprovada em 28 de setembro    de 2018. </p>      ]]></body><back>
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