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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Authors have reviewed recent JAMA publications changing sepsis and septic shock definitions and they express their point of view and concern with Sepsis-3 task force proposals, stressing six relevant points: disagreement with the divorce of the sepsis concept with infections definition and concept; disagreement with the elimination of systemic inflammatory response syndrome (SIRS) concept and with the suppression of the concept of non-infectious SIRS origin; disagreement with the proposal of two sepsis definitions, one for the ICU and the other for remaining ambiance; disagreement with the selection of sequential organ failure assessment (SOFA) to define sepsis; disagreement with the fact that Sepsis-3 can delay the diagnosis and consequently compromise early proper treatment; surprised by the independent publication of Sepsis-3 task force definitions without link to the Surviving Sepsis Campaign recommendations expected for 2016.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>PONTOS DE VISTA </b> / POINTS OF VIEW</p>       <p><b>Cara Sépsis-3, Lamentamos Dizer-lho, Mas Não Gostamos de Si</b></p>       <p><b>Dear Sepsis-3, we Are Sorry to Say, But we do Not Like You</b></p>       <p><b>AH Carneiro<sup>1</sup>, J Andrade-Gomes<sup>2</sup>, P Póvoa<sup>3,4</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Departamento de Medicina, UCI e Urgência, Hospital da Luz Arrábida – Luz Saúde, Vila Nova de Gaia, Portugal </p>     <p><sup>2</sup>Unidade de Cuidados Intensivos, Hospital da Luz – Luz Saúde, Lisboa, Portugal </p>     <p><sup>3</sup>Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, Hospital de São Francisco Xavier, Lisboa, Portugal </p>     <p><sup>4</sup>NOVA Medical School/Faculdade de Ciências Médicas, Universidade NOVA de Lisboa, Lisboa, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a> </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>Os autores analisam as recentes propostas de alteração das definições de sépsis e de choque séptico, publicadas na JAMA e exprimem os seuspontos de vista preocupados com as propostas da task force da Sepsis-3 em seis questões fundamentais: Discordam do divórcio do conceito e definição de sépsis do de infeção, Discordam da eliminação do conceito de systemic inflammatory response syndrome (SIRS) e da supressão do conceito de SIRS associado a causas não infeciosas; Discordam da utilização de definições diferentes para doentes na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) e fora da UCI; Discordam da escolha do sequential organ failure assessment (SOFA) para definir sépsis; Discordam do facto de as definições Sepsis-3 atrasarem o diagnóstico e por consequência puderem comprometer o tratamento precoce dos doentes com sépsis; Ficam surpreendidos por as definições Sepsis-3 se não terem associado às revisões das recomendações Surviving Sepsis Campaign, que se esperam para 2016.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Choque Séptico; Consenso; Sépsis; Síndrome de Resposta Inflamatória Sistémica.</p>     <p>&nbsp;</p> <hr/>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Authors have reviewed recent JAMA publications changing sepsis and septic shock definitions and they express their point of view and concern with Sepsis-3 task force proposals, stressing six relevant points: disagreement with the divorce of the sepsis concept with infections definition and concept; disagreement with the elimination of  systemic inflammatory response syndrome (SIRS)  concept and with the suppression of the concept of non-infectious SIRS origin; disagreement with the proposal of two sepsis definitions, one for the ICU and the other for remaining ambiance; disagreement with the selection of sequential organ failure assessment (SOFA) to define sepsis; disagreement with the fact that Sepsis-3 can delay the diagnosis and consequently compromise early proper treatment; surprised by the independent publication of Sepsis-3 task force definitions without link to the Surviving Sepsis Campaign recommendations expected for 2016.</p>     <p><b>Keywords:</b> Consensus; Sepsis; Shock, Septic; Systemic Inflammatory Response Syndrome.</p>     <p>&nbsp;</p> <hr/>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>A JAMA publicou recentemente três artigos<sup>1-3</sup> subscritos por uma task force promovida pelas European Society of Intensive Care Medicine (ESICM) e Society of Critical Care Medicine (SCCM), nos quais os autores propõem novas definições para a sépsis e para o choque séptico, a que chamaram Sepsis-3. Essa <i>task force</i> (adiante referida como tfS3) é composta por 19 especialistas em cuidados intensivos, infeciologia, cirurgia e pneumologia selecionados pelos seus dois coordenadores Mervin Singer (ESCIM) e Clifford S. Deutschman (SCCM).<sup>1</sup> Sustentam os autores que a iniciativa se justifica porque:     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <li>As definições anteriores se focam demasiado na inflamação1 e que esse entendimento; </li>     <li>É enganador porque é um modelo que assume que há um continuum da sépsis grave para o choque séptico<sup>1</sup>; </li>     <li>É inadequado porque os critérios de SIRS (systemic inflammatory response syndrome) são demasiado sensíveis, mas pouco específicos<sup>1</sup>;</li>     <li>E que as definições e terminologias referindo sépsis, choque séptico e disfunção de órgão são incongruentes o que gera relatos de incidência e mortalidade discrepantes.<sup>1</sup></li></p>     <p><b>A motivação da task force</b></p>     <p>Atualizar as definições de sépsis e de choque séptico,<sup>1</sup> desenvolver uma classificação standard que facilite a atividade clínica, a investigação e o relato estatístico dos dados<sup>2</sup> e avaliar os critérios clínicos utilizados na identificação de doentes com suspeita de infeção e risco de desenvolver seleis.<sup>3</sup></p>     <p><b>O pressuposto </b></p>     <p>A tf<i>S3</i> assume que o fator precipitante da sépsis é a infeção, mas não se debruçou sobre a sua definição/caraterização, porque essa tarefa não constava do seu caderno de encargos. Assumiu que na sépsis a resposta do organismo é desregulada e definiu desregulação pela presença de disfunção de órgão(s). Assumiu que quando a resposta adaptativa não é complicada se chama infeção.<sup>1</sup></p>      <p><b>As propostas da task force </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li><b>Sépsis deve ser definida</b> como disfunção de órgãos causada pela resposta desregulada à infeção<sup>1</sup>;</li>     <li><b>Operacionalização clínica</b> aumento de = 2 pontos no SOFA (sequential organ failure assessment) que se associa a 10% de aumento da mortalidade hospitalar<sup>1</sup>;</li>     <li><b>Choque séptico</b> é um subgrupo da sépsis com alterações circulatórias, celulares e metabólicas particularmente profundas com risco de morte maior do que o da sépsis<sup>1</sup>;</li>     <li><b>O choque séptico reconhece-se</b> pela necessidade de vasopressores para obter PAM =65 mmHg e lactato sérico > 2 mmol/L (>18 mg/dL) na ausência de hipovolémia e tem mortalidade > 40%<sup>1</sup>;</li>     <p>A <i>task force</i> chamou a estas definições Sepsis-3 (S3), propondo que os critérios definidores de sépsis de 1991<sup>6</sup> fossem referidos como Sepsis-1 (S1), e os de 2015 como Sepsis-2 (S2), reforçando a importância de atualizações futuras.<sup>1</sup> Assumiu que estas definições e critérios clínicos deveriam substituir as anteriores por terem “… maior consistência para estudos epidemiológicos e ensaios clínicos e facilitarem o reconhecimento precoce e o tratamento a tempo dos doentes com sépsis ou em risco de desenvolverem sépsis…”<sup>1</sup></p>     <p>Neste processo avaliaram a <i>construct validity</i> e <i>predictive validity</i> do SIRS, do SOFA e do LODS <i>(logistic organ dysfunction system)</i><sup>1,3</sup> explorando registos eletrónicos das bases de dados da <i>surviving sepsis campaign</i> (2005-2010; n = 28 150), da University of Pittsburgh Medical Center (20102012; n = 1 309 025), e do Kaiser Permanente Northern California (2009-2013; n = 1 847 165). Fizeram análises com regressão multivariada utilizando as 21 variáveis dos critérios Sepsis-2,<sup>5</sup> selecionando doentes com “suspeita de infeção” identificados por terem colhido produtos para estudos microbiológicos e feito tratamento com antimicrobianos dentro de um intervalo temporal contado a partir das colheitas.<sup>1</sup> Essa análise concluiu que a presença de duas das três seguintes manifestações clínicas:</p>     <li>Alterações mentais </li>     <li>Pressão arterial sistólica < 100 mmHg</li>     <li>Frequência respiratória >22/minutos Identifica os doentes com suspeita de infeção que têm pior prognóstico<sup>1</sup>(definido como maior mortalidade e mais tempo de internamento em UCI).</li>     <p>Sumariados os pontos mais relevantes das propostas da tfS3, passemos agora ao comentário e análise de alguns aspetos dessas propostas.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Porquê o título: Cara Sépsis-3, lamentamos dizer-lho, mas não gostamos de si </b></p>     <p>Em 1997 Jean Louis Vincent<sup>7</sup> expressou a sua posição sobre o conceito de SIRS (systemic inflammatory response syndrome) escolhendo para título de um dos seus editoriais uma frase que ficou célebre Dear SIRS, I’m sorry to say that I don’t like you. Depois de analisarmos as propostas da tfS3, quisemos repetir, com outro sentido, uma frase com idêntico significado <i>Dear Sepsis 3, we are sorry to say that we don’t like you</i>, por três níveis de questões:</p>      <p><b>A. As questões conceptuais</b></p>     <li>A tfS3 afirma que a sépsis é a resposta desregulada à infeção e operacionaliza essa definição pelo reconhecimento de disfunção de órgão definida pelo aumento de = 2 pontos no SOFA score.<sup>1</sup>     <p><b>O problema:</b> Esta definição não é fundamentada, com dados que sustentem que quando há disfunção de órgão a resposta é desregulada e quando não há é regulada. Sabe-se hoje, que a resposta à infeção cursa com a ativação simultânea de: inflamação / anti-inflamação, coagulação / anti-coagulação, adrenérgico / colinérgico, libertação / frenação de hormonas de resposta ao stress, …, num equilíbrio balanceado pelo peso relativo de cada um deles<sup>12-16</sup> e dependente do estado funcional prévio desse doente. É um comportamento descrito pela teoria do caos que, por definição, assenta em relações de equilíbrio / desequilíbrio, estabilizáveis enquanto a reserva orgânica for capaz de controlar a resposta à agressão.</p>     <p>A disfunção de órgãos de novo ou agravada é indicador de gravidade e não de diagnóstico, tal como preconiza a Sepsis-2.<sup>4</sup> Assumir que só há sépsis quando há disfunção de órgão, sabendo que o processo fisiopatológico é um <i>continuum</i>, empurra o diagnóstico da sépsis para fases tardias, com risco de atrasar o reconhecimento e tratamento, o que, a verificar-se, agravará a mortalidade. O estado prévio da função de cada órgão é determinante na resposta e pode ser “desregulado” logo à partida. </p>     <li>A tf<i>S3</i> definiu choque séptico como subgrupo da sépsis em que há presença simultânea de vasopressores por hipotensão resistente à reposição adequada de fluidos e hiperlactacidemia.<sup>1</sup>     <p><b>O problema:</b>      <p> A disfunção cardiocirculatória é a mais grave das disfunções na sépsis, porque se associa a maior mortalidade e porque afeta todos os órgãos e tecidos. Contudo, com os critérios tf<i>S3</i> o doente pode estar a necessitar de níveis elevados de aminas vasopressoras e evidenciar má perfusão periférica, mas se o lactato estiver < 2 mmoL/L “não tem choque séptico” ao passo que um outro com dopamina 4 microg/kg/min e lactato de 3 mmoL/L, pelos critérios tf<i>S3</i>, está em choque séptico. Nesta perspetiva a exigência simultânea dos dois critérios não é garantia de especificidade, mas é garantia de diagnóstico tardio. É difícil aceitar que atrasar o reconhecimento do choque séptico é correto, como demonstra a tf<i>S3</i><sup>1</sup> ao evidenciar que quanto mais critérios de gravidade (hipotensão resistente ao volume, uso de vasopressores e lactato elevado) estiverem presentes pior é o prognóstico. Assumir que um estado de hiperlactacidemia elevada não é choque séptico só porque a reserva fisiológica desse doente ainda lhe permite ter a pressão arterial em valores “ditos normais” é um erro que aumenta a mortalidade desses doentes, muitas vezes jovens com sépsis fulminantes em fase precoce. </p>     <li>A tf<i>S3</i> escusou-se a discutir a correlação da infeção como causa da sépsis com a alegação de que o seu mandato não incluía a apreciação da infeção.<sup>1</sup></li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>O problema:</b> É difícil discutir uma entidade nas suas formas mais graves (sépsis e choque séptico) ignorando a causa e as formas menos graves (“infeção”). O sucesso do tratamento depende do reconhecimento precoce da doença, o que implica que atrasar significa aumentar a morbi-mortalidade. A boa prática clínica atual assume que reconhecer a infeção e estratificar precocemente a sua gravidade, prevenir e suportar as disfunções de órgão e tratar a causa (infeção) são os pilares do estado da arte e a tf<i>S3</i> ignora ostensivamente este pressuposto. </p>     <li>A tfS3 ignorou e considerou inútil o conceito de SIRS (systemic inflammatory response syndrome) por ser excessivamente sensível e pouco específico;<sup>1</sup> </li>     <p><b>O problema: </b>os indicadores do SIRS são mais sensíveis do que específicos, mas há uma correlação linear entre o nº de critério de SIRS e a mortalidade independentemente da patologia causal.<sup>17,18</sup> A tf<i>S3</i> argumenta que a maioria dos doentes hospitalizados têm manifestações SIRS, o que é previsível já que não devem ter sido hospitalizados por estarem saudáveis. É bom que os sinais de alerta sejam avaliados para verificar se traduzem ou não agravamento e/ ou complicações. Ignorar as manifestações precoces é esperar que surjam as disfunções graves. O SIRS socorre-se prioritariamente de manifestações clínicas que podem ser identificados por todos e em qualquer lugar. Esta questão é tão relevante que JL Vincent et al,19 depois de publicadas as definições tfS3, tiveram necessidade de reforçar a importância do conceito de SIRS na prática clínica, pela importância que têm no reconhecimento precoce. </p>     <p>A tfS3 comparou o desempenho do SIRS com o SOFA e o LODS para definir gravidade, o que surpreende porque o conceito de SIRS não foi concebido para ser utilizado como índice de prognóstico, apesar de a sua AUC na avaliação da tfS3 ser comparável à do SOFA e do LODS.</p>     <li>A tfS3 ignorou e excluiu das suas definições as situações não infeciosas que se exprimem por SIRS e /ou disfunção de órgãos, por vezes com quadros clínicos graves e até potencialmente fatais, que são indistinguíveis da sépsis; </li>     <p><b>O Problema:</b> há entidades como a pancreatite, trauma grave, queimado, doença neoplásica, doença autoimune, …, que se manifestam com quadros clínicos similares à sépsis incluindo as manifestações da SIRS e disfunções de órgão. Todas têm maior probabilidade de se complicarem com infeção o que exige diagnóstico diferencial criterioso, para definir a estratégia terapêutica mais adequada. Pelo exposto não se percebe que a tfS3 ponha em causa um conceito tão estruturante como o SIRS / sépsis de etiologia infeciosa ou não infeciosa, sem dedicar a necessária atenção à análise dos conceitos e às implicações da revisão desses conceitos. </p>     <li>A tfS3, estabeleceu as definições de sépsis e choque séptico com o objetivo de restringir esses diagnósticos às formas mais graves de sépsis.<sup>1</sup></li>     <p><b>O problema:</b> A tfS3 propôs conceitos para diagnósticos tardios e ignorou as estratégias para o reconhecimento e tratamento precoces da sépsis, opção que surpreende no ano em que se aguardam as novas recomendações SSC (<i>surviving sepsis campaign</i>). A estratégia SSC, pelo contrário, prioriza o reconhecimento e tratamento precoces, pelo que é difícil encontrar razões clínicas que justifiquem e sustentem a posição da tfS3. </p>     <li>O primeiro parágrafo do texto de definição dos conceitos da “tfS3”<sup>1</sup> assinala que “… a sépsis é um problema de saúde pública major, representando $20 biliões (5,2%) nos custos hospitalares nos EUA em 2011.<sup>8,9</sup> A incidência da sépsis está a aumentar refletindo o envelhecimento da população com mais comorbilidades, o aumento de diagnósticos e, nalguns países, a existência de codificações associadas a reembolsos favoráveis. Estimativas conservadoras indicam que a sépsis é a principal causa de morte e de doença grave em todo o mundo …” e que “…os sobreviventes da sépsis têm perturbações cognitivas, físicas e psicológicas prolongadas com significativas implicações socias e nos cuidados de saúde ...”<sup>10</sup> bem como aumento da mortalidade tardia.<sup>11</sup></li>     <p><b>O Problema:</b> Percebe-se que o controlo de custos seja uma preocupação, mas não se percebe que influencie os critérios de classificação da doença, deslocando a definição para as formas mais graves quando os maiores ganhos em saúde são obtidos com o diagnóstico e tratamentos precoces.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>As questões metodológicas </b></p>     <p>A tfS3 promoveu discussões interativas, quatro presenciais e outras por e-mail, revisões sistemáticas da literatura, consensos pelo método de Delphi (para definição de conceitos)<sup>2</sup> e interrogação de bases se dados de registos eletrónicos, incluindo utilização de scores de disfunção de órgãos.<sup>3</sup> Completado o processo o texto final foi circulado por sociedades científicas, 31 das quais o subscreveram.<sup>1</sup></p>      <p><b>A task force optou por utilizar o SOFA na definição da sépsis</b></p>     <p>O SOFA é um índice de disfunção de órgão, que avalia seis sistemas /aparelhos e está estruturado em tabela de duas entradas com pontuações de 0-4 que se deduzem da gravidade das disfunções desses órgãos.<sup>20</sup> O SOFA é utilizado em algumas UCI e não é utilizado fora das UCI.</p>     <p>Na sépsis o mais importante é o reconhecimento e estratificação de gravidade precoces, que se faz maioritariamente fora das UCI (urgências, enfermarias, instituições pré-hospitalares, …).<sup>1-3</sup> Por isso se o critério de diagnóstico for o SOFA o diagnóstico atrasa-se o que é uma má opção.</p>     <p>Quatro dos critérios do SOFA obtêm-se das análises, um é definido pela resposta ao tratamento (pressão arterial) e só o Glasgow é clínico, mas de difícil avaliação em doentes a fazer medicamentos que interferem com o nível da consciência. A escala de Glasgow avalia a resposta ocular, motora e verbal, o que está validado para TCE, trauma e doentes com lesão neurológica. Na sépsis as manifestações mais precoces e com valor diagnóstico na disfunção neurológica aguda, são perturbações cognitivas, desorientação, depressão da consciência / agitação e excecionalmente convulsões,<sup>21</sup> que são alterações mentais habituais nas síndromes associadas ao delirium, o que torna o critério do SOFA ainda menos adequado para o diagnóstico precoce da disfunção neurológica na sépsis.</p>     <p><b>A task force criou um novo indicador que designou por qSOFA</b></p>     <p>O tratamento estatístico das bases de dados utilizadas nestes estudos identificou três critérios clínicos<sup>1-3</sup>: frequência respiratória >22/minutos, pressão arterial sistémica <100 mmHg e alterações mentais que se relacionaram com maior mortalidade e internamento prolongado na UCI. O achado de critérios clínicos significativos no diagnóstico da sépsis é uma boa notícia, mas saber que esses critérios são valorizados para identificar os doentes com pior prognóstico e não para identificar a sépsis precocemente, é uma má notícia. </p>     <p>A tfS3 apelidou este indicador de quick SOFA (qSOFA), apesar de nenhum dos seus itens ser critério SOFA,<sup>1</sup> o que é mais um fator de confusão. Apesar de ambos terem o mesmo “apelido”, são entidades diferentes e de famílias diferentes.</p>     <p>A tfS3 preferiu o termo alterações mentais por ter reservas ao Glasgow para a construção deste indicador, o que é coerente com o comentário sobre delirium feito no ponto anterior.<sup>1</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A tfS3 valorizou o qSOFA por este não exigir resultados de análises e ser de utilização mais fácil fora das UCI.<sup>1</sup> Não tem qualquer sentido que para a mesma doença o critério de diagnóstico seja diferente na UCI e fora da UCI.</p>     <p><b>A valorização do lactato </b></p>     <p>A tfS3 concluiu que o valor do lactato sérico, quando presente, se correlaciona de forma linear com a mortalidade e estabeleceu o valor de 2 mmol/L<sup>2</sup> como <i>cut off</i> para valorizar a lactacidemia.<sup>2</sup> Se é assim, é difícil entender a revogação da recomendação SSC2012 que indexa o tratamento do choque séptico à correção da lactacidemia quando esta estiver elevada.</p>     <p><b>C. A consistência das definições na prática clínica </b></p>     <p>Um dos argumentos centrais da tf da S3 é a defesa de definições precisas para qualificar a investigação. Contudo, quando utilizou “critérios precisos” na interrogação das bases de dados da University of Pittsburgh Medical Center [12 hospitais – n = 5984] de 2010-12 e do Kaiser Permanente Northern California [20 hospitais – n = 54135] de 2009-2013<sup>1</sup> revelou discrepâncias espantosas:</p>     <li>Mortalidade dos doentes com hipotensão + vasopressor + lactato > 2 mmol/L (18 mg/dL): Pittsburgh 54% Kaiser 35% (1,5 vezes menos) </li>     <li>Mortalidade dos doentes com hipotensão sem vasopressor e lactato < 2 mmol/L (18 mg/dL):  Pittsburgh 25,2% Kaiser 18,8%, (1,4 vezes menos) </li>     <li>Mortalidade dos doentes com lactato >2 mmol/L (18 mg/ dL) sem hipotensão: Pittsburgh 17,9% Kaiser 6,8%, (2,6 vezes menos) </li>     <li>Mortalidade dos doentes com sépsis: Pittsburgh 20% Kaiser 8%, (2,5 vezes menos) </li>     <p>Sendo estes dados obtidos dos registos eletrónicos de dois centros universitários do mesmo País,<sup>1</sup> com culturas científicas idênticas, surpreende que o mesmo doente tenha 1,4 a 2,6 vezes mais probabilidade de morrer com a mesma doença num centro do que no outro. A tfS3 assume que a utilização do lactato nos doentes com sépsis é diferente nos dois centros e muito baixa em Pittsburgh, mas não comenta estes factos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Expectativas para o futuro breve </b></p>     <p>Como sustenta John Marshall,<sup>22</sup> a sépsis é um constructo que inclui a causa (infeção) e as consequências (resposta do organismo à agressão e disfunção de órgãos) e por isso os critérios de diagnóstico devem relevar pelos menos quatro questões essenciais: </p>     <li>Reconhecer as manifestações da infeção em fase precoce, o que exige atenção ao foco identificado ou possível, para se poder tratar adequadamente e prevenir a disfunção de órgãos; </li>     <li>Nos doentes com infeção suspeita ou confirmada, estratificar a gravidade para identificar os que têm maior risco de disfunção de órgãos e intensificar a monitorização da sua evolução;</li>     <li>Identificar precocemente os que têm disfunção de órgãos e maior risco de morte para intervir precocemente e inverter a evolução desfavorável;</li>     <li>Identificar precocemente os doentes em risco de disfunção de órgãos de causa não infeciosa. </li>     <p>Ora isto é muito diferente da estratégia que a “tf da S3” adotou e, pelo contrário, muito mais próximo da proposta S2.</p>     <p>Espera-se que as recomendações SSC 2016 possam corrigir os erros identificados e recuperar a confiança na estratégia SSC que documentadamente se associou ao decréscimo consistente da mortalidade por sépsis na última década e meia.<sup>23</sup></p>     <p><b>Notas Finais</b></p>     <li>A publicação de novas definições de sépsis e choque séptico, desligadas das recomendações SSC, dissociadas da discussão da infeção, desvalorizando o diagnóstico precoce e excluindo as manifestações inflamatórias sistémicas de etiologia não infeciosas, geraram enorme e justificada confusão e desconfiança; </li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>A opção pelo SOFA para diagnóstico da sépsis na UCI e do qSOFA para a sépsis fora das UCI é um retrocesso que contradiz o que foi feito até hoje pela SSC em que se tentou unificar estratégias. Confusões destas são graves porque têm implicações no início do tratamento correto;</li>     <p>A opção por um critério de gradação e monitorização de disfunções de órgão como o SOFA, para diagnosticar sépsis em alternativa à lista binária da Sepsis-2, pode dificultar e atrasar o reconhecimento com risco de aumento de mortalidade, pelo que é uma má opção. </p>       <p>&nbsp;</p>      <p><b>Referências</b></p>     <!-- ref --><p>1. Mervyn Singer, Clifford S. Deutschman, Christopher Warren Seymour, et al. The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA.2016;315:801-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948347&pid=S0872-671X201600040001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Shankar-Hari M, Phillips G, Levy ML, Seymour CW, Liu VX, Deutschman CS, et al Developing a New Definition and Assessing New Clinical Criteria for Septic Shock. JAMA. 2016;315:775-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948349&pid=S0872-671X201600040001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Seymour CW, Liu V, Iwashyna TJ, Brunkhorst FM, Rea TD, Scherag A, et al. Assessment of clinical criteria for sepsis. JAMA. 2016;315:762-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948351&pid=S0872-671X201600040001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Dellinger RP, Levy MM, Rhodes A, Annane D, Gerlach H, Opal SM, et al. Surviving Sepsis Campaign: international guidelines for management of severe sepsis and septic shock: 2012. Crit Care Med. 2013;41:580-637.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948353&pid=S0872-671X201600040001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Levy MM, Fink MP, Marshall JC, Abraham E, Angus D, Cook D, et al. International Sepsis Definitions C. 2001 SCCM/ESICM/ACCP/ATS/SIS International Sepsis Definitions Conference. Intensive Care Med. 2003; 29: 530-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948355&pid=S0872-671X201600040001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Bone RC, Balk RA, Cerra FB, &nbsp;Dellinger RP, Fein AM, Knaus WA, et al.&nbsp;Definitions for sepsis and organ failure and guidelines for the use of innovative therapies in sepsis. The ACCP/SCCM Consensus Conference Committee. American College of Chest Physicians/Society of Critical Care Medicine. Chest. 1992; 101: 1644-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948357&pid=S0872-671X201600040001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>7. Vincent JL. Dear SIRS, I&rsquo;m sorry to say that I don&rsquo;t like you. Crit Care Med. 1997; 25:372&ndash;4.</p>     <p>8. Rhee C, Gohil S, Klompas M. Regulatory Mandates for Sepsis Care &mdash; Reasons for Caution. N Engl J Med. 2014;370:1673-6.</p>     <!-- ref --><p>9. Murphy SL, Xu J, Kochanek KD. Deaths: preliminary data for 2010. National vital statistics reports. Vol. 60. No. 4. Hyattsville: National Center for Health Statistics; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948361&pid=S0872-671X201600040001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>10. washyna TJ, Ely EW, Smith DM, Langa KM. The ProCESS Investigators, A Randomized Trial of Protocol-Based Care for Early Septic Shock, N Engl J Med. 2014; 370:1683-93&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948363&pid=S0872-671X201600040001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>11. The ProCESS Investigators A Randomized Trial of Protocol-Based Care for Early Septic Shock, N Engl J Med 2014;370:1683-93&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948364&pid=S0872-671X201600040001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>12. Hotchkiss RS, Monneret G, Payen D. Sepsis-induced immunosuppression: from cellular dysfunctions to immunotherapy. Nat Rev Immunol. 2013;13:862-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948365&pid=S0872-671X201600040001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Deutschman CS, Tracey KJ. Sepsis: current dogma and new perspectives. Immunity. 2014;40:463-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948367&pid=S0872-671X201600040001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Singer M, De Santis V, Vitale D, Jeffcoate W. Multiorgan failure is an adaptive, endocrine mediated, metabolic response to overwhelming systemic inflammation. Lancet. 2004;364: 545-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948369&pid=S0872-671X201600040001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Hotchkiss RS, Swanson PE, Freeman BD, Tinsley KW, Cobb JP, Matuschak GM, et al. Apoptotic cell death in patients with sepsis, shock, and multiple organ dysfunction. Crit Care Med. 1999;27:1230-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948371&pid=S0872-671X201600040001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>16. Gomez H, Ince C, De Backer D, Pickkers P, Payen D, Hotchkiss J, et al. A unified theory of sepsis-induced acute kidney injury: inflammation, microcirculatory dysfunction, bioenergetics, and the tubular cell adaptation to injury. Shock. 2014;41:3-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948373&pid=S0872-671X201600040001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Rangel-Frausto MS, Pittet D, Costigan M, Hwang T, Davis CS, Wenzel RP. &nbsp;The natural history of the systemic inflammatory response syndrome (SIRS). A prospective study. JAMA. 1995; 273: 117-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948375&pid=S0872-671X201600040001400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Kaukonen KM, Bailey M, Pilcher D, Cooper DJ, Bellomo R. Systemic inflammatory response syndrome criteria in defining severe sepsis. N Engl J Med. 2015; 372: 1629-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948377&pid=S0872-671X201600040001400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Vincent JL, Martin GS, Levy MM. qSOFA does not replace SIRS in the definition of sepsis. Crit Care. 2016;20:210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948379&pid=S0872-671X201600040001400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Vincent JL, Moreno R, Takala J, Willatts S, De Mendon&ccedil;a A, Bruining H, et al. Working Group on Sepsis-Related Problems of the European Society of Intensive Care Medicine. The SOFA (Sepsis-related Organ Failure Assessment) score to describe organ dysfunction/failure. Intensive Care Med. 1996;22:707-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948381&pid=S0872-671X201600040001400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>21. Marek Z. Septic Encephalopathy. Curr Neurol Neurosci Rep. 2013; 13: 383.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948383&pid=S0872-671X201600040001400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22. John Marshall. Sepsis-3: What is the Meaning of a Definition? Crit Care Med. 2016;44:1259-460&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948385&pid=S0872-671X201600040001400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>23. Levy MM, Dellinger RP, Townsend SR, Linde-Zwirble WT, Marshall JC, Bion J, et al. The Surviving Sepsis Campaign: results of an international guideline-based performance improvement program targeting severe sepsis. Intensive Care Med. 2010;36:222-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1948386&pid=S0872-671X201600040001400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>     <a name="c0"></a><a href="#topc0">Correspondência</a>: António H. Carneiro - <a href="mailto:amhcarneiro@gmail.com">amhcarneiro@gmail.com</a>     <br>     Departamento de Medicina, UCI e Urgência, Hospital da Luz Arrábida – Luz Saúde, Vila Nova de Gaia, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Conflitos de Interesse: Os autores declaram a inexistência de conflitos de interesse na realização do presente trabalho</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Fontes de Financiamento: Não existiram fontes externas de financiamento para a realização deste artigo</p>     <p>Recebido:02.09.2016</p>     <p>Aceite:19.10.2016</p>      ]]></body><back>
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