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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CARTA AO EDITOR</b>/LETTER TO THE EDITOR</p>     <p><b>Resposta à Carta ao Editor, endereçada por José Andrade Gomes e Pedro Póvoa, ao artigo de revisão intitulado “Infecções urinárias associadas a cateter vesical: contributos para a prática clínica”</b></p>     <p><b>Maria João Lobão <sup>1</sup>, Paulo Sousa<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Serviço de Medicina, Hospital de Cascais<br /> <sup>2</sup>Escola Nacional de Saúde Pública, Centro de investigação em Saúde Pública, Universidade Nova de Lisboa<br /> <a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Exmo. Sr. Editor-Chefe,</p>     <p>Agradecemos a carta e os comentários efectuados por Andrade Gomes J e Póvoa P ao artigo de revisão intitulado “Infecções urinárias associadas a cateter vesical: contributos para a prática clínica”.<sup>1</sup> Consideramos que a mesma reflete um desiderato das revistas científicas - promover um espaço de troca de ideias e discussões profícuas sobre temas relevantes para a comunidade científica e para a prática clínica.</p>     <p>Partilhamos com os autores a visão crítica em relação aos critérios do CDC para definição deste tipo de infecção. Contudo,  é importante reforçar que estes são os critérios mais  usados para a realização de trabalhos de investigação nesta  área, sobre os quais se sustenta a parte mais significativa da  evidência de que dispomos na actualidade. </p>     <p>A morbilidade e a mortalidade decorrente de infecções associadas  ao cateter vesical (ITUaCV) é baixa quando comparada  com outras infecções associadas aos cuidados de  saúde (nomeadamente as de maior expressão em ambiente  de cuidados intensivos - infecção da corrente sanguínea  associada a cateter central e pneumonia associada ao ventilador).  Contudo, em relação à ITUaCV, há dois aspectos  que no nosso entender não devem ser menosprezados: i)  a elevada prevalência de algaliação, nomeadamente em  enfermarias de gerais como, por exemplo, enfermarias de  medicina interna; ii) o potencial de redução e prevenção da  ITUaCV, com recurso a medidas simples, eficazes e com impacte  significativo.<sup>2-4</sup> A maioria dos internistas no nosso país  trabalha em ambiente de enfermaria ou urgência, o que os  torna elementos-chave na implementação de práticas que  contribuam para a redução da incidência das infecções que  ocorrem no seu contexto de actuação clínica. Acresce-se  que lidam com população particularmente idosa, frágil, com  elevado número de comorbilidades, particularmente susceptível  à aquisição de infecções associadas aos cuidados de  saúde. Muitos destes doentes não reúnem critérios para admissão  em ambiente de cuidados intensivos mesmo que se  verifiquem complicações decorrentes da aquisição de infec-  ções adquiridas no hospital, nomeadamente ITUaCV.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Zimlichman <em>et al</em>,<sup>3</sup>   estimaram custos com as ITUaCV de  cerca de 816 milhões de dólares (IC 95%: 663-1189), nos EUA. Este valor, embora muito inferior quando comparado  com o total de gastos associado às restantes IACS, não nos  parece desprezível, principalmente se tivermos em conta que  a utilização de estratégias eficazes de prevenção se poderão  traduzir em reduções do número de infecções até 70%.<sup>2,4</sup> Segundo <i>Umsheimed et al</i>,<sup>4</sup>  nos EUA, isto pode representar  uma redução até cerca de 380 mil infecções e 9000 mortes  evitadas, assim como uma redução de custos que pode ascender a 1,2 biliões de dólares.</p>     <p>Reiteramos que as IACS em geral e as ITUaCV em particular  constituem um problema de saúde pública, na medida em  que têm um impacte com significado importante no indivíduo  e na sociedade, à qual se acresce, em virtude disso, o desenvolvimento  de esforços organizados pela sociedade para  proteger, promover e restaurar a saúde de população. Repare-se  que em Portugal, o Despacho n.º 3844-A/2016 veio  aprovar o índice de Qualidade PPCIRA. Em vigor a partir de  2017 refere-se à aplicação de incentivos, no âmbito dos contratos-programa  com os hospitais, de forma premiar as boas  práticas e a melhoria da qualidade e segurança do doente.  Entre os elementos considerados neste índice de qualidade,  está a taxa de adesão ao feixe de intervenções (bundle) de  prevenção de infeção urinária associada a algália, conforme  Norma 019/2015, de 15 de dezembro de 2015, do PPCIRA/  DGS.</p>     <p>Em relação à bacteriemia secundária as referências mencionadas  no artigo, correspondem às guidelines produzidas  pelo CDC e IDSA, na sua versão mais actual.<sup>2,6</sup> Os "números"  que Andrade Gomes J e Póvoa P referem "não encontrar",  constam no documento de consenso elaborado pelo CDC,  da autoria de Gould et al<sup>2</sup> onde se pode ler: "<i>CAUTI is the  leading cause of secondary nosocomial bloodstream infections;  about 17% of hospital-acquired bacteremias are from a  urinary source, with an associated mortality of approximately  10%</i>". Vários autores argumentam que é difícil a atribuição  da mortalidade à infecção atendendo a que a maioria dos  doentes apresentam outros cofactores que a poderão determinar,  justificando-se a realização de mais estudos neste  âmbito.<sup>4,5</sup> Consideramos que estas guidelines beneficiariam  com uma atualização à luz dos novos conhecimentos e da  evidência que tem vindo a ser produzida desde então.</p>     <p>Andrade Gomes J e Póvoa P realizaram "algumas contas  ilustrativas", tendo por base os resultados de incidência  americanos do National Healthcare Safety Network report,<sup>7</sup>  usando para tal a realidade em dois hospitais em Portugal,  um público e um privado. Embora essa estimativa simples  possa ser interessante, parece-nos, no entanto, que carece  de ajustamento à realidade portuguesa. A sua leitura deve  ser cautelosa, desde logo pela escala da estimativa. A leitura  é diferente se tivermos em consideração todos os hospitais  do SNS e do sector privado em Portugal. O potencial de ganhos decorrente de intervenções simples, aplicadas à escala  nacional, que visem reduzir o número de infecções e o seu  impacto nos doentes, assim como os custos económicos e  sociais associados, parecem justificar o custo de oportunidade  dessas mesmas intervenções.</p>     <p>Por fim, reconhecemos e congratulamos Andrade Gomes J e Póvoa P pelo facto de destacarem, na essência, preocupações  idênticas às realçadas no nosso artigo: necessidade  de clarificar e tornar mais objetivo os critérios de definição de  ITUaCV; o rigor e critério judicioso na indicação para colocação de cateter vesical e pedido de uroculturas; necessidade  de efectuar o correcto diagnóstico diferencial entre ITUaCV e  bacteriúria assintomática. </p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Referências</b></p>     <!-- ref --><p>1. Lobão MJ, Sousa P. Infecções urinárias associadas a cateter vesical: contributos  para a prática clínica. Rev Port Med Int. 2016; 23: 65-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1950036&pid=S0872-671X201700010001800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Gould CV, Umscheid CA, Agarwal RK, Kuntz G, Pegues DA, Healthcare  Infection Control Practices Advisory Committee. Guideline for prevention of  catheter-associated urinary tract infections 2009. [internet] 2010 [consultado  20 Fev 2017] Disponível em: <a href="https://www.cdc.gov/hicpac/pdf/CAUTI/ CAUTIguideline2009final.pdf" target="_blank">https://www.cdc.gov/hicpac/pdf/CAUTI/  CAUTIguideline2009final.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1950038&pid=S0872-671X201700010001800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>3. Umscheid CA, Mitchell MD, Doshi JA, Agarwal R, Williams K, Brennan PJ.  Estimating the proportion of healthcare-associated infections that are reasonably  preventable and the related mortality and costs. s. Infect Control Hosp  Epidemiol. 2011;32:101&ndash;14</p>     <p>4. Tawfiq JA, Tambyah PA. Healthcare associated infections (HAI) perspectives.  J Infect Public Health. 2014;7:339&ndash;44</p>     <!-- ref --><p> 5. Zimlichman E, Henderson D, Tamir O, Franz C, Song P, Yamin CK, et al.  Health Care-Associated Infections A Meta-analysis of Costs and Financial  impact on the US health care system. JAMA Intern Med. 2013; 173: 2039-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1950041&pid=S0872-671X201700010001800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>6. Hooton TM, Bradley SF, Cardenas DD, Colgan R, Geerlings SE, Rice JC,  et al. Diagnosis, prevention, and treatment of catheter-associated urinary  tract infection in adults: 2009 International Clinical Practice Guidelines from  the Infectious Diseases Society of America. Clin Infect Dis. 2010;50:625&ndash;63.</p>     <p>7. Dudeck MA, Edwards JR, Allen-Bridson K, Gross C, Malpiedi PJ, Peterson  KD, et al. National Healthcare Safety Network report, data summary  for 2013, Device-associated Module. Am J Infect Control. 2015; 43:206&ndash;21.</p>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><a name="c0"></a><a href="#topc0">Correspondência:</a>Maria João Lobão <a href="mailto:lobao.mj@gmail.com">lobao.mj@gmail.com</a>     <br> Serviço de Medicina, Hospital de Cascais<br /> Hospital de Cascais, Av. Brigadeiro Victor Novais Gonçalves,<br /> 2755-009 Alcabideche, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Conflitos de Interesse: Os autores declaram a inexistência de conflitos  de interesse na realização do presente trabalho.  </p>     <p> Fontes de Financiamento: Não existiram fontes externas de financiamento  para a realização deste artigo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido: 15/01/2017</p>     <p>Aceite:  15/02/2017</p>      ]]></body><back>
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