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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sete Anos de Neutropenias Febris num Serviço de Medicina Interna]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Febrile neutropenia remains a serious side effect of chemotherapy and is a major cause of morbidity and mortality, as well as healthcare resource, and may compromise the efficacy of antineoplastic treatments by delaying and dose reductions of chemotherapy. The data about oncological inpatients with febrile neutropenia is scarce on literature, so this study pretends to characterize this population in a period of seven years at an internal medicine department and knowing more about this medical approach. Results: 156 inpatients were included in a total of 187 hospitalizations by febrile neutropenia. More than 50% was man, with a median age of 67 years old and 63.0% had advanced oncological disease. Fewer was present in 85.6% of admissions and 39.0% had severe neutropenia. Blood cultures were collected in 77.9% of episodes and 20.0% had bacteraemia. Gram-negative agents were the most frequent and the antibiotic association had a downward trend, being the carbapenems the most used. Mortality rate was about 17.0%, of which 62.5% had severe neutropenia and 75.0% stage IV. Conclusion: The creation of protocols and their auditing make it possible to evaluate the clinical work performed on the service and to improve the health care provided]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Antibacterianos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b> / ORIGINAL ARTICLES</p>     <p><b>Sete Anos de Neutropenias Febris num Servi&ccedil;o de Medicina Interna </b></p>     <p><b>Seven Years of Febrile Neutropenia in Internal Medicine Department</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&oacute;nica Pinho</b><sup>1</sup>    <br>     <img src="/img/revistas/mint/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-5352-2123">https://orcid.org/0000-0002-5352-2123</a></p>     
<p><b>Catarina Rodrigues</b><sup>1</sup>    <br>     <img src="/img/revistas/mint/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0003-4516-1935">https://orcid.org/0000-0003-4516-1935</a></p>     
<p><b>L&uacute;cia Guedes</b><sup>2</sup>    <br>     <img src="/img/revistas/mint/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0001-6626-0380">https://orcid.org/0000-0001-6626-0380</a></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&Eacute;rico Costa</b><sup>2</sup>    <br>     <img src="/img/revistas/mint/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0003-0600-4427">https://orcid.org/0000-0003-0600-4427</a></p>     
<p><b>Ermelinda Gon&ccedil;alves</b><sup>2</sup>    <br>     <img src="/img/revistas/mint/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-7730-9837">https://orcid.org/0000-0002-7730-9837</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup>Servi&ccedil;o de Oncologia M&eacute;dica, Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga, Santa Maria da Feira, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Servi&ccedil;o de Medicina Interna, Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga, Santa Maria da Feira, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspond&ecirc;ncia</a> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo:</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o:A neutropenia febril permanece uma complica&ccedil;&atilde;o grave dos tratamentos de quimioterapia, representa uma causa importante de morbi-mortalidade e recurso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, e pode comprometer a efic&aacute;cia dos tratamentos antineopl&aacute;sicos. Os dados dispon&iacute;veis na literatura sobre doentes oncol&oacute;gicos internados por neutropenia febril s&atilde;o escassos. O objetivo do estudo &eacute; a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos doentes internados num servi&ccedil;o de Medicina Interna com neutropenia febril p&oacute;s-quimioterapia.</p>     <p>Material e M&eacute;todos: Estudo observacional transversal decorrido entre janeiro de 2008 e dezembro de 2014 num Servi&ccedil;o de Medicina Interna. Foram inclu&iacute;dos doentes oncol&oacute;gicos sob quimioterapia internados com o diagn&oacute;stico de neutropenia febril. A colheita dos dados demogr&aacute;ficos e cl&iacute;nicos foi feita a partir dos dados do processo cl&iacute;nico em papel e informatizado. A an&aacute;lise dos dados foi feita com recurso ao SPSS vers&atilde;o 23.0. </p>     <p>Resultados: Foram selecionados 187 epis&oacute;dios de internamentos num total de 156 doentes; 54,5% pertenciam ao g&eacute;nero masculino e a idade mediana foi de 67 anos. A maioria dos doentes (63,0%) apresentava doen&ccedil;a oncol&oacute;gica em estadio avan&ccedil;ado e 39,0% tinham neutropenia severa. Os fatores de crescimento foram utilizados em 80,8% dos internamentos. Colheram-se hemoculturas em 77,9% dos epis&oacute;dios com 20,0% de bacteriemias confirmadas; os microrganismos Gram-negativos foram os agentes mais frequentes. O uso da associa&ccedil;&atilde;o de pelo menos dois antibi&oacute;ticos mostrou uma tend&ecirc;ncia decrescente e os carbapenemes foram os mais requisitados. A taxa de mortalidade foi de 17,0%, dos quais 62,5% apresentavam neutropenia profunda e 75,0% doen&ccedil;a oncol&oacute;gica estadio IV.</p>     <p>Conclus&atilde;o: A cria&ccedil;&atilde;o de protocolos e a sua auditoria permitem avaliar o trabalho realizado no servi&ccedil;o e melhorar os cuidados de sa&uacute;de prestados.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Antibacterianos; Antineopl&aacute;sicos/efeitos adversos; beta-Lact&acirc;micos; Fator Estimulador de Col&oacute;nias de Granul&oacute;citos; Hospitaliza&ccedil;&atilde;o; Neutropenia Febril/induzida quimicamente; Neutropenia Febril Induzida por Quimioterapia. </p>     <p>&nbsp;</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abstract:</b></p>     <p>Introduction: Febrile neutropenia remains a serious side effect of chemotherapy and is a major cause of morbidity and mortality, as well as healthcare resource, and may compromise the efficacy of antineoplastic treatments by delaying and dose reductions of chemotherapy. The data about oncological inpatients with febrile neutropenia is scarce on literature, so this study pretends to characterize this population in a period of seven years at an internal medicine department and knowing more about this medical approach. </p>     <p>Results: 156 inpatients were included in a total of 187 hospitalizations by febrile neutropenia. More than 50% was man, with a median age of 67 years old and 63.0% had advanced oncological disease. Fewer was present in 85.6% of admissions and 39.0% had severe neutropenia. Blood cultures were collected in 77.9% of episodes and 20.0% had bacteraemia. Gram-negative agents were the most frequent and the antibiotic association had a downward trend, being the carbapenems the most used. Mortality rate was about 17.0%, of which 62.5% had severe neutropenia and 75.0% stage IV. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclusion: The creation of protocols and their auditing make it possible to evaluate the clinical work performed on the service and to improve the health care provided.</p>     <p><b>Keywords:</b>Anti-Bacterial Agents; Antineoplastic Agents/ adverse effects; beta-Lactams; Chemotherapy-Induced Febrile Neutropenia: Febrile Neutropenia/ chemically induced; Granulocyte Colony-Stimulating Factor; Hospitalization. </p>     <p>&nbsp;</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas tem-se assistido a uma incid&ecirc;ncia e preval&ecirc;ncia crescentes de doen&ccedil;as oncol&oacute;gicas e a um progresso not&aacute;vel ao n&iacute;vel da sobreviv&ecirc;ncia destes doentes &agrave; custa de diagn&oacute;sticos mais precoces e desenvolvimento no tratamento cir&uacute;rgico e m&eacute;dico.<sup>1,2</sup> N&atilde;o obstante os avan&ccedil;os na &aacute;rea do tratamento biol&oacute;gico e da imunoterapia, a quimioterapia (QT) continua a ocupar um papel central na abordagem adjuvante e paliativa destes doentes,<sup>1</sup> sendo a neutropenia uma consequ&ecirc;ncia importante e um dos principais fatores de risco para infe&ccedil;&atilde;o.<sup>2,3</sup> Trata-se de uma causa importante de morbi-mortalidade, comprometendo a efic&aacute;cia dos tratamentos antineopl&aacute;sicos uma vez que pode implicar adiamentos e redu&ccedil;&otilde;es de dose e, por outro lado, representa um aumento da utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos m&eacute;dicos.<sup>2,4,5</sup></p>     <p>Embora existam algumas varia&ccedil;&otilde;es, de acordo com a European Society for Medical Oncology (ESMO), a neutropenia febril (NF) define-se como a presen&ccedil;a de temperatura oral > 38,3&deg;C ou > 38,0&deg;C em duas medi&ccedil;&otilde;es consecutivas com um intervalo de 2 horas entre si e uma contagem absoluta de neutr&oacute;filos inferior a 0,5&times;109/L, ou que seja expect&aacute;vel que venha a diminuir para valores inferiores a 0,5&times;109/L.<sup>2,6</sup> A estratifica&ccedil;&atilde;o dos doentes permite orientar a estrat&eacute;gia terap&ecirc;utica de forma individualizada.<sup>2</sup> O m&eacute;todo de estratifica&ccedil;&atilde;o mais amplamente utilizado &eacute; o &iacute;ndice de progn&oacute;stico MASCC (Multinational Association of Supportive Care in Cancer), prospetivamente validado e que permite, em base exclusivamente cl&iacute;nica, determinar o risco de mortalidade.<sup>2,6</sup> Os doentes de alto risco devem ser internados para antibioterapia endovenosa, podendo os de baixo risco ser tratados em ambulat&oacute;rio com antibioterapia oral ap&oacute;s um breve per&iacute;odo de observa&ccedil;&atilde;o.<sup>2,3,6</sup> Um diagn&oacute;stico atempado e a institui&ccedil;&atilde;o precoce de tratamento antibi&oacute;tico &eacute; essencial para que a sua abordagem seja bem sucedida.<sup>6</sup> </p>     <p>A mortalidade associada &agrave; NF tem vindo a diminuir de forma constante ao longo dos anos<sup>2</sup>; contudo, mant&eacute;m-se significativa, variando entre 5% a 20%.<sup>2,7,8,9</sup></p>     <p>No Servi&ccedil;o de Medicina Interna (SMI) do nosso hospital existe um protocolo desde 2010 que visa a uniformiza&ccedil;&atilde;o da abordagem do doente neutrop&eacute;nico, sendo o seu cumprimento avaliado sistematicamente (vide <a href="/img/revistas/mint/v26n2/v26n2a05a1.jpg">Anexo 1</a>). &Eacute; feita a monitoriza&ccedil;&atilde;o da estratifica&ccedil;&atilde;o de risco dos doentes, prescri&ccedil;&atilde;o de antibi&oacute;tico de acordo com a gravidade cl&iacute;nica e uso adequado de fatores de crescimento de col&oacute;nias de granul&oacute;citos/granulocyte-colony stimulating factor (G-CSF). S&atilde;o escassos os estudos dispon&iacute;veis na literatura sobre doentes oncol&oacute;gicos internados por NF, pelo que o objetivo deste estudo foi a caracteriza&ccedil;&atilde;o destes doentes e da sua abordagem em regime de internamento num SMI. </p>     
<p><b>Material e M&eacute;todos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Procedeu-se a um estudo observacional transversal que decorreu entre janeiro de 2008 e dezembro de 2014 num SMI de um hospital perif&eacute;rico portugu&ecirc;s. </p>     <p>Foi utilizada uma amostra de conveni&ecirc;ncia, tendo sido selecionados todos os doentes com doen&ccedil;a oncol&oacute;gica admitidos no SMI, com o diagn&oacute;stico principal de NF decorrente do tratamento antineopl&aacute;sico. Exclu&iacute;ram-se todos os doentes que n&atilde;o cumpriam os crit&eacute;rios definidores de NF e que n&atilde;o tinham sido submetidos a tratamento de QT nas &uacute;ltimas 6 semanas. Procedeu-se &agrave; colheita de dados demogr&aacute;ficos e cl&iacute;nicos: idade e g&eacute;nero, localiza&ccedil;&atilde;o e estadio da doen&ccedil;a oncol&oacute;gica, sintomas &agrave; admiss&atilde;o e contagem absoluta de neutr&oacute;filos para estratifica&ccedil;&atilde;o do risco, tipo de antibioterapia, exames microbiol&oacute;gicos solicitados e agentes microbiol&oacute;gicos isolados, uso de fatores de crescimento de granul&oacute;citos e aplica&ccedil;&atilde;o de medidas de isolamento. Foi ainda avaliada a dura&ccedil;&atilde;o do internamento e o tempo decorrido at&eacute; &agrave; contagem de neutr&oacute;filos > 1000/mm3.</p>     <p>A recolha de dados foi feita por m&eacute;dicos a exercerem a atividade no SMI. As vari&aacute;veis cont&iacute;nuas foram expressas em mediana. Todas as vari&aacute;veis foram submetidas a an&aacute;lise descritiva e apresentadas como percentagem. A an&aacute;lise estat&iacute;stica descritiva foi feita com recurso ao software SPSS vers&atilde;o 23.0. O trabalho teve a aprova&ccedil;&atilde;o da comiss&atilde;o de &eacute;tica do hospital.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Foram analisados 231 epis&oacute;dios de internamentos, tendo sido inclu&iacute;dos no estudo 187 num total de 156 doentes; foram exclu&iacute;dos 44 epis&oacute;dios. Mais de metade dos doentes pertencia ao g&eacute;nero masculino (66,7%), com idade mediana de 67 anos &plusmn; 12,0. A maioria (90,3%) apresentava tumores s&oacute;lidos e doen&ccedil;a oncol&oacute;gica em estadio avan&ccedil;ado (63,0%), distribu&iacute;dos como mostra a <a href="#t1">Tabela 1</a>. Cerca de 40,0% desenvolveram NF ap&oacute;s o primeiro ciclo de QT e 17% contavam com pelo menos um internamento pr&eacute;vio pelo mesmo motivo. Observou-se neutropenia profunda (neutr&oacute;filos = 100 mm3) em mais de 1/3 das admiss&otilde;es como demonstrado na <a href="/img/revistas/mint/v26n2/v26n2a05f1.jpg">Fig 1</a>, conferindo por si s&oacute; alto risco de complica&ccedil;&otilde;es. O foco infecioso mais frequente filiava-se no trato gastrointestinal seguido do trato respirat&oacute;rio como se verifica na <a href="#f2">Fig 2</a>. Procedeu-se &agrave; colheita de hemoculturas em 77,9% dos epis&oacute;dios, urocultura em 63,2% dos epis&oacute;dios e bacteriol&oacute;gico das vias do CVC em 1,3%. Foram documentados casos de bacteriemia em 20,5% dos internamentos (<a href="#t2">Tabela 2</a>); os microrganismos Gram-negativos foram os agentes mais comummente isolados, sendo a Escherichia coli o agente causal da maioria das bacteriemias e infe&ccedil;&otilde;es urin&aacute;rias. No tratamento da NF foram utilizados diversos esquemas de antibioterapia, observando-se o recurso a associa&ccedil;&atilde;o de pelo menos dois antibi&oacute;ticos com uma tend&ecirc;ncia decrescente no decorrer dos anos (<a href="#f3">Fig 3</a>), sendo os carbapenemes seguindo-se os aminoglicos&iacute;deos os antibi&oacute;ticos mais utilizados (<a href="#t3">Tabela 3</a>). O tempo mediano de recupera&ccedil;&atilde;o da contagem de neutr&oacute;filos para um valor superior a = 1000/mm3 foi de 2,6 dias &plusmn; 1,6. Os G-CSF foram utilizados em 80,8% das admiss&otilde;es e de forma inapropriadamente prolongada em 12,6%. As medidas de isolamento, enquanto medida de prote&ccedil;&atilde;o do doente imunodeprimido, foram institu&iacute;das na maioria dos epis&oacute;dios de internamentos (92,0%). </p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/mint/v26n2/v26n2a05t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/mint/v26n2/v26n2a05f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/mint/v26n2/v26n2a05t2.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/mint/v26n2/v26n2a05f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/mint/v26n2/v26n2a05t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de internamento foi de 8,3 dias &plusmn; 5,9, semelhante ao tempo m&eacute;dio de internamento por outras causas no SMI, na mesma data. A taxa de mortalidade foi de 17,0%, dos quais 62,5% apresentavam neutropenia severa e 75,0% doen&ccedil;a oncol&oacute;gica estadio IV. </p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Os resultados deste estudo mostram que a maioria dos doentes internados por NF apresentam doen&ccedil;a oncol&oacute;gica avan&ccedil;ada, o que lhes confere desde logo uma maior suscetibilidade a intercorr&ecirc;ncias infeciosas. Al&eacute;m do estadio da neoplasia, a localiza&ccedil;&atilde;o, o tratamento antineopl&aacute;sico (esquema e intensidade do regime) e as caracter&iacute;sticas inerentes ao doente (idade, hist&oacute;ria pr&eacute;via de NF, baixo status funcional e comorbilidades) s&atilde;o outros fatores de risco para o desenvolvimento de NF<sup>2,10</sup></p>     <p>No decorrer do estudo o n&uacute;mero de internamentos por NF apresentou uma tend&ecirc;ncia decrescente que poder&aacute; estar relacionada com uma melhoria na preven&ccedil;&atilde;o e &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o dos tratamentos antineopl&aacute;sicos, permanecendo, contudo, est&aacute;vel o n&uacute;mero de internamentos por neutropenia profunda, que por si s&oacute; confere alto risco de complica&ccedil;&otilde;es e justifica a necessidade de internamento. </p>     <p>Neste estudo foram utilizados G-CSF na maioria dos internamentos. A utiliza&ccedil;&atilde;o dos G-CSF enquanto terap&ecirc;utica adjuvante de antibioterapia no tratamento da NF n&atilde;o est&aacute; preconizada por rotina pela menor evid&ecirc;ncia cl&iacute;nica em compara&ccedil;&atilde;o com o seu papel na profilaxia, efeitos secund&aacute;rios associados e custos inerentes.<sup>4</sup> Uma metan&aacute;lise da Cochrane de 2005 que incluiu 1518 doentes de 13 ensaios cl&iacute;nicos, demonstrou redu&ccedil;&atilde;o no tempo de internamento e no tempo de recupera&ccedil;&atilde;o da contagem de neutr&oacute;filos, contudo sem impacto na sobreviv&ecirc;ncia global.<sup>3,11</sup> Com o objetivo de prevenir a NF, que frequentemente ocorre no primeiro ciclo de QT, as guidelines europeias e americanas recomendam o uso de G-CSF em ambulat&oacute;rio, nos doentes sob esquemas de QT que conferem risco de NF superior a 20%.<sup>2,7,8,9</sup> Por outro lado, a National Comprehensive Cancer Network (NCCN) prop&otilde;e ainda a avalia&ccedil;&atilde;o de alguns crit&eacute;rios que conferem risco alto de complica&ccedil;&otilde;es infeciosas e/ou se relacionam com outcomes cl&iacute;nicos desfavor&aacute;veis que podem auxiliar na decis&atilde;o de utilizar G-CSF, incluindo idade > 65 anos, s&eacute;psis grave, neutropenia severa ou prolongada (> 10 dias), pneumonia, infe&ccedil;&otilde;es f&uacute;ngicas invasivas ou outras infeciosas identificadas, epis&oacute;dios pr&eacute;vios de neutropenia febril.<sup>8</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo microbiol&oacute;gico &eacute; um passo fundamental na institui&ccedil;&atilde;o de antibioterapia adequada, estando descritas taxas de isolamento de agentes microbiol&oacute;gicos em doentes neutrop&eacute;nicos de 20%.<sup>2,12,13</sup> Al&eacute;m disso, o conhecimento da frequ&ecirc;ncia e dos padr&otilde;es de resist&ecirc;ncia dos agentes patog&eacute;nicos causadores de infe&ccedil;&atilde;o de cada institui&ccedil;&atilde;o reveste-se de fundamental relev&acirc;ncia para um tratamento de sucesso.<sup>6</sup> As linhas de orienta&ccedil;&atilde;o europeias e americanas recomendam o rastreio s&eacute;ptico com colheita de pelo menos dois set de hemoculturas, uma da via do cateter venoso central (CVC) se presente e outra proveniente de venopun&ccedil;&atilde;o perif&eacute;rica, ou duas em diferentes locais de venopun&ccedil;&atilde;o na aus&ecirc;ncia de CVC; o pedido de outros exames microbiol&oacute;gicos deve ser orientado pelos sintomas/sinais do doente.<sup>3,6,13,15</sup> Apesar das recomenda&ccedil;&otilde;es, nesta an&aacute;lise verificou-se um n&uacute;mero elevado de uroculturas solicitadas de forma inadequada uma vez que os sintomas urin&aacute;rios foram pouco prevalentes. Por outro lado, as hemoculturas do CVC foram efetuadas raramente, apesar da elevada rentabilidade das mesmas (isolamentos positivos em 2/3 dos pedidos). </p>     <p>A classe de antibi&oacute;ticos mais comummente utilizada foi a dos carbapenemes, seguida dos aminoglicos&iacute;deos e das cefalosporinas de terceira gera&ccedil;&atilde;o, o que se adequa aos esquemas de antibioterapia emp&iacute;rica recomendados pela Infectious Diseases Society of American (ISDA) no tratamento da NF com necessidade de internamento, considerados doentes de alto risco.<sup>3</sup> De acordo com o protocolo de servi&ccedil;o em vigor, a atribui&ccedil;&atilde;o de alto risco &agrave;s diferentes situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas era dependente de v&aacute;rios crit&eacute;rios al&eacute;m da neutropenia profunda, crit&eacute;rio avaliado nesta an&aacute;lise, como por exemplo, a presen&ccedil;a de insufici&ecirc;ncia renal ou hep&aacute;tica, mucosite grave ou patologia pulmonar cr&oacute;nica. Assim, a presen&ccedil;a de outros crit&eacute;rios que n&atilde;o foram objeto desta an&aacute;lise pode justificar o elevado uso de carbapenemes. Ainda, uma meta-an&aacute;lise que comparou o tratamento da NF com antibioterapia em monoterapia ou com associa&ccedil;&atilde;o de diferentes antibi&oacute;ticos, mostrou efic&aacute;cia sobrepon&iacute;vel; contudo este resultado n&atilde;o foi t&atilde;o claro nos casos de neutropenia severa ou bacteriemia documentada,<sup>2</sup> o que pode justificar que na maioria dos internamentos em an&aacute;lise se tenha optado pela associa&ccedil;&atilde;o de pelo menos duas classes diferentes de antimicrobianos. </p>     <p>A mortalidade associada &agrave; NF tem vindo a diminuir<sup>2</sup> contudo, mant&eacute;m-se significativa, com taxas de mortalidade que variam entre os 5% e 20%, aumentando de forma proporcional em rela&ccedil;&atilde;o com a gravidade da infe&ccedil;&atilde;o e as comorbilidades do doente.<sup>2,7,9,14</sup> A taxa de mortalidade verificada no estudo est&aacute; de acordo com o descrito na literatura.<sup>2,13,7,8</sup> Por&eacute;m, ao comparar com a taxa de mortalidade dos restantes doentes admitidos no SMI no mesmo per&iacute;odo, esta mostrou ser superior (17% versus 12%). A maioria dos &oacute;bitos apresentava neutropenia severa (neutr&oacute;filos = 100 mm3) e doen&ccedil;a oncol&oacute;gica avan&ccedil;ada, por si mesmo conferem um alto risco de complica&ccedil;&otilde;es.<sup>15</sup>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Sendo os doentes oncol&oacute;gicos um grupo particularmente vulner&aacute;vel a complica&ccedil;&otilde;es infeciosas, a identifica&ccedil;&atilde;o precoce de um evento infecioso e a sua abordagem atempada e eficiente pode melhorar os outcomes cl&iacute;nicos, atrav&eacute;s da evolu&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel do evento agudo e a menor interfer&ecirc;ncia poss&iacute;vel no tratamento dirigido &agrave; doen&ccedil;a oncol&oacute;gica A cria&ccedil;&atilde;o de protocolos e a sua auditoria permite uniformizar a sua abordagem, avaliar o trabalho realizado no servi&ccedil;o com o objetivo de melhorar os cuidados de sa&uacute;de prestados. </p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Ao Dr. Fernando Moreira, Diretor de Servi&ccedil;o de Medicina Interna do CHEDV, onde o trabalho foi realizado. Dra Ana Raquel Freitas, assistente hospitalar de Medicina Interna do CHEDV, pela colabora&ccedil;&atilde;o e apoio. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>1. Schelenz S, Giles D, Abdallah S. Epidemiology, management and economic impact of febrile neutropenia in oncology patients receiving routine care at a regional UK cancer centre. Ann Oncol. 2012; 23:1889-93. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1093/annonc/mdr520" target="_blank">10.1093/annonc/mdr520</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963446&pid=S0872-671X201900020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Naurois J, Klastersky J, Rolston K, Rapoport B, Maschmeyer G, Aapro M, et al. Management of febrile neutropenia: ESMO Clinical Practice Guidelines. Ann Oncol. 2016; 27:111-8. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1093/annonc/mdr520" target="_blank">10.1093/annonc/mdw325</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963448&pid=S0872-671X201900020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Freifeld AG, Bow EJ, Sepkowitz KA, Boeckh MJ, Ito JI, Raad II, et al, Clinical Practice Guideline for the Use of Antimicrobial Agents in Neutropenic Patients with Cancer: 2010 Update by the Infectious Diseases Society of America. Clin Infect Dis. 2011;52:56-93. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1093/cid/cir073" target="_blank">10.1093/cid/cir073</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963450&pid=S0872-671X201900020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>4. Aapro MS, Cameron DA, Pettengell R, Bohlius J, Crawford J, Kearney N, et al. European Organisation for Research and Treatment of Cancer (EORTC) Granulocyte Colony-Stimulating Factor (G-CSF) Guidelines Working Party (2006) EORTC guidelines for the use of granulocyte-colony stimulating factor to reduce the incidence of chemotherapy-induced febrile neutropenia in adult patients with lymphomas and solid tumours. Eur J Cancer. 2006; 42:2433&ndash;53. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.ejca.2006.05.002" target="_blank">10.1016/j.ejca.2006.05.002</a>.</p>     <!-- ref --><p>5. Cameron D. Management of chemotherapy-associated febrile neutropenia. Br J Cancer. 2009; 101:18-22. doi:<a href="http://dx.doi.org/10.1038/sj.bjc.6605272" target="_blank">10.1038/sj.bjc.6605272</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963453&pid=S0872-671X201900020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Taplitz RA, Kennedy EB, Bow EJ, Crews J, Gleason C, Hawley DK, et al. Outpatient management of fever and neutropenia in adults treated for malignancy: American Society of Clinical Oncology and Infectious Diseases Society of America Clinical Practice Guideline Update. Clin Oncol. 2018; 36:1443-53. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1200/JCO.2017.77.6211" target="_blank">10.1200/JCO.2017.77.6211</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963455&pid=S0872-671X201900020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>7. Kuderer NM, Dale DC, Crawford J, Cosler LE, Lyman GH. Mortality, morbidity, and cost associated with febrile neutropenia in adult cancer patients. Cancer. 2006; 106:2258-66. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1002/cncr.21847" target="_blank">10.1002/cncr.21847</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963457&pid=S0872-671X201900020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>8. Lyman GH, and Rolston K. How we treat febrile neutropenia in patients receiving cancer chemotherapy. J Oncol Pract. 2010; 6:149&ndash;52. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1200/JOP.091092" target="_blank">10.1200/JOP.091092</a>.</p>     <!-- ref --><p>9. Chindaprasirt J, Wanitpongpun C, Limpawattana P, Thepsuthammarat K, Sripakdee W, Sookprasert A, et al. Mortality, length of stay, and cost associated with hospitalized adult cancer patients with febrile neutropenia. Asian Pac J Cancer Prev. 2013; 14:1115-9. doi:<a href="http://dx.doi.org/10.7314/APJCP.2013.14.2.1115" target="_blank">10.7314/APJCP.2013.14.2.1115</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963460&pid=S0872-671X201900020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Baden LR, Bensinger W, Angarone M, Casper C, Dubberke ER, Freifeld AG, et al. National Comprehensive Cancer Network (NCCN) Clinical Practice Guidelines in Oncology. Prevention and treatment of cancer-related infections. Version 1.2018. [Consultado em 2018 October 30]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.nccn.org" target="_blank">http://www.nccn.org </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963462&pid=S0872-671X201900020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>11. Crawford J, Becker PS, Hutchinson F, Armitage J, Blayney DW; Chavez J, et al. NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology (NCCN Guidelines) Myeloid Growth Factors. Version 1.2018. [Consultado em 2018 October 30]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.nccn.org" target="_blank">http://www.nccn.org </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963463&pid=S0872-671X201900020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>12. Perron T, Emara M, Ahmed S. Time to antibiotics and outcomes in cancer patients with febrile neutropenia.BMC Health Serv Res. 2014; 14:162. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1186/1472-6963-14-162" target="_blank">10.1186/1472-6963-14-162.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963464&pid=S0872-671X201900020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></p>     <!-- ref --><p>13. Freres P, Gonne E, Collignon J, Giot JB, Gennigens C, Jerusalem G. Prise en charge de la neutrop&eacute;nie f&eacute;brile chez le patient canc&eacute;reux. Rev Med Li&egrave;ge 2015; 70:195-200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963466&pid=S0872-671X201900020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Carpe&ntilde;o JC, Gasc&oacute;n-Vilaplana P, Ant&oacute;n-Torres A, L&oacute;pes-L&oacute;pez R, Barnadas-Molins A, Cruz-Hern&aacute;ndez JJ, et al. Epidemiology and characteristics of febrile neutropenia in oncology patients from Spanish tertiary care hospitals: PINNACLE study. Mol Clin Oncol. 2015; 3:725-9. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.3892/ mco.2015.524" target="_blank">10.3892/ mco.2015.524</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963468&pid=S0872-671X201900020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>15. Furno P, Bucaneve G, Del Favero A. Monotherapy or aminoglycoside-containing combinations for empirical antibiotic treatment of febrile neutropenic patients: a meta-analysis. Lancet Infect Dis. 2002; 2:231&ndash;42. doi:<a href="http://dx.doi.org/10.1016/S1473-3099(02)00241-4" target="_blank">10.1016/S1473-3099(02)00241-4.</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a><a href="#topc0">Correspond&ecirc;ncia</a>:Monica Pinho – <a href="mailto:monicasofiap@gmail.com">monicasofiap@gmail.com</a>     <br>   Servi&ccedil;o de Oncologia M&eacute;dica, Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga, Santa Maria da Feira, Portugal.    <br>   R. Dr. C&acirc;ndido Pinho 5 4520-211 Santa Maria da Feira</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Direito &agrave; Privacidade e Consentimento Informado: Os autores declaram que nenhum dado que permita a identifica&ccedil;&atilde;o do doente aparece neste artigo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Confidentiality of data: The authors declare that they have followed the protocols of their work center on the publication of data from patients.</p>     <p>Prote&ccedil;&atilde;o de Seres Humanos e Animais: Os autores declaram que n&atilde;o foram realizadas experi&ecirc;ncias em seres humanos ou animais.</p>     <p>Protection of human and animal subjects: The authors declare that the procedures followed were in accordance with the regulations of the relevant clinical research ethics committee and with those of the Code of Ethics of the World Medical Association (Declaration of Helsinki).</p>     <p>Proveni&ecirc;ncia e revis&atilde;o por pares: N&atilde;o comissionado; revis&atilde;o externa por pares.</p>     <p>Provenance and peer review. Not Commissioned; externally peer reviewed.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido: 15/11/2018</p>     <p>Aceite: 17/03/2019 </p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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