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<article-id pub-id-type="doi">10.24950/rspmi/O/14/19/2/2019</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fármacos Potencialmente Inadequados no Fim de Vida e sua Desprescrição por uma Equipa de Cuidados Paliativos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: People with terminal illnesses are often polymedicated. In the last months of life, some drugs may be considered inadequate. This study intends to evaluate the impact of the intervention of a palliative care (PC) team on the deprescription of potentially inappropriate drugs (PID). Methods: Retrospective observational study with adults with estimated survival of less than 6 months, followed by a PC team at home, in 2016. The PID were quantified and their deprescription was evaluated, during the first year of follow-up by the team. Results: Sixty-eight patients were included, with a mean age of 77 years. Fifty-seven (83.8%) were medicated with PID. Functional status did not influence the number of PID. Deprescription occurred in 40% of patients. The number of medical visits was the only variable with a statistically significant relation with the deprescription (p = 0.004). Discussion: There was a high prevalence of PID in this sample, regardless of functional status. The data from this study are in line with the current scientific literature, which suggests that a significant percentage of patients are medicated with drugs with no proven benefit at this stage. Conclusion: It is essential to review the relevance of all end-of-life patients' medication, due to the high prevalence of PID and its consequences. Their identification and deprescription are fundamental actions, whose implementation requires a timely evaluation by CP.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cuidados Paliativos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b> / ORIGINAL ARTICLES</p>     <p><b>F&aacute;rmacos Potencialmente Inadequados no Fim de Vida e sua Desprescri&ccedil;&atilde;o por uma Equipa de Cuidados Paliativos </b></p>     <p><b>Potentially Inadequate Therapies at the End of Life and their Deprescription by a Palliative Care Team</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Carla A Maia</b><sup>1</sup>    <br>     <img src="/img/revistas/mint/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-4254-8344">https://orcid.org/0000-0002-4254-8344</a></p>     
<p><b>Teresa Tavares</b><sup>1</sup>    <br>     <img src="/img/revistas/mint/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-3734-4013">https://orcid.org/0000-0002-3734-4013</a></p>     
<p><b>C&eacute;u Rocha</b><sup>2</sup>    <br>     <img src="/img/revistas/mint/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-2153-2394">https://orcid.org/0000-0002-2153-2394</a></p>     
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup>Servi&ccedil;o de Medicina Interna, Unidade Local de Sa&uacute;de de Matosinhos, Matosinhos, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Equipa de Cuidados Paliativos, Unidade Local de Sa&uacute;de de Matosinhos, Matosinhos, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspond&ecirc;ncia</a> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo:</b></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o: As pessoas com doen&ccedil;as terminais est&atilde;o frequentemente polimedicadas. Nos &uacute;ltimos meses de vida, alguns f&aacute;rmacos podem ser considerados inadequados. Este estudo pretende avaliar o impacto da interven&ccedil;&atilde;o de uma equipa de cuidados paliativos (CP) na desprescri&ccedil;&atilde;o de f&aacute;rmacos potencialmente inadequados (FPI).</p>     <p>M&eacute;todos: Estudo retrospectivo observacional, com adultos com sobrevida estimada inferior a 6 meses, referenciados a uma equipa domicili&aacute;ria de CP em 2016. Quantificados os FPI e avaliada a desprescri&ccedil;&atilde;o dos mesmos, nos 12 meses ap&oacute;s in&iacute;cio do seguimento pela equipa. </p>     <p>Resultados: Inclu&iacute;dos 68 doentes, idade m&eacute;dia 77 anos. Cinquenta e sete (83,8%) faziam FPI. O estado funcional n&atilde;o influenciou significativamente o n&uacute;mero de FPI. Ocorreu desprescri&ccedil;&atilde;o em 40% dos doentes. O n&uacute;mero de consultas m&eacute;dicas presenciais de CP foi a &uacute;nica var&iacute;avel com rela&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa com a desprescri&ccedil;&atilde;o (p = 0,004). </p>     <p>Discuss&atilde;o: Verificou-se elevada preval&ecirc;ncia de FPI nesta amostra, independente do estado funcional. Os dados deste estudo est&atilde;o de acordo com a literatura cient&iacute;fica actual, que sugere que uma percentagem significativa de doentes se encontra medicada com f&aacute;rmacos sem benef&iacute;cio comprovado nesta fase da vida. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclus&atilde;o: &Eacute; fundamental rever a pertin&ecirc;ncia de toda a medica&ccedil;&atilde;o dos doentes em fim de vida, pela elevada preval&ecirc;ncia de FPI e suas consequ&ecirc;ncias. A sua identifica&ccedil;&atilde;o e desprescri&ccedil;&atilde;o s&atilde;o ac&ccedil;&otilde;es fundamentais, cuja implementa&ccedil;&atilde;o requer uma avalia&ccedil;&atilde;o atempada por CP.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Cuidados Paliativos; Desprescri&ccedil;&atilde;o; Futilidade M&eacute;dica; Prescri&ccedil;&atilde;o Inapropriada. </p>     <p>&nbsp;</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abstract:</b></p>     <p>Introduction: People with terminal illnesses are often polymedicated. In the last months of life, some drugs may be considered inadequate. This study intends to evaluate the impact of the intervention of a palliative care (PC) team on the deprescription of potentially inappropriate drugs (PID).</p>     <p>Methods: Retrospective observational study with adults with estimated survival of less than 6 months, followed by a PC team at home, in 2016. The PID were quantified and their deprescription was evaluated, during the first year of follow-up by the team. </p>     <p>Results: Sixty-eight patients were included, with a mean age of 77 years. Fifty-seven (83.8%) were medicated with PID. Functional status did not influence the number of PID. Deprescription occurred in 40% of patients. The number of medical visits was the only variable with a statistically significant relation with the deprescription (p = 0.004). </p>     <p>Discussion: There was a high prevalence of PID in this sample, regardless of functional status. The data from this study are in line with the current scientific literature, which suggests that a significant percentage of patients are medicated with drugs with no proven benefit at this stage. </p>     <p>Conclusion: It is essential to review the relevance of all end-of-life patients&rsquo; medication, due to the high prevalence of PID and its consequences. Their identification and deprescription are fundamental actions, whose implementation requires a timely evaluation by CP.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords:</b> Deprescriptions; Inappropriate Prescribing; Palliative Care; Medical Futility. </p>     <p>&nbsp;</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Diariamente somos confrontados com recomenda&ccedil;&otilde;es que sugerem o in&iacute;cio de terap&ecirc;uticas para preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria ou secund&aacute;ria, mas raramente se definem indica&ccedil;&otilde;es para a descontinua&ccedil;&atilde;o destes mesmos f&aacute;rmacos.<sup>1</sup> </p>     <p>&Eacute; frequente a utiliza&ccedil;&atilde;o inapropriada de f&aacute;rmacos em contexto de doen&ccedil;a terminal, que se refere aos &uacute;ltimos 3 a 6 meses de vida.<sup>2,3</sup> As pessoas portadoras de doen&ccedil;a avan&ccedil;ada com expectativa de vida inferior a 6 meses t&ecirc;m frequentemente outras comorbilidades.<sup>4-6</sup> Nesta fase da vida ocorre frequentemente perda ponderal e caquexia, que podem alterar o curso destas doen&ccedil;as cr&oacute;nicas e respectivas indica&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas.<sup>5,7,8</sup> Dever&atilde;o ser descontinuados os f&aacute;rmacos cujo tempo necess&aacute;rio para obter os benef&iacute;cios esperados seja superior &agrave; expectativa de vida de um determinado doente (por exemplo, no que diz respeito &agrave;s estatinas, quando s&atilde;o prescritas para preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, a sua utiliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o traz qualquer benef&iacute;cio nos &uacute;ltimos 6 meses de vida).<sup>9-11</sup> Adicionalmente, a anorexia e disfagia que est&atilde;o frequentemente presentes nesta fase podem tornar a administra&ccedil;&atilde;o destes f&aacute;rmacos num momento de desconforto, com risco acrescido de complica&ccedil;&otilde;es, que se tornam injustific&aacute;veis.<sup>8</sup> A continuidade de f&aacute;rmacos sem benef&iacute;cio comprovado constitui tamb&eacute;m desperd&iacute;cio de recursos.<sup>2</sup> </p>     <p>A desprescri&ccedil;&atilde;o consiste na optimiza&ccedil;&atilde;o do regime terap&ecirc;utico de um doente atrav&eacute;s da suspens&atilde;o de f&aacute;rmacos inapropriados ou desnecess&aacute;rios, tendo em conta o plano individual de cuidados.<sup>3,12-14</sup> Esta &eacute; uma &aacute;rea em investiga&ccedil;&atilde;o pelos cuidados paliativos (CP).<sup>15</sup> Dever&aacute; sempre decorrer com base numa rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica de confian&ccedil;a e compromisso com o bem-estar de cada doente, sob pena de, se mal conduzida ser interpretada como desist&ecirc;ncia ou desinvestimento.<sup>3</sup> </p>     <p>O estudo apresentado avalia o esquema terap&ecirc;utico de doentes com expectativa de vida inferior a 6 meses aquando da primeira avalia&ccedil;&atilde;o por uma equipa de cuidados paliativos (ECP) e o impacto desta na suspens&atilde;o dos FPI. </p>     <p><b>M&eacute;todos</b></p>     <p>Realizado um estudo retrospectivo observacional onde foram inclu&iacute;dos doentes adultos que iniciaram acompanhamento em domic&iacute;lio por uma ECP a operar no norte de Portugal, durante o ano de 2016. Nesta tipologia de cuidados os doentes t&ecirc;m um enfermeiro que os acompanha em proximidade e articula cuidados com o m&eacute;dico da equipa. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram inclu&iacute;dos os doentes cuja estimativa cl&iacute;nica da sobrevida atrav&eacute;s da &ldquo;quest&atilde;o surpresa&rdquo;16 fosse inferior a 6 meses (concord&acirc;ncia de pelo menos 50% dos investigadores). Foram exclu&iacute;dos os que tinham sido previamente avaliados por outra equipa ou tipologia de CP.</p>     <p>Foram analisadas as seguintes vari&aacute;veis: idade (em anos), sexo, diagn&oacute;stico principal (diagn&oacute;stico mais relacionado com a necessidade de acompanhamento por Cuidados Paliativos, nomeadamente: neoplasia, doen&ccedil;a neurodegenerativa, insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca, doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva cr&oacute;nica ou outro) e estado funcional (medido pela Palliative Performance Scale – PPS, escala que inclui as vari&aacute;veis deambula&ccedil;&atilde;o, capacidade para realizar as actividades do dia-a-dia, evid&ecirc;ncia de doen&ccedil;a, auto-cuidado, ingest&atilde;o oral e n&iacute;vel de consci&ecirc;ncia, expressa em percentagem, de 0% a 100%). </p>     <p>A an&aacute;lise da medica&ccedil;&atilde;o habitual na primeira visita domicili&aacute;ria foi efectuada avaliando o n&uacute;mero total de f&aacute;rmacos pres critos e especificando se faziam estatinas, antihipertensores, antiagregantes, hipoglicemiantes e inibidores da bomba de prot&otilde;es (IBP), por serem considerados por v&aacute;rios autores como f&aacute;rmacos potencialmente inadequados (FPI) neste contexto.<sup>3,17,18</sup></p>     <p>O per&iacute;odo de seguimento terminava aos 12 meses ap&oacute;s a primeira consulta ou at&eacute; &agrave; alta ou &oacute;bito, se ocorridos antes dos 12 meses. Ao longo deste per&iacute;odo avaliou-se o n&ordm; total de visitas domicili&aacute;rias, se o m&eacute;dico assistente de Cuidados Paliativos suspendeu algum dos FPI e ao fim de quantas avalia&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas &eacute; que isso aconteceu. Neste trabalho foram contabilizadas apenas as consultas m&eacute;dicas presenciais (CMP), por serem aquelas que possibilitam a an&aacute;lise de dados atrav&eacute;s do registo inform&aacute;tico. O tempo de sobrevida ap&oacute;s a primeira visita domicili&aacute;ria foi medido em semanas e a curva de sobreviv&ecirc;ncia foi calculada pelo m&eacute;dodo de Kaplan-Meier. Estes dados foram obtidos atrav&eacute;s do sistema inform&aacute;tico da Unidade Local de Sa&uacute;de na qual est&aacute; integrada a ECP e da base de dados eletr&oacute;nica do servi&ccedil;o. Procedeu-se &agrave; an&aacute;lise estat&iacute;stica das vari&aacute;veis inclu&iacute;das atrav&eacute;s do software IBM SPSS statistics <sup>19</sup>. Foi avaliado se as vari&aacute;veis cont&iacute;nuas seguiam uma distribui&ccedil;&atilde;o normal, atrav&eacute;s dos testes de Kolmogorov-Smirnov e Shapiro-Wilk. Realizada a estat&iacute;stica descritiva de todas as vari&aacute;veis (m&eacute;dia e desvio padr&atilde;o para as que seguem distribui&ccedil;&atilde;o normal e mediana, valores m&iacute;nimo e m&aacute;ximo para as restantes). Procedeu-se &agrave; compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias utilizando o teste t para as vari&aacute;veis com distribui&ccedil;&atilde;o normal e Mann-Whitney para as restantes (confirmada a homogeneidade da vari&acirc;ncia atrav&eacute;s do teste de Levene). A an&aacute;lise de correla&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis cont&iacute;nuas foi feita atrav&eacute;s do c&aacute;lculo do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson e das vari&aacute;veis categ&oacute;ricas atrav&eacute;s da an&aacute;lise do qui-quadrado (verificados os pressupostos exigidos para a aplica&ccedil;&atilde;o do teste, nomeadamente frequ&ecirc;ncias esperadas em cada classe superiores a 5 unidades). Calculados os odds ratios para avaliar a associa&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis categ&oacute;ricas. Os dados indispon&iacute;veis (missing) foram tratados pelo m&eacute;todo Pairwise deletion, de modo a aumentar o poder da an&aacute;lise, assumindo que a aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o ocorreu de forma aleat&oacute;ria e que aconteceu apenas em vari&aacute;veis n&atilde;o cruciais para responder aos objetivos do estudo. Para se proceder a alguns testes estat&iacute;sticos, as vari&aacute;veis cont&iacute;nuas idade, n&uacute;mero total de f&aacute;rmacos, n&uacute;mero de FPI, n&uacute;mero total de visitas domicili&aacute;rias e sobrevida foram categorizadas em 2 grupos, definindo-se como ponto de corte o valor da m&eacute;dia/mediana. Assumiu-se como ponto de corte para o estado funcional a PPS inferior a 30%, que corresponde a dividir os doentes que ainda conservam alguma autonomia daqueles que j&aacute; se encontram alectuados e totalmente dependentes. Assumida signific&acirc;ncia estat&iacute;stica se p <0,05.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Um total de 68 doentes foram inclu&iacute;dos (<a href="#f1">Fig 1</a>). </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/mint/v26n2/v26n2a06f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A amostra de doentes inclu&iacute;dos encontra-se caracterizada na <a href="#f2">Fig 2</a>. As idades variavam entre os 44 e os 94 anos, com predom&iacute;nio do sexo masculino. Mais de metade foram referenciados por neoplasia avan&ccedil;ada. Seguiram-se as doen&ccedil;as neurodegenerativas, a insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca e a doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva cr&oacute;nica. A mediana da PPS foi de 45%, sendo que em mais de um ter&ccedil;o da amostra foi igual ou inferior a 30%. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/mint/v26n2/v26n2a06f2.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Analisou-se &agrave; posteriori a sobrevida real dos doentes inclu&iacute;dos, verificando-se que em 48 (71%) dos casos se confirmou uma sobrevida igual ou inferior a 6 meses, como previamente estimado. Dos restantes 20, 6 sobreviveram menos de 12 meses, 12 ultrapassaram um ano de vida e para 2 deles n&atilde;o foi poss&iacute;vel confirmar este dado, sabendo-se apenas que ultrapassaram os seis meses estimados previamente (<a href="#f3">Fig 3</a>). A sobrevida mediana foi de 2 meses. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/mint/v26n2/v26n2a06f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Analisando os indiv&iacute;duos que ultrapassaram a sobrevida estimada, verifica-se que nove (75%) dos casos correspondem a indiv&iacute;duos cujo diagn&oacute;stico principal &eacute; uma doen&ccedil;a n&atilde;o neopl&aacute;sica, o que est&aacute; de acordo com estudos pr&eacute;vios que mostraram que a acuidade do m&eacute;dico para estimar sobrevida &eacute; inferior nas doen&ccedil;as n&atilde;o oncol&oacute;gicas.<sup>19</sup> </p>     <p>Os doentes inclu&iacute;dos tiveram uma mediana de uma consulta m&eacute;dica presencial (CMP) [m&iacute;n. 1; m&aacute;x. 16], durante o per&iacute;odo de seguimento. O n&uacute;mero de consultas relacionou-se com a sobrevida observada, verificando-se um menor n&uacute;mero de consultas naqueles que tiveram uma sobrevida real inferior. Esta diferen&ccedil;a foi estatisticamente significativa para doentes com sobrevida inferior a 2 semanas ap&oacute;s a primeira observa&ccedil;&atilde;o em consulta (p < 0,001), o que pode explicar menor n&uacute;mero de oportunidades de desprescri&ccedil;&atilde;o nos doentes referenciados tardiamente.</p>     <p><b>F&aacute;rmacos Potencialmente Inadequados</b></p>     <p>Em m&eacute;dia, os doentes identificados tomavam um total de sete f&aacute;rmacos por dia [desvio padr&atilde;o 3,1], mas sete estavam medicados com mais de 10 f&aacute;rmacos. No que diz respeito aos FPI avaliados, 84% dos doentes estava medicado com pelo menos um destes f&aacute;rmacos e fazia uma mediana de dois f&aacute;rmacos. N&atilde;o existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero total de f&aacute;rmacos nem ao n&uacute;mero de FPI, quando comparamos os doentes com PPS maior ou menor que 30%. </p>     <p>Como se pode verificar na <a href="#t1">Tabela 1</a>, a classe de FPI mais frequentemente presente foi a dos IBPs, que estavam prescritos em 59% dos doentes; seguem-se-lhe os antihipertensores (47%), os hipoglicemiantes (29%), as estatinas (28%) e, por &uacute;ltimo, os antiagregantes (21%).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/mint/v26n2/v26n2a06t1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Os doentes com diagn&oacute;stico principal n&atilde;o oncol&oacute;gico tinham 2,5 vezes mais probabilidade de estarem a fazer dois ou mais FPI, e este odds ratio n&atilde;o varia de forma estatisticamente significativa com o estado funcional. </p>     <p><b>Desprescri&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Quando se analisou a terap&ecirc;utica em curso &agrave; data da &uacute;ltima consulta de Medicina Paliativa, verificou-se que ocorreu desprescri&ccedil;&atilde;o de FPI pela EDCP em 40% dos doentes. A suspens&atilde;o destes f&aacute;rmacos n&atilde;o se relacionou com a idade, PPS, diagn&oacute;stico ou n&uacute;mero total de f&aacute;rmacos, mas sim com o n&uacute;mero total de CMP de Medicina Paliativa (p = 0,004). De facto, nos indiv&iacute;duos com mais do que uma CMP existia uma probabilidade de desprescri&ccedil;&atilde;o cinco vezes superior. N&atilde;o se verificou correla&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica entre a desprescri&ccedil;&atilde;o e o tempo de sobrevida dos doentes estudados. Um estudo realizado com 71 doentes oncol&oacute;gicos portugueses no in&iacute;cio do acompanhamento por cuidados paliativos tamb&eacute;m mostrou uma redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero total de f&aacute;rmacos ap&oacute;s avalia&ccedil;&atilde;o pela equipa: a m&eacute;dia passou de 7,15 para 5,73 f&aacute;rmacos por dia.<sup>20</sup></p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Os resultados deste estudo mostram uma elevada preval&ecirc;ncia de FPI no esquema terap&ecirc;utico de doentes em situa&ccedil;&atilde;o de fim de vida aquando da primeira avalia&ccedil;&atilde;o por uma EDCP. Estes dados est&atilde;o de acordo com um estudo de Riechelmann et al, que analisaram o esquema terap&ecirc;utico de 372 doentes portadores de neoplasia em estadio avan&ccedil;ado.<sup>2</sup> </p>     <p> Mais de metade dos doentes estavam medicados com IBP. A literatura n&atilde;o &eacute; consensual acerca do potencial benef&iacute;cio da utiliza&ccedil;&atilde;o deste grupo de f&aacute;rmacos em fase terminal.<sup>17</sup> Um trabalho de De Schreye et al conclu&iacute;ram que n&atilde;o t&ecirc;m qualquer benef&iacute;cio nos &uacute;ltimos seis meses de vida, mas outros autores consideram que est&atilde;o indicados em contextos espec&iacute;ficos, como os doentes com hist&oacute;ria de hemorragia gastrointestinal ou cronicamente medicados com anti-inflamat&oacute;rios.<sup>3,18</sup></p>     <p>Os antihipertensores e os hipoglicemiantes estavam prescritos em 47% e 29% dos casos, respectivamente. Em 2013, Lee et al avaliaram o esquema terap&ecirc;utico de 196 doentes portadores de neoplasia em estadio avan&ccedil;ado e verificou que 47,3% dos doentes medicados com antihipertensores j&aacute; tinham tido uma medi&ccedil;&atilde;o de press&atilde;o arterial sist&oacute;lica inferior a 90mmHg; em rela&ccedil;&atilde;o aos hipoglicemiantes, 10,7% dos doentes medicados j&aacute; tinham tido um doseamento de glicose inferior a 50 mg/dL.<sup>4</sup> Um outro estudo realizado em 2015 documentou hipotens&atilde;o e/ou hipotens&atilde;o ortost&aacute;tica na maioria dos doentes avaliados em consulta de CP que estavam medicados com antihipertensores.<sup>21</sup></p>     <p>A identifica&ccedil;&atilde;o de uma elevada percentagem de doentes medicados com estatinas (28%) est&aacute; de acordo com o trabalho de Riechelmann et al.<sup>2</sup> Para al&eacute;m da prov&aacute;vel aus&ecirc;ncia de benef&iacute;cio na maioria dos casos, as estatinas poder&atilde;o interagir com outros f&aacute;rmacos e/ou ser respons&aacute;veis por efeitos secund&aacute;rios graves, como hepatite e rabdomi&oacute;lise.<sup>2,22</sup> Um estudo multic&ecirc;ntrico que incluiu 381 doentes com sobrevida estimada entre 1 a 12 meses e sem hist&oacute;ria de eventos cardiovasculares recentes, medicados com estatina para preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria ou secund&aacute;ria de doen&ccedil;a cardiovascular, n&atilde;o encontrou diferen&ccedil;a na sobrevida dos doentes que suspenderam este f&aacute;rmaco.<sup>1</sup></p>     <p>Algumas particularidades podem inibir as equipas domicili&aacute;rias de cuidados paliativos (EDCP) de desprescrever FPI na primeira avalia&ccedil;&atilde;o. Alguns estudos mostraram que os cl&iacute;nicos habitualmente sobrestimam o tempo de sobrevida dos doentes.<sup>23,24</sup> Para al&eacute;m deste factor, na fase inicial do seguimento as equipas de CP poder&atilde;o recear colocar em causa as expectativas do doente e fam&iacute;lia e assim comprometer o in&iacute;cio da rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico doente.<sup>2</sup> Esta hip&oacute;tese est&aacute; de acordo com os dados encontrados neste estudo, em que a probabilidade de ter sido descontinuado um FPI aumenta com o n&uacute;mero de CMP. Um estudo prospectivo que avaliou doentes admitidos num hospice concluiu que a maioria dos doentes n&atilde;o colocavam objec&ccedil;&otilde;es &agrave; descontinua&ccedil;&atilde;o de terap&ecirc;uticas consideradas desnecess&aacute;rias.<sup>25</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Limita&ccedil;&otilde;es</b></p>     <p>Tratando-se de um estudo retrospetivo realizado num &uacute;nico centro, este pode estar sujeito ao vi&eacute;s de sele&ccedil;&atilde;o. Outro fator que pode ter contribu&iacute;do para este vi&eacute;s foi o facto de um dos crit&eacute;rios de exclus&atilde;o se basear na estimativa cl&iacute;nica da sobrevida. Sabemos que a &ldquo;arte&rdquo; de prognosticar &eacute; dif&iacute;cil e pouco objetiva, sobretudo em doentes com trajet&oacute;rias de fim de vida menos previs&iacute;veis, como se verifica nas doen&ccedil;as n&atilde;o oncol&oacute;gicas.<sup>24,26,27</sup> Os estudos mostram uma tend&ecirc;ncia optimista da maioria destas estimativas.<sup>23,24</sup> Para tentar controlar este vi&eacute;s, os autores utilizaram uma ferramenta validada internacionalmente, a &ldquo;quest&atilde;o surpresa&rdquo;<sup>16</sup> e o doente era exclu&iacute;do apenas se mais de 50% dos investigadores concordassem com uma estimativa superior a 6 meses.</p>     <p>O vi&eacute;s de mem&oacute;ria pode afetar a maioria dos estudos retrospetivos. Este pode explicar que os doentes nem sempre consigam transmitir todos os f&aacute;rmacos que se encontram a fazer e que a medica&ccedil;&atilde;o registada nem sempre coincida com a que realmente &eacute; realizada. Os pr&oacute;prios registos tamb&eacute;m podem ser afectados pelo vi&eacute;s de mem&oacute;ria, uma vez que o registo m&eacute;dico tamb&eacute;m pode n&atilde;o estar actualizado. </p>     <p>No que concerne ao acto de desprescri&ccedil;&atilde;o, o seu registo no di&aacute;rio da consulta pode n&atilde;o ter acontecido em todos os casos, encontrando-se a sua percentagem possivelmente subestimada.</p>     <p>Na maioria dos casos tamb&eacute;m n&atilde;o existia um registo expl&iacute;cito em rela&ccedil;&atilde;o ao motivo pelo qual determinado f&aacute;rmaco foi considerado inadequado e consequentemente suspenso num determinado doente, pelo que n&atilde;o foi poss&iacute;vel fazer a an&aacute;lise dos motivos de desprescri&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Existem situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas que justificam a utiliza&ccedil;&atilde;o dos f&aacute;rmacos analisados em contexto de cuidados paliativos (os inibidores da enzima de convers&atilde;o da angiotensina na insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca terminal, por exemplo), pelo que mais importante do que classificar determinada classe de f&aacute;rmacos como potencialmente inadequada &eacute; a avalia&ccedil;&atilde;o individualizada do esquema terap&ecirc;utico de cada doente consoante a sua situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. Seria interessante perceber junto das EDCP quais os crit&eacute;rios e motivos que levam &agrave; continuidade ou &agrave; desprescri&ccedil;&atilde;o destes FPI nos diferentes casos. </p>     <p>A maioria das publica&ccedil;&otilde;es sobre a preval&ecirc;ncia de FPI e desprescri&ccedil;&atilde;o em doentes em fim de vida limita-se a doentes com cancro. A inclus&atilde;o de doentes n&atilde;o oncol&oacute;gicos no presente estudo &eacute; um dos pontos fortes deste trabalho, permitindo uma maior generaliza&ccedil;&atilde;o dos seus resultados. </p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A an&aacute;lise e revis&atilde;o cr&iacute;tica do esquema terap&ecirc;utico do doente portador de doen&ccedil;a avan&ccedil;ada devem ser parte integrante do acompanhamento cl&iacute;nico destes doentes, sob pena de se perpetuarem terap&ecirc;uticas sem benef&iacute;cio cl&iacute;nico e que podem at&eacute; tornar-se prejudiciais. Este trabalho demonstrou que a probabilidade de ocorrer desprescri&ccedil;&atilde;o de FPI aumenta significativamente com o ? de CMP de Cuidados Paliativos prestadas a cada doente. &Eacute; importante que os indiv&iacute;duos portadores de doen&ccedil;a avan&ccedil;ada incur&aacute;vel sejam referenciados precocemente a uma equipa diferenciada em CP, para que doente e profissionais tenham tempo e oportunidade de descontinuar terap&ecirc;uticas que j&aacute; n&atilde;o trar&atilde;o qualquer benef&iacute;cio e poder&atilde;o at&eacute; ser prejudiciais. </p>     <p>Em alguns casos n&atilde;o est&aacute; ainda bem definido como e quando desprescrever. S&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos prospectivos que avaliem as indica&ccedil;&otilde;es e seguran&ccedil;a da desprescri&ccedil;&atilde;o de terap&ecirc;uticas cr&oacute;nicas em doentes portadores de doen&ccedil;a avan&ccedil;ada, para que os cl&iacute;nicos disponham de evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica e recomenda&ccedil;&otilde;es que guiem a desprescri&ccedil;&atilde;o. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>1. Kutner JS, Blatchford PJ, Taylor DH, Christine S, Bull JH, Fairclough DL, et al. Safety and Benefit of Discontinuing Statin Therapy in the Setting of Advanced, Life-Limiting Illness: A Randomized Clinicaln Trial. JAMA Intern Med. 2015;175:691&ndash;700. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1001/jamainternmed.2015.0289" target="_blank">10.1001/jamainternmed.2015.0289</a></p>     <p>2. Riechelmann RP, Krzyzanowska MK. Futile medication use in terminally ill cancer patients. Support Care Cancer. 2009; 17: 745&ndash;8. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1007/s00520-008-0541-y" target="_blank">10.1007/s00520-008-0541-y</a></p>     <p>3. Romero I. &ldquo;Desprescrever&rdquo; nos Doentes em Fim de Vida: Um Guia para Melhorar a Pr&aacute;tica Cl&iacute;nica. Rev Port Soc Med Interna.2018;25:48&ndash;57. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.24950/rspmi/Revis&atilde;o/139/1/2018" target="_blank">10.24950/rspmi/Revis&atilde;o/139/1/2018</a></p>     <p>4. Lee HR, Yi SY, Kim DY. Evaluation of prescribing medications for terminal cancer patients near death: essential or futile. Cancer Res Treat 2013;45:220&ndash;5. doi:<a href="http://dx.doi.org/10.4143/crt.2013.45.3.220" target="_blank">http://dx.doi.org/10.4143/crt.2013.45.3.220</a></p>     <p>5. Currow DC, Stevenson JP, Abernethy AP, Plummer J, Shelby-James TM. Prescribing in palliative care as death approaches. J Am Geriatr Soc. 2007; 55: 590&ndash;5.doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1111/j.1532-5415.2007.01124.x" target="_blank">10.1111/j.1532-5415.2007.01124.x</a></p>     <p>6. Coebergh JWW, Post PN. Serious co-morbidity among unselected cancer patients newly diagnosed in the southeastern part of the Netherlands in 1993 &ndash; 1996. J Clin Epidemiol. 1999;52:1131&ndash;6. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S08954356(99)00098-0" target="_blank">10.1016/S08954356(99)00098-0</a></p>     <p>7. Lunney JR, Lynn J, Foley DJ, Lipson S. Patterns of functional decline at the end of life. JAMA. 2015;289:2387&ndash;92. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1001/jama.289.18.2387" target="_blank">10.1001/jama.289.18.2387</a></p>     <p>8. Stevenson J, Abernethy AP, Miller C, Currow DC. Managing comorbidities in patients at the end of life. BMJ. 2004;329: 909&ndash;12. doi:<a href="http://dx.doi.org/10.1136/bmj.329.7471.909" target="_blank">10.1136/bmj.329.7471.909</a> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>9. Holmes HM, Min LC, Yee M, Varadhan R, Basran J, Boyd CM. Rationalizing prescribing for older patients with multimorbidity: considering time to benefit. Drugs Aging. 2014;30:655&ndash;66.doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1007/s40266-013-0095-7" target="_blank">10.1007/s40266-013-0095-7</a></p>     <!-- ref --><p>10. LaRosa JC, He J, Vupputuri S. Effect of statins on risk of coronary disease: a meta-analysis of randomized controlled trials.. JAMA. 2015;282:2340-6.. doi:<a href="http://dx.doi.org/10.1001/jama.282.24.2340" target="_blank">10.1001/jama.282.24.2340</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963596&pid=S0872-671X201900020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963597&pid=S0872-671X201900020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>11. Thavendiranathan P, Bagai A, Brookhart MA, Choudhry NK. Primary prevention of cardiovascular diseases with statin therapy: a meta-analysis of randomized controlled trials. Arch Intern Med. 2006;166:2307&ndash;13. doi. <a href="http://dx.doi.org/10.1001/archinte.166.21.2307" target="_blank">10.1001/archinte.166.21.2307</a></p>     <p>12. Akinbolade O, Husband A, Forrest S TA. Deprescribing in advanced illness. Prog Palliat Care. 2016;24:268&ndash;71.doi:<a href="http://dx.doi.org/10.1080/09699260.2016.119.2321" target="_blank">10.1080/09699260.2016.119.2321</a></p>     <p>13. Thompson W, Farrell B. Deprescribing: What Is It and What Does the Evidence Tell Us? Can J Hosp Pharm. 2013;201&ndash;2. PMID:23814291</p>     <p>14. Jansen J, Martin JH. Reducing inappropriate polypharmacy the process of deprescribing. JAMA Intern Med. 2015;175:827&ndash;34.doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1001/jamainternmed.2015.0324" target="_blank">10.1001/jamainternmed.2015.0324</a></p>     <p>15. Lindsay J, Dooley M, Martin J, Fay M, Kearney A, Barras M. Reducing potentially inappropriate medications in palliative cancer patients: evidence to support deprescribing approaches. Support Care Cancer. 2014; 22: 1113&ndash;9. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1007/s00520-013-2098-7" target="_blank">10.1007/s00520-013-2098-7</a></p>     <!-- ref --><p>16. G&oacute;mez-batiste X, Mart&iacute;nez-mu&ntilde;oz M, Blay C, Ambl&agrave;s J, Vila L, Costa X, et al. Utility of the NECPAL tool and the Surprise Question as screening tools for early palliative care and to predict mortality in patients with advanced chronic conditions: A cohort study. 2016; 8: 754-63. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1177/0269216316676647" target="_blank">10.1177/0269216316676647</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963603&pid=S0872-671X201900020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>17. Morin L. Adequate, questionable, and inadequate drug prescribing for older adults at the end of life: a Eur J Clin Pharmacol. 2018;1333&ndash;42. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1007/s00228-018-2507-4" target="_blank">10.1007/s00228-018-2507-4</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>18. Fede A, Miranda M, Antonangelo D, Trevizan L, Schaffhausser H, Hamermesz B, et al. Use of unnecessary medications by patients with advanced cancer: cross-sectional survey. Support Care Cancer. 2011;19: 1313&ndash;8. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1007/s00520-010-0947-1" target="_blank">10.1007/s00520-010-0947-1</a></p>     <p>19. Downar J, Goldman R, Pinto R, Englesakis M, Adhikari NK. The &ldquo;surprise question&rdquo; for predicting death in seriously ill patients: a systematic review and meta-analysis. CMAJ. 2017;189:484&ndash;93. doi:<a href="http://dx.doi.org/10.1503/cmaj.160775" target="_blank">10.1503/cmaj.160775</a> </p>     <p>20. Domingues D, Carneiro R, Costa I, Monteiro C, Shvetz Y, Barbosa AC. Therapeutic futility in cancer patients at the time of palliative care transition: An analysis with a modified version of the medication appropriateness index. Palliat Med. 2015;29:643&ndash;51.doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1177/0269216315573687" target="_blank">10.1177/0269216315573687</a></p>     <p>21. Dewhurst F, Baker L, Andrew I, Todd A, Todd A. Blood pressure evaluation and review of antihypertensive medication in patients with life limiting illness. Int J Clin Pharm. 2016; 38: 2&ndash;5. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1007/s11096-016-0327-0" target="_blank">10.1007/s11096-016-0327-0</a></p>     <!-- ref --><p>22. Bottorff MB. Statin safety and drug interactions: clinical implications. Am J Cardiol. 2006; 97:27C-31C doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.amjcard.2005.12.007" target="_blank">10.1016/j.amjcard.2005.12.007</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963609&pid=S0872-671X201900020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>23. White N, Reid F, Harris A, Harries P, Stone P. A systematic review of predictions of survival in palliative care: how accurate are clinicians and who are the experts? PLoS One. 2016;11: 1&ndash;20. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1371/journal. pone.0161407" target="_blank">10.1371/journal. pone.0161407</a> </p>     <p>24. Glare P, Virik K, Jones M, Hudson M, Eychmuller S, Simes J. A systematic review of physicians&rsquo; survival predictions in terminally ill cancer patients. BMJ. 2003;327:195-8. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1136/bmj.327.7408.195" target="_blank">10.1136/bmj.327.7408.195</a></p>     <!-- ref --><p>25. Nicholson A, Andrew I, Etherington R, Gamlin R, Lovel T, Lloyd J. Futile and inappropriate prescribing: an assessment of the issue in a series of patients admitted to a specialist palliative care unit. Int J Pharm Pract. 2001;9(S1):72. doi: <a href="http://dx.doi.org/org/10.1111/j.2042-7174.2001.tb01132.x" target="_blank">10.1111/j.2042-7174.2001.tb01132.x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963612&pid=S0872-671X201900020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>26. Choudhuri AH. Palliative care for patients with chronic obstructive pulmonary disease: current perspectives. Indian J Palliat Care. 2012; 18:6-11. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.4103/0973-1075.97342." target="_blank">10.4103/0973-1075.97342.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1963613&pid=S0872-671X201900020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>27. Brown MA, Sampson EL, Jones L, Barron AM. Prognostic indicators of 6-month mortality in elderly people with advanced dementia : A systematic review. Palliat Med. 2012;27: 3&ndash;8. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1177/0269216312465649" target="_blank">10.1177/0269216312465649</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a><a href="#topc0">Correspond&ecirc;ncia</a>:Carla A. Maia – <a href="mailto:carlanif@gmail.com">carlanif@gmail.com</a>     <br>   Servi&ccedil;o de Medicina Interna, Unidade Local de Sa&uacute;de de Matosinhos, Matosinhos, Portugal    <br>   Rua Dr. Eduardo Torres 4464-513 Senhora da Hora </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Conflitos de Interesse: Os autores declaram a inexist&ecirc;ncia de conflitos de interesse na realiza&ccedil;&atilde;o do presente trabalho.</p>     <p>Conflicts of interest: The authors have no conflicts of interest to declare.</p>     <p>Fontes de Financiamento: N&atilde;o existiram fontes externas de financiamento para a realiza&ccedil;&atilde;o deste artigo.</p>     <p>Financing Support: This work has not received any contribution, grant or scholarship.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Direito &agrave; Privacidade e Consentimento Informado: Os autores declaram que nenhum dado que permita a identifica&ccedil;&atilde;o do doente aparece neste artigo.</p>     <p>Confidentiality of data: The authors declare that they have followed the protocols of their work center on the publication of data from patients.</p>     <p>Prote&ccedil;&atilde;o de Seres Humanos e Animais: Os autores declaram que n&atilde;o foram realizadas experi&ecirc;ncias em seres humanos ou animais.</p>     <p>Protection of human and animal subjects: The authors declare that the procedures followed were in accordance with the regulations of the relevant clinical research ethics committee and with those of the Code of Ethics of the World Medical Association (Declaration of Helsinki).</p>     <p>Proveni&ecirc;ncia e revis&atilde;o por pares: N&atilde;o comissionado; revis&atilde;o externa por pares.</p>     <p>Provenance and peer review. Not Commissioned; externally peer reviewed.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido: 23/01/2019</p>     <p>Aceite: 03/03/2019 </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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<year>2015</year>
<volume>175</volume>
<page-range>691-700</page-range></nlm-citation>
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