<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0872-671X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Medicina Interna]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Medicina Interna]]></abbrev-journal-title>
<issn>0872-671X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Medicina Interna]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0872-671X2019000200016</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.24950/rspmi/CE/55/19/2/2019</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cuidados em Fim de Vida Num Serviço de Medicina Interna]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[End-Of-Life Care in An Internal Medicine Ward]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marote]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sara]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferrão]]></surname>
<given-names><![CDATA[Joana Branco]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[João Vasco]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A2"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,Hospital de Santo António dos Capuchos Serviço de Medicina 2.3 ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="AA2">
<institution><![CDATA[,Hospital de Santo António dos Capuchos Serviço de Oncologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<volume>26</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>159</fpage>
<lpage>159</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-671X2019000200016&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-671X2019000200016&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-671X2019000200016&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cuidados Paliativos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cuidados Terminais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Medicina Interna]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Internal Medicine]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Palliative Care]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Terminal Care]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CARTAS AO EDITOR</b> / LETTERS TO THE EDITOR</p>     <p><b>Cuidados em Fim de Vida Num Serviço de Medicina Interna</b></p>     <p><b>End-Of-Life Care in An Internal Medicine Ward </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Sara Marote</b><sup>1</sup>    <br> <img src="/img/revistas/mint/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0003-4706-2543">https://orcid.org/0000-0003-4706-2543</a></p>     
<p><b>Joana Branco Ferrão</b><sup>1</sup>    <br> <img src="/img/revistas/mint/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-6923-8610">https://orcid.org/0000-0002-6923-8610</a></p>     
<p><b>João Vasco Barreira</b><sup>2</sup>    <br> <img src="/img/revistas/mint/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-4527-5660">https://orcid.org/0000-0002-4527-5660</a></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup>Serviço de Medicina 2.3 do Hospital de Santo António dos Capuchos, Lisboa, Portugal    <br> <sup>2</sup>Serviço de Oncologia do Hospital de Santo António dos Capuchos, Lisboa, Portugal</p>      <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a> </p>     <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Cuidados Paliativos; Cuidados Terminais; Medicina Interna</p>     <p>&nbsp;</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Keywords:</b>Internal Medicine; Palliative Care; Terminal Care</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr/>      <p>Caro editor,    <br> Escrevo-lhe após a leitura do artigo recentemente publicado na Revista da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna sobre morrer num Serviço de Medicina Interna (SMI).<sup>1</sup></p>     <p>A qualidade de vida e a dignidade do doente que passa os seus últimos dias internado num SMI tem sido para mim, no último ano, uma preocupação e um tema de grande reflexão. </p>     <p>Os profissionais de saúde que trabalham num SMI, são frequentemente confrontados com doentes em fase agónica. A ausência de um tratamento curativo muitas vezes é sentida pelo médico como um fracasso da medicina e estes doentes frequentemente são alvo de desinvestimento e de marginalização. Contudo, é nossa obrigação ético-legal prestar os melhores cuidados a estes doentes. </p>     <p>Mais de 90% dos óbitos ocorre após um período de doença crónica e prolongada, sendo expetável que uma grande parte deste passe por uma fase de agonia.<sup>2</sup> A agonia, pode ser definida como o período dos últimos dias ou horas de vida do doente terminal, e que pode variar entre 1 a 14 dias.<sup>2</sup> Dado que grande parte destes óbitos ocorre nos SMI, é importante que o internista saiba reconhecer o doente agónico e adequar cuidados. </p>     <p>Passo a retratar a realidade do hospital onde trabalho, onde não há Serviço de Internamento de Cuidados Paliativos e por isso os doentes em fim de vida (FDV) permanecem no SMI. No SMI, os quartos são partilhados com dois ou mais doentes, o horário de visitas é restrito e os cuidados de higiene, alimentação e administração terapêutica são prestados de acordo com protocolos pouco flexíveis. Quais as implicações? A falta de privacidade para o doente e família, a ausência de um ambiente tranquilo em que o doente possa dormir sem interrupções e a ausência de recursos humanos e de grupos de apoio que permitam que o doente e a sua família recebam cuidados personalizados.</p>     <p>No que concerne à prescrição de fármacos considerados fúteis no FDV, recentemente realizei uma análise retrospetiva dos óbitos ocorridos entre março e dezembro de 2017 no meu SMI. Foram apenas incluídos doentes paliativos, identificados utilizando a escala NECPAL-CCOMS-ICO©, com uma duração de internamento igual ou superior a 3 dias. Foram analisados 132 óbitos, dos quais 96 cumpria os critérios de inclusão. Nesta amostra, 33 doentes estavam medicados com protetor gástrico nas 24 horas que precederam o seu óbito, 15 doentes com antitrombóticos (para profilaxia da trombose venosa profunda em 10 e do tromboembolismo venoso na fibrilação auricular em 2 e para tratamento de tromboembolismo venoso em 3 casos) e 6 doentes com antidislipidémicos. </p>     <p>Os cuidados em FDV devem ter como objetivos primordiais a promoção do conforto e preservação da dignidade do doente. Incluem a prevenção e o tratamento do sofrimento físico, psicossocial e espiritual, o apoio à família e a suspensão de toda e qualquer intervenção que não traga benefício para o doente. As decisões em FDV devem respeitar sempre que disponível o testamento vital do doente. Nas restantes situações devemos reger-nos pelos princípios da bioética: beneficência, não-maleficência, autonomia e justiça ou igualdade distributiva. </p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Referencias</b></p>     <!-- ref --><p>1. Machado S, Pina PR, Mota A, Marques R. Dying in Internal Medicine Wards: The Last Hours of Life. Rev da Soc Port Med Interna. 2018;1:286-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1965035&pid=S0872-671X201900020001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Barbosa A, Pina PR, Tavares F, Neto IG. Manual de Cuidados Paliativos. 3a ed. Lisboa: Núcleo de Cuidados Paliativos, Centro de Bioética da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa; 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1965036&pid=S0872-671X201900020001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a><a href="#topc0">Correspondência</a>:Sara Marote – <a href="mailto:saramarote@hotmail.com">saramarote@hotmail.com</a>     <br>     <p>Serviço de Medicina 2.3 do Hospital de Santo António dos Capuchos, Lisboa, Portugal    <br> Alameda de Santo António dos Capuchos, 1169-050 - Lisboa</p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conflitos de Interesse: Os autores declaram a inexistência de conflitos de interesse na realização do presente trabalho.</p>     <p>Fontes de Financiamento: Não existiram fontes externas de financiamento para a realização deste artigo.</p>     <p>Conflicts of interest: The authors have no conflicts of interest to declare. </p>     <p>Financing Support: This work has not received any contribution, grant or scholarship.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido: 22/02/2019</p>     <p>Aceite: 26/03/2019</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pina]]></surname>
<given-names><![CDATA[PR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mota]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marques]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dying in Internal Medicine Wards: The Last Hours of Life]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev da Soc Port Med Interna]]></source>
<year>2018</year>
<volume>1</volume>
<page-range>286-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barbosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pina]]></surname>
<given-names><![CDATA[PR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tavares]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Neto]]></surname>
<given-names><![CDATA[IG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Manual de Cuidados Paliativos]]></source>
<year>2016</year>
<edition>3</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Núcleo de Cuidados Paliativos, Centro de Bioética da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
