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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hepatite B Crónica]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Hepatite      B Crónica</b></p>       <p>&nbsp;</p>        <p> Teresa Moreira<a href="#0">*</a>, Jorge Areias<a href="#0">*</a><a name="top0"></a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>INTRODUÇÃO</b></p>       <p><b>&nbsp;</b></p>       <p>A      hepatite B crónica constitui um importante problema de saúde pública a nível      mundial. Estima-se que existam cerca de 2 mil milhões de infectados pelo vírus      da hepatite B (VHB) e cerca de 400 milhões de pessoas com hepatite B crónica      em todo o mundo.</p>       <p>Cerca      de 15-40% dos portadores do vírus irão desenvolver complicações graves ao      longo da vida. Este vírus é responsável por 0,5-1,2 milhões de mortes por      cirrose hepática e hepatocarcinoma, anualmente.</p>       <p>A      prevalência do AgHBs varia muito a nível geográfico      e os países podem ser definidos como tendo prevalência elevada (&#8805; 8%),</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>intermédia (2-7%) ou baixa (&lt;2%). Nos países desenvolvidos      a prevalência é mais elevada entre os imigrantes de países de prevalência      elevada ou intermédia e naqueles com factores de risco. A história natural      da hepatite B crónica é complexa e causa um espectro clínico da doença variado.</p>       <p>O      risco de desenvolver infecção crónica pelo VHB após a exposição aguda varia      de cerca de 90% nos recém-nascidos de mães AgHBe      +, a 25-30% em crianças de idades &lt; 5 anos até      &lt; 5% em adultos. O risco é também superior em indivíduos imunocomprometidos.</p>       <p><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>DEFINIÇÕES</b></p>        <p><b>Hepatite crónica B</b></p>       <p>Doença      necro-inflamatória do fígado, causada pela infecção      persistente com o VHB. Pode ser dividida em AgHBe      (+) ou AgHBe (-)</p>       <p>1.      AgHBs (+) &gt; 6 meses</p>       <p>2.      DNA VHB &gt; 20.000 IU/L (105 cópias/ml)</p>       <p>Valores      entre 2.000 e 20.000 IU/L (104-105 cópias/ml) são habitualmente observados      na hepatite crónica B AgHBe (-)</p>       <p>3.      Elevação persistente ou intermitente da ALT/AST</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>4.      Histologia: hepatite crónica com infiltrado necroinflamatório      moderado a severo (score necroinflamatório      &#8805; 4)</p>       <p><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>Estado      de portador inactivo</b></p>       <p>Infecção      persistente do fígado pelo VHB, sem doença necroinflamatória      significativa.</p>       <p>1.      AgHBs (+) 6 meses</p>       <p>2.      AgHBe (-), Anti-HBe (+)</p>       <p>3.      DNA VHB 2.000 IU/L (104/cópias/ml) &lt; 20.000 IU/L      (105 cópias/ml) – segundo alguns autores</p>       <p>4.      ALT/AST persistentemente normal (implica um seguimento longitudinal)</p>       <p>5.      Histologia confirma a ausência de hepatite significativa (score      necroinflamatório &lt; 4)</p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Hepatite      B resolvida</b></p>       <p>Infecção      pelo VHB passada, sem evidência de infecção activa virulógica,      bioquímica ou histológica ou doença.</p>       <p>1.      História prévia conhecida de hepatite B aguda ou crónica, ou a presença de      anti-HBc +/- anti-HBs</p>       <p>2.      AgHBs (-)</p>       <p>3.      Níveis de DNA VHB indetectáveis</p>       <p>4.      ALT normal</p>       <p><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>Definições      e termos utilizados</b></p>       <p>-      Exacerbação aguda ou flare de hepatite B</p>       <p>-      Reactivação</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>-      Eliminação AgHBe</p>       <p>-      Seroconversão AgHBe</p>       <p>-      Reversão AgHBe</p>       <p><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>HISTÓRIA      NATURAL</b></p>        <p>O início da hepatite B crónica é marcado pela persistência do AgHBs, níveis    elevados de virémia e presença de AgHBe. Na infecção adquirida na fase perinatal,    os doentes tendem a apresentar níveis normais de transaminases, com DNA do VHB    elevado e persistência de AgHBe (fase imunotolerante). Embora a biopsia hepática    não seja habitualmente realizada nesta fase, existem estudos que demonstram    actividade inflamatória ou fibrose mínimas ou inexistentes. Na infecção adquirida    na vida adulta, a fase inicial da infecção acompanha-se por marcada actividade    da doença, com transaminases elevadas, numa tentativa de clearence dos hepatócitos    infectados (fase imunoactiva). A histologia demonstra marcada actividade necroinflamatória,    com graus variados de fibrose. Durante esta fase pode ocorrer a seroconversão    AgHBe (perda do AgHBe e aquisição do anticorpo anti-HBe) que ocorre a uma taxa    de 8-12% ao ano; acompanha-se normalmente de uma queda do DNA VHB para níveis    inferiores a 20.000U/l, e representa a transição para fase de portador inactivo    (fase de imuno-control). Alguns doentes também perdem o AgHBs, tratando-se de    uma resolução espontânea da hepatite crónica B. A perda do AgHBs ocorre espontaneamente    a uma taxa de 0,5%/ano.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v16n5/v16n5a03t1.jpg" width="681" height="288"></p>     
<p>&nbsp;</p>       <p>Alguns      doentes nos quais ocorre seroconversão AgHBe apresentam novamente níveis elevados de DNA do VHB e transaminases elevadas.      Estes doentes apresentam uma forma mutante do VHB, com mutação nas regiões      do precore ou promotor do core, que impede ou “down-regulates”      a produção de AgHBe (fase de imuno-escape).      Esta forma de hepatite é chamada de hepatite crónica B AgHBe      negativo e cursa com níveis de DNA mais baixos que      a Hepatite B AgHBe (+). Estes doentes são habitualmente mais velhos e apresentam      doença hepática mais avançada, uma vez que a Hepatite B AgHBe (-) representa uma fase mais tardia da infecção.  A distinção      entre o estado de portador inactivo e hepatite crónicaB      AgHBe (-) requer um seguimento/avaliação longitudinal,      devido à flutuação dos valores de transaminases      e DNA.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>OBJECTIVOS      DO TRATAMENTO</b></p>        <p><b>&nbsp;</b><b>Objectivos a longo prazo:</b></p>       <p>1.      Prevenir e atrasar o desenvolvimento de complicações: cirrose e hepatocarcinoma.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Objectivos      imediatos:</b></p>       <p>1.      Supressão vírica (DNA VHB &lt;      2.000 IU/L)</p>       <p>2.      Normalização da ALT</p>       <p>3.      Melhoria histológica</p>       <p>4.      Seroconversão AgHBe (apenas na Hepatite      cónica B AgHBe+)</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>5.      Perda do AgHBs</p>       <p><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>INDICAÇÕES      PARA O TRATAMENTO</b></p>        <p>É importante definir o ponto da história natural em que cada doente se encontra.    Esta categorização é feita com base: presença ou ausência de AgHBe, replicação    vírica (DNA VHB), valor de ALT e histologia hepática. Esta avaliação permite    definir o perfil de cada doente de forma a determinar a melhor estratégia de    tratamento.</p>       <p><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>Caracterização      da Doença</b></p>       <p>•      AgHBe positivo ou negativo</p>       <p>•      Replicação vírica (DNA VHB)</p>       <p>•      ALT elevada ou normal</p>       <p>•      Histologia hepática (fibrose)</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>FÁRMACOS      DISPONÍVEIS</b></p>       <p><b>Peginterferão</b><b> alfa-2a </b>(Pegasys)      - 180 mcg/semana – 48 semanas</p>       <p>•      <b>Vantagens</b></p>       <p>-      Duração de tratamento definida (48 semanas)</p>       <p>-      Taxa de resposta sustentada elevada</p>       <p>-      Elevada taxa de seroconversão HBe      – 27%</p>       <p>-      Elevada taxa de supressão DNA VHB – 25%</p>       <p>-      Elevada taxa de seroconversão HBs</p>       <p>-      Ausência de resistências</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p>•      <b>Desvantagens</b></p>       <p>-      Via de administração: injectável</p>       <p>-      Efeitos laterais frequentes</p>       <p>-      Contra-indicado na cirrose descompensada</p>        <p>- Custo</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Peg IFN - O doente ideal</b></p>       <p>•      Idade jovem</p>       <p>•      ALT elevada (&gt; 5 x ULN)</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>•      DNA VHB baixo (&lt; 200,000 IU/mL)</p>       <p>•      Raça negra</p>       <p>•      Sem contra-indicações para o seu uso</p>       <p>•      Genotipo A (melhor que D) ou B (melhor que C)?</p>       <p><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>Análogos      dos núcleos(t)ideos:</b></p>       <p><b>1.      Lamivudina </b>(Epivir-HBV®):      100 mg/dia, via oral (aprovado pela FDA em 1998)</p>       <p>•      <b>Vantagens</b></p>       <p>-      Bem tolerada; via de administração oral </p>       <p>-      Excelente perfil de segurança</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>-      Baixo custo</p>       <p>&nbsp;</p>       <p>•      <b>Desvantagens</b></p>        <p>- Elevada taxa de resistências (YMDD) e resistências cruzadas com outros análogos    nucleosídeos.</p>        <p>- Taxas modestas de seroconversão AgHBe: ~ 20% no 1º ano, que aumenta com a    duração do tratamento</p>       <p>-      Seroconversão AgHBs rara</p>       <p><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>Quando      usar a Lamivudina?</b></p>       <p>•      <b>Não deverá ser de 1ª linha</b></p>       <p>•      Tratamentos de curta duração (p.ex. prevenção de      reactivação durante QT, Imunossupressão).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>•      Segurança: Durante a gravidez.</p>       <p>•      Custo: Hepatite Crónica B nos países em desenvolvimento ou sub-desenvolvidos.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>2.      Adefovir dipivoxil </b>(Hepsera®): 10 mg/dia, via oral (aprovado      pela FDA em 2002)</p>       <p>•      <b>Vantagens</b></p>       <p>-      Bem tolerado; via de administração oral</p>       <p>-      Baixa incidência de resistências, especialmente nos 1º      e 2º anos</p>       <p>-      Eficaz contra VHB resistente à lamivudina</p>       <p>&nbsp;</p>       <p>•      <b>Desvantagens</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>-      Reposta lenta e taxa elevada de não-respondedores</p>       <p>-      Taxas de seroconversão de AgHBe      modestas: ~ 12% no 1º ano, que aumenta com a duração do tratamento</p>       <p>-      Seroconversão AgHBs rara</p>       <p>-      Potencial de toxicidade renal? (ajuste de dose se TFG&lt;50      ml/min).</p>       <p>-      Custo superior ao tenofovir</p>       <p><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>3.      Entecavir (ETC) </b>(Baraclude®):      0.5 mg/dia (doentes naive); 1.0 mg/dia (doentes      resistentes à lamivudina),      via oral</p>       <p>(aprovado      pela FDA em 2005)</p>       <p>•      <b>Vantagens</b></p>       <p>-      Bem tolerado; via de administração oral</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>-      Elevada potência anti-vírica</p>       <p>-      Baixa incidência de resistências em doentes “naive”      (1% aos 5 anos)</p>       <p>-      Eficaz no VHB resistente à lamivudina, mas necessárias      doses superiores e elevado risco de resistências (51% aos 5 anos)</p>       <p>-      Excelente fármaco de primeira linha</p>       <p>&nbsp;</p>       <p>•      <b>Desvantagens</b></p>       <p>-      Taxas de seroconversão AgHBe      modestas (21% a 1 ano, mas aumenta com a duração do tratamento)</p>       <p>-      Seroconversão AgHBs rara</p>       <p>-      Dados sobre eficácia e segurança a longo prazo ainda escassos</p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>4.      Tenofovir (TDF) </b>(Viread®):      300 mg/dia, via oral (aprovado pela FDA em 2008)</p>       <p>Recentemente      aprovado para o tratamento da Hepatite crónica B, é um fármaco estruturalmente      relacionado com o adefovir, mas com potência anti-vírica muito superior (supressão vírica      – DNA &lt; 400 cópias/mL:      76% vs 13%). Bem tolerado. Sem evidência de toxicidade renal significativa.      Sem resistências conhecidas até à data (0%). Por estes motivos, constitui      um excelente fármaco de primeira linha. Ausência de dados sobre segurança      e tolerabilidade a longo prazo.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>5.      Telbivudina (LdT) </b>(Tyzeka®, Sebivo®): 600 mg/dia, via      oral (aprovado pela FDA em 2006) L-Nucleosídeo,      com potente actividade anti-vírica, mais potente      que a lamivudina na supressão da replicação do VHB.      Contudo está associada a elevada taxa de resistências (até cerca de 25% aos      2 anos), com resistências cruzadas com a lamivudina      (YMDD). Bem tolerada, com perfil de segurança sobreponível ao da lamivudina.      Ainda não disponível para uso no nosso país.</p>       <p><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>DURAÇÃO      DO TRATAMENTO COM OS ANÁLOGOS?</b></p>        <p>• <b>Hepatite B AgHBe (+)</b></p>       <p>-      Tratar até à seroconversão AgHBe      + 6 meses após (tratamento de consolidação)</p>       <p>-      Monitorizar após a suspensão do tratamento (risco de recidiva)</p>       <p>•      <b>Hepatite B AgHBe (-)</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>-      Tipicamente necessitam de terapêutica de longa duração</p>        <p>- Suspender se houver clearance do AgHBs </p>     <p>- Supressão vírica sustentada associa-se a melhoria histológica e do prognóstico    (cirrose, CH<b>C</b>)</p>       <p>•      <b>Cirrose Compensada: </b>Tratamento de longa duração</p>       <p>•      <b>Cirrose descompensada: </b>Tratamento de longa duração (de preferência      combinado LAM+ADV).</p>       <p><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>RESISTÊNCIAS</b></p>       <p><b>Consequências      das Resistências</b></p>       <p>•      &#8593;&#8593; HBV DNA</p>       <p>•      &#8593;&#8593; ALT</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>•      Agravamento da histologia</p>        <p>• Possível descompensação clínica (mau prognóstico em doentes cirróticos).</p>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>NOMENCLATURA</b></p>       <p><b>Não      reposta </b>(primary treatment      failure)</p>       <p>Diminuição      &lt;1 log10 IU/ml do DNA do VHB após 3 meses de tratamento.      Habitualmente relacionada com a má adesão à terapêutica.</p>       <p><b>Resistência      genotípica: </b>Mutação no genoma      do VHB que se desenvolve durante o tratamento anti-vírico      e que confere resistência (e diminuição da eficácia) ao agente anti-vírico.</p>       <p><b>Breakthrough</b><b> virulógico:      </b>Rebound do DNA do VHB      (&gt; 1 log10 IU/ml) durante o tratamento após o desenvolvimento de resistências      genotípica.</p>       <p><b>Breakthrough</b><b> clínico e bioquímico: </b>Elevação      da ALT. Coincide frequentemente com uma elevação da carga viral      e pode resultar num flare de hepatite e mais raramente      em descompensação hepática.</p>        <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><img src="/img/revistas/ge/v16n5/v16n5a03t2.jpg" width="682" height="199"></b></p>        
<p>&nbsp;</p>     <p><b>ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO DE RESISTÊNCIAS</b></p>        <p><b>Prevenção</b></p>       <p>•      Maximizar o tratamento anti-vírico: Evitar tratamentos      desnecessários; Seleccionar o regime antivírico      mais eficaz, com a mais baixa taxa de resistências.</p>       <p>•      Maximizar as barreiras géneticas às resistências:      Evitar monoterapia sequencial; evitar interrupções      de tratamento; Escolher fármacos que requerem múltiplas mutações para a resistência.</p>        <p>• Aumentar as barreiras farmacológicas: Assegurar a adesão do doente ao tratamento.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Monitorização</b></p>        <p>• Modificação precoce da estratégia de tratamento (antes da elevação da carga    viral).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Tratamento      das resistências</b></p>       <p>•      Lamivudina-R: Adicionar tenofovir      ou adefovir</p>       <p>•      Adefovir-R: Adicionar lamivudina;      Alterar ou adicionar entecavir</p>       <p>•      Entecavir-R: Alterar ou adicionar tenofovir      ou adefovir</p>        <p>• Telbivudina-R: Alterar ou adicionar tenofovir ou adefovir.</p>     <p>&nbsp;</p>        <p><img src="/img/revistas/ge/v16n5/v16n5a03f1.jpg" width="420" height="260"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v16n5/v16n5a03f2.jpg" width="578" height="349"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="0"></a><a href="#top0">*</a>Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia</p>     <p>&nbsp;</p>        <p align="right"><i>Data de elaboração: Junho de 2008</i></p>         ]]></body>
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