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</front><body><![CDATA[ <p><b>Diarreia Associada a Clostridium Difficile: um Problema Actual</b></p>      <p><b>Associated Diarrhea with Clostridium Difficile: a Current Problem</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Fernando Magro</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>O <i>C. difficile </i>é um bacilo gram-positivo, anaeróbio, formador de esporos    e, por razões ainda não totalmente esclarecidas, a incidência e gravidade da    diarreia associada ao <i>Clostridium </i>tem vindo a aumentar<a name="top1"></a><sup><a href="#1">1</a></sup>.    Existem várias explicações para este incremento: 1) melhores métodos de detecção,    2) crescente utilização de antibióticos e de imunossupressores, 3) contaminação    hospitalar com esporos de <i>C. difficile</i><sup><a name="top2"></a><a href="#2">2</a></sup>.  </p>      <p>A flora bacteriana cólica de um adulto saudável é geralmente resistente à colonização    por <i>C. difficile</i>. Contudo, quando ocorre alteração da flora intestinal    esta resistência é ultrapassada. O principal factor de risco é a exposição aos    antibióticos, no entanto outros factores associados à infecção por <i>Clostridium    </i>são reconhecidos – idade avançada, comorbilidades associadas, cirurgia gastrointestinal,    presença de sonda nasogástrica, medicação anti-ácida e internamento em unidades    de cuidados intensivos. Os imunossuprimidos são particularmente propícios à    infecção por <i>Clostridium </i>e é de salientar que os sinais classicamente    atribuídos à infecção por este agente (pseudomembranas) podem estar ausentes<a name="top3"></a><sup><a href="#3">3</a></sup>.  </p>      <p>Nos últimos anos, assistiu-se à emergência epidémica duma estirpe hipervirulenta    designada de NAP1/BI/O27, capaz de produzir mais toxina (16-32 vezes mais) e    toxina binária. Esta estirpe é resistente às fluoroquinolonas<a name="top4"></a><sup><a href="#4">4</a></sup>.    No artigo de Vieira AM et al., publicado neste número do GE, durante o período    de Janeiro de 2000 a Dezembro de 2007, foram identificados 93 doentes internados    com o diagnóstico de diarreia associada a <i>C. difficile </i>(DACD), para um    total de 229 275 internamentos em doentes com mais de 18 anos, conferindo uma    incidência anual média de 3,71 em 10 000 internamentos. Constatou-se aumento    de incidência ao longo dos 8 anos, com acréscimo exponencial, para 15 em 10    000 internamentos, no ano de 2007. A infecção atingiu sobretudo os idosos (mais    de 65 anos), foi adquirida durante o internamento em 55% dos doentes e o principal    factor de risco foi a antibioterapia prévia (82%). De facto, 33% dos doentes    tinham sido, previamente, medicados com um antibiótico, 52% com mais que um    antibiótico e 26% com três ou mais antibióticos. De realçar que 27% dos doentes    estavam imunossuprimidos. Dos doentes tratados, 17% foram refractários e a reinfecção/recidiva    ocorreu em 10% (exclusivamente nos doentes tratados com metronidazole). De salientar    que estudos recentes mostraram superioridade da vancomicina relativamente ao    metroniazol<sup><a name="top5"></a><a href="#5">5</a></sup> e foi proposto um    <i>score </i>clínico preditivo de doença recorrente, tendo como base 3 critérios:    idade superior a 65 anos, doença grave ou fulminante e necessidade de antibioterapia    posterior ao episódio<sup><a name="top6"></a><a href="#6">6</a></sup>.</p>      <p>Em termos profiláticos discute-se a importância dos probióticos como moduladores    da mucosa intestinal que ao antagonizarem determinados agentes patogénicos,    pela produção de compostos antimicrobianos, possam reduzir infecções nasocomiais    bem como a recorrência da infecção por <i>C. difficile<a name="top7"></a></i><sup><a href="#7">7</a></sup>.</p>      <p>Como linha orientadora de tratamento do <i>C. difficile </i>o estudo publicado    em 2009 por Norém T et al<a name="top8"></a><a href="#8"><sup>8</sup></a> parece-me    muito informativo que ao analisarem a eficácia de dezassete antimicrobianos    em <i>Clostridium </i>isolados, entre 1993-2007, concluíram que os fármacos    com a concentração inibitória mais baixa são: metronidazole (0,5 mg/L), vancomicina    (1,0 mg/L), teicoplanina (0,125 mg/L), ácido fusídico (1,0 mg/L), linezolide    (2,0 mg/L), daptomicina (2,0 mg/L) e tigecicline (0,064 mg/L). A clindamicina    (MIC&gt;256 mg/L) e a cefuroxima (MICs of &gt;256 mg/L) apresentaram as concentrações    inibitórias mais elevadas. Por último, as resistências à ciprofloxacina e à    levofloxacina foram universalmente constatadas, enquanto a moxifloxacina apresentou    um menor índice de resistência (23% em 2007).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Bibliografia</b></p>      <!-- ref --><p><a name="1"></a><a href="#top1">1</a>. Owens RC. C. difficile-associated disease:    changing epidemiology and implications for management. Drugs 2007;67:487-502.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000016&pid=S0872-8178201000010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a name="2"></a><a href="#top2">2</a>.Voth DE, Ballard JD. C. difficile toxins: mechanism of action 2. and role in disease. Clin Microbiol Rev 2005;18:247-263.</p>      <p><a name="3"></a><a href="#top3">3</a>. Nomura K, Fujimoto Y, Yamashita M, Morimoto    Y, Ohshiro M, Sato K, et al. Japan Hematology/Oncology Study (J-HOST) Group    Kyoto Absence of pseudomembranes in C. Difficile associated diarrhea in patients    using immunosuppression agents. Scand J Gastroenterol. 2009;44:74-78.</p>      <p><a href="#top4">4</a>. <a name="4"></a>McDonald LC, Killgore GE, Thompson A,    Owens RC, Jr., Kazakova SV, Sambol SP, et al. An epidemic, toxin gene-variant    strain of C. difficile. N Engl J Med 2005;353:2433-2441.</p>      <p><a href="#top5">5</a>. <a name="5"></a>Musher DM, Aslam S, Logan N, Nallacheru    S, Bhaila I, Borchert F, et al. Relatively poor outcome after treatment of C.    difficile colitis with metronidazole. Clin Infect Dis 2005;40:1586-1590.</p>      <p><a href="#top6">6</a>. <a name="6"></a>Hu MY, Kianoosh K, Maroo S, Tummala    S, Dreisbach V, Xu H, et al. Prospective derivation and validation of a clinical    predictive rule for recurrent C. difficile infection. Gastroenterology 2009;136:1206-1214.</p>      <p><a href="#top7">7</a>. <a name="7"></a>Rohde CL, Bartolini V, Jones N. The    use of probiotics in the prevention and treatment of antibiotic-associated diarrhea    with special interest in C. difficile-associated diarrhea. Nutr Clin Pract.    2009;24:33-40.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top8">8</a>. <a name="8"></a>Norén T, Alriksson I, Akerlund T, Burman    LG, Unemo M. In vitro susceptibility to 17 antimicrobials among clinical C.    difficile isolates collected 1993 – 2007 in Sweden, Clin Microbiol Infect, 2009    Sep 3. [Epub ahead of print]</p>         ]]></body><back>
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