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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Linfangiectasia Intestinal Primária - Como causa de Enteropatia Exsudativa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Primary Intestinal Lymphangiectasia (PIL) is a rare form of lymphatic disorder, of unknown aetiology. It is characterized by dilated lymphatic vessels of the bowel leading to lymph leakage and exsudative enteropathy. Presentation is variable and symptoms are related to low serum protein, lymphocytes, immunoglobulin and fat malabsorption. The authors report a case of PIL diagnosed in a 3 years old boy. The diagnosis was based on clinical, endoscopic and histological findings. Despite the large involvement of the intestinal mucosa (small bowel X-ray), the child had good clinical response to high protein and decreased long-chain fat diet. The boy is now 16 years old and has a life similar to the other healthy adolescents despite maintaining oedema of the face and limbs.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Linfangiectasia Intestinal Primária – Como causa de Enteropatia Exsudativa</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Margarida Figueiredo<sup>1</sup>, Emília Costa<sup>2</sup>, Elisabete Coelho<sup>2</sup>,    Rosa Lima<sup>3</sup>, Fernando Pereira<sup>4</sup>, Herculano Rocha<sup>3</sup></b></p>      <p><sup>1</sup>Serviço de Pediatria, Centro Hospitalar do Porto -Unidade Hospital    Maria Pia; </p>      <p><sup>2</sup>Serviço de Pediatria – Centro Hospitalar Póvoa do Varzim/Vila do    Conde;</p>     <p> <sup>3</sup>Unidade de Gastrenterologia, C. Hospitalar do Porto - Unidade    Hospital Maria Pia; </p>     <p><sup>4</sup>Serviço de Gastrenterologia, C. Hospitalar do Porto - Unidade Hospital    Maria Pia;</p>      <p><a href="#0">Correspondência</a><a name="top0"></a></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Linfangiectasia Intestinal Primária (LIP) é um distúrbio linfático raro de    etiologia desconhecida. Consiste na ectasia dos vasos linfáticos digestivos,    podendo provocar ruptura com enteropatia exsudativa. A apresentação clínica    é variável e os sintomas relacionam-se com a deficiência de proteínas, linfócitos,    imunoglobulinas e má-absorção de gorduras, vitaminas e cálcio. Os autores apresentam    um caso de LIP diagnosticada num rapaz aos três anos. O diagnóstico foi feito    pelo quadro clínico, endoscopia digestiva alta e biópsias intestinais. Apesar    do extenso envolvimento da mucosa intestinal, sugerido pelo estudo radiológico    do intestino delgado, respondeu bem à dieta hiperprotéica e pobre em triglicerídeos    de cadeia longa. Actualmente é um adolescente com edema facial e das extremidades    e uma vida semelhante aos adolescentes da sua idade.</p>      <p><b>Palav</b>r<b>as-chave: </b>edema, Linfengiectasia Intestinal Primária, enteropatia perdedora de proteínas.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Primary Intestinal Lymphangiectasia – A Cause of Exsudative Enteropathy</b></p>      <p><b>Abstract</b></p>     <p>Primary Intestinal Lymphangiectasia (PIL) is a rare form of lymphatic disorder,    of unknown aetiology. It is characterized by dilated lymphatic vessels of the    bowel leading to lymph leakage and exsudative enteropathy. Presentation is variable    and symptoms are related to low serum protein, lymphocytes, immunoglobulin and    fat malabsorption. The authors report a case of PIL diagnosed in a 3 years old    boy. The diagnosis was based on clinical, endoscopic and histological findings.    Despite the large involvement of the intestinal mucosa (small bowel X-ray),    the child had good clinical response to high protein and decreased long-chain    fat diet. The boy is now 16 years old and has a life similar to the other healthy    adolescents despite maintaining oedema of the face and limbs.</p>     <p><b>Keywords: </b>oedema, Primary Intestinal Lymphangiectasia, protein-losing    enteropathy.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>INTRODUÇÃO</b></p>      <p>O termo Linfangiectasia Intestinal descreve um grupo de doenças caracterizadas    pela dilatação dos canais linfáticos<a name="top1"></a><sup><a href="#1">1</a></sup>.    A ingestão de gorduras, resulta na distensão e ruptura destes canais originando    perda intestinal de proteínas, linfócitos e imunoglobulinas<sup><a name="top2"></a><a href="#2">2</a></sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A associação de hipoalbuminemia, linfopenia e hipogamaglobulinemia deve fazer suspeitar deste diagnóstico.</p>      <p>A linfangiectasia intestinal pode ser primária (LIP), idiopática ou secundária.    A LIP é uma malformação congénita intestinal, descrita pela primeira vez em    1961 por Waldmann et col<sup><a href="#2">2</a>,<a name="top3"></a><a href="#3">3</a></sup>,    podendo a apresentação clínica ocorrer desde o período fetal até à idade adulta.    Na maioria dos doentes é uma anomalia esporádica, embora estejam descritos casos    familiares ou em associação com os Síndromes de Noonan, Turner e Klippel-Trenaunay-Weber<sup><a href="#2">2</a>,<a name="top4"></a><a href="#4">4</a></sup>.    Os vasos linfáticos afectados localizam-se primariamente no intestino delgado<sup><a name="top5"></a><a href="#5">5</a></sup>,    estando este atingido numa extensão variável<sup><a href="#1">1</a>,<a href="#2">2</a>,<a name="top6"></a><a href="#6">6</a></sup>.    A sua etiologia é ainda desconhecida<sup><a href="#1">1</a></sup>.</p>      <p>A linfangiectasia secundária resulta de uma obstrucção linfática com pressão    linfática elevada ou lesão directa dos canais linfáticos<sup><a href="#1">1</a></sup>,    por situações tais como fibrose retroperitoneal, pancreatite crónica, tumores    abdominais ou retroperitoneais, tuberculose mesentérica, doença de Crohn, má    rotação intestinal, doença de Whipple, doença celíaca, pericardite constritiva    e insuficiência cardíaca congestiva<sup><a href="#2">2</a>,<a href="#4">4</a></sup>.</p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>CASO CLÍNICO</b></p>      <p>Criança do sexo masculino, 18 meses de idade, referenciado à consulta externa por hipertrofia do membro inferior esquerdo. Aos nove meses foi detectado aumento de volume do membro inferior esquerdo. Aos 18 meses, quando foi referenciado à consulta externa apresentava bom estado geral e nutricional e assimetria dos membros inferiores. O restante exame objectivo não evidenciava alterações e os exames complementares de diagnóstico efectuados (radiografia dos membros inferiores, tomografia axial computorizada cerebral, ecografia abdominal e cariótipo) foram normais. Em consulta de genética foi feito o diagnóstico de hemihipertrofia segmentar isolada (do membro inferior esquerdo), ficando em vigilância. </p>      <p>Aos 3 anos de idade começou a ter episódios de dor abdominal difusa tipo cólica,    distensão abdominal e diarreia, de frequência crescente. Ao exame objectivo    (<b>Fig. 1</b>) apresentava hipertrofia da hemiface direita, hipertrofia e edema    duro dos membros superior e inferior esquerdos. O abdómen era globoso, timpanizado,    com baço palpável cerca de 2-3 cm abaixo do rebordo costal esquerdo, fígado    palpável 2 cm abaixo do rebordo costal direito. Analiticamente, apresentava    hipoproteínemia (34 g/dl), hipoalbuminemia (17 g/L) com electroforese normal,    hipogamaglobulinemia com imunoglobulina A e M normais. A função hepática e o    exame sumário de urina não revelaram alterações. O restante estudo analítico    (hemograma, ionograma, cálcio, fósforo, colesterol total, triglicerídeos, velocidade    de sedimentação, estudo do complemento, anticorpos antigliadina e antitransglutaminase,    alfa-1-antitripsina) também foi normal. A endoscopia digestiva alta revelou    mucosa edemaciada na segunda e terceira porções do duodeno, pregas grossas e    revestidas a pontuado branco leitoso sugestivo de linfangiectasia (<b>Fig. 2</b>).    O exame histológico das biópsias duodenais confirmou o diagnóstico revelando    grande deformação das vilosidades na dependência de expansão de capilares linfáticos    que chegavam a assumir proporções microcísticas. (<b>Fig. 3</b>). O estudo radiológico    do intestino delgado por trânsito mostrou edema e espessamento das pregas em    todo o intestino delgado (<b>Fig. 4</b>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v17n1/17n1a06f1.jpg" width="373" height="537"></p>     
<p>Fig. 1. Aos 3 anos de idade &eacute; not&oacute;ria a assimetria das extremidades,    abd&oacute;men proeminente e edema generalizado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v17n1/17n1a06f2.jpg" width="372" height="372"></p>     
<p>Fig. 2. Pregas espessas, edemaciadas, de tonalidade rosa claro com m&uacute;ltiplas    forma&ccedil;&otilde;es de colora&ccedil;&atilde;o branco leitoso que ocupam    quase toda a superf&iacute;cie.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v17n1/17n1a06f3.jpg" width="372" height="246"></p>     
<p>Fig. 3. Pe&ccedil;a de bi&oacute;psia duodenal: mucosa com vasos linf&aacute;ticos    edemaciados com apar&ecirc;ncia microc&iacute;stica (colora&ccedil;&atilde;o    hematoxilina).</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v17n1/17n1a06f4.jpg" width="372" height="372"></p>     
<p>Fig. 4. Rx EGD: &aacute;reas de espessamento e edema da mucosa intestinal (setas).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Iniciou dieta hiperproteica com baixo teor de gordura e de ácidos gordos de    cadeia-longa e suplementação com triglicerídeos de cadeia média. Até aos 6 anos    manteve episódios de diarreia e distensão abdominal e necessidade de perfusões    regulares de albumina. A melhoria clínica foi significativa com desaparecimento    progressivo do edema, normalização dos valores analíticos e boa evolução estaturo-ponderal.    Desde então assintomático e sem registo de alterações electrolíticas ou proteicas    significativas apesar de ter cometido alguns erros dietéticos.</p>      <p>Aos 16 anos encontrava-se no percentil 75 de peso e 10 altura, detectando-se ao exame objectivo assimetria corporal caracterizada por hipertrofia da hemiface direita e dos membros superior e inferior esquerdo. Os exames laboratoriais revelavam proteínas totais e albumina dentro dos valores normais e hipogamaglobulinemia (lgG: 317 mg/dl (N: 639-1349)). A endoscopia digestiva alta mostrava “Duodeno com pregas hipertrofiadas e edemaciadas com pontuado branco difuso abundante e distribuição irregular até à 3ª porção” e o exame histológico:”...numerosas linfangiectasias e hiperplasia dos folículos linfóides.” A densitometria óssea era normal para a idade. Trata-se de um adolescente com um QI dentro da média. Apesar de manter edema assimétrico da face e membros tem um estilo de vida semelhante aos adolescentes saudáveis da sua idade. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>DISCUSSÃO</b></p>      <p>A incidência da LIP, embora baixa, é ainda desconhecida uma vez que pode ser    assintomática até à idade adulta<sup><a href="#2">2</a></sup>. As manifestações    clínicas variam desde as formas assintomáticas até alterações graves com anasarca    e ascite quilosa, que aparecem habitualmente de uma forma episódica<sup><a href="#1">1</a>,<a href="#2">2</a>,<a href="#5">5</a>,<a name="top7"></a><a href="#7">7</a></sup>.    Associa-se muitas vezes com edema linfático da face, membros e órgãos genitais,    podendo este preceder o aparecimento dos sintomas gastro-intestinais<sup><a href="#1">1</a></sup>.    A incidência é igual em ambos os sexos e ocorre habitualmente durante o primeiro    ano de vida4. Embora esteja relacionada com alterações significativas do sistema    imunitário (linfopenia e hipogamaglobulinemia), as infecções graves não são    frequentes<sup><a href="#4">4</a></sup>. Esta patologia pode cursar com tetania,    má evolução estato-ponderal e dismorfias devidas ao edema linfático<sup><a href="#4">4</a></sup>.    Para além de uma dieta permanente<sup><a href="#1">1</a>,<a href="#2">2</a>,<a href="#4">4</a>,<a href="#6">6</a>,<a href="#7">7</a></sup>    rica em proteínas, com baixo teor de gorduras e com triglicerídeos de cadeia    média, cálcio e vitaminas lipossolúveis, podem ser necessárias perfusões de    albumina e nos casos de lesões focais a exérese cirúrgica do segmento intestinal    afectado pode ser curativa<sup><a href="#2">2</a></sup>. Tratamentos com antiplasmina,    corticóides e octreótido não são ainda consensuais<sup><a href="#1">1</a>,<a href="#2">2</a>,<a href="#4">4</a>,<a href="#6">6</a></sup>.</p>      <p>Perante uma criança com edemas generalizados, excluídas as hipóteses de malnutrição, insuficiência cardíaca ou hepática e síndrome nefrótico, deve ser considerada a possibilidade de uma enteropatia com perda de proteínas. </p>      <p>A hipoproteinemia ocorre quando a perda intestinal é o dobro do normal, considerando que a síntese hepática não compensa a perda entérica e a síntese de imunoglobulinas não aumenta de forma compensadora. </p>      <p>No caso descrito o nível sérico de IgG estava diminuído mas a linfopenia característica, devida à exsudação pelos canais linfáticos não se observou. </p>      <p>Neste doente a co-existência de hemihipertrofia facial e edema linfático das    extremidades levou à suspeita de Linfangiectasia Intestinal Primária uma vez    que neste doente tinham sido já excluídos outras síndromes na consulta de genética.    O diagnóstico foi confirmado pelas imagens características da endoscopia e pelos    achados histológicos. As múltiplas amostras de biópsia jejunal permitiram estabelecer    o diagnóstico, o que nem sempre acontece em especial quando as lesões não são    difusas<sup><a href="#4">4</a></sup>. O exame endoscópico é extremamente importante    para localizar as lesões e biopsá-Ias<sup><a href="#1">1-4</a></sup>. O estudo    radiológico do intestino delgado e mais recentemente a videocápsula endoscópica    permitem conhecer a extensão das lesões. </p>      <p>O objectivo do tratamento médico é compensar a perda entérica de proteínas,    com dieta com elevado teor proteico e reduzir o fluxo nos vasos linfáticos com    suplementação com triglicerídeos de cadeia média<sup><a href="#1">1-4</a></sup>.    Pode ser necessário a administração de vitaminas lipossolúveis e suplementos    de cálcio.<sup><a href="#1">1</a>,<a href="#2">2</a>,<a href="#4">4</a></sup>    Habitualmente obtêm-se melhores resultados quando a lesão está limitada à lâmina    própria. Em muitos casos em que não se verifica melhoria com esta terapêutica    é necessária nutrição parentérica.<sup><a href="#1">1</a>,<a href="#2">2</a></sup>    O tratamento cirúrgico está indicado nas pequenas lesões intestinais localizadas,    no envolvimento pleural ou pericárdico e em casos de falência da terapêutica    médica<sup><a href="#1">1</a>,<a href="#2">2</a>,<a href="#4">4</a></sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O prognóstico é muito variável dependendo da resposta à terapêutica e da extensão    de intestino afectado bem como do grau de imunodeficiência celular ou humoral    do doente. Varia desde a remissão espontânea ou boa tolerância às gorduras,    até casos de deterioração total com anasarca e caquexia<sup><a href="#2">2</a>,<a href="#4">4</a></sup>.    A principal complicação é o edema linfático dos membros inferiores que pode    vir a infectar necessitando de cuidados específicos e pode levar a deterioração    da qualidade de vida por dificuldades na locomoção. Outras complicações que    podem ser ameaçadoras são o derrame pericárdico e pleural. Está descrito aumento    da incidência de neoplasias (especialmente linfoma). Apesar do acentuado envolvimento    da mucosa intestinal no doente apresentado verificou-se uma boa resposta à dieta.    A vigilância clínica destes doentes é muito importante não só pelo estado nutricional    do doente como também pela possibilidade de desenvolvimento de neoplasias linforecticulares    que pode ocorrer ao longo dos anos<sup><a href="#2">2-4</a>,<a name="top8"></a><a href="#8">8</a></sup>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Bibliografia</b></p>      <!-- ref --><p><a name="1"></a><a href="#top1">1</a>.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Proujansky R. Pediatric    Gastrointestinal Disease. 3rd ed. Ontario, BCDecker 2000;194-202.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S0872-8178201000010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a href="#top2">2</a>.&nbsp;<a name="2"></a>&nbsp;&nbsp; Vignes S, Bellanger    J. Primary intestinal lymphangiectasia (Waldmann’s disease). Orphanet Journal    of Rare Diseases 2008;3:5.</p>      <p><a href="#top3">3</a>.&nbsp;<a name="3"></a>&nbsp;&nbsp; Garcia-Careaga M,    Kemer JA. Nelson Textbook of Pediatrics. 17th ed. Philadelphia: Saunders 2004;1266.</p>      <p><a href="#top4">4</a>.&nbsp;<a name="4"></a>&nbsp;&nbsp; Yokocama MY, Neto    FU. Linfangiectasia intestinal. The electronic joumal of Pediatric Gastroenterology,    Nutrition and Liver Diseases 2003;7 (<a href="http://www.e-gastroped.com.br/sep03IIinfangiectasia.htm" target="_blank">www.e-gastroped.com.br/sep03IIinfangiectasia.htm</a>).</p>      <p><a href="#top5">5</a>.&nbsp;<a name="5"></a>&nbsp;&nbsp; Uguralp S, Mutus M,    Kutlu O, Çetin S, Baysal T, Mizrak B. Primary Intestinal Lymphangiectasia: A    rare disease in the differential diagnosis of acute abdomen. J. Pediatr Gastroenterol    Nut 2001;33:508-510.</p>      <p><a href="#top6">6</a>.&nbsp;<a name="6"></a>&nbsp;&nbsp; MacLean JE, Cohen    E, Weinstein M. Primary Intestinal and Thoracic Lymphangiectasia: A Response    to Antiplasmin Therapy. Pediatrics 2002;109:1177-1180.</p>      <p><a href="#top7">7</a>.&nbsp;<a name="7"></a>&nbsp;&nbsp; Fang YH, Zhang BL,    Wu JG, Chen CX. A primary intestinallymphangiectasia patient diagnosed by capsuIe    endoscopy and confirmed at surgery: A case report. World J Gastroenterol 2007;13:2263-2265.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top8">8</a>.&nbsp;<a name="8"></a>&nbsp;&nbsp; Bouhnik Y, Etienney    I, Nemeth J, Thevenot T, Lavergne-Slove A, Matuchansky C. Very late onset small    intestinal B cell lymphoma associated with primary intestinal lymphangiectasia    and diffuse warts. Gut 2000;47:296-300.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="0"></a><a href="#top0">Correspondência</a>:</b> Margarida Figueiredo;    Hospital de Crianças Maria Pia; Rua da Boavista, 827; 4050-111 Porto; <b>e-mail:</b>    <a href="mailto:margaridafigueiredo@net.sapo.pt">margaridafigueiredo@net.sapo.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido para publicação:</b> 04/09/2008 e <b>Aceite para publicação:</b>    11/02/2009</p>         ]]></body><back>
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