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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ecoendoscopia e lesões subepiteliais/compressões extrínsecas do tubo digestivo inferior]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[INTRODUCTION: Differentiating between subepithelial lesions and extrinsic compression and between benign and malignant lesions may be difficult during regular endoscopic evaluation. AIM: To determine the utility of endosonography in the evaluation of subepithelial lesions/extrinsic compression in the lower gastrointestinal tract. METHODS: 8 years retrospective study of 128 patients with suspicion of subepithelial lesions of the lower digestive tract referred for EUS evaluation. A radial echoendoscope (55,5%) and an ultrasonography endoprobe (12 MHz) (44,5%) were used. RESULTS: Female patients: 57%. Mean age: 58,4 years. Normal exam: 17,97%. Extrinsic compression: 25,8%; 60,6% with pathological meaning. Identification of an extrinsic compression with pathological meaning in patients aged < 50 years and in those with distal lesions had statistic significance. Parietal lesion: 56,3%; 51,3% from submucosa; 27,7% from muscularis propria; mean size 18 mm; regular margins: 86,1%; no calcifications: 90,2%. The diagnosis of mesenchimatous tumor without aggressive endosonographic characteristics was suggested: 59,7%; with aggressive characteristics: 8,3%. Identification of a mesenchimatous tumor in patients aged 50 or more had statistical significance. CONCLUSION: Endosonography is an excellent tool in further characterization of subepithelial lesions of the lower gastrointestinal tract, allowing stratification into risk groups.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Ecoendoscopia e lesões subepiteliais/compressões extrínsecas do tubo digestivo inferior</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Carla Sousa Andrade, Fernando Castro-Poças, Paula Lago, Jorge Areias</b></p>      <p>Sector de Ultra-Sons – Serviço de Gastrenterologia Hospital Geral de Santo    António, Porto</p>      <p><b><a name="top0"></a></b><a href="#0">Correspondência</a></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>      <p>INTRODUÇÃO: Introdução: A diferenciação entre compressão extrínseca e lesões    subepiteliais e, no caso destas últimas, entre lesões benignas e malignas, é    difícil durante a endoscopia convencional. OBJECTIVO: Determinar a utilidade    da ecoendoscopia na avaliação das lesões subepiteliais/compressão extrínseca    do tubo digestivo inferior. MATERIAL E MÉTODOS: Análise retrospectiva de 128    doentes submetidos a ecoendoscopia por suspeita de lesão subepitelial do tubo    digestivo inferior, no período compreendido entre 01/01/2000 e 31/12/2007. Utilizado    o ecoendoscópio radial (55,5%) ou mini-sonda de ultra-sonografia endoscópica    de 12 MHz (44,5%). RESULTADOS: Sexo feminino: 57%; Idade média 58,4 anos; Exame    normal: 17,97%. Compressão extrínseca: 25,8%; 60,6% com significado patológico.    Relação estatística significativa entre identificação de compressão extrínseca    com significado patológico e idade &lt; 50 anos e localização distal. Lesão    parietal: 56,3%; 51,3% com origem na camada submucosa; 27,7% na camada muscular    própria; dimensão média 18 mm; contornos regulares 86,1%; sem calcificações    90,2%. Sugerido o diagnóstico de tumor mesenquimatoso com características ecoendoscópicas    não agressivas: 59,7%; com características agressivas: 8,3%. Relação estatística    significativa entre suspeita de tumor mesenquimatoso e idade &#8805; 50 anos.    CONCLUSÃO: A ecoendoscopia é uma excelente ferramenta na suspeita de lesões    subepiteliais do tubo digestivo inferior, permitindo o diagnóstico e/ou a estratificação    dos doentes em grupos de risco.</p>      <p><b>Palav</b>r<b>as-chave: </b>Ecoendoscopia; Lesões subepiteliais; Compressão extrínseca; Tubo digestivo inferior.</p>      <p><b>&nbsp;</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Ultrasound endoscopy in the diagnosis of subetpithelial lesions/extrinsic    compressions of the lower digestive tract</b></p>      <p><b>Abstract</b></p>     <p>INTRODUCTION: Differentiating between subepithelial lesions and extrinsic compression    and between benign and malignant lesions may be difficult during regular endoscopic    evaluation. AIM: To determine the utility of endosonography in the evaluation    of subepithelial lesions/extrinsic compression in the lower gastrointestinal    tract. METHODS: 8 years retrospective study of 128 patients with suspicion    of subepithelial lesions of the lower digestive tract referred for EUS evaluation.    A radial echoendoscope (55,5%) and an ultrasonography endoprobe (12 MHz) (44,5%)    were used. RESULTS: Female patients: 57%. Mean age: 58,4 years. Normal exam:    17,97%. Extrinsic compression: 25,8%; 60,6% with pathological meaning. Identification    of an extrinsic compression with pathological meaning in patients aged &lt;    50 years and in those with distal lesions had statistic significance. Parietal    lesion: 56,3%; 51,3% from submucosa; 27,7% from muscularis propria; mean size    18 mm; regular margins: 86,1%; no calcifications: 90,2%. The diagnosis of mesenchimatous    tumor without aggressive endosonographic characteristics was suggested: 59,7%;    with aggressive characteristics: 8,3%. Identification of a mesenchimatous tumor    in patients aged 50 or more had statistical significance. CONCLUSION: Endosonography    is an excellent tool in further characterization of subepithelial lesions of    the lower gastrointestinal tract, allowing stratification into risk groups.</p>      <p><b>Keywords<i>: </i></b>Endosonography; Subepithelial lesion; Extrinsic compression;    Lower digestive tract.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>INTRODUÇÃO</b></p>      <p>A designação de lesão subepitelial engloba uma variedade de condições com origem    nas camadas mais profundas da parede do tracto gastrointestinal, nomeadamente    nas camadas muscular mucosa, submucosa e muscular própria. Por definição a camada    mucosa não está envolvida, contudo em algumas situações pode estar erosionada    ou ulcerada. Neste contexto a diferenciação entre lesões benignas e malignas,    com importantes implicações em termos de abordagem e prognóstico, pode ser difícil    durante a avaliação endoscópica convencional, até porque as biópsias endoscópicas    são frequentemente superficiais e não diagnósticas<sup><a name="top1"></a><a href="#1">1-6</a></sup>.</p>      <p>Por outro lado, o abaulamento intraluminal da parede coberta por mucosa normal,    o aspecto característico das lesões subepiteliais, pode ser causado por compressão    por estruturas ou órgãos extrínsecos ao tracto gastrointestinal. A acuidade    da endoscopia e dos exames imagiológicos, nomeadamente da ultra-sonografia,    dos exames contrastados e da tomografia computorizada, é baixa quando consideramos    esta diferenciação<sup><a href="#1">1-5</a></sup>. </p>      <p>A ecoendoscopia fornece imagens detalhadas da parede do tracto gastrointestinal,    bem como das estruturas ou órgãos adjacentes. Desta forma desempenha um papel    fundamental nos casos de suspeita de lesão subepitelial do tubo digestivo permitindo,    no caso das lesões parietais, a determinação da camada de origem e a avaliação    precisa da ecoestrutura, dos limites e das dimensões. Paralelamente tem sido    reconhecida à ecoendoscopia uma acuidade próxima dos 100% na diferenciação destas    lesões com compressões extrínsecas<sup><a href="#1">1</a></sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Vários estudos têm sido publicados acerca do papel da ecoendoscopia na abordagem    das lesões subepiteliais do tubo digestivo proximal<a name="top7"></a><sup><a href="#7">7-9</a></sup>.    Contudo, têm surgido escassas publicações acerca da sua aplicação no tubo digestivo    inferior, a totalidade respeitante a séries pouco representativas, nomeadamente    com 8, 46 ou 35 doentes<sup><a name="top10"></a><a href="#10">10-12</a></sup>.</p>      <p>O objectivo do trabalho foi determinar a utilidade da ecoendoscopia na avaliação das lesões subepiteliais/compressão extrínseca do tubo digestivo inferior </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>MATERIAL E MÉTODOS </b></p>      <p>Procedemos a uma análise retrospectiva de 128 ecoendoscopias consecutivas realizadas no período compreendido entre 1 de Janeiro de 2000 e 31 de Dezembro de 2007, cuja indicação para o exame foi suspeita endoscópica de lesão subepitelial do tubo digestivo inferior. Na totalidade dos casos os achados endoscópicos convencionais e as biopsias endoscópicas não foram diagnósticas. A ecoendoscopia foi considerada a técnica <i>gold standard </i>para o estudo das lesões subepiteliais. Nos casos em que uma segunda ecoendoscopia foi executada no mesmo doente e com a mesma indicação, durante o período em análise, apenas o primeiro exame foi considerado.</p>      <p>Os exames foram realizados por dois operadores, com mais de 10 e 3 anos de experiência em ecoendoscopia, e que realizam uma média, cada um, entre 350 e 400 procedimentos/ano. Foi utilizado o ecoendoscópio radial em 55,5% dos casos e a mini-sonda de ultra-sonografia endoscópica de 12 MHz em 44,5% dos doentes. </p>      <p>Quanto à localização, o termo “distal” foi atribuído às lesões com sede no recto, cólon sigmóide, cólon descendente e ângulo esplénico, tendo todas as outras sido consideradas como localização proximal.</p>      <p>Foi considerada a existência de compressão extrínseca quando o abaulamento visualizado na endoscopia era atribuído ao efeito de massa sobre a parede de uma estrutura ou órgão extrínsecos ao tubo digestivo, mantendo a parede a sua estrutura pentalaminar habitual. Consideramos que esta compressão não tinha significado patológico quando podia ser atribuída a uma estrutura anatómica (vaso ou órgão) normal. </p>      <p>Nas lesões parietais a camada de origem foi identificada como a que apresentava continuidade com a lesão. A natureza da lesão foi avaliada de acordo com a sua dimensão, camada de origem, características da ecoestrutura e contornos.</p>      <p>Nos casos de suspeita de tumor mesenquimatoso foram consideradas características ecoendoscópicas sugestivas de agressividade (malignidade), a dimensão superior a 30 mm e/ou a ecoestrutura heterogénea e/ou os contornos e limites irregulares ou mal definidos e/ou a presença de adenopatias peridigestivas com características suspeitas.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O exame foi considerado normal quando não foi identificada qualquer lesão parietal ou compressão extrínseca. </p>      <p>Nos casos em que as características ecoendoscópicas não permitiam a sugestão de apenas um diagnóstico, mas de vários diagnósticos alternativos, foi considerado haver “dúvida diagnóstica”. </p>      <p>As comparações foram feitas, no caso das variáveis categóricas, usando o método de x2. A média e o desvio-padrão foram utilizados para as variáveis numéricas. A análise estatística foi realizada com SPSS versão 11.5 (SPSS Inc, Chicago, Illinois), e um valor de p &lt; 0,05 foi considerado significativo. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESULTADOS </b></p>      <p>No período de estudo considerado foram realizadas 128 ecoendoscopias por suspeita de lesão subepitelial do tubo digestivo inferior. A idade média dos doentes foi de 58,4 ± 15,6 anos, com uma idade mínima de 20 anos e máxima de 87 anos. Verificou-se predomínio de indivíduos do sexo feminino (57%). Inicialmente havia suspeita de lesão distal em 68,7% dos casos, das quais 72,7% estariam localizadas no recto, 20,4% no cólon sigmóide e 6,8% no cólon descendente. O exame foi considerado normal em 17,9% dos casos. </p>      <p>Identificada lesão distal em 68,8% dos casos, das quais 72,7% estariam localizadas no recto, 20,5% no cólon sigmóide e 6,8% no cólon descendente.</p>      <p>O exame foi considerado normal em 18% (23 casos).</p>      <p>Foi identificada compressão extrínseca em 25,8% (33 casos), dos quais 39,4% não tinham significado patológico, tendo-se identificado compressão parietal do tubo digestivo pelo útero (69,2%), por ansas de intestino delgado (23,1%) e por estruturas vasculares (7,7%).</p>      <p>Dos doentes com compressão extrínseca com significado patológico 75% eram do sexo feminino. As lesões tinham uma dimensão média de 31,3 ± 18,3 mm, com uma dimensão mínima de 10 mm, e foram identificadas na gordura peri-intestinal (10%), na gordura perirectal (35%), no espaço perirectal (20%), no septo recto-vaginal (20%) e no útero (5%), sendo impossível definir a sua localização em 10% dos casos. Foi sugerido o diagnóstico de endometriose em 40% dos casos (dimensão média de 21,5 mm, com ecoestrutura predominantemente hipoecogénica), de neoformação extrínseca em 25%, de abcesso em 10%, de lesão cística em 5%, de lesão vascular (hemangioma) em 5%, não tendo sido sugerido diagnóstico pela natureza incerta da lesão (as características ecoendoscópicas não sugeriam nenhuma forte possibilidade diagnóstica) em 15% dos casos.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O quadro 1 resume os achados relativos à compressão extrínseca.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 1. Compress&atilde;o extr&iacute;nseca</p>  <img src="/img/revistas/ge/v17n2/17n2a02q1.jpg">       
<p>&nbsp;</p>     <p>Foi encontrada relação estatística significativa (p &lt; 0,05) entre a identificação    de compressão extrínseca com significado patológico e a idade &lt; 50 anos (Quadro    2) e a localização distal (Quadro 3).</p>     <p>&nbsp;</p>       <p>Quadro 2. Rela&ccedil;&atilde;o entre a identifica&ccedil;&atilde;o de compress&atilde;o    extr&iacute;nseca com significado patol&oacute;gico e o grupo et&aacute;rio    (p&lt;0,05)</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v17n2/17n2a02q2.jpg"> </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 3. Rela&ccedil;&atilde;o entre a identifica&ccedil;&atilde;o de compress&atilde;o    extr&iacute;nseca com significado patol&oacute;gico e a localiza&ccedil;&atilde;o    distal das les&otilde;es (p&lt;0,05)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/ge/v17n2/17n2a02q3.jpg"> </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foi identificada lesão parietal em 56,2% dos casos, com origem na camada mucosa em 16,6%, na camada muscular mucosa em 4,2%, na camada submucosa em 51,4% e na camada muscular própria em 27,8%. A dimensão média das lesões era de 18,1 ± 10,5 m, com uma dimensão mínima de 3,3 mm e os contornos eram regulares em 90,3%, tendo sido identificadas calcificações intralesionais e adenopatias perirectias em apenas 5,6% dos casos.</p>      <p>O quadro 4 resume os achados relativos às lesões parietais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 4. Les&otilde;es parietais</p>       <p><img src="/img/revistas/ge/v17n2/17n2a02q4.jpg"> </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foi sugerido o diagnóstico de tumor mesenquimatoso com características ecoendoscópicas não agressivas (benignas) em 59,7% dos casos. Destes, 65,1% tinham origem na camada submucosa e ecoestrutura homogénea e hiperecogénica, compatível com lipoma; estas lesões tinham uma dimensão média de 17,5 mm e estavam localizadas por ordem decrescente de frequência no cólon ascendente (21,4%), no cólon sigmóide (17,9%), no cego e no cólon transverso (cada 14,3%) e no ângulo hepático, no cólon descendente e no recto (cada 10,7%). Dada a dimensão das lesões (superior a 30 mm) e a sua presença em doentes sintomáticos, foi sugerida exérese cirúrgica em 10,7% dos casos. Nos restantes casos não foi sugerido qualquer <i>follow-up</i>e/ou terapêutica. </p>      <p>As restantes lesões compatíveis com tumor mesenquimatoso com características não agressivas tinham origem na camada muscular própria, tendo sido sugerido o diagnóstico de tumor do estroma em 73,3% dos casos e de leiomioma nos restantes (estes últimos exames foram realizados previamente a 2002). As lesões compatíveis com tumor do estroma eram hipoecogénicas, tinham dimensão média de 21,5 mm e apresentavam contornos regulares. Estavam localizadas no recto (36,4%), no cólon sigmóide (36,4%), no cólon transverso (18,2%) e no cólon descendente (9%). Foi sugerida vigilância ecoendoscópica em 27,3% dos casos, exérese cirúrgica em 27,3% e punção aspirativa com agulha fina (<i>PAAF</i>) guiada por ecoendoscopia em 9,1%. Não foi sugerida abordagem após o exame nos restantes casos, tendo esta sido deixada ao critério do Médico Assistente. As lesões sugestivas de leiomiomas eram igualmente hipoecogénicas, com dimensão média de 13,2 mm, a totalidade com contornos regulares.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi sugerido o diagnóstico de tumor mesenquimatoso com características ecoendoscópicas agressivas (malignas) em 8,3% dos casos; na sua totalidade estas lesões tinham origem na camada muscular própria, localizadas no recto, ecoestrutura heterogénea, contornos irregulares e com uma dimensão média de 33,4 mm. Em 66,7% dos casos existiam adenopatias perirectais. Em 50% dos casos a lesão era sugestiva de tumor do estroma (dimensão média de 29,1 mm), em 33,3% de leiomiossarcoma (dimensão média de 35 mm) e em 16,7% de recidiva de sarcoma. Foi sugerida <i>PAAF </i>em 50% dos casos e exérese cirúrgica nos outros 50%. </p>      <p>Considerando a identificação de lesões suspeitas de corresponderem a tumores    mesenquimatosos, não agressivos e agressivos, foi identificada uma relação estatística    significativa para a idade &#8805; 50 anos (Quadro 5) e não significativa para    o sexo (Quadro 6) e localização distal (Quadro 7). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 5. Rela&ccedil;&atilde;o entre a identifica&ccedil;&atilde;o de les&atilde;o    sugestiva de tumor mesenquimatoso e o grupo et&aacute;rio (p&lt;0,05)</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v17n2/17n2a02q5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 6. Rela&ccedil;&atilde;o entre a identifica&ccedil;&atilde;o de les&atilde;o    sugestiva de tumor mesenquimatoso e o sexo (p=NS)</p>     <p> <img src="/img/revistas/ge/v17n2/17n2a02q6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 7. Rela&ccedil;&atilde;o entre a identifica&ccedil;&atilde;o de les&atilde;o    sugestiva de tumor mesenquimatoso e a localiza&ccedil;&atilde;o distal (p=NS)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <img src="/img/revistas/ge/v17n2/17n2a02q7.jpg"> </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foram ainda sugeridos os seguintes diagnósticos, por ordem decrescente de frequência: pólipos (11,1%), <i>Pneumatosis coli </i>(2,8%), Tumor neuroendócrino (2,8%), mucocelo do apêndice (2,8%), divertículo evaginado (1,4%), hemangioma cavernoso (1,4%) e pâncreas ectópico (1,4%). Em 8,3% dos casos surgiu “dúvida diagnóstica”.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>DISCUSSÃO </b></p>      <p>As lesões subepiteliais do tubo digestivo inferior continuam a ser achados    raros, embora pareça existir um aumento da sua incidência, associado a uma maior    divulgação e acuidade dos exames imagiológicos e endoscópicos. Contudo, a caracterização    precisa destas lesões, nomeadamente no que diz respeito a dimensões, camada    de origem e natureza histológica, continua a ser um desafio<a href="#10"><sup>10</sup></a><sup>,<a name="top11"></a><a href="#11">11</a></sup>.  </p>      <p>Alguns autores fazem referência à possibilidade de diagnóstico de lesões subepiteliais    colorectais por Tomografia Computorizada (TC), embora associada à incapacidade    de detectar lesões com diâmetro inferior a 10 mm<sup><a href="#11">11</a>,<a name="top12"></a><a href="#12">12</a></sup>.  </p>      <p>Neste contexto, o desenvolvimento da ecoendoscopia abriu uma nova dimensão    no diagnóstico das lesões do tubo digestivo inferior. Comparada com a endoscopia,    com a ultra-sonografia abdominal, com a Tomografia Computorizada e com a Ressonância    Magnética Nuclear, a ecoendoscopia é a técnica com maior acuidade na avaliação    das lesões subepiteliais<a name="top13"></a><a href="#13"><sup>13</sup></a>.    Permite a visualização da ecoestrutura pentalaminar da parede que apresenta    correlação com as camadas histológicas: camada 1 – interface dos ultra-sons    com a porção superficial da mucosa; camada 2 – muscular mucosa (porção profunda    da mucosa); camada 3 – submucosa; camada 4 – muscular própria; camada 5 – subserosa,    serosa ou adventícia (dependendo do local do tubo digestivo que se encontra    a ser avaliado)<sup><a href="#1">1-6</a></sup>. Desta forma a camada de origem    pode ser determinada pela demonstração da continuidade da lesão com uma das    camadas constituintes da parede<sup><a href="#11">11</a>,<a href="#12">12</a></sup>.    No nosso estudo, no caso das lesões parietais, verificámos que em 16,6% as lesões    tinham origem na camada mucosa, em 4,1% na camada muscular mucosa, em 51,3%    na camada submucosa e em 27,7% na camada muscular própria. </p>      <p>A dimensão das lesões parietais também pode ser definida com precisão pela    ecoendoscopia, havendo referência na literatura a identificação de lesões com    apenas 2 mm de maior diâmetro<sup><a href="#11">11</a>,<a href="#12">12</a></sup>.    Nos doentes analisados a dimensão média das lesões parietais foi de 18 ± 10,4    mm; contudo, foi possível a identificação de uma lesão com apenas 3,3 mm.</p>      <p>A ecoestrutura das lesões pode ser determinante na sua caracterização. Neste    sentido, um dos grandes objectivos e, simultaneamente um dos grandes desafios,    da avaliação ecoendoscópica é a diferenciação concreta entre lesões benignas    e malignas. Continua a existir na literatura alguma controvérsia quanto às características    preditivas de malignidade, embora seja consensual que a ecoestrutura heterogénea    e/ou as grandes dimensões (habitualmente&gt; 3-4 cm) e/ou os contornos irregulares    estão entre os mais importantes<a href="#1"><sup>1</sup></a><sup>,<a name="top2"></a><a href="#2">2</a></sup>.    No nosso estudo foi sugerido o diagnóstico de tumor mesenquimatoso com características    ecoendoscópicas benignas, ou seja, não agressivas, nomeadamente lipoma, tumor    do estroma ou leiomioma, em 59,7% dos casos. Todas as lesões sugestivas de lipoma    tinham origem na camada submucosa, apresentavam uma ecoestrutura homogénea e    hiperecogénica e, tal como descrito na literatura<sup><a name="top14"></a><a href="#14">14</a></sup>,    o maior número de lesões (21,4%) foi identificada no cólon ascendente. Uma vez    confirmado o diagnóstico de lipoma por ecoendoscopia, não é necessária a integração    do doente em programas de vigilância nem a orientação para qualquer atitude    terapêutica, a não ser nos casos de lipomas sintomáticos (hemorragia ou suboclusão/oclusão)    ou de dúvida diagnóstica<sup><a href="#13">13</a></sup>. No estudo em apreço    foram orientados para exérese cirúrgica 10,7% dos casos de lipoma uma vez que    a sintomatologia dos doentes foi atribuída às dimensões do lipoma.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os tumores do estroma estão entre as lesões mesenquimatosas mais frequentemente    detectadas no tracto gastrointestinal. Na definição do prognóstico dos doentes    com tumores do estroma é recomendado que não seja utilizado o termo “benigno”    para estas lesões, tendo sido sugerida a utilização de uma estratificação do    “risco de comportamento agressivo”, na medida em que nenhuma destas lesões pode    ser considerada inequivocamente benigna, uma vez que todas possuem algum potencial    maligno. Aproximadamente 10-30% dos casos são verdadeiramente malignos<sup><a href="#1">1-6</a>,<a href="#13">13</a></sup>.    A sensibilidade e a acuidade da ecoendoscopia no diagnóstico dos tumores do    estroma é de 95 e 87%, respectivamente<sup><a href="#13">13</a></sup>. A sensibilidade    na detecção das lesões malignas varia entre os 80 e os 100%, contudo a ausência    de critérios ecoendoscópicos preditivos de malignidade não permite a exclusão    de potencial maligno<sup><a href="#15">15</a><a name="top15"></a>,<a name="top16"></a><a href="#16">16</a></sup>.    Neste contexto, a <i>PAAF </i>guiada por ecoendoscopia e a punção biópsia com    colheita de material para citologia, estudo imunohistoquímico e histologia aumenta    a acuidade diagnóstica<sup><a href="#17">17</a><a name="top17"></a>,<a name="top18"></a><a href="#18">18</a></sup>.    A abordagem dos tumores do estroma é controversa. As lesões pequenas (&lt;1    cm), assintomáticas, raramente são malignas, pelo que uma estratégia de vigilância    poderá ser adequada. A excisão é aconselhável quando se verifica aumento das    dimensões ou uma modificação no padrão ecoestrutural. O tratamento cirúrgico    está indicado para lesões sugestivas de malignidade<sup><a href="#13">13</a></sup>.</p>      <p>No nosso estudo, tal como descrito na literatura, as lesões suspeitas de corresponderem a tumores do estroma com características ecoendoscópicas não agressivas tinham origem na camada muscular própria, eram hipoecogénicas, tinham dimensão média de 21,4 mm e apresentavam contornos regulares. Foi sugerida vigilância ecoendoscópica em 27,2% dos casos, exérese cirúrgica em 27,2% e punção aspirativa com agulha fina (<i>PAAF</i>) guiada por ecoendoscopia em 9%. Nos casos de suspeita de tumor do estroma com características ecoendoscópicas agressivas, a totalidade das lesões tinha origem na camada muscular própria, apresentavam ecoestrutura heterogénea, contornos irregulares e uma dimensão média de 29 mm, tendo sido sugerida <i>PAAF </i>na totalidade das lesões.</p>      <p>Os leiomiossarcomas representam 1 a 2% das neoplasias malignas do tracto gastrointestinal    e, destas, 10% surgem no cólon e 6% no recto, onde representam cerca de 1% das    neoplasias malignas. A distinção entre leiomioma e leiomiossarcoma baseia-se    nos critérios adoptados para a generalidade dos tumores mesenquimatosos e nos    resultados da <i>PAAF </i>(3,12,18). Esta última, aliada à imunohistoquímica,    permite ainda a diferenciação dos tumores do estroma. Até 2002, altura em que    surgiu a nova classificação clínico-patológica dos tumores do estroma gastrointestinal<a name="top19"></a><a href="#19"><sup>19</sup></a>,    as lesões actualmente sugestivas de <i>GIST </i>eram anteriormente designadas    de leiomioma. A evidência actual mostra que apenas no esófago é que os leiomiomas    são mais frequentes, enquanto os <i>GIST </i>predominam no estômago e intestino<sup><a href="#1">1</a>,<a href="#19">19</a></sup>.    No nosso estudo, uma vez que as características dos leiomiomas e dos tumores    do estroma não diferem substancialmente, a designação de leiomioma poderá ainda    ter a ver com a utilização da nomenclatura previamente aplicada. Contudo, apenas    a <i>PAAF </i>e o estudo imunohistoquímico permitiriam a diferenciação precisa.</p>      <p>No presente estudo as lesões suspeitas de leiomiossarcoma tinham origem na muscular própria, uma dimensão média de 35 mm, contornos irregulares e ecoestrutura heterogénea, tendo sido sugerida excisão cirúrgica na totalidade das lesões. </p>      <p>A identificação de lesões suspeitas de corresponderem a tumores mesenquimatosos, benignos e malignos, foi mais frequente em indivíduos com idade igual ou superior a 50 anos (p &lt; 0,05). Não foram identificadas referências a esta associação na literatura. </p>      <p>Na diferenciação entre lesões parietais e compressão extrínseca, a ecoendoscopia    também apresenta acuidade superior à endoscopia, à ultra-sonografia abdominal    e à TC. Quando a ecoendoscopia demonstra a integridade de todas as camadas da    parede entre o lúmen intestinal e a lesão, é seguro afirmar que se trata de    uma impressão causada por uma estrutura extraluminal, a qual pode ser fisiológica    ou patológica<sup><a href="#13">13</a></sup>. No estudo em apreço a compressão    extrínseca sem significado patológico foi induzida maioritariamente pelo útero    e, em menor proporção, por ansas do intestino delgado e estruturas vasculares.    No caso de compressão extrínseca com significado patológico foi sugerido diagnóstico    de endometriose em 40% dos casos, apresentando as lesões uma dimensão média    de 21,5 mm, e uma ecoestrutura predominantemente hipoecogénica. A identificação    de compressão extrínseca com significado patológico é mais frequente no sexo    feminino, embora esta diferença não tenha significado estatístico, contrariamente    ao que acontece para a identificação destas lesões em indivíduos com idade inferior    a 50 anos e suspeita de lesão subepitelial de localização distal (para ambas    p &lt; 0,05). Tal como para a identificação de tumor mesenquimatoso não foram    identificadas referências semelhantes na literatura, sendo necessários estudos    subsequentes no sentido de validar estas observações. </p>      <p>Do total da amostra o exame foi normal em 17,9% dos casos, evitando desta forma investigações subsequentes desnecessárias. </p>      <p>Em conclusão, tal como já havia sido demonstrado para o tubo digestivo proximal, a ecoendoscopia é um exame de primeira linha na avaliação das lesões subepiteliais/compressão extrínseca do tubo digestivo inferior, permitindo o diagnóstico e/ou a estratificação dos doentes em grupos de risco e, desta forma, definir uma estratégia de <i>follow-up</i>e/ou terapêutica.</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Referências</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><a name="1"></a><a href="#top1">1</a>. Polkowski M, Butruk E. Submucosal lesions.    Gastrointestinal Endoscopy 1. Clin N Am 2005;15:33-54. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0872-8178201000020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a href="#top2">2</a>.<a name="2"></a>Chak A. EUS in submucosal tumors. Gastrointestinal    Endoscopy 2002;56:S43-S48. </p>      <p><a href="#top1">3</a>. Parmar K, Waxman I. Endosonography of submucosal lesions.    Techniques  in Gastrointestinal Endoscopy 2000;2:89-93. </p>      <p><a href="#top1">4</a>. Eckardt AJ, Wassef W. Diagnosis of subepithelial tumors    in the GI tract. Endoscopy, EUS, and histology: bronze, silver, and gold standard?    Gastrointestinal Endoscopy 2005;62:209-12. </p>      <p><a href="#top1">5</a>. Ponsaing LG, Kiss K, Loft A, <i>et al.. </i>Diagnostic    procedures for submucosal tumors in the gastrointestinal tract. World J Gastroenterol    2007;13:3301-3310. </p>      <p><a href="#top1">6</a>. Ponsaing LG, Kiss K, Hansen MB. Classification of submucosal    tumors in the gastrointestinal tract. World J Gastroenterol 2007;13:3311-3315.  </p>      <p><a href="#top7">7</a>. <a name="7"></a>American Gastroenterological Association    Institute Clinical Practice and Economics Committee. American Gastroenterological    Association Institute technical review on the management of gastric subepithelial    masses. Gastroenterology 2006;130:2217-2228. </p>      <p><a href="#top7">8</a>. Hwang JH, Saunders MD, Rulyak SJ, <i>et al.</i>. A prospective    study comparing endoscopy and EUS in the evaluation of GI subepithelial masses.    Gastrointestinal Endoscopy 2005;62:202-208. </p>      <p><a href="#top7">9</a>. Nesje LB, Laerum OD, Svanes K, <i>et al.</i>. Subepithelial    masses of the gastrointestinal tract evaluated by endoscopic ultrasonography.    Eur J Ultrasound 2002;15:45-54.</p>      <p><a href="#top10">10</a><a name="10"></a>. Lukens FJ, T. Woodward A, Raimondo    M. The role of endoscopic ultrasound (EUS) in the diagnosis of colonic submucosal    lesions. Am J Gastroenterol 2001;96:S156-S157 (Abstract). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top11">11</a><a name="11"></a>. Kameyama H, Niwa Y, Arisawa T, <i>et    al.</i>. Endoscopic ultrasonography in the diagnosis of submucosal lesions of    the large intestine. Gastrointest Endosc 1997;46:406-411. </p>      <p><a href="#top12">12</a><a name="12"></a>. Zhou PH, Yao LQ, Zhong YS, <i>et    al.</i>. Role of endoscopic miniprobe ultrasonography in the diagnosis of submucosal    tumor of the large intestine. World J Gastroenterol 2004;10:2444-2446. </p>      <p><a href="#top13">13</a><a name="13"></a>. Hawes RH, Fockens P. Endosonography.    1st Edition. Saunders Elsevier; 2006. Submucosal lesions.99-110. </p>      <p><a href="#top14">14</a><a name="14"></a>. Jiang L, Jiang LS, Li FY, Ye H, Li    N, Cheng NS, Zhou Y. Giant submucosal lipoma located in the descending colon:    a case report and review of the literature. World J Gastroenterol 2007;14:5664-5667.  </p>      <p><a href="#top15">15</a><a name="15"></a>. Chak A, Canton MI, Rosch T, <i>et    al.. </i>Endosonographic differentiation of benign and malignant stromal cell    tumors. Gastrointestinal Endoscopy 1997;45:468-473. </p>      <p><a href="#top16">16</a><a name="16"></a>. Palazzo L, Landi B, Cellier C, <i>et    al.. </i>Endosonographic features predictive of benign and malignant gastrointestinal    stromal cell tumours. Gut 2000;46:88-92. </p>      <p><a href="#top17">17</a><a name="17"></a>. Okubo K, Yamao K, Nakamura T, <i>et    al.. </i>Endoscopic ultrasound-guided fine-needle aspiration biopsy for the    diagnosis of gastrointestinal stromal tumors in the stomach. J Gastroenterol    2004; 39:747-753. </p>      <p><a href="#top18">18</a><a name="18"></a>. Sasaki Y, Niwa Y, Hirooka Y, <i>et    al.</i>. The use of endoscopic ultrasound-guided fine-needle aspiration for    investigation of submucosal and extrinsic masses of the colon and rectum. Endoscopy    2005;37:154-160.</p>      <p><a href="#top19">19</a><a name="19"></a>. Fletcher CD, Berman JJ, Corless C,    <i>et al.. </i>Diagnosis of gastrointestinal stromal tumors: a consensus approach.    Int J Surg Pathol 2002;10:81-89.</p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><a name="0"></a><a href="#top0">Correspondência</a>:</b> Carla Sousa Andrade;    Rua Dr. Pita, Jardim dos Barreiros, Bloco B1, AN2; 9000-160 Funchal; <b>E-mail:</b>    <a href="mailto:carlasousaandrade@gmail.com">carlasousaandrade@gmail.com</a>;    <b>Tel</b>: +351 918 538 824</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido para publicação</b>: 30/04/2008 e <b>Pronto para publicação</b>:    08/02/2010</p>      ]]></body><back>
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