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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Relato de um caso - Síndrome de Ogilvie associada a adenocarcinoma de pâncreas]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Olgivie’s syndrome associated with pancreatic adenocarcinoma]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-81782010000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-81782010000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-81782010000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A pseudo-obstrução cólica aguda (Síndrome de Ogilvie) é caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas de obstrução do cólon sem uma causa mecânica identificável. Os autores relatam o caso de um doente do sexo feminino, 78 anos com quadro clínico de abdómen agudo obstrutivo associado a adenocarcinoma de pâncreas tratado com descompressão endoscópica.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Acute colonic pseudo-obstruction (Ogilvie’s Syndrome) is characterized by signs and symptoms of large bowel obstruction without a mechanical cause. Authors report one case of a 78-year-old female patient, with acute colonic pseudo-obstruction associated with pancreatic adenocarcinoma treated with endoscopic decompression.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Relato de um caso – Síndrome de Ogilvie associada a adenocarcinoma de pâncreas</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Luís Alberto Schlittler<sup>1</sup>, Nicolas Silva Lazaretti<sup>1</sup>,    Rodrigo Ughini Villaroel<sup>1</sup>, Claudia Schavinski<sup>3</sup>, Paulo    Sérgio Osório<sup>2</sup>, Tais Mazzini<sup>4</sup>, Viviane Weiller Dallagasperina<sup>4</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Médico Oncologista do Hospital da Cidade de Passo Fundo/RS/Brazil;  </p>     <p><sup>2</sup>Médico Radiologista do Hospital da Cidade de Passo Fundo/ RS/Brazil;</p>     <p> <sup>3</sup>Médica Residente em Clínica Médica do Hospital da Cidade de Passo    Fundo; </p>     <p><sup>4</sup>Estudante de Medicina da Universidade de Passo Fundo; Serviço de    Oncologia do Hospital da Cidade, Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brazil</p>     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspondência</a></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resumo</b></p>      <p>A pseudo-obstrução cólica aguda (Síndrome de Ogilvie) é caracterizada por um    conjunto de sinais e sintomas de obstrução do cólon sem uma causa mecânica identificável.    Os autores relatam o caso de um doente do sexo feminino, 78 anos com quadro    clínico de abdómen agudo obstrutivo associado a adenocarcinoma de pâncreas tratado    com descompressão endoscópica.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Olgivie’s syndrome associated with pancreatic adenocarcinoma</b></p>      <p><b>Abstract</b></p>     <p>Acute colonic pseudo-obstruction (Ogilvie’s Syndrome) is characterized by signs    and symptoms of large bowel obstruction without a mechanical cause. Authors    report one case of a 78-year-old female patient, with acute colonic pseudo-obstruction    associated with pancreatic adenocarcinoma treated with endoscopic decompression.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>INTRODUÇÃO</b></p>      <p>A pseudo-obstrução intestinal ou síndrome de Ogilvie é caracterizada por dilatação    do cólon, simulando oclusão intestinal, sem que se encontre uma causa mecânica    para a obstrução<a name="top1"></a><sup><a href="#1">1</a></sup>. Em 1948, Henage    Ogilvie descreveu uma síndrome clínica que chamou de pseudo-obstrução do intestino    grosso devido à privação de inervação do simpático, e descreveu dois casos com    sintomas fortemente sugestivos de obstrução do cólon, porém opaco normal e que    posteriormente foram submetidos a laparotomia, que evidenciou um cólon normal,    havendo envolvimento maligno no plexo celíaco. Na época, Olgivie concluiu que    o tumor interrompeu a inervação simpática do intestino grosso, levando o sistema    parassimpático com seus ramos sagrados a actuar em sentido oposto produzindo    um espasmo regional<sup><a name="top2"></a><a href="#2">2</a></sup>.</p>      <p>Os mecanorreceptores localizados na parede do intestino grosso, quando estimulados    pela distensão, ativam uma via reflexa cujo efeito final (via nervos simpáticos    eferentes através do plexo mioentérico ou placas nervosas em músculos lisos)    é a inibição da motilidade do cólon (reflexo do cólon). O mecanismo fisiopatológico    resume-se a um desequilíbrio na inervação autonómica<a name="top3"></a><sup><a href="#3">3</a></sup>,    de origem multifactorial: inibição do reflexo motor através dos ramos aferentes    esplâncnicos em resposta a um estímulo nocivo, excesso de resposta inibitória    motora simpática, diminuição do estímulo excitatório e excesso de resposta inibitória    sobre o parassimpático, inibição da libertação do oxido nítrico (NO) pelos neurónios,    além da estimulação periférica excessiva dos receptores de opióides<a name="top4"></a><sup><a href="#4">4</a></sup>.    Apesar destes dados, ainda há necessidade de estudos para um melhor entendimento    fisiopatológico.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A incidência exacta da Síndrome de Olgivie não é conhecida. A maioria dos casos    afecta idosos, predominantemente do sexo masculino (60%), hospitalizados ou    institucionalizados, com uma patologia clínica grave<sup><a name="top5"></a><a href="#5">5</a></sup>    (hipotiroidismo, amiloidose, enfarte agudo do miocárdio, ascite vascular cerebral,    hipóxia, inflamação sistémica ou localizada no peritoneu, intestino delgado,    tracto urinário ou tórax, entre outras.), intervenção cirúrgica recente (traumática,    ortopédica, pélvica, cesariana e torácica), uso de clonidina e a gravidez. Num    estudo retrospectivo de 400 casos, as condições predisponentes mais comuns foram:    traumas (11%), infecções (10%) e doenças cardíacas (10%)<sup><a href="#5">5</a></sup>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>MATERIAL E MÉTODOS </b></p>      <p>Mulher, 78 anos, procedente de Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil, foi submetida a tratamento com quimioterapia paliativa com gemcitabina por adenocarcinoma da cabeça do pâncreas com metástases hepáticas aquando do diagnóstico. Após seis ciclos de quimioterapia paliativa, com boa resposta clínica – diminuição importante da dor, aumento apetite e melhoria da performance clínica inicial, também foi evidenciada diminuição do marcador tumoral CA 19-9 (queda de 70% do valor inicial ao diagnóstico) e uma regressão parcial das lesões hepáticas e pancreática na tomografia computorizada abdominal de para reestadiamento. A paciente estava assintomática, indicado acompanhamento clínico periódico na Oncologia.</p>      <p>Após quatro meses em ambulatório, quase um ano após o diagnóstico da neoplasia,    a doente apresentou-se no serviço de urgência com um quadro súbito de dor e    distensão abdominal associado à paragem da emissão de fezes e gases. Ao exame    físico, os ruídos hidroaéreos estavam ausentes e tínhamos aumento do volume    abdominal, com dor difusa e distensão. A doente permanecia apirética, sem sinais    clínicos de infecção. Laboratorialmente encontrava-se anemia leve e alterações    discretas da enzimologia hepática, provavelmente relacionado a presença de metástases    hepáticas. A Radiografia do abdómen evidenciou distensão gasosa com acumulação    de resíduos fecais no cólon, ausência de níveis hidroaéreos em ortostatismo    e ausência de sinais de liquido livre na cavidade peritoneal (Fig. 1). Novo    exame de controle após 24 horas mostrou dólico-megacólon com importante distensão    gasosa e presença de gás no recto (Fig. 2) e em 48 horas notava-se um aumento    da distensão de ansa cólicas e pequena distensão do intestino delgado (Fig.    3). Não foi realizado tomografia computorizada ou ecografia abdominal. Foi mantido    suporte clínico com hidratação endovenosa, suspensão da dieta entérica, drenagem    nasogástrica e analgesia. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v17n2/17n2a03f1.jpg"> </p>     
<p>Fig. 1. Distens&atilde;o gasosa e acumula&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos    fecais nos c&oacute;lons. Aus&ecirc;ncia de n&iacute;veis hidroa&eacute;reos    em ortotatismo. Aus&ecirc;ncia de sinais de l&iacute;quido livre.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/ge/v17n2/17n2a03f2.jpg"></p>     
<p>Fig. 2. D&oacute;lico megac&oacute;lon com importante distens&atilde;o gasosa    e acumula&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos fecais. Presen&ccedil;a de g&aacute;s    no recto. Sem sinais de pneumoperitoneu.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <img src="/img/revistas/ge/v17n2/17n2a03f3.jpg"> </p>     
<p>Fig. 3. Importante distens&atilde;o de ansas de intestino grosso e pequena    distens&atilde;o de intestino delgado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Com a hipótese de pseudoobstrução intestinal tentou-se tratamento com neostigmina    por via endovenosa, sem resposta clínica. Logo em seguida, foi realizado tratamento    endoscópico descompressivo. A Colonoscopia avaliou todo o cólon, sendo realizada    aspiração do grande conteúdo gasoso encontrado e, logo após o exame, notava-se    uma melhora clínica parcial dos sintomas iniciais. </p>      <p>Cerca de 48 horas após endoscopia ocorreu agravamento do quadro de distensão    abdominal e da dor. Associado aos sintomas abdominais, a paciente desenvolveu    uma broncopneumonia nosocomial grave que culminou no óbito.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>DISCUSSÃO </b></p>      <p><b>Manifestações Clínicas</b></p>      <p >Os principais achados clínicos da síndrome de Olgivie incluem distensão abdominal    (100%), náuseas e vómitos (15% a 71%) e dor abdominal (80%). A eliminação de    gases e fezes é descrita em mais de 40% dos doentes<a href="#5"><sup>5</sup></a>.    A distensão abdominal é o primeiro sinal, ocorrendo usualmente entre 3-7 dias    após início da doença. Em doentes cirúrgicos desenvolve-se em média, após cinco    dias de pós-operatório<sup><a href="#5">5</a></sup>. A paragem de eliminação    fecal é um sinal importante, mas pode eventualmente ser intercalada com esteatorreia.    Os ruídos intestinais estão ausentes em 12% dos casos e presentes, de qualidade    normal ou até exacerbada, em 88% das vezes<sup><a name="top6"></a><a href="#6">6</a></sup>.</p>      <p>Ao exame físico, o abdómen muitas vezes é timpânico, doloroso, com contractura    muscular involuntária da parede abdominal. Pode haver febre e leucocitose, que    são mais comuns em doentes com isquemia ou perfuração<sup><a href="#1">1</a></sup>.</p>      <p>Apesar da grande importância do exame objectivo nesta condição, o seu diagnostico    é difícil e muitas vezes desvalorizado<sup><a href="#1">1</a></sup>. O reconhecimento    precoce e o manejo apropriado são imprescindíveis para minimizar complicações.  </p>      <p>A paciente do caso exposto neste artigo apresentou quadro de dor e distensão abdominal associado à paragem na eliminação de fezes e gases. Náuseas e vómitos não estavam presentes, o que corrobora os dados da literatura prévia, a qual demonstra grande variabilidade na frequência destes sintomas na Síndrome de Ogilvie.</p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Diagnóstico</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O diagnóstico deve ser confirmado através de exames complementares, sendo indispensável    a radiografia simples de abdómen, que mostrará graus variados de dilatação cólica.    O cólon direito e cego usualmente apresentam distensão mais acentuada, além    disso, “cut-offs” no ângulo esplénico e colon descendente são comuns. A distribuição    da dilatação cólica pode ser definida pelas diferentes origens do nervo parassimpático    proximal e distal que suprem o colon. Níveis hidroaéreos e dilatação também    podem ser visualizados no intestino delgado dependendo da competência da válvula    ileocecal<sup><a name="top7"></a><a href="#7">7</a></sup>.</p>      <p>No caso apresentado, a radiografia de abdómen demonstrou distensão gasosa com    acumulação de resíduos fecais no cólon, ausência de níveis hidroaéreos em ortostatismo    e ausência de sinais de liquido livre na cavidade peritoneal. </p>      <p>Os diagnósticos diferenciais da distensão cólica aguda em doentes hospitalizados    incluem: obstrução mecânica, megacolon tóxico devido à infecção grave por <i>Clostridium    difficile</i><sup><a href="#7">7</a></sup> e pseudo-obstrução intestinal aguda.</p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Exames Complementares</b></p>      <p>Exame contrastado pode ser realizado caso não seja visualizado ar em todos os segmentos do cólon na radiografia simples. A acuidade do exame é de 97% com risco de perfuração intestinal de 1,2%4. </p>      <p>A Colonoscopia é um bom método para diagnóstico diferencial com colite pseudomembranosa,    enquanto se aguarda sorologia para o microorganismo<a name="top8"></a><sup><a href="#8">8</a></sup>.    É também, uma alternativa ao exame contrastado, podendo ser utilizado concomitantemente    como tratamento. Vale lembrar que os riscos de complicações são consideráveis.</p>      <p>Tomografia Computadorizada tem especificidade de 93% para evidenciar dilatações    cólicas<sup><a name="top9"></a><a href="#9">9</a></sup>. Além disso, evidencia    a presença de ar e liquido livres na cavidade sem a necessidade de contrastes    ou risco de ruptura visceral.</p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Manejo</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O manejo apropriado implica a exclusão de obstrução mecânica e outras causas    de megacolon tóxico, investigar sinais de peritonite ou perfuração que podem    exigir intervenção cirúrgica urgente e determinar a duração e o grau de distensão    cólica<sup><a href="#5">5</a></sup>. Um dos dilemas clínicos num paciente com    pseudo-obstrução intestinal é quando indicar procedimentos como a descompressão    cirúrgica ou endoscópica do cólon.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Prognóstico</b></p>      <p>Em 1986, numa revisão de 400 casos, Vanek<sup><a href="#5">5</a></sup> observou    mortalidade de 14% nos casos tratados conservadoramente e 30% nos casos que    receberam tratamento cirúrgico, sendo a causa de óbito diretamente relacionada    com a patologia de base dos doentes, concluindo que a patologia de base é o    principal determinante no prognóstico.</p>      <p>A complicação mais grave da pseudo-obstrução intestinal é a perfuração de ceco, com mortalidade de 40 a 50%, indicando-se a cecostomia quando o diâmetro cecal é maior que 12 cm ou a dilatação permanece por mais de três dias.</p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Tratamento</b></p>      <p>A terapia de suporte inclui: suspensão da dieta entérica, correção dos desequilíbrios    hidroeletrolíticos e drenagem nasogástrica<sup><a href="#1">1</a></sup>. Em    caso de dilatação do recto e sigmóide, um tubo rectal deve ser inserido e mantido    para drenagem. Medicações que afectem a motilidade cólica como opiáceos, anti-colinérgicos    e antagonistas dos canais de cálcio devem ser descontinuados, se possível. A    deambulação e movimentação dos doentes são encorajadas, para tentar estimular    a motilidade e promover o esvaziamento cólico<sup><a href="#8">8</a></sup>.    O exame físico seriado agregado à radiografia de abdomen diária ajudam a monitorizar    ar a evolução da doença.</p>      <p>O risco de perfuração cólica é maior com diâmetro do cego &gt; 12cm e quando    a distensão estiver presente por mais de seis dias<sup><a name="top10"></a><a href="#10">10</a></sup>.    Os doentes com esta apresentação e aqueles que não melhoram após 24-48 horas    de terapia de suporte poderiam ser candidatos a intervenções. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Descompressão Farmacológica</b></p>      <p>Na ausência de sintomas de perfuração ou peritonite, a terapia medicamentosa com neostigmina (parassimpaticomimético indireto) deve ser considerada como escolha inicial. O suporte ao uso de neostigmina está no desequilíbrio na regulação autonómica da função cólica que ocorre na pseudo-obstrução intestinal.</p>      <p>Um estudo randomisado, duplamente cego, controlado com placebo<sup><a name="top11"></a><a href="#11">11</a></sup>    avaliou o uso de neostigmina em doentes com pseudo-obstrução intestinal com    diâmetro cecal maior que 10 cm e sem resposta ao tratamento conservador em 24h.    Resposta clinica foi observada em 10 de 11 doentes randomisados para receber    neostigmina e a média de tempo para resposta terapêutica foi de 4 minutos. A    redução média do diâmetro cecal (de cinco para dois cm) foi significativa no    grupo que usou neosigmina. Oito doentes não responderam à terapia inicial sendo    permitido o uso de neostigmina e todos tiveram descompressão prontamente. Dos    18 que receberam neostigmina, 17 tiveram resposta clínica com recorrência em    11% dos casos. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Descompressão Endoscópica</b></p>      <p>Indicada quando o tratamento conservador e o farmacológico falharem. Uma revisão<sup><a name="top12"></a><a href="#12">12</a></sup>    avaliou os doentes com pseudo-obstrução intestinal tratados com colonoscopia.    Dos 292 doentes estudados, 69% tiveram sucesso na descompressão inicial, determinada    pela redução do diâmetro cecal na radiografia, sendo que, 40% dos doentes tratados    sem o tubo descompressor tiveram ao menos uma recorrência, necessitando de colonoscopia    adicional. Para aumentar o beneficio terapêutico, a descompressão com tubo é    fortemente recomendada. O índice de complicações é de 1 a 5%.</p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Cecostomia Percutânea</b></p>      <p>Esta técnica deve ser individualizada principalmente em doentes que não responderam    ao tratamento conservador, farmacológico e colonoscópico<a name="top13"></a><sup><a href="#13">13</a></sup>.</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Descompressão Cirúrgica</b></p>      <p>A descompressão cirúrgica, que inclui cecostomia, colostomia ou ressecção é    associada a um mau prognóstico, possivelmente devido à sua aplicação ocorrer    somente em doentes com a forma mais severa da doença, que tenham falhado a resposta    aos demais tratamentos ou quando há suspeita de perfuração cólica ou peritonite<sup><a href="#1">1</a></sup>.</p>      <p>Após o diagnóstico da síndrome foi instituído tratamento com descompressão    endoscópica e a paciente faleceu por complicações da doença de base, confirmando    que o prognóstico está relacionado diretamente à doença de base, a qual geralmente    é grave nos doentes com síndrome de Ogilvie.<b></b></p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Referências</b></p>      <!-- ref --><p><a name="1"></a><a href="#top1">1</a>. Saunders MD. Acute colonic pseudo-obstruction.    Best Pract Res Clin Gastroenterol 2007;21:671-87.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0872-8178201000020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a href="#top2">2</a>. <a name="2"></a>Ogilvie WH. Large-intestine colic due    to sympathetic deprivation. Br Med J 1948;2:671-673.</p>      <p><a href="#top3">3</a>. <a name="3"></a>De Giorgio R, Barbara G, Stanghellini    V, <i>et al.</i>. The pharmacologic treatment of acute colonic pseudo-obstruction.    Aliment Pharmacol Ther 2001;15:1717-1727.</p>      <p><a href="#top4">4</a>. <a name="4"></a>Delgado-Aros S, Camilleri M. Pseudo-obstruction    in the critically ill. Best Pract Res Clin Gastroenterol 2003;17:427-44.</p>      <p><a href="#top5">5</a>. <a name="5"></a>Vanek VW, Al-Salti M. Acute pseudo-obstruction    of the colon (Ogilvie’s syndrome). An analysis of 400 cases. Dis Colon Rectum.    1986;29:203-10.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top6">6</a>. <a name="6"></a>Grassi R, Cappabianca S, Porto A, <i>et    al</i>. Ogilvie’s syndrome (acute colonic pseudo-obstruction): review of the    literature and report of 6 additional cases. Radiol Med 2005;109:370-375.</p>      <p><a href="#top7">7</a>. <a name="7"></a>Sheikh RA, Yasmeen S, Pauly MP, <i>et    al.</i>. Pseudomembranous colitis without diarrhea presenting clinically as    acute intestinal pseudo-obstruction. J Gastroenterol 2001;36:629-632.</p>      <p><a href="#top8">8</a>. <a name="8"></a>Eisen GM, Baron TH, Dominitiz JA, <i>et    al.</i>. Acute colonic pseudo-obstruction. Gastrointest Endosc 2002;56:789-792.</p>      <p><a href="#top9">9</a>. <a name="9"></a>Frager D, Rovno HD, Baer JW, <i>et al.</i>.    Prospective evaluation of colonic obstruction with computed tomography. Abdominal    Imaging 1998;23:141-146.</p>      <p><a href="#top10">10</a><a name="10"></a>. Sloyer AF, Panella VS, Demas BE,    <i>et al.</i>. Ogilvie’s syndrome. Successful management without colonoscopy    Dig Dis Sci 1988;33:1391-1396.</p>      <p><a href="#top11">11</a><a name="11"></a>. Johnson CD, Rice RP. The radiographic    evaluation of gross cecal distention. Am J Radiol 1985;145:1211-1217.</p>      <p><a href="#top12">12</a><a name="12"></a>. Ponec RJ, Saunders MD, Kimmey MB.    Neostigmine for the treatment of acute colonic pseudoobstruction. N Engl J Med    1999;341:137-141.</p>      <p><a href="#top13">13</a><a name="13"></a>. Rex DK. Colonoscopy and acute colonic    pseudo-obstruction. Gastrointest Endosc Clin N Am 1997;7:499–508.</p>      <p>14. Van der Spoel J, Oudemans-van Straaten H, Stoutenbecek    C, <i>et al.</i>. Neostigmine resolves critical illness-related colonic ileus    in intensive care patients with multiple organ failure – a prospective, double-    blind, placebo-controlled trial. Intensive Care Med 2001;27:822-827.</p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><a name="0"></a><a href="#top0">Correspondência</a>:</b> Viviane Weiller    Dallagasperina; Avenida: Aspirante Jenner, número 987; Bairro: Lucas Araújo;    Passo Fundo/Rio Grande do Sul/ Brasil; 99074-360; <b>E-mail:</b> <a href="mailto:vividallagasperina@hotmail.com">vividallagasperina@hotmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido para publicação:</b> 11/09/2008 e <b>Aceite para publicação:</b>    15/04/2009.</p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Saunders]]></surname>
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<source><![CDATA[Best Pract Res Clin Gastroenterol]]></source>
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